Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Fábio Fabuloso (Brasil – 2004)

            Cara, o que eu fui fazer nessa cabine? Pleno domingão, hora do almoço e eu no cinema assistindo um documentário sobre um surfista de quem eu nunca ouvi falar. É verdade, eu não tenho problemas para assumir minha ignorância e se tem uma área do entretenimento que eu realmente não domino é a área de esportes.

            Fábio Fabuloso é um documentário sobre um surfista chamado Fábio Gouveia que, segundo o filme, é um dos principais surfistas do mundo. Pois é, meus amigos nerds, se vocês também acharam que se tratava de um super-herói graças ao nome com duas inicias repetidas como Fantastic Four, Scott Summers, Peter Parker, Matt Murdock, Carlos Corrales ou Bruce Banner, você foi enganado, assim como eu. Se bem que, pela admiração com que todos falam do cara, ele parece ser um herói para muita gente.

            É claro que é muito mais fácil falar de quem ganha. Mostrar o patrocinador dizendo algo como “quando eu vi o Fábio surfar, já sabia que ele ia dar certo” dá até um ar de vidência para o cara, mas a verdade é que todo patrocinador pensa isso de seus patrocinados, caso contrário, para que patrocinar? Encarar esse desafio foi justamente o motivo que levou Hollywood a fazer um filme sobre a Apolo 13 – a que deu errado – e não sobre a Apolo 11 – a que deu certo.

            Mas verdade seja dita, se o documentário gira em torno de Fábio, o personagem que mais chama a atenção é o narrador, realizado por Pedro Cezar. Ao contrário da locução limpa e formal com a qual estamos acostumados, a de Fábio Fabuloso é realizada em um divertido sotaque nordestino que passa ao mesmo tempo humildade e aquela sabedoria do povo. Com uma lógica irrepreensível, é impossível não rir de suas tiradas, como quando ele diz que, quem não sabe “enrolar a língua” chama Kelly Slater de Carlos Leite.

            E se o narrador rouba a cena e torna o filme divertido, é nas partes onde o motivo do documentário aparece que ele tem suas cenas mais entediantes – as que mostram Fábio surfando. E dos 63 minutos da projeção, pelo menos uns 30 devem ser clipezinhos com o rapaz mostrando suas habilidades. E são cenas tão longas que levam aqueles que não se interessam tanto pelo esporte – como eu – a bocejar. Por outro lado, quem não se interessa pelo esporte não vai pagar para ver esse filme, então fica tudo beleza.

            Embora tenha sido uma sessão meio chata para mim, eu sei reconhecer que eu não faço parte do público alvo – mesmo na cabine não estavam os jornalistas tradicionais, mas representantes de revistas e veículos relacionados ao surfe – e que, para quem faz parte do público alvo, esse filme deve ser muito bom. E se você curte surfe e quando leu o título deste filme não pensou tratar-se de um filme de super-heróis, vai correndo assistir. É arretado, sô!

            Fábio Fabuloso deveria estrear dia 26 de novembro e enquanto isso, já que estamos falando de esportes, eu sugeriria que você não deixasse de ler a resenha do Bruno para outro documentário do estilo, Pelé Eterno, em http://delfos.zip.net/arch2004-07-16_2004-07-31.html.. O problema é que a data de estréia foi adiantada (o filme já está em cartaz) sem nenhum aviso à imprensa e só consegui abrir um espaço no DELFOS para publicar essa resenha (que já está pronta há mais de um mês) agora, que era o dia programado para ela ser publicada de qualquer jeito. Peço desculpas pelo atraso, mas não podia bagunçar os outros textos já programados apenas por causa da falta de organização da assessoria deste filme.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 9:28 AM
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   Música - Notícias - Confira as datas e valores para o show do Anthrax e outros shows já confirmados para 2005 (Press-release)

A produtora internacional Toplink Music, que este ano trouxe ao Brasil nomes como UDO, Dimmu Borgir, Moonspell, Therion, Exodus e ainda fez a parceria com a Heavy Melody Produções no BMU 2004, já tem pelo menos cinco eventos agendados para 2005.

Dentre as atrações já confirmadas, estão: Anthrax (fevereiro), Grave Digger (março), Saxon (abril) e After Forever (agosto), sem mencionar outros eventos especiais que já estão sendo sondados, como o próprio BMU 2005, previsto para julho.

