Delfos - Jornalismo Parcial
   Música – Shows – Dio (São Paulo – Credicard Hall – 28 de agosto de 2004) - Parte I

            Essa resenha vai ser quase que inteira uma babação de ovo, então já vamos começar metendo o pau. O que passa na cabeça desses caras para trazerem dois shows de grande porte no MESMO final de semana? Pô, gastar 140 reais em um final de semana realmente não é para qualquer um. Embora eu esteja doente já há algum tempo, a dor que mais estou sentindo no momento é no bolso. Felizmente, não pagava para ir a shows há algum tempo, o que possibilitou que eu desembolsasse essa grana para assistí-los. E ainda bem que o fiz.

            Como você já viu lá em cima, o show foi no Credicard Hall, a pior casa de shows de São Paulo. Infelizmente, é nossa única opção para shows que esperam um público maior, mas nada se salva na casa, nem a localização, nem a própria estrutura e muito menos o atendimento ao público e imprensa. E o mais bizarro é que o lugar foi construído com o objetivo de ser uma das melhores casas de shows do Brasil. O que será que deu errado?

            Sobre a banda, depois de um show fraco e burocrático em sua última passagem pelo Brasil, ninguém podia esperar a maravilha que seria esta passagem do baixinho pelo Brasil. Aliás, ao entrarem no palco com King Of Rock And Roll, com mais ou menos meia hora de atraso, tudo parecia normal. O show prometia ter alguns clássicos animais e músicas animalescamente chatas, como foi anteriormente.

            Porém, a segunda música já denunciava que algo especial nos esperava: um medley de Sign Of The Southern Cross, do Black Sabbath e Stargazer do Rainbow, músicas que, pelo que eu sei (e me corrija se estiver errado), nunca haviam sido tocadas ao vivo na carreira solo do vocalista. A galera foi ao delírio. Eu, que não gosto muito dessa música do Sabbath, pensei que, já que iam colocar uma música diferente, poderiam ter escolhido uma mais legal. A banda estava impecável, o vocalista, apelidado merecidamente de “The voice of Metal”, provou que merecia o título e o palco trazia um imenso pano de fundo com a capa do álbum Holy Diver. As maiores surpresas, contudo, ainda estavam por vir. E veio Stand Up And Shout, música cujo riff absolutamente proíbe qualquer pessoa de ficar parada, pois se trata de uma das mais empolgantes das quais tenho conhecimento. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:03 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Dio (São Paulo – Credicard Hall – 28 de agosto de 2004) - Parte II

            Pronto, a banda sai do palco e começa o solo de bateria. “Começou tão bem, tinha que já colocar um solo?” pensei com meus botões. O baterista Simon Wright não é exatamente um batera ruim, mas ele tem um grave problema: já foi do AC/DC e parece que só sabe fazer aquele tipo de batida usada pela banda australiana. Ora, a banda Dio já teve Vinny Appice, ou seja, precisa de muito mais do que batidas AC/DC. Seu solo, no entanto, foi igual todos os outros, com a exceção de um momento onde uma música clássica foi tocada em playback e ele foi acompanhando a gravação com suas batidas. Nada de muito especial, mas o povo pareceu ter achado que isso era uma tremenda novidade (eu já vi isso várias vezes).

            A banda volta e mais um sucesso, Don’t Talk To Strangers é executada. Muito aplaudida e cantada por todos os presentes, essa música é sempre uma das preferidas do público. Depois dessa, Dio anuncia uma música nova, do disco Master Of The Moon, que ainda nem saiu. Batizada de The Eyes, a música traz aquela levada “quero voltar para o Black Sabbath” que a banda Dio vem fazendo em seus últimos trabalhos, ou seja, música cadenciada, pesada e depressiva. É justamente por essa levada que eu não gosto dos trabalhos mais recentes e, aliando-se ao fato de que ninguém conhecia a música, foi o momento mais frio do show. E foi o último momento frio do show, pois a partir daí, começaria a ferver. Durante essa música, pudemos ver a única produção de palco do show, os olhos do bicho no pano de fundo se acenderam, dando um efeito bem legal. Nada, porém, comparado à presença de um dragão (sim, um dragão) nos shows de Dio dos anos 80.

            E não poderia existir melhor forma de começar a parte empolgante do show do que com uma das músicas mais legais do Sabbath, a rapidinha e empolgante Mob Rules, cantada em uníssono pela galera. Aliás, aquela parte “If you listen to fools... The mob rules!” foi ensurdecedora. Essa é uma música tão legal que deveria ser acrescentada de vez no setlist da banda (não foi tocada na última passagem).

            Agora veio o momento Rainbow do show, banda que considero a mais legal pela qual Ronnie James Dio e sua abençoada voz passaram. E, embora a música Man On The Silver Mountain não tenha sido uma surpresa, a forma como foi executada (na íntegra e com o andamento mais lento) foi, pois essa música e Long Live Rock ‘n’Roll são combinadas em um medley desde o início da carreira solo do vocalista. Uma ótima surpresa, seguida por outra nem tanto assim, um solo individual de guitarra, seguido de um trecho instrumental executado por toda a banda, seguido de mais um solo de guitarra intercalado com um de teclado. Nada espetacular, mas para os padrões de solos individuais, até que foi bem legal, devido às belas melodias executadas pela dupla guitarra/teclado. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:59 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Dio (São Paulo – Credicard Hall – 28 de agosto de 2004) - Parte III

            Passado o solo, a banda volta ao palco com outra do Rainbow, Long Live Rock ‘n’Roll que, embora não tenha sido tocada na íntegra, teve uma maior duração se comparada aos outros shows do Dio. Como sempre, depois da parte em que o público acompanha o vocalista no refrão, a música pára e voltam a tocar o final de Man On The Silver Mountain. Rock ‘n’ Roll Children, mais uma do Sacred Heart, último disco do fantástico Vivian Campbell (hoje no Def Leppard) na banda é executada, seguida da maior surpresa da noite, que vai ganhar um parágrafo só para ela.

            Dio anuncia que a próxima música não era tocada há muito tempo, disse que algumas pessoas já deveriam estar sabendo, mas que para as outras seria uma surpresa. Disse também que essa música é do disco Long Live Rock ‘n’Roll. “Meu Deus! Gates Of Babylon!” pensei. E não deu outra: aquela tradicional introdução tocada no disco por uma cítara, começa a ser entoada no teclado em meio aos gritos ensurdecedores da platéia. Pouco tempo depois, começa o riff de uma das músicas mais místicas da história e uma das mais legais do Rainbow. Cara! Eu realmente nunca pensei que veria essa música ao vivo tocada pelo próprio duende vocalista que a compôs. Para ser melhor, só faltava ter tido participação do guitarrista Ritchie Blackmore (ex-Deep Purple, ex-Rainbow, atual Blackmore’s Night). Isso, é claro, não aconteceu, mas ainda assim a emoção de ter ouvido essa música já valeu o ingresso.

            Por incrível que pareça, apenas a essa altura me toquei que estava sendo um show de clássicos. Até aí, ainda estava imaginando que alguma música do Magica fosse executada. Mas nem, era um greatest hits total. Normalmente eu não gosto quando trazem alguma banda para o Brasil fora de uma turnê, pois os músicos, normalmente sem noção, adoram tocar um monte de músicas que ainda não foram lançadas e deixar o público a ver navios. Dio não fez essa besteira e provou, assim, porque é adorado por 11 entre 10 headbangers.

            Para provar que eu estava certo em relação ao show de clássicos, a próxima música seria a faixa título do primeiro álbum solo, Holy Diver. Tremendo clássico, com riffs fantásticos, essa música já foi tocada até no South Park e gravada até pelo Pat Boone (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-04-01_2004-04-15.html) ou seja, dispensa comentários.

            Um riff bem familiar vem a seguir, acompanhado dos tradicionais “ô-ô-ô”. Era Heaven And Hell, música do Black Sabbath obrigatória nos shows do Dio que foi, obviamente, muito bem recebida e que teoricamente encerraria o show. Teoricamente, pois a banda veio para a frente do palco e agradeceu, como se o show tivesse terminado, mas logo em seguida voltaram para seus postos e iniciaram mais um clássico: The Last In Line, que fez os casais presentes trocarem carinhos na parte lenta e pularem juntos na parte pesada. Mais romântico impossível.

            Rainbow In The Dark, a mais esperada da noite é a próxima, denunciando que o show se aproximava do fim. Um grande problema nesse show foi que o tecladista Scott Warren, por algum motivo, colocou seu teclado bem atrás das caixas de som do canto do palco, impedindo que mais da metade do Credicard Hall visse seus trejeitos. Já havia estranhado o fato de ele praticamente não aparecer no DVD da banda (leia resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-01-16_2004-01-31.html), mas isso denuncia que ele possivelmente não gosta de aparecer (estaria na profissão errada?), frustrando o público que gostaria de tê-lo visto tocar uma das linhas de teclado mais conhecidas da história metálica. Mesmo assim, a música foi obviamente bem recebida e alegrou a todos os presentes, encerrando o show de forma belíssima.

            Claro que o show não terminaria aí e, após um pouco de choro da platéia, os músicos voltam ao palco para a fantástica We Rock, cantada a plenos pulmões por todos os presentes. Essa música, historicamente, fecha todos os shows do Dio (confira qualquer lançamento ao vivo lançado pela banda) e em São Paulo não seria diferente. Percebeu o seria? Pois bem, leia o próximo parágrafo. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:59 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Dio (São Paulo – Credicard Hall – 28 de agosto de 2004) - Parte IV

            Enquanto os músicos agradeciam, jogavam suas baquetas e toda essa finalização tradicional de um show de Metal, a galera começou a pedir Neon Knights. Pouco tempo depois, vejo os músicos conversando em uma rodinha tipo aquelas de futebol americano que vemos em séries de TV. Dio vem então à frente do palco e faz um sinal de positivo. A galera nem acredita e Dio manda algo do tipo “Vocês pediram e vocês merecem. Essa música se chama Neon Knights”. Eu realmente não acreditei, São Paulo conseguiu mudar o setlist do show. Eu já tinha ouvido falar que isso era possível, mas foi a primeira vez que de fato o presenciei, ou seja, foi a primeira vez que assisti realmente a um bis, literalmente falando. Prova da relação e do carinho especial que o baixinho tem com essa cidade, pois em todas as entrevistas, sempre fala que é apaixonado por São Paulo. Desnecessário dizer que o carinho foi retribuído por todos os presentes, espantados com o tremendo show que haviam presenciado.

            Essa de fato foi a última música e, enquanto os músicos agradeciam juntos, abraçados na frente do palco, posso dizer sem sombra de dúvida, que nunca vi uma banda ser tão aplaudida após um show. Quando saí do show do Therion, pensei que seria difícil o Dio superá-los. Não sei dizer se ele conseguiu, mas posso dizer que o show do Therion foi bom por causa da formação da banda (não é sempre que vemos uma banda com seis vocalistas) e de suas ótimas músicas. Se o Therion continuar crescendo, veremos uma banda cada vez melhor e com uma formação mais completa. Agora o show do Dio foi realmente especial e vai ser muito difícil acontecer de novo.

            Merecidamente, os músicos da banda Dio, deixam o palco ovacionados, após nos presentear com um dos shows de Metal mais importantes da história. Sim, digo da história, pois nem na época da turnê do Sacred Heart, os setlists da banda eram tão bem escolhidos. Todos saíram satisfeitos (banda e público) e observando a galera que deixava o Credicard Hall, era realmente impossível encontrar alguém que não estivesse sorrindo, extasiado com o tremendo show que havia assistido. Show de um cara que tem mais de 40 anos de carreira e que praticamente viu o Rock e o Heavy Metal nascerem. E ainda hoje continua jovem. Parabéns a Ronnie James Dio, aos músicos que o acompanham e ao público paulistano que conseguiu acrescentar Neon Knights no setlist. E espero que todos nós tenhamos a chance de ver um show com esta qualidade de novo.

            Confira abaixo o setlist e, se você perdeu, chore de inveja. Repare também que, com a exceção de The Eye, todas as músicas eram anteriores ou do álbum Sacred Heart:

1 – King Of Rock And Roll (Dio)

2 – The Sign Of The Southern Cross (Black Sabbath)

3 – Stargazer (Rainbow)

4 – Stand Up And Shout (Dio)

5 – Solo de bateria

6 – Don’t Talk To Strangers (Dio)

7 – The Eye (Dio)

8 – Mob Rules (Black Sabbath)

9 – Man On The Silver Mountain (Rainbow)

10 – Solo de guitarra/teclado/música instrumental

11 – Long Live Rock ‘n’ Roll/Man On The Silver Mountain (Rainbow)

12 – Rock ‘n’ Roll Children (Dio)

13 – Gates Of Babylon (Rainbow)

14 – Holy Diver (Dio)

15 – Heaven Of Hell (Black Sabbath)

16 – The Last In Line (Dio)

17 – Rainbow In The Dark (Dio)

18 – We Rock (Dio)

19 – Neon Knights (Black Sabbath)



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:57 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Notícias – George Lucas confirma o fim de Star Wars

Para o desespero dos fãs de Star Wars, a série de ficção científica mais idolatrada da história, o seu criador, George Lucas, negou todos os boatos de que estaria preparando uma nova trilogia para a série. A porta-voz da empresa, Lynn Fox, reiterou que Star Wars: Episode III – Revenge of the Sith é o último filme da cine-série mesmo e que não existe nenhum contrato de confidencialidade para se produzir episódios futuros, ao contrário dos boatos que vêm se espalhando nos últimos meses.

Uma das páginas oficiais dos fãs de Star Wars, o theforce.net, para rebater os depoimentos segue afirmando que existe, sim, alguma movimentação nos bastidores sobre essa nova trilogia e que, no momento, trata-se de algo relacionado aos efeitos especiais. E mais, não se sabe de onde são as fontes da página, mas eles também afirmam que os novos capítulos deverão ser rodados na Austrália, assim como já está acontecendo com o Episódio III.

