Delfos - Jornalismo Parcial
   Box - Hammerfall - One Crimson Night (Nuclear Blast - 2003) - Parte I

Conteúdo do Box. Foto: Carlos

            O Hammerfall é uma banda de True Metal e, como tal, exibe com orgulho todos os clichês do estilo: os corais de um Accept, a cara de macho de um Manowar, as tradicionais letras falando sobre trovão, honra e aço, e tudo mais que torna o estilo um dos mais divertidos do Heavy Metal.

            Todos estes clichês estão presentes neste Box (veja o conteúdo na foto acima), que é uma edição especial limitada e pode ser adquirida apenas pelo site da gravadora Nuclear Blast (www.nuclearblast.de). Desde seu conteúdo principal - um CD duplo e um DVD, ambos ao vivo, que podem ser adquiridos separadamente - até em seu conteúdo exclusivo: uma bandeira com as cores da Suécia e o logo do Hammerfall, um Backstage Pass, que serve apenas de enfeite e o mais legal, um mini-CD com a faixa Dreamland gravada ao vivo aqui no Brasil, mais precisamente em Curitiba, e com uma mensagem de cada um dos integrantes da banda.

            Apresentações feitas, vamos ao show que recheia o CD e, principalmente o DVD, ambos intitulados One Crimson Night. Gravado em Gotemburgo (Suécia) em 20 de fevereiro de 2003 durante a turnê de seu último álbum de estúdio Crimson Thunder, o show já começa bem: durante a introdução Lore Of The Arcane, o mascote da banda - chamado Hector - um guerreiro medieval que carrega um martelo semelhante ao Mjolnir do Thor (só que bem maior) aparece no palco e, em meio a efeitos pirotécnicos e coreografias, a banda já entra tocando a divertidíssima Riders Of The Storm (esse nome é genial, parece nome de desenho! ), diretamente emendada com a clássica Heeding The Call e com a cadenciada Stone Cold. Detalhe: todos os diálogos do vocalista Joacim Cans com a platéia estão legendados, e o português é uma das opções, apesar de ser um DVD alemão.

            Essa trinca introdutória tem um problema para aqueles que estão assistindo no DVD, o excesso de luz vermelha que ilumina o palco prejudica a visibilidade. Felizmente, nas próximas músicas Hero’s Return e Legacy Of Kings, este problema é corrigido e o show fica com uma iluminação mais tradicional. Como nada é perfeito, adivinhe o que acontece depois? Um solo de baixo, é claro. E, mais para a frente, também colocaram um solo de guitarra. Bom, uma das vantagens de um DVD é que você pode simplesmente pular uma música, sem esperar nada, e isso é altamente recomendável no DVD dessas bandas que teimam de mostrar o quanto são bons (e, às vezes, nem são tão bons assim. ). Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 5:52 PM
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   Box - Hammerfall - One Crimson Night (Nuclear Blast - 2003) - Parte II

            O show continua com At The End Of The Rainbow e seus vários corais, The Way Of The Warrior e seu ótimo refrão, a pesada e empolgante The Unforgiving Blade, a baladinha Glory To The Brave, a “quero ser Accept” Let The Hammer Fall, a famosa Renegade, a rápida Steel Meets Steel, a lenta Crimson Thunder, a melhor música da banda Templars Of Steel, o single Hearts On Fire e o hino Hammerfall. Tudo isso regado a muita coreografia, pirotecnias, discursos inflamados de como o Heavy Metal tem o melhor público do mundo e todos os clichês que fazem a alegria dos headbangers (eu, inclusive).

            No DVD, depois de Templars Of Steel, o mascote Hector volta ao palco trazendo Mat Sinner (baixista e vocalista do Sinner e baixista do Primal Fear), que aparece para entregar o disco de ouro pelas vendas do álbum Crimson Thunder à banda. Em outras palavras, o DVD contém um show completo do Hammerfall, exatamente como ele ocorreu (como o Shaman deveria ter feito), tudo embalado em imagem e som com qualidades dignas de DVD (como o Dio deveria ter feito) e ainda vem com um encarte com muitas fotos e todas as informações necessárias. Como extras, apenas um documentário sobre a turnê e uma galeria de fotos.

            Já no CD, a ausência da entrega dos discos de ouro, dos vários discursos do vocalista e dos extras do DVD, é compensada por três músicas extras gravadas na turnê da banda pela América do Sul (nenhuma delas gravada no Brasil). A saber: The Dragon Lies Bleeding, Stronger Than All e A Legend Reborn.

