Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Garfield, o Filme (Garfield, the Movie – EUA – 2004)

            Criado em 1978, finalmente o único gato de quem eu gosto (ei, eu tenho alergia a gatos), chega aos cinemas. Quem conhece o personagem diria que demorou tanto por preguiça do protagonista, já que acordar cedo toda segunda-feira para filmar, definitivamente não parece coisa do Garfield. Independente do motivo, o fato é que Garfield, o Filme chega ao Brasil nesta sexta-feira em um filme com muitos altos e baixos.

            Vamos começar pelos altos. O filme é absurdamente fiel aos quadrinhos. Garfield (voz de Bill Murray no original, e do global Antonio Calloni na versão nacional) está perfeito, igualzinho ao das tirinhas, tanto no visual como na personalidade. E o melhor é que, apesar disso, ele realmente parece e age como um gato. E como podemos ler os pensamentos dele, nos leva até a entender porque os gatos fazem determinadas coisas. O cachorrinho Odie, embora não seja digital, e por isso não tenha aquela adorável carinha de bobo, age exatamente como o Odie que conhecemos e gostamos, com sua ingenuidade contrastando com a safadeza do gato. Até o dono John (Breckin Meyer) está igual ao do gibi, dadas as devidas proporções, é claro, afinal, nenhum humano tem aqueles olhões das tiras de Jim Davis. Arlene, a famosa gata rosa também faz uma ponta no filme, mas ela não é rosa e por isso eu só descobri que era ela no material de divulgação.

            Agora os baixos. A dublagem brasileira é ruim, não chega a ser ruim como Shrek, mas tem aquele padrão “global” de (falta de) qualidade. Será que ter um global dublando o filme realmente leva tanta gente a mais ao cinema para se sacrificar a qualidade da fita? Outro “probleminha” é a interatividade de Garfield (criado em CG) com os outros personagens e objetos. Embora quando está sozinho na tela fique muito legal, quando existem outros personagens – principalmente se estiverem em contato com ele – parece deveras artificial.

            O golpe fatal, no entanto, é a história. Está simplesmente na cara que ela não foi trabalhada devidamente pelos roteiristas (e olha que são os mesmos de Toy Story, que parecem estar com a criatividade em queda livre), que obviamente optaram pela primeira idéia que surgiu e foram nela até o fim, sem o famoso brainstorming, essencial em atividades criativas. Como você provavelmente já sabe, o filme começa quando John leva Odie para casa e Garfield fica com ciúmes. Depois de algumas trapalhadas (a melhor parte do filme, que remete diretamente às tirinhas e chega a arrancar gargalhadas), Odie se perde e Garfield, com peso na consciência vai atrás dele para trazê-lo de volta. E dá-lhe lições de moral típicas da Sessão da Tarde. Pois é, é exatamente a mesma história que eu e você criaríamos, mas acabaríamos desistindo da idéia por considerar clichê demais.

            No final, das contas, Garfield, o Filme, fica devendo. É um filme divertido e engraçado, mas convenhamos, com o material base que os caras tinham, deveria ser muito mais que isso. A boa notícia é que agora que eles queimaram a história clichê, se houver uma continuação ela será bem melhor (embora nunca devamos subestimar a capacidade hollywoodiana de utilizar clichês). Vamos ficar no aguardo e ver o que acontece. Garfield merece mais.

            Garfield, o Filme estréia nesta sexta-feira, dia 16 de julho.

 

PS: Não posso deixar de mencionar que, durante o filme, a tela ficou super estranha, com a parte de cima da imagem embaixo e a parte de baixo em cima, em uma tremenda negligência dos funcionários do Espaço Unibanco. O triste é que coisas assim sempre acontecem nos cinemas paulistanos e parece que eu sou o único que se sente incomodado com essas coisas.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:09 AM
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   Cinema – Notícias – O Quarteto Fantástico se torna um quarteto

            E os rumores se confirmam, Jéssica Alba é Susan Storm, a “membra” que faltava, se juntando a Michael Chiklis (Bem Grimm), Ioan Gruffudd (Reed Richards) e Chris Evans (Johnny Storm). Eu, sinceramente, não gostei. Ela não é bonita o suficiente para o papel.

            E a pergunta que fica é a seguinte: e o Dr. Destino, meu?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:24 PM
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   Cinema – Cazuza: O Tempo Não Pára (Brasil – 2004)

As oscilações do cinema brasileiro nos últimos 50 anos dão um nó na cabeça de qualquer pessoa, mas é inquestionável o salto de qualidade das produções nacionais de uma década para cá. Tivemos, é verdade, muitos filmes ruins neste período também (a Xuxa que o diga), mas também produzimos algumas pérolas que não deixam nada a dever para os gringos como Cidade de Deus, Central do Brasil e este filme contando a história de uma das personalidades mais irreverentes e ousadas que nosso país já produziu: Cazuza.

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que quem esperava por uma biografia completa do Barão Vermelho, ou mesmo do Rock nacional nos anos 80 vai se decepcionar, pois os diretores Walter Carvalho e Sandra Werneck optaram por deixar a vida louca do protagonista sempre em primeiro plano e, isso não significa necessariamente envolver o Rock´n´Roll em todos os momentos. De qualquer forma temos, sim, momentos importantes da carreira do Barão, como o início da banda, os primeiros shows em bares pequenos, a repercussão do lançamento do primeiro disco (e a reação dos músicos à crítica negativa que este recebeu da imprensa serve de exemplo para muitas bandas que estão começando), o primeiro Rock in Rio e o conflito de duas personalidades fortes, mas que gera uma amizade belíssima entre Cazuza e Frejat (em uma ótima interpretação de Cadu Fávero).

Mas é em Cazuza mesmo, vivido e “encarnado” magistralmente pelo ator Daniel de Oliveira, que nos identificamos e tentamos entender uma personalidade tão difícil e marcante. Aliás, a interpretação de Daniel vale um Oscar, pois o ator realmente se aprofundou em seu personagem real, freqüentou os lugares onde Cazuza costumava ir, conversou com seus amigos, leu os mesmos livros que o inspiravam, enfim, entrou de cabeça em sua história de tal forma, que muitas vezes chegamos a nos perguntar se o que estamos vendo na tela não são imagens verdadeiras dos anos 80.

A produção preferiu ignorar a infância e a adolescência do músico e já nos leva direto a um Cazuza com seus 20 e poucos anos, um “boyzinho” vindo de família rica, cheio de amigos, e muita disposição para encarar o que viesse pela frente na vida, menos o seu lado sério. Desta forma, temos toda a visão daquela geração que cresceu à sombra dos hippies e psicodélicos dos anos 60 e 70, e que encaravam as drogas e a sexualidade de uma maneira muito natural e como se fossem portais para uma maior percepção humana.

A relação entre Cazuza e seus pais, com certeza, é o ponto alto, nos mostrando todo o conflito dos “coroas” em presenciar um filho irresponsável que bebia e se drogava em demasia. Filho este que, apesar de tudo, era feliz em viver desta forma pois vivia exatamente como queria. Sempre dentro de uma ilusão, o cantor é mostrado como alguém que nunca conseguiu sair da proteção de Lucinha (Marieta Severo) e João Araújo (Reginaldo Farias), porque vivia metido em confusões e, no final das contas, eram os dois que saíam em seu socorro.

Defeitos? Sim, o filme apresenta alguns como, por exemplo, ignorar totalmente a “amizade” entre Cazuza e Ney Matogrosso, ou mesmo ser muito “superficial” em determinados momentos do filme como a repercussão do Rock in Rio, o relacionamento com seus colegas de Barão (somente a amizade com Frejat é analisada mais a fundo), e uma abordagem um pouco mais detalhada da fase “Aids” do cantor, pois vale lembrar que a Aids nos anos 80 era uma doença encarada de maneira totalmente medieval, onde os doentes eram isolados do convívio da sociedade, um pouco pela falta de um maior conhecimento sobre o vírus, mas muito por puro preconceito da sociedade.

No geral, temos um filme bonito e muito sensível, que nos mostra um Cazuza que soube viver a aproveitar intensamente cada minuto de sua vida, mas, infelizmente, não soube arcar com as conseqüências de seus próprios exageros. E fica a pergunta batida: vale mais a pena viver 30 anos a 100 por hora ou 100 anos a 30 por hora?



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:24 AM
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   Música – Especial – Um garoto que descobriu o Rock (Uma homenagem Delfiana ao Dia Internacional do Rock) - Parte I

Dizem que o Rock´n´Roll começou em 1950 com Bill Halley e seus cometas cantando Rock Around the Clock. Dizem que depois surgiu um cara chamado Elvis em Memphis (EUA) que mudou a cara da juventude e chocou todos os pais daquela geração com seu estilo “sensual” de balançar as pernas. Dizem também que alguns anos depois a Inglaterra invadiu os EUA, não com guerra, mas com cultura. Aí surgiram uns Roqueiros ingleses mais ousados, no começo eram só quatro garotos de Liverpool meio loucos, que sempre cantavam sobre o amor, mas se cansaram e começaram a misturar a música com substâncias alucinógenas, sons, cores, sensações e criaram uma palavra difícil chamada “psicodelia”. As bandas começaram a explorar a fundo todos os sons e limites que os seus instrumentos poderiam fornecer. Tinha até um guitarrista que queimava sua guitarra no palco durante as performances.

O tempo quebrou todas as barreiras e o Rock chegou à sua maturidade com uns jovens cabeludos atravessando seus países em furgões para assistir a um festival que tinha o mesmo nome daquele pássaro amigo do Snoopy, mas o mundo era meio louco naquela época porque o país daqueles jovens entrou em uma guerra que não era deles e muitas pessoas inocentes morriam, mas os jovens que ficaram em suas casas, começaram a usar flores como o símbolo da paz e protestavam, nem sempre pacificamente. Os músicos daquela época não eram mais comportados, alguns quebravam seus instrumentos depois do show, brigavam com a polícia, se drogavam, bebiam. Era meio contraditório pregar a paz e causar tantos problemas. Tinham até uns motoqueiros que entraram na parada e resolveram escrever uma música exaltando a liberdade de se percorrer as estradas sem destino.

Mas nem todos estavam felizes com essa juventude transviada. Na Inglaterra, surgiu um grupo de cabeludos que começou a fazer música contra a hipocrisia do “paz e amor” e, em tempos tão depressivos, escreviam músicas que retratavam uma realidade muito mais sombria e triste do que a filosofia da flor mostrava. Um som cadenciado, soturno e, principalmente pesado, com uma forte aura de misticismo. Estes cabeludos acabaram influenciando muita gente. O resto é história.