Se por um lado, a decisão de George Lucas é triste para uma série tão querida, por outro temos que concordar que os últimos episódios lançados estão aquém da qualidade apresentada anteriormente, além do mais, quem garante que Mr. Lucas não pode mudar de idéia caso uma boa história apareça em sua cabeça? Lembremos também que, nos longínquos anos 70, a idéia original de George era fazer uma trilogia de trilogias, ou seja, 9 episódios. Enfim, quem viver, verá.

            Revenge of the Sith, o último episódio (ou não) da saga, tem sua data de estréia confirmada nos EUA para 19 de Maio de 2005. Voltamos a qualquer momento com mais notícias sobre o assunto.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:51 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Show – Therion & Mindflow (São Paulo – Directv Music Hall – 27 de agosto de 2004) - Parte I

            Quando eu comecei a criar conteúdo para o DELFOS, em janeiro deste ano, eu tinha dois planos, dois sonhos, que esperava realizar. Um deles era assistir à cabine de Homem-Aranha 2 (leia minha resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html). A outra era ter a oportunidade de fotografar o Therion, banda que conta com um coral ao vivo e, por isso, tem um grande apelo visual e prometia ótimas fotos. Infelizmente, ambos os sonhos foram frustrados. Cheguei até a pensar em não escrever esta resenha afinal, para quê ajudar a divulgar um evento cujos organizadores não acreditam no meu trabalho? Enfim, resolvi fazê-lo em respeito ao nosso seleto público, por achar que é um show que interessa a todos que gostem da boa música. Claro que tenho noção do ponto onde o DELFOS ainda se encontra, mas não deixo de ficar chateado por ter perdido a chance de fotografar uma das bandas que mais gosto. É a vida, mas isso não vai afetar em nada nosso trabalho delfiano. A banda deve vir outras vezes e outros filmes do Aranha serão feitos, e espero que até lá, o DELFOS já esteja com um status mais reconhecido pelas produtoras. Mas chega de falar besteira, vamos à resenha.

            Show marcado para as 22:00, chegamos lá pouco depois das 21:30 e a banda de abertura, Mindflow já estava na sua última música. Quem acompanha minhas resenhas, sabe que sou um grande defensor do respeito com as bandas de abertura, que nunca têm a oportunidade de tocar para o público completo, já que são sempre obrigadas a começar antes da hora. Nesse dia, contudo, admito que estava torcendo para isso acontecer, pois estou doente há mais de uma semana e queria mais assistir ao show e voltar para casa. A banda faz Prog Metal e eles pareceram bem simpáticos. Uma resenha mais detalhada é impossível já que ouvi apenas uma música da banda.

            Vem o intervalo e às 22:25, as luzes se apagam. Ao contrário da maioria das bandas de Metal, que toca uma longa introdução antes de entrar no palco, o Therion já entrou enquanto o playback da intro de The Blood Of Kingu (que dura apenas alguns segundos) tocava e já começaram com os riffs dessa que é uma de suas músicas mais HHHfdsfdassdfDSDSDSDSDDSDHeavy Metal. Na verdade, essa música é até Metal demais para os padrões da banda e a parte cantada pelo vocalista Mats Levén (At Vance, veio para o Brasil com o Malmsteen em 1998 e até gravou um CD e DVD ao vivo por aqui com o guitarrista sueco) parece ter gerado algum estranhamento na galera, que possivelmente ainda não conhecia direito os dois discos novos (Sirius B e Lemuria) que haviam saído no Brasil há menos de duas semanas. Porém, quando o coral entrou, lá pelo refrão da música, foi emocionante pra dedéu. Não só pela qualidade musical, mas pela reação do público, que parecia estar aguardando ansiosamente por esse momento e gritaram a aplaudiram tanto que ficou até difícil acompanhar a música, apesar do bom som da casa.

            Aliás, no coral,o Therion superou sua última passada pelo Brasil, em 2001. Pois se antes trouxe três cantores (duas mulheres e um homem) e já foi legal, dessa vez trouxeram nada menos que CINCO cantores líricos (três mulheres e dois homens), todos usando aquelas roupas vampirescas tradicionais, dando um belíssimo visual ao show. Quatro deles ficavam no fundo do palco, em degraus, mulheres na frente e homens atrás.Hh A outra cantora (a que fazia os solos) ficava na frente do palco, entre o guitarrista e gênio Christofer Johnsson e o guitarra solo Kristian Niemann. Entre Chistofer e o baixista Johan Niemann ficava o vocalista “Metal” Mats Levén (único que não seguia um visual vampiresco, pois parecia um daqueles cantores de bandas norte-americanas, usando várias correntes e tal), que assumiu para si, todos os solos masculinos (até alguns dos guturais, originalmente cantados por Christofer), inclusive os líricos. Atrás de Johan e Mats, ficava o baterista Petter Karlsson.

            À The Blood Of Kingu, emendaram mais uma nova, a ótima Uthark Runa, que animou ainda mais a galera com seu coral forte e pesado. Pausa para cumprimentar a galera e já vem uma das minhas preferidas, Seven Secrets Of The Sphinx, faixa de abertura do genial álbum Deggial, que é emendada com mais uma bem pesada, Asgard, do Secret Of The Runes.

            A nova Son Of The Sun é a próxima, seguida por In The Desert Of Set, a primeira das poucas cantadas por Christofer nessa noite. Typhon, faixa de abertura do Lemuria, é tocada e, no refrão, originalmente cantado por Christofer, vemos tanto o guitarrista quanto o vocalista Mats cantando de forma gutural, ao mesmo tempo, o que ficou bem legal. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:49 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Show – Therion & Mindflow (São Paulo – Directv Music Hall – 27 de agosto de 2004) - Parte II

            Christofer, então, anuncia que vão tocar essa noite, algumas músicas que nunca foram tocadas antes ou que não são tocadas há muito tempo e a próxima vai ser a primeira delas, e anuncia Crowning Of Atlantis, que foi muito bem recebida, tendo a parte onde todos os instrumentos param e o coral faz sua parte “a capela” como um dos grandes momentos do show. Foi simplesmente de arrepiar. Assim que acabou, eu já queria ver de novo. Draconian Trilogy foi a próxima, que não foi tão bem recebida quanto era de se esperar. Possivelmente, o povo ainda estava embasbacado com a performance do coral na música anterior.

            Christofer vai então ao microfone e diz que percebeu no último show que os brasileiros gostavam mais das músicas mais Heavy Metal, então eles pegaram o melhor vocalista da Suécia no estilo para vir cantar para nós (apontando para Mats). Mats também merece seu destaque. Admito que não sou muito fã de sua voz (no quesito agudo e rasgado, eu fico com o Rob Halford e Ralf Scheepers), mas seus predicados como vocalista são inegáveis. O cara alcança notas altíssimas, e o faz impecavelmente ao vivo. Sem contar que ainda manda bem quando se arrisca no gutural e nas linhas mais líricas. Boa escolha do Therion, que agora tem um frontman de qualidade em seus shows, contribuindo ainda mais para o show da banda ser uma experiência inesquecível.

            Após esse discurso, não poderia vir outra além de uma música completamente Metal. E lá vem Flesh Of The Gods, que tem originalmente seu vocal gravado por Hansi Kürsch, do Blind Guardian. Essa foi uma das mais empolgantes do show. Seus riffs cadenciados, a presença de Mats, que ficava freqüentemente empolgando a galera com seus “Hey, hey, hey” e até mesmo o coral que, em muitos momentos (no show inteiro, não só nessa música), tinha sua própria coreografia, normalmente envolvendo apenas os braços, mas é mais do que se costuma esperar de um coral lírico.

            Outra Metalzona é emendada: Schwarzalbenheim. Essa música me surpreendeu, pois não constava no setlist divulgado pela imprensa especializada há alguns dias. E foi uma bela surpresa, já que a considero uma das mais legais do álbum Secret Of The Runes e senti sua falta quando pensei que eles não a tocariam. Para continuar no Secret, a banda manda Ginungagap, faixa de abertura do álbum, que tem nos vocais masculinos seu principal destaque.

            In Remembrance é a próxima, seguida de mais uma bem Metal, Wild Hunt, que tem seus vocais principais originalmente gravados por Ralf Scheepers, do Primal Fear (leia minha resenha para a apresentação dos caras em São Paulo em http://delfos.zip.net/arch2004-06-01_2004-06-15.html). Sua transição para a voz de Mats foi sem grandes problemas e foi uma das grandes surpresas do show, já que não foi tocada na última passagem da banda por aqui e é uma faixa muito legal. A lenta The Invincible vem a seguir e é incrível a presença de palco dos caras, que batem cabeça até nas baladas.

            Christofer anuncia então uma música que nunca havia sido tocada antes dessa tour: Melez, do Lepaca Kliffoth, que foi a única música cantada exclusivamente pelo guitarrista. Enquanto o coral volta ao palco, a introdução de um dos grandes sucessos do Therion é ecoada em playback. Trata-se de The Rise Of Sodom And Gomorrah, possivelmente uma das poucas músicas com um refrão “cante com a gente” feita pela banda. E a galera atendeu ao pedido de Mats, cantando mais alto que o próprio coral. Mais uma dos novos discos, The Khlysti Evangelist é a próxima e também não foi tão bem recebida assim quanto merecia.

            Christofer volta ao microfone para dizer que eles vão tocar uma balada que nunca tinham tocado antes dessa turnê. Disse que era de um disco de 96. Perguntou: “Que disco lançamos em 96?”. Nenhuma resposta. Insistiu e alguém gritou “Theli!”. “Sim, nós temos um vencedor”, brinca o guitarrista, que continua “E qual é a balada desse álbum?”. “To Mega Therion!” responde um animal que, ou não sabe inglês, ou não sabe o que é uma balada. Ou os dois é claro. Christofer, já visivelmente constrangido, fala: “Não, To Mega Therion nós tocamos no final. Essa é The Siren Of The Woods” e começam com a longa balada que contou com um dueto entre Mats e a Soprano solo. A música até foi bem recebido no início, mas por ter mais de 10 minutos, acabou esfriando um pouco os ânimos da galera, que realmente parecia estar mais a fim de ouvir as músicas mais pesadas. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:48 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Show – Therion & Mindflow (São Paulo – Directv Music Hall – 27 de agosto de 2004) - Parte III

            E foram atendidos nas duas últimas músicas (antes do bis): mais uma dos novos álbuns (desculpe-me, eu não consegui reconhecer qual era, pois só consegui colocar minhas mãos nos álbuns menos de uma semana antes do show, se você souber me fala que eu coloco aqui, com os créditos para você, é claro) e uma das minhas preferidas The Wine Of Aluqah, que ficou simplesmente fantástica nessa versão, outro grande destaque do show. Uma curiosidade é que, durante essa música, a guitarra de Kristian quebrou e ele teve de trocá-la, tudo feito de forma muito sutil e, provavelmente, muitos dos presentes nem perceberam o problema.

            Após essa música, o coral sai do palco, os “músicos Metal” agradecem a platéia e dão boa noite. É claro que ninguém acredita que o show acabou, pois bis já se tornou algo extremamente burocrático e mesmo que a platéia não peça por ele, a banda sempre volta. Bom, a platéia pediu e eles voltaram, com Cults Of The Shadow, diretamente emendada no grande hit da banda, To Mega Therion, música perfeita para encerrar um show, pois é alegre, divertida e “cantável”. Na verdade, ela é tão cantável, que Christofer não cantou nenhuma de suas linhas, deixando todas a cargo da galera. Em clima de festa, com os presentes extasiados, todos vêm à frente do palco (inclusive o coral), agradecem e dão boa noite.

            Pensa que acabou é? Nem. Para surpresa de todo mundo, os cinco membros “metálicos” da banda voltam ao palco e anunciam que as músicas do Therion acabaram, mas que quando um show é muito legal, eles gostam de terminar com algumas covers (balela, eles estão tocando essas covers em todos os shows). Anunciam então Black Funeral, do Mercyful Fate, que animou bastante o público, embora o palco parecesse extremamente vazio sem o coral.

            Ao término dessa música, Chistofer começa o riff de Balls To The Wall, do fantástico Accept (leia minha resenha para o show do U. D. O. em http://delfos.zip.net/arch2004-03-01_2004-03-15.html). Como eu tinha lido que a última música seria do Motörhead (leia como foi a entrevista coletiva com os caras em http://delfos.zip.net/arch2004-05-01_2004-05-15.html), fiquei agradavelmente surpreso ao ouvir esse riff, pois gosto bem mais de Accept do que de Motörhead. Infelizmente, Christofer parou no meio e disse que estava apenas brincando. Mats também começou a brincar, imitando a voz de Udo Dirkschneider e mandou muito bem na imitação. Começou então a introdução de Breaking The Law do Judas Priest, seguida da de Fast As A Shark, também do Accept. E em cada uma dessas, eu ia alternando entre feliz, por preferir todas essas a Motörhead e triste, quando eles paravam de tocá-las. Christofer pergunta: “O que vocês querem ouvir?”. O guitarrista é, sem dúvida, um cara simpático, mas eu realmente não gosto desse tipo de demagogia, afinal, a próxima música já estava programada.

            E não deu outra, lá veio Iron Fist, do Motörhead, música muito legal mas que, na minha opinião, não se compara às outras que tivemos um gostinho de ouvir. Nessa música, o grande destaque foi Mats, que cantou a música toda como o Lemmy, com a mesma postura (cantando olhando para cima, com o microfone alto) e a voz igualzinha (esse cara deve ser um grande imitador). Iron Fist foi um bom encerramento para o show, mas acho que deveriam ter encerrado com To Mega Therion (pelos motivos que expliquei acima) e ter encaixado esses dois covers no meio do show. Após 2 horas e 20 minutos (enfim um show com duração decente – e sem solo de bateria!), a banda vem à frente do palco, agradece dizendo que foi um grande show, joga suas baquetas e palhetas e deixa o palco, definitivamente.

