Delfos - Jornalismo Parcial
   Música – Notícias – Twisted Sister cancela show no Brasil?

Algo muito estranho aconteceu nesses últimos meses. O Twisted Sister, uma das bandas de Rock mais legais que já apareceram e que voltou à ativa após uma pausa de quase 20 anos, havia anunciado em sua página oficial, um show para o Brasil agora em Agosto, no Olympia (em São Paulo) para o dia 28. Os ingressos, aparentemente, já estavam à venda (segundo o site do Olympia) e as grandes páginas de Rock e Metal da Internet (e aí incluo o DELFOS), além das maiores revistas especializadas, também confirmaram a informação há alguns meses.

Porém, de lá para cá, nada mais se comentou sobre o assunto e a página oficial da banda simplesmente apagou a data de São Paulo da turnê. O interessante é que ninguém mais tocou no assunto, nem as revistas, nem os sites. E estou trazendo agora a informação em primeira mão para vocês que, infelizmente, o show que o Twisted Sister faria em nosso país, parece ter sido cancelado sem NENHUMA explicação.

É um desrespeito da banda, para com seus fãs brasileiros, e acima de tudo, é um desrespeito das grandes publicações também com seus leitores, que sequer se deram ao trabalho de pesquisar mais a fundo a informação e não divulgaram mais nada a respeito.

Caso haja algum reagendamento das datas para o nosso país, pode ficar tranqüilo que você, leitor do DELFOS, será o primeiro a saber. Afinal, nossa equipe já estava sonhando com a possibilidade de se divertir cantando a plenos pulmões You Can’t Stop Rock n’ Roll no Olympia.



 Escrito por Bruno Sanchez às 3:24 PM
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   Música – Notícias – Última entrevista de Cliff Burton pode ser conferida em site brazuca

Uma preciosidade emocionante, é isso que eu posso dizer após ler a última entrevista de Cliff Burton, 14 horas antes do acidente de ônibus que encerraria sua vida em 27 de Setembro de 1986. O famoso integrante do Metallica, um dos melhores baixistas da história, gravou os três primeiros (e melhores) CDs da banda e ajudou a divulgar o nome Thrash Metal com orgulho em todo o mundo.

Em seu último depoimento, Cliff se revelava um fã de uma nova banda chamada R.E.M (sim, eles mesmo, mas quase uma década antes da banda começar a fazer sucesso), e dizia que não se importava se o som do Metallica não tocava nas rádios. A entrevista foi conduzida por Jörgen Holmstedt em Estocolmo para a revista Okej, mas só foi publicada agora, 18 anos depois, pela Sweden Rock Magazine.

A página brasileira, Metallica Remains, trouxe esse documento histórico com exclusividade ao público brasileiro com a tradução completa. Você pode acessar o arquivo aqui:

http://www.metalremains.com/?action=fullnews&id=104



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:27 PM
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   Música – Notícias – Edguy pode gravar primeiro DVD no Brasil

Tobias Sammet, vocalista do Edguy e mentor do projeto Avantasia, em uma recente entrevista declarou que pretende gravar o primeiro DVD da banda no Brasil.

Segundo o vocalista, alguns shows na América do Sul serão gravados para o futuro DVD, e que esta será uma grande chance para mostrar ao mundo que o nosso país não se resume a jogadores de futebol mas também a maravilhosos metalheads. Tobias também deu a entender que Andre Matos (Shaman) vai participar dos shows tupiniquins do Edguy, pois segundo o próprio, é a chance do vocalista do Shaman se vingar pelos gritos que Sammet deu no DVD da banda brasileira (o Ritualive, leia resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-01-16_2004-01-31.html).

O Edguy se apresenta em Outubro em São Paulo.



 Escrito por Bruno Sanchez às 5:29 PM
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   Música – Notícias – Nightwish no Brasil ainda esse ano

O fenômeno Nightwish confirmou uma mini-turnê brasileira para o final do ano. Até o momento apenas uma data foi divulgada: 04/12 em São Paulo no Via Funchal, mas as principais capitais brasileiras podem esperar uma visita dos finlandeses que estão tocando até na MTV (não que isso seja uma vantagem) ultimamente.



 Escrito por Bruno Sanchez às 5:29 PM
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   Literatura – Homem-Aranha 2 – Adaptação Oficial do Filme (Marvel/Panini – 2004)

            Quadrinhos baseados em filme baseados em quadrinhos (quê?) nunca são grande coisa. O mais engraçado é que eu apenas percebi isso quando estava lendo a adaptação do primeiro filme do Homem-Aranha. Possivelmente por ter sido a primeira vez em que eu realmente tinha expectativas altas em relação a um lançamento do tipo. Afinal, era a adaptação de um filme que eu tinha adorado, adaptada pelo próprio Stan Lee, que escreveu algumas das histórias mais divertidas do herói (quando ainda não existiam totens, Venoms independentes de um hospedeiro e desenhistas ruins). A decepção foi grande e fez com que eu percebesse nas adaptações seguintes (Hulk, Demolidor e X2) que as todas elas pareciam querer colocar o filme inteiro em 50 páginas, reduzindo cenas importantíssimas a um ou dois quadrinhos.

            E é exatamente assim que a adaptação da segunda incursão aracnídea nos cinemas se sai. Apesar dos bons desenhos e da ótima diagramação, deixa a desejar no quesito “contador de histórias”. A história é contada de forma apressada, mas está tudo lá, desde a cena no elevador (um quadrinho), até a cena da luta no telhado e no trem (que deve durar uns três quadrinhos).

            Mas, no fim das contas, esse gibi satisfez minhas expectativas (que eram baixas). Vá atrás apenas se você for muito fã do Aranha e estiver se remoendo de impaciência para colocar as garras no DVD de Homem-Aranha 2. E depois que você ler, se junte a nós na corrente que pretende iluminar os escritórios da Sony/Columbia para que o DVD não saia novamente em tela cheia (santa heresia!)

            Aproveite e leia a minha resenha para Homem-Aranha 2 em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:25 AM
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   Cinema – Notícias – Marvel e Fox confirmam X-Men 3

Em uma pequena nota divulgada ontem à imprensa juntamente com o balanço financeiro, a Marvel Enterprises, dona do direito sobre os mutantes e de todos os personagens da Marvel Comics e os estúdios Fox confirmaram o lançamento de X-Men 3 para maio de 2006, mesmo com a saída do diretor Bryan Singer (que foi para o novo filme do Super-Homem).

Muitos dos atores da franquia já informaram que só voltariam para um terceiro filme, caso Singer também voltasse a dirigi-lo. Resta saber como a empresa fará para contornar esse grave problema.



 Escrito por Bruno Sanchez às 4:24 PM
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   Música – Notícias – Notícias curiosas sobre novo trabalho do Judas Priest

O vocalista do Judas Priest, Rob Halford, deu uma entrevista muito divertida ao site Easy Bay Express (http//www.easybayexpress.com), onde revelou que o novo álbum da banda será uma mistura de Harry Potter com Senhor dos Anéis. Não entendeu? O Metal God explicou: o novo CD trará uma influência de J.K. Rowling (autora de Harry Potter) e ao mesmo tempo haverá uma canção épica no estilo Senhor dos Anéis.

Estamos todos contando os dias para colocar as mãos no novo trabalho do Judas, que chega ao mercado no dia 24 de dezembro e possivelmente virá acompanhado de um DVD com um show da turnê do retorno de Rob Halford aos vocais.



 Escrito por Bruno Sanchez às 4:24 PM
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   Game – Freedom Fighters (Electronic Arts – 2003) Parte I

Confesso que às vezes as páginas norte-americanas de jogos eletrônicos me dão nos nervos com suas análises tendenciosas de certos jogos, em especial quando se trata de algum lançamento da poderosa Electronic Arts.

Peguemos por exemplo este Freedom Fighters, um bom jogo sem dúvida, mas daí a levar um 9.3, a nota mais alta já dada pelo “conceituado” Gamespot até hoje, é demais. De cabeça consigo lembrar pelo menos cinco jogos que mereceriam notas mais altas. Protestos à parte, vamos ao jogo.

A premissa em sua estória é bem interessante: imagine uma realidade alternativa onde a União Soviética venceu a Segunda Guerra Mundial (fato que por muito pouco não ocorreu de verdade) e o comunismo tivesse se espalhado pelo mundo como um vírus. A Guerra Fria, ainda nos dias de hoje, seria uma realidade e, pior, a União Soviética, em uma total inversão de papéis decide invadir, sem um motivo aparente, os Estados Unidos e uma longa guerra pela liberdade começa. Ok, ok, se você achou que o tema era original, não se precipite, pois a mesma estória já foi contada em jogos como Command & Conquer: Red Alert e Operation Flashpoint, isso sem contar as dezenas de simuladores de combate aéreo do final da década de 80 que abordavam o mesmo tema. De qualquer forma, todos estes jogos te colocavam na pele de um soldado ou um comandante importante no contexto dos acontecimentos, e esta é exatamente a carta na manga de Freedom Fighters, pois você é Chris Stone, nada mais do que um simples encanador de Nova Iorque que presencia a invasão da cidade pelas forças soviéticas, sem um aviso prévio, enquanto consertava o vazamento de água de uma cliente. Para piorar as coisas, seu irmão Troy, é capturado pelas forças de ocupação e acusado de ser uma ameaça contra o estado soviético. Bom, e o que fazer agora?

Chris consegue fugir desta primeira leva soviética e encontra alguns rebeldes que, juntos, formam os “Lutadores da Liberdade” que dão nome ao jogo e pretendem, a todo custo, libertar Nova Iorque e os americanos presos (entre eles o irmão de Chris) das garras dos soviéticos. O restante da estória você vai ficar sabendo conforme for jogando, mas fique tranqüilo que muitas reviravoltas e surpresas vão acontecendo aos poucos.

O jogo em si é um belo exemplar de ação em terceira pessoa (mais ou menos como Max Payne) onde você controla Chris em várias fases interligadas, todas remetendo a localizações de Nova Iorque. A coisa funciona mais ou menos da seguinte forma: em um determinado mapa (entenda como se fosse uma fase), você tem três localidades para ir. Em uma terá de destruir uma ponte, mas para isso precisa de um explosivo que se localiza em outro ponto do mapa e, para chegar lá, precisa de uma determinada chave que está no terceiro ponto. Destruída a ponte e dominado um “QG” (coloque a bandeira), você avança para um outro mapa onde terá mais uma gama de missões e, assim, o jogo prossegue.

Obviamente, os soviéticos não vão deixar com que você cumpra seus objetivos e vão despachar uma grande quantidade de inimigos (a la Serious Sam, leia em http://delfos.zip.net/arch2004-02-16_2004-02-29.html) e veículos para tentar aniquilar as forças rebeldes.

Mas você não estará sozinho para enfrentar os Comunistas. Em cada fase, você também poderá contar com a ajuda dos demais rebeldes isolados, mas tudo depende de sua reputação (ou um “ranking” de como você cumpre as missões) para saber quantos soldados podem se aliar à você. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:11 AM
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   Game – Freedom Fighters (Electronic Arts – 2003) Parte II

O jogo é bem divertido, apesar de que em alguns momentos você se sente um pouco perdido, sem saber o que deve fazer e onde deve ir primeiro para chegar a um determinado ponto. Para isso é essencial ler com calma as indicações das missões e as dicas de seus companheiros antes de começar a matança. A dificuldade é moderada e, para falar a verdade, os soldados soviéticos são bem bobinhos. O grande problema reside mesmo nos veículos inimigos, em especial um helicóptero pentelho que aparece na maioria das fases.

Sua gama de armas é bem variada, você usa desde uma chave inglesa (não se esqueça que nosso amigo Chris era um encanador) até uma metralhadora ou lançador de foguetes.

Falando um pouquinho da parte técnica, os gráficos são bons, mas nada de outro mundo, o próprio Max Payne 2 dá um banho aqui. A física do jogo ainda se baseia em reações bem artificiais e os cenários não são muito variados (sim, isso significa que aquelas fases “bem” criativas do esgoto e dos galpões abandonados estão presentes). O lado bom é que Freedom Fighters não é um jogo pesado e roda bem mesmo em uma GeForce 2 MX. Os personagens também não são muito variados, especialmente quando falamos dos inimigos que só tem 3 ou 4 modelos diferentes e sem muitos detalhes na textura.

A parte sonora é o grande destaque positivo. As músicas são maravilhosas, passando a sensação do drama que os personagens estão vivendo ao som de melodias russas com um toque eletrônico muito interessante. Os sons e vozes também são todos muito bem feitos. Infelizmente, a voz de Chris retrata bem o estilo “herói americano” do brutamontes sem cérebro meio Rambo, mas a dublagem dos demais personagens ficou bem legal.

O último assunto que eu não posso deixar passar em branco é a famosa “patriotada” norte-americana, que, obviamente, até mesmo pelo contexto da estória de Freedom Fighters, não poderia deixar de estar presente, especialmente quando vemos que os soviéticos são todos retratados como pessoas malvadas (e atrapalhadas) sem coração que estão ali, simplesmente por estar, sem um maior motivo. Talvez seja até por isso que o jogo se saiu tão bem nas análises dos sites norte-americanos.

No final das contas Freedom Fighters é um bom jogo, sem grandes inovações, e um pouco cansativo em seu final, mas que merece ser jogado e apreciado. Não merece um 9.3, mas eu daria um 8 pela bela ambientação e parte técnica.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:09 AM
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   Cinema – Notícias – Novidades sobre a versão extendida de O Retorno do Rei

Após as bem sucedidas versões extendidas do Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel e As Duas Torres, é a hora de O Retorno do Rei também ganhar a sua versão do diretor. O DVD será lançado nos Estados Unidos em novembro com 50 minutos de cenas adicionais resultando em impressionantes 250 minutos na conclusão da aventura.

As novas cenas incluirão Saruman confrontando Gandalf em Isengard, cenas com o Palantir, o general Boca de Sauron nos portões negros de Mordor, Gandalf enfrentando o Rei Bruxo de Angmar, entre outras.

Infelizmente, os brasileiros ficarão fora da festa, pois mais uma vez, não há qualquer previsão de lançamento das versões extendidas de O Senhor dos Anéis em DVD por aqui.

Fique ligado no DELFOS para maiores informações sobre o lançamento.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:45 PM
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   Cinema – Notícias – Pierce Brosnan perde sua licença para matar

Após uma série de boatos sobre o assunto nos últimos meses, finalmente o ator Pierce Brosnan confirmou a triste notícia de que não viverá mais o agente  James Bond, o 007, nas telonas.

A MGM, responsável pela franquia do agente britânico mais famoso do mundo, ainda não se pronunciou a respeito da decisão de Brosnan (ou será que ele foi demitido do papel?) mas assegurou que o vigésimo primeiro filme da franquia ainda tem lançamento marcado para 18 de novembro de 2005.

Quem será que ocupará a vaga deixada por Brosnan? Boatos falam sobre Mel Gibson, Hugh Jackman, Eric Bana, Heath Ledger, Orlando Bloom, Ewan McGregor, Colin Farrell e Clive Owen. Você saberá em primeira mão aqui no DELFOS em breve.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:43 PM
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   Música – Notícias – Bomba sobre novo DVD do Stratovarius

Há alguns meses a novela do Stratovarius não ganha um capítulo novo, mas parece que uma nova palhaçada está a caminho.

