Delfos - Jornalismo Parcial
   Notícias – Música – Vocalista do Gorgoroth é preso por agredir homem em ritual satânico

Parece que os nórdicos realmente não têm muito que fazer. E lá vamos nós de novo com outra notícia das bandas de Black Metal de lá.

O vocalista Gaahl, da banda de Black Metal norueguesa Gorgoroth, foi condenado à prisão por agressão a um homem de 41 anos. Segundo o agredido, o vocalista chegou a tirar seu sangue e bebê-lo em uma espécie de ritual.

Nosso simpático Gaahl deveria pegar nove anos de cadeia pela agressão, mas a promotoria norueguesa acabou pedindo uma redução para apenas 18 meses.

O melhor da história foi quando a mãe do cantor testemunhou no tribunal e disse que não acreditava na versão da vítima, pois seu filho era vegetariano e muito fresco com comida. “Ele não come absolutamente nada de vísceras”, completou a carinhosa mamãe.



 Escrito por Bruno Sanchez às 5:32 PM
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   DVD – Judas Priest – Electric Eye (CMV – 2003) - Parte I

A capa feia do DVD.

            O Judas Priest é, possivelmente, a banda mais tecnológica do Heavy Metal. Não em sistemas de gravação e coisas do tipo, mas liricamente falando mesmo. Enquanto boa parte das bandas narra em suas letras estórias épicas regadas por magia, cavaleiros medievais e dragões, o Judas prefere falar sobre supervilões (Painkiller) e seres vindos do espaço (Electric Eye). Também é inegável a perfeição com que sua música se encaixaria em jogos de videogame, principalmente de ação e de corrida (vide o clipe de Freewheel Burning). É até estranho que sua música nunca tenha sido incluída na trilha de um jogo (que eu saiba, pelo menos).

            Lançado para comemorar o pé na bunda levado pelo vocalista “Ripper” Owens e o conseqüente retorno de Rob Halford à banda (curiosamente no mesmo ano da estréia do filme O Retorno do Rei), este DVD, com suas mais de duas horas e meia de conteúdo, faz jus ao adesivinho colado em sua capa que diz: “O DVD definitivo dos deuses do Metal”. Com um recheio eclético e que abrange toda a fase Halford da banda, somos obrigados a dividir esta resenha para abranger todos os detalhes.

            Vamos começar pela apresentação: com a caixa e a capa feias, o DVD pode afastar o fã mais distraído que não sabe de seu conteúdo. O encarte também não traz nada de mais, apenas algumas poucas fotos e umas linhas escritas por Rob Halford, poser como sempre. Apresentação comentada, vamos à parte que interessa: o conteúdo.

 

Parte 1 – Os videoclipes: esta parte apresenta quase todos os videoclipes já gravados pela banda. Eu me dei conta apenas da falta do vídeo de Burn In Hell. Tudo bem que este DVD foi lançado para comemorar o retorno de Rob, mas excluir a “era Ripper” foi um erro pois, não fosse essa exclusão, todos os clipes da banda estariam aqui, tornando este, um dos DVDs mais completos não só da banda, mas de todo o Heavy Metal.

            São 13 os vídeos presentes, dentre os quais o maior destaque é, sem dúvida, o hilário vídeo de Breaking The Law, que mostra a banda invadindo um banco (ou sei lá o que é aquilo) armados apenas com seus instrumentos, para roubar os discos de ouro que conseguiu com o clássico British Steel, álbum no qual a música está presente. É engraçadíssimo vermos os óculos dos seguranças quebrando, enquanto os mesmos tampam seus ouvidos devido ao peso sonoro executado pela banda. A única exceção é um dos seguranças que, após um tempinho de dúvidas, pega uma vassoura e começa a “tocá-la” como se fosse uma guitarra. Também podemos interpretar este vídeo como um discurso digno de Manowar (banda sem dúvida influenciada por Judas Priest): a sociedade não quer que o Metal se torne popular, mas nada pode parar o Heavy Metal, que vai contagiar você quando menos esperar. Poser é apelido!

            Outro clipe que merece destaque, mais pela música do que pelo clipe, é o da cover Johnny B Goode (clássico do Chuck Berry). A versão do Judas é simplesmente fenomenal. Eles mantiveram tudo que a música original tinha de legal e acrescentaram as principais características de toda boa banda de Heavy Metal: as guitarras trabalhadas e as melodias cativantes (sim, a música ficou ainda mais melódica que a original). O clipe, infelizmente, mostra apenas a banda ao vivo e em preto e branco (odeio clipes em PB).

            Também é legal o clipe da ótima Freewheel Burning, que mostra um garoto jogando um arcade de corrida. Detalhe: a cabeça de Rob Halford está no lugar onde ficaria a cabeça do piloto. O vídeo de Locked In também é divertido e retrata a banda (vestindo trajes dignos de Mad Max) lutando para salvar Rob das garras de um monte de mulheres. Isso fica ainda mais engraçado hoje em dia quando lembramos que Halford é homossexual, o que ninguém sabia (apenas suspeitava) naquela época.

            É curioso repararmos, também, na imensa mudança da banda entre os clipes de Johnny B Goode e Painkiller. De uma banda Hard & Heavy alegre e divertida, o Judas passou a ser uma banda pesadíssima e que faz caras de mau de tirar o sono dos mais impressionáveis. Felizmente, a altíssima qualidade de suas músicas foi mantida e Painkiller é, sem dúvida, um dos álbuns mais clássicos da história do rock. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:07 PM
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   DVD – Judas Priest – Electric Eye (CMV – 2003) - Parte II

Parte 2 – Priest...Live!: qualquer pessoa que diz gostar de rock, sem dúvida já ouviu o nome Priest...Live!. Pode até nunca ter visto/ouvido o vídeo/álbum, mas pelo menos o nome já ouviu, pois trata-se de um dos registros ao vivo mais famosos da história, podendo inclusive ser comparado a clássicos como Made In Japan do Deep Purple e Live After Death do Iron Maiden. Pois bem, o vídeo lançado originalmente nos anos 80 está presente na íntegra neste DVD.

            A primeira impressão que ele causa, no entanto, é decepção, pois está com a mesma qualidade de imagem do vídeo original. E o Judas ainda tem a cara de pau de dizer que remasterizou o vídeo. Deviam assistir o DVD do De Volta Para o Futuro para ver o que é um verdadeiro trabalho de remasterização.

            Já o áudio, ah, esse sim está com uma qualidade digna de DVD. Tremenda qualidade de som, desde a remasterização até no que concerne à performance da banda. 100% impecável.

            O show em si também é um “show” na melhor definição da palavra. O Iron Maiden deveria assistir a esse vídeo para aprender o que é uma verdadeira superprodução. Apenas para dar uma idéia para o incauto leitor, na ótima dobradinha Hellion/Electric Eye, um imenso robô, de dar medo ao Gigante Guerreiro Daileon (alguém aí lembra de Jaspion ou sou só eu que sou muito nostálgico?) aparece na parte de trás do palco, em meio a explosões e fogos de artifício, e carrega (sim, carrega) Rob Halford de um lado para o outro enquanto este faz os vocais. Fantástico. Essa música sozinha já vale a aquisição do DVD, é realmente demais.

            Também fiquei impressionado com a ótima presença de palco de Rob durante o show inteiro. Minha única referência do vocalista ao vivo era a que tinha presenciado no Rock In Rio de 2001, onde ele se mexeu menos do que a mosca que um cara ao meu lado estava tentando matar. Nesse show, ele dança o show inteiro. E quando eu digo que ele dança, eu realmente quero dizer DANÇA. Não estou me referindo a coreografias com o microfone, a bater palmas ou balançar a cabeça como é comum em shows de metal. Estou falando de passinhos de dança e rebolados. É realmente engraçado ver um cantor de Metal dançando afinal, como todos sabemos, nós, roqueiros, não somos exatamente os melhores dançarinos do mundo. Ponto para Rob que não teve medo do ridículo e assim contribuiu para o show ser ainda mais divertido (ok, e ridículo também).

            O principal aspecto negativo do show (além da péssima imagem para um DVD) foi a falta de alguns clássicos essenciais presentes até hoje nos shows da banda, como Diamonds And Rust, Victim Of Changes, The Ripper e Metal Gods (esta toca apenas durante os créditos – santa heresia!), o que também dá a impressão de que o show foi editado. Realmente não entra na minha cabeça o porque de alguém lançar um registro de um show faltando os clássicos, coisa que o Judas fez também em seu último lançamento em DVD Live In London, onde excluíram músicas como You’ve Got Another Thing Comin’ e Grinder e deixaram músicas não tão legais como Feed On Me, por exemplo.

            Outro problema é a descarada centralização das câmeras no trio Halford/Tipton/Downing. O baixista Ian Hill, não aparece nenhuma vez, a não ser quando a câmera está focando um dos três e ele está lá no fundo, no mesmo quadro. O baterista Dave Holland (recentemente condenado por pedofilia) também quase não aparece.

            Nada disso, contudo, tira o status de clássico que Priest...Live! merecidamente adquiriu ao longo dos anos. Material essencial para qualquer um que goste de rock. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:06 PM
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   DVD – Judas Priest – Electric Eye (CMV – 2003) - Parte III

Parte 3 – BBC TV Performances: esta parte consiste em algumas músicas executadas pela banda no canal de televisão BBC. São seis músicas, entre elas os clássicos Living After Midnight e United.

            Mas o mais legal mesmo é a curiosidade de ver como era o Judas Priest no início da carreira, em 1975, quando Rob Halford tinha o cabelo comprido e todos eles pareciam mais covers do Deep Purple (na música e no visual) do que uma das maiores bandas de Metal da história.

            Como nada é perfeito, essas músicas estão com toda a cara de playback e eu me senti assistindo ao Judas Priest no programa do Faustão. Faltava apenas uma daquelas baterias que só tem uma caixa e um prato pra completar.

