Delfos - Jornalismo Parcial
   TV – Desenhos – Star Wars: Clone Wars (Idem – EUA – 2004)

            “Uau! Você lutou nas Guerras Clônicas?” disse um estupefato Luke Skywalker para seu tio, logo no início do classiquíssimo (palavra que acabei de inventar. Legal, né?) Star Wars Episódio 4: Uma Nova Esperança. Desde aquela época, no longínquo ano de 1977, quando eu ainda nem tinha começado a ser produzido, os nerds já se perguntavam: “Guerras Clônicas... Puxa... Como será que foi isso?”

            Bom, 26 anos depois, finalmente temos a chance de assistir às famosas e lendárias Guerras Clônicas, não na forma de filme, como sempre imaginamos, mas em doses homeopáticas de um desenho exibido pelo canal Cartoon Network. E essa série foi uma decepção atrás da outra.

            A primeira delas ocorreu logo que as primeiras fotos foram divulgadas. O estilo do desenho, semelhante a Samurai Jack definitivamente, não me agradou. Logo em seguida veio na forma de exibição escolhida. Dividida em 20 capítulos com uma média de 3 minutos cada um, o canal decidiu apresentar o desenho de segunda à sexta às 17 horas, com reprises no final de semana. “Ah, então vou assistir no final de semana, já que eles devem passar todos os capítulos um depois do outro.” pensei, em minha eterna inocência. Mas o Cartoon optou por exibí-los no início de cada hora. Ou seja, às 14 horas tem os primeiros 3 minutos, às 15 os próximos 3 minutos e assim vai. Será que eles esperavam que as pessoas abandonassem seus finais de semana para ficarem parados assistindo à sua programação o dia inteiro? Uma atitude deprimente mas, como bom nerd que sou, tinha que dar um jeito de assistí-los.

            Apesar das decepções iniciais, admito que minhas expectativas para a série eram altas afinal, todos os veículos de comunicação estavam dizendo que esse desenho era o máximo e aquele tradicional blá-blá-blá que todos conhecemos. Adivinha só: não era. Aliás, o que eu esperava? A série visava mostrar as GUERRAS Clônicas. O motivo para a guerra e tudo que a envolveu já haviam sido mostrados no Star Wars Episódio II – O Ataque dos Clones. E o que sobra em uma guerra além dos motivos? Porrada. E é só isso que vemos no desenho: lutas de sabres para lá e robôs explodindo para cá, tudo intercalado com alguns tiroteios no espaço e nada mais.

            Para falar a verdade, quase todos os capítulos seguem a mesma fórmula: começa com um pequeno diálogo (pequeno mesmo, dificilmente passa dos 30 segundos) seguido da cena de ação, que dura até o final. Todos os capítulos são centrados em um dos personagens principais. E aí temos um (ou mais) dedicado ao Mace Windu, outro à Padmé, outro ao Anakin, outro ao Yoda e assim por diante.

            A tão alardeada proximidade de Anakin ao lado negro é bem menos óbvia do que foi em Ataque dos Clones e o único momento realmente emocionante de sua atração pelo mal é quando, em uma de suas cenas de luta, ele usa um sabre vermelho (quem acompanha os filmes sabe que os sabres vermelhos são exclusivos do lado negro).

            Outro personagem que foi bastante divulgado foi o vilão Lord Grievous, que será a principal dor de cabeça dos jedis no Episódio III. Admito, o capítulo 20, no qual ele aparece é realmente o melhor da série (e também o mais longo, com 8 minutos de duração). Embora seja, assim como os outros, um capítulo que privilegia a ação, ela é, aqui, muito mais emocionante. Lord Grievous é imenso e deve ficar realmente impressionante em sua versão CG no Episódio III. Além da aparência assustadora, o cara chega a lutar no desenho empunhando três sabres ao mesmo tempo, ou seja, se você já delirou com a luta entre Darth Maul, Obi-Wan e Anakin em A Ameaça Fantasma, as lutas de Grievous no Episódio III prometem.

            Infelizmente, jogos de videogame como a série Jedi Knight (leia nossa resenha para o jogo Jedi Knight: Jedi Academy em http://delfos.zip.net/arch2004-02-16_2004-02-29.html) acrescentaram bem mais ao universo de Star Wars e o capítulo com Lord Grievous não é bom a ponto de fazer o expectador querer assistir à série inteira. Para ser sincero, não perca o seu tempo com Clone Wars a não ser que você, como eu, esteja super ansioso pelo Episódio III, que só estréia daqui a um ano. Nesse caso, assista, mas não vá com muita sede ao pote, ou corre sério risco de ficar muito decepcionado.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:44 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Clássicos – Games – A revista Ação Games (1990 – 2000) Parte I

Se os anos 80 foram marcantes pela chegada dos jogos eletrônicos (fliperamas e videogames) ao Brasil, a primeira metade dos 90 se destacou exatamente pela sua consolidação. Basta lembrar que a Tec-Toy estava, então, com força total lançando jogos para o Master System adaptados (Chapolim e Mônica no Castelo do Dragão), 100% feitos em território nacional (Pica-Pau, por exemplo), ou mesmo traduzindo com muita competência RPGs de sucesso (o clássico Phantasy Star) para o mesmo videogame. A empresa ainda foi competente o bastante para colocar diversos anúncios em rádios e TVs de seus videogames e, com isso, o Master System, um fracasso em todos os países por onde passou pela concorrência predatória com o Nintendo 8-Bits, acabou se dando muito bem por aqui.

A SEGA estava bem representada com a Tec-Toy, mas o mesmo não se pode dizer da Nintendo que chegou ao nosso país em 1993 sob a marca Playtronic (um fruto da parceria entre  Estrela e Gradiente), mas praticava preços absurdamente fora dos padrões nacionais e acabou não decolando. De qualquer forma os videogames da Nintendo estavam bem acessíveis por versões “piratas” nacionais como por exemplo o Phantom System (da própria Gradiente), o Dynavision 2 (da Dynacom) e o TopGame VG9000 (da CCE), todos com suas seletas coleções de jogos lançados sem a autorização da Nintendo, diga-se de passagem.

Essa época também foi marcada pelo boom das locadoras de videogames. Em cada esquina de cada bairro você podia encontrar uma e alugar seus joguinhos para passar o final de semana afinal, naqueles tempos, comprar um jogo era um privilégio de poucos diferentemente do que ocorre hoje em dia com a pirataria.

No campo internacional, os videogames de 16-Bits (Mega Drive em 1988 e Super Nintendo em 1990) surgiam trazendo jogos de qualidade e com gráficos quase iguais aos de um fliperama para dentro de casa, um verdadeiro sonho e, além disso, a velha rivalidade entre Sega e Nintendo ganhava ares de briga de cachorro grande e os jogadores tinham de optar por seguir um único caminho: comprar o videogame da Sega ou da Nintendo? Uma briga digna de times de futebol já que as duas empresas eram competentes, cada qual do seu jeito. A nova década prometia...

Juntamente com o sucesso dos videogames em terras brasilis, era óbvio que a chegada da mídia especializada era apenas uma questão de tempo. Os programas de televisão sobre videogames nunca se destacaram, então não pretendo me alongar falando sobre eles. Em uma rápida retrospectiva, me lembro de um quadro na “Hora do Capeta”, o programa do Sérgio Mallandro no SBT de 1988 onde ele fazia uma competição de Duck Hunt, aquele jogo de pistola de Nintendo, e quem ganhasse levava pra casa um Dynavision 2. Alguns anos depois, em 1991, Gugu Liberato chegou a estrelar sem sucesso um programa sobre videogames patrocinado pela Tec-Toy nas tardes de Domingo no SBT também. O canal pago Multishow foi o primeiro a fazer um programa legal chamado Stargame, que durou alguns anos.

A grande fonte de novidades e informações sobre os jogos e aparelhos, em uma época sem Internet, acabou sobrando mesmo para as revistas, e é sobre uma delas que pretendo comentar.

Na primeira metade da década de 90 foram lançadas seis revistas totalmente especializadas que redefiniram o conhecimento brasileiro sobre os videogames, eram elas: Ação Games, Videogame, Supergame, Gamepower, Supergamepower (união da Supergame com a Gamepower) e Gamers.

Elas não foram exatamente “pioneiras” porque na primeira metade da década de 80, algumas publicações sobre computadores já publicavam resenhas e matérias especiais sobre jogos eletrônicos do Atari, mas de qualquer forma estas não eram 100% especializadas e todas as suas matérias eram bem amadoras.

A primeira revista totalmente voltada para o assunto foi a Ação Games que, aliás, tem uma história bem curiosa: no final dos anos 80, a Editora Abril lançou uma revista semanal sobre cinema, televisão, esportes e quadrinhos que acabou se tornando “cult” pelos jovens da época; Essa revista se chamava “A Semana em Ação”. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:44 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Clássicos – Games – A revista Ação Games (1990 – 2000) Parte II

Com o sucesso da revista e o crescimento relâmpago no mercado brasileiro de games, a editora lançou um suplemento especial da revista totalmente dedicada ao assunto sob a supervisão do jovem Marcelo Duarte (que hoje apresenta o programa Você é Curioso? na Rádio Bandeirantes), este suplemento ficou conhecido como A Semana em Ação: Games e seu primeiro número foi lançado em Janeiro de 1990.

A capa da primeira edição, que ainda tenho guardada aqui comigo, é o famoso jogo de arcade das Tartarugas Ninja. Esta histórica revista, na verdade, tem todas as matérias “chupadas” das revistas americanas como Gameplayers e Gamepro, e ainda comete um incrível erro anunciando que o Super Famicom (o Super Nes japonês) seria um videogame exclusivo brasileiro.

Apesar das gafes, a revista tinha um ótimo layout, matérias trazendo as novidades, o futuro dos jogos eletrônicos e um especial sobre jogos em CD (que ainda eram uma novidade na terra do Sol Nascente e demorariam bastante para chegar por aqui...).

