Delfos - Jornalismo Parcial
   Música – DVD – “Weird Al” Yancovic – The Ultimate Video Collection (Way Moby – 2003) - Parte I

            Antes de mais nada, vamos deixar claro: esta resenha está na seção de música do DELFOS apenas porque não temos uma seção de humor, já que “Weird Al” Yancovic é um comediante que usa a música para fazer humor, não um músico. Dito isto, vamos à crítica.

            Os brasileiros conhecem “Weird Al” Yancovic principalmente por causa do videoclipe de Smells Like Nirvana, mas sua carreira é muito rica em vídeos que seguem a mesma linha desse, ou seja, videoclipes extremamente parecidos com o da música original e a partir daí, desenvolver as piadas e situações completamente na linha daquele humor desenho animado que vemos em maravilhas do cinema, como Corra que a Polícia Vem Aí ou Monty Python (leia em http://delfos.zip.net/arch2004-09-16_2004-09-30.html). E, finalmente, todos os seus 24 vídeos estão reunidos em um único DVD.

            A maior parte das músicas aqui presentes, são paródias de músicas conhecidíssimas. Temos Bad e Beat It do Michael Jackson, Like a Virgin, da Madonna, Give It Away e Under The Bridge, do Red Hot Chilli Peppers, I Love Rock’n’Roll da Joan Jett, Smells Like Teen Spirit do Nirvana e Living In America do James Brown, apenas para citar algumas. Uma mais engraçada que a outra. Também temos algumas músicas próprias, que além de serem bem engraçadas, são músicas muito legais também, com grande destaque para a homenagem ao Devo, Dare To Be Stupid e One More Minute e seu coralzinho a la Elvis (preste atenção na coreografia do coral. É genial!).

            O mais engraçado mesmo é quando ele pega    uma daquelas músicas onde os caras fazem cara de mau e tal e transforma a letra em algo que não tem nada a ver. É o caso de It’s All About The Benjamins, de Puff Daddy, que virou It’s All About The Pentiums, onde Al, representa um daqueles geeks que acha um absurdo você ter o mesmo computador por mais de um ano. Todo mundo conhece um desses, ei, talvez você até seja um, o que deixa a música ainda mais divertida. Outra que vai nessa linha é I Love Rocky Road (paródia da Joan Jett), que fala sobre o sabor preferido de sorvete de Al. A letra de Smells Like Nirvana também merece destaque por ser a única música aqui presente onde Al realmente critica uma banda parodiada, no caso o Nirvana.

            Um grande destaque, embora não seja tão engraçado é The Saga Begins, paródia a American Pie, de Don McClean que, na minha opinião, ficou muito melhor que a original. Sua letra conta toda a história do Star Wars Episódio I, com muito humor é claro, e o clipe tem Al vestido de Obi-Wan Kenobi e um monte de bichinhos coadjuvantes, tudo com a maior cara de Star Wars possível. Outro que também segue essa idéia é Jurassic Park, paródia de MacArthur Park, de Richard Harris. Sua letra, é óbvio, tira um sarro com o filme Parque dos Dinossauros e o clipe é uma animação com massinhas muito divertida. Esta versão foi inclusive aprovada pelo próprio Spielberg. Que honra! Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:06 AM
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   Música – DVD – “Weird Al” Yancovic – The Ultimate Video Collection (Way Moby – 2003) - Parte II

            Aliás, isso é curioso, pois boa parte dos zoados por Al gostou da brincadeira, mostrando que a raça humana ainda sabe rir de si mesma, apesar de tudo. O único que eu tenho conhecimento que não gostou, foi Coolio, que teve sua Gangsta’s Paradise transformada em Amish Paradise (cujo vídeo está presente aqui) e chegou até a processar Al. Felizmente para o comediante, a maioria se diverte junto com ele e alguns até participam da brincadeira. É o caso de Mark Knopfler, que toca guitarra na paródia de Money For Nothing, clássico da sua banda Dire Straits, e que aqui virou Beverly Hillbillies, que infelizmente é o vídeo mais chato do DVD. Outro que tem participação dos zoados é I Lost On Jeopardy (paródia de Jeopardy, de Greg Kihn). O clipe dessa música conta com o apresentador e o narrador do programa Jeopardy (respectivamente Art Flemming e Don Pardo) e até tem uma ponta do próprio Greg Kihn. Particularmente, acho que esse é o espírito que se deve ter mesmo. Afinal, além de ganhar a grana dos direitos autorais sem fazer nada (Money for Nothing, hehehe) ser parodiado é o fator mais evidente de que o sucesso foi atingido.

            O sucesso de Al, inclusive, já é bem grande, ao menos nos EUA, onde ele já compôs até trilhas de filmes. Dessas, duas estão presentes aqui: Spy Hard, do filme homônimo que conta com o genial Leslie Nielsen e This is the Life, do filme Johnny Dangerously, onde inclusive podemos ver o Michael Keaton quando ele ainda era jovem e é incrível como o tempo foi cruel com esse cara.

            Claro que, em 24 vídeos, a qualidade é um tanto irregular. É o caso do já citado Beverly Hillbillies, Christmas at Ground Zero e Bob, que não conseguem arrancar nem um sorrisinho (sim, eu entendi que as letras de Bob são as mesmas lidas de trás para a frente, mas isso não é engraçado). Outro problema é que, tendo esses vídeos e assistindo com freqüência, eles acabam perdendo a graça. Você ri muito nas primeiras vezes, mas aos poucos vai decorando as piadas e aí o DVD se torna apenas um DVD de música. Mas ei, pelo menos a grande maioria das músicas presentes aqui é bem legal.

            O DVD também tem alguns extras. Um deles é, inclusive, um dos que considero mais legais em DVD, além de ser super simples – e, mesmo assim, quase ninguém faz. Trata-se da possibilidade de colocar as letras das músicas na tela, o que sem dúvida, vai gerar ainda mais risadas para quem entende inglês. Mas se você não entende, não se preocupe, os clipes em si também são muito engraçados, principalmente quando você já viu o clipe parodiado.

            Ainda nos extras, temos também a primeira aparição de Al na televisão: uma apresentação no The Tomorrow Show, de 1981, com a música Another One Rides The Bus, paródia de Another One Bites The Dust, do Queen, cuja letra é inclusive mais legal e mais crítica que a da própria banda original, tratando de como é ruim pegar ônibus lotado. É, parece que nesses mais de 20 anos desde essa apresentação, a humanidade não evoluiu muito.

            Temos também alguns trechos do programa The Weird Al Show, série que Al tinha na televisão e da qual eu nunca tinha ouvido falar. Aqui conferimos mini-paródias de Firestarter, do Prodigy, Living On The Edge, do Aerosmith e a mais divertida de todas, La Bamba. O refrão desta última, em particular, é genial. Não vou nem falar mais para não estragar a surpresa de quem for assistir. O DVD tem também uma galeria de fotos que, por incrível que pareça, não é tão chata como de costume.

