Delfos - Jornalismo Parcial
   Música – Shows – Children Of Bodom (São Paulo – Olympia – 10 de agosto de 2004) - Parte I

            O Children Of Bodom, ou seus fãs brasileiros, realmente não dão sorte nos dias escolhidos para seus shows. Se sua primeira visita a São Paulo aconteceu em um domingo, sua segunda apresentação na cidade ocorreu numa mais improvável ainda terça-feira.

            Marcado para começar às 9 da noite, a intro começou a ser tocada apenas às 9:45. A banda entra no palco muito aplaudida e, infelizmente, a primeira impressão já não foi tão boa. Alexi Laiho entra com a boca cheia de água (ou algum outro líquido) e cospe na direção da platéia. Se apenas as pessoas das primeiras filas foram abençoados pela baba de Laiho, o mesmo não se pode dizer dos pobres fotógrafos, que faziam seu dever no chiqueirinho e ficaram encharcados. Eu, minha câmera e os colegas que lá estavam ficamos todos molhados. Indiscutivelmente, uma atitude lamentável do guitarrista, que deve achar que existem pessoas que vão falar: “Meu, o Alexi Laiho cuspiu em mim, nunca mais vou lavar essa roupa”. E, pela reação dos fotógrafos pude constatar que não fui só eu que me incomodei com esse desnecessário showzinho do líder da banda.

            Pouco depois da cusparada, a banda começou o show com a excelente Hate Me (mesma música com que iniciou seu show anterior em São Paulo), que infelizmente não teve aquele teclado à la Psicose de sua introdução. Mesmo assim, a música é muito boa e foi uma ótima escolha para iniciar o show. Curiosamente, o baixista Henkka T. Blacksmith e o baterista Jaska Raatikainen já entraram no palco sem camisa, embora estivesse um frio fortíssimo. Bem, provavelmente para alguém que veio da Finlândia, a temperatura desta noite fosse o suficiente para ir à praia, ou para um banho de piscina, vai saber.

            Entre todas as músicas, o tecladista Janne Warman fazia pequenos solinhos, enquanto a banda se preparava para a próxima música. A qualidade do som estava boa, com o único senão de o volume do teclado estar muito baixo. A produção do palco se resumia a um belo e imenso pano de fundo. Sem pirotecnias ou efeitos especiais, a banda fez um show concentrado unicamente na música. Outra curiosidade é que os solos de guitarra soam menos limpos ao vivo. Chega a dar a impressão de que Laiho freqüentemente esbarra o dedo entre uma casa e outra da guitarra. Claro que precisamos dar um desconto para o cara, pois seus solos são bem complicados e muitas vezes são simultâneos aos vocais.

            Duas músicas da “série Bodom” foram tocadas ainda no início do show: Silent Night, Bodom Night e Bodom After Midnight, animando muito a galera. Sixpounder veio a seguir e não foi tão bem recebida como deveria, já que é uma música muito legal, seguida de Angels Don’t Kill, também do mais recente CD Hatecrew Deathroll.

            A banda sai do palco, deixando o excelente Janne Warman (alguém já reparou como esse cara parece um dos Hanson?) para seu solo individual. Eu normalmente odeio solos individuais, pois acho que sacrificam músicas que os fãs gostariam de ouvir e servem apenas para massagear o ego dos músicos (coisa que as groupies devem fazer bem melhor), mas devo admitir que esse foi bem legal, por um simples motivo: Alexi Laiho invade o palco e começa a duelar com Janne, lembrando aquela cena clássica do filme Encruzilhada (que conta com Steve Vai). Muito legal. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:24 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Children Of Bodom (São Paulo – Olympia – 10 de agosto de 2004) - Parte II

            A banda volta ao palco e tocam a faixa de abertura do mais novo álbum, Needled 24/7, que empolgou todo mundo, ainda mais porque foi seguida de dois grandes clássicos, Deadnight Warrior e a ótima Towards Dead End (a introdução dessa música é fantástica).

            Depois de três músicas legais, vem a parte mais chata do show: o famigerado solo de bateria. Bom, a qualidade do solo não foi suficientemente alta para mudar meus conceitos em relação a estes solos e não vou ficar repetindo minhas opiniões sobre o assunto em quase todas as minhas resenhas de show, já que quase toda apresentação de Metal tem seu solo de bateria.

            A banda volta e, durante Kissing The Shadows, Alexi coloca um boné jogado pela platéia (e se o boné tivesse piolho?). Ao final dessa música, o vocalista anuncia a próxima, convidando a platéia para gritar palavra por palavra seu nome. A música era Hatecrew Deathroll.

            Uma das músicas mais conhecidas do Children, Everytime I Die vem a seguir para encerrar a primeira parte do show. Essa música tem uns riffs muito empolgantes, perfeitos para bater cabeça e foi, é claro, muito bem recebida. Também marcou um dos poucos momentos onde Warman usou as duas mãos para tocar o teclado, já que em praticamente todo o show, ele usou apenas uma delas. E em muitos momentos, ele simplesmente pára de tocar. O cara é um tremendo tecladista, mas usando apenas uma mão para tocar, usa apenas metade de sua capacidade. Creio que os arranjos da banda ganhariam muito, caso Janne trabalhasse ainda mais o seu instrumento. E capacidade para isso ele tem.

            A banda sai do palco por alguns segundos (pois é, o bis que, há algumas décadas, era espontâneo está ficando cada vez mais burocrático) e volta com Alexi dizendo que, para Janne tocar, o público vai ter que gritar bem alto “Play, motherfucker”. Conta até três e a platéia grita a frase pedida. Janne então faz a introdução do clássico do Dio, Holy Diver e pára de tocar. Novamente Alexi conta até três e a frase é novamente entoada pela galera. Tocam mais uma música e Alexi se despede com a singela frase “We fuckin’ love you” e deixam o palco definitivamente, ao som de Wild Side, do Mötley Crue, depois de apenas uma hora e vinte minutos de show.

            Ouvindo o comentário do pessoal na saída, vi que muitos acharam o setlist extremamente fraco. Eu não achei fraco, achei curto. No geral, o show foi legal, mas realmente ficaram faltando muitas músicas, como Lake Bodom (que absurdo não tocar essa) e Children Of Decadence (que, pelo que sei, nunca foi tocada ao vivo, mas é muito legal). Ao meu ver, também faltou uma maior interação da banda com o público. Sobraram “Fuckin’” e faltou simpatia.

            Uma coisa que nunca entendi é porque bandas finlandesas (com exceção do Stratovarius) teimam em fazer shows tão curtos. É assim com o Nightwish, com o Sonata Arctica e com o Children Of Bodom, apenas para citar alguns exemplos. Me parece um desperdício a banda sair do outro lado do mundo para fazer um showzinho que não chega a 90 minutos (e show que é show tem que ter no mínimo duas horas) para o público brasileiro. Claro que o tempo de show é irrelevante para o cachê da banda e, conseqüentemente, para o preço dos ingressos. E por isso, quem sai perdendo? O público, é claro, que acaba assistindo a apenas uma hora de suas músicas preferidas (pois os outros vinte minutos são consumidos pelos solos individuais). Uma pena, pois o público brasileiro merece muito mais que isso. Veja mais fotos aí embaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:23 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Children Of Bodom (São Paulo – Olympia – 10 de agosto de 2004) - Mais Fotos

 



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:17 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Shows – Children Of Bodom (Olympia – 10 de Agosto de 2004) - Parte I

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Terça feira, mais uma noite gelada na capital paulista (inverno rigoroso é isso aí) e um clima perfeito para o show dos finlandeses do Children Of Bodom em sua segunda passagem pelo Brasil. 

O Olympia recebeu um bom público para a apresentação da banda, apesar de não estar completamente lotado (leve em conta que estamos falando de uma gelada terça-feira à noite). Mas vamos lembrar que, para a primeira visita em 2001, o show no DirecTV Music Hall estava bem vazio e gerou um espetáculo até um pouco constrangedor.

Com certeza daquele ano para cá, a popularidade do Children Of Bodom cresceu assustadoramente e atingiu o ápice com o lançamento e a bela repercussão do último trabalho, o já clássico Hatecrew Deathroll. Por essa boa recepção ao novo CD, não é de se estranhar que a banda tenha escolhido para o setlist a maioria das músicas do novo trabalho e deixou alguns grandes clássicos do Something Wild e Hatebreeder de fora. Uma pena por um lado, já que deixamos de ouvir hinos como Hatebreeder, Warheart ou Touch Like Angel of Death, mas pareceu-me uma atitude correta já que as novas músicas têm uma energia incrível ao vivo e todos os fãs da banda já tem suas letras na ponta da língua.