O calendário de 2005 da Toplink Music será inaugurado pelos americanos do Anthrax, que já tem shows confirmados no Brasil, dia 25 de fevereiro no Credicard Hall, em São Paulo (SP) e dia 26 de fevereiro no Claro Hall, no Rio de Janeiro (RJ).

Os ingressos para as apresentações do Anthrax no Brasil estarão à venda a partir da primeira semana de dezembro e logo abaixo estão os preços e pontos de venda dos shows no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Serviço:


ANTHRAX - SÃO PAULO:

 

Data: 25/02/05
Local: Credicard Hall
Abertura da casa: 20h
Preços:
Camarote setor 1: R$160 (inteira) / R$80 (meia entrada)
Camarote setor 2: R$160 (inteira) / R$80 (meia entrada)
Platéia: R$80 (inteira) / R$40 (meia entrada)
Platéia superior: R$60 (inteira) / R$30 (meia entrada)

Pontos de venda:
Animal Records: 11 223-6277
Hellion Records: 11 5083-2727
Die Hard: 11 3331-3978
Woodstock Discos: 11 3101-6690
Ticketmaster: 11 6846-6000


ANTHRAX - RIO DE JANEIRO:


Data: 26/02/05
Local: Claro Hall
Abertura da casa: 20h
Preços:
Camarote: R$160 (inteira) / R$80 (meia entrada)
Platéia: R$80 (inteira) / R$40 (meia entrada)
Poltronas superiores: R$140 (inteira) / R$70 (meia entrada)

Pontos de venda
Heavy Melody Rock Store: 21 3899-7592



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:47 AM
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   Cinema – Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate – EUA – 2004)

            Mais uma cabine, mais um remake. E o remake da vez é Sob o Domínio do Mal, regravação do filme homônimo de 1962, que foi estrelada por ninguém menos que Frank Sinatra. Agora me perdoem a ignorância, mas isso foi surpreendente para mim. É comum vermos ícones Pop no cinema. Tivemos Elvis Presley, Britney Spears, Mariah Carey e até mesmo o nosso Roberto Carlos estrelando na tela grande. Contudo, essas incursões cinematográficas são sempre filminhos inocentes e bobos, enquanto Sob o Domínio do Mal é exatamente o oposto disso, já que é um filme bem sério e daqueles que prende a atenção do espectador. Pelo menos essa nova versão, já que admito que não assisti à anterior.

            Se você gosta de prêmios e uma equipe oscarizada significa algo para você, saiba que este filme conta com um monte deles. Temos o diretor Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes, Filadélfia), Denzel Washington (Malcolm X,  Por Um Triz – leia em http://delfos.zip.net/arch2004-04-01_2004-04-15.html e Chamas da Vingança – leia em http://delfos.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-15.html), Jon Voight (Missão Impossível, A Noviça Rebelde) e Meryl Streep (Kramer Vs Kramer, As Horas). Sinceramente, para mim prêmios não significam nada, mas esse time deve ser capaz de fazer quem discorda de mim tremer nas bases.

            Agora se remakes estão sendo realizados a torto e a direito, me parece que outra moda está atingindo os roteiristas hollywoodianos: a conspiração. Em duas semanas seguidas, tivemos duas estréias do gênero (a outra foi Os Esquecidos, que você confere em http://delfos.zip.net/arch2004-11-01_2004-11-15.html).

            Sob o Domínio do Mal é basicamente uma história sobre conspiração, por isso recomendo que você vá ao cinema sabendo o mínimo possível sobre o filme. Não que tenha algo de muito surpreendente, mas com certeza a saga de Ben Marco (Washington) se torna bem mais interessante se você for descobrindo tudo junto com ele. E, enquanto isso, me responda: você se considera paranóico? Você já se sentiu controlado alguma vez? Como se você fosse apenas uma marionete de alguém, ou alguma coisa, com objetivos obscuros (não necessariamente maléficos)? Você acredita que George W. Bush é o dono do mundo ou ele é apenas um bonequinho de alguém ainda mais poderoso? Você já reparou que existe uma única mega corporação que envolve um portal de Internet, uma distribuidora de cinema, uma gravadora e um canal de TV, entre outras coisas? Convenhamos, é muito fácil condicionar uma pessoa a fazer e pensar o que você quer que ela faça e pense se você tem como ficar repetindo a mesma coisa incessantemente (vide o sucesso inexplicável de alguns “músicos” que nem cantar direito sabem)? Afinal, seres humanos e papagaios não são assim tão diferentes. É só insistir que a vítima (seja humano ou papagaio) acaba repetindo o que você quiser. E o pior, qualquer pessoa ou qualquer coisa pode fazer parte de uma conspiração. Até sua família. Até o DELFOS.