            E como o DELFOS também dá dicas, você ainda pode encontrar um clipe escondido no DVD. Basta selecionar The Weird Al Show, dentro do menu Extras e apertar para cima. O que é, eu não vou contar, mas já fique avisado que não é tão divertido como poderia.

            Como já deu para perceber, esse DVD é bem legal. Já ganhou o posto de um dos meus DVDs preferidos. Infelizmente, ele não está disponível no Brasil, então se você quiser, vai ter que importar e pagar os absurdos 60% de impostos que o governo brasileiro cobra para compras feitas do exterior, mesmo que você não tenha chance de comprar ele aqui, o que mais me parece uma conspiração para impedir o acesso do povo brasileiro à cultura, mas vai entender o que se passa na cabeça desses políticos. Se quiser registrar para a posteridade sua indignação com isso, o espaço para comentários é todo seu.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:04 AM
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   Músicas – CDs – Van Halen – The Best Of Both Worlds (Warner – 2004) - Parte I

            Nunca é um bom sinal quando uma banda começa a alternar lançamentos inéditos com coletâneas e CDs ao vivo. Para citar um exemplo, isso vem acontecendo com o Iron Maiden desde Fear Of The Dark (1992), período que muitos classificam como o início da decadência da banda. Porém, isso também vem acontecendo com o Van Halen desde o lançamento de For Unlawful Carnal Knowledge em 1991. Saca só, depois desse disco veio o fabuloso ao vivo Live: Right Here, Right Now (1993), seguido do de estúdio Balance (1995), que precediu a coletânea Best Of Volume 1, que por sua vez veio antes do último de estúdio da banda Van Halen III (1998). E agora, em 2004, chegamos a mais uma coletânea. E pior, como a fase Gary Cherone é completamente ignorada nesse disco, tanto em músicas, como no texto do encarte e até mesmo na discografia apresentada no livreto, o material fonte dessa coletânea foi EXATAMENTE o mesmo da coletânea anterior, ou seja, do disco de estréia Van Halen (1978) até o Balance. Tudo bem que o disco lançado com o ex-Extreme não é nenhuma obra-prima, mas também não chega a ser tão ruim a ponto de ser completamente ignorado nesse álbum. Na verdade, ele não chega nem a ser o pior disco do Van Halen.

            Outra semelhança com a coletânea anterior é que aqui novamente a banda está testando uma reunião. Se antes a reunião era com o preferido de todo mundo, David Lee Roth e o disco trazia duas músicas novas, aqui o papo é com o meu preferido, Sammy Hagar e a atração principal são três músicas inéditas(Que você pode baixar e conferir minha primeira AQUI e AQUI). Vamos torcer para que essa reunião dê certo e que não vejamos a banda voltando por volta de 2010 com uma outra coletânea trazendo quatro músicas novas com Gary Cherone. Uma outra coisa que me faz questionar sobre o futuro do Van Halen e com a perda de sua criatividade é o nome do disco, mesmo nome de uma coletânea do Marillion que tinha exatamente a mesma proposta: colocar juntas as melhores músicas de seus dois vocalistas. Que vergonha, hein, VH? Copiando bandas que provavelmente foram influenciadas por vocês? Tsc, tsc.

            Bom, como a grande atração são as músicas novas, vamos começar a resenha por elas. A primeira delas é também a mais legal e se chama It’s About Time. Ela traz o Van Halen típico. Alegre, empolgante, pesado e com um daqueles refrões que grudam imediatamente na cabeça. Essa primeira música remete imediatamente à fase Balance, último disco de Sammy com a banda.

            A seguinte é a engraçada Up For Breakfast (em português, De Pé Pro Café, sacou o duplo sentido?), que se não é um som tão cativante quanto a primeira, pelo menos consegue divertir com sua letra cheia de analogias sexuais das quais nem Austin Powers seria capaz.

            Para terminar as novidades, temos Learning To See, que é uma balada bem pesada, mais ou menos como Feelin’ e é a pior das três, sem contar com aquelas melodias cativantes tão características das baladas da banda, como a linda Love Walks In (que está presente no álbum). Curiosamente, a banda parece ter optado por uma ordem de qualidade decrescente nas músicas novas e, infelizmente, a única das três que realmente empolga é It’s About Time. Um outro problema nessas três músicas novas é a gravação que está muito abafada e baixa demais, muito diferente daquela qualidade de som animal que temos no disco Balance (Bruce Fairbairn manda muito bem na produção).

             Agora falando das músicas antigas... ah, aí sim vemos como o Van Halen é (era?) bom. Assim como a coletânea anterior (cá entre nós, você não acha que as duas coletâneas têm semelhanças demais, não?) esta também começa com uma das maravilhas da história da guitarra mundial, a curtinha Eruption (que vem antes até das músicas novas), que mostra o fantástico guitarrista Eddie Van Halen debulhando suas seis cordas como só ele sabe fazer. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:04 AM
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   Músicas – CDs – Van Halen – The Best Of Both Worlds (Warner – 2004) - Parte II

            Ao contrário da outra coletânea (ei, pelo menos uma diferença, hein?), aqui a ordem das músicas não é cronológica e, com apenas algumas exceções alterna uma pérola da fase David Lee Roth com uma tacada certeira da fase Hagar. E não faltam clássicos na listagem. E adivinha só: quase todos já estavam presentes na coletânea anterior. É o caso das óbvias e fantásticas Ain’t Talkin’ ‘Bout Love, Dreams, Unchained, Right Now, Jump, Can’t Stop Lovin’ You, Panama, etc. Na verdade, todas as músicas da coletânea anterior (sem contar a Humans Being e as duas inéditas) estão presentes aqui.

            Algumas injustiças da coletânea anterior também foram corrigidas e agora temos presentes alguns clássicos a mais, como Hot For Teacher (que já estava presente na versão japonesa da outra), Best Of Both Worlds, Finish What Ya Started, Not Enough, Runaround e os covers que praticamente se tornaram propriedade da banda (Oh) Pretty Woman (Roy Orbison) e You Really Got Me (The Kinks).

            Mas nem tudo são flores nessa coletânea, pois em meio a tantas músicas nota 10 temos também algumas medianas que acabam abaixando a qualidade geral do CD. É o caso de Dancing In The Street, Black And Blue e Everybody Wants Some, para citar alguns exemplos. Além disso, ainda estão presentes três inexplicáveis músicas repetidas em versões ao vivo que os fãs já conhecem há mais de dez anos do álbum Live: Right Here, Right Now. São elas: Panama, Ain’t Talkin’ ‘Bout Love e Jump.

            Uma atitude honesta da gravadora seria substituir essas três músicas ao vivo por Humans Being (da trilha do filme Twister e que não está presente em nenhum disco da banda), Me Wise Magic e Can’t Get This Stuff No More (as inéditas da coletânea anterior) e de repente até acrescentar Respect The Wind (outra presente exclusivamente na trilha de Twister) e simplesmente tirar o Best Of Volume 1 de catálogo, já que ela é bem inferior a esta e custa o mesmo preço nas lojas (brasileiras pelo menos). Putz, como eu sou ingênuo. Imagina só, exigir honestidade de uma gravadora (de grande porte ainda). Daqui a pouco eu vou estar vendo duendes rosas voadores carregando livros sobre cabala por aí.

