Delfos - Jornalismo Parcial
   DVD – Primal Fear – The History Of Fear (Nuclear Blast – 2003 - Edição Especial)

Capa da Edição Especial

            Confesso que não esperava nada deste DVD. A palavra History em seu título me fazia crer que seria um documentário chato e burocrático, como aquele apresentado pelo Nightwish em seu DVD End Of Innocence (anteriormente resenhado aqui no Delfos).

            Devo admitir que eu estava errado. E como. The History Of Fear, apesar de ter um conteúdo variado e não um único show completo, concentra seu material em música, e não em falações desnecessárias.

            O DVD é dividido em cinco capítulos. O primeiro deles traz o show da banda no Wacken Open Air (um dos maiores festivais de Heavy Metal do mundo, realizado anualmente na Alemanha) de 2001, na época da divulgação do terceiro CD da banda, chamado Nuclear Fire. Apesar de ter sido realizado de dia, o show é muito divertido e inclui músicas como Angel In Black, Eye Of An Eagle, Silver And Gold e Batallions Of Hate. Desnecessário dizer que tanto o som como a imagem estão no mesmo nível da performance da banda, ou seja, beirando a perfeição.

            O capítulo 2 contém um trecho (de mais de 50 minutos) de um show na Alemanha realizado durante a turnê de seu quarto disco, chamado Black Sun. Esta apresentação é bem parecida com aquela protagonizada pela banda quando de sua passagem pelo Brasil em dezembro de 2002 no Via Funchal. Até as músicas são quase as mesmas: Black Sun, Armageddon, Living For Metal, Metal Gods (cover do Judas Priest) e One With The World (da época do vocalista Ralf Scheepers no Gamma Ray) marcam presença, todas com execução brilhante.

            Estes dois primeiros capítulos já valem a aquisição deste DVD, mas ainda tem mais. O capítulo 3 contém todos os videoclipes que a banda já realizou (que são apenas dois): Angel In Black e Armageddon, ambos muito legais.

            Os outros dois capítulos tem mais cara de extras do que de conteúdo principal. O quarto contém cenas de bastidores realizados durante o Wacken Open Air de 1999 e tem pouco mais de 5 minutos. O quinto capítulo responde pela parte mais chata do DVD. Denominado The Bootleg Section (A Seção “Pirata”) conta com cenas de muitos shows ao redor do mundo (incluindo aí o show de São Paulo em 1999), e a qualidade é bem irregular, já que, enquanto alguns parecem ter sido filmados para a televisão, outros foram claramente filmados por pessoas na platéia com câmeras pessoais.

            Como bônus, esta edição especial ainda traz um CD com o áudio da apresentação do Wacken de 2001 (o capítulo 1 do DVD).

            Apesar dos dois últimos capítulos, que nem deveriam ter sido incluídos, The History Of Fear é um DVD imperdível, apresentando grandes shows de uma ótima banda que, não por acaso, se tornou um dos ícones do Heavy Metal tradicional alemão.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 4:23 PM
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   Game - Lord Of The Rings – The Return Of The King (Electronic Arts – 2003)

Foto: Divulgação

            Dado o sucesso dos filmes de Peter Jackson, era inevitável que, cedo ou tarde, fossem lançados jogos baseados na trilogia de Tolkien. Neste caso, foi realmente cedo, já que o jogo chegou às lojas um mês antes do filme, estragando a surpresa de muita gente que não agüentou esperar para brincar de O Senhor dos Anéis e que acabou chegando ao final do jogo antes da estréia do filme.

            Cada filme veio acompanhado de seu respectivo jogo. Tivemos a Sociedade do Anel (que saiu no Brasil na época em que o filme As Duas Torres estavam em cartaz), tivemos As Duas Torres (que infelizmente não saiu para PC) e chegamos agora à conclusão da trilogia de games, com o Retorno do Rei, disponível para Playstation 2, Xbox, Gameboy Advance, Gamecube e PC.