A repercussão desta edição foi tão grande e o mercado estava tão ansioso por uma publicação do gênero que, um mês depois, o segundo número de A Semana em Ação: Games foi lançado, desta vez com Mickey Mouse e seu Castle of Illusion para Mega Drive na capa. As vendas novamente superaram todas as expectativas, mas foi quando um grave problema quase colocou tudo por água abaixo: devido à má administração e queda na qualidade, a revista “A Semana em Ação” acabou indo à falência, mas o seu suplemento especial sobre videogames ia muito bem, obrigado.

Em uma total falta de bom senso, a Abril preferiu acabar com ambas as revistas com medo do prejuízo, mas uma outra editora (na verdade ainda dentro do grupo Abril), a Azul, se interessou pelo conteúdo dos suplementos especiais sobre videogames e encarou o desafio de lançá-los de forma independente e assim surgia a revista Ação Games (aproveitaram parte do nome da publicação antiga), a primeira totalmente especializada em videogames do Brasil.

Nos dois primeiros anos de vida, a Ação Games fez muito sucesso e se tornou um ícone de adoração e respeito pelos jogos eletrônicos. Para se ter uma idéia do sucesso, a revista chegou a ser lançada até mesmo na Argentina com o nome de Action Games e suas matérias eram todas traduzidas para o castelhano, um fato inédito na época. Com o tempo, novas seções foram criadas, jornalistas profissionais foram contratados e a publicação realmente se profissionalizou.

A partir de 1993, no entanto, as coisas mudaram, sua linha editorial começava a puxar o saco descaradamente para o lado da Sega em resenhas e matérias de jogos (influência$ da Tec-Toy?), o que acabou frustrando muitos fãs da Nintendo e fez com que os números das vendas despencassem consideravelmente.

Como uma criança teimosa que não aprende com os erros, a revista insistia nos mesmos defeitos nos anos que se seguiram e praticamente decretava a falência da Nintendo a cada nova edição que saía nas bancas. Era batata, sempre que um mesmo jogo saía para os dois sistemas (Mega Drive e Super Nintendo), a versão da Sega podia perder em gráficos mas ganhava em jogabilidade e, portanto, aquela versão era considerada melhor.

O problema que a Editora Azul não percebia, é que novas revistas sobre videogames começaram a surgir no mercado por um preço bem mais competitivo que o praticado pela Ação Games, e em 1995 a revista perde a majestade como a maior revista brasileira de videogames para a concorrente SuperGamePower (resultante da fusão de duas revistas: Supergame e Gamepower) da Editora Nova Cultural, que tinha mais páginas, mais matérias e era mais “profissional”.

Daí em diante, a Ação Games foi perdendo cada vez mais espaço, primeiro para a nova concorrência com outras revistas, e depois com o avanço da Internet e o surgimento de homepages que fornecem informações em tempo real, e de graça.

A revista ainda tentou um último suspiro contratando novos editores para uma revitalização, mas não adiantou e encerrou suas atividades em 2000 praticamente esquecida pelo público que ela mesmo ajudou a formar jogando videogame. Apesar disso, sempre tem alguém tentando ressussitá-la lançando alguma edição especial nas bancas.

Erro de marketing? Falha no planejamento estratégico? Não importa, a revista Ação Games tem seu lugar garantido no capítulo sobre a história dos videogames no Brasil e no coração de quem viveu aquela época.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:43 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Michael Schenker pode morrer (ou não, depende de em quem você acredita)

DELFOS não costuma publicar notas tristes, mas esta não poderia passar batido já que se trata do grande guitarrista Michael Schenker, ex-integrante do Scorpions, UFO e MSG.

A sua empresária, Nancy Lewis, divulgou uma nota à imprensa dizendo que Michael está com uma grave doença (mas não disse qual) e corre um sério risco de perder a vida. Segundo as palavras da empresária:

"Michael está muito doente e, se não melhorar rapidamente, pode chegar ao fim...”.

A única informação concreta divulgada até o momento é que o guitarrista está fazendo um tratamento muito caro nos EUA, e antes disso ele estava trabalhando em um álbum de covers dos anos setenta que seria lançado no final deste ano ou começo de 2005.

Vale lembrar que o músico é bem conhecido no meio pela sua fama de beberrão e causador de confusões e já chegou a brigar (na base dos socos e pontapés mesmo) com os músicos de suas ex-bandas várias vezes durante shows o que ocasionou um fenômeno “bumerangue” com Michael saindo e voltando para o UFO durante os anos 70, 80 e 90, além de ser irmão do guitarrista do Scorpions, Rudolph Schenker.

Só nos resta torcer para a recuperação total de Michael Schenker, um grande guitarrista na história do rock pesado.

Nota do Carlos: algumas horas depois de esta notícia ter sido divulgada, Nancy divulgou que alguém invadiu seu computador e divulgou a notícia como se fosse ela. Mesmo assim, ela agradece o apoio dos fãs e reitera: Michael Schenker está muito bem.

Oh, e agora? Em quem devemos acreditar?



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:39 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – A Entrevista Coletiva do Motörhead - Parte I

A banda no comecinho da coletiva. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Estou começando a sentir as pressões da profissão. Acabei de chegar da coletiva do Motörhead, tenho que escrever a matéria e sair correndo para um curso que faço à noite. Não que eu esteja reclamando afinal, é melhor estar estar ocupado do que ocioso.

            Bom, dessa vez como eu cheguei cedo no local, consegui pegar um lugar lá na frentona, ou seja, vi as famosas verrugas do baixista e vocalista Lemmy bem de perto.  Pouco depois, entra a banda e a primeira pergunta é feita: “Como é estar pela 2ª vez no Brasil?” Pensei, peraí! Tem algo errado, a banda já veio pelo menos umas quatro vezes. E olha que a pergunta veio de uma conceituada revista de Heavy Metal, cujo nome não vou citar para não arranjar problemas. De fato, Lemmy respondeu: “É a quarta vez”, quando um jornalista que havia feito a lição de casa melhor do que o anterior e do que a própria banda interrompeu para avisar que na verdade era a quinta vez.

            “Como vocês conseguem manter o som sem mudanças, mesmo depois de tantas formações?” “Não mantemos, o nosso som já mudou muito” responde um monossilábico e irritado Lemmy, que parecia sentir que os jornalistas não conheciam muito a banda.

            E as perguntas continuam: “O que o Rock significa para vocês?” Lemmy: “É minha vida desde os 11 anos.” Mickey Dee (Baterista): “Desde os 4 anos eu ouço Rock, mas também gosto muito de Jazz.” Phil Campbell (Guitarrista): “Hendrix in the West foi o disco que mais me influenciou. Esse disco hoje é uma raridade, não se encontra mais.”

Mickey, o mais simpático. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            O Motörhead está para lançar um álbum, o que vocês podem adiantar dele? “Vai ser um ótimo álbum. O Motörhead não mente, quando o disco não é bom, nós dizemos, mas vamos tocá-lo para vocês depois da entrevista, ouçam por vocês mesmos.” responde o simpático baterista.

            Aliás, o baterista é o único da banda a responder as perguntas com simpatia. Lemmy fica o tempo todo com cara de quem comeu e não gostou, enquanto Phill fica mais preocupado em beber sua vodca do que em divulgar a banda. Prova da “simpatia de Lemmy veio na próxima pergunta: Qual é a sensação de estar no Brasil? Lemmy: “Pergunta boba!” responde. Tudo bem, eu até concordo, essa é daquelas perguntas estúpidas que aparece em todas as coletivas, mas não precisava responder assim. Mickey entra para salvar o dia: “É ótima. A América do Sul é muito especial para nós, principalmente Brasil e Argentina”.

            Os tributos que a banda participou também vieram à tona e Mickey explica que eles deveriam ter sido exclusivos para o Japão, mas que gostam de tributos e pretendem participar sempre que a banda for boa. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:38 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – A Entrevista Coletiva do Motörhead - Parte II

Lemmy espantado com minhas habilidades de fotógrafo. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Mas e o disco solo do Lemmy, quando sai? “As gravações estão demorando porque tenho que fazer tudo nos intervalos do Motörhead. Mas um dia sai.” avisa.

            A censura do show vai ser de 14 anos. Como a banda se sente tendo fãs tão novos e também alguns bem mais velhos na faixa dos 50 anos? “O bom do Motörhead é que pode ser ouvido de fora das casas de shows” responde Lemmy em um dos poucos momentos em que fez uma piada. Para quem não sabe, o Motörhead estava no Livro dos Recordes como a banda que toca mais alto, até que eles foram vencidos pelo Manowar. Mickey também quer falar: “14 anos ainda é bem novo. Nos EUA a censura é de 21 anos.” Cara, imagina uma censura dessas? Isso significa que eu não teria visto os shows do Kiss, dos Rolling Stones e nem mais um monte de shows que eu assisti. Essa é uma grande vantagem do Brasil.

            Lemmy, você se preocupa com o que o público Metal vai achar dos seus projetos Rockabilly? “Não, não estou nem aí”, responde com a atitude que lhe deu fama. O que vocês estão ouvindo atualmente? Lemmy: “Evanescence”, Mickey: “Rush In Rio” e Phil: “Johnny Cash”.

            Lemmy já foi Roadie do Hendrix, o que você lembra daquela época? “Não lembro muito, pois vivia drogado.” Aproveitando o gancho, como você se sente depois de usar tanta droga? “Me sinto bem, ué. Mas me sentia melhor quando estava usando drogas.”

            Atualmente existem algumas bandas que tratam o Rock como piada, como o Darkness. Que vocês acham disso: “O que interessa é o Motörhead. Fuck everybody else!” foi a resposta. Um biscoitinho para quem adivinhar quem mandou essa pérola.  Mas o que é ser Motörhead? Mickey com a resposta: “É como se fosse o Spinal Tap sem script.”

            E a participação do Steve Vai no disco, como aconteceu? Lemmy: “Eu estava entrando num bar e ele saindo. Falei oi, ele respondeu. Perguntei se ele queria tocar no disco e ele disse sim.”