Mas para mim, o Rock só começou mesmo 34 anos mais tarde do Bill Halley, quando um garotinho chamado Bruno, então com 4 anos, aprendeu a mexer em uma antiga vitrola (ou toca-discos, como preferir) de seu apartamento em São Paulo. Os pais de Bruno ouviram muito Beatles, Byrds e Animals quando também eram jovens. O pai dele, aliás, tinha uma banda, chamava Vectors que tocava covers dessas bandas nos bares dos anos 60. Nunca gravaram nada, nem tinham grana para isso, e o Sr. Sanchez teve de encostar a guitarra, mas a sementinha do Rock na família foi plantada ali.

O garotinho cresceu, continuava ouvindo Beatles (e vai ouvir sempre), mas começou a descobrir coisas novas também como um Rock, que aqui no Brasil tinha um nome engraçado, até meio grosseiro, chamado Rock “pauleira”. Nunca entendi bem essa descrição, mas o que importa em nossa história, é que em 1989, o garotinho teve contato com uma expressão diferente, que mudaria a sua vida e ele não perceberia o quanto. Heavy Metal.

O Heavy Metal chegou de leve, não pediu permissão para entrar em sua vida, mas também, alguma coisa que chega prometendo revolucionar o mundo (para melhor, ao contrário do que a grande mídia insiste em relatar) e não cobra nada em troca, não precisa de permissão. As músicas já não eram mais vistas apenas como uma simples diversão, já tinha toda uma simbologia, uma nova forma de enxergar as coisas e pessoas ao seu redor. De repente, nomes como Metallica, Black Sabbath, Iron Maiden, e Deep Purple, passaram a ser comuns na vida daquele garoto que estava prestes a encarar a adolescência. Esse garoto, caso você ainda não tenha percebido, era eu. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:01 AM
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   Música – Especial – Um garoto que descobriu o Rock (Uma homenagem Delfiana ao Dia Internacional do Rock) - Parte II

Sempre encarei o Rock (e muito cuidado com o uso desta palavra, pois a mídia têm distorcido muito as coisas e nem sempre o que ela chama de Rock é isso mesmo, vide os Rock in Rios da vida) como um antídoto para toda a mediocridade que assolava e assola o mundo até hoje. Eles eram meu escapismo para uma realidade nem sempre agradável que me cercava.

No colégio, nunca fui um cara bonito e nem aquele cara que se destacava na Educação Física, aliás, pelo contrário, eu era aquele moleque descoordenado que era sempre  um dos últimos a ser escolhido para formar os times. Também, nunca fui muito comunicativo, sempre fui mais introvertido.

Não costumava ir em festas ou baladas. Não me identificava com a música que tocava nesses lugares e nem com as pessoas que os freqüentavam. Sempre tive muitos amigos, é verdade, mas eu era mais caseiro e, se saísse, gostava de ir onde eu pudesse conversar com outras pessoas. Ah, eu sempre odiei dançar também, e isso vem desde a infância diga-se de passagem, onde eu adorava arrumar um motivo para faltar na festa junina do colégio e não ter que participar da porcaria da quadrilha.

Nunca me vesti com o que estava na moda. Sempre usei o tipo de roupa que me fazia bem. Dane-se se estava na moda ou não e se as cores combinavam ou não. Usava o que era confortável e ponto final.

Como você já pôde perceber, eu nunca seria um personagem de Malhação. Aliás, acho que nunca seria personagem de novela nenhuma de canal nenhum de televisão. Mas quer saber? Nunca achei que isso fosse um problema, porque eu cresci com uma visão crítica muito forte sobre o mundo (bela herança dos meus pais) e, honestamente, não acho que minha vida daria muita audiência.

Talvez, por isso que o meu caminho cruzou com o Rock´n´Roll de uma forma tão natural, pois o Rock nunca me disse que tudo isso era errado, pelo contrário, ele não me vendeu a imagem que eu precisava ser bonito, forte e modista para ser feliz.

Logo, desenvolvi minha própria anarquia, e incorporei a atitude ao meu estilo de vida. Sim, nessa época só me vestia de preto, ia com freqüência na Galeria do Rock, usava braceletes e arrisquei deixar meu cabelo crescer. Até comprei uma guitarra e cheguei a montar uma pseudobanda com o Corrales aqui do DELFOS (que acabou entrando em outras bandas depois), mas digamos que a guitarra não foi com a minha cara e preferi continuar somente como um bom ouvinte mesmo. ;-)

Lembro-me que, nessa época, no colégio, talvez tenha sido o momento mais revoltado de minha existência. Desisti totalmente de minha antiga religião (como podia acreditar em uma instituição que prega o amor e queima as pessoas na fogueira por ir contra seus dogmas?), parei de achar que tudo que chegava aos meus ouvidos era a versão final e verdadeira dos fatos e fui buscar meu conhecimento em fontes alternativas, sempre tentando (afinal, nem sempre é possível) formar minha própria opinião sobre as coisas. Li e reli dezenas de livros que falavam sobre milhares de assuntos diferentes e passei a ter uma visão mais aberta sobre a vida. Naturalmente, desisti dos “pré-conceitos” sobre coisas que sequer conhecia e comecei a tentar me aprofundar um pouco mais na realidade de nosso humilde planetinha. Estabeleci uma única regra para mim: não importa se eu goste ou não de alguma coisa, mas precisava sempre entender porque isso ocorria. Não precisei me esforçar muito para entender o porquê eu não suporto funk carioca, axé, pagode, falsos grupos pop, boys bands, ou outras atrocidades musicais.

“Ser” um Roqueiro, é valorizar os seus próprios ouvidos, mas principalmente seu cérebro. Saber que nem tudo que entra em sua casa pela televisão, rádio, jornal ou Internet presta. Ter a consciência de que, se você quer alguma coisa nesse mundo, tem que tirar a bunda da cadeira e ir atrás de seus sonhos. É ter atitude em um mundo carente de raciocínio. É gostar e não gostar de alguma coisa por conta própria, mas saber o porquê destes sentimentos. Ser um Rockeiro não é necessariamente gostar de (ou só de) Rock´n´Roll, mas gostar de si mesmo e saber valorizar as pessoas e coisas que fazem de cada dia, um momento único.

            Um dia, quatro garotos de Liverpool, decidiram que queriam passar a vida fazendo música porque não sabiam (e nem queriam) fazer mais nada na vida. Esses quatro garotos, com esse pequeno objetivo, lutaram muito, mas mudaram a vida do Sr. Sanchez, do seu filho, e tenho certeza, dos seus netos. Os Beatles acabaram em 1970, mas seu sonho nunca acabou, por mais que a grande mídia tente, insistentemente, assassiná-lo. Busque dentro de você esses quatro garotos, porque tenho certeza de que, em todos os cantos do planeta, existe um potencial para que cada um de nós faça a diferença. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:00 AM
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   Música – Especial – Um garoto que descobriu o Rock (Uma homenagem Delfiana ao Dia Internacional do Rock) - Parte III

Aproveite o dia do Rock, ouça um daqueles discos ou CDs que mudaram a sua vida. O meu foi Sgt Pepper´s Lonely Heart’s Club Band (Nota do Carlos: o meu foi Balance, do Van Halen) e reflita um pouco sobre o que você tem feito pela sua vida e pelos outros; saiba que cada um de nós tem a capacidade para mudar o mundo e fazer dele um local melhor para vivermos. Não busque inspiração em especiais de canais de televisão ou do rádio, porque estes, só estão interessados no $$$ que o Rock pode fornecer, e nenhuma vez o Rock te cobrou alguma coisa em troca pela liberdade que fornece. Então, não interessa se você curte Rock ou não, comemore este dia, pois não é um dia sobre música. É um dia sobre um grupo de pessoas que querem ver um mundo melhor, mesmo que este mundo os veja como bandidos (qualquer semelhança com X-Men é mera cópia do Stan Lee ).

            Já que estamos no dia do Rock, nada mais apropriado do que comemorar uma vitória de nossa página e queria agradecer a todos os 5000 visitantes que tivemos no DELFOS até agora. É uma pequena marca perto de sites que têm esse número de visitantes diariamente, mas é um grande passo para uma página que surgiu sem patrocínio algum (e continua assim), em formato Blog (por enquanto galera, prometo), de um sonho de um cara que não agüentava mais páginas puxando saco de artistas, autores e músicos. Quando o Corrales me convidou para participar do projeto há cerca de 7 meses, nem ele e muito menos eu, sabia da repercussão que conseguiríamos alcançar. Mais uma vez obrigado, e vamos em frente, sempre levando para vocês, um jornalismo PARCIAL – na verdade todo jornalismo é parcial, a diferença é que a gente assume isso – e de qualidade. Obrigado pela visita em nome de toda a equipe e Long Live Rock´n´Roll.

 

Alguns versos de Rock/Heavy Metal selecionados pela equipe do DELFOS que ilustram bem o que é “ser” Heavy Metal, deixe o seu também:

 

Um dia vamos ser felizes e, com o coração cheio de alegria, diremos a palavra amanhã sem medo”.

Helloween – Future World

 

Talvez não seja tarde demais para aprendermos a amar e esquecer como se odeia”.

Ozzy Osbourne – Crazy Train

 

E, no fim, o amor que você recebe é igual ao amor que você produz”.

Beatles – The End

 

Vamos voar juntos, vamos curtir os dias, quando o tesão pela vida é mais forte do que o medo. Apesar de às vezes ficarmos abalados e precisarmos de uma pausa, o tesão pela vida nunca vai desaparecer”.

Gamma Ray – Lust For Life

 

Um dia, quando o amor conquistar tudo, a humanidade vai prevalecer, chega de ciúmes, chega de inveja e de enganação, o futuro é claro e glorioso, nós somos todos vitoriosos”.

Stratovarius – Fantasia



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:59 AM
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   Cinema – Nem Que a Vaca Tussa (Home On The Range – EUA – 2004)

            Assisti a esse filme me sentindo em um enterro. E, de certa forma, era mesmo, pois Nem Que a Vaca Tussa é a última animação tradicional da Disney - de agora em diante, a empresa do Mickey só vai fazer animações em computação gráfica. E é com tristeza que digo que não foi uma despedida digna. Principalmente se lembrarmos que a Disney foi a criadora de clássicos da animação como Peter Pan, Mogli, Branca de Neve, Bela Adormecida, A Dama e o Vagabundo, além dos mais recentes O Rei Leão, Aladdin e Hércules, entre muitos outros. Não é preciso pensar muito para lembrarmos de algum desenho que alegrou e encantou de milhões de crianças (e adultos) no mundo inteiro. E agora, aquela que popularizou e evoluiu a animação vai abandoná-la. É triste, mas é verdade.

            Lamentos à parte, Nem Que a Vaca Tussa é um filme que traz algumas das características sempre presentes nos longas da empresa, como a espetacular beleza visual e a divertida trilha sonora, porém se esquece do principal: uma história cativante. Aliás, a história aqui presente poderia até ser cativante, se já não tivesse sido contada milhões de vezes antes.

