Delfos - Jornalismo Parcial
   Games – Need For Speed: Underground 2 (PC, PS2, Xbox e Gamecube – EA – 2004) - Parte I

            A fabulosa série Need For Speed já faz parte da história dos videogames. Seu primeiro jogo, lançado na metade dos anos 90, tinha um grande diferencial: possibilitar ao jogador controlar carros nos quais a maioria de nós não terá nem oportunidade de colocar os olhos. Para você ter uma idéia, alguns dos primeiros carros que você poderia escolher eram do nível de um Jaguar. Isso, aliado aos ótimos gráficos e trilha sonora fizeram a fama do game. Particularmente, um dos motivos pelos quais gostei desse jogo, embora fosse um jogo de corrida (na época não gostava de jogos desse estilo) foi o fato de as corridas não terem aquela pentelhação de obrigar você a dar inúmeras voltas em torno de um circuito. A maior parte delas, se não todas (ok, eu não me lembro exatamente) era uma corrida com um destino. Chegou lá, acabou, não precisava chegar lá 4 ou 5 vezes. Não sei dizer se foi o primeiro jogo do estilo a seguir essa linha, mas ao menos foi o primeiro que conheci.

            Depois desse primeiro jogo, me afastei um pouco dos videogames (como você já deve ter percebido, eu já estou de volta) e parei de acompanhar as novas investidas da série. Até que caiu nas minhas mãos o excepcional, grandioso e tremendão Need For Speed: Hot Pursuit 2 que tem até hoje o troféu Carlíneo de melhor jogo de corrida. Gráficos fenomenais, trilha sonora que tinha até Rush, e a possibilidade de dirigir carrões animalescos fizeram esse jogo invadir meu coração. E melhor, o jogador tinha uma opção de carros diferentes para escolher em cada corrida, tornando o jogo muito mais simples e mais divertido.

            Em seguida ao Hot Pursuit, veio o primeiro exemplar do NFS: Underground, que simplesmente acabou com tudo que o jogo anterior tinha de bom. Saíram os carrões inalcaçáveis e entraram carros mais populares como o Honda Civic, por exemplo. Ok, para nós, pobres mortais que andam de ônibus ou que dirigem carros como Corsa ou Palio, um Honda Civic é, sem dúvida, um carrão, mas é um sacrilégio compará-lo a um Jaguar ou a uma Ferrari. Agora você comprava um carro e ficava com ele por um tempão, até poder bancar outro (mais ou menos como a maior parte dos jogos de corridas tradicionais). E ainda tinha aquelas coisas de ficar enfeitando o carro com neon e vinil, o que para aqueles entre nós com “necessidade por velocidade”, não por enfeites, era uma tremenda pentelhação. Além disso, todas as corridas eram noturnas, tornando o jogo, como sempre, muito escuro (e sem controle de Gamma nas opções), satisfazendo as manias dos designers por colocar dificuldade no jogo impedindo que você veja o que acontece.

            A trilha trazia alguns Raps que tocavam nos menus e alguns Rocks para lá de barulhentos (não me refiro a peso, mas a barulho mesmo), a maioria de artistas completamente desconhecidos. As músicas parecem ter dois únicos pontos em comum: serem ruins e terem letras que falam sobre carros e velocidades (esse último provavelmente foi o critério de escolha da EA). E ainda tinha trânsito. Sim, trânsito. Carrinhos que não faziam parte da corrida e que estavam lá simplesmente para atrapalhar. Para coroar o assassinato, boa parte das provas eram circuitos com mais de seis voltas, o que ficava extremamente sacal depois de um tempo, até porque a falta de cenários do jogo dava ao jogador a sensação de estar correndo sempre na mesma pista. Não preciso nem citar a alegria que um jogador sente quando fica dando voltas durante uns vinte minutos, mantendo a primeira posição durante todo esse tempo, mas então, na reta final, um carrinho atravessa a pista (sim, ATRAVESSA) como quem não quer nada, gerando um inevitável acidente e fazendo com que o paciente jogador chegue em último. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:04 AM
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   Games – Need For Speed: Underground 2 (PC, PS2, Xbox e Gamecube – EA – 2004) - Parte II

