Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Alexandre (Alexander – EUA – 2004) - Parte I

            Finalmente estréia no Brasil um dos filmes mais controversos do ano. Uma superprodução da Warner, que nos trouxe em tempos recentes pérolas como Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (leia AQUI), Matrix (leia AQUI) e O Senhor dos Anéis mas, ao contrário destes, Alexandre vem colecionando críticas negativas, além de um pífio rendimento nas bilheterias estadunidenses. Mas como Neo, Capitão Sky ou outro super-herói de sua escolha, o DELFOS vem ao resgate e salva Alexandre do poço das críticas negativas, mantendo ainda, sua fama de “do contra”. Só faltou conquistar a garota. Mas isso fica para a continuação...

            Como já ficou claro na introdução (afinal, nunca tentei esconder nada do amigo Delfonauta) eu gostei de Alexandre. Muito. Na verdade, ele estaria na minha seleta lista de melhores filmes do ano ao lado de maravilhas como Homem-Aranha 2 (leia AQUI) e o supracitado Capitão Sky. Aqui, Alexandre é mostrado como um herói, uma versão romantizada de um grande guerreiro, o que me lembra as sábias palavras de Yoda: “Guerras nunca tornaram ninguém grande”. Apesar disso, o descaso do roteiro em relação à violência e aos assassinatos perpetrados pelo imperador macedônico acabam sendo necessários. Caso contrário, simplesmente torceríamos contra ele e não a favor.

            Algumas das características citadas nas resenhas negativas são realmente verdadeiras. Por exemplo, é impossível negar que Alexandre é um filme pomposo. Agora os críticos que me desculpem, mas desde quando um longa ser pomposo é algo negativo? Caramba, estamos falando de um épico que relata a história do maior conquistador da história de nosso planeta. Na boa, dava para contar essa história sem ser pomposo? E assim, dependendo de seu gosto, um dos tão falados defeitos se torna uma qualidade. E das grandes.

            Ok, mas o fato de eu ter gostado do filme não o exime de outros defeitos. Quase todos concentrados nas batalhas. Para começar, a câmera treme sem parar nas cenas de luta. Além disso, elas são extremamente violentas, podendo gerar uma certa náusea naqueles de estômago mais fraco como este que vos escreve. Essas duas características, somadas à rápida edição utilizada gera tonturas, deixam o espectador perdido e, por fim, entediado e torcendo para a tal cena de ação terminar logo. Afinal, não dá para ver nada mesmo. E para quê colocar uma cena no filme onde o público não vai conseguir ver nada?

            Outro probleminha está no estrelado elenco. Todos têm ótimas atuações, sem discussões nesse ponto, mas é fato que é difícil engolir que Angelina Jolie (aliás, nunca a achei bonita, mas nesse filme ela está detonante) e Val Kilmer são os progenitores de Colin Farrel. Li em algum lugar que Farrel tem entre 25 e 30 anos. Isso faz com que, para fazer sentido, Angelina e Val deveriam estar, no mínimo, próximos aos seus 50 anos. Ora, eu sou realmente péssimo para adivinhar idade, mas já teria uma certa dificuldade para acreditar que eles estão na casa dos 40, quanto mais dos 50. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:58 PM
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   Cinema – Alexandre (Alexander – EUA – 2004) - Parte II

            Para finalizar os problemas, o que talvez seja o mais grave deles. Na minha resenha de O Último Samurai (leia AQUI), disse que era uma história comum, mas a forma como ela era contada o tornava um filme especial. Este é o contrário. A história é maravilhosa, porém a forma como ela é contada, de forma não linear e com um excesso de personagens, deixa o público confuso e entediado em algumas cenas. Para citar um exemplo, posso lembrar de uma cena onde Alexandre é exilado durante uma discussão com seu pai. Então o filme dá um salto para o futuro quando seu pai já estava morto e “Alê” já era um grande combatente. Algum tempo depois, o filme volta para o passado e mostra o jovem personagem de Farrel conversando amigavelmente com seu pai, pouco antes da morte deste último. Toda a questão do exílio é simplesmente ignorada no filme, o que tornaria mais sensata a simples exclusão da cena da discussão.