Essa maior popularidade também pode ser comprovada pelo número de shows marcados para esta turnê em território nacional: enquanto que há 3 anos tivemos apenas dois shows (São Paulo e Curitiba), desta vez, nada menos que 5 grandes capitais foram agendadas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba). Vale destacar também a presença no show de São Paulo de integrantes do Angra e do Holy Sagga, bandas importantes do cenário nacional, e que mostram o respeito que o Bodom está alcançando com seus trabalhos.

O show em São Paulo estava marcado para começar às 21 horas, pelo menos era isso que constava no ingresso, mas as cortinas só se abriram mesmo com uma hora de atraso gerando uma certa impaciência nos bangers paulistanos. E olha que não houve banda de abertura.

Os finlandeses, para retribuir a espera, já entraram detonando com Hate Me, do penúltimo trabalho, Follow the Reaper. Um belo pano de fundo com a ilustração da capa do Hatecrew Deathroll deu o clima da apresentação juntamente com um belo jogo de luzes do Olympia sobre os integrantes da banda. Infelizmente, o som não estava lá essas coisas e o volume das guitarras estava bem baixo se comparado aos demais instrumentos. Durante a apresentação esse volume melhorou sensivelmente mas o problema não foi totalmente resolvido.

Ainda do Follow the Reaper eles também tocaram Bodom After Midnight, Kissing the Shadows e a maravilhosa Everytime I Die, que funciona muito bem ao vivo e até estava abrindo os shows há algum tempo atrás.

Dos primeiros (e melhores, na minha opinião) trabalhos, os destaques foram Deadnight Warrior e Silent Night, Bodom Night mas, infelizmente, nada dos hinos já citados nos parágrafos anteriores para o desespero dos fãs mais antigos.

No entanto, são as novas músicas que realmente chamam a atenção: é impressionante a agressividade e o peso que elas ganharam ao vivo e como Laiho segura o tranco numa boa, sem perder ou falhar sua marcante voz em nenhum momento, a não ser quando, lá pelo final do show, esqueceu a letra de uma música, mas a gente perdoa ele. As músicas Hatecrew Deathroll, Sixpounder e Angels Don´t Kill são exemplos desta nova fase da banda, que perdeu um pouco as características melódicas iniciais, mas está soando absurdamente mais consistente e violenta. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:09 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Shows – Children Of Bodom (Olympia – 10 de Agosto de 2004) - Parte II

Foto: Carlos Eduardo Corrales

O vocalista e guitarrista, Alexi Laiho, é o grande líder do Bodom em cima e fora do palco. Ele corre e agita sem parar com os outros integrantes, sempre pedindo pela participação do público. Quando Laiho sente o pessoal esfriando e mais quieto, ele dá um jeito de tentar puxar o ânimo novamente através dos seus famosos gritos que levantam até defunto. O baixista Henkka Blacksmith foi outro destaque que não parou de agitar um segundo sequer e sempre agradecia a resposta dos fãs presentes sem perder a empolgação.

Janne Warman é um caso a parte, o tecladista é o grande diferencial da banda com suas harmonias que combinam perfeitamente com o peso do Children Of Bodom e, além disto, é um excelente músico. Vale lembrar que ele inclusive foi chamado para a primeira versão do Masterplan (banda dos Ex-Helloween Roland Grapow e Uli Kusch), mas acabou desistindo para ficar com seus colegas mais antigos. No começo do show, Janne parecia um pouco mal humorado e desconfortável (vai saber com o que...), mas com o passar dos minutos, ele foi, aos poucos, se animando e terminou, assim como em 2001, como um dos grandes destaques, especialmente após o seu dueto de solos guitarra - teclado com Alexi Laiho e da introdução inesperada de Holy Diver do DIO que gerou sorrisos em todos.  

O baterista Jaska Raatikainen é outro que sempre esbanja simpatia e competência. Ele poderia ter sido um dos grandes destaques da noite se não fosse por um solo longo e chatinho de bateria (Ok, vocês sabem o que penso sobre esses solos) que poderia ter dado espaço a alguma outra música em seu lugar (ou três músicas para ser exato). O cara é um puta baterista, ninguém tem dúvida disso, mas a impressão é que ele estava sem grandes idéias sobre o que fazer para impressionar durante seu solo e se concentrou em uma batida mais básica. Mas nas músicas do Bodom em si, ele sempre manda muito bem, com precisão e rapidez.

O “novo” guitarrista Roope Latvala é um caso a parte, ele veio do Sinergy (onde atuava com Laiho) e teve a difícil tarefa de substituir um dos grandes símbolos da banda, o gordinho Alexander Kuoppala, que deixou o grupo na metade do ano passado alegando motivos particulares (na verdade, uma namorada) no meio da turnê. A verdade é que o peso desta responsabilidade é muito forte, especialmente porque Roope faz mais o tipo caladão, que não corre no palco e se limita a cumprir bem sua função de guitarrista base, já que a maioria dos solos é da responsabilidade mesmo de Laiho, e dentro desta expectativa, posso dizer que Roope se saiu muito bem.

O Children Of Bodom fez um show curto, de pouco mais de uma hora, mas que agitou e animou bastante todos os seus fãs e foi superior ao de 2001. Se a decisão de focar o setlist na fase mais recente não é uma unanimidade, o mesmo não pode ser dito sobre a energia transmitida pela banda em cima do palco. Vamos torcer para que eles não demorem mais 3 anos para voltar ao nosso país e que, da próxima vez, façam um show com uma duração decente.

Amanhã no DELFOS, a opinião do Carlos sobre o show, com mais fotos. Não perca!

Confira algumas fotos abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:07 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Shows – Children Of Bodom (Olympia – 10 de Agosto de 2004) - Mais Fotos...

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales

Foto: Carlos Eduardo Corrales



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:05 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe de Olga - Parte I

            A imprensa de São Paulo se reuniu na última segunda-feira no longínquo Shopping Morumbi para bater um papo com a equipe do filme Olga, baseado no livro homônimo de Fernando Morais. O longínquo chamou sua atenção? Pois é, eu mesmo nunca achei que o Shopping Morumbi se encaixava nessa descrição, porém, eu saí da coletiva por volta das 2 da tarde e cheguei em casa apenas às 6. Que outro adjetivo você daria? Contudo, este texto não é sobre a precária condição do transporte público ou do trânsito paulistano, portanto, abaixo você confere alguns dos melhores momentos da coletiva.

Todo mundo na sessão de fotos. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Estavam presentes na coletiva o diretor Jayme Monjardim, a roteirista e produtora Rita Buzzar, o autor do livro Olga, Fernando Morais, a diretora de arte Tiza de Oliveira; e os atores Camila Morgado (Olga), Caco Ciocler (Luís Carlos Prestes), e Osmar Prado (Getúlio Vargas).

A coletiva. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Para começar, Camila Morgado (muito mais bonita pessoalmente do que no filme, o que achei meio estranho ) fala sobre como foi entrar na pele de Olga: “Passei por um treinamento militar, que incluiu aulas de tiro e de condicionamento físico. Pesquisei de todas as formas possíveis para criar a Olga”. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:46 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe de Olga - Parte II

            E o autor do livro, o que achou do filme? “Fiquei totalmente satisfeito. Ele é muito fiel ao livro, com pouquíssimas liberdades dramatúrgicas”. Caco, muito calado a entrevista inteira, pede a palavra: “Nunca me emocionei tanto como quando assisti Olga. Como judeu, essa história me tocou muito”. E como você ficou tão parecido com o Prestes: “Sei lá. Teve um site que disse que eu fiz acupuntura, mas é mentira”. O diretor Jayme se mete no meio: “Eu nunca tinha visto o Caco sem barba e bigode. Eu até procurei em sites, mas não existia nenhuma foto dele assim. Ele não se deixa ver dessa forma, então ninguém sabia como era a cara dele”. Uma revelação marcante também foi feita: Prestes era virgem até os 37 anos e Olga foi sua primeira mulher.