            Pois pelos parágrafos acima, você pode imaginar minha decepção quando fiquei sabendo que o representante da série para esse ano seria o segundo exemplar do esquema Underground. Quando li a primeira resenha sobre o jogo, então, quase me desesperei ao saber que, por algum motivo bizarro e, com certeza, sem nenhum sentido, a EA decidiu obrigar os jogadores a dirigir ATÉ as corridas e lojas. Ou seja, não só era necessário ficar “enfeitando” o carro, como você também tinha que dirigir até as lojas para fazê-lo. Na boa, se esse tipo de coisa já era o ponto baixo de jogos como GTA ou o detonante Mafia (leia AQUI) fica completamente sem sentido em um jogo que deveria ser única e simplesmente um jogo de corrida.

            Dito isto, fica claro o motivo de eu estar com uma pulga atrás da orelha durante a instalação do bicho. Para a minha surpresa, contudo, esta seqüência superou seu antecessor (o Underground, não o Hot Pursuit 2) em quase todos os aspectos. Sim, os defeitos ainda estão lá: falta de carros legais (o melhor carro do jogo é um Lancer Evolution que, convenhamos, não é nenhum Porsche), necessidade de comprar e enfeitar os carros, corridas noturnas e sua decorrente escuridão, trânsito e ainda a necessidade de dirigir pela cidade e encontrar as lojas. Sim, não basta ter que dirigir até as lojas, mas você também precisa encontrá-las.

            Contudo, por incrível que pareça, não é tão chato dirigir de uma corrida à outra. Claro, seria melhor se existisse a opção de ir direto para as corridas, mas realmente não é tão chato quanto parece. O problema é que isso acaba fazendo com que você escolha as corridas não pelas que você está a fim de correr, mas pela proximidade delas. O que é muito chato é ficar dirigindo para as lojas (e são lojas de vários tipos). E, ao trocar de carro, você perde todos os upgrades que fez no carro anterior, ou seja, além de ter que ter uma boa grana em estoque, precisa dirigir para todas as lojas e comprar tudo de novo. Você consegue imaginar alguma coisa mais chata que isso? Não, o show do Robert Fripp não vale (leia AQUI), agora estamos falando de games.

            A trilha sonora está bem melhor e muito menos barulhenta. Nada que chegue à qualidade de um Rush, mas temos algumas bandas um pouco mais conhecidas do que antes, como Helmet e Queens of the Stone Age, por exemplo. Não posso deixar de citar também a inusitada parceria entre The Doors e o rapper Snoopy Dogg em Riders on the Storm. Ok, na verdade não é uma parceria. Snoop Dogg apenas canta em cima de um sampler da música, mantendo o vocal de Jim Morrison em alguns momentos. Até que ficou legal, mas para muita gente, isso sem dúvida será considerado um sacrilégio, já que The Doors faz parte da turminha dos intocáveis, junto com Beatles, Jimi Hendrix e alguns (poucos) outros. Assim como no jogo anterior, você pode escolher quais músicas deseja tocar no menu e na corrida e quais você não quer ouvir de jeito nenhum, o que é ótimo. Para falar a verdade, a ausência dessa opção realmente era um dos poucos defeitos do Hot Pursuit 2.

