Delfos - Jornalismo Parcial
   Especial Shrek – Game – Shrek 2 (Activision – 2004)

            Comprou o DVD Shrek 3D? Assistiu Shrek 2? Então sua próxima incursão para ajudar o ogro em sua aventura é jogar este game, recém-lançado no Brasil para PCs. Agora se vale a pena ou não, já é outra história...

            Shrek 2 é um daqueles casos bizarros onde mesmo sem nunca ter havido o primeiro jogo, ele leva o “2” no título para atrair o povão que acabou de sair do cinema do shopping e decidiu dar uma olhada na loja de jogos para ver o que encontrava. Isso também aconteceu com X-Men 2, caso ainda mais bisonho, pois não só o primeiro filme não ganhou jogo, como o game de X-Men 2 nada tem a ver com o filme, sendo uma aventura solo do Wolverine (leia nossa resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-03-01_2004-03-15.html).

            Infelizmente, assim como no game dos mutantes, Shrek 2 também fica devendo à sua contraparte cinematográfica. E muito. O jogo segue a mesma linha dos jogos mais recentes do Mario (mascote da Nintendo), sem a mesma complexidade. Ou seja, seu personagem vai pulando de plataforma em plataforma, matando inimigos após inimigos até chegar no final da fase e pronto.

            Você vai controlar Shrek (e sua versão bonitona), Burro (e sua versão bonitona) e o Gato de Botas (que já se acha bonitão naturalmente), além de uma fase onde você controla o Homem-biscoito gigante. Mas não se anime. Os gráficos deixam muito a desejar. Os gráficos de Shrek 2 seriam ruins mesmo que o jogo tivesse sido lançado na época do primeiro filme. Isso, no entanto, até tem uma vantagem: até em um computador de pobre como o meu, o jogo roda com qualidade total (que não é muita).

                        Verdade seja dita, um ponto positivo no jogo é que ele é engraçado pra caramba. Na verdade, dá vontade de jogar só para ver o resto das piadas. A dublagem também é espetacular e, embora não sejam os mesmos atores do filme que as fizeram, eu fui muito bem enganado, já que só fui descobrir que outras pessoas fizeram as vozes quando acabei o jogo.

            O sistema de saves seguem o estilo checkpoint, ou seja, sem quicksaves, mas isso não chega a irritar, já que o jogo é bem fácil. Não só fácil, ele é também curto. Para você ter uma idéia, eu (que não sou nenhum Bruno Sanchez que acaba qualquer jogo em 24 horas) terminei o jogo em apenas duas sessões. E isso porque eu interrompi a primeira sessão pois ainda não havia assistido o filme e fiquei com medo de perder a graça quando fosse assistí-lo (isso aconteceu comigo quando jogava Harry Potter e a Câmara Secreta). Isso acaba sendo até um ponto positivo, já que, como o jogo não é nenhuma maravilha, você acaba enjoando rapidinho. Isso se você agüentar jogar.

            O controle também é um lixo. Embora o jogo use basicamente dois botões (ataque e pulo), optaram por aquela velha forma de controle, que usa as teclas WASD do teclado em conjunto com o mouse e o jogo não aceita joysticks, nem gamepads. E pior, não dá para inverter o mouse para ficar da forma como quase todo mundo prefere, causando uma séria confusão e deixando o jogo quase irritante.

            Como você já deve ter percebido, jogue Shrek 2 apenas se gostou muito do filme ou estiver curioso. Provavelmente você não vai agüentar jogar mais de uma hora mesmo.

            O Especial Shrek termina aqui. Esperamos que você tenha gostado. Amanhã no DELFOS tem resenha do show SP Metal de sábado passado e na sexta a resenha do mais novo lançamento do Snoopy em terras brasileiras. Não perca.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:16 AM
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   Especial Shrek - Cinema – Shrek 2 (Idem – EUA – 2004) - Parte I

            Finalmente chega aos cinemas a segunda parte do filme que teve a honra de abocanhar o primeiro Oscar de animação da história. E conseguiu isso justamente tirando sarro da principal fonte de inspiração das animações.

            Em Shrek 2, como você já deve saber, vemos o nosso casal de ogros preferido indo conhecer os progenitores de Fiona que, desnecessário dizer, não ficam exatamente satisfeitos com a aparência do casal.

            Tudo que fez a primeira parte de Shrek entrar para a história já aparece logo nos primeiros minutos da continuação, que retratam a lua de mel dos pombinhos recém-casados. E dá-lhe tirações de sarro (homenagens?) a diversos elementos da cultura pop. Nada escapa. Desde o filme O Senhor dos Anéis ao jogo Street Fighter. E essa é inclusive uma das maiores diversões do filme: procurar por citações.

            Claro que, enquanto algumas são óbvias, como o beijo de ponta-cabeça homenageando o filme Homem-Aranha, outras (a maioria) exigem mais atenção, como as diversas caligrafias presentes no diário de Fiona (referência a O Iluminado). Para sacar todas as citações, você não só precisa de uma concentração sobre-humana (principalmente aos detalhes), mas também de um tremendo repertório de cultura pop. Era muito comum na sessão que assisti, apenas uma pessoa rir de determinada cena enquanto os outros se olhavam pensando: “Que cara chato!”. Arrisco dizer que, se você tiver uma cultura ilimitada (o que é meio impossível, mas beleza), você não vai parar de rir, pois as referências vêm em dezenas por minuto.

            E enquanto esse é um dos principais aspectos positivos de Shrek 2, é também seu principal ponto fraco, pois ao concentrar suas piadas em referências a outras obras, o filme pode parece chato para alguém com menos repertório.

            Mas apesar disso, existem piadas mais tradicionais (embora sejam minoria), concentrando sua graça nos próprios personagens. Aliás, se a primeira parte já contava com um dos personagens mais divertidos da história dos desenhos (o Burro), aqui um novo personagem divertidíssimo se junta à turma: o temível e sedutor Gato de Botas.

            Essa dupla é uma das mais engraçadas que conheço, colocando no chinelo outras duplas clássicas como Timão e Pumba (de O Rei Leão). Aliás, o Burro, dublado na versão original por Eddie Murphy, continua como um grande destaque. Sempre achei Eddie Murphy um cara muito chato e talvez seja por isso que se deu tão bem com o bichinho de quatro patas, que tem na chatice seu principal charme. É incrível como um personagem tão chato pode ser ao mesmo tempo cativante e divertido. É impossível não gostar do Burro. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:36 AM
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   Especial Shrek - Cinema – Shrek 2 (Idem – EUA – 2004) - Parte II

            Outra inovação genial em Shrek 2 é a idéia dos roteiristas de colocarem dois clássicos personagens dos contos de fadas como vilões: a Fada Madrinha e o Príncipe Encantado que, na verdade, é um príncipe que se chama Encantado. Simplesmente hilário.

            Um dos meus maiores medos antes de assistir ao filme residia no fato de que boa parte da imprensa dizia que a imagem estava ainda melhor. Explico: uma coisa que me assusta em desenhos criados por computação gráfica é a possibilidade de eles ficarem reais demais. Considero o maior charme dos desenhos justamente a sua possibilidade lúdica, a sua “realidade própria” onde, por exemplo, o Patolino pode levar um tiro à queima roupa em seu rosto, perder seu bico e simplesmente reencaixá-lo sem que isso pareça a tremenda violência que na verdade é. Porém, se você tem o mesmo medo que eu, não precisa se preocupar. Shrek 2 está realmente muito melhor visualmente, sem abrir mão do visual cartunesco. Apenas está mais detalhado, com sombras melhores e maiores imperfeições nos personagens. Afinal, ninguém acredita em um personagem com a pele lisa e brilhante, concorda? Fica muito mais real com pintas, pelos, sujeiras e coisas do tipo e é apenas nisso que a Dreamworks melhorou sua parte gráfica, mantendo o design dos personagens usado no primeiro filme.