            Posso dizer, sem sombra de dúvida, que o show foi ainda melhor do que a primeira passagem da banda por São Paulo, na mesma casa – e que já tinha sido demais. Um setlist melhor escolhido, mais músicos no palco (eram 10 músicos no total), presença de palco e muita simpatia. O que mais falta em um show de Metal? Claro, para um fã, sempre faltam músicas. Eu, particularmente, senti falta de Three Ships Of Berik, Voyage Of Gurdjieff (The Fourth Way) e Enter Vril-Ya, além da fantástica cover que a banda fez para Summernight City, do ABBA, mas isso é irrelevante, pois é impossível agradar a todos e o setlist escolhido foi realmente inteligente. Christofer deixou o palco com a promessa de voltar ano que vem. Vamos torcer para que essa promessa seja cumprida. E que eu consiga fotografá-los da próxima vez.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:47 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   CD – Cans – Beyond The Gates (Century Media – 2004)

            CDs solo normalmente são lançados por dois motivos: dar chance ao músico de compor algo em um estilo completamente diferente de sua banda habitual sem ser tachado de traidor do movimento ou apenas massagear o ego do cara. Este álbum solo do vocalista do Hammerfall, Joacim Cans, definitivamente não se encaixa no primeiro caso, pois a música contida aqui é 100% Heavy Metal. Quer saber se o segundo caso era o objetivo do vocalista? Bom, leia essa resenha e tire suas próprias conclusões.

            Beyond The Gates traz um Heavy Metal Tradicional, um pouco mais pesado do que aquele feito pelo Hammerfall e é justamente aí que está o principal pecado do disco. Eu gosto da voz de Joacim, mas convenhamos, o cara não é nenhum King Diamond no quesito versatilidade. Se até na própria banda, a voz de Joacim parece não se encaixar por ser suave demais (para quem não conhece, o Hammerfall faz True Metal, mas o vocalista canta com um timbre muito semelhante aos de Metal Melódico), aqui essa discrepância fica ainda mais evidente. A música presente neste CD parece ter sido composta com um vocalista na linha do Ralf Scheepers (Primal Fear, ex-Gamma Ray) em mente. Não por acaso, algumas das músicas contam com créditos de composição para Tom Nauman, Mat Sinner e Henny Wolter, todos membros ou ex-membros do Primal Fear.

            Aliás, esse é outro ponto que eu quero destacar. Nenhuma das músicas do álbum credita apenas Joacim como o compositor. Em todas elas existe alguma parceria do vocalista com outra pessoa, o que dá a impressão que a única contribuição de Cans para o CD foi na elaboração das letras que, cá entre nós, não são nada de especial. E em uma das músicas o cara nem participou. Ela se chama Forever Ends e é a balada do álbum. Seus créditos vão para Waters/Murphy que, embora não conste no encarte nenhuma informação mais completa a respeito, tratam-se de Jeff Waters e Curran Murphy, ambos do Annihilator. O encarte também deixa a desejar, pois além das letras, traz apenas várias fotos de Cans em diversas posições. Narcisismo, talvez? Apenas Joacim pode dizer.

            Destaques? A capa. O desenho que a ilustra (de autoria de Sam Didier) é muito legal e lembra até Caverna do Dragão. De resto é um CD bem regular. Com riffs legais e vocais certinhos, Beyond The Gates é um álbum que dificilmente incomodaria alguém que gosta de Heavy Metal. Por outro lado, ele dificilmente suscitará qualquer reação maior do que um pezinho balançando ao ritmo da música.

Curiosidade: se a introdução da música Garden Of Evil não for um plágio de Wrathchild do Iron Maiden, alguém precisa me explicar o que é plágio.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:57 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Winning Eleven 8 (Konami – 2004) - Parte I

Caramba, como o tempo passa! Parece que foi ontem que joguei o primeiro Winning Eleven para o Playstation em 1995. Nove anos se passaram desde então e a série está firme e forte com atualizações (quase sempre) anuais e grandes melhorias. O passado do jogo não foi nada fácil, ele simplesmente teve que desbancar o poderoso Fifa Soccer que reinava absoluto no mercado dos jogos de futebol e ainda trouxe uma grande novidade ao gênero: a simulação próxima à realidade. O tempo passou, a Konami se aperfeiçoou, o jogo evoluiu e hoje Winning Eleven é sinônimo de qualidade e diversão.

No seu oitavo exemplar (quase um Megaman), a série já está com sua “carreira” plenamente estabelecida entre os jogadores, afinal ninguém quer mais saber do antiquado Fifa. O grande problema desta vantagem sobre a concorrência, é uma certa acomodação dos programadores em suas atualizações anuais (fato que também ocorre com algumas séries da EA Sports e Sega Sports). De certa forma, o intervalo de um ano entre um jogo e outro, possibilita apenas alguns refinamentos na jogabilidade, um ou outro quadro de animação a mais e algumas músicas novas, mas com este Winning Eleven 8 para Playstation 2, a Konami mais uma vez quebra o tabu e moderniza totalmente o melhor jogo de futebol do planeta.

Os gráficos sofreram várias modificações do sétimo jogo para este. Em primeiro lugar a perspectiva da câmera foi alterada drasticamente para que você possa acompanhar melhor o posicionamento de seu time em campo. Infelizmente, mesmo com as diversas opções de câmeras disponíveis, você não tem muitas opções para alterar a visão: de todos os ângulos que pode escolher, ou eles são afastados demais ou tão próximos que limitam as jogadas. Como eu sempre joguei com a câmera mais afastada, confesso que não senti muitos problemas neste aspecto, mas sei de algumas pessoas que reclamaram. Infelizmente a fluidez acabou afetada com essa troca de câmeras e temos alguns slowdowns, particularmente irritantes, como nas cobranças de escanteio ou tiros de meta.

Uma curiosidade bisonha com relação à câmera: a Konami tentou incluir um efeito  que lembrasse uma transmissão de futebol pela televisão em determinados momentos. Então, quando temos uma falta, marcação de pênalti ou quando o juiz vai aplicar um cartão amarelo em alguém, a câmera troca de perspectiva para uma visão ao nível do gramado. Mas o resultado é estranho pois temos a impressão de que o câmera-man é um cidadão bêbado, já que a imagem não pára de tremer um minuto, sem conseguir um foco na cena. Esse “erro” proposital não atrapalha a jogabilidade, afinal sempre ocorre com a bola parada, mas não deixa de ser engraçado.

Os estádios comparecem em maior número e também estão mais detalhados: é fantástico ver a vibração da torcida no momento do gol, coisa que já acontecia no jogo anterior, mas está muito mais bem feita agora e consegue simular pela primeira vez em um videogame, a explosão de alegria no momento do gol . Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:00 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Winning Eleven 8 (Konami – 2004) - Parte II

Detalhes bem legais foram adicionados, como a rede das traves balançando de uma maneira fisicamente perfeita, a tremulação da bandeirinha de escanteio de acordo com o vento e o estado do gramado que altera, dependendo das condições do tempo. Aliás, os efeitos de chuva também estão bem legais e pode ter certeza que a jogabilidade altera bastante nos dias chuvosos, com jogadas mais “truncadas” e a bola parando nas poças. Os uniformes dos jogadores também ficam sujos com a lama do gramado, um efeito interessante que deve ser mais bem explorado nas próximas versões.

O juiz também marca presença em campo agora, mas sem os bandeirinhas. De qualquer forma esta inclusão é um charme a mais, mesmo que já tenha aparecido na série anteriormente em Fighting Eleven do Super Nes, que também trazia os bandeirinhas no pacote, diga-se de passagem.

Infelizmente, o design dos jogadores em si, não ficou tão legal, pelo menos não na modelagem dos rostos. Alguns jogadores como o Cafu (para citar um exemplo brasileiro), estão muito narigudos, parecem até caricaturas. Em compensação, o corpo dos atletas está mais bem desenhado e não tem aquele aspecto “duro” das outras versões.

A Konami também caprichou nos quadros de movimentação e incluiu vários “frames” a mais em cada jogada, incluindo algumas novas quedas (devido aos carrinhos dos zagueiros), dribles, comemorações e reclamações. Apesar de alguns movimentos estarem um pouco artificiais (cobranças de falta, por exemplo), no geral, tivemos uma boa melhora.

A jogabilidade é aquela tradicional (os controles ainda são os mesmos do Play 1), com algumas pequenas alterações na execução dos dribles e nas cobranças de faltas, que ganharam suas particularidades com jogadinhas ensaiadas (com o botão Select+L1) e uma maior precisão no direcionamento do chute.

No quesito sonoro, Winning Eleven 8 tem seus altos e baixos: enquanto que a narração de Jon Kabira está mais contida e menos vibrante, os sons das torcidas ganharam maiores variações, com aqueles cantos tradicionais de cada país. Para se ter uma idéia, até o famoso grito brasileiro de “filho da p...” está presente. Uma pena que nosso amigo Kabira já não berra mais como antes. As músicas voltaram a ser os belos temas instrumentais da série, mas não chamam tanto a atenção.

Tudo é lindo e maravilhoso, mas a busca incessante pela perfeição de Winning Eleven 8, no entanto, gerou situações controversas durante minha jogatina: em um determinado momento eu cheguei sozinho na cara do gol com Ronaldo, driblei o goleiro mas chutei para fora. Em outro lance, um zagueiro me calçou violentamente na área mas o árbitro não assinalou o pênalti. Fiquei inconformado e apelei ao replay para ter certeza que não estava louco e o zagueiro realmente cometeu o pênalti que não foi assinalado. Será que a Konami pisou na bola?

Pesquisando um pouco a página da empresa na Internet e algumas páginas internacionais, descobri a razão de minha agonia. Um simpático elemento chamado coeficiente de erros. Mas como explicar esse coeficiente? Bom, deixe-me aproveitar que o grande escritor Isaac Asimov está em voga no momento pela adaptação de seu livro para as telonas (leia a resenha de Eu, Robô em http://delfos.zip.net/arch2004-08-01_2004-08-15.html) e pegarei uma de suas brilhantes teorias sobre a inteligência artificial. O escritor uma vez disse que, quanto mais o homem tentasse reproduzir a sua natureza em um ser artificial, mais este “ser” se tornaria imperfeito, pelo simples fato de que a humanidade é imperfeita. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:59 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Winning Eleven 8 (Konami – 2004) - Parte III

Confuso? Para explicar onde quero chegar, basta entender que a Konami atingiu um nível de realismo fantástico com a sua premiada série de futebol e, para tornar a experiência ainda mais próxima do mundo real, os programadores tiveram de adicionar, também, os erros do futebol. Mas como reproduzir falhas humanas em um jogo? Para solucionar este problema, a empresa fez uma longa pesquisa em todos os tipos de futebol, praticados em todos os continentes e mediu quantas vezes na média, em um jogo, um brasileiro, por exemplo, erra um chute a gol, ou então, quantas vezes um jogador inglês cobra errado um escanteio. Após esta coleta de dados, criou-se um coeficiente que pudesse reproduzir estes erros dentro do Winning Eleven e eliminou-se totalmente a chance dos tradicionais “esqueminhas” de fazer gol, tão comuns na série concorrente.

Ah, mas o nosso bem informado leitor vai dizer: “Espera aí, Bruno, mas no outro Winning Eleven os jogadores também davam uns chutes medonhos”. É verdade, mas naquelas ocasiões, a probabilidade do chute entrar ou não era determinada por outros fatores (posição do jogador, saída do goleiro, potência e direção do chute), já em Winning Eleven 8, além de todas estas variáveis e as condições físicas do jogador, temos também o coeficiente de erros atuando.

Sim, no papel a idéia é ótima, mas temos um problema: o coeficiente atua em TUDO nas partidas de futebol, desde um simples lateral até o chute a gol citado no parágrafo acima. Desta forma, já aviso para você não estranhar caso um jogador de seu time não consiga dominar a bola em uma simples cobrança de lateral, ou alguém errar um cruzamento sozinho, pois tudo faz parte dos malignos planos da Konami para dominar o mun... er... para tornar Winning Eleven a experiência mais realista da história dos videogames.

Ok, a empresa está de parabéns, ela atingiu um nível que eu jamais imaginava, mas a questão principal é: e a diversão de Winning Eleven 8? Eu, particularmente, penso que cada vez que o jogo chega mais próximo ao futebol real, ele se torna mais divertido, afinal é isso que eu sempre busquei em um simulador. Mas, assim como no futebol real, temos partidas emocionantes e outras nem tanto. E o pior: os erros de arbitragem também estão presentes! Mais realista impossível, mas será que isso é válido? Será que o jogador de videogame realmente quer esse nível de realismo? Essa pergunta só você mesmo pode responder, mas já adianto que a tendência para o futuro é a série Winning Eleven seguir essa linha da busca frenética pelo realismo e, com isso, sacrificar um pouco de sua diversão. Lembre-se que, por mais fanáticos por futebol que sejamos, temos que concordar que nem todas as partidas são interessantes e Winning Eleven segue esse caminho.

Se a Konami está certa ou não, só o tempo dirá, mas algumas coisas estão claras: em primeiro lugar, a série Fifa Soccer está definitivamente sepultada e precisa se “reinventar” para voltar a ter alguma chance, e em segundo, a Konami está de parabéns pela ousadia.

Mais times (inclusive o nosso Cruzeiro), mais campeonatos, WE Shop (um diferencial bem legal que veio para ficar a partir do 7º jogo), um editor mais completo e novos módulos de treinamento. A Konami realmente mostra que está disposta a fazer tudo para enterrar de vez a concorrência. Quer realismo? Não pense duas vezes, e corra atrás do seu Winning Eleven 8. Os jogos de esporte nos videogames nunca mais serão os mesmos.