            Foram mantidos os tipos de corridas do Underground 1 (única melhora deste em relação ao Hot Pursuit 2) e acrescentados alguns. Dos já conhecidos, saiu o Knockout e foram mantidos os já conhecidos Sprint – corrida de um ponto a outro, o mais legal de todos, Circuit – corrida com várias voltas, Drag – corrida em uma linha quase reta, onde você vai desviando dos obstáculos e mudando de marchas, mesmo que tenha escolhido a opção de marcha automática. Bem legal também. E, por fim, Drift – prova para ver quem derrapa mais batendo menos. Pode ser tanto dentro de um circuito fechado como uma ainda mais legal, aonde você vai descendo uma montanha na contra mão, enquanto derrapa, satisfazendo os mais negros instintos de pessoas que têm um parafuso solto, como eu. Também foram mantidos os tradicionais Time Trials, aqui designados como Special Events, onde você tem que dirigir de um ponto a outro no tempo determinado. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:03 AM
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   Games – Need For Speed: Underground 2 (PC, PS2, Xbox e Gamecube – EA – 2004) - Parte III

            Das novidades, não temos nada demais. Os novos modos são Street X – um circuito tradicional e cheio de curvas onde você passa mais tempo freiando do que acelerando, ou seja, é um saco, e URL – um circuito normal com corridas cheias de voltas e muitas vezes torneios com duas ou três corridas onde quem tiver mais pontos ganha, exatamente como era nos Tournaments dos jogos anteriores. A maior novidade mesmo é uma forma de corrida completamente opcional: Outrun. Neste modo, você pode desafiar qualquer corredor que esteja passeando pela cidade. Aí seu objetivo é ultrapassá-lo e fazê-lo perder você de vista, tendo a cidade inteira para correr, sem nenhum caminho específico (desde que você esteja na liderança). Se você perder, tem que pagar. Se ganhar, o rival paga para você. Na teoria parece bem interessante mas quando você joga é bem sem graça, pois consiste em apenas ficar correndo pela cidade sem destino, torcendo para o cara ficar para trás. É mais ou menos como fugir dos policiais em Hot Pursuit 2.

            Conforme você progride na sua carreira, vai recebendo convites de patrocinadores. Realmente não existe diferença entre eles, além das especificadas no contrato que, mesmo assim, são muito parecidos. A diferença é quanto eles vão pagar e as corridas que eles exigem que você corra. Ou seja, se você tem gosto parecido com o meu, fuja dos contratos que obrigam o jogador a correr em três Street X.

            Uma vantagem indiscutível sobre seus antecessores é que, pela primeira vez na série, as pistas não estão absurdamente repetitivas. Além disso, como você sempre tem várias corridas para escolher e não é obrigado a correr em todas (excetos nas URLs, essas não tem jeito), você pode jogar apenas nos estilos que gostar mais, evitando as Street X da vida.

            Esse é um jogo com uma dificuldade realmente variável. Três opções são oferecidas (Easy, Normal e Hard) e podem ser modificadas a qualquer momento entre as corridas. A diferença entre elas é brutal. Para você ter uma idéia, no Easy eu conseguia chegar sempre com uma vantagem superior a 20 segundos em relação ao segundo colocado. Já no Normal, a dificuldade varia entre o fácil e o difícil, dependendo da corrida. E no Hard, é simplesmente impossível (ei, eu não sou nenhum Bruno Sanchez). Sinceramente, mais opções fazem falta. Joguei a maior parte do jogo no Normal, mas passei boa parte do tempo desejando que determinada corrida fosse um pouco mais fácil ou mais difícil sem, contudo, chegar aos extremos que o jogo oferece.

            Talvez até por causa desses extremos, NFS: Underground 2 é o jogo mais fácil da série e o primeiro no qual eu consegui chegar no final (Iupi!) pois, ao “encalhar” em uma corrida, você pode simplesmente mudar a dificuldade para o fácil e vencer sem nenhuma dificuldade. O jogo também é bem curto. Terminei-o em cerca de uma semana, jogando-o apenas no meu tempo livre, o que foi bem rápido para os padrões atuais.