Aparentemente, surgiu na web, em alguns sites europeus (http://www.dvd-inside.de/db/details.php?id=11558 e http://www.dvd-galaxis.de/genre-detail-no-153508-stratovarius.elementstour.alzheimer.in.milan.html), um novo DVD da banda em pré-venda, trazendo de um show da Elements Tour (a última turnê) em Milão, na Itália. A grande piada de mal gosto é o nome deste novo DVD: Alzheimer in Milan. Sim, é isto mesmo que você leu, o nome da terrível doença de Alzheimer, que até hoje não tem cura, pode ser o nome do novo DVD do Stratovarius, que antes batizava seus lançamentos com nomes reflexivos, como Infinite, Destiny e Visions.

A polêmica tomou conta do fórum no site oficial da banda, e muitas pessoas se pronunciaram sobre o mau gosto na escolha deste nome, afinal muitos têm parentes ou conhecidos que, inclusive, já morreram desta doença e não faria o menor sentido uma banda de Heavy Metal, ainda mais o Stratovarius, dar um nome desses a um DVD, mas o que faz sentido nessa banda hoje em dia?

De qualquer forma, o tecladista Jens Johansson, deixou uma mensagem no fórum onde explica que a banda deverá mudar o título do DVD até o seu lançamento, e que ele concorda que o nome Alzheimer é de muito mau gosto. Ele ainda esclareceu que o DVD não está à venda, e que ele ainda demorará um tempinho para chegar no mercado. O motivo para tal adiamento (o DVD deveria ter saído em maio), ele não pode contar. Fique ligado no DELFOS para mais novidades e para o próximo capítulo da Stratonovela.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:43 PM
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   Cinema – Efeito Borboleta (The Butterfly Effect – EUA – 2004)

            “Esse cara (Ashton Kutcher) não é ator suficiente para fazer filme sério”. Esse foi o pensamento que invadiu minha cabeça enquanto assistia ao trailer deste filme que, apesar da presença do tal Ashton (o Kelso de That 70’s Show), me chamou a atenção por ser o estilo de suspense que eu gosto. Aliás, Efeito Borboleta teria sido um filme pelo qual eu teria ficado bastante ansioso não fosse a presença do namorado da Demi Moore.

            Porém, independente da presença dele, resolvi ir assistir ao filme. E qual não foi minha surpresa ao ver que, em boa parte da fita, o personagem principal Evan Treborn não é interpretado por Ashton, pois nessas cenas (que devem representar metade do filme) conhecemos sua infância e adolescência. Uma boa surpresa, mas não a única, já que Efeito Borboleta é um filme bem legal.

            Evan Treborn é um cara/criança/adolescente que tem um sério problema. Suas memórias somem em determinados momentos, dando a impressão que um certo intervalo de sua vida nunca foi vivida. Não posso me estender muito nesse ponto para não estragar surpresas, mas posso dizer que realmente é muito assustador você estar assistindo ao filme, em uma cena completamente normal e de repente, a situação muda completamente sem você saber o que aconteceu.

            Alguns anos depois, já um jovem adulto, Evan descobre uma maneira de ver o que aconteceu nesses brancos de sua memória. E então vai descobrir que não se pode alterar o passado, sem modificar tudo que aconteceu no futuro. Coisa que já sabíamos desde (no mínimo) De Volta Para o Futuro, diga-se de passagem.

            Efeito Borboleta lembra muito um Corra, Lola, Corra melhorado e menos clubber. Porém, um dos grandes defeitos do filme alemão também acontece aqui, embora em menor grau: a repetição. As primeiras vezes em que Evan volta no tempo são muito legais, mas depois da quarta e da quinta, você começa a pensar que o conceito daria uma ótima série de TV, mas em um filme é necessário um fim e parece que o fim nunca chega.

            Mas apesar da falta de originalidade e da repetição, Efeito Borboleta é um bom suspense. Definitivamente superou minhas expectativas e, depois que você se envolve com a história, até esquece de como Ashton Kutcher é ruim.

 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:27 AM
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   Cinema – Notícias – Michael Moore se preparando para o próximo documentário

As pessoas podem acusar o cineasta Michael Moore do que quiserem, menos de não ser um cara de visão com o dom de botar o dedo nas feridas que nos incomodam tanto. Seu último documentário, Fahrenheit 11 de setembro, é o primeiro a quebrar a barreira dos 100 milhões de dólares. Se levarmos em consideração que o filme custou apenas 6 milhões, o cara pode ser considerado o mais novo fenômeno (underground) de Hollywood. Até porque a produção enfrentou diversos obstáculos, como a recusa da Disney em distribuí-lo, a ameaça do Senado norte-americano em processá-lo, entre outras coisas

Mas, com o dinheiro no bolso, o cineasta deve desenvolver seu próximo longa com muito mais facilidade. Aliás, segundo a Associated Press, Moore já tem toda a idéia e o formato de sua nova empreitada. Ela se chamará Sicko, um documentário sobre a realidade dos planos de saúde, outra ferida que incomoda a todos, tanto nos EUA, quanto no Brasil ou qualquer país do mundo.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:08 AM
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   Cinema – Notícias – Mais notícias sobre o filme do Quarteto Fantástico

A Comic Con deste ano está realmente quente. No último final de semana, compareceram ao evento o pessoal-chave da produção de Quarteto Fantástico, entre eles o diretor Tim Story e os atores Ioan Gruffudd (Reed Richards), Jessica Alba (Sue Storm) e Michael Chiklis (Ben Grim).

Entre as maiores novidades apresentadas está o design das roupas dos quatro heróis, que, nas palavras do produtor Avi Arad, será bem fiel aos quadrinhos, e a roupa do Dr. Destino, um misto entre o design inicial dos heróis e o que tem sido visto nas HQs mais recentes do grupo.

O diretor Tim Story, por sua vez, disse que o Coisa não será todo feito em CGI, pois ele não queria ver os atores contracenando com o vazio. Ele usará o CGI só quando for absolutamente necessário para dar a noção exata da força do Coisa.

O filme está previsto para ser lançado em dezembro de 2005.



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:16 PM
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   Música – Notícias – Keeper of the Seven Keys Part III pode estar a caminho

Essa é uma notícia bomba e pode ser tanto interpretada como algo positivo, como pode significar o assassinato dos dois dos maiores CDs de Heavy Metal que o mundo já conheceu. 

            O polêmico guitarrista e fundador do Helloween, Michael Weikath, disse em uma recente entrevista à revista canadense Brave Words que a banda está deixando a gravadora Nuclear Blast e que o próximo trabalho de estúdio do grupo pode ser a terceira parte do eterno clássico Keeper of the Seven Keys.

            Weikath adiantou que os ensaios para o novo álbum começarão em outubro e que eles tentarão fazer um Keeper III porque a vibração e o espírito na banda agora são muito similares a quando lançaram os Keepers I e II.

            Antes que você se anime com essa declaração, um tanto polêmica, Weikath também disse na mesma entrevista que a recepção ao último álbum da banda, Rabbits Don´t Come Easy, foi similar à dos Keepers (que blasfêmia). Vale lembrar que os tempos eram outros, e o Helloween tinha em sua formação o mestre Kai Hansen (hoje no Gamma Ray) e o maravilhoso vocalista Michael Kiske. Ou seja, grande parte do talento e da técnica presentes naqueles álbuns se perderam com o passar dos anos e das inúmeras brigas que a banda enfrentou com seus ex-integrantes. 

            Só nos resta aguardar maiores informações sobre o assunto que você poderá acompanhar de camarote aqui no DELFOS.



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:15 PM
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   Literatura – O Guia do Mochileiro das Galáxias (Editora Sextante – Douglas Adams – 1979)

Em se tratando de literatura britânica, muitos brasileiros conhecem apenas a fantástica saga criada por Tolkien com a febre de O Senhor dos Anéis e afins. Mas a terra da rainha tem em seu currículo nomes de respeito além de Tolkien, como Arthur Conan Doyle, Agatha Christie e, por quê não, Douglas Adams com sua série sobre o Guia do Mochileiro das Galáxias.

Há anos ouço falar deste livro, mas nunca consegui encontrá-lo nas prateleiras das lojas especializadas. Até que em uma visitinha recente a uma famosa (e gigante) livraria em um shopping aqui em São Paulo, dou de cara com um exemplar e nem pensei duas vezes antes de comprá-lo.

Douglas Adams escreveu o “Guia”, originalmente, como um programa de televisão no formato Sitcom, mas foi recusado por todos os canais onde tentou ganhar espaço na programação. Um funcionário da BBC inglesa, no entanto, gostou do trabalho de Adams e encaminhou os roteiros para uma rádio local de Londres que levou o programa ao ar, pela primeira vez, em 1978 no formato semanal, parecido com as antigas novelas do rádio que também tínhamos aqui no Brasil. Não preciso nem dizer que a série fez muito sucesso e passou para uma coleção em fitas cassete, novamente como um sucesso de vendas e, finalmente foi transformada, em uma coleção de livros. Só por curiosidade, o livro ganhou, finalmente, uma adaptação para a televisão em 1981, mas esta foi a única franquia da série que não fez muito sucesso. O escritor faleceu precocemente aos 49 anos de idade, em 2001, mas deixou como herança um belíssimo exemplar de ficção científica que nos traz várias reflexões sobre os motivos de nossa existência.

A premissa da história é bem interessante: imagine você, uma pessoa normal, dona de uma vidinha medíocre (já             se identificou?) que, de repente, sem mais nem menos, descobre que o Planeta Terra foi destruído e você é o único sobrevivente da espécie humana, perdido nos confins do universo infinito.

Pois isso foi exatamente o que aconteceu com Arthur Dent, um britânico que, de uma hora para outra, vê tudo o que ele conhecia indo literalmente para o espaço. Mas Dent não está sozinho nisso, seu amigo Ford Prefect (sentiu o trocadilho do nome?), um alienígena que vivia disfarçado aqui na Terra para nos pesquisar, vai ajudá-lo em sua nova readaptação. Prefect estava pesquisando a raça humana e o planeta Terra para escrever alguns parágrafos para o Guia do Mochileiro das Galáxias (daí o nome do livro), uma espécie de enciclopédia espacial (quase) completa, com a famosa e convencional frase “Não entre em pânico!” na capa e, onde estão reunidas informações sobre (quase) tudo que existe no universo, sempre com comentários irônicos e, digamos, não muito educados sobre os planetas e suas raças.

Ao contrário do que você possa estar imaginando, a história não gira em torno de um drama e não procura concentrar muitas páginas na reação de Dent ao perder seus amigos, familiares e seu planeta. O Guia do Mochileiro das Galáxias é um belo exemplar do humor britânico nonsense, estilo Monty Phyton (aliás, o autor Douglas Adams era amigo íntimo dos integrantes do grupo e fez uma participação especial em um episódio de 1974), que não perdoa nada e faz duras críticas à burocracia, política, à “alta cultura”, mas tudo cercado por doses cavalares de risadas e muitas situações inusitadas como, por exemplo, as portas de uma determinada nave espacial que gemem de prazer sempre que abrem ou fecham pelo bom serviço prestado aos seus donos, ou o robô depressivo Marvin.

A jornada através das galáxias e povos tão diferentes, acaba levando Arthur Dent a descobrir até mesmo o sentido da vida (de onde viemos e para onde vamos) e o verdadeiro propósito da criação de nosso querido planeta Terra. Para ler, reler, se divertir e refletir se, na verdade, não somos apenas protagonistas de uma grande piada cósmica. Surpreendi-me muito (sempre pelo lado positivo) com o livro e recomendo à todos. Mais que uma bela história engraçada, é uma aula de como valorizar o que realmente é importante na vida.

            A Editora Sextante está relançando o livro no Brasil por um preço camarada (R$ 20,00) após quase uma década de sumiço nas prateleiras. Vale lembrar também que este é apenas o primeiro volume da viagem de Arthur Dent pela galáxia. As aventuras continuarão em O Restaurante no Fim do Universo; A vida, o Universo e Tudo mais; e Até mais, e Obrigado pelos Peixes, que a Editora promete lançar em breve e serve de aquecimento também para o filme do Guia do Mochileiro das Galáxias que já está sendo rodado e deve sair em 2005.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:32 AM
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   Música – Notícias – Novo DVD clássico do Rainbow

Olha que presentão para os fãs do Rock pesado: agora em agosto, a Classic Rock Productions está colocando no mercado um DVD do Rainbow. Isso mesmo, a ex-banda de Richie Blackmore (ex-Deep Purple) e Ronnie James Dio (DIO e ex-Black Sabbath), que revolucionou a música pesada nos anos 70. O DVD se chama Inside Rainbow 1975-1979, cobre a fase da banda com Dio nos vocais e contém, além de videoclipes e trechos de shows da época, entrevistas com ex-membros da banda.

Ótimo aquecimento para o show do baixinho, uma das maiores vozes do Metal, que se apresenta no Brasil agora em Agosto também.



 Escrito por Bruno Sanchez às 4:15 PM
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   Música – Shows – Brazil Rock Stars (Kazebre Rock Bar – 23 de julho de 2004) - Parte I

            Nunca tinha ido ao Kazebre, mas havia ouvido muito de ruim sobre a casa. Localização, público, conforto... parecia que tudo relacionado ao bar era ruim. Resolvi aproveitar a apresentação do Brazil Rock Stars para conferir.

            Em uma das noites mais frias que já presenciei (devia ser ilegal fazer tanto frio), a primeira coisa que incomodou foi mesmo a localização, no extremo leste da cidade, um lugar completamente isolado e praticamente impossível de ir sem carro. A entrada é feia, o estacionamento idem, mas pelo menos é organizado, tendo funcionários da casa guiando os clientes durante todo o (longo) trajeto do estacionamento.

            Ao entrar no lugar, contudo, que surpresa. Logo de cara, vejo uma bela cachoeira, cabaninhas de madeira e tal. Realmente não entendi porque falam tanto que o lugar é ruim, pois é bem bonito e agradável. O palco é legal e bem iluminado e o som é bom. Mas tem dois grandes problemas, que se unidos se tornam muito piores: o público e a falta de uma área para imprensa.

            O público é daqueles extremamente mal educados, que fica empurrando para passar, mesmo quando não tem espaço e não pára de abrir aquelas rodinhas pentelhas. Porém, ao contrário dos shows de Metal, onde só entra na rodinha quem quiser e é apenas um lugar onde as pessoas ficam pulando, aqui as rodinhas abrem em todo lugar e tem vários idiotas que ficam dando socos e chutes, se achando os “roqueiros revoltados da Rede Globo”. Agora se isso já seria ruim se eu tivesse ido ao show apenas por diversão, imagina tentar fazer anotações para uma boa resenha, enquanto você tem que lutar para se manter em pé e ficar constantemente se defendendo de babacas que ainda não sacaram que o Rock/Heavy Metal é um estilo “do bem”? Daí o problema da falta de uma área para a imprensa, pois, tamanha foi a dificuldade de eu trabalhar, que isso afetou diretamente minha opinião sobre o show.

Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Quando chegamos, a banda de abertura, o Laguna estava terminando sua apresentação. “Esta é a nossa saideira”, disse o vocalista e mandaram uma cover dos Beatles. Não era, ainda tocaram mais duas saideiras depois dessa, todas anunciadas como a última música. Porque fazer isso foi algo que não entendi, mas deve haver algum motivo na cabeça da banda para tal.

            Pouco depois da banda deixar o palco, o apresentador vem e anuncia que daqui a pouco teremos o Brazil Rock Stars, com uma constelação de convidados, que incluía Andre Matos (Shaman, ex-Angra) e Derrick Green (Sepultura). A galera delirou, pois estes eram convidados não anunciados na divulgação da festa.

            Alguns minutos se passaram e a fantastiquíssima e cabulosa Burn, do Deep Purple foi iniciada. “Começou bem”, pensei com meus botões. Contudo, alguns segundos depois, o vocalista abre a boca. Meu deus! O cara conseguiu arruinar Burn! Tudo bem que cantar David Coverdale não é para qualquer um, mas para chegar ao ponto de arruinar uma das músicas mais legais da história do Rock é vergonhoso.

            Outra do Deep Purple, Strange Kind Of Woman, ficou bem mais legal. Com a entrada de um outro vocalista, fizeram um dueto que acabou se mostrando uma das partes mais legais da noite.

            Então anunciam o primeiro convidado, Theo Werneck e, com ele, tocam mais algumas músicas. Entre elas, Crosstown Traffic, do Jimi Hendrix, também tocada pelo Living Colour, em sua última passagem pelas nossas terras (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-04-16_2004-04-30.html). Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:34 AM
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   Música – Shows – Brazil Rock Stars (Kazebre Rock Bar – 23 de julho de 2004) - Parte II

            Então começam os inevitáveis solos. Quem acompanha o DELFOS, sabe a nossa opinião sobre eles, mas nesse caso eles exageraram. Primeiro foi um longuíssimo solo de bateria. Depois veio um de teclado (com o batera acompanhando). O público até estava empolgado com os solos, mas eu sempre me pergunto se eles não ficariam igualmente empolgados se o cara começasse a xingar a platéia (como tantos já fizeram) ou algo do tipo. Indago também se essa empolgação seria mantida caso eles soubesses que aquelas duas ou três músicas que sempre faltam no set (para um fã) foram exatamente as que foram limadas para que o solo se encaixasse no tempo de show.

            Solos terminados, mais um convidado: Márcio Sanches, guitarrista do Queen Cover (leia nossas entrevistas exclusivas com o cara em http://delfos.zip.net/arch2004-05-01_2004-05-15.html e http://delfos.zip.net/arch2004-05-16_2004-05-31.html) sobe ao palco e eles mandam aquela versão legal de We Will Rock You (sim, você entendeu certo, eu não gosto da versão original da música, que tem apenas bateria e vocal). Terminada a música, chamam Andre Matos e tocam Tie Your Mother Down, com um vocal abaixo da média de Andre, cuja voz não se encaixou tão bem na música. Márcio deixa o palco, enquanto Andre e o pessoal mandam Perfect Strangers, do Purple.

Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Pouco depois, Bruno, que faz o personagem Detonator, vocalista do Massacration, é chamado e sobe ao palco com uma inexplicável cara de mau, já que não estava encarnando o personagem. Outro que sobre ao palco é Paulo Jr., do Sepultura. Mandam juntos Sabbath Bloody Sabbath, sem que Bruno abrisse mão de sua cara de mau em nenhum momento. Pouco depois, outro Sepultura, Igor Cavalera se junta à turma.

            Uma pausa para o bis e voltam com o vocalista que arruinou Burn, para mandarem a ótima Kill The King, clássico do Rainbow, também arruinada pelo vocalista, que, em seus esforços para conseguir arruinar o maior número de clássicos possível, nem sequer cantou o refrão inteiro, dizendo apenas o nome da música e ignorando o “Strike him down”, por exemplo.

            Chamam de volta, então, toda a galera que participou, menos o Márcio Sanches e o Andre Matos        e tocam juntos a saideira Black Night (não precisa falar de quem, espero), que foi muito bem recebida e fez todos os presentes cantarem sua melodia juntos.

            O show termina (durou duas horas e meia) e onde está Derrick Green? O apresentador volta ao palco dizendo que ele teve que ir embora (teve mesmo ou era uma desculpa do cara para evitar o vexame de ter anunciado errado?) e que a banda ia voltar para mais músicas. A galera ficou esperando, gritando, chamando pela banda e nada... Uma atitude deprimente da organização da casa que, não satisfeita em anunciar participações que não aconteceriam, decidiu inventar qualquer besteira para as pessoas continuarem no lugar, consumindo, na esperança de ouvir mais algumas músicas.

            No geral, me pareceu um show onde os músicos se divertiram mais que o público, pois este parecia mais preocupado em arranjar brigas do que qualquer outra coisa. Mas não posso falar pelas outras pessoas, posso falar apenas por mim e digo que este Brazil Rock Stars deixou muito a desejar. A julgar pelas participações especiais que teve nesse dia, deveria ter sido muito melhor. Foi realmente uma bela oportunidade de fazer um show especial jogada fora em um setlist mal escolhido e com um excesso de solos individuais.

            Quanto ao Kazebre, o lugar é muito melhor e tem muito mais estrutura do que eu esperava. Resta a eles colocar um chiqueirinho na frente do palco para as fotos saírem boas e os fotógrafos não ficarem com medo de terem suas câmeras arrebentadas nas porradarias (afinal, o palco é super bom, nem parece palco de bar) e/ou um lugar para que a imprensa possa fazer o trabalho com um maior conforto e, conseqüentemente, maior qualidade. Quem sabe na próxima vez. Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:32 AM
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   Música – Notícias – Devolução dos ingressos do Masters Open Air

Com o cancelamento do Masters Open Air, o festival que ocorreria em São Paulo no dia 24/7, a produtora Showmaster soltou um comunicado irônico dizendo que em breve disponibilizaria informações para os interessados (como se não quiséssemos) em pegar o dinheiro de volta do ingresso comprado. Para quem ainda está um pouco perdido com a confusão toda, cheguei a escrever um desabafo sobre o assunto que você pode ler aqui: http://delfos.zip.net/arch2004-07-16_2004-07-31.html.

O tempo passou e, após alguns releases divulgados para a imprensa onde a Showmaster lamentava o ocorrido e acusava a empresa responsável pelo local onde o show aconteceria, eles resolveram finalmente dizer o que nos interessa: o procedimento necessário para a devolução do seu dinheiro. A partir de 23/7, basta ir ao mesmo lugar onde você comprou o seu ingresso (isso vale também para os guichês da Ticketmaster), com ele em mãos, para receber a grana de volta.



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:03 PM
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   Música – Notícias – Leia o processo de Dave Ellefson contra Mustaine

Sabe aquela confusão toda envolvendo o Megadeth, particularmente o vocalista e guitarrista Dave Mustaine e o baixista Dave Ellefson, que publicamos há alguns dias? Ficou curioso para ler, na íntegra, o processo movido pelo ex-baixista da banda reivindicando alguns milhões de dólares pela venda dos CDs da banda? Se você se interessou, basta baixar este arquivo para o seu computador:

http://www.blabbermouth.net/ellefson_vs_mustaine_Blabbermouth.net.pdf.

Mas atenção, para abri-lo,você precisa do programa Acrobat Reader (que você pode baixar aqui: http://www.adobe.com.br).



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:49 PM
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   Cinema – Notícias – Revelado o nome oficial do terceiro capítulo de Star Wars

Os nerds de todo mundo estavam eufóricos e apreensivos nos últimos meses: afinal qual seria o título oficial do terceiro (e definitivo) capítulo da cine-série Star Wars?

Este é provavelmente o capítulo mais importante da saga e mostrará, entre outras coisas, o jovem Anakin Skywalker mergulhando no lado negro da força e se transformando no poderoso Darth Vader.

Pois bem, o título foi finalmente anunciado, de forma oficial por Steve Sansweet, um dos diretores da Lucasfilm (empresa de George Lucas, responsável por tudo relacionado ao universo Star Wars) durante a maior convenção de quadrinhos do mundo, a Comic-Con, que acontece anualmente em San Francisco.

O nome oficial (e seguindo a “enorme” criatividade dos outros títulos da série, estilo Ameaça Fantasma e Ataque dos Clones) será Star Wars III: Revenge of the Sith (a versão em português deverá ser algo como A Vinganças dos Sith). Para quem não se lembra, os Sith são os jedis que caíram para o lado negro da força, como acontecerá com o próprio Darth Vader.

O filme tem estréia marcada, nos EUA, para 19 de maio de 2005. Até lá, fique antenado aqui no DELFOS para mais novidades.



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:46 PM
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   Música – Notícias – Juan Brujo do Brujeria é preso no México

Uma notícia curiosa: o vocalista Juan Brujo, da polêmica banda de Death Metal Brujeria, foi preso no último dia 17 pouco antes de subir ao palco para uma apresentação em Tijuana, no México, por porte ilegal de armas e drogas (marijuana, aliás o nome de uma paródia que eles fizeram em cima da música Macarena). O policial que prendeu Brujo também questionou o fato do vocalista estar com uma bandeira do México cobrindo seu rosto por achar isso um desrespeito à bandeira mexicana.

Quem deu a informação foi o guitarrista Dino Cazares (Ex-Fear Factory, e também conhecido como Asesino no Brujeria). Juan Brujo passou três dias atrás das grades e teve de pagar uma fiança de milhares de dólares para ser libertado.
            A ironia de toda essa história é que a banda e seus integrantes amam e defendem o México e os latinos com unhas e dentes em suas controversas músicas.
            Vale lembrar que o Brujeria se apresenta em São Paulo no início de Agosto e que estes devem ser os últimos shows da carreira da banda.



 Escrito por Bruno Sanchez às 4:22 PM
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   Música – Notícias – Angra divulga nome e informações do novo álbum

O Angra divulgou o nome e algumas informações sobre seu novo CD (aquele com a participação de Mílton Nascimento, como você leu no DELFOS, em primeira mão). O novo trabalho se chamará Temple of Shadows, foi produzido por Dennis Ward (responsável também pelo bom Rebirth), e traz diversas participações especiais: além de Milton, também tocarão no álbum o mestre Kai Hansen (Gamma Ray), Sabine Edelsbacher (Edenbridge) e o bardo Hansi Kürsch (Blind Guardian), entre outros.

Segundo um comunicado da banda, este será mais um trabalho conceitual, com tema criado por Rafael Bittencourt, sobre um cavaleiro cruzador chamado The Shadow Hunter (mas que nome criativo, hein?), que no século XI começa a questionar a Igreja Católica (fico até em dúvida se é mais criativo o nome ou o conceito).

O novo CD deverá ser lançado agora no segundo semestre.



 Escrito por Bruno Sanchez às 4:14 PM
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   Música – Notícias – Veteranos do Viper prometem revolucionar o Metal nacional de novo

            Os veteranos do Viper estão preparando um retorno (agora, pelo visto, é sério) com força total e com vocalista novo. O escolhido é Ricardo Bocci, que integrava o grupo de Hard Rock de Campinas, Rei Lagarto e tem um estilo mais próximo ao ex-vocalista Andre Matos (atual Shaman).

A banda já está produzindo o novo trabalho, ainda sem nome, e promete voltar às raízes com um CD do nível do fenomenal Theatre of Fate, um dos melhores trabalhos do Metal nacional de todos os tempos.

Se essa volta realmente irá se consolidar e se o novo álbum de estúdio será fora de série, são coisas que apenas o tempo poderá responder (com uma ajudinha do DELFOS que leva a notícia a você, é claro). Mas vale lembrar que o último trabalho dos caras (com Pit Passarell nos vocais) foi o horroroso Pop/Rock de Tem pra Todo Mundo e que o ex-guitarrista da formação original Yves Passarell, atualmente toca no (argh!) Capital Inicial.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:24 PM
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   Cinema – Notícias – Disney e Pixar se reconciliam

            Reviravolta total na história do cinema: após um fim de casamento tumultuado, a Pixar ainda tentou negociar várias parcerias, sem sucesso, com os demais estúdios norte-americanos e, como um bom filho à casa retorna, os executivos da Companhia (liderados por Steve Jobs, o também fundador da Apple), resolveram retomar a parceria com os estúdios do Mickey e do Donald e que, afinal de contas, os projetaram.

Essa notícia surpreendeu a todos hoje, porque o fim da parceria entre as duas empresas foi um pouco traumático e uma reconciliação, aparentemente, era inviável. Vale lembrar que da parceria surgiram algumas pérolas da animação recente como Procurando Nemo, Toy Story, Monstros S.A e Vida de Inseto.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:18 PM
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   Cinema – Notícias – Morre o maestro e compositor Jerry Goldsmith

Uma triste notícia nos chega de Hollywood. Um dos mais famosos compositores norte-americanos de todos os tempos, Jerry Goldsmith, faleceu aos 75 anos, após uma terrível luta contra o câncer.

Goldsmith, é considerado, ao lado de John Williams, um dos mestres das trilhas sonoras e foi o responsável por trilhas memoráveis como os filmes de Star Trek, o Planeta dos Macacos original, A Profecia (que lhe rendeu o único Oscar da carreira em 1976), a marcante trilha da trilogia de Rambo, Alien, Instinto Selvagem, O Vingador do Futuro, Gremlins, entre muitos outros. O compositor também atuava compondo para seriados como Viagem ao Fundo do Mar e Além da Imaginação e até arriscou algumas participações especiais em Gremlins e Gremlins 2 como figurante.

O maestro Jerrald K. Goldsmith nasceu em 1929, em Los Angeles, e começou a sua carreira compondo jingles e trilhas para a rádio CBS no início dos anos 50. O grande salto em sua carreira ocorreu com a trilha sonora de Planeta dos Macacos em 1968 onde pôde utilizar todo seu conhecimento para criar sons alternativos que se encaixassem no contexto do roteiro. De lá para cá, ele foi o responsável pela composição da trilha sonora de mais de (respire fundo antes de ler isto) 300 filmes!

Para entender mais da genialidade de Jerry, vale a pena ouvir um pouquinho uma de suas trilhas mais brilhantes e conhecidas: o primeiro filme de Star Trek, o nosso Jornada nas Estrelas.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:12 PM
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   Cinema – Pelé Eterno (Brasil - 2004)

Antes de ir ao cinema assistir Pelé Eterno, li algumas resenhas negativas sobre este projeto que me desanimaram um pouco de correr logo que o filme estreou. Após algumas semanas, com as outras boas opções para assistir, esgotadas, resolvi ceder e dar uma chance para conferir de perto se eu concordava ou não com os críticos especializados.

Depois de uma chuva de gols e jogadas geniais, posso afirmar que é uma pena, mas realmente, o novo “documentário” de Aníbal Massaini Neto sobre o maior jogador de futebol de todos os tempos, não conseguiu representar nas telas o que Pelé significou nos gramados.

O maior problema é o filme / documentário não se preocupar em mostrar o lado humano de Pelé e nem desmistificar a sua identidade por trás da lenda. Pelo contrário, ele perde pouquíssimos minutos se concentrando nas origens de Edson Arantes do Nascimento, seu contato com a família, seus amigos, e sua vida longe do mundo do futebol, o que convenhamos é um erro, pois deixamos de conhecer mais sobre o homem Edson e já acreditamos que um garoto de 17 anos pode chegar na Seleção Brasileira de uma hora para a outra, sem maiores barreiras.