 

Parte 4 – Discografia: aqui podemos ver a capa de todos os discos da banda, bem como o nome de todas as músicas neles presentes. E o melhor, quando cada disco é selecionado, uma de suas músicas é executada, na íntegra e em mixagem 5.1. Com uma música de cada disco presente, temos um total de 19 músicas, ou seja, temos aqui uma verdadeira coletânea do Judas em DVD-Áudio. Mais um ponto positivo para a banda, que encheu o disquinho com todo o conteúdo possível, fazendo um produto que deve ser comprado tanto por fãs de longa data quanto por quem não tem nada da banda e quer conhecer.

 

Curiosidade: não é segredo para ninguém que o Judas Priest é um dos pioneiros no visual Heavy Metal que conhecemos hoje, com roupas de couro e cara de macho. Pois em 2003, a banda recebeu uma extensa carta da PETA (People For Ethical Treatment Of Animals, uma espécie de Sociedade Protetora dos Animais) pedindo para que a banda parasse de usar roupas de couro e que passasse a usar apenas couro sintético. Pouco tempo depois, o Judas Priest respondeu à carta dizendo que sempre usou roupas de couro sintético. E ainda tem gente que diz que “metaleiro” é alienado.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:05 PM
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   Notícias – Música – Rhapsody lança este final de semana MCD com Christopher Lee

Os italianos do Rhapsody (banda de Power Metal Sinfônico ou Hollywood Symphonic Metal como gostam de ser chamados) estão lançando neste final de semana um MCD chamado The Dark Secret. 

Para quem não sabe, todos os trabalhos da banda são temáticos e eles terminaram de contar a saga chamada Emerald Sword em seu último lançamento Power Of The Dragonflame em 2002.

Para o próximo lançamento, a banda havia anunciado que usaria como tema O Senhor dos Anéis, mas eles não conseguiram permissão para usar a obra de Tolkien, obrigando-os a começar outra estória.

O grande destaque deste novo lançamento será a participação de um dos atores mais consagrados do cinema, o veterano Christopher Lee, o Saruman da trilogia do Anel  que, nas horas vagas, também é cantor de ópera.

O ator fará a narração do MCD e também deve participar do novo CD, marcado para setembro, como um personagem fixo da nova saga.

O MCD vai contar com 4 músicas e virá com um DVD de bônus com os bastidores do novo trabalho e uma entrevista com mr. Lee.



 Escrito por Bruno Sanchez às 7:58 PM
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   Notícias – Cinema – Colin Farrell será Ozzy no cinema

Parece que o Madman se vendeu totalmente para a MTV americana.

A empresa já anunciou que deverá produzir um filme sobre a história de Ozzy Osbourne, desde a sua infância, passando pelo Black Sabbath, até a carreira solo e quem vai interpretá-lo será o ator irlandês Colin Farrell (que interpretou o vilão Mercenário no filme do Demolidor). Será que vão incluir os abusos sexuais sofridos por Ozzy em sua infância?

O filme tem previsão de sair apenas em 2006.



 Escrito por Bruno Sanchez às 4:30 PM
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   Notícias – Música - Ex-vocalista do Burzum vai ficar mais 14 anos atrás das grades

E as rixas históricas entre as bandas de Black Metal nórdicas continuam rendendo notícias. O vocalista e líder do Burzum, Varg Vikernes, já havia sido preso em 1993 por ter assassinado Euronymous, vocalista do Mayhem (outra banda de Black Metal).

Mas agora Varg recebeu um bônus por mau comportamento: mais 14 anos atrás das grades, além dos 21 anos que já estava cumprindo pelo assassinato. Esse aumento na pena é conseqüência de um roubo de carro, porte não autorizado de um rifle automático e 700 balas quando o infrator tentou escapar da penitenciária no ano passado. Tem gente que não aprende mesmo.

A grande curiosidade na história toda é que Varg Vikernes e Euronymous eram, aparentemente,  amigos e chegaram até mesmo a integrar a mesma formação do Mayhem onde gravaram o álbum De Mysteriis Dom Sathanas (veja a capa acima) em 1993, o ano do homicídio. O Delfos só tem uma coisa a dizer em relação a isso: tsc tsc...



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:10 AM
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   Música – Notícias – Playboy pode interpretar ícone punk no cinema

            Tem coisas que é melhor a gente não entender...

            Um dos grandes símbolos da mediocridade que assola o mundo musical hoje em dia, Justin Timberlake, pode interpretar o maior símbolo do Punk dos anos 70, Johnny Rotten (vocalista dos Sex Pistols) na adaptação cinematográfica de sua autobiografia, intitulada No Irish, No Blacks, No Dogs.

            E o pior, de acordo com a página ananova.com, os dois já teriam até se encontrado e conversado sobre o assunto, e Justin ainda fez uma exigência de que Johnny passe longe dos sets de filmagens. Temperamental o rapaz, hein?

            Johnny deu o seu aval, mas não sem antes tirar um sarro do boyzinho dizendo que o cara se “britneyzou” demais.

            O Delfos não pode deixar de lamentar a atitude de certas pessoas que se esquecem de suas raízes e suas atitudes a favor de um trocado (para os padrões deles, não para os nossos) a mais.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:02 AM
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   CDs - Krisiun – Works of Carnage (Century Media Records – 2003)

Em 2004, os gaúchos do Krisiun completam de 10 anos de estrada, sempre se superando, lançando um disco melhor que o outro e, praticamente, colocando o Brasil na lista dos países produtores das grandes bandas de Death Metal.

Para este novo trabalho, não há grandes surpresas a não ser aquilo que todo Death Banger espera: uma porrada atrás da outra.

Comecemos com a belíssima capa que mostra o pentagrama invertido (esse já virou um símbolo tradicional da banda) envolto em chamas, serpentes e sangue sobre uma cidade devastada. Algumas pessoas podem achar chocante demais, mas nada mais realista, afinal, vivemos atualmente uma época de caos com tanta guerra e injustiça rondando as nossas vidas. (Nota do Carlos: Esse pentagrama invertido se chama Selo de Baphomet e é um símbolo criado pela Igreja de Satã, muito comum em bandas de Black Metal. Baphomet era o demônio que os Cavaleiros Templários foram acusados de cultuar durante a Idade Média. Esse demônio era representado por uma cabeça com três rostos. Detalhe: nunca foi encontrada nenhuma prova do culto dos Templários a essa entidade o que pode significar que Baphomet foi uma invenção do rei da França da época, que queria acabar com os Templários. Pois é, Delfos também é cultura. Diversão E cultura. )

Mas é na parte técnica que existe uma notável evolução no trabalho instrumental da banda e esse é um fator interessante, pois, na verdade, o Death Metal não é um estilo que requer muito virtuosismo e técnica, características mais facilmente encontradas nas bandas de Power Metal, por exemplo, mas o Krisiun mostra que é uma exceção à regra e trouxe muita técnica ao estilo. Isso se destaca especialmente na segunda faixa, Murderer, uma mistura muito bem sucedida do Thrash “old school” do Slayer com o Death Metal moderno.

Outra faixa que chama a atenção é a décima, uma belíssima música instrumental chamada Shadows e que serve de introdução para o clássico dos clássicos, In League With Satan, do Venom. Aliás este cover se encaixou perfeitamente ao som da banda e consegue soar ainda mais suja e brutal (se é que isso é possível) que a versão original gravada há 24 anos.

O Krisiun sempre busca uma melhoria contínua com o lançamento de cada álbum, e o grande (e único) problema encontrado no trabalho anterior, Ageless Venomous, era a mixagem que deixou alguns volumes exageradamente altos enquanto outros acabaram prejudicados. Em Works of Carnage, tudo foi devidamente balanceado dando o destaque necessário para a absurdamente rápida batera de Max Kolesne. Particularmente, eu realmente não acreditava que o baterista conseguisse reproduzir ao vivo o massacre sonoro que ele faz em estúdio, mas acredite, após um show dos caras que presenciei, não restou a menor dúvida que Max é um craque nas baquetas mesmo, e, aliás, não precisou de nenhum solo de bateria para provar isso (Nota do Carlos: Malditos solos de bateria!). O vocal gutural e o baixo nervoso de Alex Camargo continuam perfeitos e mereceram muitos elogios, inclusive, da crítica especializada internacional.

Mas o que se destaca mesmo neste lançamento, é a guitarra técnica e absurdamente rápida de Moyses Kolesne, provavelmente o melhor guitarrista de uma banda de Metal Extremo na atualidade. A grande vantagem de Moyses, é justamente não buscar copiar as bandas tradicionais do gênero, mas explorar uma sonoridade diferente e trazer outras influências ao gênero.

O melhor lançamento do Krisiun até hoje e o melhor cd de Death Metal nacional que conheço. Se você curte o gênero, vá correndo atrás de Works of Carnage.

A versão nacional vem ainda com uma música bônus, They Call Me Death e o videoclipe matador da Murderer.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:17 AM
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   Cinema - Entrevista coletiva com a equipe de Diários de Motocicleta - Parte I

            Acabei de chegar do shopping onde foi feita a exibição para a imprensa e a entrevista coletiva com a equipe do filme Diários de Motocicleta. Como quem entra no Delfos freqüentemente já sabe, essa foi minha primeira cabine. Então para quem, como eu, nunca foi e sempre quis saber como é, vou contar tudo (como sempre faço, aliás ).

            Cheguei no shopping por volta das 9:30 e uma mocinha veio na minha direção para perguntar meu nome e ver se estava na lista. Senti uma sensação de alívio e de orgulho por ver que realmente estava. Algum tempo depois, lá pelas 10:30, somos chamados para a sala onde o filme seria exibido (confira resenha no início de maio aqui no Delfos).

            Duas horas depois, com a barriga já quase criando vida para ir procurar comida por conta própria, o filme acaba. Na saída, recebemos um livrinho muito legal, com todos os dados sobre a produção, sinopses e até uma entrevista com o diretor Walter Salles. Finalmente, era hora do brunch (e eu achei que isso só existia nos EUA), ou seja pães de queijo (hummm... ), mini-mistos e essas coisas que normalmente tem em festinhas de criança.