            O básico do básico: Pearl, a dona da fazenda Pedaço do Céu tem uma dívida e, como ela não tem grana para pagar, sua fazenda será leiloada em alguns dias. As vacas da fazenda então, decidem conseguir a bufunfa necessária. Mas como? Descobrem, então, que existe uma recompensa para aquele que capturar o ladrão de gado Alameda Slim que, por coincidência, é exatamente o mesmo valor da dívida da fazendeira. E a partir daí, elas embarcam em uma aventura para capturar o vilão antes que Rico, o caçador de recompensas mais famoso da região, o faça.

            Os pontos positivos são os já citados: o visual é um espetáculo. Cores vivas, personagens bonitinhos e divertidos, animação perfeita. Tudo aquilo que a gente vai sentir falta, por melhores que fiquem as incursões da empresa em CG. A trilha sonora também é uma das mais legais dos últimos tempos, todas com um tom western muito legal, com destaque para a música cantada pelo vilão, que é divertidíssima. Também merecem destaque as cenas de luta protagonizadas pelo cavalo convencido Buck, que tiram sarro de muitos filmes de ação dos últimos anos.

            Pontos negativos: a história simples não é nenhum problema (vide Procurando Nemo e Monstros S.A. que são maravilhosos), mas a forma apressada com que ela é contada. O filme, infelizmente não desenvolve o suficiente seus personagens para que possamos nos afeiçoar a eles. Apesar de algumas boas piadas, simplesmente não existe nenhum personagem aqui com o brilho de um Gênio (Aladdin) ou de um Pumba (O Rei Leão). E como quem já lê o DELFOS há algum tempo sabe, filme com história mal contada não é um filme, mesmo que venha da minha querida Disney (o que prova a nossa imparcialidade, pois a Disney sempre foi muito especial para mim).

            Nem Que a Vaca Tussa está fadado ao fracasso de bilheteria. E isso não tem nada a ver com o fato de ele ser ou não em computação gráfica. Tem a ver com a falta de uma história cativante como as de antigamente. Infelizmente, parece que só a Disney (a maior interessada) não enxerga isso. Que façam seus filmes por computação gráfica sem a Pixar (que já divulgou que, quando o contrato vencer, vai prosseguir sozinha – e com certeza se dando muito bem) e, quando perderem ainda mais dinheiro (já que um filme em CG custa muito mais caro que uma animação tradicional), quem sabe não percebem que o problema não está na técnica utilizada, mas na criatividade. E então, talvez tenhamos de volta as animações do estúdio que nos trouxe A Bela e a Fera. De preferência com a mesma qualidade.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:13 AM
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   Música – Notícias – Kerry King e Lars Ulrich comentam sobre Dave Mustaine

Mal publicamos o desabafo de Dave Mustaine contra os integrantes do Metallica na última sexta feira e já chegaram mais duas notícias relacionadas ao líder do Megadeth.

A primeira vem da revista Guitar World, onde o guitarrista do Slayer, Kerry King, deu uma entrevista passando a limpo o curto período em que esteve no Megadeth (meados de 1984). King comentou que tocou apenas em cinco shows com a banda, pois não agüentava a ditadura interna de Dave Mustaine. O guitarrista elogiou a qualidade de seu ex-colega de banda, mas disse que não agüentaria a situação por mais de um ano.

A segunda notícia vem do baterista do Metallica, Lars Ulrich, que rebateu as críticas que Dave Mustaine fez contra a sua pessoa e os demais integrantes do Metallica em uma entrevista à Launch Magazine.

Segundo Ulrich: "Eu concordo que as cenas, quando assistidas isoladamente, e fora do contexto, são grosseiras. Mas assistidas no contexto do documentário, elas fluem muito bem. Espero que alguém mande a ele uma cópia e que ele se dê ao trabalho de assistir o vídeo inteiro. Talvez ele mude de idéia quanto a isso. A cena em questão é uma representação apurada do que acontecia naquela noite. Mas nós realmente enviamos a ele uma cópia da cena e perguntamos se ele permitiria que a publicássemos no filme. Ele pediu que não a colocássemos. Nós respeitamos a posição dele, mas decidimos que era parte muito importante do filme para ser deixada de fora, e ficamos insistindo. Eu não posso explicar. Não falei com ele desde aquele dia." Ou seja, o cara admitiu que foi um tremendo de um sacana e traiu a confiança do ex-colega.

A opinião de Kerry King sempre foi conhecida e ele nunca escondeu que se sentiu insatisfeito durante sua passagem pelo Megadeth, mas o problema envolvendo Dave Mustaine e os integrantes do Metallica parecia resolvido há anos. Não deixa de ser curioso como certas mágoas não cicatrizam nunca.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:02 AM
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   Música - Notícias - Evergrey substitui o Circle II Circle no Masters Open Air (Press-Release)

            Diretamente da Suécia, o consagrado EVERGREY é a mais nova banda no cast do Festival MASTERS OPEN AIR 2004. A banda entra no lugar deixado pelo Circle II Circle há alguns dias atrás, e promete honrar este convite com sua fórmula progressiva única, cujo som além de possuir muito peso,  é recheado de pitadas de power metal e bastante caracterizado por uma atmosfera dark, além dos vibrantes e incríveis trabalhos vocais do líder e também guitarrista Tom S. Englund. Esses suecos continuam a longa tradição de grandes bandas de rock-metal daquele país. Tom Englund lidera a banda com uma presença impressionante, seu alcance vocal é extraordinário, alternando entre tons obscuros e roucos para serenas e cristalinas entonações, que impressionam. Para acompanhar essa fera, uma banda que não deixa nada a desejar, composta por Rikard Zander (teclados), Michael Hakansson (baixo), Jonas Ekdahl (bateria) e Henrik Danhage (guitarra).
            Seu mais novo álbum, "Inner Circle", prestes a ser lançado no Brasil via Hellion Records, é baseado em fanatismo religioso e conta a história de uma pessoa que é convencida a entrar como membro integral de um culto.

            Provando que está em grande forma, a banda recentemente foi convidada a unir forças ao Children of Bodom e Iced Earth, numa tour pela América do Norte. No Brasil essa será sua primeira aparição, e será com certeza, um presente para os fãs de metal progressivo, mas não só destes, pois com sua sonoridade única, a banda alcança fãs de todos os estilos, principalmente aqueles mais adeptos de sonoridades dark, por possuirem esse elemento muito forte em seu som e fãs de metal melódico, pelos fantásticos vocais de Tom Englund. Para o show no MASTERS OPEN AIR, dia 24 de Julho, no Anhembi, prometem mostrar aos brasileiros que além de realizarem excelentes álbuns, também são fantásticos em cima de um palco. No setlist, músicas de toda a carreira, além de canções do mais novo álbum, "Inner Circle".

 
EVERGREY - LINE-UP:

Tom S. Englund - vocais e guitarra

Henrik Danhage – guitarra

Michael Håkansson – baixo

Rikard Zander – teclados

Jonas Ekdahl – bateria


DISCOGRAFIA:
The Dark Discovery – 1998

Solitude . Dominance . Tragedy – 1999

In Search of Truth – 2001

Recreation Day – 2003

Inner Circle - 2004



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:16 AM
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   Cinema – Notícias – O Quarteto Fantástico em breve nas telonas

Mais um filme baseado nos famosos super-heróis das histórias em quadrinhos está saindo do papel. Depois muita especulação e boataria, finalmente o elenco de O Quarteto Fantástico foi anunciado oficialmente ontem pela 20th Century Fox.

Para o Quarteto mais famoso dos gibis teremos Chris Evans como Johnny Storm, o Tocha Humana; Ioan Gruffudd vivendo Reed Richards, o Sr. Fantástico; e Michael Chiklis  vai viver Ben Grimm, o Coisa. Está faltando apenas a confirmação de Sue Storm, a Mulher Invisível, que deve acabar mesmo com Jessica Alba.

O orçamento da produção está entre U$ 85 milhões e U$ 90 milhões, o que é muito pouco para um filme que vai precisar de muitos efeitos especiais (o tocha humana, por exemplo, deve ser totalmente realizado através de CGs) o que justificaria a contratação de atores do segundo escalão com salários menores. (Nota do Carlos: Apesar de que os filmes de super-heróis da Marvel contaram com muitos poucos atores estabelecidos. Tobey Maguire e Hugh Jackman que o digam).

As filmagens começam em agosto ou setembro, em Vancouver, Canadá. E o roteiro será assinado por Simon Kinberg (isso é mal), um dos responsáveis pela continuação do horroroso Triplo X.

Só fazendo uma observação, vale lembrar que o Quarteto já teve um filme produzido pelo rei dos filmes "B", Roger Corman, no início da década de 90, mas o resultado foi tão desastroso que a Marvel nunca autorizou o seu lançamento, nem em vídeo.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:10 PM
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   Música – Notícias – Mais uma lista “questionável” sobre as maiores influências na música

Mais uma daquelas listas polêmicas dos “maiores nomes de tal coisa” saiu esta semana, desta vez para apontar as personalidades mais influentes da música em todo o mundo. E não tem jeito, por mais polêmicas que essas listas sejam, a gente adora elas.

Novamente, os critérios utilizados na escolha de nomes, um tanto polêmicos a propósito, não foi divulgado, mas a lista, divulgada esta semana pelo jornal The Independent, inclui nomes “importantes” como Eminem, Steve Jobs (o fundador da Apple e não me perguntem porque ele aparece aqui – Nota do Carlos: Porque ele teve um papel bem importante na indústria da música há algumas décadas, chegando a organizar alguns festivais que se tornariam clássicos) e as questionáveis presença de Britney Spears e Beyoncé, além do rapper britânico Mike Skinner, que aposto que você nunca ouviu falar.

A melhor parte desta baboseira toda é a justificativa do jornal para a presença de Eminem em primeiro lugar na lista. Segundo o responsável pela pesquisa, Eminem influencia tanta gente hoje quanto Bob Dylan e John Lydon (ex-Sex Pistols) influenciaram nas gerações passadas. Ora, faça-me o favor!



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:08 PM
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   Quadrinhos – Notícias – Homem Aranha em musical na Broadway

E olha só mais uma bela repercussão do segundo filme do escalador de teias mais famoso do mundo. De acordo com páginas internacionais, o produtor Tony Adams e a famosa editora Marvel Comics estão em negociação para lançar o Homem-Aranha em um musical na Broadway.

Os produtores querem que Neil Jordan (o roteirista de Entrevista com o Vampiro) escreva a história a ser adaptada, que seria dirigido e coreografado por Julie Taymor (responsável por Frida e pela versão da Broadway do musical O Rei Leão) e o mais curioso é que Bono e The Edge, (vocalista e guitarristas respectivamente da banda U2 ), serão os compositores. Vale lembrar que o U2 participou da trilha sonora de Batman Eternamente com a excelente música Hold me, Thrill me, Kiss me, Kill me.