            O último disco do Helloween, Rabbit Don’t Come Easy tem Mickey Dee como baterista. Como foi, Mickey? “Bom, o Andi (vocalista do Helloween) me ligou e pediu para eu participar. Mas eu não tinha tempo. Aí como eles precisavam muito da minha ajuda, gravei metade do disco e a outra metade gravei quando tive uma folga. O mais estranho foi aquela parte Reggae da Nothing To Say. Aliás, o Michael Weikath (guitarrista do Helloween, que compôs essa música) é um cara estranho. Quando estava gravando uma das suas músicas, perguntei como ele a queria. Ele respondeu ‘imagina que você está em um arranha-céu’ eu disse que tudo bem, e aí ele disse ‘agora imagina que você está transando com um coelho’”. Bizarro é pouco.  Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:35 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – A Entrevista Coletiva do Motörhead - Parte III

            Para quem estava sentindo falta da tradicional carência tupiniquim, ela se manifestou nesse momento com as não menos tradicionais perguntas idiotas. Lá vai: “O que vocês conhecem da música brasileira?”. A resposta foi a mais óbvia possível: Sepultura e Soulfly. Pensa que a carência acabou aí? Não, ela continuou: “Vocês já pensaram em gravar um CD ao vivo no Brasil?” Lemmy: “Não.” Novamente Mickey interfere: "Eu gostaria que nosso próximo DVD fosse gravado aqui."

            Vamos rir um pouco, qual foi a coisa mais bizarra que aconteceu com vocês? “Don Dokken (vocalista da banda Dokken) cantando Born To Raise Hell em uma participação especial em um show nosso. Ele cantou tudo errado e aí entrou o Slash (ex-guitarrista do Guns ‘n Roses) tocando uma outra música e eu não sabia mais o que fazer. Começamos tocando a Born To Raise Hell, mas acabamos tocando uma coisa completamente diferente.”

            Qual foi o melhor show que vocês fizeram no Brasil? Foi o do Monsters Of Rock de 96? “No Monsters, o Skid Row queria tocar antes da gente, pois achavam que se tocassem depois, iam jogar coisas neles. No fim, acabamos não trocando e realmente jogaram coisas neles. Mas o melhor show foi na última vez, especialmente em São Paulo.” responde Lemmy.

Phil fazendo pose. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Última pergunta: “Como vocês vêem a influência de vocês nas outras bandas?” Lemmy: “Não vejo. Eles se dizem influenciados, mas eu não vejo nenhuma semelhança. Aí eles dizem que nós os influenciamos e eu digo ‘e aí, o que deu errado?’”. Mickey levanta a mão: “Quando tocamos no Ozzfest, todas as bandas eram tão más. Me senti super deslocado lá, parecia que nós éramos os Três Patetas. Quatro se você contar o Ozzy Osbourne”.

            Nesse ponto, a entrevista termina e os jornalistas se tornam fãs e começam a formar fila para pegar autógrafo com os músicos. Eu, é claro, entrei na fila e autografei minha coletânea do Motörhead (cuja assinatura do Lemmy ficou borrada por causa do meu dedo estúpido. Maldito dedo!), mas o queria mesmo era o autógrafo do Mickey Dee em dois outros discos: o já citado Rabbit Don’t Come Easy do Helloween e o Abigail, do King Diamond. Aliás, quando dei o Abigail para o Mickey assinar, ele disse: “Puxa, esse disco é legal”. É mesmo. E agora eu tenho um clássico do Heavy Metal autografado. Eu adoro quando isso acontece.

            O show do Motörhead vai acontecer na sexta 14/5, no Via Funchal. Os ingressos custam a partir de 70 reais.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:33 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Notícias – Música – Capa e tracklist do novo DVD do Blind Guardian

Aqui no DELFOS, você vê em primeira mão a bela capa do novo DVD do Blind Guardian, intitulado Imaginations Through The Looking Glass, que vai sair dia 14 de junho na Europa (sem previsão de lançamento nacional).

O DVD promete ser um dos melhores do ano pois irá trazer na íntegra uma apresentação ao vivo realizada em junho de 2003 no Blind Guardian Open Air (que para quem não sabe, é um festival de Heavy Metal bem eclético criado pelos próprios bardos do Metal), realizado em Coburg, Alemanha.

Na verdade o box virá com 2 DVDs, um com o show e outro trazendo as já famosas cenas de bastidores, entrevistas e faixas ao vivo. O tracklist é o seguinte:

DVD 1: Blind Guardian Open Air: "War of Wrath"/ "Time Stands Still"/ "Banish from Sanctuary"/ "Nightfall"/ "The Script for my Requiem"/ "Valhalla"/ "A Past and Future Secret"/ "Punishment Divine"/ "Mordred's Song"/ "The Last Candle"/ "Bright Eyes"/ "Lord of the Rings"/ "I'm Alive"/ "Another Holy War"/ "And then there was Silence"/ "Somewhere far Beyond"/ "The Bard's Song (in the Forest)"/ "Imaginations from the other Side"/ "And the Story Ends" e "Mirror Mirror".

DVD 2 (bônus): - Entrevista com a banda / - Cenas dos bastidores da "A Night At The Opera Tour 2002" - Making Of do "The Blind Guardian Festival Coburg 2003" - Slideshow - bonus songs: "Into the Storm", "Welcome to Dying" e "Lost in the Twilight Hall" (ao vivo em Stuttgart 2002)/ "Majesty" (ao vivo no Wacken 2002).



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:47 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Shows – Dr. Sin (Kazebre Rock Bar – 07 de maio de 2004) Parte I

Escrever resenhas para shows não é uma tarefa tão fácil como muitos imaginam, em especial quando o show em questão foi fraco e, particularmente, quando você gosta e respeita a banda que estava no palco.

Esse foi exatamente o caso do Dr. Sin, banda de Hard Rock paulistana, que está completando 10 anos de carreira e lançou recentemente um ótimo CD e DVD da apresentação em comemoração à data.

Os músicos Eduardo Ardanuy (guitarra), Andria Busic (baixo e voz) e seu irmão, Ivan Busic (bateria) já podem ser considerados veteranos da cena e grande parte de suas músicas como Emotional Catastrophe, Fire, Karma e Futebol, Mulher e Rock´n´Roll acabaram se tornando hinos do Rock brazuca.

Com tudo isso e mais o fato do show presente no DVD ser muito legal, eu estava ansioso para ver o que o Dr. Sin aprontaria até porque o último show que vi da banda foi ainda em 1997, na abertura do Skol Rock que contou com Dio, Bruce Dickinson e Scorpions, mas os caras mandaram muito bem na ocasião, mesmo tocando com grandes feras.

O local da apresentação foi o Kazebre Rock Bar e, para quem não conhece, vale a dica pois, ao contrário do nome, o Kazebre é mais do que um bar, e sim um verdadeiro centro da cultura alternativa já que fica em uma área imensa, totalmente ao ar livre com dois palcos (ambos fornecendo excelentes estruturas para os músicos) e diversos quiosques espalhados que vendem de tudo, desde camisetas de bandas, CDs, braceletes e correntes até um cardápio bem variado de fast-food. Tudo por um preço barato e acessível.

Essa acessibilidade, no entanto, acaba gerando situações bem controversas no local, pois ele não é visto como simplesmente um bar ou uma casa de shows na cabeça de seus freqüentadores. Pelo contrário, por estar justamente isolado do centro urbano (e daqui a pouquinho volto a esse assunto), o Kazebre acabou se transformando em “balada” dos que moram longe dos agitos paulistanos. O resultado é que peregrinando no meio dos rockeiros mais fanáticos, que foram para a apresentação do Dr. Sin, acabamos nos deparando com quem não tem nada a ver com o movimento como adolescentes vestidos como se estivessem em alguma danceteria da Vila Olímpia, ou então aqueles “rockeiros de boutique” com meninas vestidas de góticas em camisetas do péssimo Evanescence ou os “metaleiros da moda” com camisetas do Linkin Park. Se isso é bom ou ruim, tire suas próprias conclusões mas eu, particularmente, não gosto dessa “mistureba”.

Voltando ao assunto da localização, posso facilmente dizer que este é um dos bares mais distantes e perdidos que eu conheço. Se é que isso faz algum sentido, ele fica longe de tudo e no meio do nada, uma região escura, totalmente isolada, perto da fronteira de São Paulo com Santo André e a única referência que se tem de sua entrada é um muro branco enorme com a palavra “Pateta” pixada.

Bom, vamos ao show: a casa recebeu um ótimo público (mas lembre-se que nem todos os presentes eram para a apresentação) na fria noite de sexta-feira e a abertura do evento ficou à cargo do Anjo da Guarda, que toca uma espécie de Hard Rock com pitadas do rock brasileiro mais antigo (estilo Made in Brazil), mas para ser sincero, a banda é bem fraquinha.

Eles até que se deram bem no cover de Rush, Tom Sawyer, feito com muito estilo, mas o restante do setlist foi abaixo da média, cheio de covers clichês e mal executados, intercalados com composições próprias mornas que não conseguiam levantar o pessoal. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:52 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Shows – Dr. Sin (Kazebre Rock Bar – 07 de maio de 2004) Parte II

Tocar Perfect Strangers (Deep Purple), Enter Sandman (Metallica) e Fear of The Dark (Iron Maiden) é o cúmulo da apelação para chamar a atenção, afinal esta não é uma banda de covers e sim, teoricamente, um grupo com 6 anos de estrada e diversas músicas próprias, mas a situação fica ainda mais grave quando o vocalista/baixista Toninho erra os tempos e mostra que não conhece as letras murmurando palavras intraduzíveis. Um espetáculo sinistro semelhante à Solange do Big Brother quando tentava cantar We are the World.