            Como você não é obrigado a correr em todas as corridas que o jogo oferece, meu jogo terminou quando eu tinha completado apenas uns 65% das suas corridas, o que me surpreendeu bastante. Depois de terminar o jogo, você pode ir para a garagem e escolher correr novamente em qualquer prova do jogo, mesmo nas que você ainda não tenha corrido, possibilitando que você atinja logo os cobiçados 100%. Creio que completei esses 35% que faltavam em apenas uns dois dias, o que mostra quão curto o jogo é, uma vez que você não é mais obrigado a ficar dirigindo de uma corrida a outra ou incrementando o carro nas lojas.

            NFS: Underground 2 é um jogo legal. Traz a franquia Need For Speed de volta do abismo no qual seu antecessor a colocou, mas ainda assim a série é capaz de mais. Se tiver que escolher um, ainda fico com o Hot Pursuit 2. E que 2005 nos traga um NFS digno de ganhar mais um espaço nos nossos corações.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:01 AM
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   Música – Shows – Angra (São Paulo - Directv Music Hall - 21 de janeiro de 2005) - Parte I

            O Angra é a banda da qual eu assisti mais shows na minha vida. Desde a turnê do álbum Holy Land, acompanho quase todos os shows que eles fizeram em São Paulo. Destes, alguns foram fantásticos, como o primeiro show da turnê do Fireworks e outros nem tanto.

            Este show pareceu ter sido programado de repente, afinal, há pouco mais de dois meses a banda realizou um muito bem sucedido show no Via Funchal e, provavelmente por isso mesmo, decidiram fazer mais um antes de sair pelo mundo na turnê do mais recente álbum, Temple of Shadows.

            A abertura estava a cargo do Eyes of Shiva. Infelizmente, como já é praxe nos shows no Brasil, o horário em que a banda de abertura sobe ao palco não é divulgado, fazendo muitas pessoas perderem a oportunidade de conhecê-los melhor. Quando cheguei ao local, por volta de 21:20 (o show estava programado para começar às 22:00 e a imprensa foi instruída para chegar por volta de 21:30), os caras já estavam no palco. Fui correndo ao chiqueirinho tirar minhas fotos e, quando saí, os caras já estavam anunciando a saideira, que nada mais era do que um dos maiores clássicos do Heavy Metal, a fabulosa Aces High, do Iron Maiden. Como consegui assistir a apenas esta última música com atenção, vou me abster de dar opinião sobre esse show, apenas relatando que o som da casa deixou muito a dever nessa apresentação, principalmente o volume do vocal, que estava excessivamente baixo. Conversando com as pessoas, fiquei sabendo que eles tocaram também uma cover do Manowar, mas infelizmente não consegui descobrir qual. Curiosamente, a parte de trás do palco estava coberto, deixando-o bem pequeno e com muito pouco espaço para o Eyes of Shiva se movimentar..

            Hora do intervalo, som eletrônico tocando Dream Theater, nada de fora do comum. Até que, pouco depois das 22:00, começa a soar nos alto-falantes a música tema do Gigante Guerreiro Daileon, do tokusatsu Jaspion que, sem dúvida, alegrou a infância de muitos que estão lendo essa resenha hoje. Surpreendentemente, boa parte do público revelou seu lado nerd e cantou a música a plenos pulmões, fazendo inclusive os tradicionais símbolos do Heavy Metal com as mãos. Assim que essa música terminou, começou a longuíssima introdução do Angra, o que deixou uma impressão de que a música do Jaspion era uma espécie de “pré-intro”, mais ou menos como fez o Stratovarius em sua última passagem pelo Brasil com a também fantástica Pompa e Circunstância. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:25 AM
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   Música – Shows – Angra (São Paulo - Directv Music Hall - 21 de janeiro de 2005) - Parte II

            Cerca de 10 minutos depois do início da introdução (ei, eu falei que ela era longa), o Angra entra ao palco com a empolgante Spread Your Fire. O show segue com as músicas na mesma ordem do recente show no Via Funchal. Waiting Silence, a sempre ótima Acid Rain e duas das melhores músicas das carreiras do Angra, ambas retiradas do álbum Holy Land, de 1996: Nothing to Say e Carolina IV. Essa última tinha ficado de fora do setlist na turnê do álbum Rebirth, mas finalmente foi reincluída, para a alegria de todos. Se a performance de Edu nela deixou um pouco a desejar no show do Via Funchal, agora ela ficou bem melhor. Ainda não está perfeita, é verdade, mas estava boa o suficiente para divertir o público com esta que é, na minha opinião, a melhor música da banda.