            Este jogo, apesar do nome, tem ainda muitos elementos da segunda parte. Na primeira fase, por exemplo, você controla Gandalf na claustrofóbica batalha no Abismo de Helm. Depois disso, você poderá escolher entre três caminhos: o caminho do mago (controlando Gandalf), o caminho do rei (podendo escolher entre Aragorn, Legolas e Gimli) e o caminho dos hobbits (jogando com Sam). É obrigatório passar por todas as fases dos três caminhos para poder jogar na fase final, denominada Crack Of Doom e, enfim, destruir o temível um anel. Todas as fases são intercaladas por alguns momentos do filme. Embora a maioria dos interlúdios sejam cenas de As Duas Torres, alguns poucos momentos de O Retorno do Rei também se fazem presentes.

            O jogo mistura momentos de pura pancadaria com alguns quebra-cabeças. Nada muito complicado, mas é o suficiente para diminuir a adrenalina que o jogador sente ao estar lutando sozinho contra centenas de orcs. Aliás, não é necessário jogar sozinho, já que existe uma opção para dois jogadores o que aumenta a diversão e, por incrível que pareça a dificuldade.  Calma, eu explico. O jogo utiliza o sistema de checkpoints, ou seja, em algumas fases, ao morrer, você ressucita em locais determinados. No modo cooperativo, todos os checkpoints somem. Os jogadores, para compensar recebem uma vida extra (para os dois), ou seja, você está jogando com alguém que não joga tão bem quanto você, se a pessoa morrer duas vezes seguidas, você é arrastado com ela para o início da fase. Depois de um tempo, isso se torna muito cansativo pois, acredite, você vai morrer muito nesse jogo.

            Para tornar as coisas um pouco mais fáceis, ao exterminar orcs e outros inimigos, você vai ganhando pontos de experiência para, eventualmente, subir de nível e comprar golpes mais poderosos, tornando as lutas mais dinâmicas e divertidas.

            O Retorno do Rei é um jogo curto. São 13 fases normais e 2 secretas, todas relativamente curtas. Apesar disso, é uma experiência bastante divertida, que deve ser experimentada por todos que gostaram da trilogia de Tolkien, seja nos cinemas ou nos livros.

            A versão para PC vem em 3 CDs e exige tortuosos 2 Gb de espaço em disco.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:29 AM
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   DVD – Nightwish – End Of Innocence (Spinefarm – 2003 – Edição Especial)

Capa do DVD

            O Nightwish foi um dos grandes responsáveis pela popularização dos vocais líricos femininos no Heavy Metal. Se antes, este estilo de canto podia ser ouvido em algumas bandas góticas e de Black Metal, depois do surgimento do Nightwish, muitas bandas com mulheres à frente pipocaram em diversas partes do mundo.

            End Of Innocence é o segundo lançamento em DVD da banda e traz como conteúdo principal um documentário que leva o mesmo nome do DVD, onde o tecladista Tuomas Holopainen e o baterista Jukka Nevalainen contam a história da banda. Tudo em finlandês, com legendas em inglês, impossibilitando que muita gente o entenda. E, sinceramente, não faz falta nenhuma. O documentário é extremamente burocrático, com edição tediosa e Tuomas fica quase todo o tempo reclamando dizendo como sua vida é uma tragédia. Com suas mais de duas horas de duração, End Of Innocence consegue a façanha de ser um dos documentários mais chatos que já tive a infelicidade de assistir.

            Felizmente, o DVD não se limita a isso. Também estão presentes dois videoclipes (Over The Hills And Far Away e End Of All Hope), uma mini-entrevista para a MTV Brasil, uma galeria de fotos, e dois trechos de shows.

            Os trechos de shows atendem pela melhor parte do DVD. São dois shows, um na Noruega em 2003, com 5 músicas e um no festival Summer Breeze de 2002, com 6 músicas, ambos com qualidade excepcional de som e imagem, além de uma performance perfeita por parte da banda e, principalmente pela vocalista Tarja Turunen. A grande surpresa fica por conta de uma cover tocada na Noruega (Wildchild, do W.A.S.P.) uma músicas que nunca imaginei ver o Nightwish tocando, tamanha a discrepância entre o som da banda americana e o da finlandesa. De resto, estão presentes ótimas músicas como Slaying The Dreamer, Sleeping Sun e Dead To The World, entre outras, totalizando mais ou menos uma hora de música ao vivo que, sem dúvida, ajuda a diminuir a má impressão gerada pelas incessantes reclamações de Tuomas no documentário.

