Delfos - Jornalismo Parcial
   Novidades DELFOS - Problemas técnicos resolvidos!

Finalmente resolvemos os problemas técnicos que nos afligiram nos últimos dias. Todas as matérias desse período estão publicadas abaixo. Caso você ainda acesse o DELFOS pelo endereço http://delfos.zip.net, atualize seus marcadores para o endereço final: www.delfos.art.br.

Acessando pelo www.delfos.art.br, você sempre terá acesso às matérias delfianas mais recentes e, dia desses, vai se surpreender por finalmente estarmos com o layout final de portal.
Estamos quase lá. Muito em breve a Idade das Trevas do DELFOS chegará ao seu fim. Fique ligado!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:30 PM
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   Música – CDs – Trans-Siberian Orchestra – The Lost Christmas Eve (Lava – 2004) - Parte I

            Depois de quase 5 anos, finalmente os fãs da boa música podem novamente colocar suas mãos em material inédito do fantástico Trans-Siberian Orchestra. Para quem não lembra, seu último e melhor trabalho, batizado de Beethoven’s Last Night e lançado no primeiro semestre de 2000, foi também o único até o momento a não trazer o tema natalino. Sim, no novo disco o tema está de volta, para a tristeza daqueles que preferem ver a banda tocando versões metalizadas de músicas clássicas e não apenas de Noite Feliz e congêneres.

            Contudo, apesar de eu definitivamente ser alguém que não gosta de Natal, a qualidade musical do TSO é inegável. Até porque, por trás do projeto temos mentes como as de Paul O’Neill, Jon Oliva e os demais membros do Savatage, ou seja, garantia de coisa boa.

            Qualitativamente, encaixaria The Lost Christmas Eve junto com The Christmas Attic, ou seja, não é tão bom quanto seu debut Christmas Eve and Other Stories e muito menos que a maravilha supracitada Beethoven’s Last Night. O problema é que o TSO é, nos EUA, uma banda relativamente grande e, como todos nós sabemos, os EUA consomem o Natal como consomem equipamentos bélicos. Isso provavelmente levou a banda a optar por um direcionamento que tivesse um retorno mais garantido em seu país de origem, seguindo então, com suas historinhas de Natal pra lá de emocionais e sempre com aquelas lições de moral hipócritas do tipo: “No Natal somos pessoas melhores”.

            Contudo, o que o conceito deixa a desejar, a música compensa. Composto basicamente por baladas, músicas instrumentais e corais, The Lost Christmas Eve traz músicas lindíssimas. Ótimas para serem curtidas em momentos românticos a dois ou mesmo para mostrar para as pessoas que dizem que Heavy Metal é um estilo barulhento e sem musicalidade o quanto elas estão erradas.

            É difícil destacar faixas em um CD com tão belas músicas, mas é impossível não se divertir com Queen of the Winter Night, versão metalizada para A Rainha da Noite do vovô do Metal Melódico Wolfgang Amadeus Mozart. Outra lindíssima é What Child is This? que conta com uma interpretação fabulosa do vocalista Robert Evan, daquelas de trazer lágrimas aos olhos mesmo. Não posso deixar de destacar o Blues Metal (ei, inventei um nome para um novo estilo de Metal) de Christmas Nights In Blue. Para os fãs de Heavy Metal deliciem-se com a instrumental Christmas Jam e seus ótimos riffs e solos de guitarra. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:20 PM
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   Música – CDs – Trans-Siberian Orchestra – The Lost Christmas Eve (Lava – 2004) - Parte II

            Uma característica muito presente no Savatage e até mesmo no TSO é a repetição de trechos de músicas em outras composições que a banda provavelmente faz para lembrar peças de teatro. Particularmente, acho isso legal e já rendeu ótimos frutos como a citação à linda Believe que ocorre na também linda Alone You Breathe do disco Handful of Rain do Savatage. Outra ocasião em que fizeram isso foi no primeiro disco do TSO que reprisava a música Christmas Eve (Sarajevo 12/24), presente no álbum Dead Winter Dead do Savatage.