            Depois de Carolina IV, o show do Via Funchal começou a esfriar, com um excesso de baladas. Aqui não foi diferente, mas pelo menos tivemos algumas novidades. A primeira delas foi No Pain for the Dead que, segundo Edu, nunca foi tocada antes pela banda. Na verdade isso ficou bem claro, já que a banda saiu do palco no meio da música, deixando boa parte dela (toda a parte que tem os vocais femininos) ser tocada apenas em playback. Vamos torcer para que no futuro, caso essa música continue no setlist, o Angra dê um jeito de tocar essa parte mais orquestrada para não dar esse tremendo banho de água fria no público.

            A seguir veio Angels and Demons. Depois dela, o público ficou pedindo insistentemente Saint Seyia, música gravada por Edu para o animê Cavaleiros do Zodíaco. Ao contrário do show do Via Funchal, contudo, o vocalista não atendeu o público com uma palhinha da música. No lugar disso, tomou o microfone e dedicou a próxima música (Wishing Well) “aos combatentes brasileiros que estão no Haiti e de quem ninguém fala nada”.

            Emendam Wishing Well a Millenium Sun, direto na parte pesada, sem a introdução, seguida de outra surpresa: a ótima Late Redemption, que contou com um dueto entre Edu e o guitarrista Rafael. Este último, auxiliado pelo público, fazia as vezes que no disco são de Milton Nascimento. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:24 AM
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   Música – Shows – Angra (São Paulo - Directv Music Hall - 21 de janeiro de 2005) - Parte III

            Mais baladas: Heroes of Sand e Rebirth são tocadas em meio à troca do pano de fundo para a capa do álbum Rebirth. Seguem com a Shadow Hunter, onde Edu aparece com um chapéu e um sobretudo. Posso até estar errado, mas estava bem parecido com a forma que as pessoas se vestiam na Inglaterra no final do século XIX, início do XX. O disco, e essa música especificamente, não falam de um cavaleiro medieval?

            A tremendona Angels Cry vem a seguir e foi uma das mais bem recebidas da noite. O guitarrista Kiko Loureiro faz um mini-solo e emendam a melódica Temple of Hate, que no disco conta com a participação de Kai Hansen, do Gamma Ray (aproveite e leia a resenha de Skeletons in the Closet clicando AQUI).

            Terminada essa música, a banda finge que o show acabou, se despede da galera e sai do palco (um dia ainda escrevo uma coluna sobre bis). Minutos depois, Unfinished Allegro começa a tocar, seguida da volta da banda ao palco tocando, é claro, o maior clássico da banda, Carry On. Nova Era é a próxima e foi tocada pelo baterista Aquiles Priester enquanto este usava aquela máscara de polvo idêntica à que fica na frente de sua bateria, que você pode conferir em uma das fotos que ilustram essa matéria.

            Todo mundo achava que o show tinha acabado, mas ao invés de sair do palco, Edu engata um discurso falando de Dimebag Darrel, ex-Pantera, que foi assassinado há algumas semanas durante um show de sua banda Damageplan. Diz que vão fazer uma homenagem tocando clássicos da banda em um medley e para isso vão chamar um dos maiores representantes do Thrash nacional: Pompeu, do Korzus. Mandam o medley, que incluiu, entre outras a ótima Mouth for War. Durante a homenagem, Pompeu assumiu completamente os vocais, enquanto Edu ficava batendo cabeça ao lado da bateria.