Winning Eleven 8 está disponível apenas para o Playstation 2 mas deve ser lançado para X-Box e PC no ano que vem. Não deixe de ler minha resenha para a versão anterior deste jogo em http://delfos.zip.net/arch2004-04-01_2004-04-15.html.



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:58 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   DVD – Queen – The Freddie Mercury Tribute Concert (Parlophone – 2002) - Parte I

            Há alguns anos, uns amigos me chamaram para ir de bicão em uma festa (eu seria o bicão, eles foram convidados). Acabei indo, mas como sou muito tímido (vai dizer que você nunca percebeu), fiquei me sentindo super deslocado na festa. E pior, os caras me falaram que seria uma tremenda balada, mas chegando lá, era uma festinha familiar de aniversário de uma garota que estudava com eles.

            Fiquei eu lá, com total cara de tacho (apesar de a família ter nos tratado muito bem) até que percebi o porta-CDs que estava na sala, lotado de coisas legais, entre elas, a coleção completa do Queen. Para minha surpresa (só eu para me surpreender com isso), os CDs eram da mãe dela, com quem acabei conversando sobre música a festa inteira. Durante a conversa, ela disse que queria me mostrar uma coisa e colocou o Laser Disc deste mesmo show (muito antes da popularização dos DVDs).

            Fiquei embasbacado com a qualidade do som. Já sabia que Queen era uma banda com um padrão de qualidade elevadíssimo, mas o próprio show me surpreendeu. Desde os shows das bandas de abertura que, pelo que me lembro, incluíam Extreme e Def Leppard, até a apoteose quando os membros da banda homenageada se juntam a alguns vocalistas e guitarristas convidados para jams magníficas.

            Aquele dia me marcou bastante e, desde então, fiquei com vontade de ter este show. Nunca tive um aparelho de LD, então minha alegria foi imensa quando fiquei sabendo do lançamento em DVD. Alegria esta apenas comparável com o tamanho da decepção que sentiria ao descobrir, pouco depois, que a versão em DVD, apesar de dupla, excluiria os shows de abertura e se concentraria na segunda parte do show: as jams com convidados. O segundo disco, ao invés de se concentrar na música, se concentraria em um documentário do tipo making of. Tamanha foi a decepção que simplesmente decidi não comprar o DVD. Finalmente, consegui pegar uma cópia emprestada com um amigo e constatei sem dó: fiz bem em não comprá-lo.

            O show começa bem, com a ótima Tie Your Mother Down, com vocais do guitarrista Brian May. No meio da música, o trio remanescente do Queen recebe a companhia do vocalista Joe Elliot (Def Leppard) e de Slash (ex-guitarrista do Guns N’ Roses). A qualidade da imagem é embasbacante, muito melhor do que dos outros vídeos antigos reeditados em DVD que tenho conhecimento e comparável às maiores produções atuais do formato. O som, por outro lado, deixa a desejar. Existem duas opções: DTS, inaudível para quem não tem home-theater e Stereo para todos os outros. Eu não tenho home-theater, então posso julgar apenas o Stereo, e é péssimo. Chega a ser sinceramente difícil ouvirmos os vocais da música. Mal mixado é elogio! Talvez devessem ter acrescentado um Dolby Digital intermediário para que nós, pobretões, tivéssemos acesso a uma qualidade superior de som, afinal, é um DVD de música (ou deveria ser). Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:39 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   DVD – Queen – The Freddie Mercury Tribute Concert (Parlophone – 2002) - Parte II

            Ao final da música, Brian May chama Tony Iommi (Black Sabbath) e juntos tocam a introdução da ótima Heaven And Hell, clássico do Black Sabbath da época que eles tinham um vocalista de verdade na banda, chamado Ronnie James Dio (Ok, fãs de Ozzy, podem me xingar, mas não venham me dizer que o cara canta bem!). Com Roger Daltrey assumindo os vocais, mandam ver em uma das minha preferidas, I Want It All.

            Outro destaque é o vocalista Gary Cherone (Extreme na época do show, posteriormente entrou no Van Halen, do qual também já saiu e atualmente se encontra no Tribe Of Judah), que comparece na Hard Rock Hammer To Fall. Não curto muito o disco que ele gravou com o Van Halen (Van Halen III, de 1998) e confesso que pouco conheço do Extreme, além da onipresente More Than Words, mas o cara mandou muito bem. Sua presença de palco nesta música justificou, ao menos para mim, o porquê de ele ter sido escolhido para ser o terceiro vocalista do Van Halen.

            Esse é o começo do show. Na primeira vez em que assisti, achei chato por causa da qualidade baixa do som. Agora que já assisti ao show inteiro digo sem medo: é a melhor parte do show. São as músicas mais legais e com as melhores performances pois, depois disso, o show desanda em baladas e performances vergonhosas para uma banda com a altíssima qualidade do Queen.

            Exemplo: o que você acharia do Robert Plant (Led Zeppelin, se é que alguém por aí não sabe) cantando Crazy Little Thing Called Love? Parece promissor, certo? Afinal, ele é um bom vocalista e a música é legal. Ledo engano. A voz do nosso amigo Roberto Planta falha na música inteira e é uma performance que deveria ser usada para explicar porque discos ao vivo costumam ter overdubs.

            Pouco depois, a banda toca Radio Ga-Ga, música que tem uma das melodias mais cativantes das quais tenho conhecimento, e conta com a participação de um tal de Paul Young, que confesso, não sei quem é. Quando vi o nome dele na caixa, o confundi com Paul Simon, mas antes fosse. Esse cara deve ter uma das vozes mais fracas que conheço e conseguiu assassinar uma composição maravilhosa. Sinceramente, eu faria melhor. E eu canto mal!

            A coisa melhora um pouquinho quando o cantor pop Seal entra no palco para a sua rendição de Who Wants To Live Forever, que fica muito bonita, graças à bela voz do rapaz.

            Chegamos, então, a outra das músicas que eu mais gosto: Under Pressure, cantada neste show por Annie Lennox e David Bowie. Até comentei com a minha namorada: “O David Bowie participou da gravação original dessa música, ele tem a obrigação de fazer bonito”. Não fez. Errou (ou modificou, dá na mesma) quase todas as melodias da música. Chance para a Annie Lennox aproveitar. Não aproveitou. Ou melhor, aproveitou demais. Forçou demasiadamente a voz e sua performance foi afetada demais. Sua presença de palco, por outro lado, é ótima. Sua maquiagem é realmente exagerada e desnecessária, mas sua movimentação é exemplar e agradável de ser assistida. Principalmente se comparada com a de Bowie, que fica paradão a música inteira, se limitando a estalar os dedos em alguns momentos. Poderia dizer que ele ficou parado para se concentrar na voz, mas como sua apresentação foi sofrível, creio que o motivo foi falta de presença de palco mesmo. O curioso é que, mesmo com os dois se esforçando para estragar a versão, essa música é simplesmente tão bonita e cativante que, ainda assim, é um dos pontos altos do show. Ponto positivo para o Queen, que imortalizou mais melodias inesquecíveis nessa composição. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:36 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   DVD – Queen – The Freddie Mercury Tribute Concert (Parlophone – 2002) - Parte III

            Mais algumas músicas com Bowie e entra no palco George Michael com a Country ’39. E surpresa, não esperava nada do cara, mas ele mandou muito bem (principalmente levando em conta as fraquíssimas performances que o antecederam). Nunca me imaginei dizendo isso, mas George Michael canta melhor que o Robert Plant (ao menos nesse show). Minha mãe me mataria se me visse dizendo isso, mas contra fatos não há argumentos e quem assistir a este show há de concordar.

            George Michael continua no palco e canta a fantástica Somebody To Love, com a ajuda de um coral. Essa música merece o título de melhor do DVD. Ela nem está entre minhas músicas preferidas do Queen (embora seja uma ótima canção), mas a performance de Michael bota no chinelo as minhas preferidas I Want It All, Radio Ga-Ga e Under Pressure.

            Bohemian Rhapsody é a próxima e conta com uma apresentação sem riscos de Elton John, que deixa para a platéia cantar as partes mais difíceis. Bom, já diziam os sábios: “Conheça suas limitações”. Elton John as conhece e isso fez com que ele não desse vexame em um dos maiores clássicos da história. A parte do coral, por outro lado, sempre foi um vexame histórico, pois o Queen sempre usou playback para realizá-la. Isso é uma vergonha para uma banda de seu calibre. E o pior é que eles já tinham contratado um coral para Somebody To Love, por que não aproveitá-lo para Bohemian Rhapsody? Eu mesmo já ouvi uma versão ao vivo para essa música tocada pela banda de Metal Savatage, onde os membros cantaram impecavelmente o coral, provando que é possível executá-la ao vivo como ela merece. Essa versão não está em nenhum álbum oficial, então se você quiser ouvir uma Bohemian Rhapsody realmente ao vivo, procure pela versão do Savatage em algum programa de P2P. Garanto que vale a pena. Voltando ao DVD, a parte pesada, que vem depois do coral é cantada pelo péssimo Axl Rose, que parece mais preocupado em ficar rodando do que em cantar.

            Elton John continua no palco e, junto com Tony Iommi, mandam ver em The Show Must Go On. A seguir, vem uma das ótimas composições mais mal realizadas da história: We Will Rock You, com a volta de Axl para imitar uma arara onde antes tínhamos o fantástico Freddie Mercury.

            O show termina com a óbvia We Are The Champions, com vocais de Liza Minelli, uma das preferidas de Freddie, segundo o discurso de Brian antes da música. Liza manda muito bem, com uma voz bela e potente e seguindo a risca as melodias que imortalizaram a música (aprenda com ela, David Bowie!). Durante a canção, todos os músicos que participaram sobem ao palco para agradecer e lá pude perceber a presença de Klaus Meine, vocalista do Scorpions, que não aparece durante o DVD, o que significa que o Scorpions deve ter tocado em um dos shows de abertura excluídos nesta versão em DVD. Sinceramente uma pena, pois seus membros poderiam ter feito uma boa diferença no fraco conteúdo deste disquinho.

            Também sou obrigado a falar que este show seria muito melhor se o Queen tivesse escolhido membros de bandas realmente influenciadas por eles para o show. Músicos que se sentiriam tão honrados com o convite, que dariam o melhor de si para a platéia. De sopetão, fico imaginando como teria sido legal uma participação do Blind Guardian ou do Savatage no show, pois são duas bandas que levam suas influências de Queen até as últimas conseqüências. Ou alguém aí acha que o Robert Plant se sentiu honrado em tocar com o Queen? Afinal, o Led Zeppelin é tão mais popular que não é de se estranhar que este nem tenha se esforçado em realizar uma boa performance, pois nada acrescentaria à sua carreira.

            Claro que desde a morte de Freddie Mercury, o Queen sempre preferiu se unir a músicos de qualidade duvidosa que trouxessem mais dinheiro para a banda. Ou alguém se esqueceu que o Brian May gravou We Will Rock You com o Five. Pior, recentemente a música foi regravada pelo trio Britney Spears, Beyoncé e Pink. E para um comercial, ainda.

            Na verdade, se o Queen não fosse uma banda com uma qualidade tão absurdamente alta e não tivesse um respeito tão profundo deste que vos escreve, isso seria imperdoável. Como é o Queen, no entanto, a gente acaba deixando passar. Mas o pobre Freddie deve estar se revirando no túmulo.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:35 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Briga feia entre Seven Witches e o produtor Jack Koshick

Jack Frost é mesmo um dos músicos mais azarados do cenário Metal mundial. Depois de ser expulso do Savatage para a banda reatar com o guitarrista Al Pitrelli, que por sua vez, chutou o Savatage para entrar no Megadeth, Frost se vê em uma nova treta, desta vez envolvendo sua banda, o Seven Witches e o famoso promotor de shows, Jack Koshick, um dos responsáveis do Milwaukee Metalfest.

            O que acontece é que o Seven Witches tocou em três eventos organizados por Koshick, mas os cheques referentes aos pagamentos da participação da banda estavam todos sem fundo.

            Após esse rolo inicial, Koshick entrou em contato com a banda e prometeu depositar o dinheiro na conta dos caras em cinco dias, mas o dinheiro não apareceu e o produtor sumiu do mapa.

            Jack Frost, então, acionou a polícia e qual não foi a surpresa do músico quando recebeu um telefonema do produtor ameaçando ele e a sua família.

Que confusão, e o pior é que nosso Frost ainda está sem sua grana. Vamos torcer para que o talentoso músico e sua banda saiam desta chata situação o quanto antes.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:34 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Paul Di’anno revela o óbvio

O ex-vocalista do Iron Maiden, Paul Di’anno, foi chutado da banda no final de 1981 por não cuidar devidamente da sua voz e assim, prejudicar os shows, justamente na primeira escalada de sucesso dos ingleses. Mas Di’anno, aparentemente, nunca se recuperou desse baque e baseou quase toda sua carreira pós-donzela nos sucessos de seu período com o Maiden. Basta analisarmos a lista de trabalhos lançados pelo vocalista com “versões” de músicas de sua época à frente da banda, além de diversas participações em tributos “maidenianos” onde ele, é claro, regravou alguns clássicos dos dois primeiros discos.

Em uma recente entrevista para a revista canadense Brave Words, nosso amigo Di’anno revela mais uma vez o arrependimento por ter deixado a donzela e complementa com a seguinte pérola: "O Maiden é a maior banda de Metal de todos os tempos, mas parece que eles perderam um pouco daquela mágica de uns anos pra cá com seus álbuns mais recentes. Não estou dizendo nada ruim sobre o Maiden, mas adoraria ouvir um pouco daquela mágica dos quatro primeiros álbuns. Gostaria muito de tocar em um show com eles, seria muito divertido fazer isso tanto pra mim quanto pra eles, antes que todos fiquemos muito velhos".