            Algumas horas e três parágrafos depois de eu ter chegado no shopping, chega a hora mais esperada pelos cinéfilos em geral: a entrevista coletiva. Estavam presentes o diretor Walter Salles, os atores Gael García Bernal (Ernesto “Che” Guevara) e Rodrigo de La Serna (Alberto Granado) e o próprio Alberto Granado, o companheiro de viagem de Ernesto Guevara em sua primeira viagem pela América Latina, Rodrigo Saturnino, diretor geral da Buena Vista International no Brasil e Gustavo Agra, responsável pela criação da “Poderosa” a moto onde os protagonistas passam boa parte do filme. Cara, é a coisa mais estranha você ver na sua frente, as pessoas que você acabou de ver projetadas na tela. Bizarro!

            E começam as perguntas: “Alberto, quando você percebeu que Guevara era um revolucionário?”. Resposta: “Ele sempre foi revolucionário. Em um mundo onde todos mentem, o simples fato de não mentir já é uma revolução”.

            “O livro é sobre o descobrimento da identidade latino-americana. Alberto me disse que, naquela época, os dois sabiam mais sobre os gregos do que sobre os incas. Eles queriam conhecer o continente para o qual sempre damos as costas (...) Começamos o filme nos considerando de países diferentes, mas quando terminamos nos sentíamos todos  latino-americanos” disse um orgulhoso Walter Salles.

            Gael também tem algo a dizer: “Hoje nenhum político é tão real quanto Che foi. Realmente achei que não seria capaz de fazer um papel tão marcante”. Gael, aliás, parece um político, pois fala e fala, mas não diz nada. Era comum ele divagar tanto e se esquecer de qual era a pergunta. Seu companheiro, Rodrigo, por outro lado, simplesmente não tem nada a dizer. Sua voz foi apenas ouvida naquela tradicional pergunta: “O que você conhece do cinema nacional e vocês aceitariam trabalhar em um filme brasileiro?”. A resposta dos dois foi a mais óbvia possível: “Eu adoro o Brasil, estou muito feliz de estar aqui. Tinha muita vontade de conhecê-lo. Do cinema nacional, não conheço muito mais do que os filmes de Walter Salles e Cidade de Deus. Mas é claro que aceitaria trabalhar em um filme daqui”. Walter interfere com a voz da razão: “Nós também não conhecemos os filmes feitos pelos outros países da América Latina”.

            Algumas perguntas mais legais também foram feitas: “O humor de Alberto no filme é muito evidente. Isso era real ou foi algo acrescentado para tornar o filme mais interessante?”. O próprio Alberto responde: “O humor é a melhor forma de encarar a vida. Principalmente em situações difíceis.” Mas qual foi a parte mais difícil na viagem real, Alberto? “Foi abandonar La Poderosa (a moto). Ela me ajudou a ser mais ousado e a ir aonde eu normalmente não iria. Conviver com leprosos também foi difícil. Mas isso nos fez perceber que o mundo tinha que melhorar de alguma forma”. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:56 AM
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   Cinema - Entrevista coletiva com a equipe de Diários de Motocicleta - Parte II

            E afinal, de que país é esse filme, Walter? “Quando Robert Redford me ofereceu a idéia alguns anos atrás, eu neguei, porque achei que esse filme só deveria ser feito se fosse falado em espanhol. Robert concordou e fomos procurar produtoras para realizá-lo. Todas as produtoras norte-americanas recusaram. Apenas muito tempo depois, uma produtora inglesa aceitou financiá-lo, com uma pequena ajuda da França. O filme, na verdade, deve ser visto como uma produção latino-americana, pois é tão brasileiro quanto argentino ou de qualquer outro país”.

Da esquerda para a direita: Gael, Rodrigo, Alberto, Gustavo e Walter. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            As cenas com muitos coadjuvantes parecem muito reais, como se não tivesse sido usado um roteiro. O que você acha disso, Walter? “Esse é um filme que se encontra entre o documentário e a ficção. Para aproximá-lo de um documentário, usamos muita improvisação. O garoto que guia os dois na cidade, por exemplo, não estava no roteiro, foi completamente improvisado. Filmamos muitas improvisações que não estão no filme”.

            Como não podia faltar, a seleção de Cannes também rendeu uma pergunta: “Quais são suas expectativas, Walter?” Resposta: “Não tenho expectativas. O mais importante é a repercussão na América Latina, pois esse é um filme latino-americano. Quando terminamos o filme, senti que minha casa havia crescido”. Gael, algo a dizer? “O Cinema latino-americano funciona melhor unido do que separado. Esse filme é a prova disso”.

            E para terminar, como foi recriada a moto Norton 500 usada pela dupla? “Ela, na verdade, não era uma Norton, era uma Suzuki disfarçada de Norton. Nós a chamávamos de Nortuki.” Explica Gustavo encerrando, assim, a entrevista. A sessão de fotos se inicia e um aglomerado de fotógrafos (eu incluído) se aproxima da equipe para fotografá-los. Evento encerrado, era hora de voltar para casa e escrever este texto que você está lendo. Espero que você tenha se divertido. Eu sei que eu me diverti.

            Diários de Motocicleta estréia em 70 salas em todo o Brasil no dia 7 de maio. Na mesma semana, a resenha do filme (que já está escrita) será publicada aqui no Delfos. Não perca!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:53 AM
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   Novidades Delfos – Textos do Delfos se espalhando pela Internet

            Os textos para a série de quadrinhos Guerras Secretas e para o filme História Sem Fim publicados aqui há alguns meses saíram no site A Arca. Relembre deles em www.a-arca.com, e mais textos meus devem aparecer por lá no futuro. Fiquem ligados por aqui que eu aviso quando isso acontecer. Também fui convidado para cobrir shows de São Paulo para o site Whiplash, o maior site de Heavy Metal do Brasil. Ainda não sei qual será o primeiro que vou cobrir, mas assim que eu souber, vocês serão informados.

            E amanhã aqui no Delfos, a entrevista coletiva com a equipe que realizou o filme Diários de Motocicleta, indicado para o Cannes 2004. Não perca!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 4:03 PM
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   Shows – Dimmu Borgir (Credicard Hall – 24 de março de 2004)

            Decepção. Muita Decepção. Eu simplesmente não consigo me expressar através de qualquer outra palavra que não essa. Mas vamos começar do começo.

            Eu nunca tinha ido em um show de Black Metal antes. Para falar a verdade, eu nem sou muito adepto do estilo, já que sempre me identifiquei mais com a filosofia paz e amor do que com o individualismo perpetrado pelo satanismo moderno, do qual a maior parte das bandas de Black Metal faz parte. Uma coisa, no entanto, é fato: os músicos desse que é o mais extremo estilo de Metal, estão entre os melhores já criados pelo gênero, podendo ser rivalizados, se tanto, apenas pelas bandas de Heavy Melódico. Podemos, inclusive, dizer que isso acontece pelo de ambos os gêneros serem muito influenciados pela música clássica.

            Eu, como fã da boa música, não poderia deixar de curtir as músicas trabalhadas e muito bem compostas do Dimmu Borgir e de seus congêneres, apesar de não partilhar da filosofia dos caras. E sabendo de sua extrema qualidade musical, nada mais normal do que esperar algo mais do que boa música no show deles. Admito que só tenho um álbum da banda, o Puritanical Euphoric Misanthropia e, como as fotos do encarte contam com um tremendo apelo visual, esperava por um show bem teatral. Não foi o que aconteceu.      Quando cheguei no Credicard Hall, era pouco depois das 9:30 (o show estava marcado para as 10:00) e a banda Torture Squad já estava no final de sua apresentação. Mais uma prova do desrespeito com as bandas de abertura, o que está tornando as resenhas de shows no Delfos um pouco repetitivo, então, quem quiser saber minha opinião sobre isso, leia as minhas primeiras resenhas de shows. Acho que assisti umas duas músicas da banda, que mandou muito bem, com um Metal bem pesado e muito empolgante. O show encerrou com a conhecida Pandemonium e saem do palco. Era chegada a hora dos noruegueses invadirem São Paulo pela primeira vez.

            Depois do intervalo, uma longa introdução começa a ser tocada e um belíssimo e imenso pano de fundo é iluminado, anunciando que vinha coisa boa por aí. Alguns minutos depois, os músicos sobem no palco e o vocalista Shagrath anuncia a primeira música Spellbound (By The Devil).

            A banda tem uma ótima presença de palco e tocam absurdamente bem. O som da casa também ajudou. Aliás, o Credicard Hall, que era a pior casa de shows (de grande porte) de São Paulo, não está mais tão ruim pois, além do som exemplar, haviam cadeiras no fundo da pista para aqueles que, como eu, preferem assistir ao show do que ficar pulando.

            Com pouca conversa entre as músicas e muita cara de mau, a banda seguia tocando suas músicas. E vieram Vredesbyrd, Cataclysm Children, Kings Of Carnival Creation e Mourning Palace, entre algumas (poucas) outras. Todas no mesmo esquema, intercaladas apenas por alguns “Thank You So Much” de Shagrath e recheadas por muita técnica.

            E foi isso. O show foi uma hora e quinze minutos (curtíssimo, por sinal, como o de todas as bandas escandinavas que já assisti) dos caras tocando (muito bem) e o belo pano de fundo. Sem conversa, sem platéia cantando junto e sem pirotecnias nem nada do show teatral que eu esperava. Me lembrou até os piores shows de Heavy Melódico, como foi o do Sonata Arctica em sua primeira passagem pelo Brasil, ou seja, um show extremamente profissional levado realmente a sério e se esquecendo de que o Rock foi um estilo criado para nos divertirmos. Parece que não é apenas na alta qualidade sonora que o estilo mais pesado e o mais comercial de Metal se assemelham.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:20 AM
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   Shows – Queencontro (Blackmore Rock Bar – 21 de abril de 2004) - Parte I

            Há dois dias atrás, publicamos aqui no Delfos um release completo sobre o evento escrito por Mauricio Franchi, um dos idealizadores, então vou me concentrar apenas na sensação de participar do evento.