            Uma coisa que estranhei é que, enquanto o disco 1 é bem mais centrado em músicas mais pesadas, como And The Cradle Will Rock..., o segundo tem uma seleção bem mais voltada para músicas mais Pop (não necessariamente baladas), como Feels So Good, por exemplo. Essa opção na ordem deixa o segundo CD meio chato para nós que gostamos mesmo é de guitarras pesadas e rápidas, mas pode ter sido o ideal para os fãs radiofônicos do Van Halen, que vão sem dúvida ouvir bem mais o CD 2.

            Um outro problema é o encarte. Problema comum em coletâneas, é verdade. Se bem que o Van Halen nunca foi nenhum especialista nesse quesito, mas a falta de informações e fotos é gritante (sem falar das letras). Pelo menos a capa é legal, remetendo diretamente à famosa guitarra riscada de Eddie. Principalmente se lembrarmos que o último álbum da banda, o Van Halen III, seria um grande candidato para uma das capas mais feias da história. E alguém pode me explicar por que diabos decidiram colocar aquele monte de barulhinhos pentelhos da faixa Strung Out do álbum Balance antes da Not Enough? E pior, na mesma faixa. Isso prejudica animalmente a beleza onipresente nessa música pois, ao contrário do que fazíamos no Balance, quando estavam em faixas diferentes, não podemos pulá-la aqui.

            Apesar dos defeitos, Best Of Both Worlds é indispensável para qualquer pessoa que admire um bom Rock. A não ser, é claro, que essa pessoa já tenha a coletânea anterior ou mesmo a coleção completa do Van Halen. Nesse caso, compre apenas se você realmente gostar muito da banda. Foi o meu caso.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:03 AM
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   Música – DVD – Gamma Ray – Heading For The East (Sanctuary – 2003) - Parte I

            Enfim encontrei. Só que, ao contrário do DVD de Lust For Live (leia minha resenha AQUI) que encontrei em versão nacional (e meu bolso agradece), dessa vez acabei comprando a versão importada mesmo.

            Lançado em VHS prematuramente nos idos de 1991, quando o Gamma Ray tinha apenas um disco (Heading For Tomorrow) e um EP (Heaven Can Wait) lançados, Heading For The East é um registro da turnê da banda pelo Japão, intercalando músicas de seu álbum de estréia, uma do EP e algumas do Helloween (banda da qual o guitarrista e às vezes vocalista Kai Hansen fez parte) com alguns trechos desnecessários da banda passeando pelo Japão, conversando com os fãs e até em um restaurante comendo com pauzinhos.

            Ao contrário de Lust For Live, porém, aqui a prioridade é a música. E já começa com tudo, em versões impecáveis de duas das minhas preferidas da banda: Lust For Life e Heaven Can Wait, seguidas da cadenciada e pesada Space Eater. A Hard Rock Freetime é a próxima, única música composta pelo vocalista Ralf Scheepers (hoje no Primal Fear) no debut da banda.

            Mais uma divertida, Who Do You Think You Are, retirada do EP da banda, seguida da melhor balada da banda The Silence, que vem numa versão bem inferior à do álbum ao vivo lançado em 2003 (Skeletons In The Closet) contando até com uma desafinadinha do grande Ralf Scheepers que, aliás, não está tão grande nesse vídeo. Chega até a ser estranho quem acostumou a vê-lo no Primal Fear, vê-lo aqui, bem mais jovem, com cabelo e menos grande. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:57 AM
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   Música – DVD – Gamma Ray – Heading For The East (Sanctuary – 2003) - Parte II

            E aí chega a hora mais esperada do show (pelo menos naquela época): a hora dos clássicos do Helloween. A primeira a ser executada é uma das melhores do Keeper Of The Seven Keys Part II: Save Us, que é seguida da clássica I Want Out (tocada até hoje tanto pelo Helloween, quanto pelo Gamma Ray). Nessas músicas, o vocalista Ralf se torna um grande paradoxo, pois varia uma interpretação fenomenal (na maior parte do tempo), com alguns deslizes. Nada fora do normal, principalmente se lembrarmos que essas músicas foram originalmente gravadas pelo Michael Kiske, talvez o melhor vocalista que o Heavy Metal já conheceu.

            Mais uma do Helloween, Ride The Sky que, por ser originalmente interpretada por Kai Hansen no disco Walls Of Jericho, tem seu posto vocal cedido por Ralf para que o guitarrista pudesse reviver os velhos tempos à frente do microfone. Infelizmente, a melhor parte da música (o solo de guitarra), é cortada para mostrar cenas de bastidores, causando uma certa frustração.

            Duas das músicas mais desconhecidas do Gamma Ray seguem o show: Hold Your Ground e Money, esta última, contando com um dueto muito legal entre Kai e Ralf, além de um solo de baixo do então guitarrista (e hoje baixista) Dirk Schlächter.

            Heading For Tomorrow é a próxima e última, em uma versão que dura mais de 25 minutos. Essa é, na minha opinião, a música mais irregular da banda, pois alterna momentos empolgantes (os primeiros 4 minutos e o final, por exemplo) com outros tediosos (principalmente o solo do meio da música) e nessa versão improvisada (no melhor estilo Deep Purple anos 70), a parte chata fica ainda maior. Bom, ela é chata para mim, é claro, mas se você gosta de um Rock Progressivo, é provável que ela seja sua música preferida.

            Quem já assistiu o Gamma Ray ao vivo (já vieram três vezes ao Brasil) sabe que a banda faz um show divertidíssimo, conversa muito com a platéia e tem uma ótima presença de palco e tudo isso está presente nesse DVD, que conta com uma imagem razoável (para um DVD), mas com uma qualidade de som perfeita (em mixagem 5.1). Um grande problema deste produto é que, constantemente durante as músicas, são mostradas imagens de outros shows ou de outros momentos do mesmo show, em câmera lenta e outros efeitos, tirando aquele sentimento “ao vivo” da coisa.

            Embora esteja marcado na caixinha que o show dura 55 minutos, ele na verdade dura quase 1 hora e meia. Os extras não acrescentam em nada e são exatamente os mesmos de Lust For Live, comentários em áudio de Malcolm Dome. Heading For The East é, no geral, muito superior a Lust For Live, mas alguém pode me explicar por que a banda lançou dois vídeos entre 89 e 93 e não lançou mais nenhum desde então, mesmo tendo gravado dois álbuns ao vivo posteriormente?

 

Curiosidade: Quem toca bateria nesse show é Uli Kusch, que viria a fazer parte do Helloween, sendo chutado alguns anos depois e está hoje no Masterplan, com o também ex-Helloween, Roland Grapow e abriram para o Gamma Ray no último show da banda no Brasil, em 2003.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:50 AM
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   Cinema – Os Incríveis (The Incredibles – EUA – 2004) - Parte I

            Ok, sem enrolação. A Pixar detona. Todos, e eu realmente quero dizer TODOS os seus filmes são fenomenais e estão na minha lista pessoal de melhores da história. Sim, Os Incríveis também está nessa lista, então se o que interessa para você em uma resenha é apenas saber se o filme é bom, pode correr para o cinema. Se quiser saber mais, continue lendo.