            Esta edição especial ainda vem com um CD de áudio de bônus que contém as seis músicas do festival Summer Breeze presentes no DVD, acrescidas de mais duas (The Kinslayer e Come Cover Me) gravadas na mesma ocasião.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 3:45 PM
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   DVD e CD – Kiss & Melbourne Symphony Orchestra – Symphony (BMG - 2003) - Parte I

Capa do DVD

            Este é um típico produto da empresa Kiss, ou seja, 100% caça-níquel, mas é um caça-níquel extremamente caprichado.

            Tendo isso em mente, é desnecessário dizermos que a parte técnica é primorosa, como em todo lançamento do Kiss. Imagem, som, menus e tudo mais que você possa imaginar são da mais alta qualidade.

            Então qual é o problema? Para começar o preço. Na Galeria do Rock, a edição nacional deste DVD custa por volta de R$100,00. Numa loja de shopping então, não deve sair por menos de R$130,00. O DVD é duplo, porém isso não justifica um preço tão salgado. Aliás, o conteúdo do DVD também não justificam 2 discos. A apresentação é dividida em 3 atos. O show completo, que está no disco 2 dura 110 minutos. O disco 1 contém a história de como o show foi planejado, ensaios e etc. E depois disso, eles simplesmente repetem o Ato 3 da apresentação na íntegra, exatamente como está no disco 2. Sem dúvida, o documentário caberia no mesmo disco do show. Por que fazer isso? Ora, eles são o Kiss e fazem de tudo para aumentar os seus lucros, afinal, a maior parte das pessoas não gastaria R$100,00 em um DVD simples, mas em um duplo, vá lá. Mesmo que o tal DVD tenha praticamente o mesmo conteúdo nos dois discos.

            Reclamações à parte, vamos falar do conteúdo em si. Apesar de ser um DVD nacional, ele não apresenta legendas. Então se você não fala inglês, pode jogar o disco 1 fora, já que sua principal atração é um documentário. Para aqueles que falam, o documentário é divertido, principalmente a parte que mostra os primeiros ensaios com a orquestra, que são bem atrapalhados. Curiosidade: os membros do Kiss falam sobre a idéia de tocar com orquestra como se ninguém nunca tivesse feito isso antes. Será que é possível que eles não saibam da gravação do Scorpions com a Filarmônica de Berlim em 2000? Ou antes disso, das incursões do Deep Purple com a Sinfônica de Londres em 1969 e 1999, que rendeu até uma turnê pelo Brasil, onde tocaram acompanhados da Orquestra Jazz Sinfônica? Com certeza sabem, mas tudo faz parte do tremendo jogo de marketing que envolve o Kiss desde o início de suas atividades. E mais, enquanto para o Deep Purple e para o Scorpions, tocar com uma orquestra é algo quase natural, já que ambos sempre flertaram com a música clássica em seus álbuns, para o Kiss soa forçado, pois sua música sempre foi um Rock and Roll extremamente simples, privilegiando a diversão sobre a técnica musical. Enfim, o dinheiro faz o mundo rodar, principalmente o mundo do Ki$$. Continua Abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:38 AM
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   DVD e CD – Kiss & Melbourne Symphony Orchestra – Symphony (BMG - 2003) - Parte II

            Terminado o documentário, chega a hora do show. Por algum motivo (provavelmente preguiça de arranjar todas as músicas para o novo formato), o primeiro ato do show envolve apenas o Kiss tocando suas músicas em seus arranjos já conhecidos. E são só clássicos. Já começam com Deuce, passam por Strutter e chegam até a tocar a ótima Calling Dr. Love, todas com execução perfeita em uma verdadeira superprodução.

            O Ato 2  envolve o Kiss em formato acústico junto com a Melbourne Symphony Ensemble, ou seja, apenas uma parte da orquestra, tocando algumas baladinhas, entre elas, os hits Beth e Forever.