            Realmente é difícil colocar defeitos neste trabalho ao vivo do Hammerfall, já que tudo parece ter sido feito com o maior cuidado. Então, sem mais delongas, coloque o CD ou o DVD para tocar, chame os amigos e curtam juntos o belo show do Hammerfall.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 5:51 PM
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   Clássicos - CD - Blues Brothers - The Definitive Collection (Atlantic - 1992)

            Para inaugurar as resenhas de discos clássicos, vamos sair um pouco do Heavy Metal e falar um pouco daquela que é, sem dúvida, a banda de Blues mais divertida da história: o Blues Brothers.

            Conhecidos por aqui como os protagonistas do filme Os Irmãos Cara de Pau, Jake e Elwood Blues são, na verdade, os alter egos de John Belushi e Dan Aykroyd, respectivamente.

            Este CD é uma coletânea formada em sua maioria por músicas ao vivo e é perfeito para aqueles que não são fanáticos pela banda e querem ter apenas um divertido CD de Blues em casa. Todos os clássicos estão aqui, as faixas abrangem desde músicas presentes no filme, como Everybody Needs Somebody To Love, Shake Your Tailfeather, com o mestre Ray Charles, e Think, com a participação de Aretha Franklin (como canta essa mulher) até músicas gravadas posteriormente pelos “irmãos do blues”, como Soul Man, Do You Love Me, Rubber Biscuit e a quase Hard Rock Gimme Some Lovin’ (quer nome mais Hard Rock do que esse? ).

            Todas as músicas são executadas brilhantemente pela banda que os acompanha, com destaque especial para a seção de metais, o grande charme do Blues.

            Apesar de algumas músicas mais chatinhas, como Guilty, Riot In Cell Block Number Nine e From The Bottom, este é um CD que realmente vale a pena, além de ser um documento histórico de uma banda que, infelizmente, não volta mais (John Belushi morreu em 5 de março de 1982). The Definitive Collection é um disco altamente recomendável para quem gosta de Blues, para quem gosta de se divertir e, principalmente, para quem gosta de boa música.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:02 PM
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   Cinema - Todo Mundo Em Pânico 3 (Scary Movie 3 - EUA - 2003)

            Na natureza nada se cria, tudo se copia. Este jargão pode ser facilmente aplicado à industria cinematográfica. Basta observarmos a quantidade de filmes que se apropriaram do efeito bullet-time criado por Matrix para percebermos quão verdadeira é esta frase.

            Curiosamente, um dos estilos mais engraçados do cinema hollywoodiano é justamente a paródia, cujos representantes apropriam-se de cenas clássicas/assustadoras/dramáticas para fazer o espectador rir.

            Todo Mundo Em Pânico 3 se encaixa perfeitamente neste gênero. Sua paródia já começa no cartaz do filme, que se aproveita da atual onda de trilogias (Matrix e Senhor dos Anéis, por exemplo).

            A estória do filme é irrelevante e, em grande parte das vezes, nem faz sentido. O roteiro aqui consiste em apenas uma mera desculpa para as piadas serem apresentadas ao espectador, mas para aqueles que se interessam, aí vai: dos personagens conhecidos, estão de volta apenas Cindy (Anna Faris) e Brenda (Regina Hall). Cindy se tornou uma atrapalhada jornalista que está investigando círculos misteriosos que apareceram em uma fazenda. Logo, fica sabendo da existência de uma fita que mata aqueles que a assistirem em sete dias. Cabe a ela desvendar a relação entre os dois acontecimentos sobrenaturais. Mas isso é o de menos, pois o que importa mesmo são as consecutivas tiradas com filmes como Os Outros, 8 Mile – Rua das Ilusões, O Chamado e, quem diria, Matrix.