            O problema é que, nesse caso, eles exageraram. Olhando o tracklist do álbum, você verá o curioso nome Back To a Reason Part II. Fãs de Savatage sem dúvida vão relacioná-la com Got to Get Back to a Reason, faixa do disco mais recente da banda Poets and Madmen (aliás, quando eles vão lançar algo novo, hein?). Pois a faixa do TSO nada mais é do que uma regravação da faixa do Savatage trocando os vocais de Jon Oliva pelos de Robert Evan. Para ser justo com a banda, o final da música está diferente e a música ficou ainda melhor que a original, que já era boa, mas ainda assim é um pouco parecida demais. E pior, essa música ainda tem uma reprise em um trecho da faixa The Wisdom of Snow. Estaria a criatividade da banda acabando? Isso também acontece em Christmas Canon Rock, regravação de Christmas Canon, presente no segundo álbum do TSO. E não pára por aí, já que Different Wings traz um trecho que estava originalmente em Turns to Me, do álbum Wake of Magellan do Savatage.

            Agora um problema chatíssimo neste álbum é sua embalagem. Ele vem em uma caixinha normal de CD, embalada em uma caixinha de papelão. Até aí tudo bem, o problema é que seu encarte (que aliás não tem nenhum foto da banda, seguindo a tradição dos outros álbuns) é do tamanho da caixinha de papelão tornando impossível colocarmos o dito-cujo na caixinha do CD. Ou seja, esse é mais um álbum que não vai poder ser guardado nos seus porta-CDs.

            The Lost Christmas Eve tem seus problemas, é verdade. Para ser sincero, ele ficou até um pouco abaixo das minhas expectativas, já que considero o álbum anterior um dos melhores discos da minha coleção e torcia para que esse fosse ainda melhor. Apesar disso, ainda é um disco do Trans-Siberian Orchestra e acho que ainda vai demorar um bom tempo até essa banda lançar um disco ruim. Principalmente se eles continuarem lançando um disco a cada 5 anos, ou melhor, 2 discos por década. ;-)

            Com esse texto, encerramos o trabalho do DELFOS em 2004. Esperamos que você tenha gostado de nossas mais de 200 resenhas de shows, CDs, DVDs, filmes, games, quadrinhos, livros... Enfim, tudo que é legal. Em janeiro a gente volta com mais matérias inéditas, sempre fazendo um jornalismo parcial e de qualidade. Mas fique ligado, de repente colocamos alguma matéria surpresa nesse meio tempo. Feliz Natal e um ano novo com muita diversão. E que o DELFOS esteja com você ao longo do ano que vem também! :-)

            Esta matéria foi publicada no dia 24 de dezembro de 2004.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:19 PM
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   Cinema – Doze Homens e Outro Segredo (Ocean’s Twelve – EUA – 2004)

            Cara, essa foi uma cabine digna de Além da Imaginação. Como se não bastasse o fato de esta ser uma continuação de um remake cujo original (Onze Homens e um Segredo) não teve nenhuma seqüência, ainda foram marcadas as cabines de dois filmes para o mesmo lugar e para o mesmo horário. Pior, a toda-poderosa Warner, que bancou o bufê e todas essas mordomias para a imprensa presente, ainda não ficou com a melhor sala do cinema, perdendo para um filme bem menor (no sentido de orçamento, publicidade, etc) que esse. E para aumentar o clima, meu celular, que estava desligado, tocou duas vezes. Cada dia que passa eu entendo menos esse mundo... Mas vamos ao filme.

            Doze Homens e Outro Segredo começa três anos após o fim de seu antecessor, quando toda a equipe se separou e resolveu andar na linha. Até que algum dedo-duro entrega o nome dos envolvidos para a vítima do primeiro roubo e pronto, está armada a confusão.

            O elenco do filme é um dos mais estrelados dos quais tenho conhecimento, contando com George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Catherine Zeta-Jones (é incrível como uma mulher tão magra pode ser tão linda), Andy Garcia e Julia Roberts. Tem até uma bizarra e hilária ponta de Bruce Willis interpretando ele mesmo. O problema é que, com tantos personagens, a grande maioria deles se resume a pouco mais que pontas. Na verdade, a “ponta” de Bruce Willis é maior do que os papéis de grande parte do elenco principal. Os únicos que têm realmente destaque na história, são os personagens de Brad Pitt e George Clooney.