É Paul, como já dizia o sábio Gene Simmons, poucas pessoas têm mais de uma oportunidade na vida, algumas não chegam a ter sequer uma chance, mas convenhamos que, após 23 anos, já era hora de nosso amigo ter se soltados das amarras que o prendiam ao Iron Maiden e quem sai perdendo são os fãs do Metal que vêem um bom vocalista (eu adoro a voz do Paul) se perdendo em meio a depoimentos frustrantes.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:33 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   CDs - Monster – No One Can Stop Us!!! (Independente – 2004) - Parte I

Os paulistanos do Monster estão de volta. Uma das bandas mais legais e divertidas que surgiram nos palcos brasileiros nos últimos anos (e quem já viu o show deles, sabe exatamente do que eu estou falando). Os caras começaram em 1998, já como um trio, com Paul X nos baixos e vocais, Renato Stone nas guitarras e E. V. Sword na bateria. A primeira demo, Worst Nightmare, foi lançada no final daquele ano e fez tanto sucesso junto à crítica especializada que eles puderam realizar o sonho de gravar o primeiro CD completo. E em 2001, The Nightmare Continues.., foi lançado com uma excelente repercussão e possibilitou aos caras abrirem alguns shows internacionais, como foi o caso do Children of Bodom, em sua primeira passagem por São Paulo (a  resenha para a segunda passagem você confere em http://delfos.zip.net/arch2004-08-01_2004-08-15.html) Os principais destaques deste primeiro trabalho eram as letras bem humoradas, o instrumental variado que hora puxava para um Hard Rock estilo Twisted Sister, hora caía para um Metal tradicional como Judas Priest, tudo sempre acompanhado pelos vocais marcantes de Paul X. E agora em 2004, eles voltaram com o segundo lançamento, No One Can Stop Us!!!.

No novo CD, uma coisa se destaca logo de cara: o competente trabalho gráfico, com uma bela trazendo a foto de um soldado na Segunda Guerra Mundial, em meio aos escombros de Berlim, levantando a bandeira com o símbolo da banda. O encarte também é muito bem feito, com todas as letras, explicações sobre as faixas e, lógico, muitas fotos do Monster em ação nos shows e pelas ruas de São Paulo.

Infelizmente, de faixas inéditas mesmo, só temos 4 músicas novas que, se não ganham nenhum prêmio de originalidade, pelo menos trazem, sim, boas novidades ao som da banda. Para começar, fica claro que o Monster deixou um pouco de lado o Hard Rock e aposta todas as fichas em músicas mais pesadas e diretas, com influências que remetem diretamente ao melhor do Heavy Metal nos anos 80, incluindo boas doses do Thrash americano da época.

O CD já começa bem pesado, com a porrada At Last, uma música bem legal que mostra a forte influência do Megadeth (mais especificamente da fase Rust in Peace) no som dos paulistanos. Aliás, essa música funciona muito bem ao vivo e obteve uma excelente resposta do público, quando foi tocada no BMU em Julho, abrindo o show do Monster (leia a resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-07-16_2004-07-31.html).

A segunda faixa, A Toast to Your Life, tem uma batida mais cadenciada (sem deixar de ser pesada) e me lembrou de algumas músicas do Metallica da época do Black Album. A letra é uma homenagem da banda ao André Boragina, vocalista da banda Fates Prophecy, que faleceu há alguns anos. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:05 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   CDs - Monster – No One Can Stop Us!!! (Independente – 2004) - Parte II

Logo em seguida temos a faixa que dá nome ao CD, No One Can Stop Us!!!, um Metalzão alegre, bem tradicional, com uma daquelas letras bem características da banda, recheadas de bom humor, mas que não chega a empolgar tanto quanto às demais músicas.

A quarta música, Over The Edge é a inédita que traz mais elementos novos. Temos uma composição sombria, bem diferente da linha alegre e divertida que o MonsteR costuma encarnar em cima do palco, além de uma letra bem introspectiva que trata das mudanças na vida e de como você pode, hoje, estar no topo e amanhã no fundo do poço. Belíssimo trabalho de guitarra de Stone e, na minha opinião, a faixa mais legal do CD.

Para as faixas 5 a 12, a banda preparou uma surpresa especial para os nostálgicos de plantão, trata-se do SP Metal Medley, um medley maravilhoso com hinos do Heavy Metal nacional da primeira leva de bandas paulistanas na primeira metade dos anos 80. O Monster regravou trechos (afinal se trata de uma música só) de verdadeiras pérolas como Missão Metálica do Avenger, Salém do Harppia, Anjos da Escuridão do Salário Mínimo, Duas Rodas do Centúrias, Santuário da banda de mesmo nome, Espartaco também do Santuário e Batalha no Setor Antares do Virus, em versões pesadas, mas que honram as originais, a não ser por um pequeno detalhe: todas as músicas foram compostas e gravadas, originalmente em português, mas o MonsteR, já pensando em atingir novos mercados, passou tudo para o inglês, respeitando os temas e estruturas das letras. Algumas músicas sobreviveram ao processo e ainda ganharam uma sobrevida fantástica, como é o caso de Metallic Mission (a Missão Metálica do Avenger) e Angels of Darkness (Anjos da Escuridão do Salário Mínimo), mas em outras versões, é difícil não estranhar essa troca de idiomas, parece que descaracterizou um pouco, como em Salem ou Sanctuary.

De qualquer forma, fica registrada a belíssima homenagem que os caras fizeram aos pioneiros do Metal nacional que muita molecada hoje em dia, infelizmente, não tem mais acesso, ou por falta de conhecimento mesmo, ou porque simplesmente os vinis não existem mais no mercado e as bandas encerraram suas atividades naqueles idos dos anos 80. 

Aliás, vale o toque, porque grande parte destas músicas que o MonsteR regravou, estão presentes na coletânea de bandas paulistanas, SP Metal (daí o nome da faixa) e SP Metal II, uma iniciativa louvável da loja (e selo) Baratos Afins, nos anos 80, para ajudar as bandas nacionais e que continua a ser reeditado até hoje, em versão CD. Se você ainda não tem esses dois CDs, vale a pena correr atrás para entender melhor as origens do Heavy Metal brazuca. Acredite, você vai conhecer belas bandas, que não contavam com o apoio da mídia e dos grandes selos naqueles tempos, como se vê hoje em dia, e tinham que ralar muito para gravar um simples single, muitas vezes pagando do próprio bolso o aluguel dos estúdios e a fita master.

Para complementar este segundo lançamento do Monster, a banda ainda incluiu versões ao vivo das duas melhores músicas do primeiro trabalho: If You Can´t Trust Me, uma das campeãs de agitação nos shows pelo seu refrão “fuck you”, e a maravilhosa Monster, que já virou um clássico do Metal nacional e comparece aqui em um momento muito especial e engraçado, em que a banda erra o seu começo e é obrigada a recomeçar, mas sem perder a postura e o bom humor no palco.

Faltaram mais músicas inéditas, é verdade, mas no geral temos um belo trabalho do Monster que está conquistando uma posição de destaque na cena nacional através de seus shows cheios de energia e de bons trabalhos lançados.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:03 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Colony (São Paulo – Auditório Souza Lima – 20 de agosto de 2004) - Parte I

            Ao chegarmos ao Souza Lima, fomos recebidos pelo guitarrista Theo Machado, que nos levou para conhecer a banda e furar a fila para podermos escolher um lugar melhor que todo mundo (eu adoro esses benefícios de imprensa ).

            Após uma rápida apresentação do projeto, presidida pelo batera Fabiano Manhas e pelo tecladista Rodrigo Simão (que também toca teclado no Dr. Sin), o show começa com  a pesada Lady Butterfly. Mas aonde está o vocalista? Assim que faço essa pergunta, vejo um corcunda narigudo (veja foto aí em cima) entrando no palco lentamente e olhando para a platéia como um animal em um daqueles Freakshows do passado. Logo em seguida, ele joga uma bombinha de fumaça no chão e vemos que o corcunda é, na verdade, o vocalista Rodrigo Guess. Pensei na hora: “Puxa, eu sempre quis brincar com uma dessas. O cara deve adorar esse começo de show”.

            Para quem não conhece a banda, eles fazem um belo Prog Metal com todas as características que os fãs do estilo adoram, com muitos solos e técnica instrumental altíssima, além de uma presença de palco empolgante, com destaque para o vocalista que, além de agitar da forma tradicional, também fica fazendo umas caretas muito engraçadas. Outro que merece destaque é Rodrigo Simão, que toca seu teclado com uma presença que lembra muito a de um maestro. Infelizmente, o instrumental estava um pouco alto demais (especialmente se levarmos em consideração o tamanho do auditório) e o vocal estava difícil de ser ouvido.

            Quando a música termina, um pequeno solo do tecladista é executado, no qual ele tocou um trecho de dois clássicos da música: Tocatta e Fuga, de Bach e Perfect Strangers, do não menos clássico Deep Purple. Seguem com a melódica Echoes, na qual o vocalista fingiu estar pintando um quadro, que já trazia um cenário “pré-pintado”. Ao término da música, Theo, o guitarrista, começa seu solo, enquanto Guess continua pintando o seu quadro, dessa vez de verdade, atitude que seguiria durante todo o show.

            Wake Up vem a seguir, emendada com Look At The Horizon, ambas bem empolgantes e que denunciam as influências clássicas da banda. A instrumental Fight Of Gods é a próxima e traz um generoso solo de bateria (eu já disse que eu não gosto de solos individuais de bateria?).

            O vocalista volta a assumir seu posto e apresenta a próxima música Colonizer Part I – The Marching Time, dizendo que é uma música que fala sobre amar a vida e saber ser feliz. Essa música é uma bela balada, com um lindo solo de guitarra repleto de feeling. Obviamente, a próxima música é a segunda parte de Colonizer, que, apesar de estar grafada no material entregue à imprensa como The Jorney, acredito que seu nome seja The Journey (errar é humano, sem problemas), que traz de volta o peso da banda e suas influências clássicas, novamente com destaque para belo solo de guitarra.

            Os músicos são apresentados pelo vocalista e começam a tocar a última música, Living Like An Angel, também dividida em duas partes, sendo a primeira lenta e a segunda pesada e empolgante, daquelas de cantar junto mesmo, dando aquele clima de final de show. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:43 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Colony (São Paulo – Auditório Souza Lima – 20 de agosto de 2004) - Parte II

            A banda agradece a presença de todos e abre espaço para perguntas da platéia. Dessas perguntas, a parte mais interessante foi o momento em que todos os músicos falaram suas influências. Vamos por partes.

            Rodrigo Simão (teclado) foi o primeiro e suas influências são até óbvias: Keith Emerson, Rick Wakeman e o arroz de festa Jon Lord. Também declarou que tocar Hammond é complicado, pois “se você não souber usá-lo, ele te engole”. O baixista Victor Martins fala em seguida: Geddy Lee, Billy Sheehan e o deus Jaco Pastorius.

            Quando chegou a vez do guitarrista Theo Machado, Guess interrompeu falando com voz extremamente aguda “Petrucci, Petrucci, eu amo o Petrucci”. Após risadas gerais, Theo revela ter sido iniciado por Metallica, mas suas principais influências são Petrucci, Vai e Morse. Também destacou Edu Ardanuy que, segundo ele, utiliza o bom gosto a favor da música.

            Fabiano Manhas (bateria) foi surpreendente: Van Halen e Dream Theater, apesar de não gostar mais de Drem Theater há quatro ou cinco anos. Musicalmente falando, fui influenciado por Satriani, Vai e até Sertanejo.

            A hora da vingança chegou e quando Guess pegou o microfone, Theo interrompeu falando com a mesma voz extremamente aguda “Dio, Dio, adoro o Dio”. Risadas gerais novamente e o vocalista começou dizendo que suas primeiras influências foram Bach e Mozart, mas que, aos sete anos, teve seu primeiro momento de rebeldia quando conheceu Ozzy Osbourne. “Chega de ser bonzinho, quero ser igual a ele” comenta. E continua: “Hoje considero Ozzy um artista, mas como vocalista eu quis mais, então conheci Ronnie James Dio e Ian Anderson, além de Peter Gabriel, que me influenciou muito, performaticamente falando. Também gosto de Malmsteen, Blackmore e até do Dave Mustaine”.

            Como ninguém mais parecia ter perguntas, a banda novamente agradeceu a platéia, que começou a pedir bis. “O que vocês querem ouvir?” perguntaram e a galera responde: “Metropolis!”. Falaram então que nessa data seriam apenas músicas do Colony e tocaram mais três reprises: Wake Up, Echoes e Lady Butterfly.

            O show termina e a banda, muito atenciosa, continua no recinto conversando com a galera. Foi um ótimo show, mas deixou aquela vontade de conhecer a Ópera Rock da banda, batizada de Amada Imortal e que conta até com presença de atores interpretando a história, coisa que nem o Avantasia (uma das Metal Operas mais bem sucedidas) fez. Infelizmente, não existe previsão para as próximas apresentações do projeto, mas espero ter o prazer de assistí-lo em breve.

            Quer conhecer o trabalho do Colony? No site www.colonyweb.cjb.net tem duas músicas completas para download. Vai lá, meu! E, Rodrigo, ainda estou esperando as batatinhas.  Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:42 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Colony (São Paulo – Auditório Souza Lima – 20 de agosto de 2004) - Mais fotos



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:40 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Therion: tarde de autógrafos será na Saraiva do Shopping Eldorado (Press-Release)

A tarde de autógrafos da banda sueca Therion está mantida, porém será realizada no dia 28 de agosto, na livraria Saraiva Megastore do Shopping Eldorado, em São Paulo (SP), das 15 às 17h. Para participar do evento, basta comparecer no local. 