            Aproveitando a moda dos filmes de super-heróis, a Pixar decide fazer uma paródia/homenagem neste penúltimo filme de sua parceria com a Disney (O último é Carros, que estréia só ano que vem). Antes de falarmos de Os Incríveis, contudo, vamos falar do tradicional curta que o precede. Creio que seu nome é Pular e conta a história de uma fofa ovelha que gosta de pular, cantar e dançar junto com seus amiguinhos. Até que um dia, um cara chega lá e corta todos os seus pêlos. Então a pequena ovelha vai aprender uma lição sobre a vida. Poxa, lembrando dos curtas anteriores (Knick, Knack e For The Birds), este não faz jus à tradição, pois tem até uma broxante lição de moral no final. Definitivamente não foi um curta com o padrão de qualidade Pixar, mas isso é o de menos, porque o prato principal ainda estava por vir. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:22 AM
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   Cinema – Os Incríveis (The Incredibles – EUA – 2004) - Parte II

            Os Incríveis conta a história de um casal de super-heróis aposentados tentando levar uma vida normal. Até que o Senhor Incrível recebe um convite para voltar à ativa. O problema vai ser esconder isso de sua esposa e filhos. A família Incrível é claramente baseada no Quarteto Fantástico. Saca só os poderes: Beto, o pai é superforte, exatamente como Bem Grimm, o Coisa. Helena, a mãe, se estica, lembrando Reed Richards, o Senhor Fantástico (nome que com certeza influenciou na escolha do “nome artístico” do pai). Violeta, a filha, fica invisível – olha só, o mesmo poder de Susan, a Mulher Invisível. Por fim, Flecha, o filho é super-rápido, como o Flash. Ok, esse não é do Quarteto Fantástico, mas é a exceção. Só faltou mesmo o Tocha Humana na família. Ou não. Assista o filme e me responda se faltou mesmo. Para completar os heróis, temos Gelado, indivíduo com a divertida capacidade de criar gelo. Lembrou de algum X-man? Pois é, Gelado até cria rampas de gelo. Exatamente como nosso amigo mutante.

            Claro que isso não incomoda. Se a idéia é homenagear/parodiar os heróis, tem mais é que copiar os poderes mesmo. O divertido humor da Pixar também está presente, embora em menor grau do que em Procurando Nemo ou Monstros S.A.. Na verdade, as cenas mais engraçadas são mesmo as do início do filme, que visam mostrar como seria a vida de uma família de pessoas super-poderosas quando estão em casa, fazendo coisas normais, como lavando louça, jantando ou coisas do tipo. Depois, o filme acaba caindo em um filme de ação mais tradicional. Divertido, sem dúvida, mas eu esperava que o filme fosse mais para a linha da comédia, como os predecessores, o que me decepcionou um pouco.

            Também não posso deixar de mencionar as diversas citações a vários filmes super-heroísticos, dentre as quais a de Homem-Aranha 2 (leia resenha AQUI), é uma das mais óbvias. Não quero estragar outras surpresas, então quando você assistir a este filme, fique ligado. Depois, se quiser, volte aqui e conte pra gente as que você percebeu.

            Visualmente, como sempre, está um espetáculo. É, sem sombra de dúvida, o visual em CG mais legal que já vi. Os personagens, por exemplo, parecem até bonequinhos de plástico, o que dá um ar super diferente para a animação. Os cenários também estão belíssimos. Simplesmente não tem como colocar defeito no visual deste filme. É, na minha opinião, o ponto máximo no qual a computação gráfica deveria chegar, já que, se ficar mais real que isso, vai tirar toda a graça.

            Uma coisa estranha no filme é a tradução dos nomes. O Senhor Incrível, por exemplo, passou de Bob Parr para Beto Pêra. Sua esposa, Helen, virou Helena e assim por diante. A Disney costumava fazer isso em seus filmes pré-históricos, como Peter Pan, onde Michael e John viraram respectivamente, Miguel e João. Isso não é um problema, de forma alguma, apenas fica um pouco estranho, já que esse tipo de tradução não acontecia há décadas e nossa geração não está acostumada com isso.

            O que é um problema, no entanto, também está relacionado à tradução. Assim como em Star Wars, jornais e coisas do tipo foram traduzidos diretamente no próprio filme. Até aí tudo bem, mas a falta de cuidado tupiniquim fez com que algumas dessas traduções fossem diferentes das que aparecem nas legendas (erro parecido com aquele de Os Três Mosqueteiros, cuja resenha você encontra AQUI). Tudo bem, é um erro pequeno, mas considero isso um desrespeito ao público e uma grande falta de profissionalismo. Considerando o perfeccionismo com que a Disney estadunidense trata suas obras, acho um absurdo ela não exigir o mesmo de suas filiais mundo afora.

            Apesar disso, é um filme da Pixar. Ou seja, é praticamente impossível de ser ruim. Embora não seja o melhor filme deles (título que dou para Monstros S.A.), Os Incríveis é imperdível. Se existia alguém que contemplava a possibilidade desse filme não ser uma maravilha, pode relaxar. Os Incríveis é diversão garantida e estréia amanhã.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:21 AM
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   Cinema – Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset – EUA – 2004)

            Fui assistir a esse filme achando que veria um filme de amor. Cara, como eu estava errado. Embora tenha o amor como ponto de partida, definitivamente não é este o tema central de Antes do Pôr-do-Sol.

            Continuação de Antes do Amanhecer, filme lançado em 1995, Antes do Pôr-do-Sol acontece exatamente 9 anos depois, quando o casal do filme original se reencontra em uma cidade ainda mais romântica do que Viena: Paris.

            Vamos começar com a tradicional confissão. Eu não assisti ao filme original. Pela sinopse, me pareceu ser uma história de amor mais tradicional, mas ao conversar com uma colega após a sessão, ela me disse que na verdade é bem semelhante a esse.

            Mas o que diferencia este filme dos longas de amor aos quais estamos acostumados? Bom, para você ter uma idéia, ele está bem mais na linha de um Ponto de Mutação do que de uma história de amor. Na verdade, pelo pouco que me lembro do Ponto de Mutação, Antes do Pôr-do-Sol é basicamente um plágio, só que bem mais comercial e menos chato. Se bem que eu mudei muito desde que assisti a Ponto de Mutação há alguns anos, por obrigação da faculdade, e pode ser que, se o assistisse hoje, gostasse mais.