O casal comunista. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Aproveitando que o Jayme está falando, será que o diretor não acha que o filme tem uns cacoetes de TV, não? “Se tiver cara de TV, eu fico orgulhoso, pois eu nunca quis mudar minhas características”. A roteirista Rita Buzzar, aparentemente brava, também quer dar uns pitacos: “Diretor não faz cinema nem TV, diretor faz cenas. E quem diz isso não sou eu, mas diretores que fizeram as duas mídias, como Hitchcock, por exemplo”. Jayme com a palavra: “Este é um filme de iniciantes. Grande parte da equipe nunca tinha feito cinema antes”.

            Uma das cenas mais fortes do filme é quando arrancam o bebê de Olga. “Quando foram tirar a Anita de mim, o nenê segurou na minha roupa e falou ‘mamãe’. Isso era tudo que eu precisa como atriz. Eu me derreti pela criança”.

            Com essas palavras, a coletiva foi encerrada e saímos da sala do cinema para a sessão de fotos. Como o shopping já tinha visitantes nesse horário, foi muito engraçado ver a cara das pessoas e imaginar o que elas estavam pensando: “Ih, meu, ó lá os cara da Globo!”. Outro momento engraçado da sessão de fotos foi quando Osmar Prado quase derrubou o pôster. Momento que você confere imortalizado por mim na foto aí embaixo.

Osmar Prado, o desastrado. Foto: Carlos Eduardo Corrales

            Olga estréia nos cinemas no próximo dia 20. Eu já assisti e posso dizer que é muito bom. A resenha completa, você confere aqui no DELFOS na semana da estréia. Fique ligado!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:30 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Literatura – The Complete Peanuts: 1950 to 1952 ( Fantasgraphics Books – Charles Schulz) - Parte I

Eu acredito que nem é preciso fazer uma maior introdução sobre Snoopy, Charlie Brown e a famosa tirinha norte-americana Peanuts. É difícil encontrar alguém no mundo que não conheça as aventuras do simpático garoto da camiseta amarela com uma faixa preta e seu cãozinho Beagle. As aventuras de Snoopy ultrapassaram barreiras, penetraram inclusive em uma União Soviética comunista e avessa à cultura americana, e se destacaram como um exemplo positivo frente a um mundo nem sempre otimista. Quem nunca se identificou com a timidez de Charlie Brown ou com a imaginação fértil de Snoopy como um às da Primeira Guerra?

 O autor das tiras, Charles Monroe Schulz, nasceu na cidade de St. Paul, nos EUA, em 1922 e cresceu como um garoto tímido, péssimo com as garotas, mas com o grande dom do traço e de tirar humor das mais inusitadas situações. Seu primeiro trabalho como cartunista, foi uma tirinha chamada Li´l Folks (algo como “Pequenos Amiguinhos”), que saía na seção feminina de um jornal local no final dos anos 40, mas não fez grande sucesso. Muito de Peanuts (lançado pouco depois, em Outubro de 1950), acabou baseado nesses primeiros quadrinhos (como a utilização apenas de crianças em suas tiras) e, aliás, uma grande quantidade das primeiras historinhas de Charlie Brown, um alter-ego do próprio criador, foram apenas adaptações do que ele já havia escrito para Li´l Folks.

Ao contrário de muitos cartunistas, como o nosso Maurício de Souza, Schulz sempre foi o responsável pela criação e desenho de TODAS as tiras nos 50 anos de sua existência e jamais entregou um trabalho atrasado ou deixou de publicar alguma historinha. Ele era um fanático workaholic e, além, das tirinhas, ainda supervisionava o roteiro dos episódios de Peanuts lançados para a televisão, os filmes e as peças de teatro baseados nos seus personagens.

            O cartunista faleceu em 2000, exatamente no ano em que sua mais conhecida obra completava 50 anos de existência. Como uma homenagem a uma das mais importantes influências das histórias em quadrinhos, a editora Fantasgraphics e os filhos de Schulz, reuniram em uma única coleção, todas as tiras publicadas pelo autor nas 5 décadas de existência de Peanuts, já que ele deixou bem claro que, após sua morte, não queria mais ninguém desenhando seus personagens.

Sempre fui um “fã-nático” das historinhas de Snoopy e Charlie Brown, como contei na minha resenha de Snoopy, Eu Te Amo! (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html), lançado há alguns meses pela Conrad aqui no Brasil e, logo que The Complete Peanuts fora anunciado, em meados do ano passado, fiquei louco para adquirir o primeiro volume. Comecei a procurar desesperadamente nas famosas lojas da Internet para verificar o custo de importação dos livros, o frete, e o valor final que a brincadeira me custaria. Infelizmente, minha decepção foi grande pois eu teria de desembolsar quase o dobro dos US$ 29,00 tabelados (livros nos EUA e na Europa têm o preço tabelado e não sofrem grandes oscilações como ocorre por aqui) para conseguir trazer o primeiro volume de Complete Peanuts ao Brasil e tive de desistir da idéia. Passados alguns meses, não é que eu estava andando, distraidamente, por uma grande livraria de São Paulo e dou de cara com o livro importado? Tudo bem que o preço era meio salgado (como eu já esperava), mas o amor por Snoopy, Charlie Brown e Cia. Ltda e a oportunidade de pegar o livro, logo ali nas mãos, falaram mais alto e, agora, trago para vocês em primeira mão, a resenha do primeiro volume da coleção que traz todas as tiras produzidas por Charles Schulz do seu mais famoso trabalho entre 1950 e 2000.

Os livros foram divididos por anos de publicação, sendo que teremos o lançamento de 4 volumes por ano. Este primeiro, abrange todas as tirinhas (diárias e especiais dominicais) entre 1950 e 1952. Para complementar, o primeiro exemplar ainda conta com um belo prefácio do escritor Garrison Keillor e uma entrevista bem legal, realizada em 1987, com o autor Charles M. Schulz onde ele conta maiores detalhes da criação de cada personagem e o desenvolvimento das historinhas. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:25 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Literatura – The Complete Peanuts: 1950 to 1952 ( Fantasgraphics Books – Charles Schulz) - Parte II

A primeira grande curiosidade que se nota nos primeiros anos de Peanuts é o seu traço. De certa forma, o cartunista desenhava de uma forma mais “leve”, pegando ainda muito das formas de Li´l Folks e os personagens não tinham suas características físicas definidas: a famosa camiseta listrada de Charlie Brown, por exemplo, só apareceria nas tiras quase um ano depois de sua estréia. É interessante perceber também que Snoopy andava nas quatro patas e não tinha pensamentos próprios ou falas (todos os seus pensamentos estavam em suas expressões faciais ou atitudes). O desenvolvimento psicológico dos personagens também era bem diferente, especialmente quando reparamos que nos primeiros anos de sua existência, Charlie Brown era popular entre as garotas (ele namorava a Violet), tinha muitos amigos e um exótico hábito de tirar sarro do sexo feminino. A partir de 1952, no entanto, Schulz começa a jogar Brown em situações mais pitorescas como os famosos jogos de baseball, e começamos a ver o lado azarado do personagem que conhecemos e gostamos desabrochando.

Alguns personagens importantíssimos para as décadas seguintes de Peanuts, aparecem nos primeiros anos ainda como bebês coadjuvantes inofensivos, como é o caso de Schroeder (que começou a tocar piano por causa de Charlie Brown), Linus (sem seu cobertor) e Lucy, enquanto que outros foram, aos poucos, perdendo espaço, como Shermy e Patty.

Vale ressaltar também que o humor, naquela época, era algo bem mais sutil, que fluía de acordo com o ritmo da narração, e, de certa forma, parece até um pouco ingênuo para os padrões modernos. Algumas histórias extraíam seu roteiro apenas pelo fato absurdo em si, como em uma tira onde vemos uma criança tentando ensinar Snoopy a sentar e a reação histérica do cachorro frente ao ridículo da situação. É um humor gostoso, sem idade e não precisa apelar para tirar um sorriso de seu rosto.

Os aspectos negativos do livro nada têm a ver com a maravilhosa obra de Schulz, mas sim com o formato da publicação desta coletânea, pois temos, no primeiro volume (e será assim em todos, segundo o prefácio) a cobertura de apenas 2 anos da obra de Schulz, o que me leva a concluir, após algumas contas, que gastarei mais ou menos US$ 800,00 (ouch!), divididos em 12 anos (ouch de novo) para adquirir todos os volumes de Complete Peanuts. Isso se não ocorrerem imprevistos pelo caminho como reajustes de preço ou o atraso no lançamento das edições, afinal estamos falando de 12 anos de uma publicação, tomara, regular. Os pesquisadores responsáveis poderiam ter compilado um número maior de anos em cada livro para não se esperar tanto tempo até que tenhamos todas as tiras em mãos. Nos EUA, para resolver um pouco o problema, já estão previstos lançamentos de caixas promocionais com 2 ou mais livros da série por um preço mais camarada, mas mesmo assim não eliminamos o problema da demora em se completar a coleção, já que as caixas só serão colocadas no mercado após o lançamento dos volumes individuais.