            Essas frases e perguntas colocaram uma pulga atrás da sua orelha? Ou será que ela foi colocada por uma conspiração que visa colocar uma pulga atrás da orelha de cada indivíduo? Enfim, se você ficou intrigado, vai se divertir bastante assistindo Sob o Domínio do Mal. Ou então vai ter um ataque de pânico e ser internado em um manicômio. De todo modo, algum efeito o filme terá em você. A conspiração cinematográfica estréia hoje, dia 12 de novembro e é bem mais divertida do que uma conspiração real seria (ou é, depende do que você acredita).



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:10 AM
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   Cinema – As Branquelas (White Chicks – EUA – 2004)

            Mais uma fórmula de comédia que está se tornando cada vez mais popular: a de troca de sexo. Verdade seja dita, essa fórmula já rendeu ótimos filmes cujo maior expoente é, sem dúvida, o engraçadíssimo Uma Babá Quase Perfeita estrelado pelo não menos genial Robin Williams.

            Em As Branquelas, acompanhamos a aventura de dois agentes do FBI que, para não serem despedidos, precisam dar uma de babá para duas patricinhas insuportáveis. Devido a um acidente onde as duas ficam com uma pequena cicatriz no rosto, os agentes, para não serem punidos pelo implacável chefe, são obrigados a fingir serem as moçoilas através de muita maquiagem e enchimento.

            A partir daí, todos os clichês do gênero são cuspidos na tela. Desde cantadas masculinas até as trocas de roupa na velocidade da luz. Ou seja, nada de novo. E pior, ao contrário do filme supracitado, onde a maquiagem faz o ator principal realmente parecer com uma simpática senhora, aqui faz os carinhas parecerem travestis. Sinceramente, não fui capaz de reconhecer qual das irmãs cada um interpretava, de tão diferente das originais. E pior, todos os personagens sabiam exatamente quem era quem. Pena que o público não tem a mesma facilidade.

            E pra piorar tudo de vez, pegaram um daqueles tradutores que traduz tudo ao pé da letra pra legendar. Manja aqueles animais que traduzem bestman (padrinho) como melhor homem? É por aí. Quer um exemplo do filme? Complete esta frase: “Está com cólicas? Você precisa de um _________?”. Concorda que não precisa ser um gênio para saber que nesse espaço entraria a palavra absorvente? Pois bem, o carinha me traduz tampon (absorvente em inglês) como tampão. Ah, faça-me o favor. Existe alguma mulher que, quando está menstruada, decide utilizar um... TAMPÃO? Puxa, será que uma frase tão estranha não mereceria uma rápida checada no dicionário mais próximo, não?

            Enfim, As Branquelas não tem nada que se salve. Foi uma das primeiras comédias em meses que não conseguiu nem ao menos me arrancar uma risada. E o pior é que eu fui até a Av. das Nações Unidas para ver esse filme. Não cometa o mesmo erro que eu. No dia 12 de novembro, quando o filme estrear, alugue Uma Babá Quase Perfeita, faça pipoca, chame os amigos e divirta-se com o melhor que a “comédia troca de sexos” pode gerar, pois dessa vez não é no cinema que você vai conseguir isso.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:46 PM
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   Cinema – Dirty Dancing: Noites de Havana (Dirty Dancing: Havana Nights – EUA – 2004)

            Sabe aqueles filmes que você vai assistir meio que por osmose, sem esperar nada? Pois foi assim que fui assistir a essa continuação ou remake (não fica claro no release entregue à imprensa) do filme      de 1987. Pois a grande vantagem de não esperar nada de um filme é que é quase impossível ficar decepcionado com o bichinho. E, às vezes, como foi o caso aqui, até dá para se divertir um pouco. Mas não se engane, pois isso não significa que o filme é bom.