A idéia é ótima e tomara que saia do papel, afinal seria a primeira vez que um super-herói chega aos palcos da Broadway. Fiquem ligados aqui no DELFOS para saber onde vai acabar essa história e, se quiser nos patrocinar para assistí-la, envie um e-mail para caracoless@ig.com.br para instruções.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:07 PM
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   Música - Notícias – Dave Mustaine põe um ponto final no relacionamento com o Metallica

Essa é uma longa história que já dura mais de 22 anos, mas todos sabem que a saída de Dave Mustaine do Metallica no início de 1983 até hoje é cercada de muitos mistérios e confusão. Tudo o que se sabe é que Mustaine foi expulso da banda porque bebia demais e acabava estragando o show dos caras no começo de carreira (tudo o que eles não precisavam) e foi colocado, bêbado, em um ônibus em São Francisco (na costa oeste dos EUA) e, de tão chapado que estava, só acordou quando já estava chegando em Nova York (na costa leste). O guitarrista, com certeza muito puto, depois fundou o Megadeth e jurou que a banda faria mais sucesso que o Metallica.

Nos anos 90, ambos os lados tentaram uma reaproximação para tentar esquecer as mágoas do passado e, aparentemente, as coisas estavam bem, tanto que James Hetfield (vocalista e guitarrista do Metallica) deixou uma mensagem dando uma força quando Dave anunciou o fim do Megadeth (mas que já está de volta) há alguns anos.

No entanto, o clima pesou de novo e, desta vez, parece que a coisa foi definitiva já que Dave, em uma entrevista para a revista Record Collector deixou bem clara sua insatisfação com os integrantes do Metallica sobre o atual documentário da banda, Some Kind of Monster, que mostra uma visão, digamos, negativa do guitarrista.

            Mustaine deixou bem claro que não autorizou a realização do documentário e a citação de seu nome no mesmo, que não ouviu o último CD da banda, St. Anger, e que não pretende, desta vez pra valer, reatar a amizade com Lars Ulrich e James Hetfield.

            Veremos qual o próximo capítulo da novela Metallica X Megadeth.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:06 PM
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   Novidades DELFOS – Textos Delfianos no Judas Priest.com.br

            Todos os nossos textos relacionados ao Judas Priest estão disponíveis no site www.judaspriest.com.br. E além dos textos do DELFOS, o site também é muito legal e conta até com MP3s raras e as versões originais das músicas coverizadas pelo Judas. Não deixe de conhecer.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:39 PM
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   Notícias – Cinema – Homem-Aranha 2 em Lego

O Lego, sem dúvida, foi um dos brinquedos mais divertidos da minha infância e pode ter certeza que ainda diverte muita gente. Há 3 anos, um fã dos bloquinhos de montar preparou toda a encenação do primeiro Senhor dos Anéis com todos os personagens e localizações da obra de Tolkien feitos com peças do Lego. A moda se espalhou e, no ano passado, surgiram vários projetos semelhantes envolvendo Matrix, Monty Python e o Cálice Sagrado, Harry Potter (esse ficou tão bom que a Lego comprou a idéia e lançou o pacote oficialmente) e agora foi a vez de recriarem algumas cenas de Homem-Aranha 2 com direito a Dr. Octopus e tudo mais.

O arquivo usa a extensão .mov e é recomendado que você utilize o Quicktime para executá-lo, o link é esse aqui:

http://mp3content01.bcst.yahoo.com/proot1/PubShare03/yahoomovies/11/6312053.mov

Divirta-se!



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:54 AM
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   Games – Clássicos – Ultima VIII: Pagan (Origin – 1994) Parte I

No início dos anos 80, um programador inglês de uma pequena empresa de softwares chamado Richard Garriot, mudou para sempre a cara dos RPGs para computadores ao lançar um simples, porém ousado, jogo chamado simplesmente de Ultima.

Ultima não tinha bons gráficos (era quase um jogo de Atari mais colorido), tinha barulhos irritantes no lugar do som (lembra do PC Speaker?) e uma estória bem maluca, que misturava vários contos infantis como João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho e os Três Porquinhos. Mas o que mais chamava a atenção era o fato do jogo dar uma total liberdade de exploração e interatividade com os cenários, além de dar a oportunidade do jogador usar e abusar da criatividade para resolver as mais absurdas situações que iam aparecendo conforme a trama ia se desenrolando.

O jogo fez muito sucesso e, obviamente, uma continuação foi lançada no mercado um ano depois. Os demais Ultimas deixaram o lado engraçadinho e bonitinho de lado e passaram a investir no fator enredo para que o jogador realmente criasse um laço afetivo com a série e seus personagens. Portanto, em quase todos os episódios, você encontrará personagens como o Lord British (na verdade um alter-ego do próprio criador Richard), o Avatar (Nota do Carlos: Para quem gosta de Heavy Metal, uma curiosidade: Avatar foi o primeiro nome do Savatage e na época eles faziam um Hard Rock festeiro, na linha do Kiss) e o demônio Guardian. Os primeiros três episódios contavam como um cidadão comum pode se transformar, através de uma seqüência de bons atos, no Avatar (algo como um messias). Nos capítulos V, VI e VII temos a luta entre este Avatar e os demônios que assolam o reino da Britannia, entre eles o perigoso Guardian.

Os primeiros sete episódios fizeram tanto sucesso que quebraram a barreira do computador e também foram lançados para videogame: os três primeiros saíram para o Nintendo-8 Bits, o quarto saiu para Master System, e o 6 e 7 para Super Nintendo.

O Ultima VII, ainda hoje, é considerado um dos melhores, senão o melhor, jogo de computador de todos os tempos. Sua estória era tão grande (tanto no mapa quanto na quantidade de coisas possíveis de se fazer) para os padrões da época, que foi dividido e lançado em dois episódios diferentes. Sendo que no segundo episódio, nosso Avatar é considerado um traidor e banido da Britannia para sempre pelo famigerado Guardian.

Lançado em 1994, o Ultima VIII: Pagan começa exatamente neste ponto, com Avatar banido para um reino obscuro e perdido chamado de Pagan (daí o nome do jogo), dominado pela impiedosa rainha Tempest.

Você começa totalmente perdido no jogo, uma característica da série que faz com que você vá descobrindo a trama aos poucos, conforme vai explorando os lugares. A não-linearidade da série Ultima também se faz presente neste oitavo episódio. O seu objetivo final é, claro, sair de Pagan e voltar para a Britannia, mas como você vai fazer isso são outros quinhentos, pois você tem total liberdade para decidir a ordem de suas ações. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:19 AM
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   Games – Clássicos – Ultima VIII: Pagan (Origin – 1994) Parte II

Obviamente, algumas tarefas são obrigatórias para que se atinja o objetivo final, mas você tem tantas missões secundárias possíveis, lugares secretos para explorar e pessoas para ajudar (ou simplesmente eliminar do seu caminho) que o jogo tem uma longevidade deveras alta. Especialmente quando nos lembramos que Ultima VIII já tem seus 10 aninhos de idade.

Para se ter uma idéia dessa liberdade total, basta dizer que logo quando você começa, já é possível ir atrás da arma mais poderosa do jogo, a maça mágica Slayer, desde que você saiba onde ela se encontra obviamente (Dica: em um dungeon à direita da cidade principal). Cabe ao próprio jogador decidir quando e onde você pode ir, se está apto para enfrentar um inimigo mais forte, tudo depende do equipamento disponível naquele momento.

A interação com os NPCs pode ocorrer de várias formas diferentes, você pode simplesmente conquistar as pessoas pelo seu carisma, ou ser agressivo e fazer com que os outros tenham medo, ou, em último caso, pode simplesmente sair na porrada e mesmo matar quem você quiser. Mas lembre-se: o caminho do Avatar deve ser sempre baseado na bondade e nas virtudes para que não se tenha surpresas desagradáveis no final.

Os gráficos são fantásticos, mesmo para os padrões de hoje. Você tem uma visão isométrica do cenário (como as séries Diablo e Baldur´s Gate copiariam anos depois) e o reino de Pagan é bem detalhado, com um mapa bem variado de localizações e terrenos. Não é o absurdo que foi Ultima VII, mas acredite, você vai passar um bom tempo explorando todos os lugares possíveis. Falando nesses lugares, todas as localizações presentes em um bom RPG estão aqui também: o amedrontador cemitério, a vila medieval, a subida na montanha, a cidade destruída, a vila dos magos, kilômetros de florestas e pântanos para serem explorados, dungeons, labirintos, enfim, tudo o que os amantes do gênero gostam.

Outro grande ponto que precisa ser destacado é a parte sonora de Ultima VIII. As vozes são incríveis, mas infelizmente não estão presentes durante todo o andamento da estória, apenas em momentos chave. Mas o trabalho de dublagem é fenomenal e as vozes do Guardian e dos elementais ecoam na minha cabeça até os dias de hoje. Um momento belíssimo é a invocação do elemental do fogo, Pyros, que rende um dos momentos mais clássicos que já presenciei em todos os RPGs. As músicas também são bem sinistras e combinam com o clima de mistério que envolve o reino de Pagan (não vou contar mais para não estragar as surpresas).

Apesar de todas essas qualidades, Ultima VIII é um dos exemplares menos populares de toda a série, especialmente porque muitos dos fãs acham o jogo difícil demais (e realmente é), e outros porque acham que descaracterizou um pouco o fato de sua estória não se passar no reino da Britannia. Polêmicas à parte, ele pode não ter sido o melhor jogo de computador que eu já joguei (esse título eu dou para Diablo II com a expansão), mas foi, com certeza, um dos que joguei por mais tempo.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:18 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air – Entrevista com o Rotting Christ e mudança de line-up - Parte I

            Mais uma mudança nos shows que vão acontecer no Masters Open Air. Depois da desistência da cantora alemã Doro (substituída pelo Blaze), a banda Circle II Circle também pulou fora. O motivo anunciado foi um problema que um dos integrantes tem com a data do festival. Negociações já estão sendo realizadas para substituí-los e a banda mais provável para integrar o cast é o Epica. A assessoria de imprensa do evento não divulgou se as pessoas que já compraram o ingresso poderão ter reembolso. Fique ligado aqui no DELFOS. Quaisquer novidades, você será o primeiro a saber.

            Também foi enviada à imprensa a entrevista abaixo com Sakis, do Rotting Christ, concedida para Antonio Pedro onde o vocalista fala sobre os shows e sobre a expectativa de tocar no Brasil. Divirta-se. Leia a entrevista abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:04 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air – Entrevista com o Rotting Christ e mudança de line-up - Parte II

- Primeiramente, fale-nos um pouco do novo álbum do Rotting Christ. Como ele soa?

Sim, nós temos um novo álbum de estúdio gravado, que será lançado em setembro. E ele soa realmente obscuro meu amigo. Nós não tocavámos tão rápido e obscuro desde os tempos do disco THY MIGHTY CONTRACT.

- Conte para as pessoas do Brasil que bandas você está ouvindo atualmente, e quais são as 5 maiores influências no som do Rotting Christ.