            Quem gosta de paródias e assistiu aos filmes supracitados com certeza vai se divertir bastante. Quem não assistiu (existe alguém que não assistiu Matrix?), também vai achar graça nas piadas que vão na linha de Corra Que a Polícia Vem Aí, que, assim como Todo Mundo Em Pânico 3, também tem direção de David Zucker.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 3:31 PM
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   Cinema - Matrix Revolutions (Idem - EUA - 2003)

            O primeiro Matrix é um clássico. Foi uma verdadeira (r)evolução para o cinema, desde a estética até os efeitos especiais, que chegaram a influenciar até mesmo grandes filmes, como Homem-Aranha, por exemplo (na cena que o sentido aranha se manifesta pela primeira vez, lembra?). Também foi responsável por acender discussões filosóficas do tipo: “o mundo onde vivemos é real?” Essa discussão, embora fascinante, já é antiga. Foi abordada em filmes como O Show de Truman e até mesmo pelos filósofos gregos, como a Alegoria da Caverna de Platão. Seu impacto foi tão grande que pode ser comparado a clássicos absolutos da história do cinema, como Star Wars, por exemplo.

            Quatro anos depois, Matrix Reloaded chega aos cinemas. Algumas (poucas) pessoas gostaram. A maioria odiou. Eu, particularmente, ainda não me conformei com o fato de toda a estória do filme ser contada em uma única cena – o ininteligível diálogo com o arquiteto. Matrix Reloaded se deslumbra com sua própria estética e efeitos especiais, além da tal estrada construída especialmente para o filme e se esquece do principal – contar uma estória.

            E onde Matrix Revolutions se encaixa qualitativamente falando? Sem nenhuma sombra de dúvida, anos-luz atrás de Matrix. O filme está mais próximo do Reloaded que do capítulo original, porém, ao contrário da segunda parte, Revolutions se deixa assistir sem maiores traumas e, se você esquecer que é continuação de um clássico do cinema, pode até se divertir bastante com o filme.

            Revolutions começa um segundo depois do final de Reloaded e do jogo Enter The Matrix, além de ter várias citações ao desenho Animatrix. Neo está inconsciente e a nave Logos perdida em algum lugar do mundo real. Nenhuma retrospectiva ou auxílio ao telespectador é oferecido e isso faz falta, já que grande parte do público não jogou Enter The Matrix, nem assistiu Animatrix.

            Neo está, na verdade, preso entre o mundo real e a matrix. O local é dominado por Trainman que, por sua vez, responde para o Merovingian. E lá vão nossos heróis Morpheus, Trinity e Seraph entrar em “negociações agressivas” com o dito cujo. Persephone (Monica Belucci), ao contrário do que parece à primeira vista, não aparece nessa cena apenas para mostrar seus voluptuosos seios. Pretendo escrever sobre essa e outras interpretações sobre o filme em um futuro-não-muito-distante, então fiquem ligados.

            Paralelo a isso, as máquinas estão cavando em direção a Zion com o intuito de destruir impiedosamente todos os humanos que lá vivem. E é justamente este o maior pecado de Revolutions. Assim como a tal estrada construída para Reloaded, aqui os criadores ficaram tão deslumbrados com o quanto esta cena custou (mais do que a soma dos gastos dos dois filmes anteriores inteiros, dizem) que a estenderam por uns quarenta minutos (se não foi tanto, pelo menos pareceu) algo que poderia durar apenas uns cinco. A cena é excessivamente violenta e desnecessariamente prolongada, pois não conta com nenhum dos personagens principais e nada acrescenta à estória.

            Isso é basicamente tudo que posso contar sem estragar nenhuma surpresa, mas tenha a certeza de que Matrix Revolutions ainda vai gerar muitas discussões. A questão que permanece, no entanto, é: seriam essas discussões reais ou apenas ilusões plantadas em nossas cabeças pelos irmãos Wachowski?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:17 PM
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   DVD e CD - Shaman - Ritualive (Universal - 2003) - Capa

O UOL não me deixou colocar a capa na outra mensagem por causa do tamanho, então aqui está ela.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:33 PM
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   DVD e CD - Shaman - Ritualive (Universal - 2003)

            5 de abril de 2003. Um dia que vai ficar marcado na história do Heavy Metal. Nesse dia, o Shaman  se apresentou no terrível Credicard Hall em São Paulo. Até aí nada de mais, mas este não era um show comum, pois Andre Matos e companhia conseguiram reunir um elenco de convidados de fazer inveja a qualquer nome mainstream do estilo: Andi Deris e Michael Weikath (vocalista e guitarrista do Helloween), Tobias Sammet (vocalista do Edguy e do Avantasia) e Sascha Paeth (guitarrista do Heavens Gate e do Virgo), além do violinista Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra). Este elenco era tão estelar que o show não foi nem divulgado como Shaman, e sim como Shaman e convidados. Obviamente, um evento desses não poderia passar em branco e poucos dias antes do show foi anunciado que o mesmo seria gravado para dar origem a um DVD.