Esse lado “Super-Homem” afugentou quem estava atrás de maiores detalhes sobre a vida íntima de Edson e, provavelmente, foi a causa da irritação dos críticos. Não que os produtores não tenham aberto espaço para cenas de Pelé com sua família, em especial, sua mãe e sua esposa, mas tudo o que temos são depoimentos combinados, textos decorados, nada espontâneos e muito constrangimento em uma cena, particularmente irritante e forçada, quando Pelé se emociona com as homenagens de seus antigos colegas do Santos.

A narração, baseada no texto de Armando Nogueira, também não ajuda, com suas metáforas, hipérboles e vocabulários como “gênio” e “sobre-humano” aparecendo sempre que possível (mas até em menor número do que eu imaginava, tendo em vista que Nogueira é um dos grandes entusiastas do Rei do futebol). A grande verdade sobre Pelé é o seu amor sobre a bola e sua total dedicação de corpo e alma como um atleta esforçado, que treinava exaustivamente os mais básicos fundamentos do futebol como passe, cruzamento e o chute, mesmo após o término dos treinamentos ou coletivos. Pelé também não era alguém habituado às derrotas (como fica claro nas imagens), mas mostrava uma maturidade muito importante no caso de algum resultado negativo e sabia esperar o momento certo para brilhar o que, em suma, significa um atleta perfeito, pois sabia unir o vigor físico e o lado emocional com rara perfeição.

Infelizmente, Pelé Eterno foge destas explicações e, ao contrário da parte mais humana do atleta, o documentário se concentra nos impressionantes 1.281 gols marcados pelo Rei de futebol. Mas acredite, para os amantes do esporte bretão (como eu), é um prato cheio, quase como o finado Gols do Fantástico nas noites de domingo. São centenas de gols pipocando na tela a todo o momento: de pé direito, esquerdo, de cabeça, de pênalti, com bola e tudo, de longe, de perto. Existe até a recriação em computação gráfica, do gol mais bonito já feito pelo atleta do século XX, contra o Juventus de São Paulo em uma partida no Campeonato Paulista de 1959 onde Pelé simplesmente chapelou 4 adversários antes de guardar a bola nas redes. Infelizmente, naquela época a televisão brasileira ainda estava engatinhando e não tínhamos os tradicionais videotapes para registrar esses momentos mágicos então tiveram de apelar para a computação gráfica. Tudo bem, não é um dos melhores efeitos de computador que eu já vi (esqueça Shrek por favor), mas quebra o galho para mostrar um golaço que não ficou registrado em imagens ou vídeos.

De uma forma bem rápida e direta: assista se você gosta de futebol. Um belo documentário sobre o jogador de futebol, mas uma péssima investida para descobrir o homem por trás do mito.



 Escrito por Bruno Sanchez às 3:29 AM
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   Cinema – Notícias – Olga na estação república (Press-Release)

            De 26 de julho a 27 de agosto, o Metrô de São Paulo, a Globo Filmes e a Lumière apresentam uma exposição com fotos do filme Olga, dirigido por Jayme Monjardim. O diretor, os protagonistas Camila Morgado e Caco Ciocler, a diretora de arte Tiza de Oliveira e a produtora Rita Buzzar participam da abertura da mostra na Estação República do Metrô, às 16h, do dia 26 de julho, no mezzanino da Estação República, em São Paulo.

            A diretora de arte de Olga, Tiza de Oliveira, assina a exposição, que reúne fotos feitas por Jayme Monjardim, figurinos e objetos cenográficos utilizados durante as filmagens. O público também poderá assistir ao trailer e ao making of do filme, que serão projetados em telas de plasma durante o período da exposição.

            A exposição faz parte do projeto “Viagem ao cinema” que visa a aproximar a população de São Paulo do cinema e levar cultura aos usuários do metrô e, como as várias salas de projeção estão próximas às estações do metrô, esse é um transporte prático e rápido para chegar no cinema. O projeto “Viagem ao cinema” é uma iniciativa do Metrô de São Paulo em parceria com o Conselho Paulista de Cinema, vinculado à Secretaria de Estado da Cultura.

            Como parte da iniciativa, o Metrô de São Paulo, a Globo Filmes e a Lumière vão promover um concurso – de 26 de julho a 20 de agosto - que premiará 250 pessoas com ingressos duplos para uma sessão exclusiva do filme Olga que vai ser realizada no dia 28 de agosto em um cinema em São Paulo. Para participar basta preencher o cupom que estará sendo distribuído no balcão da promoção na Estação República com todos os dados, indicar qual o melhor meio de transporte coletivo para se ir ao cinema, e responder à pergunta “Qual foi a maior aventura que você já viveu?”. Aqueles 250 que responderem a esta pergunta com mais criatividade serão os vencedores e seus nomes serão divulgados em banners afixados na Estação República nos dias 25, 26 e 27 de agosto. Nestes mesmos dias os vencedores poderão retirar seu ingresso no balcão da Estação República, das 6 às 18 horas.

            Baseado no best-seller homônimo de Fernando Morais, o filme Olga conta a história de Olga Benario e Luiz Carlos Prestes, numa bem cuidada produção que mistura ficção e história e chega aos cinemas de todo o Brasil no dia 20 de agosto.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:59 PM
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   Música – Notícias – Black Sabbath mais uma vez criando polêmica

O Black Sabbath voltou com a sua formação original para o Ozzfest deste ano e estava abrindo os shows com a clássica, e sempre atual, War Pigs do disco Paranoid. A curiosidade é que durante a execução da música, imagens em um telão projetavam uma comparação muito interessante entre Adolf Hitler e George W. Bush com os seguintes dizeres: “Mesma merda em guerras diferentes”.

Realmente uma atitude digna do grande Sabbath, que sempre se posicionou contra guerras e ditadores, além de adorar atacar os políticos desde os anos 70.

Acontece que toda banda tem seu bundão que quer fazer média com alguém ou algum lugar, e o vencedor desta vez é o veterano baterista Bill Ward, dono de declarações, no mínimo controversas:  "Quando o Black Sabbath abriu o espetáculo com War Pigs, foi trazido à minha atenção que o telão retratava o Presidente George W. Bush como um palhaço, aparecendo com montagens de guerra do passado, inclusive Adolf Hitler. Gostaria de deixar claro que isto não representa minha visão pessoal do Presidente. Este vídeo foi feito sem meu consentimento e sequer que eu tivesse conhecimento prévio".

Após algumas reclamações dos norte-americanos, o vídeo deixou de ser exibido nas demais apresentações após 14 de Julho. Uma pena e que mostra que o Sabbath, que se orgulhava de falar de “assuntos proibidos” nos anos 70, já não é mais o mesmo. Mesmo com a formação original.



 Escrito por Bruno Sanchez às 3:10 PM
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   Cinema – Passion (Godard’s Passion – França / Suíça – 1982)

 

            Mais um filme francês... Mais uma incógnita... Será que dessa vez eu vou conseguir entender alguma coisa ou vou sair do cinema me achando um total ignorante? Em se tratando de um filme de Godard, apenas uma certeza se pode ter, ou vai-se amá-lo ou odiá-lo, sem meio-termo. E dessa vez - me desculpem os intelectuais de plantão - eu ODIEI! Até que o filme não é dos mais densos e nem dos mais ininteligíveis, mas é chato pra caramba!

Passion é o típico filme-cabeça que irrita do começo ao fim. Nem a presença de grandes estrelas do cinema europeu como Hanna Schygulla, Isabelle Huppert e Michel Piccoli salva essa produção de 1982, do rótulo de um dos filmes mais insuportáveis que já assisti.

O filme conta (ou pelo menos tenta contar) a história de Jerzy (Jerzy Radziwilowicz), um diretor de cinema polonês e temperamental, envolvido na produção de um filme sobre os grandes mestres da pintura. Durante as filmagens, Jerzy se relaciona com as personagens de Schygulla e Huppert que, não coincidentemente, têm os nomes de suas respectivas intérpretes, Hanna e Isabelle. Aliás, todos os personagens têm os nomes de seus intérpretes (modernidades de Godard...).

Eu até gosto de um filme-cabeça, daqueles bem pesadões, que fazem você sair do cinema carregando o peso do mundo nas costas; gostei - e muito - de vários filmes do próprio Godard, mas Passion extrapola qualquer limite tolerável. Godard é um cineasta conhecido pela quebra de padrões. Admiro sua estética não convencional, seu estilo de montagem anarquista, que brinca com a quebra entre os planos, usa e abusa da repetição e da disjunção entre som e imagem. Mas convenhamos, uma coisa é você quebrar os padrões nos anos 60, no auge na “nouvelle vague”, onde qualquer coisa que fosse diferente era considerada modernidade (e daí a ser rotulada como obra-prima era um passo); outra é fazer isso nos anos 80, quando já não era mais ruptura alguma de padrão.

Por exemplo, colocar diálogos de uma cena por cima de outra que nada tem a ver - dando às vezes a impressão de que imagem e som estão fora de sincronia - pode ter sido muito moderno naquela época, mas hoje em dia soa apenas como exercício intelectualóide... Assistimos e admiramos um filme daquela época com o devido distanciamento histórico, levando-se em conta toda a conjuntura do período em que foi realizado. Passion parece um pastiche do próprio Godard em cima de sua obra, mais parece o filme de um cineasta recém-saído da faculdade que resolveu “homenagear o mestre”, imitando seu estilo.

O filme só tem um ponto interessante, as cenas em que as telas de grandes pintores são reproduzidas. É legal assistir a essas cenas e tentar lembrar-se do nome de um determinado pintor ou tela. Passeiam pela nossa frente versões em três dimensões de pinturas clássicas de Goya, Rembrandt, Ingrès e Velázquez, entre outros. Fora tais cenas - que juntas não devem somar mais do que 10 minutos - só sobra tédio e pseudo-intelectualidade. E eu que fui ao cinema achando que iria assistir a uma obra no estilo do fabuloso A Noite Americana (La Nuit Américaine) de François Truffaut, saí da sala de exibição decepcionado.

Passion estréia amanhã, 23 de julho.



 Escrito por Marcio Presgrave Souto às 7:12 AM
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   Música – Notícias – Dave Mustaine continua soltando os cachorros no Metallica

E Dave Mustaine realmente resolveu soltar os cachorros e continua com seu bombardeio contra o Metallica e seus ex-colegas de Megadeth.

Em duas entrevistas, Mustaine voltou a alfinetar o baixista Dave Ellefson, dizendo que eles nunca foram amigos e que Ellefson só permaneceu tanto tempo na banda (é o único integrante que gravou todos os álbuns da banda tirando Dave Mustaine)  por interesses financeiros.

Com sua artilharia voltada ao Metallica novamente, o vocalista e guitarrista, disse que foi apunhalado pelas costas e reiterou que não autorizou a utilização de sua imagem em nenhum documentário (se referindo ao Some Kind Of Monster) e ainda pediu aos seus produtores para tirar qualquer referência ao seu nome. Mustaine ainda questionou (de novo) o fato de ter sido expulso da banda há 22 anos.

Agora, pelo menos uma boa notícia. Confira abaixo, em primeira mão, a provável (e muito boa, por sinal) capa do novo álbum do Megadeth (sem Ellefson), The System Hás Failed, previsto para sair em 14 de Setembro pela Sanctuary Records.



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:58 PM
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   Cinema – Notícias – Notícias sobre Homem-Aranha 3 já começam a aparecer

Se o terceiro filme dos X-Men empacou após a ida de Bryan Singer para a direção do novo filme do Super-Homem, o mesmo não se pode dizer sobre o terceiro capítulo das aventuras do escalador de teias para as telonas.

O Diretor dos dois primeiros filmes, e que também dirigirá o terceiro, Sam Raimi, disse em uma entrevista que já terminou a história básica do filme, mas ainda não decidiu se teremos um novo Duende Verde no terceiro filme ou não. Segundo Raimi: Harry será um problema, mas ainda não sei se ele será o Duende".

Vale lembrar que Homem-Aranha 3 está marcado para 4 de maio de 2007 então ainda temos um longo caminho de boatos e bobagens



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:48 PM
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   Cinema – Notícias – Olga emociona Lula (Press-Release)

            Noite de emoção no Palácio do Planalto. O presidente Luis Inácio Lula da Silva e a primeira-dama, dona Marisa, ficaram muito emocionados ontem à noite ao assistirem, em primeira mão, ao filme "Olga", do diretor Jayme Monjardim.

            O filme foi exibido, às 20h,  na sala de cinema do Palácio Alvorada e acompanhavam o presidente Lula, além de dona Marisa, o ministro do Supremo Tribunal Federal Nelson Jobim e sua esposa, o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias e sua esposa, o controlador-geral da República Valdir Pires e sua esposa, o ministro da Previdência Social Almir Lando e sua esposa, o chefe do Gabinete Pessoal da Presidência Gilberto Carvalho e sua esposa, o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e sua esposa, o presidente da Funarte Antônio Grassi e sua esposa e a ministra de Minas e Energias Dilma Roussef. O diretor do filme Jayme Monjardim, a atriz Daniela Escobar, a atriz Camila Morgado, ínterprete de Olga, o ator Caco Ciocler, que no filme dá vida a Luís Carlos Prestes, a roteirista e produtora Rita Buzzar, o produtor executivo Guilherme Bokel, o diretor da Globo Filmes Carlos Eduardo Rodrigues e o escritor Fernando Morais foram à Brasília assistir ao filme com o presidente. "Olga" estréia em circuito nacional no dia 20 de agosto.

            Lula recebeu o grupo e se impressionou com a beleza da atriz Camila Morgado, que no filme interpreta a judia alemã Olga Benário Prestes. "Olga era tão bonita assim? " , brincou o presidente. No final da exibição, Lula estava ainda mais impressionado com " o desempenho arrebatadora " da atriz. Muito emocionado, o presidente destacou também a qualidade da produção e a semelhança física do ator Caco Ciocler com Luís Carlos Prestes.  " Acabamos de ver uma obra-prima. É o que se pode chamar de cinema de gente grande, que pode ser visto em qualquer lugar do mundo" , disse Lula. Também impactaram o presidente as cenas que se passam na Rússia e na Alemanha e que foram gravadas em locações do Rio de Janeiro.

             Após a exibição do filme, durante um jantar no Palácio do Planalto, o diretor Jayme Monjardim agradeceu ao presidente o apoio ao cinema nacional e ouviu detalhes da viagem que Lula fez à Alemanha quando lia o livro escrito por Fernando Morais. Lula contou que deixou para ler as últimas páginas durante uma visita à câmara de gás do campo de concentração de Bernburg, onde Olga morreu. "Este filme tem um papel importante para que os jovens conheçam melhor a história do Brasil e vejam exemplos de idealismo", disse Lula.

            "Olga" foi o 19o filme exibido no que foi apelidado de "Cine Alvorada". O local agora vai passar por uma reforma. Dona Marisa pediu ontem ao presidente da Funarte Antônio Grassi que, durante as obras, faça uma pequena cinemateca na Granja do Torto, onde o casal ficará hospedado. 