            Shrek 2 já se tornou, merecidamente, a animação mais lucrativa da história batendo o também fantástico Procurando Nemo. Se você quer desenhos bonitinhos e meigos, fique com os representantes da Disney. Se você quer apenas dar umas boas risadas, vá agora assistir Shrek 2. E não saia do cinema quando os créditos começarem a subir, ou você vai perder uma cena muito legal.

            E amanhã, encerrando o especial Shrek: Shrek 2, o jogo de PC.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:35 AM
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   Especial Shrek - Cinema – DVD – Shrek 3D (Idem – EUA – 2003)

            É uma tremenda sacanagem com o público fiel relançar as coisas. Aquele público que realmente gostou do filme (ou CD, ou qualquer outra coisa) e que fez questão de comprar assim que saiu o produto. Aí, alguns anos depois, em busca de uns trocados a mais e em uma tremenda atitude de desrespeito com os consumidores, relançam o produto com algumas coisas a mais e quem compra? As mesmas pessoas que compraram o produto original, que acabam ficando com dois produtos quase iguais em suas prateleiras, sem saber o que fazer com o anterior, que virou lixo. Aconteceu com X-Men (o primeiro filme), aconteceu com Homem-Aranha (também o primeiro filme, que acabou de ser relançado em uma versão com três DVDs), acontece de dois em dois anos com a discografia do Iron Maiden (e eles ainda tem a cara de pau de dizer que fazem isso para os fãs terem um produto melhor em troca do seu dinheiro) e aconteceu com Shrek, que acaba de receber uma versão em DVD duplo, cujo principal atrativo é o alvo desta resenha: um curta de 15 minutos em 3D com os personagens do filme original.

            O mais engraçado é que, apesar de atitudes como essa serem comuns no ramo do entretenimento, depois os estúdios e gravadoras (que têm a pachorra de lançar discos com uma faixa-bônus para o Japão, outra para a França, outra para a versão limitada em digipack e outra para o single) aparecem com carinha de choro (tipo a que o Gato de Botas faz em Shrek 2) falando que quem gosta de arte e apóia o artista não compra CDs/DVDs piratas nem baixar da Internet. Bom, não sei de tudo, admito, mas de uma coisa eu sei: respeito é uma via de duas mãos. E, para deixar claro, com esse texto NÃO estou incitando os Delfonautas a comprarem coisas piratas ou baixarem coisas da Internet. Estou, SIM, incitando gravadoras e estúdios a começarem a respeitar mais o seu público, que não é composto por idiotas (ei, e por acaso o ser humano consegue viver sem utopias?)

            Falei, falei e ainda nem entrei no assunto principal: o tal curta 3D que vem de brinde na nova edição do DVD de Shrek 1. Bom, posso já começar dizendo sem medo de errar: Shrek 3D traz os melhores efeitos 3D desde A Hora do Pesadelo 6: A Morte de Freddy, no início dos anos 90. Realmente os personagens parecem estar em 3D o tempo todo, deixando o filme bem divertido. As vozes, pelo menos na versão em inglês, são feitas novamente pelos mesmos atores do filme, mantendo a fidelidade dos personagens.

            A história, por outro lado, parece ter sido feita às pressas: logo depois do final do primeiro filme, Fiona é raptada por Thelonius e lá vão Shrek e Burro atrás dela, em uma perseguição que serve apenas para divertir o espectador com os efeitos. Aliás, toda a animação parece ter o único pretexto de empolgar com os efeitos 3D e não com a história.

            Mas vale a pena comprar para ter apenas esse episódio de 15 minutos? Depende do quanto você gosta dos personagens e do filme. Efeitos 3D são sempre divertidos e aqui eles funcionam muito bem. Se você quer mais Shrek, antes de assistir ao segundo filme, pode ir sem medo, pois a diversão é garantida. Não é aqueeeeeela diversão, mas tudo bem. Só tente não pensar que você está sendo feito de palhaço ao passar pela caixa registradora para comprar um produto que você já tem (e, se você conseguir, me avisa porque eu não consegui).

             Amanhã no Especial Shrek você confere a resenha do filme Shrek 2 e quarta, a resenha do jogo de PC baseado no filme. Até lá.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:47 PM
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   Quadrinhos – O Melhor da Disney: As Obras Completas de Carl Barks (Editora Abril – 2004)

Quem nunca leu e se deliciou com uma história em quadrinhos da Disney? Quem nunca se divertiu com as trapalhadas do Donald, Tio Patinhas, Mickey ou Pateta? (Nota do Carlos: Se você é alguém que nunca leu, pare de ler essa resenha agora e vá comprar uma! Que desaforo! Humpf!)

No Brasil a revista do Pato Donald começou a ser publicada em 1950, mas o personagem, está comemorando 70 anos de sua primeira aparição em um desenho animado do camundongo Mickey agora em 2004, e em comemoração a esta importante data, a Editora Abril preparou um presente mais do que especial para qualquer fã da Disney e dos quadrinhos que se preze. É a série O Melhor da Disney: As Obras Completas de Carl Barks.

Aí você, o nosso simpático, mas desavisado, leitor pergunta: mas quem diabos foi Carl Barks? Resumidamente, posso dizer que Carl Barks foi o mais importante e influente funcionário dos estúdios Disney, atrás apenas do próprio fundador Walt Disney.

Barks nasceu nos EUA em 1901, e já na década de 20, começou publicando tiras em quadrinhos nos jornais locais. Nos anos 30, seus trabalhos e a ótima técnica no pincel se destacaram, e ele foi contratado pelos estúdios Disney para trabalhar no desenvolvimento conceitual de personagens para os desenhos animados do Mickey & Cia.

Após mais de uma década, em 1943, Barks se cansou da vida nas telas e passa a se dedicar exclusivamente às histórias em quadrinhos do seu personagem favorito, o Pato Donald.

Além de ser um ótimo desenhista, Carl Barks também se destacou como um roteirista de primeira. Basta dizer que ele foi o responsável por desenvolver e consolidar o lado nervoso e atrapalhado de Donald, que hoje conhecemos e gostamos. Ele também foi o responsável pela invenção de Patópolis, a mais importante cidade do universo Disney, além da criação de seu mais célebre (e rico) morador: o Tio Patinhas.

Durante os 25 anos em que Barks escreveu e desenhou, praticamente, todas as revistas do Pato Donald nos EUA, ele colecionou os impressionantes números de 6 mil páginas e cerca de 500 histórias publicadas. É ou não é um motivo para se tirar o chapéu?

O escritor e desenhista tem um papel tão importante nas histórias em quadrinhos, que já foi recebido com honras de chefe de estado pelo governo de vários países, além ser uma das maiores influências declaradas de Steven Spielberg e George Lucas.

Infelizmente, Carl Barks nos deixou em Agosto de 2000, com quase 100 anos de dedicação aos patos mais importantes do mundo, mas a Editora Abril, em um ótimo trabalho de pesquisa e respeito, está publicando todas, isso mesmo, todas, as mais de 500 estórias escritas e desenhadas por Carl Barks.