            A trama é uma mistura de Olga (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-08-16_2004-08-31.html) com Com a Bola Toda (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-10-16_2004-10-31.html), ou seja, temos uma mina (Romola Garai) que, no final de 1958, se encontra em Cuba. Lá, ela conhece seu grande amor (Diego Luna), enquanto como pano de fundo temos a Revolução Cubana acontecendo. Aí está a semelhança com Olga, um romance acontecendo durante um evento histórico. E a semelhança com Com a Bola Toda é simplesmente o fato de tudo isso estar acontecendo enquanto os pombinhos participam de um concurso de dança para arrecadar dinheiro para o carinha sair de Cuba.

            O filme é bem simples e clichezão. Tem umas cenas românticas, tem umas cenas engraçadinhas e tem umas cenas mais sensuais, graças aos passos da tal Dirty Dancing e à grande quantidade de garotas bonitas no elenco. Se eu recomendo? Não, mas isso não significa que você não vai gostar. É uma boa pedida para levar sua menina e convencer ela a dançar daquele jeito com você. Aí tenho certeza que você ia agradecer o fato de esses filme existir, não ia?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:57 AM
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   Cinema – Spartan (Idem – EUA – 2004)

            Quando eu vi o nome desse filme, confesso que fiquei interessado. Nunca havia ouvido falar dele até receber o convite para a cabine e, como não havia sinopse no convite, fiquei na esperança de que fosse um filme épico, ambientado na Grécia antiga (para quem não sabe inglês, Spartan significa espartano). Estava errado, pois Spartan nada mais é do que um filme de guerra/policial.

            Por que o nome então, o caro delfonauta pergunta? Bom, imagino que seja uma analogia entre a cultura belicista espartana e a cultura belicista estadunidense. Explico: enquanto o resto do mundo está mais preocupado em desenvolver coisas que realmente interessam, como cultura e ciências (assim como fazia Atenas, na Grécia antiga), os EUA pensam apenas em desenvolver suas famosas armas de destruição em massa e se preparar para a guerra, chegando inclusive a desenvolver games de distribuição gratuita (America’s Army, se interessa para você) para mostrar aos jovens que guerrear é legal (tipo uma Esparta da atualidade).

            Infelizmente, enquanto essa analogia é muito legal, o filme deixa muito a desejar. Dá uma lida na minha resenha de Com as Próprias Mãos (http://delfos.zip.net/arch2004-10-16_2004-10-31.html). Lá, você verá que eu destaquei uma das coisas que pode tornar um filme policial divertido: a existência de uma trama que faz você torcer para o herói. Pois bem, isso não acontece em Spartan. Saca só a história: Scott (Val Kilmer, que já foi Batman e Jim Morrison) é um cara durão que tem que salvar a filha do presidente dos EUA. Ora, eu já não me importo nem se o presidente do meu país tem uma filha, quanto mais com a filha do dono do mundo, então sinceramente, nem eu nem a maior parte dos brasileiros vai ter qualquer identificação com a história desse filme. Até porque a garota não aparece até os últimos minutos, o que impede que o espectador se afeiçoe a ela, como acontece em Chamas da Vingança (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-15.html), onde o público tem um bom tempo de tela para aprender a gostar da garotinha seqüestrada.

            Como dá para perceber, eu não gostei desse filme. Talvez se você seja um aficionado por filmes policiais, vale a pena tentar assistir. Caso você só queira uma boa diversão cinematográfica, fique com outras opções.

            Spartan estréia esta sexta, dia 12 de novembro.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:11 PM
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   Cinema – DVD – Os Três Mosqueteiros (EUA – 2004) - Parte I

            Existe alguém que não gosta do Pato Donald e do Pateta? Esses personagens que marcaram a infância possivelmente até dos avós de algumas pessoas que estão lendo essa resenha estão não apenas entre os personagens mais conhecidos da história dos desenhos animados, mas também entre os mais queridos. E o Mickey... bem, o Mickey é outra história. Embora também marque a infância de muita gente, muitas pessoas, onde me incluo, não vão muito com a cara dele, pois ele não tem o mesmo carisma e humor de seus melhores amigos. Pois bem, os três estão novamente juntos, pela primeira vez em um longa-metragem para proteger o reino da França do maligno (e divertidíssimo) Bafo de Onça e seus comparsas, os Irmãos Metralha, neste filme lançado diretamente em DVD.