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:38 PM
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   Game de PC – Spider-Man 2 (Activision – 2004)

OBS: Esta resenha se refere à versão de PC, que é um jogo completamente diferente das versões lançadas para os consoles.

 

            Esse jogo foi quase tão esperado por mim quanto o filme. O primeiro Spider-Man lançado pela Activision em 2001 era quase perfeito. Não fosse por um grave problema. A maior parte das fases do jogo se passa no esgoto, eliminando completamente todo o clima de Homem-Aranha que as fases que se passavam nos telhados criavam.

            Esse problema prejudicava o jogo de forma tão clara que era quase óbvio de que seria arrumado no próximo jogo. E o próximo jogo veio logo, Spider-Man: The Movie, lançado seis meses depois. Esse problema realmente foi resolvido, mas outro mais grave ainda foi acrescentado: um grande número de fases Stealth. Novamente, a Activision continuou devendo um bom jogo do Homem-Aranha, que tivesse em toda sua extensão a emoção e diversão que as fases passadas nos telhados de Nova Iorque desses dois outros jogos rendiam ao jogador. Bom, não foi dessa vez.

            Verdade seja dita, o jogo resolveu os problemas dos anteriores, mas acrescentou outros em algo que chamarei a partir de hoje de Síndrome Activision. Agora você não pode mais se balançar pela cidade, como nos outros jogos. Para fazer isso, você precisa procurar por algumas teias que ficam voando e que, não raro, são bem difíceis de serem encontradas para você poder ir para onde quer. Outro problema (que já vem dos outros jogos) é que praticamente todas as fases do jogo acontecem em lugares fechados. Será que é tão difícil de entender que para um jogo do Aranha ser bom, basta centrar as fases nos telhados da cidade? Os telhados podem apenas ser vistos entre as fases. Explico: entre uma fase e outra, você é colocado na cidade e deve ir para o local onde a próxima fase acontece, mais ou menos como no jogo Mafia (leia a resenha do Bruno para o jogo em http://delfos.zip.net/arch2004-06-01_2004-06-15.html). Esses interlúdios até que são legais pois representam os momentos mais Homem-Aranha do jogo, embora não existam inimigos para serem presos ou espancados.

            Claro que não é só de defeitos que o jogo é feito. Os gráficos são muito legais, o Homem-Aranha está perfeito, os cenários são legais e os chefes também. Os inimigos “genéricos”, por outro lado, não são tão legais, mas não chegam a atrapalhar. Os chefes, assim como no jogo do primeiro filme, não se limitam ao vilão do cinema (que aqui é o Doutor Octopus). Outros vilões secundários do gibi (que nunca apareceriam nos filmes) também estão presentes, como Puma, Rino e Mysterio (cuja fase é a mais legal do jogo). Outra coisa inegável é que é muito legal jogar com o Homem-Aranha, com seus pulos enormes e teias (que aqui são ilimitadas, pela primeira vez nos jogos do personagem). Até o sentido aranha está presente, em uma bem vinda citação a Dragon’s Lair e congêneres.

            O som inclui a dublagem de Tobey Maguire, Alfred Molina e Kirsten Dunst (representando, obviamente, os mesmos personagens do filme), além de Bruce Campbell, que faz uma narração muito engraçada no início (e apenas no início) do jogo.

            No geral, Spider-Man 2 não é ruim, mas o amigão da vizinhança merecia muito mais. Se você gosta do aracnídeo, vale a pena conhecer, mas a Activision ainda está devendo um jogo à altura do Aranha.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:02 AM
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   Notícias – Cinema – Marvel processa Disney

Duas das empresas que mais contribuíram para a cultura nerd estão em pé de guerra. Mais uma notícia vinda da Variety, que desta vez informou que a Marvel Comics está processando a Walt Disney Company.

A Marvel alega que a Disney está escondendo valores da receita obtida com diversos DVDs de desenhos animados da Marvel lançados em 2002 e 2003, entre eles Homem-Aranha, Hulk e X-Men em especiais animados lançados diretamente em vídeo. Esses desenhos eram distribuídos pela empresa ABC, parte do grupo Disney.

A Disney, no entanto, rebate as afirmações garantindo que perdeu dinheiro com os lançamentos, pois estes foram colocados no mercado simultaneamente com os filmes Homem-Aranha, The Hulk e X2 (alegação estranha, pois, qualquer conhecedor mínimo de marketing, saberia que o lançamento desses filmes impulsionaria ainda mais a venda dos desenhos).

O último lançamento da parceria entre Disney e Marvel foi uma caixa contendo as o desenho animado clássico de 1967 do Homem-Aranha, que chegou às lojas estadunidenses praticamente junto com o filme Homem-Aranha 2.



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:16 PM
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   Cinema – Notícias – Transformers estão chegando aos cinemas

Mais um ícone dos anos 80 ganhará sua versão para os cinemas. Depois do anúncio no ano passado de um filme dos G. I. JOEs, o filme dos Transformers está ganhando forma também. Aparentemente, o marco inicial será um anúncio do produtor Don Murphy (que já trabalhou na adaptação dos quadrinhos Do inferno) na convenção Comic-Con, em San Diego.

Para animar ainda mais os fãs, alguns boatos (veja bem, são apenas boatos) indicam que Steven Spielberg pode estar diretamente envolvido no projeto, não como diretor, mas como um consultor de efeitos especiais. Tudo isso, é óbvio, caso a Hasbro (proprietária da marca Transformers) feche com a  Dreamworks.

Para alimentar ainda mais as especulações, o co-produtor do filme, Tom DeSanto, deu uma nota mencionando o nome de Spielberg há algum tempo, quando começou a trabalhar no roteiro do filme: “O filme terá aqueles momento "Spielberguerianos" que fazem você se sentir com 10 anos de idade, mesmo que já tenha 35. É essa a energia que estamos buscando. Em todos os meus anos na indústria do cinema, eu nunca vi a imagem de um caminhão transformando-se num robô gigante nas telas”.

Essa última frase é curiosa, afinal, o que os japoneses mais fizeram nas décadas de 70 e 80, em suas séries, foi justamente mostrar a transformação de naves e caminhões em robôs gigantes (Macross, Changeman, Jaspion, Flashman e por aí vai). Mas tudo bem, às vezes eu tenho a impressão de que a cultura norte-americana é muito fechada e eles querem reinventar algo que já fez muito sucesso em décadas passadas, mas não sabiam. Um “plágio involuntário”, por assim dizer.



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:09 PM
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   Notícias – Games – Polícia prende ladrões de Half-Life 2 com ajuda de jogadores

Posso dizer sem sombra de dúvida que Half-Life foi um dos jogos mais inovadores de computador, não só pela sua história envolvente, mas também pela facilidade de programação em cima de seu código fonte que possibilitou a criação de MODs (modificações do jogo principal) mundialmente famosos como Counterstrike e o Day of Defeat. A continuação de Half-Life foi anunciada há 4 anos atrás e estava prevista para ser lançada no natal do ano passado, até que um grupo de hackers invadiu os servidores da Valve (criadora do jogo), roubaram seu código fonte e distribuíram em programas P2P.

Tal feito foi desastroso para a indústria dos games, pois ocasionou no adiamento de Half-Life 2 em 1 ano e no prejuízo de milhões de dólares no caixa da Vivendi.

A história parece ter chegado a um final feliz agora, com a prisão dos hackers na Alemanha pelo FBI e pela Scotland Yard, devidamente ajudados por um grupo de jogadores de videogame, que rastrearam de onde vinham as fontes dos programas disponíveis na Internet.

Com tudo resolvido, Half-Life 2 deve chegar às lojas em setembro.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:18 PM
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   Clássicos – Literatura - Batman: A Piada Mortal (DC Comics, 1988)

Quando alguém comenta sobre os gibis do Batman, são sempre três as estórias citadas como clássicos absolutos: o Cavaleiro das Trevas (leia nossa resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-06-01_2004-06-15.html), Asilo Arkham (leia nossa resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-04-01_2004-04-15.html) e A Piada Mortal, todas publicadas nos anos 80.

Sobre o Asilo, eu mesmo escrevi a resenha do DELFOS e agora vou falar um pouquinho sobre A Piada Mortal, o confronto definitivo entre Batman e seu algoz, o Coringa.

Antes de comentarmos sobre o gibi propriamente dito, vamos relembrar algumas das mudanças ocorridas com o morcegão nos anos 80. O personagem Batman foi criado por Bob Kane em 1939, mas suas estórias, nas primeiras décadas de existência, nunca foram vistas como algo verdadeiramente sério. O Batman era um personagem divertido e que vivia sempre situações absurdas nas mãos de seus inimigos egocêntricos, tudo recheado de muito humor e diversão. Basta você se lembrar da exagerada série dos anos 60 com o Batman barrigudo (interpretado por Adam West) e vilões totalmente caricatos.

A DC Comics, no entanto, sempre se sentiu incomodada com essa abordagem mais cômica do herói e decidiu por uma reformulação total de suas estórias. Essa grande virada na carreira do morcego ocorreu no começo da década de 80 com a publicação do Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller, onde o escritor praticamente “recontou” o Batman de um ponto de vista mais realista, dando ênfase no lado humano de uma pessoa que vê seus pais serem assassinados e decide combater o crime por conta própria como uma forma de se vingar do passado cruel.

As estórias deixaram de ser bobinhas e engraçadinhas e passaram a ter uma atmosfera totalmente sombria, com muita violência e contando com uma profunda exploração do lado psicológico dos heróis e vilões (como pudemos conferir em Asilo Arkham).

O sucesso do Cavaleiro das Trevas foi tão grande que Miller foi contratado pela DC para escrever a série Batman: Ano Um, a nova HQ mensal que recontaria, baseado nesta premissa mais séria, as origens do herói e seus inimigos, bem como os primeiros anos na vida do defensor da justiça.

A Piada Mortal pode ser entendida como uma prolongação desta linha mais adulta dos gibis. Escrita pelo renomado Alan Moore, a estória nos apresenta mais um confronto do Batman contra o Coringa, mas desta vez o herói não quer apenas mandar o inimigo novamente para o Asilo e sim entender o porquê da existência de tanto ódio entre os dois.

O que Batman não sabia, é que o Coringa mais uma vez havia fugido do Asilo Arkham, só que sua vingança não estava voltada para o homem morcego, mas para o comissário Gordon e sua filha Bárbara (a Batgirl).

Para se ter uma idéia das atrocidades cometidas pelo palhaço do crime, a Piada Mortal é a estória em que o Coringa humilha Gordon de tal maneira que chegamos a pedir clemência para o vilão a cada quadrinho lido, sem contar que ele deixa Bárbara aleijada em uma cadeira de rodas para sempre.

Paralelamente a essa luta, vemos a conturbada vida de Jack Napier, um jovem artista de circo desempregado com a esposa grávida que começa a se preocupar se poderá dar uma vida decente à sua família. Mas tudo muda quando Jack perde sua esposa em um terrível acidente e se vê envolvido com criminosos da pior espécie. O quê? Mas você não sabe quem é Jack Napier? Bom, então é melhor ir correndo comprar A Piada Mortal porque essa parte da estória eu não vou contar.

Publicada originalmente em 1988 nos EUA, A Piada Mortal, é daquelas estórias que marcam a vida de muita gente e serviu de inspiração para Tim Burton fazer o primeiro e melhor filme do Batman em 1989.

Essa HQ já foi reimpressa várias vezes aqui no Brasil, mas a Opera Graphica, em um trabalho muito competente, relançou a versão em branco e preto (valorizando demais os desenhos) com capa dura e qualidade acima do normal para nosso mercado. Obrigatório para qualquer fã do Batman e de HQs em geral.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:38 AM
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   Música - Notícias - 11º Queencontro (Press-Release)

Encontro para fãs do Queen!

Sorteio , exposição e venda de material relativo à banda .

 

 

COM APRESENTAÇÃO DAS BANDAS:

 

QUEEN PROJECT

QUEEN UNPLUGGED

QUEEN COVER

 

 

23/07/04 (sexta-feira)
a partir das 22:00 horas

BLACKMORE ROCK BAR

Alameda Maracatins, 1317 - Moema - SP/SP

Fone: (11) 5041-9340



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:01 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air – Palhaçada parece não ter fim!

            O texto abaixo é a nota enviada à imprensa pela Anhembi Turismo e Eventos comentando o cancelamento do Masters Open Air. Parece que todos os envolvidos são crianças mimadas cujos principais argumentos são “Ele começou” e “A culpa é dele”. Tsc, tsc...

 

            A Anhembi Turismo e Eventos informa que o show Masters Open Air ,que aconteceria em suas dependências no próximo dia 24, sábado, foi cancelado pelo seu promotor Show Master, nesta sexta feira. Na data de hoje, a empresa contratante foi notificada judicialmente pelo Anhembi devido à nota publicada em seu site [Rock Brigade] e à imprensa, que confere parte da responsabilidade do adiamento ou cancelamento do show ao local de sua realização. Por meio desta, solicitamos que a Show Master faça ampla divulgação do cancelamento, explicitando que o real motivo não envolve o Anhembi. A Anhembi se exime de qualquer responsabilidade, já que todas as suas obrigações contratuais foram cumpridas e o espaço locado para a realização do evento já se encontra disponível para a montagem do mesmo. O promotor não se pronunciou e portanto a causa do cancelamento é para nós desconhecida, assim como a forma de tratamento que a Show Master dispensará aos consumidores que adquiriram seus ingressos.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:23 PM
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   Cinema – Notícias – O Hobbit deve chegar em breve às telonas

Logo que o filme do Senhor dos Anéis foi anunciado, uma série de rumores e especulações começaram para se descobrir se O Hobbit, uma espécie de prelúdio para a mais conhecida saga de J.R.R. Tolkien, seria também adaptado para as telonas ou não.

 Após muita pesquisa, desencontro de informações e boatos sem fundamento, descobriu-se que havia uma briga envolvendo os estúdios Warner, MGM e a família de Tolkien (que, incrivelmente, não gostou das adaptações para as telonas) sobre os direitos da obra.

Após cerca de 5 anos, os problemas finalmente parecem estar rumando para uma solução pacífica, pois a revista Variety informou que a MGM está desistindo da briga por falta de dinheiro, e os direitos da obra vão parar mesmo nas mãos da Warner (e da New Line) que adaptou a trilogia do Anel.

Com o problema resolvido, o diretor Peter Jackson (atualmente ocupado com a nova filmagem de King-Kong), poderá, finalmente, dar luz a este projeto e, quem sabe, com parte do elenco que também fez O Senhor dos Anéis, afinal, vale lembrar que Bilbo, Gandalf e Gollum são personagens importantes de O Hobbit.



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:40 PM
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   Cinema – Notícias – Bryan Singer fecha contrato para dirigir novo filme do Super-Homem

Mal escrevi a notícia sobre o filme do Lanterna-Verde, onde a Warner Bros está pretendendo criar uma história família com elementos de comédia, e agora chega a notícia oficial de que o Diretor Bryan Singer assinou contrato para desenvolver e dirigir o novo filme do Super-Homem, um dos maiores ícones dos quadrinhos de todos os tempos.