            Mas o assunto aqui não é Ponto de Mutação, mas Antes do Pôr-do-Sol. A trama é a seguinte: casal que teve uma noite romântica há 9 anos se reencontra e começa a conversar sobre a vida de cada um, religião e coisas do tipo. E é isso. O filme inteiro são os dois dialogando. Mais nada. E é tudo em tempo real. Você acompanha os dois da livraria para um café, pelas ruas de Paris, em um barco e os dois sempre conversando e filosofando. É um filme que até nos faz pensar, já que muitos dos assuntos que eles conversam acontecem na minha vida, na sua e na de basicamente toda a raça humana. E pensar profundamente sobre a vida costuma trazer tristeza. E confesso que saí da sessão um tanto triste. O que não torna o filme ruim, de forma alguma, já que não se trata de uma comédia. O único ponto negativo é seu final, que é daqueles que acontecem super de repente. Lembra de Bruxa de Blair? É bem por aí, claro que sem o elemento medo.

            Outro problema é que a qualidade de imagem é péssima, horrível, deplorável. Chega a ser até estranho pensar que se trata de um filme da Warner, a mesma que nos trouxe as maravilhas técnicas da trilogia Senhor dos Anéis. Isso é tão deprimente que chega até a quase tirar o brilho das ótimas atuações de Ethan Hawke e Julie Delpy. Quase.

            Antes do Pôr-do-Sol superou e muito minhas expectativas. É um filme denso, completamente desprovido de ação e com o qual todos podemos nos identificar, por menos normal  que você seja. A estréia é no dia 10 de dezembro.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:45 AM
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   Música – Shows – G3 (São Paulo – Credicard Hall – 4 de dezembro de 2004) - Parte I

            Existem aproximadamente 48 finais de semana durante um ano. Desses 48, a grande maioria não tem shows internacionais. Então alguém pode me explicar por que diabos estão acontecendo tantos shows internacionais ao mesmo tempo? Quer exemplos? Aconteceu com o festival Rock the Planet e com o Cradle of Filth, que rolaram no mesmo dia. Além disso, também teve Dio e Therion no mesmo final de semana (e a resenha delfiana para os dois está AQUI). E, como para casar, precisa de três, aconteceu nesse final de semana, com G3 e Nightwish (na falta da resenha do show, leia a do CD Once clicando AQUI). Aliás, alguém mais já percebeu que a Tarja fica doente toda vez que o Nightwish vem para o Brasil? E o pior, nesse final de semana, além dos dois shows, ainda estavam acontecendo alguns dos maiores vestibulares de São Paulo. Ora, é fato que boa parte do público de shows de Rock está na idade do vestibular, o que torna essa data ainda mais mal escolhida.

            Quando entrei na pista do Credicard Hall, estava começando o “show” do Robert Fripp (que tem o King Crimson no currículo). Aliás, de show não teve nada. Ele ficava escondidinho do lado dos amplificadores, sentado, sem absolutamente nenhum movimento ou comunicação com a platéia. Ele não quis nem ser fotografado. Para falar a verdade, até achei que ele fosse um roadie (na verdade, ele apareceu muito menos que os roadies) e que os barulhinhos que estava tocando eram a introdução mais longa da história - já que, ao menos para o meu gosto musical, aqueles barulhinhos atmosféricos estão muito longe de serem considerados música. Ainda mais música voltada para a guitarra, como deveria ser um show do G3. E pensar que se tivessem trazido o G3 para cá alguns meses antes, teríamos assistido Malmsteen. E o show do Robert acabou como começou... Do nada. O cara nem agradeceu o público. Sem nenhum intervalo ou enrolação, Steve Vai entra no palco e agora sim começa o show. E que show, meu amigo!

            Mas antes de falar do show propriamente dito, devo comentar sobre o lamentável público que estava nas primeiras fileiras. Enquanto os fotógrafos que estavam no chiqueirinho estavam tentando fazer seu trabalho, os semi-retardados que estavam lá ficavam xingando, empurrando, gritando para os fotógrafos saírem dali e coisa do tipo. Não estou generalizando dizendo que o público inteiro do show era tão imbecil, mas tinha um grupinho de mentecaptos lá na frente que parecia estar mais preocupado em encher os fotógrafos do que em assistir o show (eu queria ter dinheiro sobrando desse jeito). O mais ridículo é que, se bobear, esses energúmenos são os mesmos que reclamam quando vêem uma resenha sem fotos, ou com fotos de má qualidade, ou até mesmo os caras que vêm todos bonzinhos pedir para enviar as fotos para eles guardarem (sim, para cada show que eu fotografo, pelo menos umas 10 pessoas entram em contato comigo por e-mail ou ICQ para pedir as fotos). Sinceramente, não existe outra palavra para descrever tal comportamento, senão “ridículo”. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:27 AM
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   Música – Shows – G3 (São Paulo – Credicard Hall – 4 de dezembro de 2004) - Parte II

            Voltando ao show do Vai, para falar a verdade, ele começou meio devagar. Steve sentou em um banquinho no meio do palco e ficou por algum tempo, mostrando suas habilidades em sua guitarra de três braços. Pouco depois, contudo, ele levantou, a banda entra no palco e aí sim começa um verdadeiro show de guitarra. E que banda o cara trouxe. Dentre os músicos presentes estavam mais dois ótimos guitarristas, além do fantástico Billy Sheehan (ex-Mr Big) no baixo.

            O legal é que Vai não foi um cara egocêntrico e soube dividir as atenções, já que todos os membros de sua banda tinham a oportunidade de brilhar e fazer seus solos, inclusive em alguns momentos, os três guitarristas e o baixista solavam ao mesmo tempo. E o que pode parecer ter sido uma bagunça foi uma tremenda demonstração de técnica, muito ensaio e profissionalismo. Foi um verdadeiro G3 antes da hora. E foi, principalmente, muito divertido, já que Steve Vai é um verdadeiro showman. Ele faz caretas, gira a guitarra, toca com a boca, parece um feiticeiro cuja varinha de condão é a guitarra. Ele até fazia poses para os fotógrafos, olhando para as câmeras e tal, coisa que nunca tinha visto antes em minha ainda breve carreira de fotógrafo. E ainda tinha um ventilador bem na frente do Vai, que fazia o cabelo dele ficar voando, na melhor tradição Hard Rock oitentista. Só faltou o David Lee Roth.

            Seu show foi completamente instrumental, com muito pouca comunicação verbal com a platéia. Praticamente toda a comunicação era feita através da guitarra, que ria, chorava, cantava. Sem exagero, a guitarra de Vai é bem mais expressiva do que muito vocalista que já vi por aí. E ele ainda fica mexendo a boca no ritmo das melodias enquanto toca, o que deixa ainda mais divertido. Enfim, foi uma verdadeira referência à guitarra e o melhor show da noite, disparado. Algumas das músicas tocadas foram Answers, Bangkok, For The Love of God e Juice, entre outras, em mais ou menos 70 minutos de muita técnica (o mesmo tempo que duraram os dois shows anteriores do Nightwish em São Paulo, apenas para comparação). Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:25 AM
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   Música – Shows – G3 (São Paulo – Credicard Hall – 4 de dezembro de 2004) - Parte III

            Após um show desses, o público precisava de um tempo para respirar e meia hora de intervalo separou Vai de Satriani. Meia hora que pareceu uma eternidade, mas após essa eternidade, o careca de óculos escuros começa seu show, que foi muito bom, mas não chegou aos pés do show de Vai, principalmente por ter sido bem mais egocêntrico. Totalmente focado no careca, a banda era apenas o acompanhamento MESMO. Os caras não eram nem iluminados pelos holofotes.

