Delfos - Jornalismo Parcial
   CD – Primal Fear – Devil’s Ground (Nuclear Blast – 2004)

A capa do CD.

            Minha relação com o Primal Fear é bem estranha. Eu tenho todos os seus álbuns, mas são discos que eu dificilmente ouço. Comprei o primeiro por se tratar da banda do ex-Gamma Ray, Ralf Scheepers e acabei comprando todos os outros por inércia.

            Sempre achei que falta algo no som da banda, mas não consigo arriscar e dizer o que falta pois, analisando friamente, está tudo lá. Riffs empolgantes, vocal fantástico, melodias cativantes, tudo direitinho, como manda o manual do Heavy Metal. E talvez seja justamente aí que a banda peca. Ao fazer tudo direitinho demais, perde a possibilidade de se destacar, pois não é divertida ao excesso, nem técnica demais. Não é nem clichê demais. É simplesmente Heavy Metal.

            E para quem quer apenas Heavy Metal, o Primal Fear volta com seu novo álbum, Devil’s Ground, que acaba de sair no Brasil. De acordo com os anúncios nas revistas especializadas, a edição nacional viria em formato digipack e com uma faixa bônus. Bom, o meu não veio com nenhum dos dois e o cara da loja não sabia do que eu estava falando. Será que eles mandam pelo correio depois ou será que foi propaganda enganosa mesmo? Onde está o CONAR quando precisamos dele?

            Bem, broncas à parte, o petardo abre com a empolgante Metal Is Forever, cujo riff promete uma abertura empolgante para os shows da banda. E uma coisa é inegável, o show do Primal Fear é simplesmente demais. Quem foi no último show da banda, em 2002 deve lembrar que empolgante é pouco para descrever o espetáculo. Sem pirotecnias, nem superproduções de forma alguma, a banda consegue divertir apostando apenas na sua ótima presença de palco e comunicação freqüente com a platéia.

            As outras músicas variam entre o estilo empolgante da faixa de abertura, como a Suicide And Mania e o estilo mais cadenciado como na sintomaticamente intitulada In Metal. Como não poderia deixar de ser, a tradicional balada está presente, aqui representada pela ótima The Healer, mas a melhor música do disco é mesmo a melódica Heart Of A Brave, que vai funcionar muito bem ao vivo com seu refrão no estilo “canta-com-a-gente”.

            A faixa título Devil’s Ground, no entanto, é a grande decepção, pois nela temos apenas o baixista Mat Sinner lendo um texto com voz de mau e uma respiração que parece o Lobo Mau tomando ar para soprar as residências dos pobres porquinhos.

            O grande destaque do disco continua sendo o ótimo trabalho das guitarras, em especial seus ótimos riffs, mas como em todos os outros discos da banda, não vai ser um CD que vou ouvir com freqüência. Continuo achando que falta algo no som deles, mas de uma coisa eu tenho certeza: o show que eles vão fazer aqui em São Paulo no dia dos namorados vai ser demais. Dê de presente para quem você ama. J

Veja as datas da turnê brasileira do Primal Fear:

09/06/2004 CATANDUVA - Clube De Tênis

10/06/2004 BELO HORIZONTE - Lapa Show
12/06/2004 SÃO PAULO - Olympia
13/06/2004 SANTOS - Mythos
15/06/2004 RIO DE JANERO - Canecão
16/06/2004 CURITIBA - Moinho
17/06/2004 PORTO ALEGRE - Opinião



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:23 AM
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   Shows – Nazareth (Olympia – São Paulo – 26 de maio de 2004) - Parte I

Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Confesso que não estava muito ansioso para esse show. Era uma fria noite de quarta-feira, daquelas que a melhor coisa para fazer é ficar em casa enrolado em um cobertor quentinho.

            Ao entrar no Olympia, reparei algo que nunca tinha reparado antes (pois é, eu sou meio desligado): os quadros com os shows que já aconteceram na casa. E já teve muita coisa legal, desde Rainbow a Steve Vai, grandes nomes da música tocaram nesse palco.

            Marcado para começar às 21:30, as luzes se apagaram apenas por volta das 22:15, quando uma longa introdução com um clima oriental começou a ser tocada. Depois de um bom tempo, três simpáticos senhores e um mais jovem (o baterista Lee Agnew, filho do baixista Pete Agnew) entram andando no palco, plugam seus instrumentos, cumprimentam a platéia e dão início ao show. E que show! Logo nos primeiros acordes, meu mau humor inicial se transformou em empolgação. Miss Misery, música com um andamento lento e pesado, que chega até a lembrar o Black Sabbath foi uma das primeiras músicas, me surpreendendo com o peso e a energia dos velhinhos. Quando ela terminou, o vocalista Dan McCafferty, empolgado, gritou “Vamos quebrar tudo!” assim mesmo em português, denunciando que ainda vinha muito Rock por aí.

            Durante a terceira música, como de praxe, os seguranças expulsam os fotógrafos do chiqueirinho e, para minha surpresa, somos direcionados ao camarote. Fui procurando por uma cabine onde pudesse entrar até que reconheci alguns colegas fotógrafos, todos reunidos na mesma cabine. Pedi permissão para me juntar a eles (ei, eu sou um cara educado ) e de lá pude me concentrar no show e nas anotações que me auxiliariam nessa resenha. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:32 AM
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   Shows – Nazareth (Olympia – São Paulo – 26 de maio de 2004) - Parte II

Foto: Carlos Eduardo Corrales

            A primeira balada a ser tocada no show foi a bela Dream On, que não foi tão bem recebida pelo público, que parecia estar mesmo a fim de ouvir aquele Rockão que tanto gostamos. Rockão esse que veio logo em seguida. “A próxima música é sobre sexo”, anunciou Dan e começaram a tocar a fantástica Bad Bad Boy, um tremendo Rock n’ Roll, cheio de licks de guitarra, que foi uma das mais divertidas da noite.

            Love Leads To Madness veio a seguir, e conta com um belo refrão, com aquele tipo de melodia que gruda na cabeça. O sucesso This Flight Tonight foi a próxima (quem curte Heavy Metal deve se lembrar desta música pelas ótimas versões gravadas pelo Iron Savior e pelo Heavens Gate). Essa música, apesar de ser uma das mais conhecidas da banda e ter sido muito bem recebida, não foi uma das mais legais do show. Quem conhece a banda sabe que eles têm músicas muito mais legais, como ficou claro no show.

            Um pequeno solo de bateria (pequeno mesmo, mais ou menos uma introdução) e começaram a pesada Expect No Mercy, durante a qual Dan aparece no palco com uma gaita de fole (ou com algo muito parecido, não sou exatamente um expert em instrumentos exóticos). Essa música foi outro destaque, pois além da gaita e do fato dela ser muito legal ainda teve uma grande participação da platéia.

            Um mini solo de guitarra e uma das maiores babas da história é iniciada: Love Hurts, música cujo som provavelmente embalou a concepção de muitos que estão lendo hoje esta resenha. Também muito bem recebida (é claro, já que é famosíssima) Love Hurts encerrou a primeira parte do show. A banda se despede e sai do palco.

            Alguns minutos depois, o baterista Lee Agnew volta ao palco com a bandeira do Brasil, senta no seu instrumento e começa a tocar. Pouco depois, o papai Pete Agnew se junta a ele, seguido do guitarrista Jimmy. Mandam Cocaine (cover de JJ Cale) e o show termina definitivamente.

Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Apesar de ter sido muito curto (80 minutos), foi um dos melhores shows que presenciei este ano. O grande destaque vai para o vocalista Dan McCafferty, que apesar de estar com quase 60 anos continua com aquele vozeirão rasgado, potente e, principalmente, pesado pra caramba! O único defeito foi a falta de presença de palco da banda que, provavelmente devido à sua idade, passaram  a maior parte do show parados na sua parte do palco. Mas vamos pensar pelo lado bom, pelo menos isso facilitou o trabalho dos fotógrafos.  Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:31 AM
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   Shows – Nazareth (Olympia – São Paulo – 26 de maio de 2004) - Mais Fotos

Dan MacCafferty. Foto: Carlos Eduardo Corrales      Jimmy Murrison. Foto: Carlos Eduardo Corrales      Lee Agnew. Foto: Carlos Eduardo Corrales      Pete Agnew. Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales      Foto: Carlos Eduardo Corrales



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:25 AM
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   Notícias – Música – Michael Kiske quer abandonar o Rock de uma vez por todas

Seria cômico se não fosse trágico, mas a eterna lenda do Metal Melódico, Michael Kiske, vocalista do Helloween na melhor época da banda e cantor que influenciou 10 entre 10 vocalistas Melódicos, divulgou uma nota sobre o fim das atividades do Supared, sua banda de Pop Rock. Abaixo você confere a tradução do texto, extraída do site Whiplash! (www.whiplash.net):

"Estou anunciando oficialmente minha retirada em definitivo da cena 'hard rock'. Estou fora. Neste último disco experimentei algumas sonoridades próximas ao hard, tentando fazer algo que julgasse interessante, mas isto não me levou a nada. Penso que inconscientemente estava tentando ficar em paz com meu passado, mas isto não vai mais rolar. As baixas vendas do álbum de estréia do Supared foram a gota d'água que me levaram a tomar esta decisão. Minha interpretação deste tipo de música não foi aceita. Não quero mais perder o meu tempo e o dos outros. Muito obrigado aos que apoiaram a mim e à banda, lamento se lhes desaponto agora que encerrei este capítulo de minha vida, mas não sou o tipo que insiste nos erros. E um grande 'foda-se' para todos que apenas fizeram download do álbum ao invés de adquiri-lo. Estes podem dizer que amam a música, mas na realidade o que estão fazendo é simplesmente destruindo o suporte financeiro das bandas e músicos. Pessoas assim nos fazem acreditar que é verdade que a música de graça vai arrasar a indústria musical. O mesmo 'foda-se' vai para todos os críticos que tratam a música como um produto nojento cuja função é agradar ao mercado. Ao invés de tentar compreender o trabalho de um músico e sua missão artística, pensam que podem ditar regras, diminuindo seu poder de decisão perante o público. Enquanto houverem artistas que lutam contra esta ditadura, há esperança. Se vocês vencerem, não haverá espaço no futuro para a verdadeira música. Mas pessoas como vocês não merecem!

Por vários anos houve dentro de mim um conflito muito forte, uma parte de mim dizendo 'chega!'. Fiquei doente durante as gravações deste último álbum, isto diz tudo. E como todos podem ver, tanto esforço para nada. Por isto, tudo que tenho a dizer é: hard rock nunca mais. Não posso mais me limitar aos ideais do estilo. Encontrei formas artísticas melhores e com ideais mais elevados que a cena metal pode oferecer. E vocês nunca mais ouvirão nada parecido vindo de minha parte. Não pretendo mais discutir assuntos com pessoas que não possuem bom senso, é perda de tempo e energia. Idade não traz sabedoria: um idiota vai se tornar apenas um velho idiota. Da mesma forma, pessoas jovens não são saudáveis apenas pelo fato de serem jovens. Muitas são espiritualmente nulas já na juventude. Ficar restrito musicalmente nos torna tolos, entorpecidos e moralmente incapazes. Se você não concorda comigo, e não gosta do que falo, ok, cada um na sua, por mim tudo bem. Por isso digo novamente: simplesme nte não faço parte do meio metal. Não sou o que o estilo precisa, e não quero ficar limitado ao que o gênero pode me oferecer. Mesmo quando fiz parte do Helloween me sentia um estranho, porque não era o que eu queria. Gostava de metal nos anos oitenta, e ainda gosto de alguns discos, mas não sou o típico headbanger. Mesmo quando extremamente envolvido com metal, ouvia discos do U2, Elvis Presley, Beatles, Eurythmics, Kate Bush, Pat Benatar, música clássica e muito mais. Heresia? Sim, mas fico feliz em constatar que nunca fui bitolado em metal, sempre mantive ouvido atento para boa música. Acreditem ou não, mas estou convencido que esta foi uma das razões do meu sucesso no estilo, pois minhas raízes vinham de fora. O gênero não representa tudo para mim, meu amor por Deus, Cristo, liberdade e pela humanidade é que representam. Devemos praticar atos nos quais acreditamos. Se você não segue suas convicções, está morto. Uma pessoa que não segue suas crenças ou até mesmo não têm ideais seg ue uma existência vazia, não importa quão elegante ou moderno possa parecer. Mas não vou julgar alguém que não mantenha nenhuma crença, não há nenhuma recompensa por isso.

Como disse uma vez Carlos Santana: o que importa é o que fazemos em nossa vida dedicando energia, luz e amor.

É isso, Paz!"

O que posso comentar? Que Michael está cuspindo no prato que comeu? Que ficou desiludido com o Rock (mesmo que seu último cd caia mais pro lado pop...)? Que vai começar a trabalhar com música eletrônica? Não há palavras para expressar o que Mr. Kiske significou para o Metal mas também não há muito o que comentar sobre um texto desses que praticamente renega seu passado...

Eu desejo muita sorte e paz à Michael porque, com certeza, o que ele já fez pelo Metal não será esquecido, mas torço para que ele não caia nas garras da “indústria da música comercial” que ele mesmo critica tão ferozmente.

(Nota do Carlos: Eu vejo de outra forma. A decisão mais comercial para ele seria montar uma banda de Metal e cantar da forma que todos gostamos. Mas o cara prefere ser honesto consigo mesmo e com os fãs dizendo que prefere não voltar para o Metal, já que não se considera um headbanger real. Cara, cá entre nós, quer uma atitude mais Metal que essa? Ser Metal é ser honesto, ter paixão naquilo que faz e se divertir com isso. O estilo de música é só um detalhe).



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:07 AM
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   Cinema – O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow – EUA – 2004)

Um dos cartazes do filme.

            Filmes catástrofe foram uma verdadeira moda há algumas décadas atrás. Como vovó já dizia, a moda é cíclica e isso nos leva, senão ao retorno da moda em si, pelo menos a um certo revival do gênero. Depois de um longo intervalo, Hollywood voltou a fazer alguns filmes nessa linha e, entre eles, encontra-se O Dia Depois de Amanhã.

            Como fã de cinema e indivíduo com compreensão do idioma inglês, me sinto obrigado a falar sobre a péssima tradução do nome da fita, um verdadeiro exemplo de transcrição ao pé da letra que deu errado. Ora, qualquer pessoa com um nível FCE (First Certificate In English, ou Primeiro Certificado de Inglês) sabe que a expressão The Day After Tomorrow significa simplesmente “Depois de Amanhã”. Essa tradução ao pé da letra, comumente utilizada também no material de divulgação sempre gera problemas (alguém lembra do “Nós não precisamos de educação” do Escola do Rock? Se não lembra, entre em http://delfos.zip.net/arch2004-03-16_2004-03-31.html) e aqui não foi diferente. A frase mostrada no trailer e nos cartazes “Where will you be the day after tomorrow?”, que deveria ter sido traduzida como “Onde você vai estar depois de amanhã?” foi traduzida como “Onde você vai estar? O dia depois de amanhã”, perdendo completamente o seu significado. A propósito, se você quiser serviços de tradução ou aulas particulares de inglês, entre em contato comigo.

            Deixando traduções assustadoras de lado e voltando ao filme, como você já deve saber (afinal, o trailer já está passando desde o ano passado), ele mostra o que aconteceria se os pólos do nosso planetinha derretessem. Mas, ao contrário do que o trailer sugere, não veremos a luta da humanidade pela sobrevivência após o desastre, e sim DURANTE.