Para quem não se lembra, Bryan Singer já mandou bem no universo das HQs, sendo o responsável por X-Men e  X-Men 2.

Complementando ainda a boa notícia, Singer irá trabalhar com Michael Dougherty e Dan Harris, os roteiristas do ótimo X-Men 2, para desenvolver a história do filme para começar a ser rodado já no final do ano.

A má notícia é que, com a ida de Singer para uma franquia da DC Comics (da Warner Bros), parece improvável que o diretor volte para mais um capítulo da bela saga dos mutantes em um futuro X-Men 3 (da Fox), o que acarretaria numa debandada do elenco, pois muitos dos atores já afirmaram que só voltariam para um terceiro capítulo se o diretor estivesse de volta também.

Logo após fechar contrato com os estúdios da Warner, Singer deu a seguinte declaração: "Meu interesse pelo Super-Homem já tem muitos, muitos anos. Na verdade, foi o clássico filme de Richard Donner que inspirou o desenvolvimento do universo dos X-Men nas telas. Eu sinto que o retorno do Super-Homem já está atrasado e que é hora dele voar novamente". Essa declaração deixa algumas pistas para a nova história do Homem de Aço nas telonas. Seria uma continuação dos filmes da época de Richard Donner ou uma recriação total do personagem? 

O mistério só será resolvido com a estréia em meados de 2006, até lá, fique de olho aqui no DELFOS para mais novidades.



 Escrito por Bruno Sanchez às 5:45 PM
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   Música - Notícias - A Showmaster vem a público comentar o adiamento do Masters Open Air (Press-Release)

            Em primeiro lugar, gostaríamos de agradecer a todas as pessoas que acreditaram nesse evento, montando caravanas, comprando seus ingressos, espalhando a notícia para os amigos, etc.

            O Masters Open Air, antes de mais nada, é um projeto audacioso, pois se há mais de 6 anos nenhuma produtora realizou um Festival de bandas de rock pesado em nosso país, é porque realmente não é algo simples de ser feito e trata-se de um grande desafio. E como todo desafio, podem sim surgir dificuldades no caminho.

            Porém, isso não significa que estamos desistindo de trazer ao Brasil um evento do porte que o nosso país merece, afinal, aqui estão os fãs mais ardorosos do rock pesado, e isso não somos nós que estamos dizendo, são as próprias bandas que tocam por aqui e divulgam isso em todo o mundo. Nosso trabalho não se concretizou da maneira como planejamos, e devido a esse incidente, ele ainda não terminou. Não é justo deixarmos que algo tão válido e necessário como o Masters Open Air não aconteça. Compreendemos o sentimento de frustração e revolta por parte dos fãs, e estamos trabalhando para que esse sentimento se converta em algo digno de orgulho, um evento que traga de volta a magia dos grandes festivais. Algo que está esquecido há muitos anos, um evento que realmente faça a diferença.

            Lamentamos as palavras do vocalista do Uriah Heep, indevidamente publicadas por um repórter do jornal Estado de São Paulo, onde num momento de frustração compreensível, fez afirmações incorretas sobre a organização do evento, dizendo que a banda não tinha vistos, passagens e garantias de pagamento. Os vistos encontram-se a disposição do grupo desde o dia 13 de julho no Consulado do Brasil em Londres e são válidos por 90 dias. As passagens estavam devidamente reservadas e estariam disponíveis para retirada do grupo 48 horas antes do embarque. Isso só não ocorreu devido ao adiamento do Festival. Quanto à garantia de pagamento, além do contrato firmado, um adiantamento já estava depositado na conta do grupo desde o dia 1° de julho conforme comprovante que temos em mãos. Sobre este episódio da publicação desta matéria, estaremos acionando nosso departamento jurídico para entrar com processo contra o referido Jornal, tendo em vista que em momento algum fomos procurados para dar os esclarecimentos devidos e apenas a versão do vocalista foi publicada, causando um enorme dano moral à nossa empresa.

            As pessoas que já haviam adquirido ingressos antecipadamente poderão devolvê-los nos mesmos locais onde foram comprados à partir do dia 23 de julho, ou guardá-los para a nova data  que estaremos anunciando logo que possível.
Sendo assim, a Showmaster agradece à todos aqueles que estão nos apoiando no sentido de fazer do Masters Open Air um ícone do rock pesado nacional, pois o festival voltará ainda mais forte em sua nova data, também agradecemos a compreensão de todos pelo adiamento temporário do espetáculo. E acreditem, estamos trabalhando para fazer valer a máxima do mundo dos espetáculos: "O SHOW NÃO PODE PARAR!".


Showmaster



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:19 PM
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   TV – Séries – Perdidos no Espaço – O lançamento da primeira temporada em DVD - Parte I

            Antes de irmos à resenha, e como é habitual aqui no DELFOS, onde prezamos a honestidade acima de tudo, devo admitir que nunca tinha assistido essa série. Já tinha ouvido falar, é claro, afinal, trata-se de um clássico da televisão. Porém, meu único contato com ela foi o filme lançado em meados dos anos 90 que, pelo que sei, de igual tem apenas o nome. Leitores avisados, vamos ao texto.

            Essa foi uma cabine inusitada. Ao contrário da maioria, onde filmes que estão para estrear são exibidos, aqui veríamos episódios de uma série de TV já muito assistidos e reprisados. Além disso, estariam presentes alguns dos dubladores originais da série, disponíveis para entrevistas. Mas vamos por partes.

            Ao chegar lá, fui encaminhado para a cobertura, onde seria o evento. Contudo, não era lá que os jornalistas deveriam esperar pelo início. Descemos de elevador, subimos de novo e acabamos ficando por lá mesmo, pois parecia que ninguém sabia onde deveríamos estar. Depois dessa breve bagunça, decidi xeretar as caixinhas do box de DVDs. Os DVDs ficam em um estojinho digipack, acomodados em encaixes que lembram páginas de um livro. Muito legal e prático.

            Pouco depois, começa a exibição do primeiro episódio da série, intitulado The Reluctant Stowaway (algo como O Clandestino Relutante). Nele, somos transportados ao longínquo ano de 1997 (a série foi exibida entre 1965 e 1968), onde a superpopulação da Terra faz com que os seres humanos tenham que procurar abrigo em outros planetas (alguém lembrou do álbum Somewhere Out In Space, do Gamma Ray, lançado justamente no ano de 1997? Não? Ok, deixa para lá...). Então, para colonizar o espaço, é enviada a família Robinson, composta apenas por gênios (mas peraí, como uma família vai colonizar o espaço? Incesto?). Claro que nem tudo sai como deveria, graças à sabotagem do Dr. Smith, espião de um governo inimigo. Porém, a vida (ou os roteiristas) também não dá mole para Smith, que fica preso na nave e vai para o universo com a família, um piloto e um robô (o personagem mais famoso da série).

            O episódio, em preto e branco, é muito legal, alternando ficção científica com humor de forma bem dosada e inteligente. A única decepção veio no final, pois era um episódio com continuação. Se já é ruim ter que esperar uma semana para ver o que vai acontecer, imagina quão ruim é você simplesmente ficar sem saber por tempo indeterminado.

            Episódio terminado, é hora de entrevistar os dubladores. Como não conhecia a série e não tinha perguntas, apenas colei no pessoal e fiquei anotando alguns assuntos mais interessantes. Entre eles, descobri que a dubladora Helena Samara, que faz a voz da senhora Robinson, também fez Wilma Flintstone. Puxa, eu conheci a Wilma Flinstone. E ela disse que mora em um prédio que chama DELFOS.

            Ela também disse que, pelo seu timbre de voz, mesmo quando era jovem nunca era chamada para fazer voz de jovens. Em toda sua carreira, seguiu fazendo principalmente voz de senhoras e de vilãs. Aí eu, que sempre imaginei que dublar um vilão deve ser uma das profissões mais divertidas que existem, tinha que perguntar sobre isso. Ela respondeu que, embora seja realmente divertido, também é mais difícil, pois exige maior interpretação e variações de voz. Outra curiosidade é que, na época da série, a dublagem era feita com todos os atores ao mesmo tempo. Ou seja, se um errava sua fala, danou-se. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:08 AM
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   TV – Séries – Perdidos no Espaço – O lançamento da primeira temporada em DVD - Parte II

Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Nesse momento, Gilberto Barole, a voz do robô (e que também fez o Saga, de Cavaleiros do Zodíaco), sentou ao meu lado e aproveitei a chance para bater um papo exclusivo com ele. Perguntei sobre dúvidas que sempre tive sobre o mundo da dublagem, que sempre me fascinou muito. Uma delas é sobre o que Gilberto pensa sobre quando os famosos dublam com péssima qualidade um filme e ganham mais por isso. Gilberto respondeu que, na verdade, eles ganham a mesma coisa pela dublagem, mas acabam faturando um a mais para autorizar a vinculação de sua imagem ao filme, coisa que um dublador normal não pode fazer (não no sentido de proibição, mas no sentido de ninguém conhecer os dubladores).

            Gilberto disse também que um de seus sonhos é existir um órgão no Brasil que regularize a qualidade da dublagem. Ou seja, se uma dublagem não estiver legal, mandariam de volta para a casa de dublagem, que seriam obrigados a fazer tudo de novo. Isso acabaria com a má qualidade das dublagens dos últimos tempos. Perguntei se existia um órgão assim em algum lugar do mundo e ele respondeu que existe na Argentina. “Existem muitas casas de dublagem que pegam quem está querendo entrar no mercado e que aceitam trabalhar por menos. O problema é que nem sempre essas pessoas têm qualidade para fazer um bom trabalho. Existe muita panelinha no meio.” explica Gilberto.

            Também perguntei sobre a substituição dos dubladores em séries, onde dificilmente vemos (ouvimos) a mesma turma por duas temporadas seguidas. Gilberto diz que isso acontece apenas no Brasil, porque o público não se manifesta a respeito. Assim, as casas de dublagem aproveitam para substituir por quem cobra menos ou substituir o dublador ao primeiro sinal de dificuldade. “Nem sempre é de sacanagem, às vezes o ator está trabalhando em outros projetos e não tem como participar. Mas a substituição deveria ser só em último caso.” finaliza Gilberto.

            Peço então para tirar fotos dos quatro dubladores juntos. Escolho o lugar para eles se posicionarem, crente que teria fotos exclusivas (é, eu sou inocente mesmo), mas um monte de fotógrafos apareceu do nada e tirou a atenção dos dubladores da minha lente, mas beleza, ossos do ofício.

Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Volto ao meu lugar e começa a exibição do piloto da série intitulado No Place To Hide (Sem Lugar Para se Esconder), nunca antes exibido. Esse piloto não conta com Dr. Smith e nem com o robô, tirando boa parte do carisma da série. Além disso, tem seus primeiros minutos muito parecidos com o Episódio I (da série, tira Star Wars da cabeça, meu). Ouvi um dos membros do fã-clube comentar que muitas cenas do piloto foram distribuídas entre os seis primeiros episódios da série. Como não estava gostando muito do episódio (o que assistimos antes é bem mais legal) e já estava ficando tarde para os compromissos que tinha, aproveitei para me mandar.

            No geral, foi uma manhã bem agradável, pois finalmente tive a oportunidade de conhecer uma série clássica, que correspondeu e até mesmo superou minhas expectativas. Para quem gosta de ficção científica e humor (e se você está lendo esse texto, você provavelmente se encaixa na descrição), é imperdível.

            O box da primeira temporada de Perdidos no Espaço contém 8 DVDs e seu lançamento está marcado para a próxima quarta-feira, 24 de julho. O preço sugerido é de R$ 199,90. O box com a segunda temporada sai ainda este ano.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:07 AM
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   Cinema – Notícias – Warner Bros preparando o assassinato de mais uma franquia da DC

Quando esta notícia apareceu pela primeira vez em algumas páginas da Internet, ninguém deu muita bola, pois era absurdo demais para ser verdade. Mas, de repente, o boato ganhou uma nova repercussão e já foi publicado também no Aint-It-Cool-News, uma conceituada página que normalmente não publica coisas sem fundamento e, portanto, chegou a hora de contarmos essa piada de mau gosto aqui no DELFOS também.

Mais um super-herói irá ganhar sua versão para as telonas de cinema, o famoso Lanterna Verde, um dos personagens mais importantes da Era de Prata dos quadrinhos (no pós-guerra dos anos 50), mas antes que você se empolgue, deixa eu complementar essa nota dizendo que o ator que deve viver o herói é ninguém menos que Jack Black, o professor gordo de Escola do Rock.

O filme, produzido pela Warner Bros (dona da DC Comics – criadora do personagem - por sinal) está planejado para ser uma comédia família no estilo O Máscara.

Alguns integrantes da DC estão lutando desesperadamente para que o projeto não saia do papel e queime um dos personagens mais queridos da editora, mas aparentemente a Warner já deu início ao homicídio.

Quem já assistiu ao (péssimo) trailer de Mulher-Gato, sabe o que esperar desta nova investida da Warner. Se for assim, que o próximo filme do Super-Homem fique engavetado por mais 20 anos.



 Escrito por Bruno Sanchez às 3:30 PM
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   Música - Especial - Masters Open Air – Um desabafo Parte I

Nota da equipe: Como o público que visita o DELFOS já deve ter percebido, nós damos total liberdade de opinião para nossos colaboradores. Portanto, a opinião que você vê nos textos é de única responsabilidade da pessoa que os escreveu.

 

O que todos temiam, mas no fundo já estavam esperando, foi confirmado: o festival Masters Open Air, que prometia trazer de volta os grandes festivais de Rock e Heavy Metal ao Brasil, foi mesmo cancelado.

Para quem já vinha acompanhando as notícias com relação ao MOA nos últimos meses, esse último parágrafo foi decepcionante, mas não surpreendente, pelo simples motivo que, desde quando o evento foi anunciado, já havia o cheiro de alguma coisa errada no ar.

Vamos aos fatos: primeiro o festival foi anunciado para o Estádio do Pacaembu, mas depois teve seu local alterado para o PÉSSIMO Anhembi, que não tem estrutura nenhuma para receber um show deste porte, basta lembrar o Iron Maiden / Helloween em 1998 e o Metallica no ano seguinte.

Em seguida tivemos o cast anunciado. A produtora Showmaster, responsável pelo evento, prometia nomes de peso do Rock/Metal internacional, mas as bandas divulgadas para integrar o evento foram: Overkill, Doro, Rotting Christ, Circle II Circle, Nevermore e Uriah Heep. De todas essas bandas, podemos dizer que apenas o Uriah Heep pode ser considerada realmente de primeira linha, as demais bandas não chegam a chamar muita a atenção, especialmente se lembrarmos os participantes do falecido Monsters of Rock, que trouxe ao Brasil nomes como Ozzy Osbourne, Black Sabbath, Kiss, Iron Maiden, Helloween, Savatage, Manowar, Dream Theater, Saxon, Slayer, Megadeth, Mercyful Fate, King Diamond e por aí vai.