            Tecnicamente, é claro, o cara também deu um show, além de ter tido mais comunicação verbal com a platéia, apresentando músicas, animando a galera e coisas do tipo. Até cantou em algumas músicas. A galera também participou bastante, cantando algumas melodias como a de Cool Nº9, por exemplo. Outras músicas tocadas foram Satch Boogie, Up In Flames, Flying In a Blue Dream e Is There Love In Space. Nas últimas músicas do set, Satriani já contava com a participação de Robert Fripp, lá atrás dos amplificadores (veja a foto aí embaixo para entender quão escondido ele ficou o show inteiro).

            E então, a hora que todo mundo esperava chegou, o show do G2! Sim, porque me desculpem os fãs, mas a julgar por essa apresentação, Robert Fripp não merece ser o terceiro G. Eu já vi bandas ensaiando com mais presença de palco do que ele. Chegava a ser deprimente ver Joe Satriani se sentindo obrigado a ir até o lado de Fripp, lá no fundo do palco, na tentativa de que alguém da platéia olhasse para o indivíduo mais sem expressão da história do Rock. O cara quase nem solou no show. Nem na hora do agradecimento tradicional, com a banda se abraçando, ele se juntou aos outros.

            Juntos, tocaram Ice 9, Red (cover do King Crimson), The Murder e terminaram com a ótima Keep On Rockin’ In The Free World (cover de Neil Young). A escolha dessa música é curiosa, já que, para um show que enaltece o virtuosismo guitarrístico, ela é bem simples, o que não significa que ficou ruim. A banda que acompanhou os guitarristas foi a mesma que estava tocando com Satriani. Particularmente, preferia que a banda de Vai tocasse, mas nem tudo pode ser perfeito e o show já havia superado minhas expectativas há muito tempo – e quem acompanha meus textos sabe que eu sou bem exigente e não elogio por qualquer coisa.

            Não posso encerrar essa resenha sem elogiar a pontualidade do show. Robert Fripp começou sua apresentação exatamente às 22:00 e tudo seguiu exatamente no horário previsto, inclusive a jam final, que estava marcada para 1 hora da matina e começou na horinha. Prova de que é possível fazer um show com várias apresentações acontecendo no horário previsto. É só querer.

            E assim terminou o “Festival G3”, que possibilitou que os fãs de guitarra tupiniquins finalmente se deliciassem com o melhor que este instrumento pode oferecer. Fico na torcida para que o G3 visite nosso país muitas outras vezes no futuro. E que tragam um terceiro guitarrista merecedor do posto na próxima vez. Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:23 AM
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   Música – Shows – G3 (São Paulo – Credicard Hall – 4 de dezembro de 2004) - Mais fotos



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:15 AM
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   Música – CD – Uli Jon Roth – Metamorphosis (SPV – 2004)

            E a linha que separa o Heavy Metal/Hard Rock e a música clássica fica cada vez mais tênue. Você, como fã de música e talvez até como músico, sem dúvida conhece o clássico As Quatro Estações de Antonio Vivaldi. Considerando que você é um fã de Heavy Metal/Hard Rock (afinal, está lendo essa resenha), já deve ter ouvido as versões Metal para trechos da obra, realizadas pelo At Vance e pela Great Kat. O que você provavelmente não ouviu é esta versão da obra COMPLETA de Vivaldi, onde o principal instrumento é a guitarra.

            Como fã de Rock e de Música Clássica, assim que fiquei sabendo desse CD, fiquei doido para conhecê-lo. Uma das coisas que mais gosto musicalmente falando é ouvir versões Rock/Heavy para músicas de grandes compositores clássicos. Ou vai dizer que você não gosta de Metal Heart, do Accept, ou de Difficult To Cure, do Rainbow? Se a resposta for positiva, esse CD é para você.

            Acompanhado da famosa Sky Orchestra, o ex-Scorpions Uli Jon Roth transforma sua guitarra no violino solo da belíssima composição de Vivaldi e faz versões ao mesmo tempo fiéis à original e completamente diferentes. A técnica do cara é simplesmente absurda, pois nem sempre a transposição de uma melodia de violino para a guitarra pode funcionar bem e adaptações sempre são necessárias. Contudo, Uli tira o desafio de letra e faz qualquer amante da guitarra ficar embasbacado com a beleza de seus solos.

            Os destaques acabam indo para as partes mais famosas da obra original, como a famosíssima introdução para a Primavera, a parte mais pesada do Verão e, é claro, o Inverno, que sempre considerei o movimento mais próximo do Heavy Metal. Por outro lado, nem tudo são flores no CD (afinal, a Primavera é apenas o primeiro movimento) e Uli também optou por colocar algumas narrações que são completamente desnecessárias e quebram o clima geral que predomina no álbum.

            Como utilizar apenas As Quatro Estações deixaria o CD um pouco curto, Uli decidiu incluir também a sua própria sinfonia, batizada de Metamorphosis e que ocupa as últimas 11 faixas do álbum. Contudo, ao contrário do que se pode esperar, a sinfonia própria não é tão própria assim, e mistura alguns momentos de As Quatro Estações com fraseados que lembram Blues e Rock. Isso não significa que essa composição é ruim, mas se comparada à grandiosidade e beleza que impera nas 13 primeiras faixas, acaba se tornando um tanto quanto... desnecessária.

            Metamorphosis não é um CD de Rock e nem de Música Clássica. É, na verdade, um álbum que caminha no limiar entre os dois estilos. Se seu gosto musical também caminha nesse limiar, não deixe esse CD passar em branco.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:10 AM
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   Literatura – Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha Volume 3: A Morte de Gwen Stacy (Panini – 2004 / Marvel – 1970 e 1973) - Parte I

            Antes de começar a resenha, fique avisado. Spoiler é algo proibido no DELFOS, porém neste caso abriremos uma exceção, simplesmente porque é impossível comentarmos sobre essa edição e seu impacto sem comentar alguns pontos cruciais da trama. Então, se você não conhece a história e não quer conhecer antes de ler, pare por aqui.

            Ainda comigo? Então vamos lá: Se você já leu algumas edições de Homem-Aranha, você com certeza sabe ao menos alguma coisa sobre Gwen Stacy. Gwen foi o primeiro verdadeiro amor de Peter Parker (quiçá o único) e, ironicamente, ficou imortalizada na história das HQs justamente por sua morte. Posso estar errado, mas nos 40 anos de cronologia do Aranha e de todas as mortes que aconteceram neste período, apenas 5 delas não eram farsas (ao menos até o momento): seus pais, Tio Ben, Harry Osborn, George Stacy e o motivo desta resenha, Gwen Stacy. Dessas, a que Peter e seus fãs mais sentiram falta foi, sem dúvida a da loirinha.