Eu tento ouvir tudo o que é lançado atualmente (de Metal, claro). Eu acho que não se pode ficar somente focado em bandas específicas, mas bandas como BATHORY, VENOM, CELTIC FROST, IRON MAIDEN inspiraram-me através dos anos porque eu cresci com estas bandas.

 

- Você soube sobre um CD que foi lançado aqui no Brasil, um Tributo ao Rotting Christ chamado “An Evil Existence for Rotting Christ”? Já teve a oportunidade de ouvir esse material?

Sim, soube. Estou realmente orgulhoso disso. É uma grande honra que pessoas do Black Metal brasileiro tenham feito isso PRIMEIRO, o que nos honra muito. Estou aguardando para ouvir e claro que quando eu fizer isso vou tentar mandar de alguma maneira meus comentários.

 

- Eu acho que esse CD veio num momento especial para a banda aqui no Brasil, porque vocês tocarão no MASTERS OPEN AIR FESTIVAL,  que não pode ser pensado apenas como outro festival, porque aqui no Brasil não acontece algo como isso fazem 6 anos. O que acha de estar participando desse retorno dos grandes Festivais de Rock aqui no Brasil?

Participar desse festival siginifica muito para nós, por que estamos voltando para a terra que tem os fãs de black metal mais duros na queda, o que é um prazer para nós. Eu estou realmente curioso para conferir todas as bandas e para conversar com vocês irmãos.

 

- As pessoas que vão ao festival podem esperar o quê da banda? É verdade que vocês estarão tocando no festival pela primeira vez no mundo todo alguma canção do novo disco?

Tendo um tempo limitado no festival é muito difícil para agradar a todos então não vamos ter canções novas, somente de álbuns anteriores, e vamos tentar incluir uma canção de cada disco. Vocês também vão ver nossas tripas no palco bem como nós vamos dar nosso melhor para honrar nosso lado também.

 

 

- O que você espera do Festival? Você acha que isso pode ser a grande oportunidade para a banda crescer no Brasil, pelo motivo de estarem tocando para milhares de pessoas? O que você acha que as pessoas que não são fãs da banda irão pensar sobre esse show? Você acha que com um show ao vivo, eles irão ficar impressionados, alguns tornando-se fãs do Rotting Christ?

Eu realmente não sei se muitas pessoas irão pular dentro do trem do black metal depois de nossa aparição, devido ao estilo ser um pouco “difícil” para as massas, mas espero que algumas pessoas possam ver o lado obscuro da música. 

 

- Bem, obrigado pela entrevista, Sakis. Quero que você deixe uma saudação para as pessoas no Brasil, convidando elas para estarem no Masters Open Air para ver a banda ao vivo. Obrigado.

SAUDAÇÕES DO INFERNO, E NOSSOS VOTOS DE QUE TUDO CORRA BEM COM O FESTIVAL E PARA ESTABELECEREM UM EVENTO PARA ACONTECER TODOS OS ANOS.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:03 AM
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   Clássicos – CD – Judas Priest – British Steel (Edição Remasterizada – CBS/Columbia – 1980) - Parte I

            Sempre me perguntei como teria sido o processo de composição dos clássicos da música. Será que o Deep Purple imaginou que depois do lançamento de Machine Head (1972), nunca mais faria um show onde não tocasse Smoke On The Water e Highway Star? E o Iron Maiden, quando lançou seu The Number Of The Beast (1982), tinha noção da repercussão que teria Hallowed Be Thy Name? E o Judas Priest? Como será a sensação de, depois de 24 anos do lançamento de British Steel, ainda se ver tocando cinco músicas do álbum, das quais pelo menos três são “intiráveis” do setlist?

            Pois se Machine Head tem dois clássicos absolutos do Rock e The Number Of The Beast tem três, sendo os dois discos considerados como alguns dos melhores álbuns da história, que podemos dizer de British Steel, no qual, entre suas nove músicas, nada menos que SEIS são obrigatórias para qualquer fã de Rock/Metal?

            Apesar de ser considerado por muitos uma banda de Heavy Metal, o Judas Priest na verdade começou fazendo um Hard Rock na linha do Deep Purple e foi se “metalizando” aos poucos (com uns contratempos no meio do caminho, é claro). Digamos que British Steel está na fase de transição e talvez aí esteja seu maior charme: é um disco muito variado.

            Rapid Fire é a faixa de abertura. Rápida, pesada, empolgante, perfeita para abrir tanto o disco como os shows. A próxima é a simplesmente fantástica Metal Gods, que começa com um riff tão empolgante que é praticamente impossível ouvi-lo sem acompanhar o ritmo com o pé ou com a cabeça. O andamento cadenciado é uma das características principais do Judas e os ótimos vocais de Rob Halford vão num crescendo incessante até culminar no refrão, cuja melodia e guitarra ilustram o poder dos “Deuses de Metal” (ver explicação da letra mais para frente) ao mesmo tempo em que lembram um hino. A letra segue a tradição ficcção-científica tão usada pela banda e fala sobre a guerra do ser humano contra as máquinas de inteligência artificial que ele mesmo criou. Já ouvi até alguns boatos que dizem que foi dessa letra que o diretor James Cameron tirou a inspiração para sua milionária franquia O Exterminador do Futuro. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:05 AM
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   Clássicos – CD – Judas Priest – British Steel (Edição Remasterizada – CBS/Columbia – 1980) - Parte II

            O que dizer da próxima música, Breaking The Law? Essa é, simplesmente o maior hit da banda, conhecida e admirada tanto pelos headbangers mais radicais como pelo público que ouve as “rádios-rock” de São Paulo. Extremamente simples, é exatamente aí que reside seu principal apelo. Sem solos, com uma letra curta e um refrão do tipo que apenas repete seu nome, Breaking The Law tornou-se uma das músicas preferidas do pessoal que está aprendendo a tocar qualquer instrumento pois é, ao mesmo tempo, uma música boa e fácil de ser tocada. Prova disso é a versão do Hammerfall, onde os músicos trocam seus instrumentos, deixando-a ainda mais divertida. Para demonstrar sua popularidade, basta lembrarmos do show da banda solo de Rob Halford no Rock In Rio de 2001, onde seus vocais foram simplesmente desnecessários, tamanho o volume do público que cantou a plenos pulmões a letra inteira, verso por verso, fato que chegou a arrancar lágrimas de Rob que, emocionado, deixou os vocais a cargo da galera enquanto foi pegar uma bandeira do Brasil para beijá-la. Eu estava lá e foi realmente emocionante, o melhor momento do festival inteiro, sem dúvida.

            A metalzona Grinder vem a seguir, e já começa com um dos riffs mais legais da banda, seguido por vocais fantásticos e um ótimo refrão. Uma verdadeira aula de Heavy Metal. United é a próxima, outra música simples, que puxa mais para o lado Hard Rock do que para o Metal e tem no refrão seu principal carisma. Uma verdadeira homenagem aos fãs que acompanham a banda desde o início de suas atividades, sua letra clama “sempre ficaremos unidos, unidos não seremos derrotados”. É simplesmente impossível não ser contagiado por esse refrão. Quem assistiu ao show da banda em 2001, no Credicard Hall sabe de sua força ao vivo.

            Depois de cinco clássicos seguidos, entra a primeira música menos conhecida do disco: You Don’t Have To Be Old To Be Wise, que é um Hard Rock divertido, com uma veia meio Alice Cooper e mantém o nível do álbum lá no alto. Outro clássico vem a seguir, Living After Midnight, uma das músicas mais divertidas e descompromissadas da banda. Com uma letra que fala de baladas e de diversão, Living After Midnight não podia vir diferente do que embalada em um Hard Rock super alegre e com uma batida de bateria que parece implorar para o público acompanhá-la com palmas.

            The Rage é a próxima e é a pior música do disco. Com um andamento lento e repetitivo, sua melhor característica é a melodia vocal. The Rage, na minha opinião é uma música que deveria ter sido deixada de fora, o que tornaria British Steel um álbum impecável. Mas o disco não termina aí, ainda falta a última música: Steeler, que finaliza o disco como começou, com um música rápida e empolgante.

            Esta versão remasterizada ainda conta com duas faixas bônus. Red, White And Blue é uma música na linha da United que, tivesse sido tocada ao vivo, teria gerado uma grande participação do público, devido à sua melodia cativante, que chega até a lembrar um hino. Red, White And Blue é uma balada e lembra bastante o estilo das baladas que o Manowar faria alguns anos depois. A outra bônus é uma versão ao vivo de Grinder que, embora interessante, pouco acrescenta ao disco, já que é uma música repetida.

            British Steel é um disco com tantos clássicos reunidos que pode fazer um ouvinte incauto pensar que se trata de uma coletânea. Se você gosta de Rock e/ou Heavy Metal e não o conhece, corra atrás, pois ele merece ser ouvido. Aposto que depois de uma audição, você vai acabar comprando.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:03 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air tem atendimento personalizado para caravanas

            Recebemos o Press-Release abaixo:

 

Festival conta com departamento especializado em dar apoio total à quem vai sair de outras localidades para conferir as feras do Masters Open Air.

 

            Quem está pensando em botar o pé na estrada para não ficar de fora da grande celebração que vai acontecer dia 24 de Julho no Anhembi, tem um motivo a mais para comparecer. Pensando em dar melhores condições para que todos possam estar presentes no Festival Masters Open Air, a produtora Showmaster, disponibilizou uma central exclusiva para atender as caravanas.

Através do site www.showmaster.com.br/moa, na seção de compra de ingressos, há um e-mail, o caravanas@showmaster.com.br, que centraliza todas as solicitações de caravanas de todo o Brasil. Através desse contato, o organizador poderá fazer a reserva e a compra de ingressos diretamente da produtora, além de estar garantindo espaço para seu ônibus no estacionamento do festival.

O atendimento personalizado à caravanas foi criado para facilitar e auxiliar os organizadores de caravanas de todo o Brasil, contribuindo para que um número maior de pessoas participem do Masters Open Air.

 

www.showmaster.com.br/moa



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:31 PM
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   Notícias – Música – Mick Jagger e o sentido da vida

Os ingleses nos presentearam e nos presenteiam com os maiores nomes do Rock ´n´ Roll, a origem e uma verdadeira revolução no Heavy Metal, mas volta e meia aprontam das suas também. E quando não temos notícias sensacionalistas constrangedoras da (ex) mega-revista Kerrang! ou dos tablóides, a própria televisão britânica se encarrega de disseminar as bobagens. Desta vez, nossos amigos da terra da Rainha nos trazem Mick´s Girls (tradução: As Garotas de Mick), um documentário “muito” interessante sobre a vida amorosa de Mick Jagger, o eterno vocalista dos Rolling Stones.

O documentário, que irá ao ar hoje pela tradicional emissora BBC, irá se basear em depoimentos de ex-namoradas, amantes, groupies e esposas de Jagger e revelam como o cantor gostava de fazer as coisas na hora H próximo ao ponto G, além de confirmarem a tendência de “amante muy caliente” conquistada por Mick ao longo dos últimos 40 anos.