            Chegamos no Blackmore por volta das 7:30 e conhecemos o organizador Mauricio, que nos atendeu muito bem e foi extremamente solícito. Fomos ao camarim onde fizemos uma extensa entrevista exclusiva com os membros do Queen Cover (que será publicada em breve, assim que eu terminar de digitá-la) e acabamos perdendo boa parte do show do Queen Unplugged.

            Apesar de estar me concentrando na entrevista, pude ouvir do camarim a banda subindo ao palco com We Will Rock You (aquela versão mais legal, que tem todos os instrumentos) seguida de Tie Your Mother Down. Confesso que quando soube do show do Queen Unplugged achei que fossem se concentrar nas baladas do Queen, mas não foi o que aconteceu. Seu setlist foi muito equilibrado e, em algumas músicas, até bem pesado.

O Queen Unplugged em ação. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Começamos a assistir o show deles na segunda metade, quando mandaram a ’39, que ficou ótima na interpretação do grupo. A próxima foi a divertida Crazy Little Thing Called Love, que agitou o público, fazendo muita gente se levantar das mesas para dançar além de cantar absurdamente alto (principalmente naquela parte que fala “Ready, Freddie”).

            A próxima merece destaque: Breakthru, uma das músicas mais legais do Queen ganhou um rendição muito legal e teve seu videoclipe passando no telão enquanto a banda a executava. These Are The Days Of Our Lives teve a participação de Eddie Star, o vocalista do Queen Cover, que fez um dueto emocionante com o vocalista do Unplugged, Hélio Lima.

            Spread Your Wings, música gravada pelo Blind Guardian há alguns anos também foi tocada e a banda encerrou sua apresentação com Long Away e In The Lap Of The Gods.

            A banda sai do palco e o público, depois de ter se divertido com a apresentação do Queen Unplugged, aguardava ansiosamente pelo show de uma das bandas cover mais famosas do Brasil. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:12 AM
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   Shows – Queencontro (Blackmore Rock Bar – 21 de abril de 2004) - Parte II

            Um breve intervalo e a Flash começa a tocar em playback servindo de introdução para a entrada do Queen Cover. A banda já entra com a curtinha The Hero, seguida da Hard Rock Tie Your Mother Down.

            Depois de um medley, os caras mandam uma versão muito pesada de A Kind Of Magic, que chegou a lembrar até um Heavy Metal. Não sei o que os fãs do Queen presentes acharam dessa “metalizada” na música, mas eu adorei.

            Somebody To Love ficou marcada por um barulho absurdo no final da música, parecia que algo explodiu. A banda, contudo, não se deixou abalar e Eddie Star começou a brincar com a platéia da mesma forma que Freddie Mercury fazia.

            Depois de Who Wants To Live Forever é que veio a melhor parte. Uma de minhas músicas preferidas I Want It All, que não constava no setlist foi tocada em uma versão empolgante e cujos solos do guitarrista Márcio Sanches ficaram fantásticos.

            E veio outra que não constava no setlist: Mustafa, emendada com um pedacinho de Innuendo (aquela parte instrumental mais pesada, que vem depois do coral) cuja guitarra foi, novamente, o destaque e que me deixou bem feliz. Explico: durante a entrevista, ao conversar com Márcio e Eddie, havia dito que gostaria de ouvir I Want It All e Innuendo. Eles disseram que I Want It All, apesar de não estar no setlist, seria tocada. Quando falei da Innuendo, Eddie cantou um pedacinho da música “A Capella” ali mesmo (eu tenho isso em vídeo, pena que não dá para colocar aqui). Quando ele parou de cantar, Márcio disso que tocariam um pedacinho de Innuendo para mim. Eu não sabia se eles estavam brincando ou falando sério (eles brincam muito ), então quando ouvi o pedacinho de Innuendo no show fiquei em dúvida. Depois do show, perguntei para o Márcio e ele disse que eles colocaram por minha causa e que ele imaginou que aquela seria a parte que eu mais gostava da música, já que eu gosto de Heavy Metal. Achei muito legal e ele realmente adivinhou a parte que eu mais gostava.

O palco de pertinho. Foto: Cinthia Mayumi Saito

            Voltando ao show, o pedacinho de Innuendo foi emendado com um solo de guitarra. Por melhor que seja o instrumentista, mantenho minha opinião de que solos individuais são desnecessários. Mas até que este não foi tão chato, já que Márcio deu sua palheta para alguém no público e solava segurando a mão dessa pessoa. Eu já vi guitarra ser tocada com a boca, de costas e tal, mas com a mão de outra pessoa, eu nunca tinha visto.

            A banda volta ao palco e anunciam o convidado Fabrício Ravelli, o baterista do Harppia e um dos ídolos do Bruno Sanchez aqui do Delfos Juntos, eles tocam Stone Cold Crazy e devo concordar com o Bruno: o Fabrício realmente manda bem. Além de sua técnica, ainda tem uma ótima presença de palco e sua batida forte (depois Márcio até brincou que ele tinha quebrado a bateria), aliada à guitarra de Márcio deixou essa música ainda mais pesada. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:10 AM
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   Shows – Queencontro (Blackmore Rock Bar – 21 de abril de 2004) - Parte III

            Love Of My Life e Is This The World We Created vieram pouco depois, tocadas apenas com vocal e violão, dando um ar muito romântico e era possível vermos vários casais se curtindo na platéia.

            Crazy Little Thing Called Love me deixou dividido. Durante a música, curti mais a versão do Queen Unplugged, mas o Queen Cover alterou o final dela e ficou demais. Eles acrescentaram solos de baixo, guitarra e teclado que foram tão legais que os colocaria como os destaques do show. No solo de teclado, aliás, o vocalista Eddie se uniu ao tecladista André Dias para um solo a quatro mãos. Bem, na verdade, me pareceu que o vocalista estava solando e o tecladista estava na base, mas posso estar errado, já que estava lá no mezzanino.

            Bohemian Rhapsody veio a seguir e foi tocada exatamente como o Queen fazia, com playback na parte do coral. Durante a entrevista, questionei a banda sobre isso e eles me explicaram o porquê de usarem playback (confira em breve aqui no Delfos ), mas eu mantenho minha opinião de que playbacks tiram a energia de um show de rock e tenho certeza que os membros do Queen Cover estão qualificados para tocar essa música completa.

            A completamente Hard Rock Hammer To Fall vem a seguir e funciona muito bem ao vivo. Outra que funciona bem é Radio Ga Ga, com grande participação do público que acompanha a música com palmas (exatamente como nos shows do Queen).

            A banda sai do palco por alguns minutos e volta com We Will Rock You e termina o show com We Are The Champions, que contou até com pirotecnia.

Vista aérea do palco. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Individualmente, todos os músicos do Queen Cover são ótimos, mas os destaques vão para o guitarrista Márcio Sanches, que deixou quase todas músicas mais pesadas e para o vocalista Eddie Star, que usa os mesmos movimentos de Freddie Mercury ao vivo. Convenhamos, Mercury é um dos melhores vocalistas da história e cantar suas músicas não é para qualquer um. Eu mesmo já ouvi muitas versões de músicas do Queen e elas normalmente pecam no quesito vocálico. Eddie, embora não tenha sua voz parecida com a de Freddie, adapta as músicas para seu próprio estilo e mandou muito bem em todas.

             Pena que perdi um bom pedaço do show do Queen Unplugged, mas foi por uma boa causa e outras oportunidades virão. E quem sabe no próximo show do Queen Cover que eu assistir, eles não toquem Princes Of  The Universe, One Vision e a Innuendo completa? Vou ficar torcendo. 

            Se você gosta de Queen (é possível não gostar?) e não foi, recomendo que vá no próximo, que acontecerá dia 28 de maio. É diversão garantida.

            Quero agradecer e parabenizar os organizadores Mauricio e Rosana Franchi pelo ótimo evento e por uma noite muito agradável. Valeu!

Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:06 AM
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   Shows – Queencontro (Blackmore Rock Bar – 21 de abril de 2004) - Mais Fotos

Márcio Sanchez e André Trúlio fazendo pose. Foto: Cinthia Mayumi Saito

Eddie Star encarnando Freddie Mercury. Foto: Cinthia Mayumi Saito

Márcio usando um fã como palheta. Foto: Cinthia Mayumi Saito

Guitarrista, vocalista, baixista e o bonequinho do Freddie Mercury entre a entrevista e o show. Foto: Carlos Eduardo Corrales



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:02 AM
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   TV – Notícias – Os Simpsons podem estar chegando ao fim!

             Lembra daquela greve dos dubladores americanos dos Simpsons que foi bem divulgada na imprensa nos últimos meses? Pois é, as conseqüências podem ser mais desastrosas do que todos imaginavam: os estúdios Fox estão cogitando o cancelamento da série após 15 anos de estrada.

            O grande problema é que os dubladores querem ganhar US$ 360 mil por episódio, cada um, (8 milhões de dólares por temporada) mas o estúdio está pagando atualmente “míseros” US$ 125 mil e já avisou que não pretende abrir mais a carteira.

            Com esse impasse, e as declarações recentes de Matt Groening (o criador da série) de que as idéias para o seriado estão chegando ao fim, é bem capaz que o desenho só dure mesmo até o final da 16º temporada (início de 2005 nos EUA).

            Nós, do Delfos, não somos pessimistas e esperamos que os dubladores cheguem logo a um acordo, mas desde já manifestamos nossa solidariedade ao estúdio e estamos nos candidatando às vagas de dubladores substitutos pelo salário oferecido anteriormente.



 Escrito por Bruno Sanchez às 4:26 PM
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   Cinema - Notícias - Diários de Motocicleta participa do Cannes 2004!