            Pois finalmente, desde que eu comecei a colecionar Homem-Aranha (no longínquo ano de 1992 para os interessados), esta história é reeditada em nosso país. Admito que já havia lido a “dita-cuja” em uma edição sebosa (comprada no sebo, se você não fala delfiano), mas é claro que nem todos os interessados tiveram a mesma sorte de encontrá-la, o que torna este relançamento quase tão especial quanto a história nele contida.

            Como morte pouca é bobagem, não satisfeita em matar apenas Gwen, a Panini colocou na mesma edição a morte de seu pai, o capitão de polícia, George Stacy, que serviu por um bom tempo como figura paterna, não só para Peter, como também para o Aranha. É um verdadeiro massacre da família Stacy em uma só edição. E ainda tem uma história brinde. Mas vamos por partes. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:29 AM
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   Literatura – Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha Volume 3: A Morte de Gwen Stacy (Panini – 2004 / Marvel – 1970 e 1973) - Parte II

            O primeiro arco da edição consiste de três histórias: Os Tentáculos do Doutor Octopus!, Octopus Vive! e E Chega a Morte!, publicadas respectivamente na revista Amazing Spider-Man, números 88, 89 e 90, todas de 1970. Nela vemos o Aranha lutando obviamente contra o Doutor Octopus e levando uma bela surra do cientista, tudo culminando, é claro, com a morte do papai Stacy. Criada pela dupla dinâmica Stan Lee e John Romita, a história é bem legal, mas seu argumento é claramente bem datado o que fica visível principalmente no constante recurso da “fotolegenda”. Por exemplo: em determinado momento, um guarda está atirando nos tentáculos de Doc Ock e vemos as balas ricocheteando neles. Então aparece um cara e diz algo do tipo: “É inútil! As balas ricocheteiam nos tentáculos!”. Esse recurso é tão utilizado que creio não existir um quadrinho nas 116 páginas desta edição sem nada escrito. Particularmente, isso não me incomoda, eu até gosto, já que acho que dá um ar mais inocente e até mais infantil para as histórias.

            Devemos lembrar também que tudo que está retratado nesta edição representa uma época anterior a quando a Marvel perdeu o controle da cronologia de seus heróis. Uma fase onde não era comum matar personagens para trazê-los no mês seguinte, onde não existiam totens e complicações semelhantes e principalmente, onde não existiam arcos que se alastravam por anos, como ocorreu com a dolorosa Saga do Clone. Nessa época, quando uma história durava mais que uma edição, era uma trama especial, já que a grande maioria trazia histórias quase independentes (apenas com um ou outro gancho para a próxima edição, por exemplo).

            Uma curiosidade em relação a este arco é que, se você parar para pensar, realmente George Stacy foi morto pelo aracnídeo, afinal, Octopus não tinha a intenção de derrubar aquela chaminé. Isso ocorre apenas devido à artimanha do Aranha em fazê-lo perder o controle de seus membros de aço.

            E então chegamos no prato principal. O arco composto das histórias O Dia em que Gwen Stacy Morreu e A Última Cartada do Duende!, publicados na revista Amazing Spider-Man números 121 e 122, ambos de 1973. Para quem não sabe, a história do primeiro filme do Homem-Aranha foi livremente baseada nessas edições. Lembra da cena do longa onde Mary Jane é jogada da ponte pelo Duende Verde? Foi exatamente assim que o verdão matou Gwen no gibi. A própria morte do Duende no filme é arrancada sem dó nem piedade de sua contraparte literária. Até mesmo a Mary Jane hollywoodiana está muito mais semelhante à srta Stacy do que à própria MJ. Embora os sonhos e a profissão do interesse romântico cinematográfico de Peter sejam os mesmos da MJ do gibi, a sua personalidade doce e meiga está muito mais parecida com a Gwen do que com a festeira Mary Jane. Existem duas grandes diferenças entre o filme e o gibi, no entanto: a primeira é que a loirinha foi substituída por uma ruivinha (por sua vez interpretada por uma loirinha tingida) e a segunda e primordial é que a garota não morreu.

            Se você quer a minha opinião (e se você está lendo esse texto, você deve querer), eles deveriam ter colocado a Gwen no primeiro filme e matado a garota sem dó. Ia deixar o filme muito mais dramático e romântico e não precisariam excluir a MJ da história para isso. Podiam colocá-la no primeiro filme como a coadjuvante por quem Peter se apaixonaria no segundo.

            Mas e o gibi? É mesmo, eu e minha divagações. A própria capa da edição 121 de Amazing Spider-Man já anuncia que alguém muito importante morre nessa edição. A condução da história é tal que deixa óbvio que quem vai morrer em seu clímax é Harry Osborn, a prole de Norman, o famigerado Duende Verde. Isso se deve ao fato de que o espertinho roteirista Gerry Conway ressuscitou o vício de Harry em LSD (aliás, bem que as clássicas ASM 97, 98 e 99 poderiam estar incluídas nesse pacote, né, Panini?) apenas para despistar e surpreender a todos quando Gwen exala seu último suspiro. Esse suspense se mantém até o último momento, pois o Aranha até consegue resgatá-la antes que sua queda chegasse ao fim, porém já era tarde demais. A guria já estava morta. Claro que esse suspense todo não adianta mais para nós que não lemos a história quando ela saiu, já que a própria capa desta reedição tupiniquim entrega o fato de que é a Gwen que vai morrer. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:26 AM
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   Literatura – Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha Volume 3: A Morte de Gwen Stacy (Panini – 2004 / Marvel – 1970 e 1973) - Parte III

            Esse fato afetou o Aranha de tal forma que, pela primeira e única vez desde que aquela aranha radiativa o picou, ele ficou tentado a matar alguém. A surra que ele dá no Duende parece refletir não só a frustração de Peter como de todos os fãs que não se conformavam com a morte de sua meiga namorada.

            O assassinato de Gwen foi talvez o mais ousado passo dado pela Marvel (lembre-se que naquela época as HQs – e até o mundo em si – eram bem mais inocentes do que são hoje). De certa forma, Gwen não era apenas a namorada de Peter, mas de todos os seus leitores, que choraram junto com o Aranha a perda de uma de suas personagens preferidas. Isso gerou inúmeras reclamações de fãs que escreviam cartas iradas (e você sabe que fãs indignados não são lá muito educados, né?) para a editora implorando e exigindo pela volta da loirinha. A sádica Marvel, contudo, ria da dor de seus fãs e não voltou atrás. Hoje, 30 anos depois de sua morte, Gwen é possivelmente a falecida mais antiga dos gibis do Aranha – desconsiderando, é claro, seus pais, que morreram antes da história começar e o Tio Ben, cuja morte foi o estopim que fez de Peter um herói – e talvez uma das únicas.

            E chegamos à história bônus. Intitulada O Beijo e publicada originalmente em Amazing Spider Man 365. O Beijo nada mais é do que um conto romântico. Nela, relembramos Gwen junto com Peter, enquanto observamos um álbum de fotos de seu primeiro amor. Particularmente, é a história que mais gosto nessa edição, já que é uma história onde o sentimento predomina sobre a ação (que é completamente inexistente). É uma história curta, que não tem nem 10 páginas, mas possibilita que fãs mais novos do Aranha vejam o quanto essa garota era importante para Peter e, conseqüentemente, para seus fãs.