            Confesso que o show foi tão bom que fiquei ansioso para o lançamento do DVD, para que pudesse revê-lo quantas vezes quisesse. O dia finalmente chegou. E começou mal. A julgar pela capa, este não era um DVD de um dos melhores shows que já presenciei, e sim de um pirata (mal-feito ainda por cima). Aliás, além de feia, a capa é exatamente igual à do DVD (se é que se pode chamar aquilo de DVD) do Angra – Rebirth World Tour Live In São Paulo, pois mostra uma foto da banda e do público misturado à capa do álbum da banda. Horrível, para dizer o mínimo. Ok, não vamos julgar um livro (ou um DVD) pela capa. Virei para ver o setlist. Onde estão Crazy Me? (Virgo), Inside (Avantasia) e a apoteose final, uma das músicas que eu mais queria rever, Breaking The Law (Judas Priest) com todos os músicos tocando juntos, inclusive Marcus Viana (Breaking The Law com violino é demais)? Tiraram justamente as músicas que tiveram participações especiais. Seria falta de espaço? Ora, se cabe O Senhor dos Anéis em um DVD, com certeza cabem as pouco mais de duas horas de duração do show do Shaman. Por que então? Ainda não consegui descobrir.

            Mas vamos falar sobre o que está aqui. O show começa exatamente como todos os shows que o Shaman fez em São Paulo. A intro Ancient Winds em playback (e, justamente por causa disso, deveria ter sido excluída do CD, para dar espaço a músicas mais importantes) seguida de Here I Am / Distant Thunder / For Tomorrow e Time Will Come. A imagem e o som são bons e a execução é impecável, ou seja, realmente um material de qualidade. Aí começa a parte sonolenta, com Lisbon (Angra), os inevitáveis e cada vez mais chatos solos individuais de guitarra e de bateria e a pior música do Shaman, Over Your Head, esta já contando com a participação de Marcus Viana no violino e George Mouzayek no derbak. Chega a hora do solo de piano de Andre Matos que, por incrível que pareça, é muito legal, seguido da trilha de novela Fairy Tale, com Matos ainda no piano de cauda. Confesso que não gosto dessa música, porém aqui ela conta com a participação de Marcus Viana que simplesmente arregaça. Assistir a essa versão da música é emocionante e dá a sensação de se estar assistindo a um concerto de música clássica. Demais. Um dos pontos altos do DVD, sem dúvida. Depois disso, infelizmente, a adrenalina cai novamente com outras músicas mais chatinhas do álbum de estréia: a comercial Blind Spell e a faixa-título Ritual.

            Mas é depois dessa música que a casa vai abaixo e o show chega ao seu clímax, com a execução de Sign Of The Cross (Avantasia), uma das músicas mais legais dos últimos anos, com a participação de Tobias “Eliane” Sammet e Sascha Paeth, além de Andre Matos imitando o Baby Sauro (Não é a mamãe) na cabeça de Tobias. Infelizmente, ao invés de um dueto entre a Eliane, ops, o Tobias e o Andre Matos, optaram pelo primeiro cantar quase toda a música e o Andre fazer pouco mais que backing vocals. Não foi a decisão mais acertada, mas ainda assim está bem legal. A melhor música do Shaman, Pride, vem em seguida e os dois vocalistas mandam o profissionalismo às favas e começam a tocar visivelmente por diversão, deixando a apresentação ainda mais legal de assistir, porém prejudicando aqueles que a estão ouvindo no CD, pois os vocais falham bastante.

            Segue o clássico do Angra, Carry On e, para terminar, o clássico dos clássicos, a maravilhosa Eagle Fly Free (será que existe alguém que não gosta dessa música?) executada com os membros do próprio Helloween, novamente Andre Matos fazendo apenas backings, mas surpreendentemente aqui ficou bem legal. Enfim, um clássico absoluto em mais uma versão empolgante. Mas para os que estão assistindo no DVD tem um problema: a edição parece aquelas feitas pela Rede Globo, mostrando o guitarrista que não está solando, por exemplo. Deveriam ter sido mais cautelosos com algo tão importante.

            O DVD ainda tem alguns extras como Making Of (chato como sempre), os videoclipes de For Tomorrow e Fairy Tale e a desnecessária galeria de fotos (falando sério, quem quer ver fotos em DVD?).