É verdade que a grande maioria já foi publicada aqui no Brasil nesses mais de 50 anos de quadrinhos Disney em nosso país, mas nunca ouvi falar de iniciativa semelhante por aqui. Até porque, conseguir todos os originais com a matriz americana, reescrever as traduções das estórias (muitas das gírias usadas nas traduções originais não são mais usadas), tudo isso leva tempo e trabalho. Por isso, as publicações irão acontecer em 4 etapas (uma por ano até 2007), sendo que a primeira já está nas bancas e consta de 4 volumes (com 178 páginas cada) que abrangem os anos de 1954 a 1959 na carreira do autor.

Nestes primeiros 4 volumes, temos as estórias focadas no relacionamento entre Donald e seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luisinho (que já aparecem como escoteiros); além dos eternos momentos de rivalidade entre Donald e seu primo sortudo, Gastão. O Tio Patinhas também dá as bolas em algumas aventuras, e é interessante perceber a visão totalmente egoísta, e às vezes até mesmo maldosa o tio rico de Donald retratado por Carl Barks. Com o passar dos tempos, esse lado mais “malvado” do Tio Patinhas acabou atenuado e dando lugar a um pato pão-duro, mas com um bom coração. Aliás, falando em maldade, o próprio Donald se mostra bem intransigente com relação a seus sobrinhos, e em determinadas estórias, chegamos a ficar com dó dos pobres patinhos.

Outra invenção de Carl Barks, o Professor Pardal e seu inseparável Lampadinha, também dão as caras nas aventuras aqui presentes, sempre causando alguma confusão com suas máquinas, nem sempre, funcionais.

Cada volume tem um preço fixo de R$14,95. Para alguns pode até parecer um pouco caro, mas quando você reparar na qualidade do material disponível e do cuidado com que foi selecionado vai concordar comigo: gibis deste porte não têm preço. Para completar, cada edição traz um pouquinho da vida de Carl Barks e seu relacionamento com os estúdios Disney, além de uma introdução, antes de cada estória, contando alguma curiosidade ou informação sobre o que você estará lendo.

Essa coletânea é muito mais do que uma seleção das melhores histórias em quadrinhos Disney, é um verdadeiro tributo a uma das mentes mais importantes da nona arte. Simplesmente obrigatório.



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:57 AM
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   Notícias – Música – Novela do Stratovarius lança mais um capítulo de desrespeito aos fãs

Sim meus amigos, acreditem, em todo esse tempo da mega-novela do Stratovarius, estávamos sendo feitos de palhaços.

Depois de sobrancelhas raspadas, rostos cortados, cabala, muito bate-boca, uma caixa com fezes e até mesmo uma urinada. Estamos de volta com mais um capítulo da volta dos que não foram e tratam seus fãs como discípulos do Pateta (leia o último capítulo em http://delfos.zip.net/arch2004-05-01_2004-05-15.html)

A última informação foi divulgada pelo ex-quem-sabe-futuro-vocalista Timo Kotipelto, que em uma declaração oficial em sua página, disse que retomou o contato com o maluco do Metal, o guitarrista Timo Tolkki, e que ambos estão tentando chegar a um acordo. Isso tudo, obviamente, se Tolkki melhorar de seus problemas mentais.

Para complicar ainda mais a cabeça do nosso leitor que vem acompanhando a interminável novela, Kotipelto ainda disse que vai tocar um dia a mais do que o previsto (os shows agendados antes da separação estão sendo feitos pela formação antiga) com a banda no festival Gates of Metal no dia 31 de jullho para dar uma forcinha ao Stratovarius e aos seus ex-mas-quem-sabe-futuros-colegas.

Para o inteligente leitor do DELFOS, fica claro que tudo isso é uma enorme jogada de marketing para colocar o nome do Stratovarius novamente em evidência depois das baixas vendas do último CD da banda. Se tudo isso realmente se confirmar nos próximos meses, teremos provavelmente um dos piores capítulos de desrespeito com os fãs da história do Heavy Metal. Esperemos...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:30 AM
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   Cinema – Justiça (Brasil/Holanda – 2004) - Parte I

            Desconfie SEMPRE de filmes que baseiam seus materiais de divulgação em prêmios que receberam ou foram indicados. Pense comigo, caro Delfonauta, o que são prêmios? Prêmios nada mais são do que um reconhecimento concedido por um pequeno grupo de pessoas que se julgam tão mais importantes do que você e eu que podem simplesmente dizer o que é bom ou ruim baseado unicamente em conceitos subjetivos (o próprio gosto) ou objetivos (interesses pessoais, principalmente de ordem financeira).

            Justiça se encaixa exatamente nesse caso.  O folheto entregue para os jornalistas na cabine fala detalhadamente sobre todos os prêmios que recebeu e foi indicado.  Felizmente, ao contrário do que o folheto mostra, o filme tem muito mais a oferecer do que os prêmios que recebeu.

            Trata-se de um documentário que visa demonstrar como a justiça brasileira, mais especificamente a carioca, funciona (ou não, dependendo do seu ponto de vista). Através de uma linguagem diferente, sem entrevistas e coisas do gênero, tão comuns em documentários, Justiça retrata simplesmente o que acontece diante das câmeras. Até que ponto as pessoas são naturais sabendo que estão sendo filmadas é um mérito no qual não vou entrar aqui, mas que gostaria que você tivesse em mente quando (e se) for assistir ao filme. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:26 AM
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   Cinema – Justiça (Brasil/Holanda – 2004) - Parte II

            Na fita, acompanhamos principalmente, os casos do meu xará Carlos Eduardo, acusado de roubar carros, e de Alan Wagner, acusado de tráfico de drogas. Outros casos também são mostrados, mas com muito menos relevância. Chega a ser revoltante vermos a arrogância e indiferença com que os juizes tratam os réus – em uma cena onde o réu reclama que está recebendo apenas um sanduíche de mortadela por dia, a juíza dá de ombros e diz “O que você quer que eu faça?” – ou mesmo ficar sabendo de coisas que na verdade já sabíamos, mas para as quais preferimos fechar os olhos, como o suborno policial, chamado pelos réus de “acerto” e a agressão por parte dos oficiais da lei que chega a fazer um inocente confessar um crime para parar de sofrer (fato semelhante ao que acontecia na inquisição, onde pessoas eram torturadas até que admitissem serem hereges e então receber o doce alívio da morte. Será que evoluímos desde então, pergunto eu?).

            Ao mesmo tempo, é igualmente revoltante vermos um indivíduo claramente culpado (ele confessa para sua advogada de defesa no decorrer do filme) jurar de pés juntos perante a juíza de que é inocente sem nem ao menos ter argumentos para sustentar suas alegações. Também é um absurdo ver a resposta da advogada que, mesmo sabendo que seu cliente é culpado, vai tentar absolver o mesmo e colocar nossas vidas (na verdade a dos cariocas, mas se você acha que isso não acontece aqui, você é mais ingênuo do que eu) em risco novamente. E vai saber quanto tempo vai demorar até ele não ter dinheiro para subornar os policiais e ser novamente preso. Sinceramente, atitudes assim é o que faz com que boa parte dos habitantes do Brasil (quiçá do mundo) fique com um pé atrás quando se trata de advogados.

            Além dos prêmios, o material de divulgação também se gaba dizendo que Justiça é um filme isento de opiniões e manipulações, também comuns em documentários. Não é. Claro, ao contrário de Tiros em Columbine (o melhor documentário que já assisti) onde a manipulação é clara e está presente para todos que quiserem vê-la, aqui ela é mais escondida, porém não invisível. A escolha dos casos e mesmo a edição revelam a manipulação. Os depoimentos não são mostrados na íntegra e a ausência de algumas perguntas essenciais faz falta para o expectador pensante (estou assumindo que você é uma pessoa inteligente afinal, você não está em um site sobre a vida amorosa da Kelly Key) que está acompanhando o caso como se estivesse em um filme de ficção. E os mais incautos acreditam e são manipulados sem perceberem. É exatamente o contrário do DELFOS, onde você sabe que vai ser manipulado e é por isso mesmo que você entra.