            Ao contrário do que podemos imaginar, a história tem o famoso conto de Alexandre Dumas apenas como inspiração, já que narra fatos que teriam acontecido após a saga de Dartagnan e seus três amigos.

            Como sempre, o toque da Disney está presente em todos os aspectos do DVD. Desde a capa, até a qualidade gráfica, da dublagem (tanto em inglês quanto em português) até a trilha sonora, tudo está com aquele patamar de qualidade que a maioria dos estúdios sequer sonha em alcançar. O desenho é simplesmente um espetáculo visual, é engraçado, tem músicas legais e até os extras do DVD são legais.

            Agora uma coisa que não me conformo é como que a Disney, sendo a excelência técnica e a perfeccionista que é, permite que erros tão feios sejam cometidos na versão nacional. Exemplos? Ok, chamar o Bafo de Onça de Pete nas legendas em português. Outro exemplo? Em um dos extras, escolhemos um cantor de ópera para cantar uma música enquanto a letra passa na tela. Se você escolher o idioma inglês é perfeito. Inclusive as legendas se mexem para acompanhar o trecho que está sendo cantado. Agora em português, nem sequer a letra corresponde com a letra da canção. Será possível que ninguém tenha revisado a tradução dessa edição nacional? Será que não existe um tradutor decente no Brasil? Afinal, esses erros na tradução de menus e textos de DVDs são muito comuns, o que me surpreende é que isso aconteça também nos discos da perfeccionista Disney. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:01 PM
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   Cinema – DVD – Os Três Mosqueteiros (EUA – 2004) - Parte II

            Voltando ao filme em si, sua história pode não agradar a todos, principalmente aos mais velhos, já que é notório o fato de que ela foi desenvolvida tendo como foco principalmente crianças bem pequenas dada a quantidade de clichês (muitos deles criados pela própria Disney) e coisinhas do tipo que acabam prejudicando a diversão daqueles que já assistiram muitos filmes na vida.

            Um grande destaque é a trilha sonora, que traz pérolas como a Quinta Sinfonia de Beethoven e No Hall do Rei da Montanha de Grieg em versões engraçadas e cantadas pelos personagens, continuando uma outra tradição da Disney: fazer as crianças gostarem de música boa.

            Uma coisa que eu acho estranha é a seguinte: a Disney sempre fez seus longa-metragens inspirada em contos de fadas ou histórias que nossas mães nos contavam para dormir. E isso gerou maravilhas como A Bela e a Fera, Aladdin, Branca de Neve, A Bela Adormecida, entre muitos e muitos outros. Mas de uns tempos para cá, simultaneamente à sua decadência (que coincidência, não?), ela decidiu investir em histórias próprias e gerou coisinhas sem sal como Nem Que a Vaca Tussa (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-07-01_2004-07-15.html). Agora pense comigo: pegar de inspiração um clássico como Os Três Mosqueteiros, utilizando um elenco estrelado como Mickey, Donald, Pateta, Margarida, Minnie, Bafo de Onça, Clarabela e os Irmãos Metralha (todos presentes neste filme), adicionando a essa fórmula um roteiro mais bem cuidado do que o que vemos aqui (quem sabe até desenvolvido pela Pixar?) seria motivo não apenas para um lançamento nos cinemas, mas também serviria como um retorno às origens, um novo clássico da casa do Mickey e talvez uma bilheteria de fazer Procurando Nemo se esconder na anêmona, afinal, que pai/mãe não levaria seu pimpolho para ver o primeiro longa estrelado por três dos personagens mais conhecidos da história da animação, sendo que dois dos quais todo mundo gosta? Infelizmente, a Disney preferiu fazer um filminho divertido, porém nada especial e desperdiçar a chance de dar a volta por cima com um roteirinho que não aproveita a preciosidade que tinham em mãos. Vai entender esses estadunidenses!

            Os Três Mosqueteiros está disponível em DVD no Brasil em duas versões. A avulso tradicional e uma outra versão box set muito legal, que traz, além deste desenho, o fantástico Aladdin (em DVD Duplo) que considero um dos desenhos mais legais que conheço e mais um desenho Disney à sua escolha (dentre os títulos disponíveis) por um preço sugerido de R$ 89,90, ou seja, três filmes pelo preço de dois. E você pode levar pérolas como O Rei Leão, Monstros S.A., Vida de Inseto, entre muitos outros. Eu levei O Rei Leão. Qual você vai levar?