            A trama é dividida em duas partes distintas, cada uma concentrada em um personagem e seus coadjuvantes. De um lado, temos o Prof. Jack Hall (Dennis Quaid), que tenta inutilmente avisar todo mundo que respira do que o futuro reserva à humanidade. De outro, temos seu filho Sam Hall (Jake Gylenhall, que aliás, ficaria muito bem no papel de Peter Parker, já que tem grande semelhança física com o personagem), que está preso em uma biblioteca em Nova Iorque.

            Não acontece muito mais, para falar a verdade. Enquanto Sam tenta sobreviver, seu pai tenta salvar a humanidade e isso é basicamente tudo, o que não significa que o filme seja ruim. Nem bom. Digamos que é um daqueles filmes nota 5. Assim como alterna os acontecimentos entre os dois protagonistas, também alterna momentos emocionantes com outros que parecem feitos para bocejarmos.

            O maior destaque vai para a cena do dilúvio, que surpreende, assusta e empolga, além de ser bem-sucedida em transpor o espectador para a pele dos personagens. Realmente impressionante. Mas não é sempre que os efeitos especiais são detonantes. Na cena de abertura, por exemplo, eles são absurdamente bisonhos. Me senti assistindo ao Elo Perdido, aquele programa que passava no SBT quando eu ainda lia gibis (Tá bom, tá bom, eu ainda leio gibis, mas você entendeu o que quis dizer) que mostrava uma família presa na pré-história, de tão sem-vergonha que é aquela sobreposição de imagem.

            Quer saber se vale a pena? Você gosta de filmes catástrofe? De água? Gelo? Gente morrendo? Estadunidenses se dando mal? Então esse filme é para você. Senão é melhor ficar com os concorrentes.

            O Dia Depois de Amanhã estréia mundialmente (e por incrível que pareça, isso inclui o Brasil) nesta sexta-feira, dia 28 de maio.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:04 AM
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   Música – Notícias – Ouça a nova do Van Halen

            Até que enfim, depois de seis anos, temos a oportunidade de ouvir uma nova composição do Van Halen, a banda responsável por eu gostar hoje de Rock. A música se chama It’s About Time, conta com Sammy Hagar (o melhor dos vocalistas que passou pelo Van Halen, na minha opinião) e vai estar presente na nova coletânea dupla da banda, chamada The Very Best Of Van Halen, que sai dia 20 de julho, junto com outras duas inéditas.

            Mas e a música? Cara, ela é ótima e reúne quase todas as características principais da banda. Ela é pesada, alegre, com belas melodias vocais, refrão contando com os backing vocals harmônicos do baixista Michael Anthony e os licks espertos do virtuoso Eddie Van Halen. Para falar a verdade, o único defeito da música é o solo, que não conta com a mesma qualidade de solos clássicos, como o da Right Now. Agora resta esperarmos a nova coletânea e um eventual novo álbum para ver se a volta deles é para valer ou se vai ser como a volta com David Lee Roth nos idos de 1996.

            Enquanto isso, faça o download de It’s About Time em http://www.rockinrosco.com/vh2004.mp3 e divirta-se afinal, essa é a filosofia do Hard Rock! 



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:50 PM
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   Cinema – Matérias - O Material de divulgação de Eu, Robô

Capinha do livro.

            Uma das coisas mais legais de cabines (sessões fechadas para jornalistas realizadas pouco antes da estréia dos filmes) são os brindes. Um amigo chegou a comentar que em uma dessas sessões, ele recebeu de presente o DVD de O Senhor dos Anéis.

            Bom, eu ainda não ganhei nada tão legal, mas na cabine de O Dia Depois de Amanhã, fiquei agradavelmente surpreso com os brindes entregues. Ao chegar lá, recebi uma caixinha de DVD e antes que pudesse olhá-la pensei: “Puxa, será que vou levar o filme para casa?”. Na verdade era só um Press Kit, ou seja, um CD-Rom com fotos, release, trailer e pôster do filme, mas ainda assim é legal e é tudo que um jornalista precisa para fazer seu trabalho com qualidade.

            Porém, enquanto estava esperando a sessão começar, recebi um envelopinho com o logo NS-5, do qual nunca tinha ouvido falar. Ao abrir o envelope, encontrei um livrinho e um CD e acabei deduzindo que fazia parte da divulgação do filme Eu, Robô, que conta com aquele que um dia foi um rapper conhecido como Fresh Prince, Will Smith, no papel de um policial que acredita que um robô matou uma pessoa.

            O livrinho não trazia as informações tradicionais da divulgação de um filme, mas sim as especificações técnicas do robô NS-5 (Ah, então era isso que o logo no envelope significava), como se fosse uma propaganda de produto. Dentro do CD, sinceramente, esperava mais conteúdo, mas lá encontramos um comercial em vídeo do robô (regado pelo clássico My Generation do The Who), uma foto do Will Smith (sim, só uma) e um comunicado da empresa que comercializa (!) o robô dizendo que honra é ter seu principal produto estrelando um filme da Fox. Tudo isso embalado por uma direção de arte classe A (veja a capinha do livro acima) e textos cuidadosamente elaborados para lembrar mesmo uma propaganda de produto e não de filme.

            A idéia desse tipo de divulgação é tão legal que até lembrei de quando cursava a ESPM e os professores nos mostravam cases como esse para vermos como é possível criarmos coisas legais. E depois de ler todo o material, duas coisas martelavam a minha cabeça: um daqueles comerciais do Saturday Night Live que pregava “Pessoas que negam a existência de robôs podem ser robôs” e a pergunta que não quer calar, onde eu compro um NS-5?

            Eu, Robô estréia no Brasil em agosto. Enquanto isso, visite o site que também é bem legal: www.irobotnow.com.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:04 PM
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   Música - Notícias - Sexta-Feira tem Queencontro

Para quem gosta de Queen é imperdível!

 

Dia 28/05/2004 (SEXTA-FEIRA)

 

 9º QUEENCONTRO

 

Evento para fãs do Queen que tem se tornado um grande sucesso.

Videos, sorteios e shows. 

 

A partir das 18:00 horas, abertura da casa, com exibição no telão:

 

18:00 : Clipes dos DVDs GVH 1 & 2 

19:00 : Show Hammersmith Odeon/75

20:00 : Show Live in Japan/82 

21:00 : Documentário Queen History (exibido no canal Multishow)

 22:00 : Show do Queen Unplugged

23:30 : Show do Queen Cover

 

 

NO RECANTO DA MONTANHA

  AV. NOVA CANTAREIRA, nº 7.526

Zona Norte/SP-Fica no Pé da Serra.

(Lotação da Estação Santana do Metrô com nome Cantareira)

Entrada: R$ 10,00



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:56 AM
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   Música – Notícias – Integrantes do Metallica entre as celebridades mais fedidas do mundo

E o Metallica novamente está no Top 10 de alguma coisa. Mas desta vez não estamos falando das paradas da MTV, dos gatos do mês da Capricho ou de qualquer rádio pseudo-rock que existe por aí. O que aconteceu, é que a banda pegou o nono lugar entre as celebridades mais mal-cheirosas do mundo. Isso mesmo, os músicos da banda foram considerados alguns dos seres mais fedidos de nosso planeta.

Quem se deu o trabalho de puxar essa, digamos, curiosa informação, foi o jornalista Mikael Jagerbrand do tablóide sueco Aftenbladet (http://stavanger-aftenblad.no/). As fontes da votação não são lá muito seguras já que Mikael pegou depoimentos e entrevistas de pessoas famosas em todos os tipos de mídia de vários lugares da Europa para tirar suas conclusões e fazer seu Top 10.

A lista já começa bizarra com Brad “Aquiles” Pitt em primeiro lugar e o Metallica aparentemente foi a única banda presente na lista, o que significa que todos os músicos devem cheirar muito mal.