            Um outro defeito do filme é a presença de algumas cenas que nada acrescentam, em detrimento de outras que seriam realmente importantes. Em outros veículos que falam sobre cinema, você vai ler algo do tipo: “Com essas cenas, a diretora Maria Augusta Ramos quis demonstrar a aflição da alma humana ao lidar com os testes aos quais somos submetidos no decorrer de nossas vidas”, mas aqui você lê a verdade: essas cenas são chatas. E considerando que cinema é uma forma de entretenimento (mesmo o cinema de arte e intelectual tem como finalidade última divertir seu público), não existe nenhuma necessidade de incluir uma cena que não atenda aos dois princípios básicos: divertir o público e/ou amarrar o filme.

            Mas não me entenda mal. Estou apontando os defeitos porque as qualidades são muito mais fáceis de serem percebidas. Justiça é um filme que prende a atenção e merece ser visto, pois faz pensar sem ser chato. E convenhamos, essa é uma tremenda qualidade em um país onde pensar significa decidir entre o filme da Xuxa e o da Sandy.

            Aproveite e leia minha resenha para A Paixão de Cristo em http://delfos.zip.net/arch2004-03-16_2004-03-31.html, onde abordei mais profundamente a questão da violência humana.

            Justiça estréia em 25 de junho.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:25 AM
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   Cinema – Leis da Atração (Laws of Attraction – EUA/Inglaterra/Irlanda – 2003)

 

 

Confesso que fui assistir a Leis da Atração com um pé atrás, cheio de preconceitos. Comédia romântica... Pierce Brosnan... Achei que seria mais um produto hollywoodiano pasteurizado, um “filme para mulheres” daqueles que em dois dias eu já teria me esquecido. O que me animou a ir foi a presença da incrível Julianne Moore no elenco. Valeu a pena, surpresas boas ainda acontecem.

Leis da Atração é um filme leve, despretensioso e divertido; como todas as comédias românticas deveriam ser. O roteiro é muito bem fechado e, coisa rara hoje em dia, os diálogos são excelentes. O filme faz lembrar as grandes comédias românticas das décadas de 30 e 40; realizadas por grandes diretores como Frank Capra, Howard Hawks, George Cukor e Billy Wilder e, principalmente, a série de filmes interpretados pela dupla Katherine Hepburn e Spencer Tracy - onde os diálogos precisos eram a grande atração.

Pierce Brosnan e Julianne Moore são Daniel Rafferty e Audrey Woods, os dois melhores advogados especializados em divórcio da cidade de Nova York; cada um com seu estilo próprio. Rafferty é o fanfarrão boa pinta, capaz de utilizar métodos não muito ortodoxos para vencer suas causas, se veste com desleixo e seu escritório é uma sala sórdida no Chinatown (bairro chinês de Nova York), último lugar onde se esperaria encontrar um bom advogado. Audrey é a advogada “certinha”, vive para o trabalho, faz tudo dentro da lei, está sempre muito elegante e trabalha para uma grande firma de advocacia, em uma sala chique de um prédio luxuoso. São personalidades totalmente diferentes, mas acabam indo para a cama, para o arrependimento de Audrey... Eles se enfrentam na Justiça em uma série de casos e o que a princípio parecia “ódio à primeira vista” acaba se transformando em uma atração irresistível.

A coisa esquenta quando eles se vêem mais uma vez em lados opostos do tribunal, no processo de divórcio do grande astro do Rock Thorne Jamison (Michael Sheen) de sua mulher, a estilista Serena (Parker Osey). Thorne e Serena não abrem mão de um castelo na Irlanda e é para lá que os advogados – separados e em segredo – partem, com a intenção de colher depoimentos dos empregados do castelo. Audrey e Rafferty acabam se encontrando e após uma noite regada a álcool, durante um festival na aldeia irlandesa, transam de novo e se casam. Quando voltam a Nova York a notícia chega aos jornais e eles são obrigados a viver juntos, durante o decorrer do processo, para manter as aparências. O resto da história, só assistindo ao filme...

O elenco é quase todo muito bom e com timing excelente para comédia. Pierce Brosnan surpreende no papel do canastrão Rafferty, em uma atuação digna de Clark Gable, Spencer Tracy ou Cary Grant. Juliane Moore, maravilhosa como sempre, dá o tom certo à reprimida Audrey e revive o estilo elegante de divas como Deborah Kerr, Katherine Hepburn e Claudette Colbert. O elenco de apoio conta com a engraçadíssima Frances Fisher que interpreta Sara Miller, a hilária mãe de Audrey, uma mulher de meia-idade bem resolvida e feliz. A “ex-Saturday Night Live” Nora Dunn também merece destaque como a austera e engraçada juíza Abramovitz. Dois papéis de destaque no filme, o do Rockstar Thorne Jamison e o de sua mulher Serena, se perdem em atuações medíocres e caricatas, muito abaixo do nível do restante do elenco. Michael Sheen e Parker Osey estão exagerados demais e caem nos clichês do “roqueiro doidão” e da “mulher de roqueiro desequilibrada”; o que é uma pena já que os personagens são bem divertidos e poderiam render muito mais nas mãos de outros atores.

Leis da Atração não é uma comédia rasgada, que vá fazer o cinema vir abaixo com gargalhadas, mas sim uma comédia romântica sutil, que faz sorrir e diverte. E também não é um “filme para mulheres”, como pode parecer. Desde Harry e Sally, nascidos um para o outro, nenhuma comédia romântica foi tão divertida.

Leis da Atração estréia nesta sexta em 25 de junho.



 Escrito por Marcio Presgrave Souto às 12:12 AM
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   Notícias – Quadrinhos – Homem Aranha Indiano... Literalmente

Essa é muito boa e mostra a capacidade de assimilação dos super-heróis na cultura de vários países.

O amigão da vizinhança, Homem-Aranha, um dos heróis mais populares já criados, e o favorito do Corrales aqui do DELFOS, invadiu as bancas da Índia, mas calma, não estou falando do alter-ego de Peter Parker mas sim do incrível Pavitr Prabhakar, que nas horas vagas gosta de lutar contra o crime se balançando pelas ruas de Bombaim e Nova Delhi. Pois é, para que o personagem tivesse uma maior aceitação na terra de Gandhi, a Marvel Comics (detentora dos direitos do personagem), permitiu que as histórias do super-herói fossem reescritas com temas locais pela editora indiana Gotham Entertainment Group, que tem, curiosamente, o nome da cidade onde mora o Batman, um dos principais heróis da DC, concorrente da Marvel.

Tudo foi adaptado à cultura da Índia, desde seu traje, seus amigos e, obviamente os vilões. Falando neles, o primeiro que o espetacular Homem Aranha indiano irá enfrentar será o famigerado Rakshasa, uma versão do nosso conhecido Duende Verde (Dudu para os íntimos).

            Vale lembrar que essa atitude não é inédita, já que o Homem-Aranha também foi recriado nos anos 70/80 para uma série com atores reais japoneses (estilo Jaspion), onde ele era um guerreiro vindo do espaço sideral e tinha até um daqueles super robôs gigantes. Um pouco depois, também no Japão, o personagem ganhou um mangá próprio onde também tinha suas aventuras recriadas do ponto de vista oriental, e não posso me esquecer do desenho original do Homem-Aranha produzido nos anos 60, onde, na dublagem brasileira, tivemos os nomes dos personagens “abrasileirados” e Peter Parker se transformando em um simpático Pedro Prado (Nota do Carlos: e convenhamos, é melhor que Peter).