 

PS: Alguém poderia me dizer o que significa aquele símbolo que todos os mosqueteiros usam nesse filme e que também é usado abaixo do logo do Stratovarius?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:58 PM
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   Games – Star Wars Trilogy: Apprentice Of The Force (Gameboy Advance – EUA – 2004) - Parte I

            Aproveitando o lançamento da caixa de DVDs da trilogia original de Star Wars, a Ubisoft decidiu fazer algo inédito no mundo dos games: um único jogo abrangendo toda a saga de Luke Skywalker e os rebeldes contra o maligno Império Galáctico.

            O jogo é dividido em três partes distintas, cada uma representando um dos episódios da trilogia. Entre as fases, você é apresentado a um pedacinho da história, contada através de fotos dos filmes com a cor meio azulada. Inclusive muitos dos diálogos (apresentados através de textos, não existem vozes no jogo) são os mesmos dos filmes, ou seja, a história do jogo é bem fiel.

            Muitos dos cenários dos filmes também estão representados no jogo, como Mos Eisley, Hoth, e até mesmo o treinamento com Yoda em Dagobah. Os gráficos são muito legais, em especial os movimentos dos personagens, que chegam até a lembrar jogos como Flashback de tão legais. O som, por outro lado, está muito abafado. As músicas são as mesmas fantásticas composições de John Williams de sempre, porém não estão bem representadas nesta versão. A completa ausência de vozes também faz falta. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:13 AM
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   Games – Star Wars Trilogy: Apprentice Of The Force (Gameboy Advance – EUA – 2004) - Parte II

            No decorrer da história, Luke vai aprendendo a dominar a força e vai ganhando seus poderes Jedi. Na primeira parte (o Episódio IV), Luke usa apenas uma arma laser e vai aprendendo algumas habilidades sem muita graça como correr e rolar no chão. Já no início do Episódio V no entanto, Luke começa a usar seu sabre de luz e aí a diversão aumenta substancialmente, já que os poderes Jedi também começam a dar as caras. Não são muitos e nenhuma novidade está presente em relação a outros jogos como o Jedi Academy (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-02-16_2004-02-29.html), por exemplo. Aqui temos o pulo duplo, o Force Push, que serve para empurrar inimigos e coisas, o Force Blitz, que nos jogos anteriores se chamava Force Speed, que nada mais é do que aquele Bullet Time a la Max Payne (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-02-01_2004-02-15.html), o Jedi Slash, que mata todo mundo na tela e o básico poder de cura.

            Aliás, pode parecer que quando você adquire o poder de cura o jogo se torna mais fácil, mas é exatamente o contrário. A partir deste momento, a quantidade de inimigos aumenta exponencialmente, para obrigar você a usar a cura durante as batalhas. O grande problema é que você fica paralisado enquanto está se curando, ou seja, completamente indefeso.

            O jogo é basicamente aquele side-scrolling que só é usado atualmente, e infelizmente, nos jogos de Gameboy Advance, ou seja, você vai correndo para a direita, matando carinhas e pulando buracos até chegar no final da fase, bem no estilo Mega Drive ou Super Nes (saudosistas, deliciem-se). Com freqüência, durante o seu caminho, você vai ser impedido de prosseguir e um monte de inimigos vai invadir a tela. Essa é a hora de saciar seu instinto Wolverine, sacar seu sabre de luz e dilacerar todo mundo. Algumas fases diferentes também estão no jogo, como o ataque à Estrela da Morte no Episódio IV, onde você controla a famosa X-Wing e a corrida das Speeder Bikes no Episódio VI.

            Contudo o mais legal mesmo é que finalmente temos um jogo onde podemos controlar e ver os personagens principais da série. Chega de Mara Jade, Kyle Katarn, Desann e esses carinhas que só quem acompanha os games de Stars Wars conhece. Aqui você joga com Luke, mas têm aparições durante o jogo de R2-D2, Obi Wan Kenobi, Princesa Leia, Han Solo, etc. Mas o melhor é que finalmente você pode lutar contra os vilões da série, como Boba Fett e, principalmente, Darth Vader. Até o Imperador dá as caras, embora você não chegue a lutar contra ele.