            Com uma narrativa não linear, sua história chega a ser confusa em alguns momentos. Até porque o filme apela para um humor um tanto surreal, o que torna algumas cenas completamente sem sentido, embora sem dúvida muito engraçadas.

            Como comédia, Doze Homens e Outro Segredo é uma boa pedida. Como filme, no entanto, deixa a desejar. Se quiser arriscar, a estréia está marcada para 25 de dezembro. Sim, no Natal. Mais uma característica bizarra para a cabine mais estranha que já presenciei.

            Esta matéria foi publicada no dia 23 de dezembro de 2004.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:18 PM
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   Cinema – Código 46 (Code 46 – Inglaterra – 2003)

            Estamos no futuro, onde as cidades são praticamente prisões das quais só é possível sair com um documento especial. Além disso, a clonagem humana atingiu tal ponto que o incesto acidental começa a ser um problema real. Para evitar isso, foi implantado o Código 46, que pune pessoas que se reproduzirem caso tenham um código genético semelhante.

            Boa premissa, não? Foi com a esperança de ver um filme ação/ficção que fui a essa cabine. Qual não foi minha decepção ao ver que se tratava de um filme lento, arrastado, mas principalmente, de um romance! Pois é, Código 46 conta a história do casal formado pelos personagens de Tim Robbins e Samantha Morton que, é claro, têm um código genético semelhante. A partir daí, vemos os dois tentando realizar seu amor proibido.

            Sinceramente, esse filme me deu sono. Esperava algo mais naquela linha de um Vingador do Futuro, mas o filme está bem longe disso, já que é um romance e não uma ficção científica. É uma pena, pois a premissa tinha potencial.

            Esta matéria foi publicada no dia 22 de dezembro de 2004.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:18 PM
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   Cinema – Papai Noel às Avessas (Bad Santa – EUA / Alemanha – 2003)

            Os engravatados de Hollywood descobriram um novo nicho: filmes de Natal para quem não gosta de Natal, ou seja, pessoas como eu. Se essa empreitada deu certo, você só vai saber no terceiro parágrafo (não vale olhar).

            Papai Noel às Avessas conta a história de uma dupla de ladrões que se reúnem na época natalina e trabalham em grandes lojas de departamentos fazendo as vezes de um Papai Noel e de um duende ajudante (como sempre traduzido nas legendas como “elfo”). A dupla principal é de uma maldade impressionante, coisa de fazer o Scar (vilão de O Rei Leão – Leia resenha do terceiro filme AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-06-01_2004-06-15.html) parecer bonzinho. E não é só devido à quantidade de palavrões que eles falam, mas à forma como agem. Eles são tão maus que é simplesmente impossível torcer para eles. E como eles são os personagens principais, a bomba já começa por aí.

            Outro grande problema é que a falta de criatividade e coragem para ousar de Hollywood faz com que Papai Noel às Avessas desagrade tanto quem gosta de Natal como quem não gosta, pois acaba caindo nos mesmos clichês que se propunha a quebrar. Explico: enquanto a quantidade de palavrões e a maldade da dupla principal sem dúvida afastam aqueles que gostam da mela-cueca de um caça-níquel natalino tradicional, o filme também traz sua carga emotiva e hipócrita, o que o reduz a apenas um caça-níquel natalino menos comportado. E caça-níquel por caça-níquel, fique com O Expresso Polar (leia AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-11-16_2004-11-30.html), que pelo menos é bem mais divertido.

            Curiosidade: A Lumiére está se tornando uma especialista em lançar filmes atrasadíssimos em nosso país. Depois do atraso absurdo de Kill Bill (leia resenha do primeiro AQUI – http://delfos.zip.net/arch2004-05-01_2004-05-15.html - e a do segundo AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-15.html), Papai Noel às Avessas chega ao Brasil com um Natal de diferença. Para você ter uma idéia, esse filme conta ainda com o falecido John Ritter, o pai da “sitcom-que-virou-drama” 8 Simple Rules, que passou desta para melhor na metade do ano passado.

            Esta matéria foi publicada no dia 16 de dezembro de 2004.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:04 PM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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