 Escrito por Bruno Sanchez às 4:01 PM
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   Notícias – Música – Revista Inglesa solta lista das personalidades mais Rock ´n´ Roll

A revista inglesa Kerrang!, no passado já foi considerada uma referência para os amantes do Rock ´n´ Roll por trazer em suas páginas, matérias importantes com grandes estrelas do Rock. Infelizmente, já se vão alguns anos que a qualidade de suas reportagens não ficam devendo nada para os tablóides sensacionalistas ingleses. Pois bem, dito isto, vamos à notícia. A revista criou uma lista, sabe-se lá com que critérios, com as personalidades mais Rock ´n´ Roll da história. Entre as “personalidades”, temos até mesmo o cineasta Michael Moore (alguém pode me explicar o porquê de sua aparição na lista?) e Satã (esse até vai já que foi tema musical de várias bandas).

Eis a polêmica lista do Top 10:

01. Sharon Osbourne
02. Satã
03. Brian Becker
04.
Justin Hawkins
05. Rick Rubin
06. Michael Moore
07. Kurt Cobain
08.
Rod Smallwood (fundador da Sanctuary e um dos descobridores do Iron Maiden)
09.
Lars Ulrich
10.
Avril Lavigne



 Escrito por Bruno Sanchez às 3:46 PM
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   Games – Lord of the Rings: War of the Ring (Sierra – 2004)

Esses dias eu estava lembrando de quando eu saí do cinema, após a exibição da bomba Dungeons & Dragons, e pensei comigo mesmo: puxa, como alguém pôde fazer um filme tão ruim usando uma franquia tão legal?

Pois bem, esse foi exatamente o meu pensamento após cerca de uma hora jogando esse LOTR: War of the Ring para PC. Como alguém pôde fazer um jogo tão fraco usando uma franquia tão legal?

Para começo de conversa, é necessário dizer que temos aqui um dos maiores exemplos de picaretagem na indústria dos games já que War of the Ring está mais para uma expansão de Warcraft 3 do que um jogo totalmente novo. É até curioso dizer isso já que eles pertencem a produtoras diferentes (Warcraft 3 é da Blizzard, enquanto que este WOTR é da Sierra), mas tudo, sem brincadeira, foi copiado na cara dura do jogo lançado em 2002, inclusive as partes negativas.

Os gráficos em 3D, que já eram ruins (e desproporcionais) no Warcraft 3, são horrorosos perto dos jogos mais recentes como C&C: Generals ou  Rise of Nations.  É como se você estivesse jogando um Warcraft 3, versão beta e em baixa resolução. As texturas são feias, os personagens são duros, os efeitos especiais, com raras exceções, são ultrapassados. Mesmo os heróis da Sociedade do Anel como o Gimli e o Legolas, são personagens totalmente comuns, sem nenhum diferencial ou animação específica. A única vantagem é que o jogo não é tão exigente e roda razoavelmente bem em um Pentium III 800, mas acredite, é um jogo feio que dá dó.

Na parte sonora temos mais um capítulo da aula de picaretagem. Os personagens usam as mesmas falas do Warcraft 3, é impressionante, mas obviamente são dublados por pessoas diferentes. Mesmo assim, os caras da Sierra subestimaram a inteligência dos jogadores, afinal se o estilo dos dois jogos é semelhante, era muito provável que as pessoas, pelo menos testassem ambos. As músicas são bem genéricas e não têm nada a acrescentar.

O estilo de War of the Ring, como você já deve ter imaginado, é um RTS (Real Time Strategy, ou Estratégia em Tempo Real) bem básico, utilizando os personagens da saga do Senhor dos Anéis como desculpa, já que algumas missões não têm absolutamente nada a ver com a estória do livro. Logo na primeira tela, você tem a opção de escolher apenas entre duas campanhas: as forças de Sauron ou os povos livres da Terra-Média. As forças de Sauron são a cópia da campanha dos Undead, enquanto que os povos livres copiam descaradamente a campanha dos humanos do jogo da Blizzard. Você basicamente monta uma base, constrói soldados, e sai para destruir uma base inimiga, ou chegar com seu exército até um certo ponto, e passar de fase. Tudo teoricamente, como já expliquei acima, com o embasamento do livro do Senhor dos Anéis (o jogo não tem a licença do filme, e sim do livro). A jogabilidade é exatamente igual ao Warcraft 3, os botões são os mesmos, o controle da câmera é o mesmo e alguns ícones são muito parecidos.

 Honestamente, não dá para entender o porquê disso tudo. Já até resenhei casos de clones como Mafia (um bem sucedido, leia em http://delfos.zip.net/arch2004-06-01_2004-06-15.html) e Simpsons: Hit And Run (um mal sucedido, leia em http://delfos.zip.net/arch2004-04-16_2004-04-30.html), mas um caso onde o jogo é copiado tão ao pé da letra por empresas diferentes, para mim é inédito, tirando os clones de Pac-Man que pipocaram no começo dos anos 80, mas, mesmo aqueles jogos, tinham suas particularidades, o que não acontece aqui.

Nota zero para a falta de criatividade, oportunismo e cara de pau da Sierra. Se você for um daqueles fanáticos por Senhor dos Anéis, tente alugar ou pegar esse jogo emprestado. Caso contrário, não deixe que os poderes sombrios de War of the Ring corrompam você e passe longe, muito longe. A Electronic Arts vai lançar no final do ano, aparentemente, um RTS decente baseado nos filmes do Senhor dos Anéis, chamado Battle For Middle-Earth, vamos torcer para que este, realmente dê certo.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:37 AM
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   Cinema – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban – EUA – 2004) - Parte I

            Sinto que é minha obrigação avisar, logo de cara, que não li nenhum dos livros do Harry Potter. Portanto se você espera análises e comparações profundas entre as obras de J. K. Rowling e Alfonso Cuarón, é melhor procurar em outro lugar. Agora, se você quer saber se o filme é divertido para o público em geral e se mantém o alto nível das duas primeiras partes, veio ao lugar certo. Senta aí, relaxa e se acomode, o assunto hoje, como você já sabe, é o terceiro filme do bruxinho com cara de nerd.

            Tudo começa, para variar, na casa dos tios que adotaram o famoso Harry Potter, durante a visita de uma tia pentelha (todo mundo tem uma). Mas peraí. Algo está diferente. Cadê aquele colorido todo? Aquela imagem impecável? Aquele clima alegre e infantil? Já era. Todo o visual criado nos dois primeiros filmes não é encontrado aqui.       Está tudo diferente. Mais sério, mais sombrio e, arrisco dizer, menos mágico. Os alunos não usam mais uniformes, passando o filme todo em roupas normais (tirando toda a fantasia de uma escola de magia), o castelo de Hogwarts não mais parece um castelo mágico, mas uma mansão mal-assombrada e até o penteado de Draco Malfoy está diferente, descaracterizando completamente o personagem que conhecemos nos dois primeiros filmes e até causando reações do tipo “é o mesmo ator?”. A imagem nem parece tão nítida quanto é de se esperar de uma super produção Hollywoodiana orçada em 130 milhões de dólares. Parece até filme independente. E o mais engraçado é que em todas as resenhas que eu li, eles apontam essas mudanças como algo positivo. E desde quando a imagem não ser nítida é positivo? Filmes independentes têm imagem ruim por falta de verba, não porque o diretor acha “maneiro” ficar daquele jeito. E mais, por que diabos é positivo um filme de fantasia, direcionado principalmente para crianças ser sombrio? Sinceramente, tudo que eu mais gostava no visual dos dois primeiros filmes (cuja imagem e cenários considerava verdadeiros espetáculos) foram eliminados sem dó nem piedade. Resta apenas a história (a parte principal de qualquer filme) para salvá-lo.