Logo após a tarde de autógrafos, também no dia 28, o Therion participará de um chat promovido pelo portal AOL (América On Line), a partir das 18h30. O endereço do site para quem quiser bater um papo com a banda é www.aol.com.br. Não perca!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:58 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Especial – Uma geral na trilha sonora dos games (1978 – 2004) - Parte I

Falar da história das músicas nos videogames é quase como falar da própria história dos videogames em si, mas para que o texto não fique muito longo (afinal, cobre 25 anos na carreira dos jogos eletrônicos), vou encurtar um pouco as descrições de cada época e abrir o espaço para as grandes trilhas sonoras que marcaram gerações de jogadores ao redor do mundo.

Faça um teste e tente se lembrar da primeira música de videogame (ou fliperama) que você ouviu. Difícil? Pois é, muitos dos jogadores acabam relevando a trilha sonora dos games, como se ela não fizesse parte de toda a ambientação que você pode sentir ao jogar. Porém, a música tem um papel importantíssimo no contexto dos jogos e na sua capacidade de envolver os fãs.

Particularmente, quando eu penso na primeira música composta para um jogo de videogame, me vem à cabeça as lembranças do Atari e dos fliperamas no final dos anos 70 e comecinho dos 80, que nos presentearam com clássicos como River Raid, Enduro e Megamania. Se estes jogos não tinham músicas complexas, pelo menos tentaram trazer sons e combinações a partir de sintetizadores pré-históricos, e definiram qual seria o rumo a ser tomado. Apesar de que, na época, os próprios programadores dos jogos eram os responsáveis pela criação de suas músicas (as equipes eram formadas por poucas pessoas) e alguns não tinham o menor conhecimento sobre o assunto, como ficava claro nos barulhos irritantes de E.T. para o Atari, por exemplo.

Nos fliperamas, no entanto, o rápido desenvolvimento na capacidade de armazenamento de memória das cabines e nas placas (com mais canais de áudio), possibilitou às empresas investirem um pouco mais no ramo e darem um passo adiante com a criação de pequenos trechos musicais, coisa de segundos mesmo, dentro dos jogos, para uma maior identificação entre os personagens e os jogadores. O próprio Pacman, de 1982, em sua versão de fliperama, tinha uma bela musiquinha de início em cada fase, o mesmo vale para Pole-Position (ambos da japonesa Namco) e sua música antes de começar cada corrida. Esse “sketch musical” ficou bem marcado na cabeça da primeira geração dos jogadores. Experimente perguntar para alguém daqueles tempos sobre o assunto que a pessoa rapidamente irá cantarolar trechos de Pacman.

Enquanto as músicas nos jogos de fliperama evoluíam rapidamente, nos videogames domésticos a coisa demorou anos até tomar forma, e somente com a chegada da era 8-Bits, na metade dos anos 80, tivemos as primeiras trilhas sonoras eletrônicas (e completas) de qualidade dentro de casa.

Os primeiros jogos desta geração, como Super Mario Bros, Balloon Fight, Bomberman, Battle Tank, Kung Fu e Mappy (a maioria, adaptação de fliperamas de sucesso) já arriscavam músicas eletrônicas, sem utilizar todo o potencial dos aparelhos, mas criaram temas que são lembrados com carinho até hoje (se você não se lembra de cabeça da música do Mario, não pode se considerar um gamer).

As primeiras músicas mais complexas (e marcantes) começam a surgir cerca de 2 anos depois, com o aprimoramento dos programadores junto ao videogame e utilizando todos os recursos disponíveis, como o chip FM do Nintendo e um incrível processador de 5 Mhz (para a época isso era um recorde). Grande parte do sucesso de jogos como Megaman, Castlevania, Zelda, Metroid e Final Fantasy, com certeza, se deve às suas trilhas sonoras bem elaboradas. Basta lembrarmos que, em muitas destas franquias, como é o caso da série Zelda e dos Castlevania, as músicas mantêm o mesmo estilo até hoje, às vezes são até as mesmas, mas com arranjos diferentes e mais completos.

O grande segredo desta geração eram as composições diferentes para cada fase, às vezes até para cada chefe, com uma maior caracterização com o jogo em questão (a trilha de Megaman era mais futurista, a de Castlevania mais sombria, e por aí vai) e o fato de que músicos profissionais começaram a trabalhar para conhecer melhor cada aparelho de videogame e, assim, desenvolver as composições mais complexas possíveis, dentro de cada tema explorado. Esse é o caso do compositor Koji Kondo, que trabalha na Nintendo desde meados da década de 80 e ficou famoso pela sonorização das séries Zelda e Metroid. Os seus temas originais fizeram tanto sucesso, que mesmo no Zelda e no Metroid do Gamecube (os mais recentes), conseguimos encontrar ainda as suas músicas, logicamente com arranjos diferentes e sem os velhos sintetizadores. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:03 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Especial – Uma geral na trilha sonora dos games (1978 – 2004) - Parte II

           Outro papa das trilhas sonoras dos videogames que não posso esquecer de mencionar, é Yuzo Koshiro, mais conhecido pelas suas músicas em Streets of Rage, Shinobi e Actraiser (estilos de jogos totalmente diferentes, mas todos com trilhas marcantes). As suas composições eram sempre um diferencial de qualidade nos jogos (a música do último chefe do primeiro Streets of Rage é fenomenal), e seu nome era até estampado nas embalagens para chamar a atenção dos jogadores. Depois de ter composto algumas trilhas fantásticas, Yuzo acabou decaindo junto com uma de suas franquias mais famosas: Streets of Rage 3 trazia uma trilha sonora horrível, contando com apenas barulhinhos eletrônicos, totalmente desprovidos da melodia que fizeram a fama de Koshiro. Isso, aliado à péssima qualidade do jogo em si (se comparado aos dois anteriores) afundou não só a série, como também a carreira de Koshiro, que ainda compôs a trilha de Shenmue 1 e 2 para o Dreamcast, porém sem a mesma qualidade.

Alguns jogadores (como eu) ficavam horas em frente à televisão para chegar a uma determinada fase de um jogo apenas para ouvir uma música marcante ou diferente. Isso aconteceu por exemplo com a belíssima composição Overture de Castlevania III, que dava o clima da última fase antes de enfrentar o Drácula, ou a música do estágio 2-2 em Ninja Gaiden 2, ambos de Nintendo.

A disputa pela preferência do consumidor, também se dava através da evolução musical, vale lembrar que um dos trunfos da SEGA para promover o Master System sobre o Nintendo, era a maior quantidade de canais de áudio do aparelho e a velocidade do chip (7.834 Mhz contra os 5 da concorrência) que possibilitavam composições mais elaboradas mas não necessariamente melhores, afinal alguns compositores conseguiam verdadeiros milagres com o hardware em mãos. No entanto, as músicas do Master System soavam mais “limpas” e tivemos também excelentes trilhas como em Altered Beast, Golden Axe e Phantasy Star.

Com a chegada da era dos 16-Bits no final dos anos 80, ocorreu um verdadeiro salto de qualidade e, pela primeira vez, temos experimentações mais sofisticadas. Os sons se tornam mais limpos e conseguimos reconhecer uma guitarra, uma flauta ou um baixo com maior facilidade já que os músicos especializados passam a fazer gravações reais e não mais a partir de simuladores ou emuladores de determinado instrumento musical. Isso possibilita que, pela primeira vez, músicas de bandas sejam usadas como temas para os jogos. É o caso dos punks do Green Jelly em Maximum Carnage para Super Nes e Mega Drive ou da maravilhosa trilha sonora de Rock´n´Roll Racing, com versões fantásticas para clássicos do Rock como Paranoid do Black Sabbath, Highway Star do Deep Purple ou o hino Born to be Wild do Steppenwolf. Essa prática será muito comum nas próximas gerações, como vou explicar nos próximos parágrafos.

Outro jogo com uma trilha sonora marcante dessa geração é o divertido Toe Jam and Earl do Mega Drive que, ao invés do Rock, preferiu concentrar suas músicas no swing do Funk (o original americano, não o lixo carioca). O jogo revolucionou ainda com um modo onde você podia acrescentar alguns sons nas próprias músicas com a ajuda dos dois funkeiros protagonistas.

Alguns jogos (em sua maioria RPGs) ganham arranjos gigantescos e fazem tanto sucesso que suas músicas são vendidas separadamente no Japão em CDs de áudio. Um exemplo é o Final Fantasy 6 de Super Nintendo.

Falando em CDs, nessa época tivemos as primeiras empreitadas das empresas no ramo dos CD-Roms, como o Sega CD e o PC Engine, e ocorre a revolução definitiva na música dos jogos eletrônicos pois, devido à enorme capacidade de armazenamento do CD em relação ao cartucho, as composições deixam totalmente sua origem eletrônica e passam a ser gravações reais, digitalizadas, com orquestras e bandas além da possibilidade de vozes, jogos com uma maior interatividade e reprodução de filmes ou videoclipes.

Essa primeira geração dos jogos em CD embasbacou os jogadores com a possibilidade de “jogar um filme”, como Night Trap, uma espécie de avô do Big Brother. Contudo, a maior parte dos jogos não soube aproveitar muito bem a idéia e tivemos alguns exemplos lamentáveis para o Sega CD, como o jogo do rapper Marky Mark (hoje transformado em um ator chamado Mark Wahlberg) onde você deveria montar um videoclipe com uma gama de opções extremamente limitada e repetitiva, ou jogos como Revenge of the Ninja, um Dragon´s Lair sem estilo. Em outros jogos, no entanto, como Spiderman Vs the Kingpin, Tengai Makiou IV, a série Lunar ou Road Avenger, a idéia foi bem sucedida e rendeu bons frutos mostrando a diferença que um bom CD-Rom poderia trazer em relação ao já velho cartucho. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:02 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Especial – Uma geral na trilha sonora dos games (1978 – 2004) - Parte III

Na era 32-Bits ocorre um fenômeno que costumo chamar de “banalização das trilhas sonoras dos games”. Enquanto nos 8 e nos 16 Bits, temos verdadeiros especialistas (músicos experientes de outras gerações, lidando com os jogos eletrônicos), na era do Playstation, Sega Saturn e 3DO, as empresas passam a contratar músicos e bandas profissionais sem muito contato com o mundo dos videogames, para participar do processo de criação das composições. Se ganha em termos de técnica instrumental, mas perde muito em relação ao feeling, já que temos um produto totalmente comercial em mãos, inclusive com lançamentos simultâneos de trilhas sonoras no mercado, mesmo que o jogo não tenha alcançado sucesso. Exemplos de competência e beleza nessa época se tornam mais raros e grande parte das boas trilhas sonoras vêm de franquias já conhecidas, com um estilo musical bem particular e sem grandes novidades, como nas séries Castlevania, Final Fantasy ou  Zelda.

De certa forma, as composições épicas já não chamavam tanto a atenção e a música era tratada como um produto genérico que servia apenas para complementar a experiência da jogatina, mas não acrescentava nada em termos de ambientação. O único jogo criado nesta época que conseguiu chamar a atenção por inovar neste aspecto, na minha opinião, foi Resident  Evil, em especial o segundo capítulo da série, que soube trabalhar muito bem o clima de terror necessário para a imersão dos jogadores em sua história. Vale destacar a belíssima música do cenário da delegacia de polícia, que realmente levanta o jogador da cadeira com seu clima de suspense e mistério.

Na geração seguinte, com Playstation 2, Dreamcast, Gamecube e X-Box, parece que a criatividade e a inovação cederam totalmente o espaço à falta de cultura no gênero e, infelizmente, o que temos é apenas uma grande mistura de tudo o que já foi apresentado, sem inovações e seguindo a péssima tendência da trilha sonora genérica que não acrescenta nada à história ou ao estilo do jogo. Pior ainda, grande parte das produtoras não se preocupa mais em desenvolver trilhas sonoras próprias e pagam milhões de dólares para usar uma música (de qualidade questionável) de algum artista em evidência no momento (como as séries FIFA e Need For Speed estão fazendo).

Temos ainda, é verdade, exemplos de canções interessantes, como as da série GTA (as músicas próprias da série) ou alguns bons RPGs de Playstation 2, mas todo esse profissionalismo na criação musical, acabou um pouco com o antigo desafio que o programador enfrentava de criar uma música que identificava o personagem ao seu jogador (lembre da trilha de Street Fighter II, onde cada personagem tinha seu tema) e, assim, criar uma atmosfera envolvente e marcante.

Para não dizer que as empresas não criaram nada de novo ou interessante no mercado, a Lucasarts inventou há alguns anos um sistema dito “revolucionário”, o IMUSE (Interactive Music and Sound Effects, ou música e efeitos sonoros interativos), onde temos uma espécie de timer com um gatilho que solta um trecho musical ou uma determinada composição em um momento de ação ou quando chegamos a determinado ponto de uma fase para se ter uma maior interatividade entre os jogos em questão e o seu jogador. A idéia é boa, mas a verdade é que ainda não temos nada disponível que use o recurso com competência e o sistema honestamente acabou um pouco com a graça das músicas próprias de cada fase. É fácil lembrar de jogos recentes onde a música é completamente inexistente, salvo alguns poucos momentos que, quando terminados, somos novamente embalados pelo silêncio.

Bom, já escrevi bastante sobre o assunto e agora é a hora de uma opinião pessoal sobre a melhor música de videogame de todos os tempos. Ela não vem de nenhuma franquia famosa, nem de nenhum RPG, nem de nenhuma orquestração presente a partir dos videogames de 32 bits. O prêmio vai para a maravilhosa abertura de Skate or Die 2, isso mesmo, o jogo lançado em 1990 pela Electronic Arts (a mesma que hoje estraga as músicas do Fifa e do Need For Speed, santa ironia) tem uma introdução perfeita, que combina os sintetizadores do Nintendo 8-Bits com um Heavy Metal vigoroso e absurdamente legal.