Outro ponto negativo, é o preço, porque cada volume está custando cerca de US$ 29,00, razoável para os padrões americanos, especialmente se contarmos que o livro tem capa-dura, 343 páginas, ótima qualidade de impressão e de papel, mas chega ao Brasil batendo na casa dos R$ 150,00 se contarmos os custos de importação e um dólar fixo na casa dos R$ 3,00. Se o dólar começar a variar muito nos próximos meses, temo que cada exemplar importado possa até mesmo atingir a cifra dos R$ 200,00, o que seria uma pena para os fãs brasileiros, cuja maioria ficaria chupando o dedo que nem o Linus. Só nos resta torcer que alguma editora nacional se interesse, e lance por aqui uma das grandes obras da humanidade no século passado. O público brasileiro merece.

Fica a dica: se você tiver dinheiro sobrando ou for um fanático pela obra de Schulz (meu caso), pode adquirir Complete Peanuts sem medo, pela excelência e respeito com que as tirinhas são tratadas, caso contrário, corra em um sebo atrás dos antigos lançamentos, em livretos, das Editoras Cedibra e Record e torça pelo lançamento da coleção no Brasil por um preço justo aos nossos padrões (e sem diminuir a qualidade, é claro).



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:24 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Kai Hansen e Helloween realizam sonho dos fãs de Metal

Um dos mais antigos sonhos de qualquer fã de Metal foi realizado no último dia 7 de agosto, durante o tradicional Wacken Open Air, o festival que, ano após ano, sempre traz boas surpresas.

Este ano, para manter a tradição, ocorreu uma inusitada reunião entre o Helloween e o mestre Kai Hansen (ex-Helloween e atual Gamma Ray) durante o show da banda onde o ex-vocalista e guitarrista apareceu de surpresa no bis e tocou dois grandes clássicos dos primórdios do Power Metal: How Many Tears e Future World.

Kai, para quem não sabe, foi um dos idealizadores e o principal compositor do Helloween em sua melhor fase com hinos eternos do Metal como Save Us, I Want Out e Halloween.

Uma possível reunião da banda em sua formação clássica (com Kai Hansen nas guitarras e Michael Kiske nos vocais) é o desejo de 10 entre 10 fãs do Metal Melódico, mas esse sonho parecia cada vez mais distante através de depoimentos nada amistosos entre o guitarrista (também da formação original) Michael Weikath e Kai, além do fato de que o vocalista Michael Kiske parece ter abandonado suas raízes metálicas e está, atualmente, trilhando o caminho do Pop/Rock.

            Para conferir as fotos deste momento histórico, acesse aqui: http://www.bright-eyes.de/baseportal/Wacken/bilder&db=galerie&galerie_nr_rein=413 .



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:12 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Game – Harry Potter and the Prisoner of Azkaban (Electronic Arts – 2004)

            Mais do mesmo. A EA Games (ou Electronic Arts, se preferir) é talvez uma das melhores softhouses da atualidade, sendo a responsável por jogões como Need For Speed, apenas para citar um exemplo. Porém, na série de jogos do Harry Potter, ela parece não ter investido muito tempo (e criatividade) nos três jogos. Não é que os jogos sejam ruins, pelo contrário, mas a sensação que dá é que eles nada evoluíram desde o primeiro jogo, pois mantém, não só a mesma jogabilidade, como também gráficos muito semelhantes. Na verdade, todos os detalhes do primeiro jogo estão presentes aqui, com pouquíssimas inovações.

            Talvez a principal inovação esteja no fato de que agora você pode controlar os três personagens principais, Harry, Hermione e Ron. Na verdade, a maior parte do tempo, você controla Harry e os outros dois vão seguindo você. Em algumas fases, contudo, você vai ter a chance de jogar com os outros dois. As diferenças são mínimas. A única diferença perceptível é que cada um dos personagens aprende um feitiço diferente. Harry aprende a congelar coisas, Hermione aprende a animar e controlar estátuas de dragões e de coelhinhos e Ron aprende a fazer uma espécie de corda mágica, que é muito divertida.

            O sistema é o mesmo dos outros dois jogos. Você está no castelo de Hogwarts e pode explorá-lo livremente. Quando cansar de explorá-lo, faça o que o jogo manda para iniciar a próxima fase. No caminho, você vai colecionar Wizard Cards, jogar alguns minigames e até voar no Hipogrifo, porém, nada que vai fazer um jogador mais experiente vibrar de empolgação.

            Uma grande falha do jogo é que, para terminá-lo, você precisa conseguir pegar todas as Wizard Cards e, para conseguir isso, encontrar diversas áreas secretas. Para jogadores como eu, que gostam mais da ação do que da exploração, isso é um saco. Até porque depois que todas as fases foram jogadas e a história do jogo já terminou, pouca motivação resta para ficar explorando o castelo de Hogwarts e jogando novamente fases repetidas com o único objetivo de encontrar as maledetas cartas.

            Harry Potter and the Prisoner of Azkaban é um jogo para crianças, ou seja, curto e fácil. Isso não é necessariamente um problema mas, quando você joga a segunda continuação de uma franquia que daria ótimos jogos e se sente jogando um pacote de expansão algo está errado, concorda?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:57 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Hellboy (Idem – EUA – 2004)

            Baseado nas HQs de Mike Mignola, Hellboy vem sendo alardeado pelos sites nerds brasileiros como a melhor adaptação de quadrinhos desde X-Men e Homem-Aranha. Ok, admito que o filme é muito legal, mas não vamos exagerar, pois seu roteiro tem umas falhas gravíssimas.

            Mas vamos começar pelo começo. Hellboy conta a história de um demônio que foi trazido à nossa dimensão pelos nazistas. Felizmente, para o resto do mundo, os EUA, em sua eterna luta pela liberdade (meu Deus, eu me sinto um idiota falando assim, mesmo que seja ironicamente. Como será que eles conseguem falar sempre assim? E sério ainda por cima?) intervieram, mataram todos os nazistas (ok, admito que para assassinatos, ninguém se compara aos norte-americanos) e pearam o diabinho para eles. Sessenta anos depois, o diabinho vira um diabão e faz parte de um serviço secreto dos EUA que visa proteger nosso planetóide de ameaças paranormais.

            Legal, né? Pois é, o ponto de partida é ótimo. E para falar a verdade, o filme mesmo é muito divertido. Mas parece ser aquele tipo de filme feito por fãs do gibi (e foi mesmo, já que o diretor Guillermo del Toro é fanzaço do personagem) para fãs do gibi. Confesso, eu nunca li um gibi do diabão. E quem não é fã, você pergunta? Danou-se. Ok, não vamos radicalizar. Ainda assim o filme é divertido, mas muitas coisas ficam simplesmente sem explicação. Vamos começar um novo parágrafo para os exemplos.

            Em nenhum momento fica claro porque os vilões querem destruir o mundo. Sim, esse é o objetivo deles. Não dominar. Destruir. Só isso? Só. Sem poder? Ã-ã. Sem escravos? Neca. Só destruir. Por quê? Sei lá. Pergunta para alguém que conhece os gibis. Talvez no material original fique mais claro. Porque pelo filme parece que eles querem destruir o mundo simplesmente por não serem estadunidenses. Afinal, todo mundo que não nasceu lá é vilão do ponto de vista deles.

            E esse é só o ponto mais absurdo. Muitas outras coisas ficam sem explicação. Por que o personagem Abe fica sempre em um aquário quando está na base se ele pode sair dali e conviver com as outras pessoas? E daonde saiu esse cara, meu? Qual é a origem dos poderes de Liz? Por que ela consegue controlar seus poderes na primeira cena que ela aparece e mais para a frente precisa levar uns tabefes para que o poder se manifeste?

            E aquele cara lá, o Krupt, como ele pode viver tendo o corpo daquela forma? Inclusive essa pergunta é feita no filme, mas não respondida. E por que sai areia quando ele se corta? E por que ele usava uma Cruz de Malta (o símbolo dos Cavaleiros Templários, utilizado hoje pelo time Vasco da Gama) no pescoço na cena introdutória e depois não usava mais?