            Acabando o jogo, você libera uma seleção de fases bem podre, onde você só pode jogar novamente os combates com os chefes, uma fase bônus onde você tenta exterminar a maior quantidade de inimigos possível e uma desnecessária sessão de fotos, cuja única foto que vale a pena é uma da Princesa Leia de biquíni.

            Se você gosta de Star Wars, sente saudades da época em que os gráficos de videogame não eram quadradões ou está cansado de jogar com um personagem tendo apenas a visão da nuca dele, não perca este jogo. É bem divertido, embora um pouco repetitivo.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:11 AM
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   Cinema – Notícias – Assista ao trailer de Star Wars III!

            Nerds delfonautas, preparem-se para orgasmos múltiplos! Finalmente saiu o trailer mais esperado do ano – Star Wars Episódio III: Revenge Of The Sith!

            Na verdade hoje o trailer seria exclusivo da AOL, mas como sempre, as versões argentinas sempre acabam chegando por aqui. Você pode baixar o trailer diretamente do Judão, site amigo dos delfianos – e que já está até copiando nossa forma de falar.

            O trailer é bem legal e mistura até algumas cenas dos filmes anteriores. A parte do “Lord Vader. Rise.” é assaz emocionante. Uma pena que é curtinho, não chega a dois minutos e se antes já estava ansioso para esse filme, agora estou ainda mais.

            Ainda está lendo? Se liga, meu! Clica em http://www.judao.com.br/tchanana/texto.php?action=ler&id=2291 e divirta-se, meu amigo.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 5:58 PM
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   Cinema – Táxi (Taxi – EUA – 2004)

            Existem algumas profissões que todo mundo acha que é capaz de fazer. Ator e cantor são duas delas. Ora, basta alguém conseguir algum destaque na mídia que em breve já está estrelando um filme ou gravando um CD, mesmo que não tenha o menor talento para isso. A Prova é este Táxi, estrelado por uma rapper (Queen Latifah), uma modelo (Gisele Bündchen) e um carinha do Saturday Night Live (Jimmy Fallon).

            Curiosamente, no release divulgado à imprensa está escrito que Táxi é baseado em um filme homônimo francês, que já gerou até duas seqüências. Eu acho até estranho pensar em como um filme francês pode ter se tornado uma comédia “Sessão da Tarde” como essa. Admito que não assisti a outra versão, mas comédias “Sessão da Tarde” estão bem longe da imagem que tenho do cinema francês.

            A trama é a seguinte: Belle (Queen Latifah) é uma motorista de táxi, Washburn (Fallon) é um policial trapalhão e Vanessa (Bündchen) é a líder de uma gangue de assaltantes de banco formada apenas por brasileiras “gostosonas”. Por aí já dá para imaginar o que vai rolar, então vou parar minha sinopse por aqui. Por que as aspas em “gostosonas”, você pergunta? Convenhamos, mulher bonita de verdade está muito longe de ter aquelas pernas que parecem gravetinhos de uma árvore desnutrida. E todas as mulheres no filme, com a exceção da tenente Martha Robbins (Jennifer Esposito) têm aquela aparência de modelos que apenas homossexuais, meninas de 14 anos e homens programados pela mídia acham bonitas. E isso deixa nós, homens que gostamos de mulheres de verdade, chupando o dedo. Ou você não reparou como a mulher brasileira (na mídia e fora dela) está ficando cada vez mais feia e anoréxica. E aí sobra para nós a chance de admirarmos a beleza feminina em alguns poucos programas feitos por homens para homens como a série O Mundo é dos Machos, que passa aqui no Brasil no canal Multishow e que tem como coadjuvantes mulheres extremamente voluptuosas, exatamente como nós, homens, gostamos. Sem contar o quadro das garotas na cama elástica que é obra de gênio, mas esse assunto fica para outro dia. Como sempre, comecei a divagar, mas fica a mensagem: se você é uma menina de 14 anos (ou mesmo mais velha) que é constantemente bombardeada pelos padrões da mídia criados, em sua maioria, por homossexuais, pode ter a certeza de que você não precisa morrer de fome ou ser bulímica para ser bonita e desejável para os olhos masculinos.