            Recebemos o Press-Release abaixo. O mais legal é que, como o filme não é considerado uma produção brasileira, ele até tem alguma chance de ganhar.

 

"Diários de Motocicleta" dirigido por Walter Salles estréia nos cinemas brasileiros no dia 07 de maio. O Brasil será o primeiro país lançar comercialmente o filme, que teve sua pré- estréia mundial na Seleção Oficial do Festival de Sundance de 2004, na prestigiosa seção World Premiere, a mesma em que "Central do Brasil" estreou, em 1998, e que agora participa da competição oficial do Festival de Cannes 2004. 

Produzido por Robert Redford, o filme é estrelado por Gael García Bernal, que interpreta o jovem Ernesto Guevara de la Serna e Rodrigo de la Serna, que vive seu companheiro Alberto Granado. Os dois atores, o diretor Walter Salles e Alberto Granado – hoje com 83 anos - estarão no Brasil em abril para participar do lançamento de “Diários de Motocicleta”. 

"Diários de Motocicleta" é baseado nos relatos “Notas de Viaje”, de Ernesto Guevara de la Serna e “Con el Che por Sudamérica”, de Alberto Granado sobre a primeira viagem que fizeram juntos em 1952 através do continente Latino-Americano, de motocicleta - uma velha Norton 500, que eles apelidaram de "La Poderosa". O filme tem 130 minutos de duração e foi filmado em super16. O brasileiro Daniel Rezende, que ganhou o BAFTA de edição com “Cidade de Deus”, é o montador do filme. 

Walter Salles, de Nova Iorque fez a seguinte declaração sobre a seleção do filme:

“Fazer esse filme baseado na primeira viagem de Ernesto Guevara e Alberto Granado através da América Latina foi ao mesmo tempo um privilégio e uma aventura. 

Essa viagem coletiva começou a ser dividida com o público no Festival de Sundance e agora continua em Cannes. O fato de haver dois representantes da América Latina na seleção oficial denota um interesse crescente na nossa cinematografia.” 

 

Já em Sundance, o filme recebeu elogios da crítica internacional: 

“Um filme extraordinário. O diretor de Central do Brasil atinge um novo patamar com Diários de Motocicleta.”

The guardian -Anne Thompson 

“O filme mais impressionante do Festival de Sundance. Gael Garcia Bernal interpreta o jovem Ernesto Che Guevara de forma inesquecível.”

The Times - Dave Calhoum 

“O melhor filme do Festival de Sundance é da América Latina: Diários de Motocicleta é emocionante, faz pensar e conta com duas atuações extraordinárias.”

Daily Telegraph - David Gritten



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:44 PM
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   Game – The Simpsons: Hit & Run (VU Games – 2003) Parte I

É sempre assim. Basta algum jogo inovador ser lançado e alcançar um relativo sucesso, que começam a pipocar os seus clones. Aconteceu com Space Invaders no final dos anos 70, com Pac-Man nos anos 80, com Street Fighter 2 nos anos 90 e está sendo assim com o jogo Grand Theft Auto 3 na primeira década do século XXI.

Não que o GTA 3 seja um jogo totalmente original. A bem da verdade, não é mesmo, pois puxou muitas de suas características de Driver 2, lançado alguns anos antes para o Playstation original, e dos jogos da série GTA anteriores para PC. Mas é fato que foi o primeiro jogo do estilo a ter uma qualidade que realmente chamava a atenção e despertava o interesse dos jogadores.

Bom, eu escrevi tudo isso até agora para dizer que o mais novo jogo dos Simpsons faz parte desta safra de clones do GTA 3. Independente de ser um clone ou não (afinal, pode até ser um clone decente), sempre que eu ouço a informação de um novo jogo da família Simpson, me vem uma coceirinha na cabeça, porque, de todos os já lançados até hoje, somente o fliperama da Konami de 1991, conseguiu me convencer (Nota do Carlos: assino embaixo). Todos os outros não conseguiam transplantar para o videogame o espírito da série de TV e, com Hit & Run, infelizmente, essa sina se repete mais uma vez.

A estória é bem simples. A cidade de Springfield está sendo infestada por abelhas mecanizadas, furgões pretos, veículos estranhos e pessoas que agem como se fossem zumbis e você, controlando Homer, Marge, Lisa, Bart e Apu (!!!), deve descobrir o que está acontecendo.

Em cada “fase” (vamos chamar assim), você controla um destes personagens (que tem seu próprio carro, mas isso não o impede de “pedir emprestado” os veículos alheios) e dirige em uma determinada parte da cidade cumprindo tarefas opcionais, visitando lugares, juntando dinheiro e realizando as missões obrigatórias para assim passar da tal “fase”, acionar um outro personagem, visitar outros lugares da cidade complementando a estória, e por aí vai.

Analisando a grosso modo, a idéia pode até ser interessante, mas o grande problema do jogo é o fundamental fator diversão, praticamente inexistente aqui, porque as missões são muito, mas muito chatas. Coisa do tipo, chegar na usina nuclear antes do tempo acabar, colher tomates em uma horta, comprar comida em uma lanchonete, recolher objetos que um ladrão deixa cair de seu carro, enfim, missões sem criatividade nenhuma dos programadores que fazem você ficar indo de um canto para o outro da cidade sem um objetivo concreto (as missões não têm relação nenhuma com a estória principal), e sempre correndo contra o maldito relógio, parece até aqueles jogos de corrida com “Check-Points” de 15 anos atrás.

As tarefas opcionais seguem a mesma linha medíocre (com uma corridinha aqui e ali) e não acrescentam praticamente nada à sua diversão, a não ser que você fique feliz em colecionar novas roupas para os personagens.

Os gráficos, a princípio, parecem bem feitos e são bem coloridos. Mas os personagens principais usam poucos polígonos e são “duros” demais quando estão fora dos carros (problema também encontrado na “matriz” GTA3). Para piorar, o jogo oferece uma variação muito pequena de automóveis em Springfield e todos parecem se comportar da mesma maneira quando você os dirige, salvas raras exceções.



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:32 AM
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   Game – The Simpsons: Hit & Run (VU Games – 2003) Parte II

É verdade que a cidade é enorme e você irá reconhecer vários locais clássicos do desenho, como a escola, a usina nuclear e a taverna do Moe, mas para um jogo deste calibre, bem que poderiam ter caprichado mais na interação dos personagens com os elementos da cidade já que pouquíssimos lugares possuem um “ambiente interno” e todos são desproporcionais ao tamanho dos bonecos e veículos na tela.

O som é a parte mais divertida, pois os dubladores oficiais da série fazem as vozes no jogo também. Algumas frases, em especial as de Homer, são muito engraçadas e acabam compensando o nervoso que você passa nas missões cronometradas. Os demais sons e as músicas são até bem feitos, mas acabam não chamando muito a atenção quando você está mais preocupado em procurar atalhos para vencer o tempo.

Quanto à jogabilidade, simplesmente não tenho nada a comentar a não ser que o jogo funciona exatamente da mesma forma que GTA 3. Você tem uma gama de controles para quando seu personagem está dentro de um veículo e uma outra gama para quando anda nas ruas a pé. Os comandos respondem bem mas se você for jogar no computador, eu recomendo a utilização de um Joystick “Pad” (como o Sidewinder Game Pad da Microsoft por exemplo), porque é um saquinho ficar decorando os controles para o carro e para o personagem no teclado.

Enfim, se o jogo fosse “comum” mas tivesse uma boa estória e uma maior criatividade e variedade nas missões, eu até poderia dizer que era uma boa opção em tempo de vacas magras, mas, infelizmente, pelos problemas apresentados, Simpsons: Hit & Run  para PC (e também para X-Box, Playstation 2 e Gamecube) acabou reprovado no centro de controle de qualidade Delfos.

Fica para a próxima.... Será?



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:30 AM
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   Cinema – Scooby-Doo 2: Monstros à Solta (Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed – EUA – 2004) - Parte I

Cartaz do filme.

            É engraçado como, embora o tempo passe em uma velocidade indescritível depois que você passa dos 15 anos, poucas coisas realmente mudam. Até há pouco menos de 20 anos, me divertia assistindo desenhos da Warner/Hanna Barbera na TV, desenhos da Disney no cinema e lendo gibis. Hoje, quase completando um quarto de século de vida, me divirto assistindo a desenhos da Warner/Hanna Barbera na TV, desenhos da Disney no cinema e lendo gibis. A única ressalva é que, além da TV, tenho a possibilidade de assistir meu herói de HQs predileto (o Homem-Aranha, caso você não saiba) e aos desenhos que animaram minha infância (Scooby-Doo e Garfield, para citar dois exemplos) no cinema em versões de carne, osso e computação gráfica. A maior diferença nessa história é a Disney, que vai deixar de fazer aqueles desenhos belíssimos que me entretiam em meus anos de inocência para investir apenas em animações de computação gráfica. Mas isso é outra história, o assunto aqui é Scooby-Doo 2: Monstros à Solta.

            Parece que a imprensa brasileira, bem como boa parte do público é unânime ao dizer que a continuação do filme do cachorro medroso é melhor do que o primeiro. Bom, prepare-se, pois lá vou eu ser do contra de novo: não é.

            Admito que eu realmente me diverti muito na primeira parte, que era um filme para o qual não tinha nenhuma expectativa. Conseqüentemente, já que todos acharam a segunda parte melhor, eu criei Grandes Esperanças (assim mesmo, com maiúsculas, para ver se alguém capta a referência) para este Monstros à Solta. Infelizmente, elas foram frustradas. Não sei se por causa do filme em si, ou pelo pivete que ficava chutando minha cadeira apesar de minhas incessantes reclamações e olhadas com cara de mau (Acho que preciso melhorar minha cara de mau, ela não assusta ninguém). Vamos imaginar que foi pelo filme.  Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:16 PM
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   Cinema – Scooby-Doo 2: Monstros à Solta (Scooby-Doo 2: Monsters Unleashed – EUA – 2004) - Parte II

            A estória começa com nossos heróis Fred (Freddie Prinze Jr.), Daphne (Sarah Michelle Gellar), Velma (Linda Cardellini), Salsicha (Matthew Lillard) e é claro, Scooby-Doo chegando em um museu onde estão expostas as fantasias de vários vilões que nós, expectadores, conhecemos dos desenhos. Lá estão o Cavaleiro Negro e o Mineiro de 49 apenas para expor alguns dos mais conhecidos. Problema: o fantasma do Pterodátilo cria vida, faz uma bagunça e aparece um mascarado dizendo que quer tirar as máscaras do pessoal da Mistérios S. A..