            Cara, olha quantas perguntas eu já fiz e ainda tenho muitas outras para apontar. Contudo, uma resenha só com perguntas ficaria chata e eu vou parando por aqui. Tenho quase certeza de que todas essas respostas podem ser encontradas na HQ e talvez por causa disso, o roteirista (que também é o Guillermo del Toro), tenha optado por não colocá-las pois achou que todo mundo as conheceria. Ora, convenhamos: Hellboy não tem a mesma popularidade do Homem-Aranha (embora qualquer um seja mais popular que Peter Parker, coitado). E isso não daria a Sam Raimi (diretor da maravilha da Sétima Arte chamada Homem-Aranha 2 – leia a resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html) o direito de não explicar coisas básicas como as origens do poder do herói ou de seu fantástico lema (Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades), pois não devem haver pré-requisitos para curtirmos uma obra cultural e muita gente que não leu os gibis do herói azarão pode querer acompanhar suas peripécias cinematográficas, não pode? O mesmo deve ser dito para Hellboy.

            Mas mesmo contendo mais falhas no roteiro do que De Volta Para o Futuro, Hellboy é um filmão. Não desprovido de defeitos, é verdade, mas ainda assim muito divertido. Se você se interessa por heróis de quadrinhos (não necessariamente o diabão) e/ou filmes de ação e não se incomoda com a patriotada exacerbada (estadunidenses bons, estrangeiros maus), não deixe de assistir.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:39 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Iron Maiden anuncia DVD duplo

As grandes bandas de Rock e Heavy Metal estão se rendendo à capacidade do DVD. Só nos últimos dois anos tivemos excelentes lançamentos do Rainbow, Judas Priest, U.D.O., Angra, Shaman, Sepultura, Metallica, Slayer, Destruction, Saxon e agora chegou a vez dos grandes mestres da New Wave of British Heavy Metal (a popular NWOBHM), o Iron Maiden, entrar de cabeça também.

Depois da coleção de videoclipes Visions of the Beast e do Rock in Rio, os ingleses irão nos presentear com um DVD duplo chamado Early Years com nada menos que 3 shows completos da década de 80, a fase de ouro da banda. O primeiro se chama Live at The Rainbow, e foi gravado ainda no início dos anos 80. O segundo é o The Beast Over Hammersmith, da turnê do Number of the Beast. E o terceiro é o famoso Live at Donnington, já lançado em VHS há algum tempo, e que dá as caras pela primeira vez em formato digital.

Além de todos esse shows, que já valem o DVD, teremos também as apresentações da banda na BBC inglesa e um documentário de 40 min chamado History of Iron Maiden Part 1.

Mas dadas as circunstâncias, somos obrigados a indagar: estaria o Iron Maiden sofrendo de falta de criatividade? Afinal, desde que Bruce voltou à banda em 1999, lançaram apenas 2 álbuns, porém este será o terceiro DVD a chegar às lojas. Posso estar errado, mas Home Vídeos costumam vir em menor quantidade do que álbuns, não é?

O DVD deve chegar às lojas em outubro deste ano e já tem o preço estipulado de US$ 33,80.



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:31 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Literatura – Yu Yu Hakusho (Yoshihiro Togashi – Bird Studio – 1993 a 1998)

Uma das grandes revelações em termos de mangá e animação japonesa nos anos 90, a obra Yu Yu Hakusho, de Yoshihiro Togashi, só não fez mais sucesso na terra do Sol nascente porque, quando foi lançada, estava competindo com nomes de peso como Macross Plus e Dragon Ball Z (ambos em sua melhor fase), no entanto, ele tem todos os elementos que fazem os fãs dos traços japoneses vibrarem: história envolvente com toques de humor, belos desenhos, batalhas épicas e magias enormes.

Curiosamente, o desenho não demorou a chegar em nosso país e começou a passar na extinta TV Manchete por volta de 1996. Na época, a cultura de animação japonesa ainda era novidade em nosso país logo após a febre de Cavaleiros do Zodíaco e pouco antes da febre Dragon Ball. É verdade que os primeiros desenhos japoneses chegaram muito antes, ainda na década de 70, com Sawamu e na década de 80 com Pirata do Espaço, Zillion e o primeiro Macross, mas o boom da animação japonesa só chegou mesmo com Cavaleiros do Zodíaco em 1994, que abriu as portas de nosso país para a cultura oriental dos animes.

Talvez por este “momento ressaca” da ótima repercussão de Cavaleiros do Zodíaco, quando Yu Yu Hakusho chegou, ele não obteve uma recepção tão forte, mesmo sendo infinitamente superior tanto no quesito enredo, quanto em animação e efeitos. Com o tempo, porém, ganhou seus adeptos e formou uma boa legião de seguidores. O desenho, infelizmente, acabou engavetado no Brasil com a falência da Manchete alguns anos depois e o seu futuro parecia incerto já que os seus direitos de exibição ainda pertenciam aos falidos empresários da emissora.

A Editora JBC, no entanto, não quis saber dos problemas jurídicos envolvendo a obra e aproveitou os antigos fãs para arriscar e lançar o mangá original da série em nosso mercado assim como a Conrad fez com Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco. A recepção, mais uma vez, foi excelente.

Assim como ocorre com Dragon Ball, o mangá de Yu Yu Hakusho também possui pequenas diferenças em relação à versão animada da série. Mas enquanto a saga de Goku é bem mais enrolada no anime do que em seu “gibi japonês”, com a obra de Togashi ocorre um curioso processo inverso, onde a versão mangá tem alguns pontos a mais e complementos que não existiam no desenho. Não que estes quadrinhos adicionais sejam importantes para entender todo o contexto. Na verdade, quem já acompanhou a primeira exibição do desenho no Brasil não irá se surpreender ao encontrar a mesmíssima história e os mesmos personagens divertidos que nos encantaram há quase uma década.

A respeito da história, ela nos conta um pouco da vida de Yusuke Urameshi, um garoto de 14 anos, arrogante e brigão, que só pensa em curtir e nunca leva nada a sério. A vida de Yusuke se transforma completamente quando ele morre ao salvar uma criança de um atropelamento. Por ter cometido um ato tão nobre segundos antes de morrer e ter surpreendido até mesmo Deus (a versão japonesa que se chama Emma e também aparece em Dragon Ball), ele ganha a chance de ressuscitar, mas para isso precisa se tornar um detetive sobrenatural, ou seja, ele recebe certos poderes e capacidades e deve ajudar o Céu a livrar a Terra dos demônios (conhecidos como Youkais).

Exatamente como grande parte dos trabalhos japoneses, Yu Yu Hakusho também é dividido em capítulos (sagas) que, quase sempre, mostram a luta de Yusuke contra vários inimigos até chegar em um demônio mais poderoso para uma daquelas batalhas que duram páginas e mais páginas de golpes mirabolantes e muita criatividade. A primeira saga é a luta de Yusuke para ressuscitar, onde ele tem que provar seu valor ao Céu e recuperar alguns objetos roubados por Youkais em um determinado período de tempo. A segunda saga é o Torneio das Trevas, que funciona exatamente como os grandes torneios de artes marciais já apresentados em Dragon Ball. Considero esta a saga mais desinteressante. A terceira é a luta contra Shinobu Sensuy, o detetive sobrenatural que precedia Yusuke e que hoje é um inimigo da raça humana por não se conformar com as atrocidades que podemos cometer (esta é a saga mais legal, na minha opinião). A quarta e última, é a busca de Yusuke pelo seu verdadeiro Pai e seu passado misterioso (qualquer ligação com Dragon Ball, de novo, não é mera coincidência).

Além de Yusuke Urameshi, marcam presença na equipe também o seu colega de colégio, Kuwabara, o frio e calculista, Hiei, o puro, mas poderoso Kurama, e a mestra arrogante, Genkai, além de outros personagens de menor importância para a trama.   