            Nós do DELFOS, em uma manifestação solidária, estamos enviando uma caixa daquele sabonete que não resseca a pele como um sabonete comum para cada um dos integrantes do Metallica. Afinal, esta talvez seja a razão para que o último álbum da banda, St. Anger, tenha fedido tanto.

            Veja abaixo a lista:

 

1. Brad Pitt
2. Russell Crowe
3. Hayden Christensen
4. David Bowie
5. Courtney Cox
6. Robin Williams
7. Christina Aguilera
8. Cameron Diaz
9. Metallica

10. Bob Dylan

 



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:01 AM
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   Cinema – Van Helsing – O Caçador de Monstros (Van Helsing – EUA – 2004)

Cartaz do filme.

            Hugh Jackman é um personagem truculento e sem nenhuma lembrança de seu passado. Para alguns um assassino, para outros um herói, sua principal motivação é recuperar sua memória enquanto mata uns vilões super fortes. Não, infelizmente não estamos falando de X-Men 3, que ainda demora um tempo para sair. Aqui o babado (meu Deus, estou virando mano) é um outro filme cujo protagonista tem exatamente a mesma premissa do mutante mais popular da Marvel: Van Helsing.

            Criado por Bram Stoker no livraço Drácula, Van Helsing passou por uma mutação (desculpem, eu não resisti a essa referência) ao ser transposto para um filme só seu. De um velhinho que sabe matar vampiros, ele passa a ser um super-herói, dotado de armas que nem os X-Men possuem (ok, ok, vou tentar parar com as comparações).

            Após a cena introdutória, vemos a primeira cena com o herói, onde ele é mostrado caçando o monstrengo Hyde. Essa cena tem como principal objetivo fazer uma referência ao desenho The London Assignment (que você leu aqui ontem) e isso é feito através de uma única frase soltada pelo herói: “Senti sua falta em Londres”. Só isso? Só. Então se você não assistiu ao desenho, pode assistir o filme sem medo que não vai ficar perdido. O Hyde, aliás, é um destaque. Feito completamente em computação gráfica, sua interação com o cenário ficou perfeita e deixa com vontade de vermos o que vem por aí.

            Depois dessa cena, Van Helsing é designado para sua maior missão: caçar Drácula. E nessa missão, ele vai se encontrar com todos os monstros que o roteirista e diretor Stephen Sommers conseguiu lembrar, e dá-lhe lobisomens, vampiros e Frankenstein (no singular mesmo, pois esse só tem um).

            O filme segue privilegiando a ação. Sinceramente, achei que fosse ser bem chato, mas as cenas são realmente emocionantes e todas elas são interrompidas antes de ficarem chatas. Por pouco tempo, é verdade, já que o filme segue a fórmula “diálogo-ação-diálogo-ação-repita até passar das duas horas”. Apenas para dar uma comparação para você, caro Delfonauta, é o mesmo tipo de condução de A Múmia (também dirigido por Sommers), então por aí você já pode ter uma noção se Van Helsing se encaixa no seu gosto. A trilha sonora é outro destaque. Músicas belíssimas e pesadas dão o tom tanto para as cenas calmas quanto as de ação. Nesse ponto, o filme é impecável.

            Já os efeitos especiais não seguem a mesma linha da ação e da cena com Hyde e são incrivelmente ruins. E olha que o bagulho teve um orçamento de 150 milhões de dólares. Cara, se eu tivesse essa grana... Ahem, voltando à resenha, além do orçamento cabuloso, os efeitos ainda foram feitos pela toda-poderosa Industrial Light And Magic. Com tantas credenciais alguém pode me explicar porque diabos as noivas do Drácula ficam tão artificiais em suas formas vampirescas?

            Outro problema é o ator que faz o Drácula, completamente cafona e afetado, jogou fora a chance de interpretar um personagem que deve ser o sonho de 9 entre 10 atores (missão desempenhada muito bem por Gary Oldman em Drácula de Bram Stoker) optando por uma interpretação frufru ao extremo. Deprimente.

            Por saber da alta quantidade de ação, eu esperava que Van Helsing fosse chato. Felizmente, estava errado. É um belo pipocão, bem do jeito que eu gosto e dá uma vontade indescritível de jogar videogame. Assim que (e se) alguém do DELFOS colocar as garras em um deles, você logo vai saber o que achamos. Até lá, fique com o filme e com nossas duas resenhas sobre a franquia.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:31 AM
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   Cinema – DVD – Van Helsing: The London Assignment (Idem – EUA – 2004)

            Lançado em DVD para capitalizar na super divulgada franquia Van Helsing, este desenho, que conta com a voz do próprio Wolve.. ehr.. Van Helsing, Hugh Jackman, mostra alguns acontecimentos que aconteceram imediatamente antes do filme.

            Durante os 30 minutos do desenho, vemos Helsing caçando um assassino de mulheres na Inglaterra. Jack, o estripador? Não, Mr. Hyde, também conhecido como Dr. Jekyll, o protagonista do conhecidíssimo romance O Médico e O Monstro, de Robert Louis Stevenson. E isso é tudo que posso contar sobre a estória, já que se me alongar um pouco mais nesse quesito, corro o risco de estragar a surpresa daqueles que ainda não assistiram.

            Visualmente, o desenho é belíssimo. Arrisco até a dizer que sua qualidade visual pode ser equiparada às melhores produções da Disney. Belos traços e ótima animação são as principais características do episódio. A dublagem também é ótima, com apenas uma exceção: o próprio Hugh Jackman. Uma vez li uma entrevista no site www.a-arca.com com o dublador Guilherme Briggs, que faz a voz do Freakazoid, onde ele dizia: “Todo dublador é um ator, mas nem todo ator é um dublador” e cada vez mais acredito nisso.

            Felizmente, a fraca performance de Jackman não chega a estragar o desenho. Mas, sinceramente, pouco o desenho oferece além da ótima qualidade visual. É uma boa diversão e nada mais, já que não conta com reviravoltas e nada lá muito empolgante na sua estória. Não acho que é um DVD que vale a pena ser comprado, mas seria um ótimo extra para o DVD do filme Van Helsing. Infelizmente, duvido que o estúdio faça isso então, se você gostou muito do filme, assista. Se não gostou, passe longe.

            Leia amanhã aqui no DELFOS a resenha do filme Van Helsing – O Caçador de Monstros.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:14 AM
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   Notícias – Música – Rhapsody divulga nome de seu novo trabalho

Há algumas semanas postamos aqui uma notícia sobre a participação especial do veterano ator Christopher Lee no novo trabalho de estúdio dos italianos do Rhapsody (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-04-16_2004-04-30.html).

Hoje, a banda divulgou o nome do novo CD que deve sair em Setembro pela gravadora Magic Circle Music/SPV, ele se chamará Symphony Of Enchanted Lands Part 2 – The Dark Secret.

Parece que criatividade não é mesmo o forte do Rhapsody. Lembremos que seu segundo álbum se chama Symphony Of  Enchanted Lands e que o EP lançado no início desse mês já se chamava The Dark Secret.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:50 AM
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   Notícias – Música – Black Sabbath com a formação original tocará no Ozzfest!

Após muita especulação por parte da imprensa, foi anunciado oficialmente por Sharon Osbourne no dia 18/05 que os veteranos do Black Sabbath estariam de volta aos palcos para uma apresentação no Ozzfest deste ano.

A formação do Sabbath contaria com Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e... Mike Bordin, ex-Faith No More e baterista da banda solo de Ozzy.

Chateado com a história, o baterista original Bill Ward deixou uma mensagem em seu site oficial lamentando o episódio e dizendo que gostaria de voltar aos palcos com seus amigos do Sabbath mas que Sharon não fez uma proposta interessante para ele e foi obrigado a recusar, mas em nenhum momento disse que não seria flexível em relação a isso.