            Curiosamente, o filme, apesar de ter praticamente toda sua divulgação calcada na presença da modelo brasileira (vide o pôster aí em cima), tem nela apenas um enfeite (meio tosco, é verdade), já que ela aparece bem pouco no filme, principalmente se compararmos aos vilões de outros filmes semelhantes. Isso provavelmente se deve à visível incapacidade de interpretar da garota, que parece inclusive ter esquecido como se fala português, já que suas falas em nossa língua natal são completamente incompreensíveis. Contudo, seu nome é um chamariz para as garotas de 14 anos que vomitam todo dia depois das refeições para tentar ser como ela e, por isso, sua presença acaba valendo a pena para os produtores. Até porque a garota e sua gangue de anoréxicas protagonizam uma cena de troca de roupas que parece ter como único objetivo mostrar seus corpos para os fãs das modelos, já que não há qualquer motivo para aquilo acontecer na história do filme.

            Apesar de eu estar metendo o pau sem dó na Gisele Bündchen (não no sentido de... ah, você entendeu), devo admitir que, embora não me sinta atraído fisicamente pela garota, ela realmente está sexy no papel. Acho que isso não depende nem muito dela, mas deve ter alguma coisa nos hormônios masculinos que nos fazem babar diante de uma Bad Girl. E a cena onde ela revista a tenente de polícia, realmente é uma das cenas mais sexys que já vi no cinema. Sim, eu sei que essa parece uma resenha da Gisele e não do filme, mas o que eu posso fazer? Sempre quis uma possibilidade de falar sobre o novo padrão da beleza feminina e já que a danada se meteu a fazer um filme, tenho que agarrar a minha chance.

            Mas no fim das contas o que importa é o seguinte: o filme é bom. É divertido e é engraçado, ou seja, se você gosta de comédias com pitadas de ação e perseguição de carros não pode perder. Agora é só esperarmos a Gisele resolver gravar um CD para metermos o pau nela de novo. E isso não deve demorar muito, já que ela anunciou que vai se aposentar em breve (deve estar muito cansada a coitadinha).

            Quando sai o CD eu ainda não sei, mas Táxi chega aos cinemas brasileiros nesta sexta, dia 5 de novembro.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:13 AM
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   Cinema – Os Esquecidos (The Forgotten – EUA – 2004)

            Já assistiu O Enviado (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-09-16_2004-09-30.html)? Então está na hora do mais novo thriller envolvendo crianças. A grande diferença é que dessa vez não é uma criança do mal, mas uma criança que ninguém sabe que existe. Quê? Calma, continue lendo, meu amigo...

            O grande problema em fazer resenhas de filmes de suspense é que um simples verbo mal colocado pode levar à ruína do grande segredo protegido e guardado por uma hora e meia de projeção. Mas como eu gosto de viver perigosamente, vamos tentar: Telly Paretta (Julianne Moore) é uma mulher. Entendeu tudo até aqui? Ok, então vamos continuar. Ela tem um filho, chamado Sam que morreu em um acidente de avião 14 meses atrás. O problema é que, de um dia para o outro, ninguém mais se lembra da existência do pimpolho. A não ser ela... Indisposta a aceitar a verdade (que o moleque nunca existiu), ela resolve desafiar Deus e o mundo para ter seu rebento de volta. E com isso, ela acaba se envolvendo com coisas além de sua compreensão e descobrindo mais do que deveria.

            Sabe aquela linha de pensamento que diz existir alguém que controla toda nossa vida, tudo que fazemos e todos que conhecemos? Pois é, é por aí. Por mais que seja um tema já abordado em diversos livros, filmes, músicas, RPGs, games e toda forma de entretenimento que você conseguir pensar, é sempre um tema interessante, pela única razão de que é impossível provarmos que isso existe. Ou mesmo que não existe. E, convenhamos, considerando como o mundo é confuso, é bem provável que exista algo. Ou você acha que os veículos de comunicação não manipulam a informação antes que ela chegue em você?

            Não quero me alongar sobre o filme para não estragar a diversão de ninguém, então basta dizer que o filme é bom, mas não é nenhuma obra-prima. Portanto, caro delfonauta, se você é um daqueles entusiastas de conspiração a la Illuminati, gosta do disco No World Order do Gamma Ray por causa das letras ou é um grande fã de Arquivo X, você não pode perder Os Esquecidos, que estréia esta sexta, 5 de novembro. E tenho dito.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:24 PM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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