            E a história é a pior dos três filmes (preste atenção, estou falando dos filmes, não dos livros, que admito não conhecer): Sirius Black, um temido prisioneiro escapou da prisão de segurança máxima Azkaban, da qual ninguém havia escapado antes e rumores dizem que ele está atrás de Harry Potter. Para encontrá-lo, criaturas sombrias e assustadoras chamadas Dementadores estão por toda parte. Digo apenas isso: o óbvio seria que Sirius quisesse matar Harry e quem assistiu os outros filmes ou leu os livros, sabe que a escritora J. K. Rowling não é de optar pelo caminho óbvio. Ou seja, não optando pelo óbvio, nesse caso ela acaba optando pelo óbvio. Entendeu? Se não entendeu, quando você assistir vai entender, senão me manda um e-mail que eu explico (caracoless@ig.com.br).

            Outro caminho óbvio seguido na história é a do novo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas, chamado Lupin. Quem conhece algo de ocultismo, misticismo, ou mesmo RPG, já deve ter sacado qual é a desse cara, simplesmente pelo nome. Aliás, já está enchendo o saco isso de ter um professor dessa matéria para cada filme/livro. Quando isso vai parar? E o jogo de quadribol? Apesar de acontecer embaixo da chuva, é sem dúvida a mais entediante de todas as partidas que já vimos, pois não vemos o jogo, apenas Harry em sua vassoura voando atrás do pomo. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:25 AM
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   Cinema – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (Harry Potter and the Prisoner of Azkaban – EUA – 2004) - Parte II

            Falei de tantos defeitos, mas ainda não falei das qualidades e acredite, elas existem. A principal delas atende pelo nome de Bicuço, um hipogrifo criado por computação gráfica que realmente parece estar lado a lado com os personagens. A cena onde Harry voa em suas costas é emocionante e me senti novamente como quando assisti História Sem Fim, durante o vôo do dragão da sorte Falkor (leia minha resenha para o filme em http://delfos.zip.net/arch2004-02-16_2004-02-29.html). Belo e emocionante. Só faltou uma música tão bonita como Atreyu Meets Falkor, que embala o vôo na terra de Fantasia no filme de 1984.

            Apesar de essa não ser a única qualidade do filme, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban foi permeado por uma decepção atrás da outra. Não sei se o livro é o pior da série, mas o filme, sem dúvida é. A ausência de um vilão (vilão de verdade, não venham me dizer que os dementadores são os vilões, pois são apenas guardas) bem definido é um de seus principais defeitos. Nem Malfoy aparece direito. Nas poucas cenas que aparece, ele e seus amigos estão ainda mais malvados, mais bullies (por falta de uma palavra melhor em português), mais próximo das crianças que vemos nas escolas brasileiras, mas sua participação é bem reduzida, assim como a do divertido professor Snape.

            Creio que esse é também, o filme mais mal dirigido (pois é, o DELFOS sempre vai contra todo mundo – aprenda a pensar, amigo Delfonauta, não se deixe manipular pelos poderosos meios de comunicação). Se Daniel Radcliffe (Harry Potter) nunca foi um tremendo ator (embora suas habilidades na área tenham lhe rendido o posto de segundo adolescente mais rico da Inglaterra – atrás apenas do príncipe – como diria o Obelix: “esses ingleses são loucos”), ele agora está ainda mais sem expressão (sim, eu também não achava possível, mas é). Chega ao ponto de irritar em algumas cenas. Gary Oldman, como Sirius, por outro lado, está ótimo (também, o cara interpretou Drácula, que papel ele não conseguiria fazer? ).

            Creio que não sou só eu que tenho essa opinião sobre a direção, pois se o diretor anterior (Chris Columbus) durou por dois filmes, Cuarón já foi substituído, em uma ótima decisão da Warner. O quarto filme da série, Harry Potter e o Cálice de Fogo será dirigido pelo britânico Mike Newell e tem data de estréia prevista para novembro de 2005. Vamos torcer para ele seguir os passos de Columbus e não os de Cuarón.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:24 AM
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   CD – Aina – Days Of Rising Doom – The Metal Opera (Hellion/Transmission – 2004) - Parte I

            Estava demorando. Sempre que algo faz sucesso, sempre aparece alguém querendo tirar o romantismo da coisa. Com o grande sucesso das Metal Operas nos últimos anos, mais cedo ou mais tarde alguém ia contratar algum músico para fazer uma sob encomenda. Esse é o caso de Aina, a mais alardeada Metal Opera desde Avantasia. Com um time de fazer inveja até mesmo ao estrelado projeto de Tobias Sammet (cuja primeira parte é um dos discos que mais gosto na minha discografia de mais de 500 CDs), este Days Of Rising Doom vem em sua edição nacional em um pacotão que envolve dois CDs de áudio e um DVD. Claro que isso é refletido no preço e o pacote não sai por menos do que 70 reais, praticamente um terço do salário mínimo de nosso país.

            Preços absurdos à parte, vamos ao álbum. Ao contrário do que pensei, a ópera em si não ocupa os dois CDs. O CD dois conta apenas com algumas versões diferentes das músicas presentes na ópera, além de duas faixas iguais cuja única diferença é uma voz narrando a estória em uma delas enquanto a outra é instrumental.

            Agora vamos falar da estória. Criada pela lindíssima cantora Pop Amanda Somerville (nas fotos do encarte ela está feia, mas no DVD... UAU!), ela nos leva à terra de Aina, onde um dos príncipes fica frustrado por seu amor não correspondido e se transforma em um ser malévolo, cuja única motivação é destruir Aina. Essa é basicamente a linha central do conto. As estórias normalmente narradas em CDs de Metal nos trazem tramas fofinhas recheadas por fadas, dragões, duendes e cavaleiros honrados que lutam em nome de um reino justo. Em Aina, todavia, isso é completamente diferente. A estória é absurdamente violenta e envolve experiências traumáticas como estupros e incesto, apenas para citar duas das passagens mais chocantes e que, pasme, são contados através de fofas baladinhas.

            Musicalmente, Days Of Rising Doom varia entre músicas pesadas e empolgantes, como Son Of Sorvahr (a melhor, cujo riff e coral são extremamente empolgantes), The Siege Of Aina, The Beast Within e The Flight Of Torek, e baladinhas (várias delas), como Silver Maiden, Serendipity e Rape Of Oria. Aliás, o excesso de baladas é um dos grandes defeitos do CD. Não que elas sejam ruins, mas são tantas que eu pensaria duas vezes antes de incluir o nome “Metal” Opera no encarte.