Um dia depois, Bill Ward repensou sua opinião e mandou uma mensagem para Sharon dizendo que aceitava as condições para se juntar ao Sabbath e pronto. Em uma falta de respeito extrema com o pobre Mike Bordin, teremos o Black Sabbath original no evento que começa no dia 10 de julho. Vale lembrar que a outra banda principal do Ozzfest será nada menos que o Judas Priest com a volta de Rob Halford. Este deve ser o primeiro Ozzfest interessante para os fãs do bom Rock. E fica a pergunta: Sabbath e Judas no Brasil vão rolar quando?

             Associe sua marca à cultura. Se você quiser patrocinar os pobres colunistas do DELFOS para cobrir o evento, favor nos enviar um e-mail para caracoless@ig.com.br o mais rápido possível.

 Escrito por Bruno Sanchez às 4:07 PM
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   Música – Entrevista exclusiva: Márcio Sanches (realizada no dia 12 de maio de 2004) - Parte I

            Quando entrevistei o Queen Cover no 8º Queencontro, o guitarrista Márcio disse para marcarmos um outro dia para conversarmos mais. Depois de publicar a entrevista, liguei para ele e marcamos de nos encontrar na casa onde ele dá aulas de guitarra e batemos um longo papo. Confira a seguir os melhores momentos:

Márcio fazendo cara de bom menino. Foto: Carlos Eduardo Corrales

Como você conheceu o Eddie (Star, Vocalista do Queen Cover)?

A gente tava ensaiando em um estúdio que chama Cobra, deve fazer uns 15 anos já. Aí ele tava ensaiando no estúdio A e nós no estúdio B. A gente tocava uma música do Queen e aí ele e o baixista invadiram o estúdio perguntando se podiam assistir. Aí depois ele colocou um anúncio no Primeiramão: “Procura-se guitarrista para tocar estilo Queen pesado”. Aí eu liguei para ele, mas acabei não conseguindo nada. Aí quando eu entrei no Queen Cover foi assim: eu e um amigo fomos na Galeria do Rock, foi a primeira vez que fui lá, aí tinha o Museu do Disco, um pouco antes da galeria. Aí tinha um cartaz enorme: “Procura-se guitarrista e baterista para formar banda Queen Cover” e eu nem prestei atenção. Meu amigo que pegou o telefone e me deu depois, quando chegamos em casa. Aí eu fui fazer teste e era o Eddie. E não dá pra esquecer o cara, né?

Ele já era Eddie Star naquela época?

Acho que ele nasceu Eddie Star (risos).

Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:59 AM
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   Música – Entrevista exclusiva: Márcio Sanches (realizada no dia 12 de maio de 2004) - Parte II

Agora uma pergunta egoísta: eu ainda vou ouvir o Queen Cover tocando Innuendo, Princes Of The Universe e One Vision inteiras?

Então, One Vision a gente toca ela direto em show. A Princes a gente já tocou no Medley, porque é complicado tocar ela. É que nem a Innuendo, vai dar um trabalhão e vai ter gente que não vai curtir. O Queen tocou a Innuendo com o Robert Plant no Tributo ao Freddie Mercury, mas isso nem está no DVD. Agora esse gosto que você tem, eu também tenho. É exatamente isso que eu gosto. A gente já tirou músicas muito difíceis, mas aí em um show para mil pessoas, você agrada duas. Não dá para fazer isso. Como eu falei da outra vez, eu topo. Eu sei que tem gente que gostaria de ver, você não queria? Então, até passa pela nossa cabeça fazer Innuendo, mas... É muito complicado. Aí se a gente simplifica a música o pessoal fala: “Olha lá, não conseguiu fazer”. É uma faca de dois... legumes. (risos)

E a Princes Of The Universe?

Vai rolar, vamos tentar fazer um dia. Mas a gente não pode ser egoísta e escolher só as músicas que a gente quer tocar. Eu coloquei Princes para tocar quando eu entrei no Queen Cover, mas até hoje só tocamos um pedacinho no Medley, porque tem muitas outras que o público prefere, como Play The Game e Mustafa, que todo mundo pede. Que nem a Innuendo lá no Queencontro, não deu para a gente tocar inteira, mas ela foi para você. Para você e para a sua mina.

Acho que ela nem conhecia para falar a verdade. (risos)

Ah, mas ela curtiu, né? Ela é meio Metal Melódico, né?

Eu converti ela. (risos) Fala um pouquinho da banda Deusa.

Um segredo, eu nunca estudei guitarra, nunca fiz aula, eu comecei já compondo mesmo. Mesmo desafinada, eu já ficava brincando. Eu nunca vou esquecer a primeira letra que eu fiz: “Sempre a mesma droga de vida” olha que absurdo. Eu cheguei até a tirar um monte de música do Iron Maiden de ouvido e daí eu comecei a fazer aula de guitarra. Meu professor era do Firebox, o Luís Mariutti (baixista do Shaman) era da banda dele até ele ser fisgado para entrar no Angra. O Eddie também compõe muito bem. Ele faz ótimas músicas em português. Aí a Deusa surgiu em 95, gravamos uma demo no estúdio Anonimato. E a demo tem quatro músicas.

Você tem aí essa demo?

Então, eu estou montando tudo para te passar. Para você poder ouvir com calma, porque eu quero te dar, não quero te emprestar. Vou fazer uma cópia e vou te dar. O estilo é leve e pesado. Tipo, a Innuendo é um ótimo exemplo disso. A gente tem outras músicas que a gente não gravou.

E por que o nome Deusa?

Foi o Eddie que bolou. É uma brincadeira com o Queen. Deusa lembra Queen. Mas todo mundo tirava sarro.

E a Deusa já era?

A Deusa nunca foi uma banda. Era o Eddie na voz e eu tocando todos os instrumentos. Nunca teve nem ensaio. A gente só gravava. Eu fiquei chateado porque investi muito na banda. E foi frustrante. Para você ter uma idéia, no dia que íamos gravar, o Eddie disse que ia sair. Imagina o balde de água fria.

Mas vocês chegaram a ficar sem se falar por causa disso?

Não, nunca. Eu só fiquei triste porque era um trabalho muito bom. E no Brasil nunca teve uma banda igual à Deusa. Então da minha parte, ainda estou aberto para fazer. Mas agora tenho outros compromissos, sou casado e tal. E eu não sou rico, uma vez em uma entrevista para a MTV, o cara perguntou se eu era rico. Eu te mostro o holerite dos shows. Teve show que ganhei 19 reais. No show que vocês foram, se eu tirar as despesas pessoais, eu ganhei 40 reais. Eu tive até que pagar a comida aquele dia.

É, eu também tive.

Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:57 AM
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   Música – Entrevista exclusiva: Márcio Sanches (realizada no dia 12 de maio de 2004) - Parte III

Quais são seus planos para o futuro?

O futuro mais próximo é essa galera que tá aí embaixo. O Fabrício (Ravelli, baterista do Harppia – que o DELFOS vai entrevistar domingo), o Nuno (Monteiro, vocalista do Wombat) e mais um baixista que estamos cogitando. Falei com ele ontem, mas ele já toca em uma banda famosa.

Que banda?

Sepultura. (risos) Então a gente está tentando ver o que vai acontecer aí. E amanhã o Andreas (Kisser, guitarrista do Sepultura) me chamou para tocar com ele. E essa banda aí acho que vai dar o que falar, viu? Eu vou entrar de corpo e alma nisso.

É Metal?

Não sabemos. A idéia é livre, mas vai ser pesado. Eu nunca tive a expectativa de fazer uma banda de Metal pesado, mas é uma banda pesada. A gente quer tentar fazer uma coisa diferente, vai ser difícil.

Há quanto tempo você dá aulas?

Comecei em 89. Para saber se eu conseguia dar aula, eu dei aulas por um ano de graça. Todo mundo que chegava eu pegava, para saber se eu tinha jeito. Uma coisa legal, depois que a música entrou na minha vida, eu não consegui mais tirar. Aí quando eu vi que o pessoal aprendia, comecei a cobrar.