Se você nunca ouviu, não sabe o que está perdendo e não se esqueça de comentar qual é, na sua opinião, a melhor música de videogame de todos os tempos. O espaço de comentários é todo seu.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:00 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Super Size Me (Idem – EUA – 2004)

            Não tem erro. É só qualquer coisa fazer sucesso que já vem uma galera copiando. Aconteceu com as Metal Operas (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-06-16_2004-06-30.html) e aconteceu com o formato irreverente de documentário popularizado por Michael Moore (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-08-01_2004-08-15.html). Super Size Me é a primeira de muitas cópias que podemos esperar nos próximos anos.

            Ao contrário de seu mentor, contudo, Morgan Spurlock (o diretor do filme) tenta mostrar os dois lados da moeda. Não me entenda mal, Super Size Me está longe de ser imparcial, mas não é tão declaradamente maniqueísta quanto os filmes de Moore (embora também o seja).

            Bom, caso você ainda não saiba, este filme ataca o Mcdonald’s. Morgan pega como ponto de partida o caso de duas garotas que processaram a rede por danos causados à sua saúde e que perderam por não poderem provar que a lanchonete era a culpada. Pois bem, Spurlock decide provar e, para isso, se torna uma estatística ambulante. E lá vai o suicida comer durante 30 dias APENAS produtos com a marca do palhaço. Inclusive água.

            Uma das cenas mais interessantes traz Morgan conversando com o advogado das garotas e ele pergunta: “Por que você está processando a rede?”. O cara responde: “Você quer dizer além de para obter ganhos financeiros? Você quer uma causa nobre? Hum... (cara de pensativo)”. Pois é, parece que não é só aqui no Brasil que certas profissões se alimentam do combustível errado. Em outra cena, vemos um otário falando que viu um cara em um restaurante dando uma bronca em um fumante, sendo que na mesma mesa tinha uma mulher obesa. “Por que não dar uma bronca nela também? Porque isso não é socialmente aceitável.” diz o gênio, que provavelmente nunca freqüentou uma escola e viu a forma como as crianças mais gordas são tratadas, assim como os que usam óculos, os que estudam demais, os que estudam de menos, etc. Aliás, para segregar e fazer os segregados se sentirem mal a humanidade é especialista, como prova sua história.

            Também não deixa de ser interessante ver os efeitos do fast food em Morgan. Ele começa a maratona com saúde total e, em pouco tempo, os efeitos começam e são ainda piores do que os próprios médicos previam. Além dos óbvios, engordar e aumentar o colesterol, ele também começa a ficar depressivo, sua vida sexual é afetada e seu fígado fica no mesmo estado do de um alcoólatra. Admito que no começo do filme até fiquei com uma certa vontade de, ao fim da cabine, ir almoçar na lanchonete, mas depois dessa, fico com o bom e velho arroz com feijão.

            Agora a cena mais assustadora do filme é uma onde Morgan mostra uns desenhos e fotos de pessoas/personagens famosos para umas crianças. O óbvio (ou melhor, o esperado desse filme) acontece, todas elas reconhecem o palhaço Ronald. Algumas delas reconhecem George Washington também, mas nenhuma delas reconhece um desenho misterioso. A não ser uma, que arrisca um palpite: “George W. Bush” fala o moleque. “Boa tentativa”, responde Morgan enquanto vira o desenho na direção da câmera para sabermos de quem se trata. Era um desenho de Jesus Cristo. Nenhuma delas reconheceu Jesus Cristo, o primeiro superstar da história (referência obrigatória ao clássico Jesus Christ Superstar). Manipulação? Muito provavelmente, mas ainda assim chocante.

            Verdade seja dita, Super Size Me inova em um aspecto. É o primeiro filme-experiência científica-estatística do qual tenho conhecimento. Na verdade, o experimento para o qual Morgan foi cobaia poderia ser feito por qualquer órgão de pesquisa, mas o cara teve a idéia genial de transformar isso em um filme. Dessa forma, ele não só contribui para os cientistas e advogados do futuro, como também para tornar os resultados da pesquisa conhecidos pelo grande público que, como eu, acha estatísticas um saco (e eu ainda tive dois anos disso na faculdade – Bleeergh!).

            Super Size Me vale a pena ser assistido para sabermos “o que o fast food pode fazer por nós”, como diz o material de divulgação. Não é um filme divertido ou engraçado como os de Michael Moore. Na verdade ele é até triste, por vermos as condições que a indústria de alimentos e a sociedade em que vivemos colocou algumas pessoas com menos sorte. Mas enfim, tinha gente rindo na sessão. Talvez você seja uma delas e também goste de rir da desgraça dos outros.

            Super Size Me estréia essa sexta, dia 20 de agosto.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:17 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música - Notícias - DELFOS entrevista o Sepultura

No próximo dia 23/07 (Segunda-Feira), o DELFOS vai entrevistar o guitarrista do Sepultura e idealizador do projeto Brasil Rock Stars, Andreas Kisser. A entrevista será bem abrangente e falaremos sobre a carreira do Andreas dentro e fora do Metal nacional, curiosidades  e momentos marcantes do Sepultura. Enfim, é uma entrevista bem completa como só o DELFOS sabe fazer, e nossos leitores, como sempre, podem participar da entrevista também. Se vocês têm alguma dúvida, curiosidade ou questão para o Andreas, basta nos mandar um e-mail para caracoless@ig.com.br.

Aproveitando a oportunidade, o DELFOS também já tem sua comunidade oficial no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Lá você encontra o resumo do que publicaremos na semana, além de possibilitar um maior contato com toda a equipe do site. E se preparem, porque muitas surpresas estão previstas para os próximos meses.



 Escrito por Bruno Sanchez às 6:05 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Olga (Brasil – 2004)

            Finalmente o cinema nacional parece estar perdendo aquela síndrome nordeste/favela que assolava 9 entre 10 filmes lançados desde o ressurgimento da sétima arte tupiniquim. E com isso, finalmente surgem filmes pelos quais eu me interesso, como por exemplo, este Olga, baseado no livro homônimo de Fernando Morais.

            Para quem não conhece, vamos às apresentações: Olga foi o grande amor da vida de Luís Carlos Prestes, notório líder comunista de nossas terras. Porém, não só como mulher Olga se destacou, pois era extremamente idealista e deixou sua família burguesa para se dedicar ao sonho de um mundo melhor.

            Contudo, Olga não tem na violência ou nas revoluções a sua principal característica, mas no relacionamento e no grande amor sentido pelo casal de protagonistas. Optando por esse sentido, Olga me lembrou um Titanic brasileiro. E como é brasileiro, tem muito menos romance e muito mais sexo. J

            Brincadeiras à parte, Olga lembra Titanic na sua proposta, pois tem como ponto de partida um cenário histórico amplamente conhecido, mas foca um relacionamento que se desenvolveu na época. A diferença é que aqui os personagens são verídicos e o filme é muito menos meloso.

            Uma curiosidade que não pode deixar de ser citada é o fato de que o filme tem patrocínio da Globo Filmes. Ora, sou só eu que acho estranho a Globo, uma das maiores representantes do capitalismo brasileiro e uma das principais aliadas da ditadura combatida pelo casal Prestes e seus asseclas patrocinar um filme onde os comunistas são os heróis? Tudo bem que os vilões mostrados no filme são os nazistas e não a ditadura brasileira, mas mesmo assim, isso me causa um grande estranhamento.

            Voltando ao filme, o destaque positivo vai para a tremenda qualidade de imagem e som do filme. Enfim, um filme nacional com qualidade técnica profissional, pois admito que, depois de assistir a Deus é Brasileiro, fiquei realmente meio cabreiro com filmes nacionais neste quesito.

            O destaque negativo vai, infelizmente para as atuações. Não sei se esse é o “estilo brasileiro de atuar” ou se todo filme nacional tem atores ruins, mas algo realmente me incomoda em todo filme nacional que eu vejo. Eu realmente tenho a impressão de que o texto é decorado (e é mesmo, é claro, mas o público não pode perceber isso) e de que os atores estão se esforçando muito para manter certas posturas de corpo e tal. Resumindo, falta naturalidade. Como exemplo posso citar as (poucas) cenas com Fernanda Montenegro, essa sim uma atriz de verdade, onde sua atuação se destaca a ponto de gerar ainda mais estranheza quando a comparamos com todos os outros atores. Infelizmente, sua participação é muito pequena no filme.

            Mas tirando esse aspecto tão comum nos filmes de nosso país e que, por causa disso mesmo, eu realmente tentei relevar, Olga é demais. Com certeza o melhor filme nacional que eu já assisti (e não, ainda não assisti Cidade de Deus) e não faz feio mesmo se comparado com bons filmes gringos, como Eu, Robô (leia a resenha Delfiana em http://delfos.zip.net/arch2004-08-01_2004-08-15.html).

            Mais que uma história de amor homem/mulher, Olga é uma história de amor de um grupo de pessoas por uma ideologia, um sonho de ver um mundo mais justo. Utopia? Pode ser, mas eu também prefiro acreditar que isso é possível. Você não?

            Leia a entrevista coletiva com a equipe de Olga em http://delfos.zip.net/arch2004-08-01_2004-08-15.html



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:51 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Doom 3 (ID Software – 2004) - Parte I

Revolução. Essa é a palavra que me vem à cabeça automaticamente quando penso na série Doom, criada há 11 anos atrás pela ID Software. É verdade que o primeiro jogo não foi pioneiro no gênero FPS, antes dele, tivemos o excelente Castle of Wolfenstein 3D e suas continuações, além de alguns jogos que se focavam mais no gênero “labirinto sem inimigos”. Mas foi realmente com Doom que o gênero começou a ganhar forma e os programadores puderam usar e abusar da criatividade para criar elementos novos (como o multiplayer e os combates em rede), melhorar as texturas, as animações, além dos chefes gigantescos e assustadores. Aliás, falando em assustador, um dos grandes trunfos da série Doom, sempre foi a sua ambientação perfeita, composta por locais escuros e sinistros, inimigos assustadores e um belíssimo trabalho sonoro que envolvia os jogadores e prendia a atenção de todos que queriam se aventurar pela base marciana infestada por demônios.

Quando Doom 3 foi anunciado pela mesma ID, fiquei com uma grande expectativa em saber se o jogo honraria seus predecessores, afinal, fazem exatos 10 anos que a série sumiu do mapa com o excelente Doom II: Hell on Earth de 1994 (não estou contando o Final Doom, na verdade um medley dos dois primeiros jogos, lançado em 1996). Após um atraso de quase 6 meses, devido à temível pirataria, finalmente consegui colocar as mãos em uma das grandes promessas para este ano juntamente com Half-Life 2 (que será lançado em alguns meses). Mas e agora? Será que Doom 3 correspondeu às expectativas e ao peso da série?

Bom, para não prolongar o suspense e deixar os leitores ansiosos, já adianto que sim, o jogo correspondeu às minhas expectativas e honrou o nome que leva, apesar de alguns defeitos que comentarei nos próximos parágrafos. A história de Doom 3, ao invés de tentar avançar um pouco na mitologia já criada pelos dois episódios anteriores, prefere recontar o primeiro capítulo, obviamente, com muito mais detalhes e surpresas que complementam o enredo. Basicamente, estamos no futuro e você é um soldado (sem nome – característica comum na série para que o jogador crie uma maior identificação com o personagem) chamado para trabalhar em uma base de pesquisas no planeta Marte. Ao chegar, você percebe que as coisas não são exatamente o que imaginava pois os cientistas locais brincaram com o que não deviam, alguns artefatos misteriosos, e abriram um portal para o inferno atraindo todos os tipos de demônios para o local. Para piorar, muitos dos trabalhadores desta base, após o massacre, acabaram convertidos em zumbis. E isso vale para os seus colegas soldados também.

Ok, o roteiro não é nenhum show de criatividade, mas pense que essa história apareceu bem antes de jogos como Half Life, Unreal ou Blood e agora está sendo recontada com maiores possibilidades. Você vai, por exemplo, saber o que levou os cientistas de Marte a atingirem o inferno, literalmente falando, em suas pesquisas, coisa que não acontecia nos jogos anteriores onde você simplesmente era jogado no meio da ação sem maiores preocupações.

A história é bem explorada através de um computador de bolso que você tem chamado PDA (acessado com a tecla TAB). Este equipamento permite que você tenha acesso à senha dos outros funcionários e cientistas, ler os seus e-mails e conhecer um pouco mais da rotina de cada um e os seus segredos quando pega o cartão de identidade dos defuntos ou CDs com registros em vídeo de alguma localidade da base. Esses cartões, juntamente com o PDA, também são necessários para abrir portas, armários ou acessar terminais que realizam uma determinada tarefa. É fundamental ficar de olho para não deixar de pegar algum desses cartões (são vermelhinhos) e acabar preso na fase sem saber para onde ir.

Se na história, o jogo segue um clichê (criado pelo próprio, aliás), é na parte gráfica que Doom 3 dá um passo adiante ao gênero FPS. O jogo, com certeza tem os melhores gráficos já vistos no PC. Tudo muito detalhado, desde os personagens, objetos, até os mínimos elementos como o brilho das telas dos computadores, ou a projeção das sombras sobre um determinado objeto. As texturas são incríveis, cada setor da base em Marte tem suas particularidades, e em seu caminho, você vai se deparar com grandes maquinários, linhas de montagem, laboratórios criogênicos, tudo muito vivo em mapas criativos, que também te levam à superfície do planeta vermelho, muito bem representada, diga-se de passagem.