Infelizmente, não teremos os depoimentos preciosos da brasileira Luciana Gimenez sobre como arrancar dinheiro de um Rockstar. Outras que preferiram ficar de fora foram algumas ex-esposas como Bianca Jagger, e a mais conhecida e badalada, Jerry Hall, ex-modelo com quem Jagger ficou casado por mais tempo.

Com tantos problemas no mundo mais importantes para serem abordados, realmente é preocupante que uma rede de notícias como a BBC nos brinde com detalhes da vida sexual de um senhor que já passou dos 60 anos.



 Escrito por Bruno Sanchez às 3:26 PM
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   Cinema – Notícias –Mauricio de Sousa aposta na tela grande para o futuro da Turma da Mônica

O nosso eterno Mauricio de Sousa, um dos maiores ícones da cultura brasileira dos últimos 100 anos, anunciou os novos projetos de seu estúdio para os próximos anos envolvendo a Turma da Mônica.

E as notícias não poderiam ser mais animadoras, já que a Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e o resto da turma tiveram a sua volta às telonas adiantada do final do ano para agora, ainda nas férias de Julho em um projeto que custou cerca de 6 milhões de reais (como é caro produzir desenhos animados!), o chamado Cine-gibi.

Para o futuro, Mauricio prepara 4 mais animações. A primeira vai ser uma viagem histórica da Turma para localidades, como Salvador, quando esta ainda era a capital brasileira. O segundo será um longa do simpático dinossauro Horácio, o personagem predileto de Mauricio e do Corrales aqui do DELFOS e uma espécie de “alter-ego” do autor. Para o terceiro, teremos uma aventura do caipira Chico Bento passando por todo o interior brasileiro. O último longa programado é um remake do clássico A princesa e o Robô, originalmente de 1984.

Mauricio ainda adiantou que, se o projeto Cine Gibi for bem nas bilheterias, a idéia da adaptação de histórias em quadrinhos para vários curtas-metragens formando, no final das contas, um longa-metragem pode continuar a ser utilizada.

Os desenhos usarão o processo de animação tradicional, mas Mauricio disse que a computação gráfica está nos planos para os desenhos de Horácio e Chico Bento. É, nada é perfeito...



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:28 PM
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   Música – DVD – Classic Albums: British Steel (Eagle Rock Entertainment – 2001)

O Heavy Metal não é um estilo novo. Se contarmos que ele começou com o Black Sabbath no início dos anos 70 (apesar de haver uma certa discordância neste sentido) (Nota do Carlos: Como eu, por exemplo), ele já é um senhor com mais de 30 anos.

Porém, foi apenas no finalzinho dos anos 70 e início dos 80 que o Metal se consolidou através da famosa New Wave of British Heavy Metal que o redefiniu e originou todos os subgêneros que conhecemos até hoje: Thrash, Death, Black, Doom, Power e por aí vai.

Esta época também nos presenteou com os trabalhos mais clássicos da cena como o Number of the Beast do Iron Maiden (1982), o Master of Puppets do Metallica (1986) e este British Steel do Judas Priest (1980).

Em um ótimo trabalho de pesquisa, a Eagle Rock Entertainment nos traz mais um DVD da série “Classic Albums”, revivendo a época do lançamento do disco, sua repercussão e o impacto que ele causou para sempre na história da música pesada.

O British Steel simboliza toda a transformação que o Heavy Metal sofreu dos anos 70 para os 80, onde as músicas ficaram mais rápidas, mais agressivas, sem tantas enrolações com solos longos e aspectos progressivos, mas sem deixar sua atitude transformadora e revolucionária de lado.

O DVD é dividido em 6 capítulos, todos com entrevistas com os músicos da banda (menos o baterista na época, Dave Holland, que é sumariamente ignorado) e o produtor Tom Allom, que nos fazem uma retrospectiva da época, nos contam detalhes sobre as gravações e diversas curiosidades sobre o processo de composição, a escolha do local de gravação dos clássicos (na mansão do ex-beatle Ringo Starr), e uma parte muito divertida sobre os efeitos especiais que o Judas utilizou nas músicas, entre eles o inusitado barulho dos talheres da cozinha de Ringo que simularam a marcha dos soldados no final de Metal Gods.

Alguns capítulos são dedicados exclusivamente às músicas Breaking The Law, United, Metal Gods, The Rage, Grinder e Living After Midnight, clássicos eternos do Heavy Metal e que são tratados com muito carinho aqui.

Como bônus, temos o vídeo ao vivo de Grinder, gravado no Rock in Rio 2 de 1991. A primeira apresentação do Judas no Brasil e Rob Halford até arriscou algumas frases em português. Temos também os dois videoclipes retirados do British Steel (Breaking the Law e Living After Midnight), um capítulo dedicado totalmente à música Rapid Fire (colocado como bônus por algum motivo que ignoro), uma entrevista exclusiva com o baterista atual Scott Travis (mais uma vez ignorando o pobre Dave), um depoimento da banda sobre seus primeiros shows nos anos 70, o porquê do nome do álbum e da famosa foto com a lâmina de barbear, além de histórias curiosas sobre a mansão de Ringo e as brincadeiras que os integrantes do Judas faziam durante as longas turnês que se seguiram.  

O British Steel é um álbum obrigatório para qualquer fã do bom e velho Metal e este DVD apresenta, com muito brilho, a importância do Judas Priest na história. Um prato cheio para os fãs da banda e um artigo cultural para os apreciadores da boa música. 

Não perca amanhã aqui no DELFOS a resenha do álbum British Steel escrita pelo Corrales! Imperdível! 



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:17 AM
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   Música – Notícias – "Os Irmãos" brigam com o "filho do dono do Snoopy"

            No último sábado, dia 3 de julho, houve uma briga entre integrantes das bandas Los Hermanos e Charlie Brown Jr. Pelo que parece, o culpado na história é o vocalista Chorão (eu sempre disse que o cara era “mau”).Veja abaixo as notas oficiais publicadas em seus respectivos sites.

 

Versão Los Hermanos:

 

Ontem na sala de desembarque do aeroporto de Fortaleza, Alexandre (Chorão), vocalista da banda Charlie Brown Junior agrediu covardemente Marcelo de Souza Camelo, vocalista da banda Los Hermanos. Ainda no avião Alexandre ofendeu e ameaçou os integrantes do Los Hermanos alegando que Marcelo havia falado mal dele numa entrevista concedida à revista Oi do mês passado. Durante as duas abordagens (antes da decolagem e depois da aterrisagem) Marcelo e Rodrigo tentavam tranquilizar Chorão que parecia cada vez mais agressivo e transtornado. Já no aeroporto Marcelo foi conversar com ele na tentativa de dissuadi-lo de cumprir as tais ameaças quando Alexandre o agrediu com uma cabeçada e um soco no rosto.

Alexandre foi então atingido no rosto por Rodrigo Amarante, também vocalista do LH, que tentava pará-lo e proteger Marcelo. Rodrigo pediu para que ele parasse e visse o que tinha feito em Marcelo que sangrava muito, mas foi perseguido por Alexandre até que esse desitisse. Marcelo e Alexandre foram levados à Policia Federal para esclarecimentos. Nenhuma queixa foi feita na ocasião em função dos compromissos a serem cumpridos em Teresina naquela noite, uma vez que o único vôo disponível do dia saíria em vinte minutos.

Repúdio parece ser a palavra que melhor descreve nosso sentimento diante dessa barbaridade.

Agora cumprimos nossa agenda previamente marcada e as medidas cabíveis serão tomadas no seu devido tempo.

Assessoria de imprensa do Los Hermanos.

 

Versão Charlie Brown Jr.:

 

O CHARLIE BROWN JR. LAMENTA MUITO A DISCUSSÃO ENTRE AS DUAS BANDAS NO AEROPORTO DE FORTALEZA, NA SEXTA-FEIRA.
INFELIZMENTE, OS ÂNIMOS SE EXALTARAM DE AMBAS AS PARTES, MAS TUDO FOI RESOLVIDO DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL POIS NINGUÉM REGISTROU QUEIXA FORMAL.
MOSTRANDO QUE NÃO HOUVE MAIORES SEQUELAS, AS DUAS BANDAS CONTINUARAM NO MESMO VÔO E PARTICIPARAM DO FESTIVAL TERESINA POP NO MESMO DIA COMO ACERTADO ANTERIORMENTE.
CHARLIE BROWN JR. LAMENTA PELOS FÃS DAS DUAS BANDAS QUE O DESENTENDIMENTO TENHA CHEGADO A PÚBLICO.
O CHARLIE BROWN JR. AFIRMA SEU RESPEITO PELO LOS HERMANOS E GARANTE QUE FOI UM INCIDENTE ISOLADO.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO CHARLIE BROWN JR.

 

            É, parece que a coisa pegou fogo mesmo. Admito que não li a tal entrevista, então se o Delfonauta souber algo a respeito e quiser nos ajudar com uma palhinha de seu conhecimento, o espaço para comentários é todo seu. E termino com uma pergunta: Por que é tão difícil para os seres humanos evitarem a violência?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:10 AM
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   Cinema – Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2 – EUA – 2004) - Parte I

            Eu não costumo ver filmes na estréia, devido à precária condição dos cinemas paulistanos, onde a sessão da meia noite já está lotada ao meio dia e onde precisamos estar na fila duas horas e meia antes da sessão começar se temos amor pelos nossos pescoços. Nesse caso, contudo, abri uma exceção. Comprei ingresso uma semana antes e encarei algumas horas de fila para pegar um bom lugar. Agora, 24 horas depois do término da sessão, posso dizer que não só valeu a pena, como já estou com vontade de fazer a via-crúcis cinéfila de novo. Homem-Aranha 2 é fantástico!

            O filme já começa detonante, com uma recapitulação das cenas mais importantes do filme anterior. O que deixa isso tão legal? É que essa recapitulação é feita durante os créditos e o melhor, é ilustrada por aquele que considero o melhor pintor de todos os tempos: Alex Ross.

            Logo em seguida, o filme já dá o tom do que vem nas próximas duas horas: Peter sendo atazanado pela sua dádiva de ser o Homem-Aranha, perdendo o emprego e levando bronca do professor. Aliás, fãs do gibi devem ter reconhecido o nome do professor: Curt Connors que, ao tentar recuperar seu braço perdido (você reparou que ele não tinha um braço, não reparou?), se torna o temível lagarto, um dos vilões que mais quero ver no cinema, ao lado de Electro e Venom. Cruzem os dedos, nerds, quem sabe no próximo filme não vemos o Lagarto na tela grande.