Então hoje você tem mais de mil alunos? (risos)

Isso foi brincadeira do Eddie, mas eu já tive mais de mil. Aqui já passou gente de várias bandas. E não é só aluno de Metal, tem gente de Pop também. E eu falei do DELFOS para todo mundo. É mó propaganda aqui, meu.

Quais são suas influências na guitarra?

 Sem brincadeira, comecei a tocar por causa do Brian May mesmo. Eu lembro de ter visto o clipe da We Will Rock You e eu nem sabia a diferença entre guitarra e baixo, mas eu gostava daquele barulho. Eu sempre gostei do som agudo da guitarra. Outros músicos que eu gosto é o Ritchie Blackmore (Deep Purple, Rainbow, Blackmore’s Night), Malmsteen, Nuno Bettencourt, Van Halen, Steve Vai, Joe Satriani, conheci o Satriani. Gente finíssima. Eu gosto de todos que tocam com alma. George Harrison também.

E de bandas? De quem você gosta além de Queen?

A primeira que eu gostei foi Queen. Aí eu vi um amigo tocando Eruption e já comecei a gostar de Van Halen também. Tive uma fase Hard Rock, Ratt, Mötley Crüe, W.A.S.P., Dokken. Metal gosto bastante. Os primeiros do Helloween, Judas (Priest), Manowar, eu adoro as músicas lentas de Metal, elas são lindas, cara.

São as melhores baladas, mesmo.

Balada de Metal é meu sonho. Gosto muito de Kiss, gosto da Goin’ Blind. Também gosto bastante de Björk.

Quem você acha o pior guitarrista?

Não existe o pior guitarrista.

É que você não me viu tocando. (risos)

Mas não tem mesmo. Pô, posso falar do Digão dos Raimundos, mas dentro do mundo dele, ele tá ótimo. O cara dos Ramones, o Kurt Cobain (Nirvana), mas eles criaram o estilo deles.

Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:56 AM
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   Música – Entrevista exclusiva: Márcio Sanches (realizada no dia 12 de maio de 2004) - Parte IV

Quais as bandas de Heavy Metal que você mais gosta?

Eu gosto muito do início do Heavy Metal, gosto de quando virou Thrash, pedal duplo. A Fast As A Shark do Accept é maravilhosa, foi uma das primeiras músicas com pedal duplo. Gosto muito de Rainbow, onde o Blackmore já criou músicas como Spotlight Kid e outras bem pesadas.

Você gosta mais do Rainbow ou do Deep Purple?

Ah, eu gosto mais do Rainbow, cara.

Eu também.

Mas é uma briga feia. O Rainbow é mais viagem. Mas Child In Time (Deep Purple) é um hino. Esses caras não têm músicas ruins. Eles faziam música mesmo. Iron Maiden também. Meus discos prediletos são sempre os primeiros das bandas. Adoro o primeiro do Rainbow, o do Iron Maiden. Charlotte The Harlot, cara. Se eu falo para um cara: “ei, toca Charlotte The Harlot do Maiden” o cara fala: “que é isso?” Ninguém conhece.

Mas essa música é um clássico.

É nada. Os caras não lembram nem de Prowler.

Que absurdo.

É, mas vai ver a molecadinha que só conhece do Fear Of The Dark para a frente. Não sabem nada. É uma pena isso.

A galera que estava presente na escola do Márcio. Foto: Carlos Eduardo Corrales

Você tem influências de música clássica?

O início de tudo foi música clássica. Quando eu era pequenininho, minha mãe colocava os discos para ficar tocando quando a gente ia dormir. Tocava Beethoven, Bach. Minha mãe colocava um do ABBA também.

ABBA é legal.

Também gosto.

Já ouviu um tributo Metal para o ABBA?

Não, mas eu queria ouvir. Mas então, eu nem conseguia dormir, porque ficava ouvindo as músicas que estavam tocando. Não dava sono. Foi ali que eu descobri que eu gostava de música.

Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:54 AM
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   Música – Entrevista exclusiva: Márcio Sanches (realizada no dia 12 de maio de 2004) - Parte V

Um desafio agora, porque você fala bastante. Vou te falar o nome de algumas bandas e você, só em uma frase, comenta sua opinião sobre elas.

Legal, Marília Gabriela.

Queen

Significa tudo para mim.

Helloween

Muita energia.

Blind Guardian

A primeira banda a fazer Metal Épico. Um som super agradável. Um Metal diferente, porém continua sendo Metal.

Iron Maiden

Os pais do Thrash/Heavy Metal. Não tem como, todo mundo gosta deles. Até o Dream Theater já ouviu muito. E uma coisa que ninguém percebe, Iron Maiden sempre foi a banda mais pop de todas, mesmo não tocando na mídia.

É que eles tiveram um marketing muito bem feito. E tem gente que não percebe.

Ali tem um marketing nervoso.

Rush

Nossa, adoro. (Nota: Nesse momento, toca o telefone e paramos a entrevista, quando continuamos, o Fabrício Ravelli e o Nuno Monteiro se juntam a nós) (para Fabrício) É jogo rápido. Uma pergunta e você tem que falar a resposta. Cor dos olhos, azul.

Fabrício (brincando): Homens, adoro. (muitos risos)

Márcio: Tá gravando, hein? (mais risos)

Rush

A primeira e talvez a única banda muito técnica que eu adoro.

Black Sabbath

Nossa, demais, cara. O Volume 4 é um dos que mais gosto. Cornucopia é minha música predileta.

Metallica

Acredite se quiser, quando meu professor de guitarra me mostrou Metallica, minha música predileta foi o solo de baixo, Anesthesia. Minha música predileta é Motorbreath.

Savatage

Mais uma banda, igual a tantas outras, mas é uma tremenda banda, com ótimos vocais. Gutter Ballet é uma ótima música.

Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:52 AM
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   Música – Entrevista exclusiva: Márcio Sanches (realizada no dia 12 de maio de 2004) - Parte VI

Faz uma retrospectiva da sua carreira, rapidinho antes que acabe a pilha da câmera. (risos)

Agora que eu estou com uma condição estável graças às aulas, vou me concentrar na minha carreira. E mesmo estando um pouquinho velho, acho que estou no ponto. Não podia largar tudo e perder os dois lados. No comecinho, eu tinha mais esperança. Tive uma banda que chamava Clímax, nome de geladeira. Depois mudou para Albatroz, mas ali mesmo já percebi coisas que não gostava. Era tipo Deep Purple, Led Zeppelin.

O que você não gostava?

Nunca gostei de drogas. Também não achava legal caras que ficavam indo atrás de muita mulher. Acho que tem que saber dividir as coisas. E no meio musical, isso é muito evidente. Qualquer escândalo tem muito mais fama do que uma música legal da banda.

E o Stratovarius está aí para provar.

Exatamente. E se o Timo Tolkki for pagar por todas as músicas que ele copiou, ele está ferrado.

Você acha que ele copiou muita coisa?

Ô. Diz a lenda que ele tem vários processos.

Bom, ele copiou uma do Roberto Carlos.

Nossa, só falta.

É verdade, ele copiou mesmo. Ele não assumiu que copiou, mas A Million Lightyears Away é igualzinha à Amigo.

Que absurdo.

Bom, para terminar, deixe um recado para o seleto público do DELFOS, todas as cinco pessoas. (risos)

Então, vocês são gente boa pra caramba. Principalmente você. Pena eu não conhecer o Brunão ainda, né? E boa sorte. Não desiste e manda brasa, cara. Internet pelo jeito vai ser o meio de comunicação mais ativo possível. No futuro acho que não vai mais existir televisão, o pessoal vai ter um computador em casa que faz tudo. Aí você podendo ter esse ambiente, você está num jornal interativo. Você tá no caminho. Não desiste, vocês tão num lugar ótimo.