Depois tivemos a data alterada do dia 17/07 para o dia 24/07. Com a alteração, os problemas começaram a tomar proporções catastróficas, pois, primeiro, a alemã Doro cancelou sua apresentação alegando incompatibilidade de agenda com a nova data marcada (um exemplo de desorganização, pois a cantora afirmou que não foi sequer consultada pelos promotores sobre a possibilidade da nova data). Ela foi substituída por ninguém mais e ninguém menos que o mala do Blaze. Para piorar, uma das grandes expectativas para o festival, o Circle II Circle, banda do ex-vocalista do Savatage, Zak Stevens, também cancelou sua participação no evento devido a um problema de um de seus integrantes com a nova data. O porque de seu cancelamento ter acontecido apenas depois da Doro é um enigma. Mas tudo bem, pois eles haviam sido substituídos pelo Evergrey, uma banda de Metal Progressivo que eu, particularmente, não conheço, mas já ouvi falar muito bem, e até estava com uma certa expectativa em assisti-los.

As bandas nacionais mesclavam competência com inexperiência. Um grande exemplo da competência está na escalação dos veteranos do Korzus, que deram um show (literalmente) na última edição do Monsters em 1998 e mostraram que se dão muito bem neste tipo de evento; Mas por outro lado temos o Thalion. Nada contra a participação dos caras em um grande festival, mas honestamente o cacique da banda deve ser muito forte porque eles mal acabaram de lançar o primeiro CD e já estão participando de um festival que poderia ter incorporado, no lugar do Thalion, uma banda mais experiente em cima dos palcos. Não estou desmerecendo a galera da banda, nada disso, só acho que eles ainda são muito novos e inexperientes para segurar a bola em um evento como esse e poderiam se queimar sem necessidade ainda no início de carreira. Aliás, o Thalion fez falta no BMU, diga-se de passagem. Seria o palco perfeito para eles mostrarem trabalho. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:50 AM
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   Música - Especial - Masters Open Air – Um desabafo Parte II

Falando em BMU, na semana passada, no Directv Music Hall, havia algumas pessoas distribuindo “mini-revistas” promocionais com a biografia de todos os participantes do MOA. A revista incluía até uma promoção para batizar o mascote (de muito mau gosto por sinal) do festival e ganhar ingressos. Mas alguma coisa estava errada, e eu já imaginava que o cancelamento total, após tanta confusão, era apenas uma questão de tempo.

Não deu outra, no dia 15/07, por volta das 17 hs, o site da revista Rock Brigade publicou a informação em primeira mão de que o MOA fora adiado. Mas a notícia simplesmente sumiu da página algumas horas depois. Ontem, no entanto, dia 16, chegou no e-mail do DELFOS a confirmação oficial pela própria produtora Showmaster de que o festival Masters Open Air foi adiado por tempo indeterminado e os caras ainda foram cínicos e irônicos na declaração: “Aguardem informações sobre a nova data e como será o procedimento para quem quiser devolver ingresso". Ora, depois de tanto desrespeito com o público headbanger, eles ainda esperam que nós acreditemos que uma nova data será realmente marcada “em breve”? E “quem quiser devolver os ingressos”, como assim? É lógico que eu vou querer meu dinheiro de volta. Nas palavras do vocalista do Uriah Heep, Bernie Shaw, para o jornal O Estado de São Paulo sobre a primeira edição do MOA ter sido cancelada pela desorganização: “É o primeiro (festival organizado pela Showmaster) e espero que seja o último”.

E eu ainda complemento: será que alguém pensou nas caravanas que estavam sendo formadas vindas de outras cidades com ônibus alugados e bilhetes já comprados? Será que alguém pensou nas pessoas de outros estados que já tinham comprado a passagem aérea para prestigiar o festival? E esses, como ficam? Basta dar uma navegada pelos fórums e chats de páginas de Rock para se perceber que os exemplos citados acima não são raros.  

Espero de coração que eles calem a minha boca e tragam um bom festival de Rock e Heavy Metal, o público brasileiro está precisando e será muito grato, mas vamos colocar a mão na massa e agir com profissionalismo e responsabilidade da próxima vez.



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:49 AM
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   Música – Notícias – O adiamento/cancelamento do Masters Open Air

            Acabamos de receber a mensagem abaixo da organização do festival mais zicado que eu já conheci.

           

            O Masters Open Air, evento que aconteceria dia 24 de julho no Anhembi, em São Paulo, está adiado por tempo indeterminado, uma data e um novo local serão divulgados assim que for possível.

            O adiamento ocorreu por problemas administrativos envolvendo a produção e o local do evento.

            Aguardem informações sobre a nova data e como será o procedimento para quem quiser devolver ingresso.”

 

            Paralelamente, o Uriah Heep cancelou todas suas apresentações em nossas terras, alegando desorganização da Showmaster, empresa que organiza o festival. Bom, considerando que duas das bandas mais esperadas do festival (Doro e Circle II Circle) já haviam cancelados suas apresentações, não é de se estranhar que realmente há algo errado com a organização.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:56 AM
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   Shows – Brasil Metal Union (Directv Music Hall – 09/07/2004) - Parte I

Nota da equipe do DELFOS: Antes de mais nada, pedimos perdão por esta matéria conter apenas um dia e estar completamente sem fotos. Isso se deve ao fato de não termos conseguido credenciais, que foram pedidas de acordo com as instruções presentes no site do evento. O problema não é nem não termos conseguido, afinal, a organização é livre para credenciar os veículos que quiserem e nós sabemos que não somos (ainda) um veículo estabelecido. O problema é que nem ao menos recebemos uma resposta da organização, fomos completamente ignorados, mostrando a contradição de um evento que “diz” visar a união do meio underground. Pelo jeito, essa união abrange apenas veículos estabelecidos e de grandes tiragens. Os que não se encaixam nesse padrão, não merecem nem ao menos uma resposta. O DELFOS vai continuar apoiando como sempre o Metal nacional, pois a culpa não é das bandas do evento. Como o Bruno gosta muito das bandas que se apresentariam no primeiro dia, e iria no show de qualquer jeito, ele escreveu a resenha abaixo em respeito ao público do DELFOS que nós sabemos que gostariam de ler algo sobre o evento da forma que só nós sabemos fazer (e tentando não levar em consideração a falta de respeito da organização). Infelizmente, não tínhamos verba suficiente para bancar os dois dias, então cobrimos só o primeiro. Divirta-se com o texto.

 

Estamos todos de parabéns, esse é o sentimento unânime depois de uma maravilhosa edição do BMU 2004. Se antes do evento, tivemos alguns problemas de organização (já relatados na introdução deste texto), no primeiro dia do BMU, o que se viu foi um grande salto de qualidade em relação aos outros anos do evento, e isso em todos os sentidos: o local escolhido é muito mais apropriado (o DirecTV Music Hall tem uma estrutura infinitamente superior ao bar Led Slay, onde o BMU tomou lugar nos anos anteriores), a quantidade de público superou o esperado com uma média de 3000 pessoas comparecendo em cada dia, as bandas escolhidas foram mais diversificadas e agradavam à todos os gostos, desde um Metal Gótico até um Death Metal. Enfim, um evento realmente profissional, que mostrou à mídia e aos donos de casas de show que é possível, com muito esforço e dedicação, realizar um belo evento de Heavy Metal apenas com bandas nacionais e contar com um bom público.

É verdade que uma parte considerável dos presentes nos dois dias do festival, só compareceu para assistir à apresentação do Massacration, isso foi bem visível nas camisetas da molecada e na empolgação quando os humoristas (e não músicos) entraram em cena. Mas de qualquer forma, quem foi com essa intenção ao BMU acabou presenciando shows muito bons de bandas que não tem um espaço na fraca MTV ou nas pseudo Rádios Rock e essas pessoas puderam entender também o que significa a verdadeira união do público headbanger, mesmo que uma nova geração dos apreciadores de Heavy Metal ainda esteja em formação e, de certa forma, contaminada com o lixo comercial e sem talento que insiste em nos aporrinhar sempre que ligamos a televisão ou o rádio.

Mas, sem mais delongas, vamos comentar um pouco a respeito de cada banda e da impressão que causaram na primeira noite do Brasil Metal Union 2004. O festival foi muito bem estruturado e a organização estava impecável (tirando a história dos credenciamentos, é claro), sem atrasos e com uma ótima qualidade sonora e de iluminação. Basicamente, cada banda tinha uma média de 50 minutos para sua apresentação e mais 10 minutos para a troca de equipamentos no palco. Somente duas bandas acabaram excedendo esses 10 minutos de preparação, o Venin Noir e o Tuatha de Dannan, mas vale lembrar que os mineiros do Tuatha trouxeram uma grande parafernália para tornar o show uma experiência mais completa e o atraso foi justificável pela qualidade que eles apresentaram. Infelizmente o mesmo não se pode dizer dos góticos cariocas.

 

Vamos à análise:

Mindflow: Metal Progressivo que lembra um pouco Dream Theater e Symphony X, mas sem o peso e algumas qualidades dessas duas bandas. As músicas são até legais, têm várias viradas, mas algumas são muito grandes e deixaram o pessoal um pouco sonolento. No geral, a banda tem um bom potencial, são bons músicos, mas precisam acrescentar um pouco de peso para empolgar mais. Nada que anos de estrada não resolvam. Uma abertura morna para o festival.  Nota 5

 

Drowned: Thrash Metal moderno com alguns elementos de Death e Black Metal (a la Dimmu Borgir) pipocando aqui e ali e vocais rasgados que nos remetem aos bons tempos do Thrash alemão de Kreator e Destruction, e em alguns momentos me veio na cabeça um pouco do Alexi Laiho do Children of Bodom. Músicas curtas, mas pesadonas, que possibilitaram ao Drowned ser a banda que soube melhor aproveitar os seus 50 minutos. Destaques para as músicas Back From Hell e Who is the King, e para o vocalista Fernando Lima e o baixista Rodrigo Nunes, ambos com uma excelente presença de palco e muito simpáticos. O Drowned já não é nenhuma banda novata na cena, pois já tem 3 CDs lançados. Prato cheio para os amantes do peso e da brutalidade. Nota 8 Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:53 AM
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   Shows – Brasil Metal Union (Directv Music Hall – 09/07/2004) - Parte II

Monster: Uma grande expectativa cercava o show do Monster e posso dizer que me decepcionei cm a apresentação de Paul X e Cia. No geral, o som da banda é até interessante, fazendo uma mescla de Metal tradicional com alguma coisa de Hard Rock, lembrando o som mais comercial do Judas Priest nos anos 80. Mas sabe aquela banda que você sente que falta alguma coisa? Pois é, essa é a impressão quando se ouve a maioria das músicas do Monster. Os integrantes até que tem uma boa presença no palco e realmente sabem agitar, mas talvez falte um segundo guitarrista ou um tecladista para completar mais o som dos caras, não sei, mas foram poucas as músicas que realmente empolgaram, no caso a fantástica Monster (essa é muito boa mesmo) e Angels of Darkness, um cover em inglês de Anjos da Escuridão do Salário Mínimo. Estava prevista a participação de Jack Santiago (que foi, inclusive, muito anunciada, em mais uma pisada da bola da organização) o vocalista do Harppia, para cantar Salém junto com a banda (que regravou a música em inglês para o novo CD em um medley com outros clássicos do Metal paulistano), mas a participação acabou não acontecendo e o show ficou nisso mesmo. Nota 6,5

 

Venin Noir: A pior banda da noite e, se bobear, do festival (mesmo que eu não tenha ido ao segundo dia). Metal Gótico com elementos de Power Metal e um pouco de progressivo com vocais femininos meio Nightwish. O baterista fazendo um arroz com feijão bem básico e uma vocalista mal humorada e antipática que deixou uma PÉSSIMA impressão em todos os presentes. Foram a única banda vaiada da noite. Em se tratando das músicas, elas até que são interessantes, apesar de serem longas demais e com uma bateria irritante, sempre com a mesma marcação. Mas o principal problema do Venin Noir é a postura de “megastar esnobe” da vocalista Larissa Frade. Sim, a moça canta muito e tem uma técnica impecável, mas quando abre a boca para fazer alguma coisa que não seja cantar, consegue irritar o público.

            Para se ter uma idéia, Larissa conseguiu ter um desentendimento com o baixista Felipe Andreoli do Angra, que estava lá para ajudar os caras e subiu ao palco para tocar Lisbon com eles. A coisa foi mais ou menos assim, após tocar Lisbon, Felipe se despediu dos músicos e deu um beijinho de despedida em Larissa, em seguida pegou o microfone da mão dela para agradecer a presença de todos no BMU e dizer que tocaria no dia seguinte também com o Glory Opera. Ao invés da vocalista manter uma postura profissional, ela preferiu ficar totalmente emburrada no canto do palco, com cara de poucos amigos enquanto Felipe falava. Mas era uma cara assustadora mesmo, eu cheguei a pensar que, a qualquer momento, ela pularia no pescoço do baixista do Angra. Totalmente ovacionado, Felipe voltou para devolver o microfone a Larissa e ir embora, e qual não foi a nossa surpresa quando Larissa quase arrancou a mão de Felipe junto com o microfone em uma atitude totalmente patética com um convidado que estava fazendo uma participação especial.

            O maior destaque vai para o baixista Bruno Coelho, que toca muito bem e tentou agitar e fazer o possível para que o show fosse mais animado, mas não deu, o som da banda merece uma nota mais alta, mas como eu estava vendo um show e não ouvindo o CD do Venin Noir, não posso dar nada acima de uma Nota 4

 

Holy Sagga: Os paulistanos do Power Metal fizeram o segundo melhor show da noite, absolutamente matador. Souberam aproveitar bem o tempo e tocaram várias músicas do bom Planetude, algumas músicas novas (também bem legais) que estarão em seu próximo trabalho, o cover de Hail and Kill do Manowar com o vocalista Maurício Queiroz dando um show de técnica, e ainda chamaram Pit Passarell, baixista do Viper, para tocar Living For The Night em uma versão mais pesada que a original, mas extremamente competente e cantada por todos. Como resultado tivemos um dos momentos mais emocionantes do BMU. Todos têm uma ótima presença de palco, tocam muito bem, agitaram bastante e foram muito aplaudidos. Nota 9 Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:52 AM
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   Shows – Brasil Metal Union (Directv Music Hall – 09/07/2004) - Parte III

Dark Avenger: Os brasilienses tocam um Heavy Metal tradicional com alguns toques de melódico. Bom instrumental e boa técnica de todos os músicos mas o destaque vai para o vocalista Mario Linhares. O cara canta muito, eu arrisco dizer que é um dos melhores vocalistas brasileiros da atualidade, tanto em técnica quando em “punch”, mas se por um lado isso é uma grande virtude, por outro Mario usa toda sua técnica para extrapolar um pouco e exagerar em alguns gritos que não eram necessários. O show empolgou com as músicas dos CDs Tales of Avalon e Dark Avenger, mas a banda escolheu algumas músicas muito longas para um set de 50 minutos e, infelizmente, tiveram de limar alguns números do repertório. O mais legal é perceber que o Dark Avenger já tem sua legião de fãs fiéis que sabem todas as músicas de cabeça e deram um show cantando juntos o “clássicos” como Morgana. Um bom show. Nota 8

 

Massacration: Esse causou polêmica e dividiu opiniões antes, durante e depois dos shows. Se, por um lado, os caras realmente são muito engraçados e geraram boas risadas, por outro, a apresentação do Massacration acabou atraindo um público, digamos, estranho à um festival de Heavy Metal, e que tiveram o mesmo comportamento dos fãs de Charlie Brown Jr e Cia em apresentações de Pop Rock. Não eram raras as vezes em que esse pessoal abria rodinhas de porrada (coisa que eu sempre abominei em shows de Metal, afinal eu estou lá para curtir a música e não participar de um Vale-Tudo), criavam brigas, passavam mal por ter bebido demais (o que tinha de moleque de 15 anos chamando o Hugo...). Mas tudo depende de como você encara esse tipo de apresentação. Eu concordo quando dizem que colocar os caras para quase fechar um festival deste porte é uma falta de respeito com as outras bandas “profissionais” do evento e o certo seria o Massacration ter realizado a abertura do BMU.  Mas, enfim, como todos imaginam, eles divertiram a platéia com uma performance totalmente descontraída.