            Claro que não vivi a época da publicação original desta história mas, ao analisá-la hoje, penso que, embora ousado, tenha sido um passo genial da Marvel. Não apenas pela imensa publicidade que isso gerou ou pelas oportunidades de futuras histórias decorrentes desse fato (das quais a maioria nem deveria ter sido publicada, é verdade), mas principalmente por ter colocado o Aranha em uma posição que o diferencia de todos os outros heróis. Claro que posso estar errado ou você pode discordar de mim (até porque não tive oportunidade de ler todas as histórias publicadas nestes 42 anos de Homem-Aranha), mas O Dia em que Gwen Stacy Morreu foi, na minha opinião, o mesmo dia em que o Homem-Aranha que conhecemos hoje nasceu. Um herói cujas aventuras super-heroísticas nada mais são do que um pretexto para sabermos o que acontece na vida de Peter Parker, tornando Homem-Aranha o herói mais romântico que as HQs já conheceram. E como diz no início do primeiro filme do Aranha: “Como toda história que merece ser contada, essa história é sobre uma garota.”. Eu não conseguiria dizer melhor...

 

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A Origem Ultimate do Venom

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 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:25 AM
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   Cinema – De-Lovely – Vida e Amores de Cole Porter (De-Lovely)

            Sheryl Crow, Robbie Williams, Natalie Cole, Elvis Costello, Alanis Morrissete. Não, amigo delfonauta, não estou listando o cast de um festival de música, mas apenas algumas das participações especiais que podemos ver nesse musical que entra em cartaz nessa sexta-feira, dia 3 de dezembro.

            Com uma óbvia inspiração em Memórias Póstumas de Brás Cubas, do nosso Machado de Assis, De-Lovely é uma biografia romanceada e musical do famoso compositor estadunidense Cole Porter, autor de algumas peças bem conhecidas, como Kiss me, Kate para citar apenas um exemplo.

            O que tem a ver com o livro de Machado de Assis, você pergunta? Justamente a forma como a história é contada. No início do filme, somos apresentados a um Cole Porter idoso e melancólico que é levado a um teatro. A peça que ele vai assistir é sua própria vida. Mas ao contrário de suas outras peças, dessa vez, ele não vai ter direito de dar palpite. Em nenhum momento, fica claro se esse Cole que está assistindo a peça é o compositor depois de morto, mas é o que dá a entender.

            Se você está curioso em relação às participações de cantores famosos interpretando os clássicos de Porter, fique sabendo que todos foram fiéis aos arranjos originais. As atuações também são boas, com destaque para o casal principal Ashley Judd e Kevin Kline.

            De-Lovely é um filme recomendado para fãs do compositor. Se você for um deles, não perca. Caso contrário, é melhor assistir outra coisa.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:07 AM
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   Música – CDs – Therion – Sirius B (Nuclear Blast - 2004) - Parte I

            Ontem você conferiu aqui no DELFOS a resenha de Lemuria. Se você perdeu, recomendo que leia antes dessa, já que alguns dos defeitos e qualidades que também estão presentes em Sirius B foram relatados ali e não serão repetidos neste texto.

            Quando coloquei Sirius B no meu aparelhinho de som tive uma grande surpresa. A faixa de abertura The Blood Of Kingu soa completamente diferente do que eu esperava. Uma faixa 100% Heavy Metal, com vocais 100% Heavy Metal, que chega até a lembrar bandas tradicionais do estilo, como o Primal Fear (confira a resenha do último show da banda em São Paulo AQUI, a resenha do álbum Devil’s Ground AQUI e a resenha do DVD The History Of Fear AQUI), por exemplo. Cheguei até a pensar que estava ouvindo o CD errado, pois a primeira característica do Therion a aparecer na música, o coral, só mostra sua presença depois de cerca de um minuto. Claro que isso não significa que eu não gostei da música, apenas que a achei diferente.

            E o CD continua em clima de Heavy Metal. E vêm Son Of The Sun, The Khlysti Evangelist e Dark Venus Persephone, todas bem mais pesadas e rápidas do que o Therion costumava fazer em seus últimos lançamentos. Assim como Three Ships Of Berik de Lemuria, Sirius B também tem sua faixa dividida em duas partes. Intitulada Kali Yuga, sua primeira parte é mais lenta e tem vocais de Piotr Wawrzeniuk, enquanto a segunda, mais Metalzona, conta com vocais de Mats Levén. Ao contrário de Three Ships Of Berik, porém, esta música realmente se beneficia da divisão, visto que são duas músicas quase distintas e duram quase 10 minutos se somadas. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:29 AM
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   Música – CDs – Therion – Sirius B (Nuclear Blast - 2004) - Parte II

            The Wondrous World Of Punt é uma bela balada, que também lembra bastante o estilo anterior do Therion, onde a orquestra e o coral são privilegiados. E o CD continua bem, com a pesada Melek Tails, a suave Call Of Dagon e a quase instrumental Sirius B. O “quase instrumental” se refere ao fato de o coral cantar apenas duas palavras em toda sua duração: “Po Tolo”. Aliás, se alguém souber o que essas palavras significam, eu gostaria de saber.

            O álbum fecha com Voyage Of Gurdjieff (The Fourth Way) que traz melodias lindíssimas e chega a lembrar até bandas de Metal Melódico. Assim como Three Ships Of Berik, do Lemuria, considero esta música um dos grandes destaques entre os dois álbuns e uma grande decepção por não ter sido tocada ao vivo em São Paulo. Claro que sua melodia predominantemente alegre e a bateria veloz típica de bandas melódicas pode levar alguns fãs que esperavam algo mais deprê a fazerem bico. Novamente, aí vai do gosto pessoal de cada um.

            Sirius B é um disco cabuloso. É incrível como o Therion consegue lançar discos bons ininterruptamente, até mesmo quando lançam dois simultâneos. Como já ficou claro, não se tratam de discos típicos da banda, pois têm uma aproximação bem maior do Heavy Metal Tradicional, embora ainda mantenham aquela veia única e maravilhosa que só essa banda é capaz de fazer. Se você é daqueles que sempre acharam o Therion meio chato, essa é a sua chance de conhecê-los melhor. Agora se você é daqueles que sempre gostou do Therion justamente pela capacidade que eles tinham de serem diferentes de todas as outras bandas, pode ser que fique um pouco decepcionado. Independente da sua opinião sobre a banda, uma coisa é certa: eles realmente fizeram (e fazem) por merecer o prestígio que conseguiram no cenário mundial do Metal.

            E não deixe de ler também a detalhadíssima resenha delfiana para o show da banda em São Paulo. É só entrar AQUI e relembrar. Aproveite e leia também a resenha para o show do Dio, que aconteceu um dia depois e que se encontra no mesmo LINK.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:27 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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