Uma grande pedida para os fãs dos mangás japoneses e para qualquer pessoa que esteja atrás de uma história envolvente, com várias reviravoltas e um leve toque de humor negro. O mangá da JBC está com o preço tabelado em R$ 4,90 e, atualmente, está no número 31 (saga do Sensuy). O anime também voltou a figurar em nossa televisão, desta vez pelo Cartoon Network, que aparentemente comprou os episódios novamente do Japão e refez todo o processo de dublagem com grande parte da equipe que dublou o original na TV Manchete.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:13 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Derrick Green vestido de mulher em programa da Globo

Eis uma notícia bem engraçada que apareceu na mídia essa semana. O vocalista Derrick Green (Sepultura), vai fazer uma participação especial no próximo episódio do programa humorístico Sexo Frágil. Até aí tudo bem, mas o grande lance é que Derrick irá se vestir de mulher e interpretará o pai e a mãe do personagem Fred (Lázaro Ramos). Agora, imagina só o Derrick, com seus quase 2 metros de altura, tendo de encarar um vestido e um salto alto? Aliás, não imagine, veja uma foto do rapaz aí embaixo e ria à vontade.

O programa será exibido pela Globo na próxima sexta-feira, dia 6 de julho logo após o Globo Repórter.



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:53 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Notícias – Halle Berry cuspindo no prato em que comeu

Alguns atores realmente não sabem administrar a fama. Bastou Halle Berry ganhar o Oscar de melhor atriz em 2002 pelo filme A Última Ceia, que subiu no salto alto e começou com uma postura arrogante e desprezível. Após quase arruinar as filmagens de X-Men 2 porque queria mais espaço para sua personagem, a mutante Tempestade, Berry ainda achava que seu próximo projeto, um longa da Mulher-Gato, seria o mais novo marco revolucionário do século XXI (pausa para as risadas: ).

Mas o mundo ainda mostra um pouco de bom senso e, ao contrário das pretensões de Halle Berry, o filme Mulher-Gato ganhou as piores críticas possíveis, com singelos elogios como “lixo total” e “pior filme de todos os tempos” aparecendo nos principais jornais norte-americanos.

A atriz, em um patético papel de vítima agora anunciou que não pretende mais voltar a fazer filmes baseados em quadrinhos, a não ser que voltasse para o improvável papel da Mulher-Gato mais uma vez.

É sempre bom lembrar que grande parte do sucesso e reconhecimento de Berry, vem do papel como Tempestade no cine-série dos X-Men e a atriz pode estar cuspindo no prato que comeu ao recusar o papel em um terceiro filme. Não que vá fazer falta para os fãs, pois sua Tempestade era um dos personagens mais descaracterizados da série.

Se continuar escolhendo opções medíocres de filmes (como Mulher-Gato e A Senha: Swordfish), Halle Berry estará fadada ao poço dos atores esquecíveis, onde muitos já caíram em uma viagem sem volta. Fica esperta, garota!



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:50 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Notícias – Criadores de South Park infernizam a vida de conservadores norte-americanos

Os criadores de South Park aprontaram mais uma: Trey Parker e Matt Stone agora investem pesado em uma comédia com bonecos (estilo o antigo Thunderbirds) chamada Team America: World Police. O filme contará a história de uma legião de super-heróis criada para combater o terrorismo. Tudo, é claro, com muito humor negro nada ortodoxo, característica louvável em um país que considera crime até mesmo o ato de masturbação (sim, não estou brincando, um artigo sobre o assunto está disponível no site oficial da Casa Branca).

Um dos “inteligentes” assessores do mais “inteligente” ainda presidente estadunidense George Bush disparou: "Não acho que terrorismo seja engraçado e a Paramount deveria respeitar aqueles que lutam para manter a América segura". Com certeza engraçado não é, mas é sem dúvida lucrativo, não é, senhor Bush?

O mais interessante é que o filme estréia apenas duas semanas antes das eleições presidenciais e, tomara, tenha um efeito sobre a opinião pública semelhante aos filmes de Michael Moore.



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:48 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música - Notícias - Novo site do fã-clube brasileiro do Queen

            Acabamos de receber a informação de que o fã-clube brasileiro do Queen está com um novo site. O endereço é www.queenfanclubbrazil.com. Inclusive tem duas fotos nossas da resenha do 8º Queencontro (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-04-16_2004-04-30.html). Não deixe de conferir.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 3:05 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Eu, Robô (I, Robot – EUA – 2004) - Parte I

            A Fox está marcando bobeira em alguns de seus últimos trailers, algumas vezes revelando um pouco mais da história do que deveria. Peguemos O Dia Depois de Amanhã (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-05-16_2004-05-31.html), por exemplo. O trailer dá a entender que o filme mostrará o fim do mundo logo em seu início, e que a trama mesmo seria a humanidade tentando se recuperar do baque da nova era glacial. Quem assistiu ao filme, sabe que não é assim. Ele, na verdade, mostra a humanidade contra o fim do mundo. Erro semelhante está no trailer de Eu, Robô, onde espectadores que não conhecem a obra de Isaac Asimov (eu, por exemplo), podem achar que o filme mostra a luta dos robôs contra a humanidade e que o assassinato foi só o primeiro passo da revolução robótica. Essa impressão é errada.

            Tudo começa com o aparente suicídio do Dr. Alfred Lanning (James Cromwell), criador das três leis da robótica, que protegem os humanos dos robôs. Todos concordam que o cara se suicidou, menos o detetive Del Spooner (Will Smith), que odeia robôs. Este, então, vai conduzir uma extensa investigação para provar que está certo e, se tudo der certo, destruir alguns robôs no caminho.

            O futuro criado para a história é muito legal. Os carros têm piloto automático, robôs passeiam entre os humanos, estacionamentos guardam os carros como sardinhas em lata. Tudo muito semelhante ao desenho Futurama, mas com robôs mais bonzinhos. E tudo isso vai acontecer só daqui a 20 anos, ou seja, nós viveremos para ver isso.  Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:10 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Eu, Robô (I, Robot – EUA – 2004) - Parte II

            Um destaque do filme vai para a direção de Alex Proyas. Assim como em Homem-Aranha 2 (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html), o diretor conseguiu me lembrar de sua existência sem ser chato. Com excelentes movimentos de câmera, Proyas torna a ação do clímax ainda mais frenética. Mas cuidado, não confunda excelentes com criativos, já que boa parte dos movimentos e efeitos são chupadaços de Matrix (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-01-16_2004-01-31.html)

            Mas o grande destaque vai mesmo para Will Smith. Quem conhecia o cara desde a série Um Maluco no Pedaço (Fresh Prince Of Bel Air), ou mesmo da época em que ele fazia Rap sob a alcunha de Fresh Prince, não imaginava que ele ia chegar nesse nível. Tem uma cena, onde ele chega até a chorar. E não é aquele tipo de choro que o cara pisca e cai uma gota de água pelo rosto. É um choro sem lágrimas, onde o olho fica apenas vermelho e umedecido, como se estivesse segurando o berreiro, manja? Muito bom. Dizem que ele já tinha mandado bem em Ali, mas como não assisti esse, fiquei agradavelmente surpreso com a atuação do rapaz. Outra que está bem no papel é Bridget Moynahan (que boca tem essa mulher), como a cética Dra. Susan Calvin. Também merece destaque Alan Tudyk, que faz a voz do robô Sonny.

            Aliás, falando em robôs, creio que vai demorar algum tempo até alguma empresa de efeitos especiais alcançar a excelência em computação gráfica que vimos no personagem Gollum (Senhor dos Anéis). Assim como em Garfield (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html), os efeitos de CG deixam muito a desejar, comumente entregando que os atores estão olhando para o nada.

            O filme também tem outras falhas. Para começar, a história Homem X Máquinas já foi contada dezenas de vezes. Desde músicas do Judas Priest (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html) até diversos filmes como A. I. e Exterminador do Futuro. E se pensarmos no combate Criador X Criatura temos desde Frankenstein até, por que não, Todo Poderoso. Outra falha é que o motivo para o detetive odiar robôs parece um tanto superficial. Afinal, o robô realmente precisava ter escolhido alguém (quando você assistir vai sacar o que quero dizer).

            Mas tirando esses pequenos inconvenientes, Eu, Robô é divertido pra caramba. A história é bem conduzida, os atores são bons e o final surpreende (mas não muito). Fãs de ficção científica, ação ou policial, não deixem de assistir Eu, Robô.

            Eu, Robô estréia nessa quinta, 5 de agosto.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:09 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Notícias – O aguardado Doom 3 chega às lojas!

O aguardado Doom 3, da ID Software, chegou hoje às lojas norte-americanas e foi recebido muito bem em suas primeiras análises. Doom 3 é o terceiro capítulo de uma das franquias mais queridas dos veteranos jogadores de computador.