            Já o CD tem uma boa gravação e obviamente um setlist menor: foram tiradas Lisbon, os solos (enfim excluíram algo certo) e Carry On. Detalhe: o cd tem 66 minutos. Ou seja, caberia mais duas músicas, pelo menos. Infelizmente, deixaram de fora essas duas músicas para colocar uma propaganda do DVD (um vídeo da Carry On). Uma atitude lamentável, já que quem compra um CD, quer escutá-lo. Quem quisesse assistir a Carry On em vídeo, compraria o DVD.

            Apesar dos pesares, Ritualive é um lançamento bem agradável. Não é o tremendo DVD que eu esperava que fosse, mas garante algumas horas de diversão.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:14 PM
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   DVD - Dio - Evil Or Divine (ST2 - 2003)

            Poucas pessoas realmente marcaram seu nome na história do Heavy Metal. O vocalista Ronnie James Dio é uma delas. Sua voz é tão marcante e influenciou tanta gente, que acabou recebendo o pomposo título de Voice Of Metal.

            Com um currículo que inclui passagens por bandas do nível de Rainbow e Black Sabbath, este DVD não se mostra à altura do grande pequeno Dio. As imagens têm qualidade de VHS e o show nele presente é extremamente simples, apresentando apenas a banda tocando seus sucessos (e outros nem tanto).

            Por sorte, ou capacidade mesmo, a música da banda é tão boa que torna praticamente impossível para um fã do bom rock não se divertir com este DVD. E a qualidade do som também ajuda, com gravação e performance impecáveis.

            O setlist é ótimo. Conta com algumas poucas músicas novas, como Killing The Dragon, Push, Fever Dreams e a chatíssima Lord Of The Last Day e muitos clássicos da banda Dio, como Don’t Talk To Strangers, Holy Diver, The Last In Line, a bonitinha Rainbow In The Dark, a empolgante Stand Up And Shout e a emocionante We Rock. Também marcam presença um medley do Rainbow, com Man On The Silver Mountain/Long Live Rock’n’Roll e duas do Black Sabbath – Heaven And Hell e Children Of The Sea (em um medley com Egypt). Infelizmente, também estão aqui os onipresentes solos individuais de guitarra e de bateria (Será que alguém realmente gosta disso, a não ser os estudantes de música?).

            Como extras, o DVD tem uma interessante entrevista onde Ronnie James Dio fala sobre suas convicções religiosas e sobre uma traumática experiência com espíritos, além do videoclipe de Push, com participação do Tenacious D e das carnes de vaca galeria de fotos e imagens de bastidores.

            Enfim, vale pela garganta de Dio, pela ótima banda que o acompanha e pelo setlist bem escolhido. Infelizmente fica a dever na área técnica, mas nada que atrapalhe a diversão de assisti-lo.

Curiosidade 1: a banda que abriu para o Dio na noite dessa apresentação foi o Hammerfall. Não é estranho que a banda de abertura tenha lançado um DVD ao vivo quase simultaneamente e com uma qualidade técnica superior?

Curiosidade 2: por que em nenhum momento é mostrada a cara do tecladista? Ele é tão feio assim?

Curiosidade 3: não vi nenhuma mulher na platéia o show inteiro.

 



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:36 AM
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   CD - Gamma Ray - Skeletons In The Closet (Sanctuary - 2003 - Versão Japonesa)

           

   

            Já vou começar essa resenha avisando: o Gamma Ray é minha banda preferida. Dito isto, vamos ao álbum propriamente dito. Skeletons In The Closet é um disco duplo gravado ao vivo em Barcelona (Espanha) e em Estrasburgo (França) durante a turnê de mesmo nome,  cujo objetivo não era divulgar o último disco como de costume, mas tocar músicas que nunca ou raramente haviam sido tocadas ao vivo. E mais, essas músicas foram escolhidas pelos fãs em votação realizada pelo site oficial da banda (www.gamma-ray.com).

            Isso explica o fato de o disco não apresentar clássicos do Heavy Metal como Rebellion In Dreamland e Man On A Mission. Mas enquanto essas músicas já estavam devidamente representadas no ao vivo anterior Alive ’95, outras músicas muito boas nunca tinham sido apresentadas em shows e muito menos gravadas. É o caso de Rich And Famous, Armageddon, da fantástica Shine On e da inesperada Victim Of Fate (da época do vocalista e guitarrista Kai Hansen no Helloween).