            Assim como no primeiro filme, a equipe criativa percebeu que o legal do Homem-Aranha é justamente não ser um daqueles heróis indestrutíveis e para os quais tudo dá certo. Como já disse inúmeras vezes aqui no DELFOS, o Aranha é um herói com quem os leitores podem se identificar onde sua identidade secreta, o Peter Parker é mais importante do que o próprio aracnídeo. Sabiamente, o pessoal centrou a história em Peter e nos seus problemas para pagar contas, para arranjar namorada e para cuidar da sua tia indefesa (que nem é tão indefesa assim, o Doutor Octopus que o diga). Isso aproxima o herói do espectador e nos faz gostar e torcer ainda mais por ele. Claro que torcer não adianta muito já que, assim como nos quadrinhos, tudo dá errado para Peter (e quem nunca se sentiu assim?).

            Outra sábia decisão: o vilão do filme, Otto Octavius, mais conhecido como Doutor Octopus, não começa o filme como vilão. Ele é mostrado inicialmente como um cientista que visa melhorar as condições de vida da humanidade através de uma fonte de energia mais barata. Infelizmente, não é só para Peter que as coisas dão errado e um acidente acaba transformando o pobre cientista em um insano bandido. Esse tempo em que Otto é mostrado como um cientista “do bem” leva o público a gostar do personagem, chegando a ficar com pena quando percebe a iminência do acidente. E aqui cabe o primeiro defeito que vou apontar no filme (afinal, não é porque eu gostei muito que o filme é perfeito): uma vez vilão, Octavius se torna realmente um vilão, se é que você me entende. Talvez se ele ficasse meio dividido entre o bem e o mal, fizesse com que o espectador mantivesse a afeição criada pelo personagem no início do filme. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:16 AM
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   Cinema – Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2 – EUA – 2004) - Parte II

            Para os nerds que estão lendo essa resenha e que verão (ou já viram) o filme, referências não faltam. Podemos ver desde personagens do gibi como Betty Brant (que chegou a namorar Peter no gibi) e Robbie Robertson (o editor gente boa do Clarim), até cenas classiquíssimas como a histórica capa com o uniforme do aracnídeo no lixo, imortalizada na arte de John Romita e agora reinterpretada em uma versão live action. Coisa de quem sabe o que faz e que conhece o produto em que está pondo a mão. Outro que está impecável e que ganhou uma participação maior que a do primeiro filme é o (hilário) dono do Clarim, J. Jonah Jameson, igualzinho aos gibis, tanto na personalidade quanto no visual.

            Algumas pontas de ídolos dos quadrinhófilos (gostou da palavra? Acabei de inventar, significa “aquele que ama quadrinhos”) também podem fazer sua alegria. Como não poderia faltar, o criador do Aranha, Stan Lee está presente. O queridinho do diretor Sam Raimi e astro da série Uma Noite Alucinante, Bruce Campbell (que fez o locutor da cena de luta livre do primeiro filme) também reaparece aqui em um novo personagem. Claro que eu não vou contar onde esses caras aparecem, impedindo o amigo Delfonauta de brincar de Onde Está Wally durante a sessão.

            Vou aproveitar que citei o diretor e continuar no assunto, além de dar mais uma de minhas polêmicas opiniões. Existem algumas profissões (tradutor de filmes, por exemplo), que você só se lembra que existe quando o cara faz algo errado. Eu costumo ver diretor de cinema mais ou menos dessa forma. Para mim, uma direção bem feita, é aquela que você não lembra que o cara existe. Se a câmera ficar tremendo, o filme for escuro demais ou as imagens ficarem fora de foco, eu já faço bico (leia minha resenha para Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban em http://delfos.zip.net/arch2004-06-16_2004-06-30.html e entenda o que quero dizer). Pois bem, Sam Raimi conseguiu uma façanha: me fazer lembrar que ele existia sem prejudicar o filme. Através de algumas mudanças de câmera estilosas e outras coisas que não vou contar para não estragar a surpresa. Com isso, Raimi me fez calar a boca e repensar minhas opiniões e olha, isso não é fácil.

            Mas tem mais defeitos vindo por aí e esse míssil vai diretamente para as fuças de Raimi: por que diabos os personagens digitais estão tão falsos? Cara, tem cenas em que o Homem-Aranha ou o Doutor Octopus parecem tirados do jogo de Master System. Quem foi que aprovou esses bonequinhos? Porque eu realmente tenho dificuldade de aceitar que alguém que conseguiu recriar com tamanha fidelidade uma cena presente no inconsciente coletivo de todos os nerds do planeta (aquela da lixeira) teria a pachorra de aprovar um troço falso e ridículo daquele jeito. E se você puder me explicar, por favor faça aí nos comentários, porque eu estou perdendo o sono em busca dessa resposta.

            Defeitos à parte, Homem-Aranha 2 é fantástico (eu sei que já falei isso, mas ele é mesmo, que eu posso fazer?). Arrisco até a dizer que é o melhor filme que já assisti. Claro que isso pode ser apenas a empolgação de ter acabado de assistir a um personagem que acompanho há 12 anos em sua segunda encarnação na telona e ainda melhor que a primeira, mas isso eu só vou saber quando comprar o DVD e puder assistir mais um monte de vezes (pena que não dá para comprar o DVD na saída do cinema). E já vou avisando, se a Columbia/Sony fizer a mesma besteira que fez no DVD do primeiro filme (lançar no Brasil apenas a versão em tela cheia), vou comprar importado mesmo e não quero nem saber. E você, se ainda não assistiu corra ao cinema para assistir, Homem-Aranha 2 é fantástico e eu vou repetir isso quantas vezes for necessário.

            Lembre-se: "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", se todo mundo seguisse esse lema, nosso mundo seria bem melhor e mais justo. E que venham mais 7 filmes (se você não entendeu, leia a notícia logo abaixo da do Marlon Brando).



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:15 AM
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   Cinema – Notícias – Cinema – Morre Marlon Brando

E mais uma grande personalidade norte-americana foi para o outro lado. Primeiro, tivemos a morte do grande Ray Charles e agora, quem nos deixou foi um dos maiores, senão o maior, ator da história do cinema: ninguém mais e ninguém menos que Marlon Brando, aos 80 anos de idade.

O ator faleceu em um hospital de Los Angeles na última quinta-feira, vítima de complicações respiratórias após uma vida marcada por muito profissionalismo e competência dentro da tela grande, mas muita esquisitice e abusos fora dela.

Dono de papéis marcantes como o mafioso Don Corleone em O Poderoso Chefão, o maluco Coronel Kurtz de Apocalypse Now, ou o arruaceiro Johnny de O Selvagem, o ator, que outrora já foi considerado como um dos homens mais bonitos e charmosos do cinema, estava irreconhecível e vinha passando por problemas sérios de saúde na última década que o afastaram de sua profissão. Para piorar sua situação, vários problemas pessoais, como o suicídio de sua filha e a prisão de seu filho (acusado de matar a irmã), o deixaram em depressão, fazendo com que ele se isolasse até mesmo de seus amigos mais próximos e vivesse como um ermitão.

Brando ganhou dois Oscars: o primeiro por Sindicato dos Ladrões (1955) e depois pela sua maravilhosa interpretação em O Poderoso Chefão (1973), mas na sua segunda premiação acabou recusando seu prêmio e mandou uma atriz vestida de índia ir pegar o Oscar em seu lugar, uma atitude ousada e típica de sua vida com muita fama e excessos. Como uma homenagem ao ator, eu recomendo que você vá imediatamente a uma locadora e pegue o primeiro Poderoso Chefão, Apocalypse Now, e O Selvagem para nos lembrarmos que, em uma época nem tão distante assim, os atores podiam até se destacar pela sua beleza, mas também tinham talento e competência de sobra (viu, Rede Globo?). Obrigado por tudo Marlon!



 Escrito por Bruno Sanchez às 7:33 PM
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   Cinema – Notícias – Homem Aranha 2: um preso, 9 filmes e milhões de dólares

Seguindo as mais novas (e severas) regras de fiscalização nos cinemas norte-americanos, em especial quando um filme muito “poderoso” está em cartaz, a polícia de Los Angeles prendeu um jovem de dezesseis anos que usava uma câmera descaradamente durante uma sessão de pré-estréia do filme Homem Aranha 2 para provavelmente depois disponibilizá-lo em algum programa P2P. O dedo-duro do rapaz, foi o próprio projecionista do filme, que observava o público usando um daqueles óculos de visão noturna à la Swat. O garoto foi detido, mas logo depois libertado sob a custódia dos seus pais e espera uma decisão da justiça americana, podendo ficar preso por um ano e/ou pagar uma multa de até US$ 2.500,00 A fobia pela caça aos piratas do cinema está em estágios tão avançados que, até mesmo, uma recompensa de US$ 500,00 é oferecida aos funcionários que forem bem sucedidos na busca.

Alheio a isso, a estréia de Homem Aranha 2 foi um verdadeiro sucesso, batendo a chegada nas telas do primeiro episódio e se tornando a estréia em uma quarta-feira mais lucrativa da história, com 38,60 milhões de doletas, devendo chegar aos US$150 milhões SOMENTE no primeiro final de semana em cartaz.

A empolgação com o filme é tão grande que Avi Arad, o produtor dos filmes da Marvel já anunciou que, segundo seus planos, a franquia do Homem Aranha nas telonas deve chegar até um nono episódio. Seria quase um Mega-man (aquele jogo do robozinho azul que só no Nintendo 8-Bits teve 6 episódios) do cinema, o que mais ou menos significa que seus netos se divertirão com as aventuras do aracnídeo também. Ainda falando do 3º episódio, que deve estar pronto para 2006, Arad já quase confirmou a presença do competente Diretor Sam Raimi.

O Corrales vai assistir ao filme no sábado, o que significa que na próxima segunda já teremos uma resenha bem completa sobre este, que está prestes a se tornar, um dos maiores filmes de todos os tempos. E viva o Homem-Aranha (e o rei dos nerds Peter Parker, é claro)!



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:28 AM
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   Quadrinhos – Snoopy, Eu Te Amo (Editora Conrad, 2004)

As Histórias em Quadrinhos estão vivendo um grande momento de nostalgia no Brasil. Primeiro, tivemos a publicação da excelente coletânea do gênio da Disney, Carl Barks, pela Editora Abril há alguns meses (leia nossa resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-06-16_2004-06-30.html) e, agora, a Editora Conrad, lança este Snoopy, eu te amo. Isso sem contar a coletânea completa que está sendo lançada nos EUA com TODAS as tirinhas do Peanuts (Minduim, como Charlie Brown e sua turma são conhecidos em terras gringas) que saíram nos jornais norte-americanos durante os 50 anos de existência da obra de Charles Schulz (e aliás, tomara que este livro saia por aqui em breve também).

Mas neste trabalho da Conrad, o que temos não é uma simples coletânea abrangendo um determinado período da carreira do mestre Charles Schulz, mas uma compilação temática com o cachorrinho beagle Snoopy, Charlie Brown e sua turma com historinhas abordando apenas um dos grandes mistérios da humanidade: o amor.