 

Para falar com o Márcio, mande um e-mail para ms.marcio@uol.com.br.

Perguntas formuladas por Carlos Eduardo Corrales e Bruno Sanchez. Entrevista conduzida e digitada por Carlos Eduardo Corrales.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:50 AM
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   Notícias – Música – DELFOS entrevista a lenda do Metal nacional: Harppia

            No domingo dia 23, o DELFOS vai entrevistar com exclusividade a banda Harppia, uma das grandes pioneiras do Heavy Metal nacional (começaram em 1982). Se você tem alguma curiosidade, dúvida ou qualquer pergunta sobre a banda, não perca a oportunidade e mande sua pergunta pra gente pelo e-mail caracoless@ig.com.br e prepare-se, pois esta entrevista promete!



 Escrito por Bruno Sanchez às 3:50 PM
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   Cinema – Madrugada dos Mortos (Dawn Of The Dead – EUA – 2004)

MIOLOS!

            Na natureza nada se cria, tudo se copia. Já no cinema, alguns criam, outros copiam e outros copiam o copião. Explico: no fim da década de 60, mais precisamente em 1968, o cineasta George Romero tornou moda o tema dos “mortos-vivos que comem miolos” com o clássico A Noite Dos Mortos Vivos, filme independente que se tornou uma verdadeira coqueluche e iniciou uma avalanche de filmes com o tema.

            Como tudo que faz muito sucesso, a continuação era inevitável. Antes tarde do que nunca, George filmou o mais clássico ainda, O Despertar dos Mortos, que mostrava uma galerinha presa em um Shopping Center rodeado de zumbis salivando por miolos. Uma outra continuação chamada O Dia dos Mortos também foi feita, mas esta é irrelevante para onde eu quero chegar. Vale lembrar que os zumbis de Romero sempre foram lentos, mal conseguindo se locomover sem perder os membros.

            Principalmente nos anos 80, vimos muitas vezes mortos-vivos serem as grandes estrelas de filmes (alguém se lembra de Reanimator?), mas a moda (como toda moda) acabou se esvaindo.

            Até que, 25 anos depois de O Despertar dos Mortos, um outro filme independente fez a moda ressurgir como uma fênix. Este filme era Extermínio que, embora tenha uma péssima qualidade de imagem (e, segundo o diretor, parece que a imagem ruim foi intencional, vai entender esse povo) e terríveis atuações, consegue prender o expectador na cadeira e dar muitos sustos devido, principalmente, à ótima condução da estória. A principal (ou melhor, a única) inovação deste filme em relação às incursões anteriores de George “morto-vivo” Romero é que os zumbis mudaram da água para o vinho, passando de lesmas preguiçosas para verdadeiros atletas olímpicos.

            E agora cheguei onde queria. Madrugada dos Mortos é uma refilmagem de O Despertar dos Mortos (Dawn Of The Dead, o nome em inglês, é o mesmo nas duas fitas), misturando o original com a única criação do copião Extermínio. Ou seja, vemos aqui uma galerinha presa em um Shopping Center rodeado de zumbis salivando por miolos, com a diferença de que os monstrengos agora sabem correr, e muito bem por sinal. Em uma das primeiras cenas, vemos um morto perseguindo um carro e, pasme, ele quase alcança o veículo. Imagine só, como se não bastasse termos que desviar dos motoqueiros que acham que nossos espelhos retrovisores são pinos de boliche e de fugir de trombadinhas em dois de cada três faróis vermelhos, ainda tivéssemos que fugir de mortos-vivos. E imagine se esses mortos-vivos comprassem motos ou virassem trombadinhas, como seria. É nessas horas que eu agradeço pela frase “esta é uma obra de ficção” exibida no final dos filmes.

            Mas voltando ao Madrugada dos Mortos, não há muito a se contar de sua estória. Até porque ela mesma não se conta. É basicamente o povo preso no Shopping pensando em como escapar. Em nenhum momento sabemos o que está acontecendo e, sinceramente, nem precisa.

            O principal pecado do filme é o excesso de personagens. Talvez tenham optado por isso para terem muita gente para matar, mas é tanta gente presa no Shopping (e convenhamos, norte-americanos são todos iguais) que dificilmente lembramos de quem é quem. É comum pensarmos coisas como “Ué, ele não morreu?” ou “Steve? Quem é Steve?” além de que, com tanta gente, não temos como nos importar com os personagens. Cada um que morre é simplesmente mais um, já que poucos são realmente desenvolvidos e esses, obviamente, não morrem (não tão cedo pelo menos).

            Madrugada dos Mortos é aquele tipo de “filme claustrofobia”. Talvez o único tipo de filme onde a condução é mais importante do que a estória em si. Não é nenhuma obra-prima, mas é divertido e muito bom naquilo que se propõe. Minha única decepção ficou com o fato de a palavra “Miolos” não ter sido usado nenhuma vez no filme inteiro. Sacrilégio!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:51 PM
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   Cinema – Tróia (Troy – EUA – 2004) Parte I

Você gosta de filmes épicos? (Nota do Carlos: Sim!) Mitos da Grécia antiga e seus personagens clássicos? (Nota do Carlos: Sim!) Então Tróia foi um filme feito para você. (Nota do Carlos: IUPI! )

Há muitos anos eu não via um bom filme épico e posso dizer que me surpreendi positivamente com o resultado apresentado aqui. É óbvio que o filme também tem os seus defeitos, mas no geral temos um trabalho bem competente e muito superior ao Gladiador, por exemplo.

A estória é a adaptação para as telas da obra Ilíada de Homero, escrita há quase 3000 anos atrás. No original, temos a narração (em quase 16 mil versos) dos últimos 10 anos da guerra de Tróia originada pelo amor entre Helena, esposa de Menelau (rei de Esparta) e Páris (príncipe de Tróia). Enlouquecido pela fuga de sua esposa com o troiano, Menelau pede ajuda ao irmão, o ambicioso, porém digno, rei de Micenas, Agamenon, para atacar Tróia e capturar Helena de volta.

Na verdade, tudo o que Agamenon queria era uma ótima desculpa para acabar com a incômoda soberania troiana no leste grego e este, então, reúne milhares de soldados de todo o território para atacar os inimigos. Entre os soldados gregos e troianos temos os personagens clássicos como Aquiles, Ajax, Ulisses e Heitor.

Na adaptação para as telonas, algumas adaptações foram necessárias para tornar o filme mais condizente e plausível, sem perder o ritmo da narrativa. Primeiramente, a duração da guerra foi reduzida para apenas algumas semanas. O que pode parecer um ultraje para muitos, acaba sendo uma decisão acertada de Petersen, pois se comprimir uma guerra de semanas à 2 horas e meia de filme já é uma tarefa árdua, imagine comprimir mais de 10 anos de batalhas. E acredite, essa mudança que pode soar tão drástica, não danificou a trama principal.

Em segundo lugar, o lado “mitológico” da Ilíada foi praticamente abandonado para que a guerra pudesse ser vista da forma mais realista possível. Portanto nada de Vênus intervindo nos acontecimentos ou Apolo protegendo os Troianos. Nem mesmo Aquiles é mostrado como um semideus e seu potencial absurdo nas batalhas, na verdade, é um resultado de muito treino e dedicação. O personagem é mostrado como alguém que almeja o reconhecimento e a glória acima de qualquer coisa. Ele nasceu para ser um soldado diferenciado e a guerra é a única maneira possível para que ele alcance seus objetivos.

A grande questão é: quem estava com a razão? Os espartanos por se sentirem traídos por Helena ou os troianos que estavam defendendo seu território da ganância de Agamenon?