            Este álbum conserta isso, e muito bem, pois, ao não repetir nenhuma das músicas presentes no Alive ’95, torna os dois discos ao vivo essenciais para quem aprecia a banda e/ou gravações realizadas em frente ao público.

            Tecnicamente, o álbum também impressiona, pois apresenta uma gravação cristalina e uma performance tão perfeita que torna difícil acreditar que não houveram overdubs nos duetos e harmonias das guitarras em músicas como No Return e Heaven Or Hell. A versão japonesa ainda traz de bônus uma versão para o clássico do Helloween, I Want Out, dois videoclipes ao vivo em CD-ROM (Gardens Of The Sinner e Razorblade Sigh) e um encarte extra com as letras em inglês e em japonês.

            Tudo isso é embalado em uma belíssima embalagem em digipack, com um encarte muito legal, que traz de volta o velho humor “Rayniano” que tinha ficado de fora nos últimos lançamentos. Imperdível para quem já gosta da banda e altamente recomendado por quem quer conhecê-la, já que tem um setlist bem diferenciado e muito bem escolhido. Afinal, os fãs sabem o que querem.

 



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 3:36 PM
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   Jogo de PC - XIII (Ubisoft - 2003)

            UAU! Essa é a única coisa que se consegue pensar ao assistir ao filminho introdutório de XIII, game da Ubisoft baseado na HQ européia de mesmo nome, que tem Roteiro de Jean Van Hamme e arte de William Vance.

            Posso dizer que não via gráficos tão bons em um jogo (tanto em cutscenes quanto no próprio jogo) desde a época do Sega-CD, quando jogos como Road Avenger, Dragon’s Lair e Sewer Shark deixavam os jogadores impressionados em estar jogando um filme (ou um desenho). Infelizmente, pouco tempo depois, iniciou-se a tendência de gráficos poligonais, eliminando completamente os jogos conhecidos na época como filmes interativos. XIII traz de volta um estilo parecido de gráficos. Não igual, mas suficientemente parecido para agradar os jogadores mais exigentes afinal, não é um desenho animado mas, na verdade, gráficos poligonais revestidos por uma tecnologia chamada cel-shaded, também utilizada em jogos como The Hulk, Teenage Mutant Ninja Turtles e Taz Wanted, porém apresentando aqui seus melhores resultados (Você pode conferir na foto abaixo, tirada por mim em uma das fases do jogo).

 

 

            A própria linguagem do jogo lembra muito uma HQ: em dados momentos, quadrinhos mostrando o que está acontecendo em outra parte da fase aparecem em meio à ação, além das sempre presentes onomatopéias.

            A estória também é outro ponto forte, deixando o jogador curioso para saber o que vai acontecer em seguida. Você começa acordando em uma praia, sem nenhum resquício de memória. Uma salva-vidas vem ao seu auxílio, mas antes que você consiga conversar com ela, ela é assassinada – e você é o próximo alvo. Para saber o que acontece depois, só jogando.

            O jogo é aquele velho estilo Doom, ou seja, tiro em primeira pessoa e, nas fases que este estilo é seguido, é quando o jogo é mais divertido. Explica-se, também existem muitas fases Stealth, ou seja, quando o tiroteio dá espaço para a estratégia. Por exemplo, em uma das fases, você está em uma base militar e não pode matar os soldados, pois eles são inocentes. Você é, então, obrigado a enchê-los de cadeiradas, garrafadas e outras adas até que eles fiquem inconscientes. Isso enquanto eles estão descarregando suas metralhadores em cima do pobre protagonista. E não é só. Após nocauteá-los, você ainda precisa esconder seus corpos, antes que um soldado encontre o corpo. É difícil, mas vale a pena.

            O principal problema do jogo, no entanto, é seu esquema de checkpoints. Você não pode salvar a hora que quiser, sendo muitas vezes obrigado a jogar a mesma fase repentinamente. Não precisa ser vidente para perceber quão sacal isso pode se tornar, né?

            A própria Ubisoft já parecia esbanjar confiança em seu produto, pois o final é daqueles To Be Continued. E, como nós, brasileiros, não tivemos acesso ao gibi que inspirou este ótimo jogo de ação, se quisermos saber a continuação da estória, temos que esperar pelo XIII II. Resta torcer para que não demore.