O jogo, na verdade, estava com seu lançamento agendado para daqui a uma semana, mas uma recente cópia pirata acabou vazando na Internet, e a ID preferiu antecipar seu lançamento para que suas vendas não fossem prejudicadas, como ocorreu com o também aguardado Half-Life 2 da Valve. Infelizmente, a estratégia não surtiu muito efeito e estima-se que 50 mil pessoas já fizeram o download da versão inteira do jogo entre sábado e domingo, o que corresponde a um prejuízo de quase 3 milhões de dólares.

Vale lembrar que Doom e Doom 2 foram os grandes responsáveis pela revolução dos jogos em primeira pessoa. Será que o terceiro capítulo da série também tem esse “Q” revolucionário? Aguarde uma resenha para Doom 3 aqui no DELFOS em breve, assim que o jogo estiver disponível no mercado brasileiro, a não ser que nossos computadores não segurem o tranco de rodá-lo.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:02 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Notícias – Dr. Destino já tem sua cara nas telonas

A Fox anunciou hoje que um dos grandes vilões dos quadrinhos Marvel, Victor Von Doom - o Dr. Destino, já tem o seu ator para a adaptação nas telonas do filme do Quarteto Fantástico. Trata-se de Julian McMahon, o demônio Cole Turner da série Charmed.

             As filmagens devem começar nas próximas semanas e a estréia do filme, está marcada para 1º de julho de 2005. Vale lembrar que a verba desembolsada pelos estúdios para o projeto é bem pequena se levarmos em conta as produções recentes de super-heróis, e o elenco conta com atores do segundo escalão de Hollywood (não necessariamente ruins, mas com cachê mais baixo), para que um pouco da grana seja poupada para a parte de efeitos visuais. E fazer o Coisa e o Tocha Humana vai consumir muita dessa grana, sem dúvida.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:02 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Rhapsody mostra a capa de seu novo trabalho

Esta será a capa do mais novo trabalho dos italianos do Rhapsody, o Symphony of Enchanted Lands Part 2 – The Dark Secret. Ok, eu concordo que o nome do CD não é dos mais criativos, mas a capa é uma das mais bonitas que vi ultimamente. Realmente, os caras, após belas capas nos últimos trabalhos, se superaram e me surpreenderam. Que bela pintura!

A nova mega-saga do Rhapsody deve chegar às lojas no dia 27 de Setembro, e contará, além de tudo, com a participação especial do ator Christopher Lee (que fez o Saruman em Senhor dos Anéis e Conde Dookan no Star Wars Episódio II).



 Escrito por Bruno Sanchez às 2:32 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Ground Control II: Operation Exodus (VU Games – 2004)

Se o primeiro jogo da série, Ground Control: Dark Conspiracy, lançado há 4 anos, não chamou muito a atenção pela falta de originalidade, o mesmo não se pode dizer do segundo capítulo da série, Ground Control II: Operation Exodus. Fico feliz que algumas produtoras, mesmo pequenas como a VU Games, aprendam com seus erros do passado e melhorem seus jogos a cada nova investida no mercado. E esse é exatamente o diferencial de Ground Control II, ele tenta buscar uma originalidade perdida no gênero RTS (Real Time Strategy),  em que os jogos ficaram muito parecidos nos últimos anos. Se essas inovações deram certo ou não, isso é assunto para os próximos parágrafos. No momento, quero apenas dar parabéns à produtora que foi corajosa em fugir da mesmice que nos ronda.

Em Ground Control II, você é Jacob Angelus, morador do planeta Morning Star Prime, capitão do exército da NSA, e um dos responsáveis por tentar livrar seu planeta do cerco imposto pelo Império Terran. Conforme a história vai se desenrolando, novos detalhes vão ilustrando suas missões e uma nova raça aparece: os Virons, que hora lutam ao lado dos Terran, hora do seu lado. Conforme você passa as missões, pode esperar uma série de traições e reviravoltas, já comuns em jogos desse gênero. 

Seguindo a tendência de Warcraft 3 e Age of Mythology, para concluir a história principal do jogo, você precisará terminar duas campanhas seguidas: NSA e Virons, o que rende horas e mais horas de jogatina.

Porém, como mencionei nos parágrafos anteriores, Ground Control II trouxe novidades, e a principal delas é focar a jogabilidade totalmente na ação, deixando de lado as partes mais complexas do estilo RTS como, por exemplo, a coleta de recursos. Em outras palavras, você não precisa se preocupar em desenvolver peões e nem caminhões mineradores. O único “bem” coletado no jogo é um índice chamado “AP”, que pode ser considerado como o dinheiro, necessário para a construção de novos equipamentos ou um implemento tecnológico. O AP é coletado através dos inimigos mortos e dos checkpoints dominados em cada missão, portanto nada de ouro, madeira, pedra ou óleo aqui.

Por focar mais na ação, os programadores também excluíram a possibilidade de construir estruturas. Desta forma, você pode dominar as já existentes, como torres de vigilância ou bunkers, mas todas as unidades são construídas e trazidas ao campo de batalha através de uma nave denominada drop-ship e seu funcionamento é muito fácil. Através de um ícone no canto superior direito da tela, você tem uma lista das unidades disponíveis para construção e qual o seu custo (pago em APs), você escolhe quais unidades quer trazer para as batalhas, mas deve obedecer ao limite de armazenamento da nave (em outras palavras, ela pode carregar de uma vez até 10 veículos médios) e pede para que ela descarregue tais unidades. A nave vem, descarrega e volta para a base (que você não vê e nem tem acesso), onde você pode solicitar mais unidades e o ciclo se repete.

Todo o desenvolvimento tecnológico possível no jogo é realizado nas drop-ships: você pode aumentar a sua velocidade, a sua capacidade de armazenamento, sua barra de energia (sim, a drop-ship pode ser destruída se você não tomar cuidado), suas armas, etc.

Essa prioridade na parte de ação, por um lado deu certo, porque a sua única preocupação no jogo passa a ser mesmo a matança desenfreada de inimigos, mas por outro lado torna sua diversão muito limitada e repetitiva, afinal em jogos como Warcraft, Cossacks e Red Alert, um dos grandes prazeres era construir uma base gigantesca com capacidade para milhares de veículos e estruturas, o que infelizmente não acontece aqui, pois estamos sempre limitados à capacidade das drop-ships.

O jogo é totalmente em 3D e seus gráficos são muito bons, com mais detalhes que Command & Conquer: Generals,  bons efeitos de luz e sombra, e belíssimos efeitos visuais como o reflexo na água e o rastro deixado pelos foguetes dos planadores. Os sons e músicas também são excelentes, com destaque para o trabalho de dublagem dos “humanos” da NSA, que são bem aprofundados em suas personalidades.

A jogabilidade é aquela clássica dos RTSs e já virou padrão, assim como o WASD para jogos FPS. O único ponto negativo fica para a câmera e sua utilização um pouco confusa.

No geral, vale a pena conhecer e jogar Ground Control II. Eu recomendo: sua história é muito boa, a parte técnica é impecável e sua jogabilidade é muito divertida, mas o jogo enjoa pela falta de opções depois de um tempo e missões repetitivas.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:43 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Fahrenheit 11 de Setembro (Fahrenheit 9/11 – EUA – 2004) - Parte I

            Eu me lembro da primeira vez em que ouvi falar de Michael Moore. Estava eu na faculdade e um colega comentou sobre um filme que tinha visto na Mostra de Cinema. Um filme que tentava explicar porque norte-americanos são tão atraídos por armas de fogo. Eu, que nunca curti documentários, pela primeira vez senti vontade de assistir um. Aliás, mais do que vontade. Fiquei muito ansioso para assistir. Infelizmente, a Mostra já tinha terminado e só teria outra chance de ver o filme muitos meses depois. Esse filme era Tiros em Columbine. Demorou, mas quando consegui, fiquei fascinado e fui atrás do filme anterior do diretor, Roger e Eu que, embora não seja tão legal quanto o outro, também é muito bom.

            Os filmes de Michael Moore se destacam por um motivo muito simples. Assim como nós, do DELFOS, Moore faz jornalismo parcial. Ele simplesmente pega algo que está errado (do seu ponto de vista) e faz um filme para tentar convencer as pessoas a mudar isso. Ou seja, o cara detona. E ainda fez história com seu novo documentário, que foi o primeiro filme do gênero a faturar mais de 100 milhões de dólares. É a prova de que é possível ficar rico fazendo jornalismo parcial.