            O elenco de vozes de Aina é um destaque, tanto pela popularidade dos nomes envolvidos, como pelas suas performances. Na verdade, alguns dos nomes chegam até a ultrapassar as barreiras do Metal, chegando a penetrar no mundo mainstream do Rock. Saca só alguns deles: o fantástico Michael Kiske (ex-Helloween) faz o Narrador nas baladas, Tobias Sammet (Edguy e compositor do Avantasia) faz o Narrador nas músicas pesadas, Glenn Hughes (ex-Deep Purple) faz o príncipe bonzinho Talon, Candice Night (Blackmore’s Night, esposa do ex-Deep Purple Ritchie Blackmore) faz a esposa de Talon, Oria, Thomas Rettke (o ótimo vocalista do Heaven’s Gate) faz o príncipe do mal Torek/Sorvahr e Andre Matos (Shaman, ex-Angra) faz o irrelevante soldado Tyran, entre outros vocalistas menos cotados. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:27 PM
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   CD – Aina – Days Of Rising Doom – The Metal Opera (Hellion/Transmission – 2004) - Parte II

            O mais legal é que, ao contrário de Avantasia (onde o personagem de Tobias Sammet aparece em todas as músicas), aqui os papéis estão bem distribuídos e a maior parte dos vocalistas aparece em várias músicas. Curiosamente, contudo, o personagem que mais aparece é o vilão Sorvahr, interpretado por Thomas Rettke. Outra curiosidade é simplesmente a ausência da criadora Amanda Sommerville entre os personagens, tendo se limitado a cantar apenas backing vocals.

            O ponto negativo no elenco é o fato de não podermos ouvir a maravilhosa voz de Michael Kiske nas músicas pesadas que o consagraram. Isso se deve a uma opção do próprio, que já anunciou em seu site oficial que até participa de CDs de Metal, desde que seja em músicas mais Pop (vide também a participação de Michael no álbum da banda nacional Thalion, onde ele também gravou uma balada).

            Days Of Rising Doom também conta com dois corais. Um do bem, realizado pelo The Trinity School Boys Choir e um do mal realizado por alguns vocalistas de Metal. Uma ótima idéia dos criadores, que ainda se deram ao trabalho de criar uma língua (batizada de Ainae) para o país de Aina.

            Instrumentalmente, esta Metal Opera também conta com um time de destaque que inclui Jens Johansson, o tecladista da palhaçada que um dia se chamou Stratovarius e Emppu Vuorinen, guitarrista do Nightwish. Aqui também as barreiras do Metal foram ultrapassadas e temos até o baixista T. M. Stevens, que já gravou com Tina Turner e James Brown, mostrando que a gravadora Transmission estava realmente a fim de investir muita grana em sua ópera montada.

            Outra prova do investimento da gravadora é que, segundo o encarte, todas as músicas contam com uma orquestra. Mas não se deixe enganar, pois o que chamam de orquestra é apenas uma forma pomposa de falar que conta com dois violinos, duas violas e dois cellos. Além de tudo, a orquestra é pouco ouvida, se destacando apenas em umas poucas músicas.

            Apesar de contar com um time estrelado na parte instrumental, cada um dos convidados toca apenas em uma música e na maioria delas, quem toca tudo é o baixista do Heavens Gate, Robert Hunecke-Rizzo que também compôs a maior parte das músicas. Essa centralização em apenas um instrumentista, nunca é positiva, pois dificilmente um músico é igualmente talentoso em vários instrumentos, ou seja, o instrumental podia (e devia) ter sido muito mais trabalhado.

            Outro problema é que as músicas parecem não condizer com a estória. Convenhamos, uma música que retrata um estupro não deveria ser uma balada que se bobear acaba figurando em algum CD-R que alguém que não sabe inglês possa acabar dando para a namorada. E mesmo as músicas pesadas não parecem ser pesadas o suficiente, principalmente se lembrarmos da violência que impera na trama.

            Vamos falar agora do DVD. Ele conta com um clipe em computação gráfica para The Beast Within, que é chato e mal-feito. Conta também com um Making Of que, por incrível que pareça, é a melhor parte de seu conteúdo, onde vemos os criadores do CD falando sobre como foram as gravações e o blá-blá-blá que sempre vemos nesse tipo de coisa. Além disso, conta com algumas fotos (inclusive das páginas do encarte) e a possibilidade de ouvirmos as músicas enquanto acompanhamos sua letra na tela. Não sei se deu para perceber, mas o DVD é realmente desnecessário. Deveriam ter colocado seu conteúdo em CD-Rom no CD dois e cortado o preço em pelo menos metade.

            Aina também vem com um encarte bem grande, com fotos de todos que participaram do álbum e as letras. A direção de arte, contudo, deixa a desejar. Embora seja, indubitavelmente, bonito de ver, a fonte escolhida para as letras e mesmo as marcas d’água presentes em todas as páginas dificultam muito a leitura (ou será que eu que preciso de óculos?).

            No geral, Days Of Rising Doom é um bom álbum. Definitivamente não atendeu as minhas expectativas, que eram bem altas, mas algumas de suas músicas são realmente legais. O grande problema é o preço absurdo. Não duvido que seja mais barato comprar a versão simples importado. É uma boa iniciativa da Hellion ter lançado esta versão em nosso país, mas deveria ter nos dado a opção de comprar a versão “tremendona” com dois CDs e um DVD e a opção simples, que traria apenas o CD principal. Afinal, não é todo mundo que tem 70 reais para gastar em um disco. Principalmente se o disco não valer tudo isso.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:26 PM
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   Música – Notícias – Johnny Ramone NÃO vai morrer

Parece que as oferendas a Apolo deram certo. Ontem escrevi aqui no DELFOS uma matéria onde o baterista Marky Ramone afirmava com todas as letras à revista Rolling Stone, que seu companheiro de Ramones, Johnny Ramone, estava nas últimas e pronto para bater as botas.

Pois bem, hoje chegou à mídia uma informação desmentindo (quase) tudo o que Marky falou à revista.  Aparentemente, o médico de Johnny tomou as rédeas da situação e afirmou que o guitarrista realmente está tratando de um câncer na próstata e deu entrada no hospital recentemente. Mas a internação se deu para iniciar um tratamento “alternativo” (não especificou qual) e que Johnny Não está em fase terminal. Linda, a esposa de Johny ainda acrescentou que o músico deve deixar as dependências do hospital amanhã (18 de Junho).

Estão publicadas as duas informações, mas qual delas é a correta? Johnny Ramone vai sobreviver ao câncer devastador? Aguarde cenas do próximo capítulo neste mesmo Delfi-canal.



 Escrito por Bruno Sanchez às 5:55 PM
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   Música – Korzus – Ties of Blood (Unimar Music – 2004)

E lá se vão 20 anos de carreira do Korzus, umas das mais importantes bandas do Metal nacional, mas que nunca foi reconhecida como uma potência dentro de nossa cena e nunca estourou como deveria.

Os paulistanos fazem parte do seleto grupo dos pioneiros brasileiros do Heavy Metal e começaram em 1984 na famosa coletânea SP Metal II do selo Baratos e Afins. A “Baratos”, como é carinhosamente conhecida, é uma das lojas pioneiras especializadas apenas em discos e CDs de rock pesado desde os anos 80 e, em 1983, lançou o projeto SP Metal, uma coletânea que reunia diversas bandas de Heavy Metal e Hard Rock, da cena local de São Paulo que normalmente não teriam oportunidade (ou mesmo grana) para gravarem um álbum oficial. Com a participação na coletânea, poderiam ter seu nome divulgado de uma forma barata, mas funcional, já que o mercado brasileiro de Heavy Metal naquela época era sedento de novidades e os lançamentos internacionais do gênero chegavam a demorar anos até saírem por aqui. A iniciativa foi algo mais ou menos similar ao Metal Massacre norte-americano que revelou bandas como o Metallica e o Slayer, também no começo dos anos 80. Vale lembrar que a Baratos e Afins existe até hoje em São Paulo, e sua loja, atualmente, está localizada na Galeria do Rock, no centro da cidade.