            O jogo original vem em 4 CDs e você precisa de no mínimo 1.2Gb para instalá-lo. Outra opção é baixar o demo diretamente de seu site oficial: http://www.xiii-thegame.com/uk/demo.php



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:58 PM
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   Show - Iron Maiden & Shaman (Pacaembu – 17 de Janeiro de 2004)

            O Iron Maiden está, sem dúvida, entre as bandas internacionais que mais vieram ao Brasil. A sua popularidade, que não é de se jogar fora no resto do mundo, chega a ser absurda aqui. A paixão, no entanto, parece ser recíproca. Exemplos não faltam: além das constantes visitas dos ingleses ao nosso país, temos a capa de Virtual XI, que mostra um jogo de futebol do Brasil contra a Inglaterra, seu ex-vocalista Blaze Bayley é casado com uma brasileira e, tanto o Iron Maiden quanto a banda solo de seu vocalista Bruce Dickinson gravaram cds ao vivo aqui (Rock In Rio e Scream For Me Brazil, respectivamente). Pela sexta vez no Brasil, o Maiden prometia uma superprodução de arrepiar, o que, infelizmente, não aconteceu.

            O show começou por volta das 20:20 com a abertura do Shaman, o que já se demonstrou um tremendo desrespeito com os mesmos, já que o horário marcado para o início do espetáculo era 21:00. Desrespeito, aliás, comumente repetido em shows de heavy metal, onde bandas de abertura são tratadas não como os artistas que são, mas como algo que ninguém quer assistir, o que o público do Pacaembu provou, neste caso, que não era verdade, batendo palmas e cantando com a banda, como toda banda de abertura merece ser tratada, apesar de os organizadores não perceberem isso.

            O setlist do Shaman começou da mesma forma que todos os outros shows deles que eu assisti (e eu assisti vários), com a intro Ancient Winds, seguida de Here I Am, Distant Thunder, Time Will Come e For Tomorrow. Infelizmente, estas duas últimas não foram tocadas em suas versões integrais, provavelmente por causa do curto espaço de tempo que foi concedido aos músicos. O show continuou com a cover de No More Tears de Ozzy Osbourne, que foi muito bem recebida, seguida da global Fairy Tale e finalizando com Carry On, deixando de fora aquela que sempre me pareceu sua música mais apropriada para apresentações ao vivo, Pride. Infelizmente, este show foi marcado por uma performance abaixo da média do vocalista Andre Matos, que parecia nervoso (quem não estaria?) e por uma péssima qualidade do som, que estava excessivamente baixo, enquanto os vocais estavam altos demais, se comparados com os outros instrumentos, embora também estivessem baixos.

            Restava aos headbangers presentes torcer para que a qualidade do som no Iron Maiden melhorasse. Não melhorou. Apesar disso, o show começou muito bem, com a nova Wildest Dreams, seguida de clássicos como Wrathchild, Can I Play With Madness e The Trooper, apesar da (falta de) qualidade do som, não tem como não se divertir vendo The Trooper sendo executada pela banda que a gravou originalmente, e ainda com um adendo, o guitarrista Janick Gers.

            Após o desfile de clássicos, o show segue em frente com a nova e ótima Dance Of Death, introduzida por um playback da famosa frase de Shakespeare “Existem mais coisas entre o Céu e a Terra do que supõe nossa vã filosofia.” (Em inglês, é claro). Aqui começa realmente o espetáculo prometido pelo Iron Maiden, Bruce Dickinson entra no palco com uma fantasia que parecia uma mistura entre a Morte e o Fantasma da Ópera. A fantasia, o belo castelo usado de cenário e o clima místico da música realmente deram uma cara de super produção e a noite prometia, afinal, era a mesma “superprodução apresentada na Europa”. O show continua com a chata Brave New World seguida de Paschendale, com Bruce novamente fantasiado, desta vez de soldado, e umas trincheiras colocadas no palco, porém sem o mesmo impacto da Dance Of Death. O show segue morno, pois a produção nova acaba aí. Todo o resto era apenas a banda tocando com um setlist tão mal escolhido quanto o das últimas vezes que a banda veio ao Brasil, com exceção de Iron Maiden, com o já tradicional Eddie inflável no fundo do palco e Number Of The Beast, com a presença do Eddie em tamanho natural. Este, infelizmente, muito menos interessante do que o que vimos no Rock In Rio, aquele sim um Eddie bem feito. As outras músicas foram Lord Of The Flies – por que diabos eles tocaram essa? Futureal, Man On The Edge, Clansman e Sign Of The Cross são muito mais legais. E isso pra citar só a fase Blaze – No More Lies/a sempre empolgante Hallowed Be Thy Name/ a carne de vaca Fear Of The Dark/Journeyman em uma chatíssima versão acústica e Run To The Hills.