O mais intrigante deste genocídio dos clássicos, é que muitos dos presentes (e aí voltamos mais uma vez à questão da acessibilidade) aplaudiam fervorosamente a banda, mesmo quando esta cometia verdadeiros absurdos na execução das músicas. Esse “conformismo” brasileiro acaba me assustando e mostra que certa parte da população acaba sendo conivente com o nivelamento por baixo da cultura. Poxa, nenhuma dessas  covers citadas são exemplos de complexidade dentro do Heavy Metal e, se alguém se dispõe a tocar tais músicas, é porque se pressupõe que elas foram pelo menos ensaiadas com antecedência. A impressão que o Anjo da Guarda deixou foi, infelizmente, bem negativa.

Uma longa pausa para a troca de equipamentos e, com absurdas 4 horas de atraso (o show estava marcado para começar às 22 horas, mas começou às 2:15 da matina), o Dr. Sin subia ao palco do Kazebre.

A apresentação começou bem e contou com clássicos de todas as fases da carreira com Time After Time, Down in the Trenches, Karma, a ótima Revolution e o cover de Have You Ever Seen the Rain (do Creedence Clearwater Revival), mas após cada execução deste “primeiro tempo” de show, sempre havia um solo individual do Edu Ardanuy, o que foi, aos poucos, esfriando o público.

O grande ponto baixo, no entanto, foi logo após a música Down In The Trenches quando começou uma seqüência interminável de solos individuais de bateria, baixo e guitarra. Mais uma vez repito o mesmo discurso: todos sabemos da competência técnica dos integrantes da banda, todas as músicas foram tocadas de forma impecável, mas precisa fazer quase 30 min (sem brincadeira) de solos? Ainda mais após um atraso de 4 hs. Foram pouquíssimos os que realmente se divertiram com o momento de auto-indulgência e em meio a olhares constrangedores, o óbvio aconteceu: metade do pessoal, que esperou tanto tempo pelo início da apresentação, simplesmente virou as costas e foi embora

O final até que foi bem animado com uma sequência devastadora de clássicos: Fire, Emotional Catastrophe e Futebol, Mulher e Rock´n´Roll com o público cantando em uníssono e a banda deixando as enrolações de lado. Eu me pergunto por que não conduzir o show inteiro desta forma?

Uma outra coisa que não posso deixar de mencionar é a síndrome de João Gilberto no intervalo de cada música: era o som da bateria que estava ruim, o retorno que estava baixo, a guitarra que tinha de ser trocada toda hora. Ou a banda pára por um tempo e resolve definitivamente os problemas ou leva o espetáculo do jeito que pode e tenta ignorá-los. Mas foi maçante ver os músicos se queixando do equipamento em todos os intervalos.

No final das contas, o que tivemos foi um show longo e sonolento, com poucas músicas, muita técnica e uma certa frustração para quem esperava algo na linha do show do DVD (o meu caso). Mas não vou deixar de curtir e respeitar esta banda que fez e faz tanto pelo rock nacional por causa de uma noite ruim, e, afinal de contas, todos temos nossos dias ruins, certo?



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:51 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Game – Broken Sword 3 – The Sleeping Dragon (Revolution Software - 2003) - Parte I

Os cenários são lindos, já os personagens... Foto: Divulgação

            Se existisse um prêmio na linha do Framboesa de Ouro para games, esta terceira parte da conceituada série de adventures certamente levaria seu troféu na categoria “Pior Interface”, pois ela é simplesmente absurda de tão complicada, devo ter ficado ao menos uma hora brigando com o jogo para tentar me acostumar a ela.

            Mas antes de detalhar os defeitos da interface, vamos falar um pouco sobre a trama do jogo. Jogadores habituados com adventures sabem que a série Broken Sword é, na verdade, uma cópia piorada da séria Gabriel Knight, o que não é necessariamente algo tão ruim, tamanha a qualidade das aventuras do Sr. Knight. Vejamos, para começar, existem dois protagonistas, um homem e uma mulher, com visível tensão sexual entre eles exalando em todos os momentos do jogo. Além disso, a principal semelhança é, sem dúvida, a utilização de fatos reais e históricos para situar a estória dos jogos. Em Gabriel Knight, nos deparamos com situações que remetem à bíblia e a reis que realmente existiram, entre outros fatos interessantes. Em Broken Sword, somos apresentados a situações que envolvem os Cavaleiros Templários (o Hammerfall deve gostar desse jogo ) a mitologia maia e, neste The Sleeping Dragon, o Manuscrito de Voynich. Ou seja, ambas as séries têm sua inspiração em mistérios e mitologias que envolvem a humanidade há séculos. Ponto para os roteiristas que souberam se aproveitar dos mistérios para desenvolverem ótimas estórias em cima. Outra semelhança: as duas séries estão na sua terceira parte que, para ambas, marca o fim da interface tradicional e sua primeira empreitada nos gráficos poligonais.

            Em Broken Sword, como já foi dito, você controla dois heróis: o advogado de patentes George e a jornalista Nico. A aventura para George começa quando ele presencia o assassinato de um cliente. Para Nico, quando ela é chamada para fazer uma entrevista com um hacker que diz ter um segredo sobre a humanidade. Ao chegar lá, é claro, ele está morto e Nico foi incriminada. O grande problema é que estória demora para ficar interessante (mais ou menos duas horas), o que pode fazer com que os jogadores mais impacientes desinstalem o jogo antes de chegarem na parte legal. Confusão armada, trama relatada, voltemos à interface.

            A interface consiste em, basicamente, duas teclas para cima, duas para baixo, duas para a esquerda e duas para a direita. Explico, com um dos direcionais, você movimenta o personagem. No canto da tela, existem quatro bolinhas, nas quais as possíveis ações aparecem quando você está próximo de um objeto acionável. Por exemplo, se você está perto de uma corda, na bolinha de cima vai aparecer um olho e na de baixo, uma mãozinha. Para olhar para a corda, aperte seu segundo direcional para cima e, para pegar a corda, aperte o segundo direcional para baixo. Sacou? Nem eu.  Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:57 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Game – Broken Sword 3 – The Sleeping Dragon (Revolution Software - 2003) - Parte II

            Algumas cenas de ação também se fazem presentes, quando o jogo deixa de ser uma cópia piorada de Gabriel Knight e passa a ser uma cópia piorada de Dragon’s Lair. Por exemplo: um carro vem em sua direção e você tem meio segundo para desviar usando seu segundo direcional, caso contrário, você vira uma pizza com recheio de asfalto. A idéia (ou melhor, cópia) é legal, até para variar um pouco do estilão parado dos adventures. O grande problema é que, quando você morre nessas cenas, não raro você é presenteado com a oportunidade de assistir novamente a toda a cena que levou a essa situação, sem poder adiantá-la. Considerando que é normal morrer algumas vezes nessas partes, se torna realmente sacal ter que assistí-la repetidas vezes.

            Outra situação que é até legal mas se torna sacal com a repetição são os quebra-cabeças de caixas. Essas situações consistem em empurrar várias caixas de forma a construir plataformas para pular um muro ou algo do gênero. Isso é realmente divertido, pelo menos nas primeiras dez vezes. Mas a constante repetição do jogo neste estilo de desafio elimina toda a diversão nele existente. Os quebra-cabeças tradicionais, por outro lado, são bem legais. Relativamente fáceis, são divertidos porque são lógicos. Em nenhum momento me vi obrigado a tentar todos os meus itens em alguma parte do cenário, eu sempre sabia o que deveria usar para quê.

            Tecnicamente, o jogo é mediano. Enquanto a trilha sonora é muito legal e os cenários são bonitos e detalhados, os personagens são horrivelmente mal desenhados (não adianta, adventures têm que ser filmes ou desenhos, não pode ser gráficos poligonais). Apesar da feia aparência dos bonequinhos, justiça seja feita, eles são, sem dúvida alguma, os personagens poligonais mais expressivos que já vi em um jogo. Eles até movimentam os olhos, o que é um primor para esse tipo de gráfico.

            Também merece menção a absurda escuridão do jogo. Em muitas cenas, me vi obrigado a aumentar o brilho do meu monitor de 40 para 100, pois não conseguia enxergar absolutamente nada na tela. A falta de um controle de brilho no próprio jogo é um problema grave.

            Para quem leu até aqui, deve parecer que eu odiei o jogo. Não é verdade, é um jogo que vale a pena ser jogado. O problema é que ele simplesmente tinha potencial para muito mais.

            Broken Sword – The Sleeping Dragon está disponível para PC, Xbox e Playstation 2. A versão de PC é dupla e ocupa 1.80 Gb de espaço no Hd.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:55 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Entrevista Exclusiva: Queen Cover (Feita no dia 21 de abril de 2004 no Blackmore Rock Bar) - Parte I

            Quando enviei o e-mail para os organizadores do Queencontro perguntando se o Delfos poderia cobrir o evento, eu estava realmente empolgado com a possibilidade de ouvir algumas das melodias mais cativantes da história da música ao vivo. O organizador, Maurício, muito solícito, não apenas gostou da idéia de nos ter cobrindo o evento, como também nos ofereceu uma entrevista com a banda Queen Cover e eu, é claro, não poderia negar essa oportunidade. Já havia ouvido falar bastante deles, principalmente da semelhança do guitarrista Márcio com o Brian May (veja foto abaixo), mas nunca tinha presenciado um show da banda.  Mal imaginava que, antes de ouvi-los tocando pela primeira vez, eu iria entrevistá-los. A entrevista foi muito legal (estavam presentes o vocalista Eddie Star, o guitarrista Márcio Sanches e o baixista André Trúlio) e o show foi ótimo (leia a resenha do show em http://delfos.zip.net/arch2004-04-16_2004-04-30.html). Bom, sem mais delongas, divirta-se com os melhores momentos da primeira entrevista exclusiva do Delfos: Queen Cover. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:56 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Entrevista Exclusiva: Queen Cover (Feita no dia 21 de abril de 2004 no Blackmore Rock Bar) - Parte II

Guitarrista, vocalista, baixista e o pequeno Freddie. Foto: Carlos Eduardo Corrales

Vocês já tocaram em outra banda antes do Queen Cover?