            Ok, eu listei os defeitos e quase não falei das qualidades, mas é simplesmente porque elas aparecem em grande quantidade o tempo todo. Qualquer pessoa que gosta de “Pompa e Circunstância”, épicos, heróis, mitologia, enfim, qualquer assunto que mereça ser contado deve assistir a esse filme. E quando chegar em casa, deve compará-lo à letra de uma das músicas mais legais do Iron Maiden (leia resenha do show no Brasil AQUI) que trata do mesmo tema, Alexander The Great. Pelo menos foi o que eu fiz.

            Alexandre estréia hoje, 14 de janeiro.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:57 PM
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   Cinema – O Justiceiro (The Punisher – EUA – 2004) - Parte I

            Informamos que o título O Justiceiro (The Punisher) não será mais lançado nos cinemas brasileiros”. Essa foi exatamente a mensagem enviada pela Columbia Pictures para a imprensa no dia 20 de setembro do ano passado. Assim mesmo, sem nenhuma explicação nem nada. Para nós, que vemos de fora, cabe apenas especular. Essa decisão se deve ao fraco desempenho do filme nos EUA? Se deve à parca bilheteria de Hellboy (leia AQUI) na nossa terrinha? Ou seria simplesmente um desrespeito aos milhares de fãs de Frank Castle no Brasil? Bom, como o DELFOS não poderia deixar nosso público no vácuo, demos um jeito de assistir ao filme e trazer nossa resenha em primeira mão, só para você. O filme está prestes a ser lançado em DVD aqui no Brasil, então você pode ler essa resenha antes para decidir se compra ou só aluga o disquinho.

            Admito que minhas expectativas para este filme eram altíssimas. Afinal, o Justiceiro é um herói diferente e não exige os efeitos especiais de um filme como Homem-Aranha (leia AQUI). Na verdade, um bom filme do Justiceiro seria mais ou menos como um bom policial, gênero que Hollywood já está bem acostumado a fazer. Bom, quanto maior a expectativa, maior o tombo e realmente este filme deixou muito a dever.

            Para quem não conhece a história (ou para quem conhece e gosta de relembrar), Frank Castle é um policial que tem a família assassinada. Como uma Fênix, da morte vem o nascimento e assim nasce O Justiceiro, anti-herói que jura matar todos os criminosos que tiver oportunidade enquanto viver. No filme, o sadismo hollywoodiano aumenta o já impressionante massacre das HQs assassinando não só sua esposa e filhos, mas também mamãe, papai, irmãos, amigos e simplesmente todo mundo que ele conhecia. Tudo isso a pedido do inédito vilão Howard Saint (John Travolta) que nada mais é do que um Rei do Crime (o vilão que aparece no filme do Demolidor) magro e sem o mesmo carisma.

            Ora, para quê criar um vilão novo para o filme se poderiam simplesmente ter usado o Rei do Crime e começar a criar uma espécie de universo Marvel cinematográfico? Que falta de visão! Até porque o Rei é um vilão que poderia aparecer em vários filmes, como Homem-Aranha ou muitos outros que ainda virão. Nada contra Travolta, mas é bem mais legal ver no cinema um vilão conhecido. Principalmente se for um vilão da estirpe do Rei. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:15 AM
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   Cinema – O Justiceiro (The Punisher – EUA – 2004) - Parte II

            Thomas Jane está perfeito no papel de Frank Castle. Sinceramente, não consigo imaginar um Justiceiro mais parecido com o dos quadrinhos. Tanto no visual, como na atuação e frases de efeito. E pelas entrevistas que o cara deu, parece que ele realmente curte o personagem. O cara vai até escrever algumas histórias do Justiceiro no gibi (bizarro, não?).

            Mas então o que torna o filme ruim? Bão... para ilustrar meu ponto de vista, deixe-me contar uma cena protagonizada por Castle no gibi algum tempo atrás: na cadeia (sim, ele estava preso), durante uma refeição, Frank ouve um indivíduo comentar que foi preso enquanto tentava estuprar uma guria, mas que assim que ele saísse, voltaria lá para terminar o serviço. Sem hesitar, nosso herói mata o cara usando apenas um talher. Ao ser questionado sobre o motivo do assassinato, Castle exclama: “Ele apenas deixou claro que não era mais necessário nesse mundo!”.