            Enfim, mais uma passagem do Iron termina e ainda não tenho a resposta para a pergunta que não quer calar desde a primeira vez que assisti a um show deles: como eles podem deixar clássicos do Heavy  Metal como Wasted Years, Aces High e Flight Of Icarus de fora do setlist? Um tapinha nas costas para quem conseguir responder.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:03 PM
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   Cinema - Irmão Urso (Brother Bear - EUA - 2003)

Padrão Disney de qualidade. Estas quatro palavras definem perfeitamente o que se pode esperar de Irmão Urso. Para alguns (como eu), isso significa um desenho caprichado, bem animado, com um roteiro que privilegia valores de família, amizade e paz. Para outros (acredite, eles existem), isso reflete uma película brega, sentimentalóide e ultrapassada.

Todos estes elementos, para o bem ou para o mal, estão presentes em Irmão Urso, a penúltima tentativa da Disney no terreno da animação tradicional.

A trama é a seguinte: Kenai é um jovem brincalhão e irresponsável que teve o irmão mais velho morto em um combate com um urso. Com raiva, ele decide sair em uma cruzada de vingança contra o urso responsável. Para ensinar uma lição ao rapaz vingativo, os grandes espíritos o transformam em um urso. Pronto, a confusão está armada. E agora, o único jeito de Kenai recuperar a forma humana é encontrar e escalar a montanha mais alta, em busca dos espíritos que o amaldiçoaram na esperança de que eles concedam seu desejo.

Essa é basicamente toda a estória. A partir daí são utilizados todos os clichês que a Disney não se cansa de usar (nem o público de assistir). No caminho, Kenai encontra o ursinho Koda – o típico personagem que não pára de falar - que foi separado de sua mãe e a tradicional dupla cômica, aqui representada por dois alces bem atrapalhados. Apesar da presença dos alces, a cena mais engraçada do filme é protagonizada por uma dupla de bodes cuja participação fica, infelizmente, limitada apenas a essa seqüência e a uma tiradinha previsível, mas engraçada, durante os créditos.

Tudo isso é permeado pela sempre presente “lição de moral Disney”, pela animação cuidadosa e extremamente colorida – a cena da transformação de Kenai é lindíssima – e pelos personagens bem desenhados, com um estilo similar a Lilo & Stitch. Para completar, a odisséia de Kenai é embalada por uma bela trilha sonora, de autoria de Phil Collins que, ao contrário de filmes como O Rei Leão, não é cantada pelos personagens, está presente apenas para envolver a ação.

Outro ponto positivo para Irmão Urso vai para a dublagem. Ao contrário de outras produções que contam com nomes famosos - Marco Nanini e Luís Fernando Guimarães fazem os alces e Selton Mello faz Kenai – a dublagem de Irmão Urso é caprichada e não faz o espectador ficar pensando “Como eu queria que tivesse uma versão legendada nos cinemas” o tempo todo.

Enfim, Irmão Urso é um típico desenho da Disney. Se você não gosta, passe longe. Se gosta, pode assistir sem medo. Afinal, é da Disney.

 

Nota: 8



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 5:55 PM
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   Sobre o Delfos

     Este blog é um pouco diferente da maioria dos blogs. Ao invés de reclamar da vida e filosofar sobre as coisas que acontecem nela, vou postar resenhas de filmes, cds, shows, dvds, jogos de pc, enfim.. Coisas relacionadas à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus das artes, entre outras coisas.
     Só para matar a curiosidade, um pouco sobre mim: meu nome é Carlos e me formei em comunicação social pela ESPM em dezembro de 2003. Trabalho (ocasionalmente) como redator de propaganda e aqui vai ser o lugar onde eu vou brincar de jornalista enquanto não encontro um webdesigner pra transformar esse blog em um site de verdade. Se vc tiver interesse, entre em contato comigo no e-mail caracoless@ig.com.br.
     Agora pára de ler isso aqui e leia as matérias. Vou me esforçar para que elas sejam bem mais interessantes. :)



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 5:54 PM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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