Eddie Star: Já, mas eu era o único que levava a banda a sério.

Vocês têm músicas próprias?

Eddie: Como Queen Cover não. Eu e o Márcio temos uma outra banda. O nome da banda é Deusa. Rolou alguma coisa de composição própria e chegamos a gravar inclusive.

Márcio Sanches: Foi em 95 ou 96. Só para deixar bem claro, no Queen Cover, nós só fazemos cover do Queen porque a gente ama Queen. Ter composições próprias é meu maior sonho, mas não vamos deixar de fazer Queen Cover por causa disso. Mas a idéia principal é som próprio. Quando nós fomos gravar em 95 (com a banda Deusa), nós tínhamos umas 20 músicas, mas gravamos 4 ou 5.

Eddie: O carro chefe desse projeto é Please Forgive Me, que é linda. (Nota: Nesse ponto, Eddie começa a cantar a música e faz gestos para Márcio acompanhá-lo no violão. Márcio acompanha e eles tocam um pedaço da música, e ela é realmente linda). Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:55 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Entrevista Exclusiva: Queen Cover (Feita no dia 21 de abril de 2004 no Blackmore Rock Bar) - Parte III

Vocês têm empregos fora do setor musical?

Eddie: Acho que de todos nós, o Márcio é o único que trabalha só com música, ele é professor de guitarra. Ele tem mais de 1000 alunos no bairro do Tatuapé inteiro. (risos)

Márcio: Seria ótimo se a banda inteira pudesse parar cada um com sua profissão e mexer só com música. Seria o sonho de todo mundo. Eu dou aula faz 12 anos, já passou gente do Genocídio, do Fates Prophecy, pessoal do Rock e do Metal. Já passou por ali até o Metallica Cover e o Van Halen Cover. Eu também já tive um Van Halen Cover, gosto muito de Van Halen. Também gosto muito de Metal Melódico. E essas coisas pesadonas, gosto de Sepultura.

Eddie: Ele foi convidado pelo Andreas Kisser a participar do Brazil Rock Stars.

Tem uma resenha lá no Delfos sobre o show do Blen Blen.

Márcio: (feliz) Tem? Com meu nome lá e tudo? Que legal! Essa fama, viu... Meu Deus (risos). E vocês? (Para Eddie) Vamos entrevistar eles! (Para nós) Diga lá, que vocês curtem? (risos) Sério, que vocês curtem?

Eu gosto principalmente de Metal. Gosto muito de Queen, até pela influência que eles tiveram no Metal. A minha banda preferida é o Gamma Ray.

Márcio: Ah, é? Eu também adoro isso aí, cara!

Eddie: Eu não tenho nenhum conhecimento de Metal. Eu tenho influência de New Age.

Márcio: O nosso projeto Deusa ainda não morreu. Sem nenhuma pretensão de falar que parece Queen, mas essa é a idéia, ou seja, guitarra pesada...

Eddie: (interrompendo) Parece Queen? (risos)

Márcio: Não, parece Bon Jovi. (mais risos) Então, eu atualmente estou ainda mais pesado. Já dou risada de Gamma Ray hoje. Antes eu ficava com medo, hoje estou curtindo Slayer, Sepultura, Cannibal Corpse. A guitarra desses caras, a bateria, não dá, cara! É muito bom. Infelizmente, as letras e o visual são demoníacos e isso eu não gosto. Eu sou bem religioso e isso me incomoda. No Black Sabbath, já me incomodava, mas a música é muito boa. Já o primeiro do Helloween, o Walls Of Jericho, eu acho demais, cara! Ride The Sky é um hino do Metal e ninguém fala dela. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:52 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Entrevista Exclusiva: Queen Cover (Feita no dia 21 de abril de 2004 no Blackmore Rock Bar) - Parte IV

O Gamma Ray toca Ride The Sky até hoje.

Márcio: Nossa, cara! (para Eddie) Essa música é como se fosse a Bohemian Rhapsody do Queen, manja? É demais, cara!

Eddie: Eu não tenho conhecimentos disso. Sempre que ele fala alguma coisa de Metal, eu estou aprendendo. Ele tenta inserir isso na minha mente. (risos)

Cinthia (a minha namorada, que estava me ajudando no dia): Você tem que começar de baixo. Começar pelos mais calmos e depois mostrar os mais pesados (Nota: Eu fiz isso com ela ) (risos)

Márcio: Eu já vi vocês antes, vocês foram no show do Shaman?

Fomos em todos de São Paulo.

Márcio: Então, quando o Queen Cover tava começando, gravando no estúdio Anonimato, o Angra estava começando lá também. Sabe a música da Kate Bush? A versão que eles tocavam naquela época era com guitarra, nem tinha piano.

Eu já escutei, é a versão do Reaching Horizons, né?

Márcio: Isso, ela foi feita no Anonimato. E o dono do Anonimato era nosso produtor. Chamava Freddie, olha que coincidência. (risos).

Eddie: Meu nome também é coincidência, de Eduardo vira Eddie, olha só. Que nem o dele, de Márcio para Brian, é igualzinho. (risos)

Márcio: (brincando e simulando uma conversa minha por telefone com uma amiga nossa) Lurdinha, você tem problema? O Márcio não toca nada, ele é feio e o nariz dele incomodou. Tive que entrevistar ele do banheiro, o camarim era pequeno e não coubemos todos lá.

Como vocês formaram a banda?

Eddie: Foi um projeto em uma festa. Um amigo pediu para formarmos uma banda para tocar Queen na festa. No fim, não rolou a festa, mas começamos a fazer show com a banda. Isso foi na época do Innuendo do Queen.

Márcio: Só a história de como eu conheci o Eddie é muito legal. Super longa, não dá pra contar agora, mas é legal. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:47 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Entrevista Exclusiva: Queen Cover (Feita no dia 21 de abril de 2004 no Blackmore Rock Bar) - Parte V

Falando em Innuendo, vocês não vão tocar essa hoje, né?

Eddie: Não, hoje talvez não role.

Márcio: A gente toca um pedacinho para você (Nota: Eles tocaram mesmo, aquela parte instrumental mais pesada)

Eddie: O nosso setlist funciona só como uma prévia, sempre rolam improvisações.

E I Want It All?

Eddie: I Want It All sempre rola, é uma das minhas preferidas. Ela não está no setlist sem querer.

Márcio: Já rolou de termos um setlist menor que esse e tocarmos 3 horas.

Com esse setlist, Innuendo e I Want It All eu já fico feliz. (Nesse momento, Eddie começa a cantar Innuendo a capella, quem sabe um dia eu não coloco esse vídeo aqui para vocês? )

Márcio: Então, não adianta ter uma banda cover e tocar só lado B. As pessoas querem ouvir os hits, não tem jeito. (Nota: Nesse momento, o baixista André Trúlio se une à entrevista).

O que o Queen representa para vocês?

Eddie: Paixão. Por influência de Queen fui fazer aulas de teclado e de inglês e hoje eu até dou aulas.

Vocês já foram em algum show do Queen?

Eddie: No Rock In Rio em 85 e em São Paulo em 81.

Márcio: Ele é o único cara da banda que viu o Queen.

Eddie: Eu sou um cara que parou no tempo. Cheguei a uma certa idade e não envelheci mais.

André Trúlio: Eu comecei a gostar de Queen depois que o Freddie Mercury morreu.

Márcio: Uma coisa que eu quero comentar é que eu conheci o Brian May. Imagina você faz cover da banda e aí você vê o cara da banda original! Ele veio para cá em 92, com a banda solo dele, eu conhecia um pessoal da EMI e fui no show do Rio. Aí quando ele me viu, ele me deu a mão e me tratou super bem. Humilde pra caramba, ou pelo menos essa é a impressão que eu peguei dele. Aí ele pegou nosso repertório e viu que tinha I Want It All e ele nunca tocou essa música com o Freddie Mercury, porque o Queen só fez show até setembro de 86. Aí depois disso só fizeram clipes. Aí quando ele viu no repertório I Want It All e The Show Must Go On, os olhos dele encheram de lágrimas, cara! (Nota: Eddie teve que sair nesse momento e continuamos a entrevista apenas com André e Márcio). Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:44 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Entrevista Exclusiva: Queen Cover (Feita no dia 21 de abril de 2004 no Blackmore Rock Bar) - Parte VI

Que outras bandas além do Queen vocês ouvem?

André: Queen é o que eu mais gosto, mas eu gosto de tudo, sem preconceitos. Só não gosto quando é muito comercial. Gosto de muita coisa de Rock, Iron Maiden, Black Sabbath, Metal eu até gosto, mas não é muito a minha praia.

Como vocês fazem na parte do coral da Bohemian Rhapsody?

Márcio: A gente faz cover do Queen ao vivo, se fosse de estúdio, teria que ter 4 guitarras, 10 vocalistas. Por isso a gente faz igual o Queen, chega essa hora e solta um playback.

Você já ouviu a versão que o Savatage gravou para essa música?

Márcio: Spread Your Wings?

Não, o Blind Guardian gravou Spread Your Wings, o Savatage gravou a Bohemian Rhapsody ao vivo, e fizeram o coral eles mesmos.

Márcio: Ah, já, já ouvi sim. Ficou legal pra caramba. O Dream Theater também faz.

Vocês nunca pensaram em fazer que nem o Savatage, ao vivo mesmo?

Márcio: (rindo) Eu toparia fazer qualquer coisa, cara. (Nota: Nesse momento, Eddie está passando pelo camarim) Eddie, vem responder essa que essa é difícil.

Eddie: A idéia do Queen Cover é preservar o Queen ao vivo, então mantivemos o espírito original.