            Enfim, chega a parte mais esperada. O Kiss com a orquestra completa, todos maquiados como a banda. E mais uma decepção. Ao contrário do Scorpions que, em uma real parceria com a Filarmônica de Berlim, refez todos os arranjos das músicas presentes em seu concerto, tornando-as completamente diferentes e muito mais legais, o Kiss simplesmente acrescentou os instrumentos da orquestra aos arranjos originais. Em outras palavras, o Kiss apenas contratou a orquestra para acompanhá-los. Não existe nenhum momento, durante todo o show, que a orquestra toque sozinha. “Mas que desperdício” era a única coisa que eu podia pensar enquanto ouvia pela primeira vez Detroit Rock City, onde o Kiss não aproveitou a orquestra para tocar uma das melodias mais agradáveis da banda – aquela do solo de guitarra, ou Great Expectations, que tem a participação de um coral de crianças (todas com a maquiagem do Kiss) apenas para cantar o nome da música. Algumas músicas que se beneficiaram mais da orquestra foram Do You Love Me, Love Gun e Shout It Out Loud, porém muito longe da brilhante Hurricane 2000 protagonizada pelo Scorpions e pela Filarmônica de Berlim. Aliás, justiça seja feita, se há algo que o Kiss fez melhor neste Symphony do que o Scorpions em seu Moment Of Glory foi a escolha do repertório. Enquanto o último decidiu privilegiar suas baladas e deixar as mais pesadas quase de fora, o Kiss não se fez de rogado e escolheu um setlist digno de Best Of, que dificilmente vai fazer algum fã torcer o nariz. Outro destaque: a Sinfônica de Melbourne detona a Filarmônica de Berlim no quesito presença de palco. Enquanto a orquestra que acompanhou o Scorpions fica sentadinha no seu lugar, se mexendo apenas para tocar seus instrumentos, a de Melbourne bate palma, canta e parece realmente estar se divertindo com o show – assista Rock and Roll All Nite e tente não achar engraçado um bando de senhores e senhoras trajados socialmente, com a maquiagem do Kiss na cara, em pés e batendo palma. Pura diversão, como aliás, o Kiss sempre foi.

            A edição durante todo o show é ágil e rápida, dificilmente um mesmo ângulo fica na tela por mais do que dois segundos, lembrando a edição normalmente empregada em videoclipes. Depois de mais de uma hora de show, no entanto, essa técnica pode cansar um pouco, mas nada que chegue a comprometer a diversão.

            Como extras, o DVD tem uma engraçada entrevista feita para um talk show australiano (sem legendas), seguida de uma performance acústica de Sure Knows Something acompanhados da Meulbourne Symphony Ensemble.

            Não me entenda mal, Symphony é um ótimo show, mas, assim como o DVD do Shaman, era para ser muito mais do que isso. Em matéria de bandas de Hard Rock tocando com orquestra, ainda fico com o Scorpions, que pelo jeito vai permanecer no trono por um bom tempo.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:36 AM
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   Jogo de PC – Max Payne 2 – The Fall Of Max Payne (Rockstar - 2003) - Parte I

            Após o primeiro Matrix, muita gente esperava que um jogo baseado no filme fosse lançado. Estranhamente, apenas em 2003 foi lançado o primeiro (e até agora, o único) jogo da franquia, chamado Enter The Matrix.

            Para preencher o vácuo e capitalizar em cima de um filme que todos queriam jogar, apareceu Max Payne. O que ele tinha a ver com Matrix? Toda a movimentação das câmeras e do próprio protagonista eram visivelmente baseados no filme. Até mesmo o grande charme da película marcava presença no jogo: o efeito Bullet-Time, que diminuía a velocidade dos inimigos dando a impressão de se estar jogando em câmera-lenta. O jogo, quem diria, fez muito sucesso e, como tudo que faz sucesso (incluído aí a obra dos irmãos Wachowski) ganhou uma continuação. Felizmente, ao contrário do filme, a continuação do jogo é melhor que seu antecessor. Sem muitas inovações, é verdade, mas ainda assim, um jogo bem divertido.

            Para quem não conhece, Max Payne é um jogo de tiro, daqueles onde a câmera fica localizada na nuca do personagem, que é controlado pelas teclas WSAD do teclado e pelo mouse. No jogo original, você controla o policial que dá nome ao jogo em uma cruzada de vingança contra os vilões que mataram sua família – se o jogo tivesse sido lançado mais tarde, poderia capitalizar no filme do Justiceiro, pois a estória é igualzinha.