O começo da apresentação foi apoteótico: as cortinas se abriram, muita fumaça cobria o palco e os membros da banda foram entrando aos poucos sob uma chuva de aplausos e gritos que não foram vistos em nenhuma apresentação anterior; Detonator (vocalista) chegou ao microfone, fez o famoso sinal clássico do Heavy Metal - \m/ - e quando todos esperavam por um daqueles discursos pró-Metal e “death to false Metal”, o vocalista limitou-se a dizer um “oi” com sua voz aguda. É difícil descrever o sentimento de ver ao vivo uma cena tão inusitada, mas confesso que ri bastante nesse momento. A banda começou a tocar uma música genérica de Metal, mas teve que parar quando um “oficial” de justiça entrou alegando que o show não poderia continuar e que a apresentação do Massacration estava cancelada. Mas nosso querido Joselito meteu um pedaço de pau na cabeça do oficial e tudo voltou ao “normal”.

            Obviamente que todos estavam fingindo tocar seus instrumentos menos o baterista (que realmente toca, mas era contratado, não era o Jimmy Hammerhead) e o vocalista Detonator, que canta bem mesmo. Aliás, o Detonator (que na vida real se chama Bruno) é mesmo vocalista de uma banda de Metal. O repertório incluiu Metal Milkshake, Metal Bucetation, Metal Massacre Attack e o cover de Manowar, Kill with Power. Sem nota por não serem uma banda de verdade.

 

Tuatha de Danann – Fantástica a apresentação dos mineiros que tocam um “Folk Metal” com elementos da música celta e da mitologia nórdica. Na minha opinião e de muitos dos presentes, foi o melhor show da noite! Muito aplaudidos, divertiram a platéia com músicas engraçadas, mas sempre muito competentes e técnicas. O Tuatha conseguiu o milagre de acordar e empolgar uma galera que já estava morta após 7 horas de Metal, inclusive os que estavam realmente dormindo. Tocaram músicas de todos os CDs, a música Last Words da “Ópera Metal” Hamlet, e apresentaram um novo mascote no lugar do anão Finganfor (que segundo o vocalista Bruno Maia, desertou, mas eles tocaram a música em sua homenagem), um gigante bêbado que fica distribuindo pinga para o público e deu muito trabalho aos seguranças da casa.

            É muito difícil achar o destaque em um show tecnicamente perfeito, mas eu considero as músicas Us, Finganfor e The Last Words os pontos altos. Nota 10 para o profissionalismo, criatividade e competência deste nome que merece ser conhecido por todos, amantes do Metal ou não.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:50 AM
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   Música – Notícias – Dio confirma turnê brasileira para agosto

Eis uma notícia muito legal para os amantes do Rock e do Heavy Metal: o nosso querido baixinho Ronnie James Dio, ex-vocalista do Rainbow, do Black Sabbath e que tem uma ótima carreira solo, vai se apresentar em terras brasileiras para shows em São Paulo e no Rio. As datas serão em Agosto (portanto é melhor correr atrás do seu ingresso): dia 27 no Claro Hall (Rio de Janeiro) e dia 28 no Credicard Hall (São Paulo), um dia depois do show do Therion e duas semanas depois do Children Of Bodom. Haja dinheiro.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:14 AM
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   Música – Notícias - Dave Mustaine vivendo seu inferno astral

           Parece que Julho, definitivamente não é o mês de Dave Mustaine. Depois da confusão com o Metallica e das declarações de Kerry King, agora o ex-baixista do Megadeth, David Ellefson, o único integrante da formação original, juntamente com Mustaine, que tocou em todos os CDs lançados pela banda, está processando Dave Mustaine porque este não estaria repassando corretamente os direitos autorais sobre a venda dos CDs do Megadeth. Ellefson está pleiteando uma indenização de “apenas” dezoito milhões e meio de dólares.

É, e depois dizem que o Metal não dá dinheiro.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:12 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air – Possível cancelamento e entrevista com Overkill e Uriah Heep

            Recebemos as entrevistas abaixo que fazem parte da divulgação do festival Masters Open Air. Esta tarde, foi publicado no site da Rock Brigade (www.rockbrigade.com.br), uma nota que dizia o seguinte: “O promotor do festival Masters Open Air acaba de informar à Rock Brigade que o evento marcado para o dia 24/7, em São Paulo, NÃO vai acontecer e que a organização do mesmo estará soltando um comunicado oficial nas próximas horas. Mais informações em breve.”. Esta nota foi tirada do site depois de pouco tempo e nós do DELFOS ainda não recebemos nenhuma notícia sobre o assunto. Fique ligado que assim que (e se) soubermos de algo, você será o segundo a saber (o primeiro serei eu, ué ). Leia as entrevistas abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:00 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air – Entrevista com Uriah Heep - Parte I

Entrevista com o guitarrista Mick Box, do Uriah Heep – Julho 2004

 

O Uriah Heep é um ícone do rock dos anos 70.  Como você analisa a carreira da banda em retrospectiva, considerando todo o seu pioneirismo na experimentação de novos sons e estilos?

Eu considero que nossa carreira tem sido fantástica.  Nós descobrimos bem cedo, em 1970, que nós queríamos ser um banda de rock melódico que incorporasse órgão Hammond, a minha guitarra Les Paul com pedal wah-wah e 5 vocalistas que produzissem harmonias muito dinâmicas.  No decorrer dos anos, estilos de música surgiram e desapareceram, mas nós sempre estivemos confortáveis com a música que criamos e, portanto, nunca sentimos necessidade de seguir a moda em determinado momento.  Eu acredito firmemente que uma boa música passa no teste do tempo, e nós fomos felizes o suficiente em já ter um bom número delas com o passar dos anos.

A mudança de integrantes tem sido uma constante na longa jornada da banda.  Atualmente no Uriah Heep há apenas um membro original (você).  Como isso afeta a essência do grupo?

Qualquer pessoa que se junta ao Heep sabe o que esperar musicalmente e é bem fácil até de se adaptar ao nosso estilo.  Eu suponho que sou contagiante e entusiástico o suficiente para que os outros músicos que tocam comigo sintam a mesma alegria de compor e tocar que eu sinto.

Algumas das mais marcantes características da banda nos anos 70 eram a voz de David Byron e os teclados de Ken Hensley, sem sombra de dúvida.  Como a falta deles afeta a banda?

As mudanças tiveram que ocorrer e nós simplesmente tivemos que seguir em frente.  Foi muito difícil substituir David, é claro, por ser o vocalista principal, mas não houve opção naquele momento.  Essas coisas são sempre complicadas, mas você tem que entendê-las e agir de forma a fazer as coisas continuarem acontecendo.

Se você tivesse a oportunidade de formar uma banda com músicos top dos anos 70, sem contar os do Uriah Heep, quem seriam eles?

Teclados - Jon Lord (Deep Purple), baixo - Glenn Hughes (Deep Purple), bateria - John Bonham (Led Zeppelin), vocais - Paul Rodgers (Free, Bad Company).

Uma das mais representativas músicas do grupo é “July Morning”.  Um dos aspectos que salta aos olhos é justamente a duração da música, de mais de 10 minutos.  Seria isso possível hoje em dia?

Sim, eu acho que não há limites para a duração de uma música contanto que ela esteja “dizendo” algo musical e liricamente.

O que você acha do público do Uriah Heep e sua resposta à música da banda?

Eu sempre me espanto com a reação das pessoas.  Muitas delas já me disseram que a música do Heep funciona como uma trilha sonora para suas vidas.  Eu creio que isso ocorra por ser uma música poderosa com letras sempre positivas na maior parte dos casos.

Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:55 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air – Entrevista com Uriah Heep - Parte II

Qual foi o concerto mais importante para você pessoalmente, de toda a carreira da banda?

Um no Royal Albert Hall de Londres.  Minha mãe estava nos assistindo e ela estava muito orgulhosa de mim.  Foi como o auge do sucesso do seu filho pela perspectiva dela, pois tratava-se de uma casa de espetáculos das de maior prestígio no mundo.

Como é projetada para o Século XXI a proposta do Uriah Heep, contrastando a experiência e o caráter lendário do grupo com as facilidades tecnológicas da vida moderna?

Um bom exemplo dos benefícios da chamada era digital é justamente a forma como essa entrevista está sendo conduzida, por e-mail, o que é fantástico.  Outro dia eu estava num restaurante com minha família e enviei um e-mail ao Rodrigo Werneck, nosso webmaster brasileiro, através do meu Blackberry, um dispositivo portátil tipo “handheld”.  Impressionante!  O nosso website (www.uriah-heep.com) nos permite uma conexão com os fãs que antes não tínhamos.  Com relação à música, eu acredito que usar métodos analógicos dão um “calor” ao som que os métodos digitais não provêm.

Você prefere LP’s ou CD’s?

Eu adoro o lado nostálgico, quase romântico, dos LP’s, mas os CD’s são certamente muito mais fáceis de se carregar para lá e para cá.  Minha esposa recentemente me comprou um iPod no qual posso gravar mais de 10.000 músicas.  Logo, atualmente eu carrego quase a minha coleção inteira nele.

Qual a sua opinião sobre as bandas atuais de heavy metal, o que mudou em relação às grandes bandas dos anos 70?

Eu acho que o problema que eu tenho com as bandas atuais é que a maior parte delas soa muito parecido.  Nos anos 70 todos os guitarristas tinham o seu próprio estilo, e o mesmo valia para tecladistas, baixistas e bateristas.  Por exemplo, eu não tocava como o Ritchie Blackmore, Ritchie não tocava como Tony Iommi, e Tony não tocava como Jimmy Page.  Nós éramos todos indivíduos com percepções diferentes e isso funcionava para todos os músicos naquela época.  Hoje em dia, parece que todos os guitarristas vão estudar na mesma escola e retornam com técnica apuradíssima, mas nenhuma identidade própria.

Se você pudesse retornar no tempo, qual época da história do Uriah Heep escolheria?

Seria legal voltar a tocar para públicos de 20.000 pessoas ou mais novamente, 365 dias ao ano, ter um Learjet e guarda-costas de novo, etc. Mas eu me considero uma pessoa abençoada, que continua trabalhando com o que gosta e viajando pelo mundo.  Nenhum trabalho pode ser melhor do que esse.  Eu simplesmente aproveito as oportunidades que a vida tem me fornecido em tantos aspectos diferentes.

A turnê sul-americana apenas inclui shows em 2 países, Brasil e Bolívia.  Por que não ocorrerão shows em outros locais?

Nós fomos inicialmente convidados pelos promotores do Masters Open Air para ser a atração principal do festival, e depois decidimos buscar alguns shows extras no Brasil para montar uma turnê.  Houve interesse na Bolívia e acabamos fechando esse show que marcará o 49o país no qual o Uriah Heep se apresentará, na sua história de quase 35 anos de existência.  Retornar ao Brasil após 9 anos também será uma experiência extraordinária, já que o público brasileiro entende a nossa música e retorna a energia da melhor forma possível, sob forma de empolgação.  Vamos nos divertir certamente!

 

Leia a entrevista com o Overkill abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:54 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air – Entrevista com Overkill - Parte I

Entrevista por: Antonio Pedro - Showmaster

Primeiramente, fale sobre os projetos futuros do Overkill. Quando vocês lançarão um novo álbum?

Nós estamos sempre trabalhando em novas melodias, entraremos em estúdio em Setembro deste ano, e o novo disco deverá ser lançado no começo de 2005.

Diga aos seus fãs brasileiros que bandas você está ouvindo no momento, e quais são as cinco maiores influências do Overkill.

Estou ouvindo In Flames...

As bandas que mais me inspiraram foram Judas Priest, Black Sabbath, Ramones, Motorhead e Iron Maiden, essas são apenas algumas, muitas outras poderiam estar nessa lista.

O Overkill está marcado para representar o thrash metal no Masters Open Air, no dia 24 de Julho em São Paulo, em um tipo de evento que não ocorre há mais de 6 anos por aqui. O que você pensa sobre participar do retorno dos grandes festivais ao Brasil? E ainda, para participar de um festival e tocar pra milhares de pessoas?

Tocar para muitas pessoas é ótimo, o país idem. Eu adorei a primeira vez em que estive aí em 2001. Naquele ano nós participamos de alguns festivais e a resposta foi ótima, eu espero que possamos repetir esses bons momentos. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:52 AM
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   Música – Notícias – Masters Open Air – Entrevista com Overkill - Parte II

O que as pessoas que irão ao festival podem esperar do Overkill? Que músicas estarão em seu setlist no Masters Open Air?

Desculpe-me... Vocês terão que esperar pelo show! É segredo!

O que você se lembra sobre sua primeira passagem por aqui?O que mais te marcou no Brasil, e o que você está esperando do show?

Estou esperando entusiasmo... O que mais me marcou no Brasil foi o entusiasmo. Foi perfeito!

O que você pensa do retorno das bandas de thrash metal dos anos oitenta como Exodus e Metal Church? E o que você acha de bandas como o Metallica e Slayer, que surgiram na época de ouro do thrash metal nos anos oitenta e agora fazem um som completamente diferente do que faziam, exatamente o contrário do OVERKILL, que até hoje não mudou as características de seu som? 

Eu realmente presto mais atenção no Overkill  e não nos outros. Eu penso que esse é o principal motivo que nós fazemos música ano após ano. Deixem que os outros façam música como quiserem, isso nunca nos afetou.

Sobre as novas bandas de thrash como In Flames, Dew Scented, Arch Enemy, The Haunted e muitas outras, que não fazem o mesmo tipo de thrash metal tocado nos anos 80 mas o fazem muito bem. Algumas das novas bandas fazem algo novo, o In Flames por exemplo, parecem que reinventaram a uma nova maneira de fazer thrash metal.

Você acha que está crescendo o interesse pelas bandas de thrash metal, coisa que não aconteceu na década passada? Você pensa que pode haver um retorno da “Era de Ouro Thrash Metal”, considerando que a cena atual tem uma gama de ótimas bandas, como Annihilator, Testament, Anthrax, Destruction, Kreator, Overkill,  o retorno do Exodus  e Metal Church, e muitas novas bandas, como  Arch Enemy, In Flames e The Haunted? Fale sobre isso.

Eu penso que a música sempre têm seu valor, isso é o principal fator de seu crescimento ou sua volta nos últimos anos. Algumas das novas bandas estão passando pelo que passamos anos atrás.

Nos diga como está a cena thrash metal nos Estados Unidos.

Ela está viva!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:52 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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