Márcio: A própria idéia do Rock é usar o artifício do estúdio para ampliar o máximo possível e ao vivo deixar a energia. Até o próprio Queen, desde que fizeram essa música, ela persegue eles e a crítica caiu matando na época. Mas também não é só aquela parte que é importante. O solo de guitarra e a letra dessa música são demais. Até a Who Wants To Live Forever é mais complicada que a Bohemian, porque ela tem orquestra e é completamente alterada ao vivo. Eles tocam um tom abaixo. Mas ao vivo, ela é demais, cara! Você vai ver hoje! (Nota: Eddie novamente precisa se retirar para se arrumar para o show). Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:42 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Entrevista Exclusiva: Queen Cover (Feita no dia 21 de abril de 2004 no Blackmore Rock Bar) - Parte VII

Você acha que o Queen atual mantém o espírito do original, apesar das gravações com Five, Britney Spears, etc?

Márcio: Então, agora tem esse boato com o cara do The Darkness. Imagina a situação: morre um cara da sua banda, mas você quer manter aquilo, você quer manter o nome daquilo no que você trabalhou sua vida inteira. E se ele quer gravar com a Beyoncé... Imagina, o cara está vivo, ele não morreu, ele quer tocar.

Mas você não acha que ele está escolhendo mal? Por exemplo, se eles voltassem com o Jeff Scott Soto seria muito legal.

Márcio: Esse é um problema, a gravadora não vai querer colocar um cara que já tocou em uma banda de Metal. E como já estão falando da volta há muito tempo, eles já devem ter material pronto. É triste falar, mas tem material gravado até com a Mel C das Spice Girls. O próprio Jeff Scott Soto já divulgou que estava ensaiando com o Queen e ia ficar demais, cara! Mas eles também não querem um cara que pareça o Freddie, senão vão virar literalmente uma banda cover. Olha como é difícil a situação dos caras.

Será que o John Deacon não se afastou da banda por causa dessa más escolhas?

Márcio: Já foi divulgado que eles está fora da banda, né?

André: E eles ainda vão precisar procurar um baixista. Eu estou disponível. (risos)

 

Perguntas formuladas por Carlos Eduardo Corrales e Bruno Sanchez. Entrevista conduzida e digitada por Carlos Eduardo Corrales, filmada por Cinthia Mayumi Saito.

Aguarde uma nova entrevista com o Queen Cover para um futuro próximo!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:41 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Kill Bill: Vol. 1 (Idem – EUA – 2003)

Quentin Tarantino é um bom diretor e criou filmes divertidos como Um Drink no Inferno e Pulp Fiction, mas sofre de um mal que não dá para ignorar: não consegue basear seus filmes em boas estórias. São todos grandes sketchs para justificar uma violência tão obsessiva quanto caricata. Tudo bem, eu assumo que ele também é um craque na arte do cinismo, e alguns dos diálogos de seus filmes são impagáveis mesmo que não contribuam muito com os roteiros em geral.

Kill Bill: Vol. 1, sua nova produção segue à risca a fórmula desses filmes anteriores, mas desta vez ele nem tentou criar uma trama complexa para justificar o banho de sangue: é tudo uma grande desculpa assumida para seqüências de lutas grandiosas (muito melhores que as de Matrix e sem efeitos computadorizados) e personagens totalmente estereotipados.

A estória, se é que ela existe, nos conta o terrível destino da “noiva” Uma Thurman (seu nome no filme não é revelado), que, em seu casamento, é vítima de um verdadeiro massacre comandado pelo seu misterioso chefe, Bill (David Carradine que nem dá as caras neste primeiro capítulo) deixando-a em coma por cinco anos. Quando acorda, a “noiva” só quer saber de uma coisa: vingança contra todos os seus ex-colegas de trabalho e é só o que Tarantino acha que precisamos saber.

A trama não é contada de modo linear, mas isso não interfere o bom entendimento do que está acontecendo na tela, aliás, honestamente, a única cena que realmente revela alguma coisa importante e surpreendente está nos últimos 5 minutos.

A idéia original era apenas um filme de 3 horas de duração, mas por questões comerciais ($), o estúdio decidiu dividí-lo em duas produções com um intervalo de seis meses deixando muito da estória e dos bons diálogos do diretor para o segundo “volume” mesmo.

As cenas de luta acabam sendo o grande destaque, todas são claramente baseadas naqueles filmes forçados de artes marciais asiáticos dos anos 60 e 70. Tudo acrescido de muito sangue de mentirinha que não pára de jorrar um minuto, inclusive molhando a câmera (um efeito absurdamente forçado, mas muito engraçado). As coreografias são fantásticas e os golpes, muito mais convincentes do que os do multimilionário Matrix e, aliás, é impressionante verificar os movimentos de Uma, totalmente à vontade lutando, sendo que a atriz havia acabado de parir um rebento quando as filmou.

Uma particularidade interessante é o anime da metade do filme, que conta a estória da vilã O-Ren Ishii (Lucy Liu), produzido pelo mesmo estúdio responsável por Ghost in The Shell. Os desenhos e movimentos são tecnicamente perfeitos, mas tudo segue o estilo do resto da produção com pouca estória e muita violência gratuita.

Enfim, se você está naqueles dias de mau humor em que tudo dá errado ou adora uma porrada com estilo, Kill Bill pode ser uma ótima opção; mas se você é daqueles sensíveis e desmaia só de cortar o dedo com folhas de papel, procure outra coisa para fazer.

Eu dei muita risada.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:30 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Diários de Motocicleta (The Motorcycle Diaries – Argentina/Chile/Brasil/Inglaterra/Peru – 2004)

A Capa do livrinho entregue na sessão para imprensa.

            “A história de dois jovens que descobrem um mundo que não conheciam” é a descrição do diretor Walter Salles para o filme. Uma verdadeira produção globalizada, Diários de Motocicleta vem sendo mundialmente alardeado como uma das grandes promessas para o festival de Cannes 2004.

            Baseado nos livros Notas de Viaje, de Ernesto “Che” Guevara e Con el Che por Sudamérica, de Alberto Granado, o filme visa contar como foi a viagem do jovem Che Guevara e de seu amigo Alberto pela América Latina, munidos apenas de uns poucos trocados e de uma moto caindo aos pedaços, batizada de La Poderosa.

            Diários de Motocicleta começa e termina de forma bem diferente, ambas com muitos pontos positivos. No início do filme, são apenas dois jovens que querem se divertir, conhecendo muitas pessoas, países e culturas diferentes. Nesse ínterim, eles vão passar por vários problemas e confusões, a maioria protagonizada por La Poderosa e descobrir que o mundo é menos justo do que pensavam. Podemos sentir o idealismo dos amigos aflorando aos poucos durante o filme e ambos deixando de ser crianças para, enfim, penetrar no mundo adulto.

            Um dos maiores trunfos do filme é o fato de os dois serem caras normais, passando por situações normais. Nada de inverossimilhança. O que acontece com os dois é o que aconteceria comigo ou com você se nos aventurássemos em uma viagem dessas. O tom cômico vem do personagem de Rodrigo de La Serna (Alberto Granado). Sua cara de pau parece não ter fim, bem como as confusões em que se mete.

            Um dos momentos mais emocionantes é quando os dois vão para um acampamento de leprosos (Ernesto é estudante de medicina e Alberto é bioquímico). Lá, se deparam com uma situação ridícula onde os próprios médicos não têm coragem de chegar perto dos pacientes e começam sua primeira revolução, quebrando as regras e tratando os pacientes como qualquer ser humano merece ser tratado: com respeito. Os doentes, é claro, retribuem com muito carinho e verdadeiras amizades se formam, transformando até o próprio espectador, que também aprende a ver as pessoas por trás dos rostos marcados por uma das piores doenças da história.

            Devo admitir que este não é meu tipo de filme. É um filme que eu dificilmente veria por entretenimento, mas ele conseguiu me cativar. A narrativa bem contada, os personagens carismáticos e, principalmente, as boas atuações, valem o filme. Resta saber se o pessoal que manda em Cannes vai pensar do mesmo jeito.

            Diários de Motocicleta estréia esta sexta-feira, dia 7 de maio.

            Não deixe de ler a cobertura do Delfos para a entrevista coletiva com a equipe do filme (incluindo o diretor Walter Salles) em http://delfos.zip.net/arch2004-04-16_2004-04-30.html



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:12 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Stratovarius declara: “Nossos fãs são todos imbecis!”

            Foi publicado no site oficial do Stratovarius (www.stratovarius.com) o novo capítulo do Reality Show finlandês mais popular no mundo, a novela protagonizada pelo ex-pacifista, ex-cabalista, atual maníaco-depressivo Timo Tolkki, outrora conhecido como o guitarrista de uma das melhores bandas de Metal Melódico. Infelizmente, a música está muito longe das últimas notícias divulgadas pelo Stratovarius.

            A última notícia é que nosso amigo “Timóteo” Tolkki saiu do hospital onde tinha sido internado por depressão. Ele agora se encontra sob medicação pesada, mas já está de volta em sua mansão.

            Mas o que mais interessa aos fãs é a seguinte declaração: “Stratovarius é Timo Kotipelto, Jens Johansson, Jörg Michael, Jari Kainulainen e Timo Tolkki. Se essa formação não for possível, então não existirá mais uma banda chamada Stratovarius.” Tolkki disse que vai tentar conversar com seu xará, Timo Kotipelto para ver se eles conseguem resolver seus problemas. Se Kotipelto não perdoar Tolkki pelas ações do último no ano passado, o Stratovarius morre depois do show que acontece na República Tcheca em 3 de julho, tendo o álbum Elements Pt. II (leia a resenha do Delfos para o álbum em http://delfos.zip.net/arch2004-02-16_2004-02-29.html) como seu canto de cisne. (Veja um vídeo de Timo falando sobre o assunto em http://www.stratovarius.com/article/tolkki_statement_2004-05-03.avi).

            Alô? Alguém mais está se sentindo feito de palhaço? Será que Timo Tolkki está achando que temos a mesma inteligência do que o duende que entregou o livro de Cabala para ele e que disse que Tolkki era uma manifestação divina? Sinceramente, eu não acreditava que tudo fosse um golpe de marketing da banda. Simplesmente não achei que eles fossem brincar desse jeito com a sanidade de seu guitarrista, com a religião judaica e com os próprios fãs, mas agora ficou difícil pensar em outra coisa. É marketing, pura e simplesmente marketing.