            Nesta continuação, Max acha que ainda não descobriu tudo o que poderia sobre o caso e então decide pegar sua arma e sair novamente aleijando criminosos e, dependendo do instinto sádico do jogador, qualquer um que aparecer no caminho.

            Gráficos e sons estão bem parecidos com os do primeiro jogo, ou seja, muito bons, mas nada de espetaculares – principalmente para quem já jogou XIII. Outra coisa que não mudou, felizmente, são as Graphic Novels através das quais a estória do jogo é contada. Os desenhos durante estes interlúdios são absurdamente lindos e incrivelmente realistas (veja abaixo). Os desenhos são tão caprichados que, ocasionalmente, eu parava de prestar atenção na estória para ficar observando os detalhes.

Graphic Novel do Jogo. Foto: Carlos

Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:18 AM
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   Jogo de PC – Max Payne 2 – The Fall Of Max Payne (Rockstar - 2003) - Parte II

            A principal característica do jogo anterior, o Bullet-Time, responde pela principal melhora na segunda parte da saga de Max Payne. Se, anteriormente, era apenas uma forma de diminuir a velocidade da ação, permitindo ao jogador mirar mais cuidadosamente em seus desafetos, agora é uma arma muito mais poderosa. Ao ser acionado, é exatamente igual ao da versão anterior, ou seja, câmera lenta pura e simples. Porém, à medida que vai exterminando os vilões, Max vai ficando mais rápido e os inimigos e seus tiros ainda mais lentos. Depois de uns três inimigos mortos, Max vai estar tão rápido que é possível fazer uma verdadeira chacina, matando tudo que se move em uma sala lotada de gente e ainda voltar até a primeira vítima e pegar sua arma antes que ela caia no chão. Existe curtição maior que essa?

            Outra inovação nesta segunda parte é que, além de Max, o jogador também vai ter a chance de jogar com seu interesse amoroso, Mona Sax, em algumas fases. O legal é saber o que acontece com ela nas várias situações em que ela e Max pegam caminhos diferentes. A diferença entre os personagens, no entanto, é apenas visual, já que Mona tem todas as habilidades de Max, inclusive o Bullet-Time.

            Infelizmente, Max Payne 2 é um jogo curto, ou melhor, ele é tão bom que parece ser curto e deixa aquele gostinho de quero mais. A boa notícia é que os criadores já avisaram que vão lançar a parte 3. Para ajudar a tornar a espera menos dolorosa, quando você termina o jogo, novas formas de jogar ficam liberadas. São dois níveis extras de dificuldade, seleção de fases e dois novos modos de jogo: New York Minute, onde você tenta terminar cada fase o mais rápido possível e Dead Man Walking, onde você é colocado em uma área cheia de inimigos e tenta sobreviver o maior tempo possível.

            O jogo vem em 2 CDs e exige 1.5 Gb para ser instalado. Mas vale a pena, pois é um jogão!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:17 AM
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   Exposição – SP3D – A Cidade em 3 Dimensões – MASP

            Imagens 3D exercem um fascínio extraordinário sobre as pessoas. Basta analisar uma caixa de qualquer jogo de videogame (e eu realmente enfatizo o "qualquer") para encontrar a frase “espetaculares gráficos 3D” em algum lugar da mesma, normalmente em grande destaque.

            Como o aficionado em games que sou, tinha a obrigação de comparecer em qualquer coisa que prometesse mostrar a cidade em 3 dimensões.

            Na verdade, a mostra não tem sua ênfase na “cidade”, como parecia, mas na parte “3 dimensões”, o que a torna realmente mais interessante. A parte da cidade aparece apenas em algumas fotos, nas quais podemos ver alguns lugares importantes de São Paulo em diversas épocas.

            O grosso da exposição consiste em diversas fotos e imagens que lançam mão das mais diversas técnicas e tecnologias 3D. Desde montagens de papel em várias camadas até o tradicional óculos azul e vermelho que, pasmem, tem que ser devolvido na saída. O mais interessante, porém, é um outro óculos através do qual a pessoa deve olhar para duas fotos iguais. A imagem que se forma, no entanto, é de apenas uma foto totalmente 3D, muitíssimo superior à que vemos com os óculos coloridos que todos conhecem. Vale pela curiosidade, mas não é nada de impressionante.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 3:19 PM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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