Mas voltando ao Korzus, quem ouviu o som do da banda nos idos de 1985 e depois o que eles tocam atualmente, pode se surpreender. Hoje em dia temos uma banda de Thrash Metal muito técnica, que chega até mesmo a flertar com o Death em determinados momentos, muito diferente do Korzus de 1985 com letras em português (como as principais bandas de Metal brasileiras naqueles idos), pouca técnica mas muita energia. E é exatamente a consolidação e consagração definitiva do Thrash Metal técnico que você vai encontrar em Ties of Blood, o quinto e melhor álbum de estúdio da banda. 

            A influência do Slayer sempre foi marcante, não é à toa que os californianos são os primeiros na lista de agradecimento do encarte do cd, mas o Korzus agora conseguiu desenvolver um estilo bem característico. Para começar, temos os poderosos riffs de guitarra de Sílvio Golfetti. O cara está mandando muito bem e trouxe um lado técnico para a banda, sem abandonar a energia que os consagrou na década de 80 (ouça a faixa Punisher). Eu diria que ele, juntamente com o outro guitarrista, Heros Trench, fazem uma das melhores duplas de guitarristas que surgiram no Brasil nos últimos 10 anos. Os solos se destacam também, pois diferentemente de algumas bandas mais conhecidas do Thrash, o Korzus investe neste lado mais técnico e inova com solos bem trabalhados e duelos de guitarra.

            Os vocais de Marcello Pompeu mudaram bastante nesses 20 anos e agora estão bem parecidos com o que Tom Araya fazia no auge do Slayer, na época do Reign in Blood. Marcello grita as letras sem piedade mas, em algumas músicas como Correria, ele consegue uma variação de voz muito interessante, pena que essa variação não é mais explorada nas outras faixas. A cozinha formada pelo veterano Dick Siebert e o novato Rodrigo Oliveira é maravilhosa, com uma pegada que eu não via há anos na cena thrash nacional.

            O álbum ainda traz algumas participações especiais bem interessantes, como Hélcio Aguirra (ex-Harppia, atual Golpe de Estado – e aproveite para ler nossa entrevista com o Harppia em http://delfos.zip.net/arch2004-06-01_2004-06-15.html), Andreas Kisser (Sepultura), João Gordo e Boka (Ratos de Porão) e Andre Matos (Shaman, ex-Angra), em uma participação muito curiosa na música Evil Sight, onde ele arrisca um vocal mais gutural, totalmente diferente de tudo que já fez.

O Heavy Metal brasileiro atravessa um grande momento neste começo do novo milênio com bandas novas e veteranas apresentando ótimos trabalhos. Krisiun, Torture Squad, Shaman, Sepultura, Thalion, o novo do Angra que está para sair (e que vai trazer participação do Milton Nascimento! Leia em http://delfos.zip.net/arch2004-03-01_2004-03-15.html), e este cd do Korzus. Mais um ótimo lançamento para os amantes do Metal.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:48 AM
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   Música – Notícias – Johnny Ramone com câncer devastador

A página oficial da popular revista Rolling Stone (www.rollingstone.com) publicou, no último dia 15, uma notícia que deixou os fãs do Punk Rock de cabelo em pé. Segundo o site, o guitarrista e fundador dos Ramones, Johnny Ramone (cujo nome real é John Cummings), atualmente com 55 anos, está com um câncer devastador na próstata.

            Johnny soube da doença há cerca de 4 anos e, desde então, vem se submetendo a um rigoroso tratamento com quimioterapia, mas os resultados não saíram como se esperava e o câncer está se espalhando para outras áreas de seu corpo.

O baterista Marky Ramone está dando todo o apoio possível ao guitarrista, mas deu uma declaração desanimadora dizendo “(...) a situação chegou à um ponto em que suas chances são mínimas”.

Seria uma perda inestimável para a música e o fim amargo e definitivo da banda Punk mais importante e influente da história, já que o vocalista Joey Ramone morreu em 2001 também de câncer e, alguns meses depois, foi a vez do baixista Dee Dee Ramone, de overdose.

Lembremos também que, na ocasião da morte de Joey, Johnny ironizou a morte de seu ex-colega de banda (os dois estavam brigados e não se falavam desde 1996), dizendo que seria bom para a história dos Ramones, pois os discos venderiam mais. Será que ele, agora, está arrependido de suas declarações?

O DELFOS, em nome de todos os amantes da música, fará uma oferenda a Apolo, o deus da cultura, que nasceu na ilha que dá nome a este site, para que pessoas que contribuíram tanto com a história da música parem de morrer. Vamos ver se ele nos atende.



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:41 PM
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   Game de PC – Call Of Duty (Activision – 2003)

Alguém além de mim tem mais medo de guerra do que de uma mansão mal-assombrada?

            Não apenas mais um representante dos jogos baseados na Segunda Guerra Mundial, Call Of Duty vem sendo alardeado como o melhor deles.

            Já jogou Medal Of Honor? Então você pode considerar que também já jogou este Call Of Duty. Os dois são tão parecidos que causam até o estranhamento de serem de fabricantes diferentes ou até de a Electronic Arts ainda não ter processado a Activision, pois as semelhanças não param no tema. Os gráficos e todo o sistema de jogo (como a bússola que guia o jogador, por exemplo) também lembram muito o jogo da Electronic Arts.

            Claro que só no plágio, nenhum jogo se sustenta e, verdade seja dita: se o objetivo desse jogo foi recriar uma guerra da forma mais realista possível, ele foi muito bem sucedido. Enquanto o clima de guerra em Medal Of Honor está presente apenas na fase de Omaha Beach, em Call Of  Duty a guerra corre solta por todos os lados.

            Em quase todas as fases, você é apenas mais um soldado na guerra, vendo seus aliados matarem e morrerem em qualquer lugar que você olha. Seu principal objetivo é o mesmo que seria em uma guerra real: sobreviver à batalha.       As fases em si, assim como a já citada Omaha Beach de Medal Of Honor, são baseadas em batalhas reais e contam com cenários fielmente reproduzidos para o jogo. E, como são todas fases curtas (dificilmente duram mais de 10 minutos) aumentam o “fator entretenimento” do jogo, pois o jogador não vai se sentir obrigado a continuar jogando quando estiver cansado.

            Infelizmente, o clima de guerra não é mantido até o final. As últimas fases são bem tradicionais, colocando o jogador no tradicional papel de “sozinho contra o mundo”, eliminando, assim, o grande diferencial desse jogo.

            Tecnicamente, Call Of Duty é um primor. Gráficos magníficos e que não exigem uma tremenda máquina para rodar bem e ótimos sons facilitam a inserção do jogador no clima de sangue e violência que é uma guerra real. Para deixar ainda mais realista, a música é presença rara no jogo, tocando apenas em alguns momentos pré-determinados. Apesar de isso não chegar a atrapalhar, se torna um problema quando o comparamos (e acredite, todo mundo vai comparar) com Medal Of Honor, já que o jogo da Electronic Arts conta com uma belíssima trilha sonora orquestrada que ajuda a deixar o jogo mais dramático.

            Um outro problema no jogo é sua curta duração. Eu, que costumo demorar alguns meses para terminar jogos de tiro em primeira pessoa, acabei em apenas três dias. Imagino, então, quão curto ele deve ser para quem consegue terminar o Far Cry em apenas um dia (né, Bruno? )

            Se você gostou de Medal Of Honor, experimente este Call Of Duty. Não acho que seja melhor mas, como tanta gente acha, talvez você seja um deles. Vale a pena, o jogo é muito bom.

            Call Of Duty é duplo e ocupa 1.14 GB no HD.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:18 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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