O livro apresenta uma série de tiras, organizadas em ordem cronológica, que vão de 1952 até 1999, abrangendo praticamente toda a carreira dos Peanuts nas populares tirinhas de jornais. E quem melhor para nos dar uma visão romântica do que nosso amado Charlie Brown, uma das pessoas mais azaradas que já pintaram por essas bandas?

Pois é, apesar da presença garantida do cãozinho mais amado do planeta no nome e nos quadrinhos das folhas desta obra, é com o seu dono, Charlie Brown, que temos todos os momentos marcantes e constrangedores da vida: a eterna espera por um cartão no dia dos namorados, a decepção por não ter coragem para falar com a garotinha ruiva na escola, a desilusão de ser menos amado do que seu próprio cachorro. O personagem parece ter nascido para o fracasso e é justamente nesse “derrotismo” que nos identificamos e criamos um vínculo tão forte, afinal quem é que nunca teve uma decepção amorosa na vida ou ficou com inveja de algum amigo por ele se dar melhor com as mulheres do que você?

A vida de Charlie Brown é, na verdade, um belo simbolismo da vida do próprio autor, Charles Schulz (que sempre assumiu ser um azarado por natureza e também nunca conseguiu conquistar a garotinha ruiva na escola onde lecionava – sim, a garotinha ruiva, na verdade, era sua aluna), e também serve como um exemplo de vida para todos nós, pois apesar de todas as adversidades, Brown nunca desistiu de receber um cartão no dia dos namorados, ou de ser justo e leal com seus amigos (Nota do Carlos: e por isso também mereceria estar na lista de personalidades mais Rock ´n´ Roll da história – leia em http://delfos.zip.net/arch2004-06-16_2004-06-30.html)

E falando nos amigos, é lógico que Snoopy, Patty Pimentinha, Marcie, Linus, Chiqueirinho, Spike e todos os personagens desta maravilhosa família, criada há mais de 50 anos, também marcam presença nos quadrinhos da coletânea vivendo as mais divertidas situações dentro do tema proposto.

O fato de a obra estar cuidadosamente organizada de maneira cronológica, também nos mostra a curiosa evolução dos personagens desde os anos 50 até a década de 90 tanto nos traços marcantes de Schulz, quanto na personalidade de cada uma de suas crias. É muito interessante observarmos, por exemplo, que logo na primeira tirinha, publicada originalmente em 1952, Charlie Brown tinha sim uma namorada, coisa inconcebível para a imagem que temos hoje do velho e bom Brown.

            Apesar do preço um pouco salgado (R$25,00) para o número de páginas (96 com 1, 2 ou 3 tiras em cada uma), é um livro que vale a pena, pois eterniza a obra impecável de Schulz (falecido no começo de 2000), na minha opinião, o maior autor de histórias em quadrinhos que já passou por nosso planeta. Cresci lendo e assistindo (quando passava na TVS – atual SBT e depois na Globo) as aventuras de Snoopy e Charlie Brown, e considero este livro um tributo ao sentimento mais bonito, mas ao mesmo tempo mais perigoso dos seres racionais.

A Conrad já anunciou planos para lançar em breve outros álbuns temáticos com os Peanuts. Vamos torcer para que eles aumentem um pouquinho este objetivo e lancem a maravilhosa coletânea completa de todas as tirinhas que está saindo na terra do Tio Sam. Os fãs brasileiros merecem.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:51 AM
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   Shows – SP METAL (Blackmore Rock Bar – 26 de Junho de 2004) - Parte I

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Nostalgia total! Esse era o clima da noite de sábado no, já tradicional, Blackmore Rock Bar, para a apresentação de dois grandes ícones da história do Heavy Metal brasileiro nos anos 80: Harppia e Centúrias.

Ambas são pioneiras do Heavy Brazuca pois começaram as suas atividades nos anos 80, antes ainda do primeiro Rock in Rio (1985), e têm muitas características em comum, como as letras em português, alguns integrantes que tocaram com as duas formações e o fato de tocarem o mais puro e tradicional Heavy Metal, sem os rótulos (Thrash, Death, Black...) que conhecemos hoje em dia para o estilo.

O Blackmore recebeu um bom público para esta apresentação, e  aliás, vale destacar que era um pessoal bem heterogêneo. Você podia encontrar desde os tradicionais headbangers dos anos 80 (que ou estavam com suas jaquetas jeans, calcas de couro e cintos de bala, ou estavam desfilando seus cabelos curtos já grisalhos e roupas mais discretas mas mesmo assim nutriam a mesma paixão pelo Metal de 20 anos atrás) até uma galera mais nova que está conhecendo o som das duas bandas agora.  

O Harppia, após a mancada do show passado no Volkana (onde tiveram seu set, que já era curto, ainda mais reduzido de última hora pelos problemas técnicos que ocorreram na casa, leia em http://delfos.zip.net/arch2004-06-01_2004-06-15.html), pôde fazer uma apresentação com muito mais calma e tocar mais de dez músicas, em um set bem variando contando com os grandes clássicos do Metal nacional, além das novas composições que soam muito legais ao vivo.

Foto: Carlos Eduardo Corrales

E pode ter certeza que Jack Santiago (vocais), Kleber Fabiani (guitarras), Ricardo Ravache (baixo) e Fabrício Ravelli (bateria) estavam dispostos a fazer o chão do Blackmore tremer em, mais uma vez, um show de carisma e competência.

Entre as novas composições, o destaque no show foi, com certeza para (a já clássica) Metal pra Sempre, que sempre conta com uma ótima recepção e já tem muitos fãs com sua letra na ponta da língua emocionando Jack. Não posso me esquecer também da belíssima Vagando na Noite, com uma letra muito legal, e de Não Haverá Outro Amanhã, com uma letra consciente sobre os problemas atuais da humanidade e um instrumental bem pesado.

A ótima Metal Comando, originalmente do Centúrias, também fica ótima na voz de Jack e na roupagem mais pesada de seu instrumental que ganhou na versão do Harppia. Situação semelhante aconteceu com Neste Deserto, ótima versão de Desert Plains do Judas Priest, que também ganhou um instrumental mais pesado que a original e começou com uma brincadeira da banda tocando a música em inglês, mas parando logo na entrada dos vocais com Jack fazendo uma saudação ao nosso idioma, onde o guitarrista Kleber mandou um “Eu não sei tocar essa música em inglês” e recomeçaram com a versão em português.

O final do show foi apoteótico com A Ferro e Fogo (com uma participação, mais uma vez, marcante da platéia) e Náufrago fazendo com que todos os presentes ovacionassem a banda. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:22 AM
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   Shows – SP METAL (Blackmore Rock Bar – 26 de Junho de 2004) - Parte II

Foto: Carlos Edurardo Corrales

Um problema na guitarra de Kleber, porém, causou um susto e quase impossibilitou os harppianos de tocarem o seu maior clássico, Salém. Após uma pausa para o ajuste na guitarra e de um improvisado e curto solo de bateria de Fabrício para passar o tempo, a banda executou com precisão a música e todos saíram satisfeitos ao presenciarem mais uma vez um dos grandes hinos do Metal nacional (que agora, tem inclusive uma versão em inglês gravada pela banda Monster e presente no novo CD dos caras No One Can Stop Us). Mais um show, literalmente falando, do Harppia e seus integrantes.

Finalizada a primeira metade do evento, ficava no ar a grande expectativa para o show de retorno do outro ícone do Heavy Metal nacional dos anos 80: era a volta do Centúrias, que não tocavam juntos desde 1988. Eles começaram a carreira, ainda antes que o Harppia, em 1980. A banda fez bastante sucesso com a comunidade headbanger naquela década e participou da primeira coletânea SP METAL em 1984 (juntamente com o Vírus, Salário Mínimo e Avenger); Dois anos depois lançou um EP intitulado Última Noite e, finalmente, em 1988, lançaram um LP completo, o ótimo Ninja, que tem diversos clássicos do Metal nacional como por exemplo a Metal Comando, sempre tocada pelo Harppia nos shows.

Após uma breve troca de equipamentos, o carismático baterista Paulo Thomaz (que também já tocou no Harppia), mais conhecido como Paulão, sobe ao palco e dá início à primeira apresentação do Centúrias, depois de 16 anos de inatividade.

O show, na verdade, foi uma grande festa, com a participação de vários convidados especiais, ex-integrantes, e muita agitação por parte do pessoal da velha guarda que realmente estava com saudade do som dos caras.

Da primeira fase da banda (da época do SP Metal e do EP) tivemos a participação do vocalista Eduardo Camargo, o tradicional Edu, que cantou algumas músicas clássicas do começo da carreira da banda, quando o Centúrias ainda era mais voltado para um Hard Rock setentista estilo Deep Purple e Led Zeppelin. O destaque desta primeira parte vai para a marcante Rock na Cabeça.

Infelizmente, parece que Edu não estava se sentindo muito à vontade em cima do palco pois não se comunicou com o público e se limitava a fazer alguns “barulhinhos” com a boca nos intervalos das músicas.

Mas foi quando César “Cachorrão” Zanelli assumiu os vocais e a banda começou a tocar, um a um, os clássicos do álbum Ninja, que o show realmente pegou fogo. É impressionante que, mesmo após, tanto tempo sem tocarem juntos, a banda ainda mostra uma química muito forte no palco e ficou bem evidente a felicidade dos músicos com a receptividade do público.  

A ótima Guerra e Paz, que já é maravilhosa em sua versão de estúdio, fica ainda mais energética tocada ao vivo com a participação de todos cantando juntos, outro destaque vai para Animal que também levanta até defunto.

Um único destaque negativo que eu não posso deixar de mencionar, eram algumas declarações polêmicas do baterista Paulão, que em determinado momento disse que “quem gosta de Metal não precisa estudar”, “estudar é pra viado”, e coisas do gênero. Como em todas profissões competitivas atualmente, o músico também precisa estar sempre com seus estudos e conhecimentos atualizados para não ficar defasado e acabar sendo passado para trás (infelizmente). Além do mais, em um país com tantos problemas, tanto desemprego e dificuldade social, a última coisa que alguém pode pensar é em parar de estudar. Não quero me alongar muito no assunto, mas espero que nossos inteligentes leitores não sigam o exemplo do simpático Paulão, um puta baterista, mas que podia ter saído sem essa.

Devido a uma forte gripe (que inclusive me deixou de molho o resto do final de semana até hoje), acabei não conferindo na íntegra a apresentação do Centúrias com todas as participações especiais, mas a impressão que me deu foi bem positiva, em especial da fase “Cachorrão”. Esperamos que a volta da banda seja algo definitivo mesmo e que tenhamos muito mais shows pela frente desses grandes ícones do Metal nacional. Um sábado nostálgico, mas muito legal. Parabéns às duas bandas e ao Heavy Metal brasileiro por mais um (bem sucedido) retorno! Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:18 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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