            Confusão armada, começam as piadas e bagunças, geralmente protagonizadas por Scooby e Salsicha, é claro. Assim como nos desenhos, os dois personagens roubam a cena. Principalmente porque, como estão se sentindo inúteis no grupo, resolvem se separar da turma para tentar provar sua importância para os amigos. Qualquer pessoa já percebe que isso vai dar em confusão e já começa a aguardar ansiosamente por ela.

            O grande problema é a ausência do clima inocente do desenho e do exagero nas piadas com flatulência e afins (falha já presente no primeiro filme). O vilão também é bem previsível e eu consegui acertá-lo duas vezes antes do final (quem já assistiu vai entender o que eu quero dizer), embora não tenha adivinhado que seria da forma como foi apresentado.

            Outra falha é que a Velma está bonita demais, chegando até a ofuscar a Daphne em diversos momentos. É verdade que ela não está tão linda quanto no primeiro filme. O pessoal da maquiagem deve ter percebido sua beleza no antecessor e feito uma séria maquiagem para “enfeiá-la” (e deve ter sido um trabalho árduo), mas não deixaram ela feia o suficiente para acreditarmos que ela é uma menina com problemas para se sociabilizar, coisa que a Velma do desenho faz muito bem.

            Os efeitos especiais me deixaram dividido. Enquanto os vilões estão todos muito legais, Scooby-Doo simplesmente parece não estar presente nas cenas, já que é comum vermos as mãos dos atores humanos ultrapassarem sua carne quando vão encostar nele. O povo dos computadores devia ter prestado mais atenção.

            O grande destaque do filme, além da dupla Salsicha e Scooby vai para os vilões, sobretudo para o Cavaleiro Negro e para os Esqueletinhos, ambos responsáveis pelas cenas de ação mais divertidas do filme.

            Scooby-Doo 2 é um filme que poderia ser melhor mas que, ainda assim, vale a pena ser assistido. Apenas tome cuidado para não sentar na frente de um pivete mal-educado.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:15 PM
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   Música – Notícias – Amanhã tem Queencontro! - Parte I

Recebemos o Press-Release abaixo. Parece que vai ser muito legal. Aguarde resenha dos shows ainda essa semana aqui no Delfos.

 

O Queencontro foi idealizado por Mauricio & Rosana Franchi.

Já estamos na 8ª edição, que ocorrerá dia 21 de abril de 2004, no Blackmore Rock Bar, à Alameda dos Maracatins, nº 1317, Moema.

Este evento foi imaginado para atender os fãs de Queen, para fazer com que o trabalho desta banda que marcou o cenário do rock internacional, se mantenha vivo, mesmo após a morte de seu vocalista Freddie Mercury em 24 de novembro de 1991.

A intenção é fazer com que em clima de confraternização, de amizade, os fãs de Queen se encontrem para falar da banda, para assistir vídeos raros, para ouvir músicas raras, e no final do evento, assistir a performance de duas bandas tocando tanto clássicos do Queen(verdadeiros hinos do rock!)  como lados B, relembrando o Queen ao vivo.

Para sabermos como começou o e vento, teremos que voltar ao tempo.

Em 27 de novembro de 1994, no extinto Aeroanta em São Paulo, foram headliners da primeira Convenção Brasileira para Fãs do Queen, denominada "Keep Freddie Alive", organizada por Cleide Maria Fernandes e Liane Borovina Euzébio Seligman, que contaram com a colaboração do colecionador Antônio Henrique Seligman, cujo encerramento foi feito pela banda Queen Cover.

De lá para cá, não foi feito ( até onde se sabe) nenhum evento significativo envolvendo Queen e seus fãs. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:40 PM
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   Música – Notícias – Amanhã tem Queencontro! - Parte II

No ano de 2000, eu e a Rosana ( minha esposa) descibrimos a maravilhosa internet, com suas múltiplas funções e possibilidades.

Descobrimos o site "Tudo sobre o Queen", cujo cujo webdesiger Rodolfo Mieskalo em seu site tinha um link para uma lista de discussão no site www.grupos.com.br. E de pronto entramos na lista.

Começamos a fazer amizade com fãs de Queen desde os mais novos de idade aos mais antigos fãs.

E começamos a promover pequenos encontros em nosso apartamento.

Semanalmente tinha fã do Queen em casa.

Foi aí que surgiu a idéia de fazer um encontro maior.

Surgiu aí o Queencontro!!!

Os quatro primeiros foram todos direcionados aos fãs da internet, sem divulgação.

Sendo que o 4º Queencontro que ocorreu dia 20 de abril de 2002, teve um público de 80 pessoas, com a apresentação do Queen Unplugged e de Marcio Sanches ( guitarrista do Queen Cover) dando um sensacional workshop sobre Brian May e sua guitarra ( riffs & solos).

Daí vimos que não daria para ficar só no salão de festas.

Vimos que o evento teria que ser em local público!

E assim, após algum tempo para se reorganizar as idéias, vimos que após começarmos a trabalhar efetivamente com a banda Queen Cover em 2002 na Assessoria & Produção, nós com um manling list de aproximadamente 2000 fãs, começamos a fazer estes eventos; hoje com participação de duas bandas: Queen Cover e Queen Unplugged. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:40 PM
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   Música – Notícias – Amanhã tem Queencontro! - Parte III

O Queen Cover conta com 13 anos de estrada.

Foi criada por fãs e hoje conta com a seguinte formação: Eddie Star no vocal, Márcio Sanches na guitarra, Reinaldo Krammer na bateria, André Trúlio no baixo e eventualmente substituindo o tecladista Paulo Carvalho ( que acaba de ser pai) está André Dias.

O Queen Cover não é só uma banda Cover!

Ela não toca somente músicas do Queen!

Ela reúne toda a magia de uma apresentação ao vivo do Queen, quer seja pelas músicas apresentadas, quer seja pela performance...percebe-se facilmente que a banda literalmente incorpora o Queen e manda ver no palco!!!

Tocando clássicos inesquecíveis como Somebody to Love, Bohemian Rhapsody. Love of my Life, além de músicas de começo da carreira como Ogre Battle, Stone Cold Crazy, etc.

O Queen Unplugged foi formado de uma forma totalmente despretensiosa!

Para tocar somente no 4º Queencontro.

A banda foi formada tendo como idéia os programas Unplugged da MTV Americana e os Acústicos MTV daqui, além de terem também inspiração numa apresentação Acústica de Brian May ( guitarrista original do Queen) com sua banda solo.

Hoje conta em sua formação Hélio Lima no vocal, André Padeti e Juliano Portinari nos violões e vozes, Renato Portinari no baixo, e Mauricio Franchi na bateria e voz!

A intenção da banda é de uma forma alternativa, levar mais ainda o trabalho do Queen aos fãs, mormente os lados B que a banda interpreta!

Para este Queencontro, a produção reservou o título como sendo 8º Queencontro - Tributo a Freddie Mercury.

Além das bandas ao vivo, haverá exibição do Show Tributo a Freddie Mercury em Wembley, a exibição do documentário Unltold History contando detalhes da vida e obra de FM, e também a exibição de Freddie Mercury Collection com vídeos da carreira solo deste grande músico.

As bandas ao vivo nesse dia prestarão homenagens ao Queen e a Freddie Mercury nesse dia, com participações especiais de convidados como Fabrício Ravelli, baterista do Harpia e Metallica Cover - Damage Inc. tocando no palco Stone Cold Crazy juntamente com o Queen Cover.

Ou seja, o Queencontro é festa, é confraternização, é celebração de amigos se confraternizando ao som de Queen!

É um evento para a família Queen, tanto que é considerado censura livre, haja a vista a presença de crianças e adolescentes que influenciados pr seus pais, já ama a banda Queen.

Compareçam!

Afinal, como já dizia Freddie: " The Show Must Go On"!

God Save the Queen, and all the fans too!!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:37 PM
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   Shows – Harppia (Blen Blen – 15 de Abril de 2004) Parte I

Uma quinta-feira chuvosa na cidade de São Paulo é uma ótima desculpa para ficar em casa assistindo às aberrações da televisão moderna. Mas preferimos investir em algo muito mais interessante e prazeroso e fomos conferir de perto o show deste grande pioneiro da história do Metal nacional no Blen Blen. Infelizmente, parece que fomos uma exceção à regra, pois o bar recebia um pequeno público para a apresentação do Harppia.

A abertura com a banda Máquina Zero, do Robson Rocco (o ótimo vocalista do projeto Brasil Rock Stars de Andreas Kisser) estava marcada para começar às 21:30, mas a banda só subiu no palco às 23:00. O atraso acabou afugentando um pessoal que teria de acordar cedo no dia seguinte (a apresentação realmente poderia ter começado mais cedo, afinal era um show em dia de semana). De qualquer forma, a banda apresentou um set curto, de 30 min (5 músicas), e mostrou um Hard Rock cantado em português e influências de Blues esquentando o pessoal na chuvosa noite paulistana. O grande destaque vai mesmo para o vocalista, que mais uma vez mostrou uma absurda (no bom sentido) variação de vozes e não parou de pular o show inteiro.