A grandiosidade dos cenários e dos detalhes impressiona mesmo e faz jus à honra da série. Aliás, vale destacar uma fase em especial que me chamou muito a atenção: o inferno. Em 20 anos de jogatina, nunca vi a reprodução de um inferno tão impressionante e perturbador (no sentido de ser envolvente) como esse. Se você acha que o lar do capeta mostrado em Diablo já era brutal, espere só até se deparar com o clima pesado do inferno de Doom 3. Sem dúvidas, um show. Continua abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:57 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Games – Doom 3 (ID Software – 2004) - Parte II

Os inimigos são bem variados e incluem desde velhos conhecidos, como os soldados zumbis, os “Imps” (aqueles demônios espinhudos que soltam bolas de fogo), ou as aranhas, até algumas novas aparições.

Para complementar o excelente visual, o novo Doom também utiliza o sistema de física revolucionário, usado pela primeira vez em Max Payne 2 (leia nossa resenha em http://delfos.zip.net/arch2004-02-01_2004-02-15.html), que faz com que todos os objetos com os quais você possa interagir, reajam da maneira mais realista possível. Desta forma, você pode, por exemplo, jogar um barril escada abaixo, por exemplo, que ele irá cair girando até se chocar contra a parede no andar de baixo ou atropelar algum inimigo pelo caminho. Infelizmente, ao contrário do já citado Max Payne 2 ou Far Cry (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-04-01_2004-04-15.html),são poucos os objetos com os quais você pode interagir aqui e a grande maioria é mesmo de barris, caixas ou cadeiras, mas esse detalhe não deixa de ser um charme a mais.

Sim, meus amigos, os gráficos são lindos, mas sofrem de dois problemas crônicos: em primeiro lugar, toda a ambientação é terrivelmente escura. Eu não estou brincando, você realmente precisa aumentar ao máximo o controle de gamma do jogo e ainda mandar ver no brilho do seu monitor para ver alguma coisinha. E mesmo assim Doom 3 continuará escuro. Tudo bem que os outros jogos da série também eram escuros e essa ambientação complementada por alguns sustos faz parte do histórico, mas aqui os programadores exageraram na dose e, às vezes, fica impossível visualizar uma escada, ou mesmo uma parede, sem ter de apelar para a fatídica lanterna e, com isso, ficar desprotegido. Infelizmente, em um jogo onde a rapidez dos reflexos e a precisão dos movimentos são fundamentais, esse é um ponto negativo que eu não poderia deixar passar em branco. Você vai concordar comigo quando estiver em corredores totalmente escuros e começar a levar tiros de espingarda 12 sem nem saber de onde afinal, todos os outros inimigos enxergam muito bem no escuro.

O segundo ponto negativo, aliás, já muito comentado antes mesmo do jogo ser lançado, são os seus requerimentos mínimos, pois Doom 3 é o famoso devorador de hardware. Para ilustrar bem essa situação, basta se pensar que ainda não existe placa de vídeo ou processador capazes de rodar o jogo em sua maior resolução. É mais ou menos o que aconteceu também com o Ultima IX. Quando este foi lançado há alguns anos, ele só rodava bem no computador da Bat-Caverna e nos computadores da NASA. Em meu computador, posso dizer que consegui um nível aceitável de qualidade rodando em 800X600, mas o jogo realmente exige um processador acima dos 2.0 Mhz, pelo menos 512 megas de Ram, e uma boa placa de vídeo (GeForce 3 para cima) para rodar satisfatoriamente. Se o seu computador não segue esses requerimentos, é melhor procurar outro jogo para não passar nervoso com lags infinitos, em especial nos gigantescos chefes.

A parte sonora de Doom 3 é muito boa e segue, também, a tradição. Os velhos jogadores irão reconhecer alguns sons reciclados dos dois primeiros jogos da série, como alguns grunhidos dos monstros, ou quando você encontra alguma parede falsa. Os gritos dos mortos, os pedidos de socorro, as paredes e portas arrebentando, tudo foi planejado para levar os jogadores a um clima de tensão e ansiedade sobre o que está por vir. Se você for uma pessoa de coração fraco nem passe perto deste jogo, pois os sustos são garantidos.

 O barulho das armas (que aliás, também são as mesmas dos outros Doom com uma ou outra exceção) também é perfeito e cria uma sinfonia infernal nos momentos de maior ação. As músicas são até legais mas, infelizmente, só dão as caras em determinados momentos. Não é exatamente como em Painkiller, onde as músicas significavam a chegada dos inimigos, mas as fases não têm uma trilha sonora característica também.

A jogabilidade, eu não preciso nem comentar, é o velho estilo “WASD”, com a mira controlada pelo mouse e os números determinando as armas que você irá equipar. Você não irá encontrar muitas novidades nas fases: todas são repletas de inimigos, que cismam em aparecer por trás, com as famigeradas portas trancadas para você abrir e assim cumprir um determinado objetivo e avançar até o próximo nível. Essa rotina cansa um pouco nas fases mais avançadas, especialmente em uma seqüência chamada “Delta Labs”, onde os mapas são enormes e você tem que se concentrar muito para não acabar perdido nos dois sentidos. Mas fique tranqüilo que quando você começar a ficar de saco cheio, o jogo já estará perto do seu (belo) final.

Se você gosta de jogos estilo FPS e seu computador agüenta o tranco, é quase que uma obrigação jogar Doom 3, não só pelo que o jogo representa, com toda sua história e sua ambientação, mas também para perceber um pouco o que o gênero trará de novidades para os próximos anos, porque pode ter certeza que este jogo será muito copiado.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:56 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Mulher-Gato (Catwoman – EUA – 2004) - Parte I

            Ok, vamos por partes. Se você tem um mínimo de cultura (e, como você está lendo o DELFOS, eu assumo que tenha), você sabe quem é a Mulher-Gato: notória personagem dos quadrinhos e uma das “vilãs” mais conhecidas do Batman. Coloquei vilãs entre aspas porque ela não é nem nunca foi apenas uma vilã, já que vira e mexe sempre tem um casinho amoroso com o “Batimão” e o ajuda a livrar Gotham dos meliantes.

            Pois bem, eu já disse antes, vou dizer agora e ainda vou dizer muitas vezes no futuro (deve ser cármico): não, e eu repito, NÃO se deixe enganar pelo que a mídia enfia goela abaixo em você, amigo delfonauta. Por mais que a Warner divulgue a torto e a direito que esse filme é baseado na personagem da DC, ele não é, pelo simples fato de que apenas o nome da personagem foi aproveitado. Nem seu uniforme, nem suas habilidades, nem sua personalidade e nem, preste atenção agora, o nome da sua identidade secreta. Bom, se a personagem do filme não é Selina Kyle, então por que diabos o povo reclama tanto de que a personagem foi muito alterada para o filme? Ela simplesmente NÃO é a mesma personagem. Ponto.  Mulher-Gato é um filme de ação que nada tem a ver com a mina da DC e é assim que esse filme deve ser assistido (assumindo que você quer assistí-lo).

            Foi com esse espírito que entrei no cinema. Não para assistir um filme de quadrinhos, mas apenas para assistir um filme qualquer. E não é que o filme começa bem? Imagens egípcias? Hum, isso é interessante... Halle Berry? Hum, interessante... Halle Berry em roupa de couro rasgada? Hum, mais interessante ainda... Na verdade, o filme funciona bem como fita de ação... até certo ponto. O ponto em que a heroína começa a aparecer, ou melhor, pouco depois disso.

            Até é legal quando ela começa a descobrir seus poderes, as cenas de luta são muito boas e tal, mas aí começa a síndrome O Máskara, ou seja, de dia Halle é a pacata Patience Phillips, que flerta com um policial – cuja relação da protagonista com o personagem lembra a relação Mulher-Gato/Batman. Coincidência? – e tem uma amiga gordinha e divertida e um amigo gay estabanado. De noite, contudo, ela leva uma outra vida (não, não estou falando do amigo gay), coloca uma roupa de couro (é sério, eu realmente não estou falando do amigo gay) e sai escalando paredes e pulando de telhados em telhados combatendo o crime e isso se torna repetitivo rapidinho.

            Se você gosta de quadrinhos ou acompanhou os últimos filmes lançados deve ter percebido algo estranho na última frase. É, essa Mulher-Gato está pendendo um pouco mais para aranha do que para gato. O engraçado é que a Marvel criou a Gata Negra (personagem das histórias do Homem-Aranha) em uma clara referência à Mulher-Gato da DC (até a relação dela com o herói é parecida) e, no cinema, a DC/Warner copia o Homem-Aranha para movimentar sua personagem. Vai entender esses caras. Mas beleza, isso é o de menos. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:38 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Mulher-Gato (Catwoman – EUA – 2004) - Parte II

            A atuação de Halle Berry no filme é uma das mais irregulares que já conheci. Em algumas cenas, ela consegue recriar toda a agilidade dos gatos com a graça e a beleza de um felino, mas quando se mete a arranhar, falar coisas como “Perrrrrrrfect” e, principalmente, “Miau”, ela bota tudo a perder e se torna tão sexy quanto meu celular (se bem que meu celular é bem bonitinho).

            Isso me leva a pensar se o Oscar que ela recebeu por A Última Ceia (e que fez com que o sucesso subisse à sua cabeça e se tornasse uma das atrizes mais arrogantes que já conheci) foi realmente merecido ou se foi por razões políticas. E por razões políticas leia-se (preparem-se, demagogos, pois aqui no DELFOS não usamos meia-palavras): “Oh, meu Deus! As pessoas estão começando a falar que nunca demos um Oscar para protagonistas negros, então vamos escolher os mais bonitos representantes da raça e dar um Oscar para cada um. Quem sabe, depois dessa não conseguimos escapar sem premiar nenhum deles por mais 70 anos?”.

            Minhas provas? Ela e Denzel Washington ganharam o prêmio no mesmo ano. Além disso, no mesmo ano foi feita uma homenagem a Sidney Poitier, primeiro ator negro a pegar no cobiçado careca. Quer mais? Então puxe um pouquinho da sua memória e lembre como, assim que ela recebeu o prêmio, a mídia de todo o mundo já gritava para quem quisesse ouvir “Primeira atriz negra a ganhar o Oscar por um papel principal!”. Veja só o título desta matéria: http://www.terra.com.br/cinema/noticias/2002/12/27/004.htm. O próprio discurso da atriz e de Denzel na ocasião ia por essa linha. Acredite em quem você quiser, mas essas provas mostram mais do que muita teoria da conspiração que vemos por aí. E eu pergunto: realmente faz diferença se foi a primeira ou milionésima negra a ganhar o prêmio? O Oscar e qualquer outra premiação devem ser escolhidos de acordo com a categoria do prêmio e não por quaisquer outros motivos que um grupo de pessoas invente. É, eu sei que sou utópico, mas que eu posso fazer? Nasci assim. É claro que isso é irrelevante para a resenha desse filme, mas segregar as pessoas (por qualquer motivo, não apenas racial) é algo que me irrita muito e eu precisava colocar isso no texto. Desculpe-me a divagação.

            Mas a minha opinião sobre o filme vem aí: é um pipocão. Mas não um pipocão maravilhoso como De Volta Para o Futuro ou Homem-Aranha 2 (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html). Está mais para um pipocão meia-boca. Aqueles filmes que você vê na Sessão da Tarde e que na hora do jantar já esqueceu, sabe? Eu realmente não recomendo, mas se seu nível de exigência for menor que o meu, talvez você até se divirta. Afinal, tem a Halle Berry em roupa de couro rasgada – será que ela vai ganhar um Oscar por isso?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:37 AM
[] [envie esta mensagem]


 
      
 
 
Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
HISTÓRICO
 16/02/2006 a 28/02/2006
 01/02/2006 a 15/02/2006
 16/01/2006 a 31/01/2006
 01/01/2006 a 15/01/2006
 16/12/2005 a 31/12/2005
 01/12/2005 a 15/12/2005
 16/11/2005 a 30/11/2005
 01/11/2005 a 15/11/2005
 16/10/2005 a 31/10/2005
 01/10/2005 a 15/10/2005
 16/09/2005 a 30/09/2005
 01/09/2005 a 15/09/2005
 16/08/2005 a 31/08/2005
 01/08/2005 a 15/08/2005
 16/07/2005 a 31/07/2005
 01/07/2005 a 15/07/2005
 16/06/2005 a 30/06/2005
 01/06/2005 a 15/06/2005
 16/05/2005 a 31/05/2005
 01/05/2005 a 15/05/2005
 16/04/2005 a 30/04/2005
 01/04/2005 a 15/04/2005
 16/03/2005 a 31/03/2005
 01/03/2005 a 15/03/2005
 16/02/2005 a 28/02/2005
 01/02/2005 a 15/02/2005
 16/01/2005 a 31/01/2005
 01/01/2005 a 15/01/2005
 16/12/2004 a 31/12/2004
 01/12/2004 a 15/12/2004
 16/11/2004 a 30/11/2004
 01/11/2004 a 15/11/2004
 16/10/2004 a 31/10/2004
 01/10/2004 a 15/10/2004
 16/09/2004 a 30/09/2004
 01/09/2004 a 15/09/2004
 16/08/2004 a 31/08/2004
 01/08/2004 a 15/08/2004
 16/07/2004 a 31/07/2004
 01/07/2004 a 15/07/2004
 16/06/2004 a 30/06/2004
 01/06/2004 a 15/06/2004
 16/05/2004 a 31/05/2004
 01/05/2004 a 15/05/2004
 16/04/2004 a 30/04/2004
 01/04/2004 a 15/04/2004
 16/03/2004 a 31/03/2004
 01/03/2004 a 15/03/2004
 16/02/2004 a 29/02/2004
 01/02/2004 a 15/02/2004
 16/01/2004 a 31/01/2004



OUTROS SITES
 O portal DELFOS está no ar. Clique aqui para acessar.


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para o DELFOS