            Em Fahrenheit 11 de Setembro (o título é uma brincadeira com o livro Fahrenheit 451 de Ray Bradbury), ele talvez tenha escolhido o seu tema mais polêmico. Aqui, Michael Moore decide ir contra, simplesmente, o cara mais poderoso do mundo e o super-vilão mais perigoso que a humanidade já conheceu: o provável candidato a anticristo George W. Bush. E ir contra pessoas que detém o poder, normalmente não dá muito certo para o corajoso (ou burro). Eu mesmo discuti com um professor de filosofia na faculdade e acabei reprovando por vingança do professor. De nada adianta, contudo. Pessoas idealistas simplesmente têm uma necessidade infindável de ir contra o que está errado, não interessa quantas vezes se encrenque por causa disso. Mas sinceramente, o que seria do mundo sem nós?

            Aproveitando a deixa, vou falar algo que descobri sobre Bush (e que não sei se é verdade, estejam avisados, mas vou falar assim mesmo). Em minhas pesquisas pela Internet, motivadas pela minha inesgotável sede de conhecimento, descobri por acaso que Bush faz parte de uma fraternidade chamada Skull & Bones (crânio e ossos, o símbolo dos piratas).

            Curioso, pois nunca havia ouvido falar dela, fui tentar descobrir algo sobre sua ideologia e razão de existir. Como não encontrei um site oficial (o que já é estranho, se lembrarmos que todas as fraternidades conhecidas têm site), acabei tendo que procurar em não-oficiais e então descobri que é uma fraternidade norte-americana fundada na faculdade de Yale, cujo objetivo é dominar o mundo através da guerra, pois se consideram guerreiros da elite (e Bush fala no filme que considera a elite estadunidense a sua base). Essa fraternidade é formada apenas por pessoas brancas, sempre das mesmas famílias e que casam entre eles, para não misturarem seus “supergenes” com os “genes podres” das famílias inferiores (todas as outras, por exemplo, a minha e a sua).

            Para conseguir seus objetivos, chegaram até a financiar Hitler (e devemos lembrar que foi depois da Segunda Guerra Mundial que os EUA se tornaram uma grande potência). Já me estendi muito no assunto afinal, essa é uma resenha do filme de Michael Moore, não dos Skull & Bones. Mas se quiser saber mais, procure você mesmo. Sinceramente, não sei se acredito nisso, mas também não duvido, afinal, que outro motivo explicaria o gosto que os estadunidenses têm por invadir outros países? Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:18 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Fahrenheit 11 de Setembro (Fahrenheit 9/11 – EUA – 2004) - Parte II

            Sobre o filme, em comparação com Tiros em Columbine, este tem muito menos humor. Michael Moore aparece muito menos. Enfim, é um filme muito mais pesado e mais sério, carregado da ideologia do diretor. Algumas cenas chegam a ser revoltantes, como as que os soldados estadunidenses, com seu tradicional sadismo, falam das músicas que ouvem enquanto matam violentamente os “malditos iraquianos”, inclusive crianças e velhos. Um deles, chega até a cantar uma música, cuja letra singela, diz “Burn, motherfucker, burn”. É... Mais norte-americano impossível. Claro que Michael não precisava ter exagerado a ponto de mostrar uma criança iraquiana completamente destruída e outra com ossos à mostra, mas a gente perdoa ele pela grosseria.

            Outro destaque é a trilha sonora. É incrível o quanto Moore consegue dizer apenas com a música. Por exemplo: em uma das cenas, ele fala sobre um soldado que foi expulso do exército. Um zoom é feito no nome do cara e vemos o nome George W. Bush. Neste momento, um pedacinho de Cocaine é executada. Para bom entendedor, meia palavra (ou um riff) basta. Simplesmente genial.

            Em certos momentos do filme, contudo, fiquei com bastante medo. Fiquei imaginando o dia em que vou ligar a TV e ver a cara de idiota do Bush dizendo: “O Brasil é um país com um governo comunista que afasta seu povo da liberdade. O povo brasileiro pede pela nossa presença e a América (já repararam como eles acham que a América é apenas os EUA?) vai ajudá-los. Por isso estamos com tropas na capital do Brasil, Buenos Aires, prontos para iniciar a libertação do povo através de toda a violência e morte que só os EUA sabem dar ao mundo”. Claro que nós saberíamos que o interesse dele é na Amazônia, mas em quem será que o resto do mundo ia acreditar? Eu realmente espero que isso não venha a acontecer um dia, pois acho que os EUA já dominaram o suficiente do Brasil.

            Uma dica que dou para os que forem assistir ao filme é ir ao cinema exatamente como você entra no DELFOS (ou deveria, pelo menos): com opiniões formadas, pois elas serão postas à prova e você será duramente manipulado. Tenha muita certeza de suas opiniões antes de entrar na sala para não acabar concordando com Michael contra a sua vontade.

            Com isso, não quero dizer que ele mente no filme. Mas todos nós sabemos que é possível você manipular a verdade para fazê-la servir aos seus propósitos (lembra daquele comercial da Folha com a foto do Hitler?). E é isso que Michael faz no filme inteiro. Um exemplo: em determinado momento, ele junta uma galera e pergunta “quem aqui conhece alguém que está servindo no Iraque?”. Todos levantam as mãos. O que não é mostrado, é que Moore, sem dúvida, fez uma pré-seleção para que todos os que fossem aparecer no filme tivessem parentes no Iraque.

            Claro que a manipulação não me incomoda. Afinal, qualquer um que não nasceu ontem sabe que o tão falado “jornalismo imparcial” não existe e é muito melhor ser honesto em relação a isso do que se fingir de imparcial, como a maioria dos documentários e veículos de comunicação faz. Isso é apenas um aviso para que você vá assistir ao filme com discernimento suficiente para saber distinguir entre fatos reais e manipulações. Mas assista ao filme, independente de sua opinião sobre Bush, pois é sempre interessante conhecer fatos não mostrados na mídia sobre um dos maiores serial killers da história.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:16 AM
[] [envie esta mensagem]


 
      
 
 
Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
HISTÓRICO
 16/02/2006 a 28/02/2006
 01/02/2006 a 15/02/2006
 16/01/2006 a 31/01/2006
 01/01/2006 a 15/01/2006
 16/12/2005 a 31/12/2005
 01/12/2005 a 15/12/2005
 16/11/2005 a 30/11/2005
 01/11/2005 a 15/11/2005
 16/10/2005 a 31/10/2005
 01/10/2005 a 15/10/2005
 16/09/2005 a 30/09/2005
 01/09/2005 a 15/09/2005
 16/08/2005 a 31/08/2005
 01/08/2005 a 15/08/2005
 16/07/2005 a 31/07/2005
 01/07/2005 a 15/07/2005
 16/06/2005 a 30/06/2005
 01/06/2005 a 15/06/2005
 16/05/2005 a 31/05/2005
 01/05/2005 a 15/05/2005
 16/04/2005 a 30/04/2005
 01/04/2005 a 15/04/2005
 16/03/2005 a 31/03/2005
 01/03/2005 a 15/03/2005
 16/02/2005 a 28/02/2005
 01/02/2005 a 15/02/2005
 16/01/2005 a 31/01/2005
 01/01/2005 a 15/01/2005
 16/12/2004 a 31/12/2004
 01/12/2004 a 15/12/2004
 16/11/2004 a 30/11/2004
 01/11/2004 a 15/11/2004
 16/10/2004 a 31/10/2004
 01/10/2004 a 15/10/2004
 16/09/2004 a 30/09/2004
 01/09/2004 a 15/09/2004
 16/08/2004 a 31/08/2004
 01/08/2004 a 15/08/2004
 16/07/2004 a 31/07/2004
 01/07/2004 a 15/07/2004
 16/06/2004 a 30/06/2004
 01/06/2004 a 15/06/2004
 16/05/2004 a 31/05/2004
 01/05/2004 a 15/05/2004
 16/04/2004 a 30/04/2004
 01/04/2004 a 15/04/2004
 16/03/2004 a 31/03/2004
 01/03/2004 a 15/03/2004
 16/02/2004 a 29/02/2004
 01/02/2004 a 15/02/2004
 16/01/2004 a 31/01/2004



OUTROS SITES
 O portal DELFOS está no ar. Clique aqui para acessar.


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para o DELFOS