Um intervalinho para a troca dos equipamentos e o Harppia sobe ao palco já detonando o clássico A Ferro e Fogo que levanta até defunto. Logo na seqüência, vieram mais clássicos das antigas com Naúfrago e Asas Cortadas. Depois destas três músicas eles já tinham a platéia nas mãos e aproveitaram para tocar o hino desta nova geração da banda, Metal Pra Sempre com o seu refrão marcante e um instrumental bem pesado. Em seguida outra música mais recente, Vampiros, com uma boa recepção do público presente e uma bela interpretação de Jack nos vocais.

Jack em pose clássica do Metal. Foto: Thomas Vilarinho

O grande clássico da banda de todos os tempos vem a seguir: Salém, que tocou muito nas “rádios rock” dos anos 80 e chegou a ser eleita como um dos hinos da década pela extinta revista Bizz. Não preciso nem dizer que todos cantaram juntos, certo? Um detalhe bem legal durante a execução de Salém foi a participação especial de Xando Zupo, o antigo guitarrista do Harppia na época do do álbum 7.

Eles continuam com a ótima Metal Comando (da banda Centúrias que teve integrantes do Harppia e vice-versa), Neste Deserto (a versão em português do clássico Desert Plains do Judas Priest) e Medo da Escuridão (não, essa não é a versão em português de Fear of The Dark do Iron Maiden).

Jack explica que a próxima música é sobre os problemas na vida pelos quais todos passamos e começa uma das mais belas composições já criadas pela banda, Vagando na Noite com um refrão bem marcante e uma letra bem introspectiva. Um dos pontos mais fortes do show, sem dúvida.

As próximas duas músicas foram as inéditas e pesadas, Não Haverá Outro Amanhã, que fala de todo o caos presente em nosso dia-a-dia ultimamente, e a Heavy Tradicional Guardiões da Mente que estarão presentes no próximo cd, Metal Pra Sempre, com lançamento previsto até o final do ano.

O set foi muito bem escolhido pela banda e o final ficou reservado para a clássica música Animal do Centúrias e que, com certeza, deixou todos os fãs do Harppia bem felizes. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:33 PM
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   Shows – Harppia (Blen Blen – 15 de Abril de 2004) Parte II

Jack e Kléber. Foto: Thomas Vilarinho

Falando sobre os músicos, o vocalista Jack Santiago é uma figuraça. Esbanja energia e agita muito o show inteiro além de ser extremamente simpático e carismático. Em determinados momentos, durante os solos de  algumas músicas, Jack descia do palco e ia para o meio do pessoal bater cabeça, voltando em seguida, com muita agilidade, para continuar cantando. É um exemplo para muitos vocalistas sem presença de palco hoje em dia e ele tem uma voz bem marcante, lembrando os grandes vocalistas das bandas de Metal dos anos 70.

No baixo temos Ricardo Ravache, outro que tem uma ótima presença de palco, agitou o show inteiro e, com certeza, é um dos maiores baixistas brasileiros. A técnica de Ricardo, suas improvisações e solos são excelentes. Ele possui um estilo muito parecido às galopadas de Steve Harris, e ainda faz um ótimo trabalho nos backing vocals, com destaque para o belíssimo final de Vagando na Noite.

Do “novo” Harppia temos nas guitarras o trabalho de Kleber Fabianni, que, com a saída de Marcelo Francis no começo deste ano, acabou sobrecarregado como o único guitarrista, mas deu conta do recado com seus riffs pesados e precisos, e solos muito bem elaborados.

Na bateria, ninguém menos, que Fabrício Ravelli. Um baterista, experiente, técnico e agressivo que conseguiu criar um estilo próprio na arte das baquetas e não perde a postura, mesmo quando alguma de suas baquetas quebra durante uma música. Fabrício é, com certeza, um dos grandes bateristas brasileiros da música pesada.

Profissionalismo e competência com os pioneiros do Metal nacional. Obrigado e parabéns ao pessoal do Harppia pelo grande show. A banda mostrou que está afiadíssima e, pessoalmente, estou muito ansioso pelo lançamento do novo CD. E como diz a nova música: metal pra sempre em nossos corações! 



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:30 PM
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   Shows – Living Colour (Via Funchal – 17 de março de 2004) - Parte I

            Chegamos ao Via Funchal por volta das 8 horas, bem antes do horário combinado para pegarmos as credenciais de imprensa, marcado para 8:30. Melhor chegar antes do que atrasado, certo?

            Depois de um tempinho esperando, pegamos nossas credenciais e adentramos o recinto. Nos informamos como faríamos para tirar as fotos e sentamos para esperar o show começar.

Moonrock, a banda de abertura. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            O show de abertura ficou a cargo do Moonrock. O porquê de esta ter sido a banda escolhida para abrir o show me é uma incógnita, já que seu estilo em nada tem a ver com o Living Colour. Enquanto os americanos fazem um Rockão na linha Led Zeppelin, o Moonrock apostava em uma mistura de Charlie Brown Jr. com Nu Metal. Resultado: o público se dividiu entre aqueles que esperaram sentados pelo fim do show e aqueles mais impacientes que ficavam xingando a banda, praticamente expulsando-a do palco. A parte mais bem recebida do show foram, obviamente, as covers. Foram três: Everlong (Foo Fighters), Blurry (Puddle Of Mud) e Killing In The Name (Rage Against The Machine), sendo que esta última foi a que mais empolgou o público. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:32 AM
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   Shows – Living Colour (Via Funchal – 17 de março de 2004) - Parte II

            Por volta das 11 horas, o Living Colour sobe ao palco tranqüilamente, sem introdução, nem nada. Eles simplesmente entram, cumprimentam o público, plugam seus instrumentos e começam a tocar. Apesar de o palco ser bem simples, sem pano de fundo, nem pirotecnias, nem absolutamente nada especial, o show dos caras começou com muita energia e, infelizmente, logo na segunda música, já mandam sua fantástica versão para Back In Black do AC/DC. Digo infelizmente porque os fotógrafos podem tirar suas fotos apenas durante as três primeiras músicas e lá estava eu entre a platéia e o palco tentando tirar as melhores fotos possíveis. Isso, claro, não me impediu de curtir a música, foi uma verdadeira fusão de trabalho e prazer.

Corey Glover mostrando seus passinhos de dança para Doug Winbish. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Algo que merece ser destacado no show do Living Colour é a tremenda energia e presença de palco dos músicos, principalmente o baixista Doug Winbish e o vocalista Corey Glover que não param de se mexer por um segundo sequer. Curiosamente, o guitarrista e líder da banda, Vernon Reid quase não se movimenta. Deve ter dado apenas uns cinco passos durante as mais de duas horas de show.

            Durante Sacred Ground, a banda faz uma pausa para um solo de guitarra e um de bateria (sem ninguém sair do palco) que foi muito aplaudido. Infelizmente, isso foi feito muitas vezes durante o show. Quase todas as músicas eram aumentadas para os músicos mostrarem suas habilidades, o que deixa o público um pouco entediado. Até porque após Sacred Ground seguiu-se uma série de baladas, que durou mais de meia hora. Nessa seqüência de baladas, cuja mais legal foi Flyin’, tivemos até uma citação à famosíssima Sex Machine, de James Brown, que acabou sendo o grande destaque desse “meio de show”, que foi bem morno.

Vernon Reid e Corey Glover. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Depois dessa parte, o show melhorou bastante. Seguiu-se a bela Open Letter To a Landlord, durante a qual a banda fez a tradicional “paradinha” para cantar com a platéia. Após essa música, Corey Glover e Vernon Reid saem do palco, deixando Doug e o baterista Will Calhoun sozinhos. Doug conversa com a platéia e apresenta a próxima música, chamada Terrorism, durante a qual Doug Winbish tocou seu instrumento com a boca. Embora a música não seja lá grande coisa, já que é apenas baixo e bateria, sua letra (muito bem cantada por Doug) chama a atenção por dizer, literalmente, que George Bush e os Estados Unidos são terroristas. Já seria surpreendente ver alguém de outro país ter coragem de dizer isso, mas fica ainda mais surpreendente ao lembrarmos que a própria banda é norte-americana. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:23 AM
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   Shows – Living Colour (Via Funchal – 17 de março de 2004) - Parte III

            Em seguida, Vernon Reid volta ao palco e anuncia que tocarão uma música de uma de suas bandas preferidas. Eu imaginei que eles fossem mandar a versão de Beatles que gravaram, mas Vernon se referia à banda White Stripes e a música tocada foi Seven Nation Army, cantada pelo guitarrista, que mandou muito bem, por sinal (pô, todo mundo nessa banda canta bem?).

            Corey volta ao palco, ao som de um sambinha tocado por seus colegas, emendado com a divertida Glamour Boys, que inicia a melhor parte do show, recheada dos hits da banda. Esta música, obviamente muito bem recebida, foi uma das mais legais do show.

            A próxima foi a pesada Type, também muito bem recebida. Pouco depois, tivemos o clássico da banda Cult Of Personality, que agitou a galera antes de mais um balde de água fria: um solo de bateria longuíssimo acompanhado por playbacks de barulhinhos eletrônicos. Esses barulhinhos, aliás, ocuparam boa parte do show, pois eram tocados entre quase todas as músicas. Acho que no total, o show deve ter tido mais de meia hora de barulhinhos.

A linha de frente do Living Colour. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Após o solo, vem a melhor música da noite, Elvis Is Dead, pesada, empolgante e com um refrão que faz até quem não conhece a música cantar, Elvis Is Dead foi, junto com Glamour Boys, o destaque do show. E, para deixar a música ainda mais divertida, a banda inseriu nela uma citação a Can’t Help Falling In Love, gravada por Elvis Presley.

            Segue um cover para Sailin’ On do Bad Brains, recebida de forma apática pela platéia que não devia conhecê-la. Love Rears Its Ugly Head fecha a primeira parte do show, não sem antes o vocalista Corey Glover pular na platéia duas vezes. Foi a primeira vez que vi isso em um show grande.