            Pô, a banda lança um disco péssimo (Elements Pt. II) que é o último disco do contrato com a Nuclear Blast pouco depois de ter assinado um contrato milionário com a Sanctuary. Para desviar a atenção da péssima música contida no disco (que parecem ser sobras de estúdio do ótimo Elements Pt. I), inventam um monte de baboseira (se eu disser três vezes essa palavra será que eu viro o Robopato? Alguém aí lembra de Duck Tales? ), o que garantiu o nome da banda em evidência (Falem mal, mas falem de mim), já que a porcaria do disco não teria uma turnê para divulgá-lo. E aí, quando todo mundo já está imaginando que o Stratovarius ia virar um pastiche de Black Metal graças às últimas atitudes e imagens da banda, eles milagrosamente voltam e todo mundo fica feliz novamente.

            Bom, nós provavelmente vamos saber o que vai acontecer até, no máximo, 3 de julho, e assim que eu souber, vocês também vão saber. Mas se eu estiver certo e eles voltarem como se nada tivesse acontecido, estou pensando seriamente em nunca mais comprar nada da banda. Eu tenho todos os discos deles, pois considerava suas letras falando de paz e natureza as melhores do Metal, mas se eles tiverem a pachorra de ter feito uma atitude tão desonesta para chamarem a atenção, eles nem merecem ser considerados uma banda de Heavy Metal. Pois é, o Stratovarius, infelizmente, acabou servindo de prova que os Reality Shows, de Reality não têm nada.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 4:58 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Clássicos - Games – Legend of The Red Dragon (Seth Able Robinson – 1989) Parte I

Você consegue imaginar um mundo sem Internet? Sem MSN, sem Hotmail (Nota do Carlos: Hotmail fede!), sem ICQ, sem IG, sem o Google e tantas outras ferramentas que facilitam a nossa vida atualmente?

Pois, por incrível que pareça, este mundo já existiu, e olha que não faz tanto tempo assim. A rede mundial dos computadores chegou ao Brasil há menos de 10 anos. Antes disso, o máximo que se conhecia em vida “online”, era um palavrão chamado BBS. Mas o que eram essas BBSs, titio Bruno?

A sigla, em inglês, significa Bulletin Board System. Complicado, né? Mas na prática, a sua tradução era muito simples: as BBSs eram “provedores” onde você poderia se conectar através dos modems, assim como se conecta na Internet hoje em dia, e bater um papo com alguém, baixar arquivos e fazer uma jogatina online.

Quando você lê o parágrafo acima, deve imaginar um portal estilo UOL certo? Mas as BBSs estavam longe da beleza de uma página de Internet. Na verdade, a maioria dos programas utilizados para a conexão eram em formato DOS (o antigo sistema operacional da Microsoft), portanto o mouse era apenas um enfeite e todos os comandos tinham de ser digitados pelo teclado. As telas eram bem simples, não tinham variações de cores, imagens e fontes variadas, o HTML com seus gráficos e fotos só apareceria alguns anos mais tarde.

Era tudo bem simples e rústico, mas ninguém reclamava. Pelo contrário, as BBSs viviam lotadas, e era muito difícil conseguir se conectar à meia noite (horário em que o pulso telefônico fica mais barato).

Aliás, esse era um outro problema, pois os servidores tinham o número de “nodes” (linhas) bem baixo fazendo com que o telefone dos provedores desse muitas vezes ocupado até se conseguir uma conexão, irritando muita gente. Conseguir se conectar na BBS à meia noite, então, era para heróis que passavam até mais de meia hora, sem brincadeira, apertando o botão de rediscagem dos programas até conseguir um sinal (aquele barulho irritante dos modems quando conectam).

Completando o drama, você não podia passar o dia online como faz hoje. Todas as BBSs tinham um limite de tempo bem rigoroso, que normalmente variava entre 60 e 90 min diários. Época difícil!

Mas as BBSs tinham sua vantagens. A principal delas, era a possibilidade de qualquer pessoa poder criar uma. Bastava ter uma linha telefônica e um programinha para estruturar os diretórios. Obviamente, que somente as grandes sobreviveram ao longo dos anos, mas essa acessibilidade pode até ser comparada aos atuais blogs.  

Em São Paulo, existiam duas grandes BBSs: a Mandic e a STI.

A Mandic era muito forte no número de arquivos disponíveis. Lá, você podia baixar programas diversos de computador, jogos shareware (de graça por um tempo determinado, depois ele parava de funcionar a não ser que você pagasse uma taxa), pornografia (só fotos e vídeos pequenos), arquivos com dicas de jogos e outras bobeiras.

Já o STI, onde fui sócio muito tempo, era mais conhecido pelo seu excelente sistema de conversação com outros usuários (semelhante ao ICQ), sua grande variedade de jogos e o alto giro de pessoas.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:19 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Clássicos - Games – Legend of The Red Dragon (Seth Able Robinson – 1989) Parte II

Outro dia eu escrevo mais aqui no Delfos falando desta época curiosa, mas agora quero me focar em um assunto específico: os jogos online disponíveis naqueles tempos. Em especial, um jogo que marcou toda uma geração chamado Legend of the Red Dragon, mais conhecido como L. O. R. D..

Como pode um jogo com gráficos horríveis, sem sons e uma jogabilidade muito simples atrair milhares de pessoas ao redor do mundo?

No início dos anos 90, a Internet (para o grande público) ainda estava engatinhando e jogos online complexos eram apenas um sonho distante. Você tinha, sim, bons jogos de computador como Wolfenstein 3D, Doom, World Circuit, Stunt Island e Civilization, mas nenhum deles tinha um modo multiplayer (Nota do Carlos: O Doom tinha.) à distância. O problema é que os modems fabricados até então, não tinham uma velocidade aceitável para a transmissão de dados entre computadores.

A solução encontrada era a criação de jogos simples, sem gráficos, com uma jogabilidade baseada apenas em textos, ocupando um pequeno espaço nos servidores, e explorando a imaginação dos jogadores com boas estórias, intrigas e uma grande interação com os demais jogadores dentro de uma BBS, criando assim uma comunidade específica.

Vários jogos pipocaram utilizando essa técnica, os mais comuns eram transições de clássicos de tabuleiro como por exemplo WAR, Gamão e Xadrez. Mas com o tempo, os programadores perceberam que os RPGs (também originários nos tabuleiros) se encaixariam como uma luva ao esquema proporcionando boas estórias, desenvolvimento de personagens, e grandes duelos. O Legend of The Red Dragon, de um cara chamado Seth Able Robinson, era exatamente uma cria desta filosofia.

A premissa do L. O. R. D. é muito simples: Você é um morador de um lugar medieval chamado simplesmente de Realm (reino em inglês). O problema é que o tal Realm está sendo atacado por um perigoso Dragão Vermelho (daí o título).

Obviamente que o seu objetivo é matar o dragão. Mas, para isso, deve atingir o nível 12 e estar equipado com a melhor arma e a melhor armadura disponíveis na cidade, caso contrário você será apenas mais uma presa fácil.

Você começa podendo optar por três categorias para seu personagem: ladrão, mago ou guerreiro e aqui o jogo funciona exatamente como nos RPGs tradicionais: você  mata inimigos aleatórios que aparecem em uma floresta e, com isso, vai coletando experiência e ouro. Ao atingir uma certa quantidade de experiência, ganha o direito de enfrentar um mestre no centro de treinamento, vencendo esse mestre você sobe de nível e assim vai até chegar ao nível 12. Acumulando o ouro, você vende seu equipamento antigo e compra um novo, mais moderno e forte.

Enfrentando e matando o dragão, você “reseta” o seu personagem, mas ganha skill points que melhoram sua classe (ladrão, mago ou cavaleiro – 40 skill points masterizam uma classe), ganha poderes especiais e tem direito a escolher uma outra profissão para recomeçar tudo de novo e, assim, masterizar todas as suas profissões e aprender todos os poderes do jogo.

Matando o dragão 10 vezes (o padrão) você reseta TODO o Realm (gerando a raiva de todos os outros jogadores), e seu personagem acaba virando uma lenda: ele é mencionado nas canções dos bardos e nas lembranças dos mais velhos.

Como se pode perceber, é uma idéia muito simples. Mas a graça do L. O. R. D. nem estava tanto em matar o dragão, e sim na interessantíssima variedade de opções proporcionada contra os outros jogadores.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:17 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Clássicos - Games – Legend of The Red Dragon (Seth Able Robinson – 1989) Parte III

A formação de clãs com o passar do tempo era inevitável. Mesmo sem essa opção pré-estabelecida no jogo, era muito comum que dois ou mais jogadores compartilhassem a mesma “cor” no nome de seu personagem, desta forma estava identificado um clã com o compromisso da ajuda mútua e o dever de enfrentarem os rivais. Não preciso dizer que as traições e as intrigas também estavam embutidas no pacote certo?

Você também poderia paquerar os jogadores do sexo oposto, e mesmo se casar e ter filhos (um fato inédito até então). As paqueras poderiam ser tanto padronizadas quanto textos que você mesmo escrevia. Dá para sacar as palhaçadas, né?

Também eram possíveis transações financeiras através de um banco interno no jogo onde, se você deixasse seu ouro aplicado, ele renderia tantos por cento ao dia, ou você poderia transferir uma grana para aquele seu amigo pobre que acabou de entrar no Realm para que ele se equipasse.