            Contei essa cena para tentar mostrar para quem não conhece um pouco da personalidade do Justiceiro, um cara que mata sem dó e com muito sadismo todos os criminosos. Pois no filme, talvez para diminuir a censura, decidiram limitar este sadismo e violência de tal forma que nem parece ser um filme do Justiceiro. Poxa, ele simplesmente mata muitíssimo pouca gente no filme inteiro. E devia matar muito mais. E com muito mais violência. Justiceiro é um personagem cujo longa tem que ser para maiores de 18 anos mesmo. Por que se não for é apenas mais um filmezinho policial como qualquer outro. Outra coisa decepcionante é que o famoso uniforme com a caveira no peito quase não aparece no filme (seguindo o exemplo do primeiro filme do personagem, sobre o qual você vai ler no próximo parágrafo), já que Frank normalmente aparece com roupas comuns.

            Em 1989 foi realizado um outro filme do herói, protagonizado pelo He-man Dolph Lundgren, que teve suas madeixas pintadas de preto para ficar mais parecido com o Justiceiro. Embora tenha assistido a essa versão anterior há muuuuuuito tempo atrás, me lembro de ter gostado dela. Talvez isso mudasse caso a assistisse hoje, mas na minha lembrança, ela parece ser uma rendição mais apropriada deste que talvez seja o personagem mais truculento da Marvel Comics.

            O DVD de O Justiceiro está programado para sair no Brasil em fevereiro de 2005. Nos States, embora tenha tido uma fraca recepção nas bilheterias, o DVD vendeu pra dedéu, encorajando a Columbia a fazer uma continuação, que está próxima de ser aprovada.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:15 AM
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   Novidades DELFOS – Texto Delfiano na AOL!

            Essa realmente me pegou de surpresa. A AOL publicou a resenha Delfiana do filme O Grito (que você lê aí embaixo). Textos nossos já saíram em outros sites bem maiores do que nós antes, como A Arca e o Whiplash, mas não deixa de ser uma honra ter um texto publicado em um site de renome mundial como a AOL e é essa honra que quero dividir com você, Delfonauta, como todas as outras conquistas do DELFOS até o momento.

            E não vai parar por aí, pois como você já deve saber, já temos um logotipo e um mascote que você pode conferir na nossa comunidade do Orkut clicando AQUI. E aproveite para “joinar” lá e bater um papo com a gente. Em breve estaremos com o layout e o sistema de portal prontos. Continue acessando pelo www.delfos.art.br para conferir sempre as últimas atualizações e modificações.

            Quer conferir a notícia na AOL? Então clica AQUI, meu!



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:33 PM
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   Cinema – O Grito (The Grudge – EUA – 2004)

            Na sua opinião, o que torna um filme de terror memorável? Uma sucessão de sustos ou uma história realmente aterrorizante?

            Remake estadunidense do japonês Ju-On: The Grudge, o esperado O Grito chegou ao Brasil neste dia 7 de janeiro envolto em muita expectativa. Afinal, um dos filmes de terror mais legais dos últimos tempos, O Chamado, também é um remake de um filme nipônico.

            A história de O Grito é bem básica: quando alguém morre em uma situação de muita tristeza ou raiva, seu espírito permanece no local da morte penalizando todos os que ali entrarem. Nada contra histórias básicas, até porque adoro filmes que partem do principio “casa mal-assombrada”.

            E aí voltamos à pergunta do primeiro parágrafo, pois O Grito é sem dúvida assustador. Porém todo o medo que ele causa vem de cenas e situações tensas, não de uma história intrigante, como em O Chamado. Desde o começo, fica claro o que está acontecendo, privando o filme de um clímax revelador, como acontece em Os Outros, por exemplo. Claro, créditos devem ser dados ao filme, pois boa parte de suas cenas assustadoras realmente têm que ser assustadoras. Isso distingue o remake da safra recente do terror estadunidense, onde quase todos os sustos vêm de gatos correndo, alguém colocando a mão no ombro do protagonista e etc. Curiosamente, a assustadora vilã do filme é, na verdade, até bonitinha. Nada de mortos deformados ou coisas do tipo. É apenas uma atriz pintada. Por incrível que pareça, isso deixa o filme até mais assustador.

            No fim, tudo se resume ao que você espera de um filme de terror. Se sentir medo for seu principal objetivo, O Grito vai satisfazê-lo com louvor. Agora se você espera revelações bombásticas e uma mórbida curiosidade para saber o que está acontecendo... bem, ainda assim assista, já que não tem nenhum outro filme de terror passando no momento. Pelo menos você vai levar alguns sustos. Isso é garantido.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 9:33 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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