            Após um breve intervalo, Will Calhoun volta ao palco para mais um solo de bateria. Não satisfeito com o anterior, ele agora decide entediar a platéia com uma bateria eletrônica. E dá-lhe mais uma seqüência de barulhinhos chatos. Crosstown Traffic, de Jimi Hendrix fecha o show, emendada com um trecho de What’s Your Favorite Color e a banda deixa o palco definitivamente.

            No geral, o show teve um balanço positivo. Gosto do fato do show ter sido longo (2 horas e meia, mais ou menos), pois isso demonstra o respeito da banda pelo seu público, que pagou para vê-los tocar. O setlist, no entanto, poderia ter sido melhor escolhido. Uma maior comunicação com a platéia em detrimento dos barulhinhos eletrônicos também seriam bem-vindos, mas a cara de alegria dos fãs na saída confirma o que muitos já sabiam: o Living Colour é uma ótima banda ao vivo, só precisa de alguns retoques.  Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:17 AM
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   Shows – Living Colour (Via Funchal – 17 de março de 2004) - Mais Fotos

O baixista Doug Winbish detonando no seu baixo de 5 cordas. Foto: Carlos Eduardo Corrales

O palco logo no comecinho do show. Foto: Carlos Eduardo Corrales

Vocalista, baixista e baterista tocando Back In Black. Foto: Carlos Eduardo Corrales

O palco visto da pista. Foto: Carlos Eduardo Corrales



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:12 AM
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   Música – Notícias – AC/DC e Metallica são usados como tortura no Iraque

            Vai entender esses estadunidenses. Como se não bastasse ter o mundo inteiro como inimigo, George Bush agora decidiu usar Shoot To Thrill do AC/DC e Enter Sandman do Metallica para torturar seus prisioneiros. Bom, Metallica eu até entendo (já falei que eu odeio Metallica?), mas AC/DC é super legal, como alguém pode ser torturado por eles?

            Com a palavra, o baterista do Metallica, Lars Ulrich: “Eu me sinto péssimo em saber disso, pois ninguém no Iraque jamais fez algo contra mim e não entendo como podem fazer isso”. Pelo jeito até ele entende quão tortuoso é ouvir Metallica. Mas ele não parou por aí: “Por que eles não colocam músicas do Venom ou alguma daquelas bandas de Death Metal da Noruega? Alguém me perguntou se vou fazer algo em relação a isso. Mas, o que posso fazer? Ligar para o Bush e dizer para que ele mande seus generais tocarem Venom no Iraque?”. O que Ulrich tem contra o Venom? Não pergunte para mim.

            Mas falando sério agora, tortura é algo que nem deveria existir (assim como armas de fogo e quaisquer outros meios de violência). Mas acho estranho alguém tão sanguinário como Bush abrir mão da tortura física e simplesmente obrigar os prisioneiros a ouvir música. Por mais horrível que seja uma música, é muito menos sofrimento ouvi-la do que ser submetido a violência física como cortes, queimaduras e sei lá o que mais eles usam para machucar as pessoas.

            Vale lembrar também que não é a primeira vez que músicas são usadas como armas pelos EUA. Durante a Guerra do Golfo (não por acaso, iniciada pelo Bush pai), as tropas norte-americanas tocavam Wildchild do W.A.S.P. quando estavam atacando os inimigos para avisá-los que “a morte está chegando”.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:27 PM
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   Novidades Delfos – Atraso

            Devido a imprevistos, a resenha do show do Living Colour será publicada amanhã, dia 19. E ainda esta semana teremos uma resenha para o show do Harppia no Blen Blen e para o filme Scooby-Doo 2.

            Vou aproveitar esta nota para dar uma dica: colocando o ponteiro do mouse sobre as imagens, você pode ler a descrição do redator da matéria para a foto. Experimente.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:04 PM
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   Música – Notícias – A Entrevista Coletiva do Living Colour - Parte I

            E o Delfos começa a render frutos. Fomos convidados para cobrir a entrevista coletiva do Living Colour e, obviamente, não podíamos recusar.

            Confesso que minhas emoções variavam entre a empolgação e o medo. Empolgação, obviamente, por sentir que o Delfos pode ter futuro e por estar, finalmente, trabalhando com algo que eu gosto. Por outro lado, o medo que senti veio da minha eterna insegurança de achar que vou fazer alguma besteira ou mesmo da ignorância de não saber como me portar, como me vestir, o que levar e tudo mais que você possa imaginar.         Dramas pessoais à parte, tudo deu certo e foi muito legal. Não fiz pergunta nenhuma, mas eu e meu bloquinho de notas estávamos atentos a tudo que acontecia.

            Chegando na sala da coletiva, cumprimentei a assessora de imprensa, com quem tinha previamente conversado, fui escrever meu nome no livrinho dos veículos que vão cobrir o show (aguarde uma resenha este domingo aqui no Delfos) e fui procurar um lugar para sentar, bem perto das mesas onde tinham bolachinhas, café, água, etc.

            A entrevista, marcada para começar às 11:45, começou apenas por volta da 1 hora da tarde, quando o primeiro membro da banda entrou na sala (o baterista Will Calhoun) e sentou-se discretamente. Provavelmente por estranhar o tratamento apático dos jornalistas, exclamou um sonoro “Hello!” tirando sorrisos dos presentes. Com a banda toda sentada, alguns minutos foram dedicados para que os fotógrafos fizessem seu trabalho e a entrevista começou.

            A primeira pergunta foi sobre a grande diversidade no som do último disco da banda. Vernon Reid disse que o álbum foi gravado duas vezes, uma antes dos ataques de 11 de setembro (acho que nunca vi uma entrevista com uma banda americana na qual este assunto não viesse à tona) e outra depois. Acontece que, depois desse dia, os músicos decidiram mudar algumas coisas no disco, o que resultou em uma nova gravação aumentando, assim, a diversidade.

            Também veio à tona o cover que a banda fez para Back In Black, clássico do AC/DC. A música foi escolhida devido à sua forte presença em baladas de Rap nos EUA, onde os DJs costumam usá-la bastante para mostrar seu trabalho. Outro motivo declarado foi que ela tem a ver com a banda, já que eles estão de volta depois de alguns anos de inatividade.

            Já o momento mais engraçado da tarde foi quando alguém perguntou sobre o movimento Manguebeat, dizendo que um dos membros deu uma entrevista para uma revista brasileira e exclamou que gostava desse estilo de música. A resposta foi uma cara de espanto de toda a banda, olhando uns para os outros tentando descobrir quem diabos disse isso para a revista. Depois de um tempo, o baixista Doug Winbish apontou para Will Calhoun e disse: “Ele é o cara do mangue!”. Então, Calhoun se tocou e disse que esteve em Recife em 1995 e que conheceu o Maracatu através de um amigo. Esse tipo de som agradou-o por ser muito poderoso e ter um ritmo contagiante. Também acrescentou: “Mas eu nunca ouvi falar de Manguebeat.” Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:33 AM
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   Música – Notícias – A Entrevista Coletiva do Living Colour - Parte II

            A pergunta básica também foi feita: “Qual a melhor lembrança que vocês têm do Brasil?”. O vocalista Corey Glover então gargalhou e disse que sua melhor lembrança era o Guaraná. Para corrigir o escrachado amigo, Doug interveio: “O Brasil é muito especial para mim, pois os primeiros shows que fiz com a banda foram aqui, no festival Hollywood Rock”.

            Nesse momento, o guitarrista Vernon Reid, que estava com um lenço que estampava a bandeira dos EUA amarrado na cabeça foi confrontado com a seguinte pergunta: “Por que você está usando essa bandeira? Você sempre se veste assim ou é um reflexo dos tempos em que vivemos?”.  A resposta: “Ser patriota não é apoiar George Bush. (...) Saddam Hussein é uma pessoa terrível e precisava ser detido.”.

            Outro momento interessante foi quando perguntaram sobre a relação da banda com Mick Jagger. Doug respondeu que tocava na banda de Jagger quando este foi assistir a um show do Living Colour no lendário clube nova-iorquino CBGB e, como gostou do que viu, os ajudou a produzir uma demo. Mas a relação do vocalista dos Rolling Stones com o Living Colour não pára por aí. Jagger também teve um papel importante na volta da banda. Doug relatou que Mick disse a ele: “Se eu consegui resolver meus problemas com Keith Richards, tenho certeza que vocês conseguem resolver os seus”. O mais legal dessa parte da entrevista é, infelizmente, impossível de ser reproduzida aqui, pois Doug contou esta história imitando a voz e os trejeitos de Jagger, arrancando gargalhadas de todos os presentes.

            Outra perguntinha básica: “O que vocês acham do compartilhamento de músicas pela Internet?” Com a resposta, Corey Glover: “Temos opiniões diferentes sobre isso. Alguns da banda curtem, outros não. Acho curioso que existem pessoas para os quais ter aquela música rara é tão importante, que ela arrisca ter que responder a um processo legal por causa disso. Mas se essa pessoa dá tanto valor para aquela música, acho que ela deve ter a possibilidade de pegá-la.”.

            Sobre projetos para o futuro, a banda planeja lançar um DVD ao vivo, Vernon Reid está gravando um CD instrumental que vai sair pela gravadora Favored Nations e Corey Glover atuou em um filme chamado American Reunion que sai no verão americano. A banda também pretende fazer algo novamente com Lenine (eles participaram de seu último álbum, Falange Canibal) e disse que vão tentar entrar em contato com ele.

            A pergunta final foi se eles estavam planejando algumas surpresas, como na última visita da banda, quando Doug tocou seu baixo com um cinzeiro. Este, o grande palhaço da banda, nem se tocou que estavam falando com ele, pois estava muito entretido filmando o lugar. Ao ter sua atenção chamada pela banda, ele escondeu sua câmera e respondeu que tem outros truques na manga e quem for ao show verá. Bom, o Delfos vai estar lá, então veremos.

            Quero finalizar agradecendo à Miriam do Via Funchal pelo ótimo tratamento e aguardem este domingo uma resenha do show de sábado, com fotos e tudo mais. Não deixe de ler!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:32 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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