Essa oscilação de preferência dos espectadores (hora pelos troianos, hora pelos espartanos) é uma das grandes qualidades do filme, afinal, todos os principais envolvidos na guerra tinham suas próprias razões para estarem ali. Seja por vingança, ambição, amor ou ódio, o filme oferece uma gama tão diversificada de personagens, a maioria explorada muito bem psicologicamente, que você pode optar por quem vai torcer e quem vai odiar. Mas prepare-se, pois assim como qualquer ser humano, todos os personagens têm seus defeitos também. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:18 AM
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   Cinema – Tróia (Troy – EUA – 2004) Parte II

            Infelizmente, dois dos principais envolvidos na guerra acabam sendo extremamente caricatos e não conseguem atingir os telespectadores pelos seus ideais na versão transportada para o cinema: Páris, em uma atuação morna do elfo Orlando Bloom, é mostrado sempre como um covarde e seu amor por Helena honestamente não parece forte o suficiente para se começar uma guerra entre os dois reinos mais poderosos da antiguidade.

Depois temos um Agamenon (Brian Cox) ambicioso demais, sedento da vitória a qualquer preço e totalmente diferente do homem justo idealizado originalmente por Homero.

Outra que não se destaca é Helena, vivida por uma sonolenta Diane Kruger, e que não consegue despertar emoção alguma do público. Para ser honesto nem a sua beleza chama tanto assim a atenção. Vamos lembrar que a Helena original era considerada a mulher mais bela do mundo em sua época e esta beleza foi uma das causadoras da guerra.

Infelizmente o resultado destas atuações é que o romance entre Páris e Helena, que teoricamente seria o argumento principal, acaba jogado para segundo plano dando destaque à rivalidade entre Aquiles e Heitor, estes sim com interpretações dignas do Oscar por Brad Pitt e Eric Bana respectivamente.

Um  ator que também chama a atenção é o veterano Peter O´Toole totalmente à vontade como o Rei Príamo, uma pessoa dividida entre a confiança em seus Deuses para a batalha ou a prudência de devolver Helena para os espartanos e, desta forma, evitar um banho de sangue desnecessário.

As cenas de batalha são maravilhosas, mas sofrem de um mal já visto também no Senhor dos Anéis: a câmera frenética procurando a ação do campo de batalha e esquecendo dos pobres espectadores na cadeira do cinema totalmente perdidos em cena, sem saber para onde olhar. O problema só é solucionado quando a câmera foca nos avanços dos personagens principais e, acredite, ver a técnica e os golpes certeiros de Aquiles e a inteligência de Heitor valem cada centavo pago no ingresso do filme.

As famosas cenas do cavalo de Tróia e do calcanhar de Aquiles também são registradas de uma forma incrível e realista sendo mais um ponto positivo.

A trilha sonora de James Horner não é nada demais e lembra muito os cantos femininos de O Senhor dos Anéis. Infelizmente um filme como Tróia merecia uma trilha mais competente.

Apesar de alguns problemas na trama principal devido às fracas atuações de alguns atores e nas visões de Wolfgang Petersen, Tróia é um filme acima da média como há muito não se via e que conta uma estória clássica da humanidade. Assista que você não vai se arrepender.



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:15 AM
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   Novidades Delfos – Textos do DELFOS podem ser conferidos no Whiplash!

O nosso trabalho continua percorrendo a Internet. Agora algumas nossas resenhas de shows também têm espaço garantido no Whiplash!, o maior site de rock do Brasil. Na verdade, eu (Bruno) já sou um colaborador deles há um ano e o Carlos se tornou um membro da equipe principal há algum tempo.

É o DELFOS mais uma vez quebrando barreiras e trazendo um jornalismo parcial (porque nunca ficamos em cima do muro), de qualidade.

A primeira resenha, fruto desta parceria, é a do show do Dr. Sin, escrita por mim e já publicada aqui em 11/05. A resenha também pode ser acessada pela página principal do Whiplash! (http://whiplash.net) ou diretamente pelo link:

 http://whiplash.net/reviewsshowslist.mv?registro=290



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:07 AM
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   CD - A Tribute To The Creatures Of The Night (Tributo ao Kiss – Nuclear Blast – 2003) - Parte I

A capa.

            Nos idos de 1999, no auge da moda dos tributos, a gravadora alemã Nuclear Blast lançou discretamente um disquinho com o singelo e nada criativo título de A Tribute To Accept. Este disco que trazia, obviamente, covers do fantástico Accept deu muito certo.        As bandas que participavam são bandas que até hoje fazem qualquer headbanger salivar. Entre elas estavam nomes como Primal Fear, Hammerfall, Sinner, Dimmu Borgir, Grave Digger, Metalium e Therion, entre outras bandas igualmente populares. As versões (em grande parte inéditas) faziam jus às qualidades das bandas que as tocavam, tornando o sucesso do álbum inevitável e gerando uma verdadeira série de tributos da gravadora.

            E a séria deu à luz outros tributos fantásticos para bandas que as mereciam. Saiu um tributo ao Scorpions, ao Iron Maiden e até ao ABBA (que um dia será resenhado aqui no DELFOS já que é, na minha opinião, o melhor tributo já lançado), todos com ótimas bandas fazendo versões empolgantes de clássicos da música.

            A série começou a dar sinais de cansaço quando foi lançado o segundo volume do tributo ao Accept e os discos começaram a ser uma coletânea de músicas já lançadas previamente e com qualidade muito inferior. Os encartes refletiam isso, já que não mais traziam comentários das bandas participantes, falando sobre a influência que o conjunto homenageado teve sobre sua música. Com essa qualidade inferior foram lançados tributos ao Metallica (eu já falei que odeio Metallica?), ao Judas Priest, um segundo volume para o Iron Maiden e este para o Kiss cuja resenha você está lendo (embora até agora não pareça ).

            E aí eu pergunto? Por que essa diminuição de qualidade?  Por que pegar músicas que foram lançadas antes como lados B de singles ou faixas bônus – que, não é segredo para ninguém, costumam apresentar uma qualidade bem inferior ao trabalho de qualquer banda – e simplesmente uni-los em um álbum? Todos sabem que tributos são nada mais do que caça-níqueis, mas essa série da Nuclear Blast costumava apresentar um “algo mais” e realmente parecia que o tributo tinha sido feito com o esmero e a qualidade que qualquer consumidor de música merece receber pelo seu dinheiro. Pois é, “costumava apresentar”, infelizmente. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:47 PM
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   CD - A Tribute To The Creatures Of The Night (Tributo ao Kiss – Nuclear Blast – 2003) - Parte II

            Enquanto o tributo ao Scorpions se gabava de que 16 de suas 19 músicas eram inéditas, esta homenagem ao Kiss avisa timidamente que apenas 2 de suas 14 músicas nunca foram lançadas antes. E não só a maior parte de suas músicas já é conhecida do headbanger mais antenado como algumas delas já foram lançadas há mais de 10 anos.

            O nível do disco é tão irregular que em meio a versões fabulosas como a versão do Hammerfall para Detroit Rock City e a do Helloween para a ótima I Stole Your Love, encontramos versões constrangedoras como Hipocrisy e a sua Strange Ways e Bathory com Black Diamond.

            Outros destaques são Pretty Maids com Hard Luck Woman, Maryslim (alguém já ouviu falar dessa banda?) com Comin’ Home e Skid Row com C’Mon And Love Me. Infelizmente a maior parte das bandas presentes estão na turma do “É... mais ou menos” como o Six Feet Under (com War Machine), Doro (com Only You) e Iced Earth (com Creatures Of The Night).

            Decepcionante é a melhor palavra para definir este CD. O Kiss é uma banda com muitas músicas legais e que influenciou muitas bandas de indiscutível qualidade. Realmente mereciam um tributo melhor. Quanto aos fãs, fiquem com os primeiros exemplares da série de tributos da Nuclear Blast, as ótimas homenagens ao Accept, ao ABBA e ao Scorpions. Esses são os únicos que valem o investimento.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:45 PM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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