Aliás, você deve ter imaginado que um jogador não passaria o dia inteiro online certo? Cada jogador poderia realizar um determinado número de lutas por dia (caso você morresse em alguma dessas lutas, só poderia acessar novamente no dia seguinte), e então tinha a opção de escolher dormir em um hotel ou na floresta para assim desconectar e só voltar a jogar no outro dia. Se dormisse na floresta, qualquer jogador adversário - aí não importava o nível - poderia te atacar, mas se dormisse no hotel teria a facilidade de não ser atacado por jogadores muito mais fortes (jogadores do mesmo nível ou um nível acima podiam subornar o cara do hotel para te atacar do mesmo jeito). Essa “regra” não adiantava muito, já que muitos jogadores “estacionavam” em um nível mais baixo, se tornando muito poderosos para o nível e podendo, assim atacar covardemente até os guerreiros mais fracos. O mais legal mesmo eram os duelos online, travados ao vivo e em turnos como nos RPGs tradicionais.

O jogo ainda possuía diversas surpresas como senhas especiais para serem digitadas na floresta, prêmios ao pedir músicas para o bardo local, possibilidade de anúncios no “Jornal” do Realm desafiando alguém, roubar o banco entre outras coisinhas.

Os gráficos eram baseados em texto. Você tinha um menu principal com as opções do que queria (ir ao banco, à floresta, ao bar, à loja de armas ou armaduras, ao centro de treinamento, etc) e cada um destes lugares tinha uma cor característica para diferenciá-los entre si. Gráficos ANSI (outra característica típica das BBSs, pois eram desenhos rústicos feitos a partir dos números e fontes) se encarregavam de desenhar folhas na floresta ou o dragão de uma forma bem precária, apenas para dizer que o jogo não era totalmente sem visual.

O jogo ainda tinha uma opção chamada Other Places, que era uma espécie de expansão do L. O. R. D., onde as BBSs compravam pacotes com várias localizações diferentes onde os jogadores poderiam ganhar ouro, lutas a mais, ou mesmo apostar em alguns dos “mini-jogos” presentes.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:16 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Clássicos - Games – Legend of The Red Dragon (Seth Able Robinson – 1989) Parte IV

O pessoal aqui do Delfos, tanto o Carlos Corrales quanto eu, jogamos L. O. R. D. durante anos na STI, chegamos a ser considerados os melhores jogadores e até fundamos clãs rivais: Sayajins (o meu), carinhosamente apelidado pelos rivais de Saias Jeans e Clan Halen (o dele), apelidado de Smurfs, devido à cor azul escolhida para identificá-los. (Nota do Carlos: O meu foi o primeiro, o mais cobiçado, popular e temido clã da STI. ). Infelizmente, como todo bom sonho que chega ao fim, as BBSs acabaram na segunda metade da década de 90 com o avanço da Internet e levaram consigo um dos melhores jogos online já criados.

L. O. R. D. era a prova definitiva de que um bom jogo não precisa de gráficos, sons, animações computadorizadas, placas 3D da última geração e outras baboseiras. Uma boa idéia e a iniciativa de colocá-la em prática são suficientes para marcar toda uma época e muitas vidas.

 

Algumas curiosidades sobre o L. O. R. D.:

 

- A primeira versão saiu em 1989 para o AMIGA. Em 1992, o jogo chegou às BBSs com o padrão PC.

 

- O criador do jogo, Seth Able Robinson, vendeu os seus direitos a uma empresa chamada Metropolis. INC. e fundou a Robinson Technologies, empresa criadora de mini-jogos e aplicativos para PC.

 

- Com o sucesso do jogo, Seth Able lançou um “clone espacial” chamado Planets que também fez bastante sucesso por onde passou (eu também jogava esse no STI).

 

- As últimas versões de L.O.R.D (de 1996) tinham a possibilidade de conectar duas ou mais BBSs trazendo milhares de jogadores a um mesmo Realm.

 

-  Pouco antes de vender sua criação, Seth chegou a lançar um tal Lord II em 1997 para as BBSs, mas este não tinha nem metade do carisma e diversão do original.

 

- Uma versão com gráficos (apenas imagens paradas), chegou a ser lançada com uma tecnologia chamada RIP Graphics que, basicamente, conseguia converter imagens em formatos BMP para dentro das BBSs. 

 

- Apesar do fim das BBSs, você ainda consegue jogar L. O. R. D. em algumas Telnets americanas, como as duas abaixo:

 

lord.nuklear.org       port: 10240

bbs.goldengate.net  port:23

 

Divirta-se!



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:14 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Anjos da Noite – Underworld (Underworld – EUA/Alemanha/Hungria/Inglaterra – 2003)

O cartaz do filme. Legal, né?

            Depois de acompanhar aos processos de plágio e de uma longa espera até a estréia no Brasil, finalmente consegui assistir este Underworld.

            Processado pela editora estadunidense White Wolf graças às muitas semelhanças do filme com a série de livros de RPG World of Darkness, Underworld se tornou um verdadeiro fetiche para nerds e jogadores de RPG em geral. Eu, embora seja nerd assumido e goste de jogar RPG ocasionalmente, devo alegar ignorância nesse caso. Já joguei Vampiro: a Máscara algumas vezes, mas simplesmente não tenho repertório suficiente para falar do assunto e das semelhanças. Deixo isso para as outras pessoas, aqui vou comentar apenas sobre o filme.

            A trama é bem simples e representa a própria história da humanidade. Vampiros e lobisomens se odeiam e não suportam ter que dividir o mesmo mundo. Como esse ódio começou, ninguém sabe e nem ao menos se importa. A única coisa que importa é que os dentuços exterminem o maior número de bichinhos peludos possível e vice-versa.

            Agora cá entre nós, como você esperaria que fosse uma luta entre um vampiro e um lobisomem? Errou. Não precisa nem tentar de novo, pois você vai errar de novo. A briga aqui é feita através de metralhadoras, rifles, revólveres e todo tipo de arma que você pode imaginar. Aliás, como esse pessoal tem balas. Eles simplesmente enfiam o dedo no gatilho e ficam atirando por minutos a fio sem parar em nenhum momento para recarregar. Será que existe algum cheat code que dá munição infinita para filmes?

            Romeu e Julieta das trevas era a forma mais comum de vermos a mídia se referir a este filme. Isso criou uma certa expectativa em mim de que o filme seria essencialmente romântico, o que (ainda bem), não é verdade. Todo o drama da vampira que se apaixona pelo lobisomem fica em segundo plano e a ação é privilegiada. Aliás, o filme é daquele tipo “ação descerebrada” e traz muito pouco conteúdo durante seus 133 minutos de duração. Mas o final do filme, quando tudo é revelado, satisfaz e até chega a surpreender (coisa que, convenhamos, é raro hoje em dia).

            Veredicto? Acho que vou ficar meio em cima do muro. Digamos que é um filme mediano. Se você gosta de filmes sobre vampiros e lobisomens ou curte um visual gótico, vale a pena dar uma chance. Se a premissa não interessa, passe longe.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:24 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Notícias – Televisão – Simpsons por mais 4 anos!

Há uma semana publicamos aqui no Delfos uma notícia que estava nos deixando sem dormir e de cabelos em pé: a possibilidade de os Simpsons acabarem por causa de uma greve dos dubladores originais americanos.

Pois bem, caríssimo leitor, pode ficar tranqüilo e retomar suas atividades normais porque os estúdios Fox (responsáveis pela série), revelaram este final de semana que  chegaram a um acordo após um mês de impasse entre as partes. Isso significa que nós do Delfos fomos recusados ao nos oferecer caridosamente para dublar a série pelo valor pago anteriormente para os dubladores. Aparentemente, a Fox não manja muito de custo-benefício.

Nada foi divulgado sobre os valores dos novos contratos, sabe-se apenas que eles serão válidos pelos próximos quatro anos. Vale lembrar que o salário exigido pelos dubladores girava na casa dos 8 milhões de dólares por uma temporada completa (22 episódios) para cada dublador.



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:09 AM
[] [envie esta mensagem]


 
      
 
 
Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
HISTÓRICO
 16/02/2006 a 28/02/2006
 01/02/2006 a 15/02/2006
 16/01/2006 a 31/01/2006
 01/01/2006 a 15/01/2006
 16/12/2005 a 31/12/2005
 01/12/2005 a 15/12/2005
 16/11/2005 a 30/11/2005
 01/11/2005 a 15/11/2005
 16/10/2005 a 31/10/2005
 01/10/2005 a 15/10/2005
 16/09/2005 a 30/09/2005
 01/09/2005 a 15/09/2005
 16/08/2005 a 31/08/2005
 01/08/2005 a 15/08/2005
 16/07/2005 a 31/07/2005
 01/07/2005 a 15/07/2005
 16/06/2005 a 30/06/2005
 01/06/2005 a 15/06/2005
 16/05/2005 a 31/05/2005
 01/05/2005 a 15/05/2005
 16/04/2005 a 30/04/2005
 01/04/2005 a 15/04/2005
 16/03/2005 a 31/03/2005
 01/03/2005 a 15/03/2005
 16/02/2005 a 28/02/2005
 01/02/2005 a 15/02/2005
 16/01/2005 a 31/01/2005
 01/01/2005 a 15/01/2005
 16/12/2004 a 31/12/2004
 01/12/2004 a 15/12/2004
 16/11/2004 a 30/11/2004
 01/11/2004 a 15/11/2004
 16/10/2004 a 31/10/2004
 01/10/2004 a 15/10/2004
 16/09/2004 a 30/09/2004
 01/09/2004 a 15/09/2004
 16/08/2004 a 31/08/2004
 01/08/2004 a 15/08/2004
 16/07/2004 a 31/07/2004
 01/07/2004 a 15/07/2004
 16/06/2004 a 30/06/2004
 01/06/2004 a 15/06/2004
 16/05/2004 a 31/05/2004
 01/05/2004 a 15/05/2004
 16/04/2004 a 30/04/2004
 01/04/2004 a 15/04/2004
 16/03/2004 a 31/03/2004
 01/03/2004 a 15/03/2004
 16/02/2004 a 29/02/2004
 01/02/2004 a 15/02/2004
 16/01/2004 a 31/01/2004



OUTROS SITES
 O portal DELFOS está no ar. Clique aqui para acessar.


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para o DELFOS