            Novamente, todo mundo achava que acabou e já tinha gente até saindo do palco, quando a banda engata Sad But True, clássico do Metallica. Curiosamente, as covers foram as músicas que mais agitaram a galera durante o show, algo que sempre acontece em shows de qualquer banda e que acho difícil de entender. Afinal, o pessoal vai para um show de uma banda querendo ouvir músicas de outras?

            “Agora acabou”, todo mundo pensava quando Edu pergunta em tom de provocação: “Vocês estão cansados?”. Pergunta respondida com um sonoro “Não!” pela platéia. Então a banda manda a última música da noite: Hallowed Be Thy Name, mais um clássico do Iron Maiden. Terminada esta, a banda se despede e sai do palco, após mais ou menos 2 horas e meia de show – até que enfim um show com duração decente acontece em São Paulo.

            Comparando este show com o do ano passado, a banda deixou de usar os efeitos pirotécnicos, embora estes estivessem anunciados no release de imprensa do show. Aliás, eu nunca vi pirotecnia no Directv Music Hall, possivelmente não é seguro utilizar estes efeitos na casa. Também acrescentaram as covers, Late Redemption e No Pain for the Dead e excluíram Never Understand. Particularmente, prefiro Never Understand que considero a melhor balada do Angra, mas mesmo assim gostei mais desse show do que do Via Funchal, dada a maior energia da banda, que parecia estar tocando com mais vontade.

            No final do ano, a banda volta para São Paulo com um show super especial com várias participações, onde vai gravar um DVD. Lançar um DVD ao vivo por disco não é exatamente uma coisa muito legal, mas resta a nós, fãs, especularmos quem serão os convidados e torcer para que seja realmente um show digno de ser registrado. E que seja bem registrado, diga-se de passagem. Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:22 AM
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   Música – Shows – Angra (São Paulo - Directv Music Hall - 21 de janeiro de 2005) - Mais fotos



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:20 AM
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   Cinema – Elektra (Idem – EUA – 2004)

            Quando fiquei sabendo que o personagem Demolidor viraria filme, confesso que fiquei um tanto impressionado. Afinal, além de ser um personagem secundário no time de heróis da Marvel (embora muito legal), muitos outros mais importantes e conhecidos ainda não tinham sido filmados. Portanto você pode imaginar a minha surpresa ao descobrir que o filme geraria um spin-off protagonizado pela ninja Elektra, ainda mais secundária que o cego da Cozinha do Inferno.

            Vamos começar falando do filme original, considerado pelos nerds e fãs uma das piores adaptações de quadrinhos de épocas recentes. Particularmente, eu até gostei do dito-cujo, mas ele peca em um ponto muito importante: o elenco. Para começar pelo seu personagem principal, interpretado pelo galã Ben Affleck. E não pára por aí, já que um dos grandes vilões da Marvel (o Rei do Crime) foi completamente modificado pelo ator que o interpreta, eliminando todo aquele charme de máfia que envolve o personagem. E, para terminar, é claro, temos Jennifer Garner, como Elektra. Ok, Jennifer até atua bem e é sem dúvida uma garota linda. Mas aí que está o problema: Jennifer tem cara de garotinha. Cai bem em papéis fofos como De Repente 30, mas não convence no papel de uma das maiores assassinas que os gibis já conheceram. Quem já viu a Elektra do gibi percebe na hora que sua beleza vai mais para o lado Femme Fatale do que para o lado garotinha. E, infelizmente, a Fox optou por insistir no erro, mantendo a garota no papel da ninja. Para ser sincero, Natassia Malthe, a atriz que assumiu o papel de uma das vilãs, Mary Typhoid, teria ficado muito melhor como a ninja do que a própria Garner. A semelhança da garota com a personagem do gibi é gritante.

            Ok, devo admitir que ela melhorou bastante e está bem mais semelhante à personagem aqui do que estava no filme do Demolidor. Mas se a atriz ficou mais parecida, sem dúvida a personagem foi completamente desvirtuada. Parece que a Elektra do gibi se adaptou à Jennifer Garner e não o contrário, como deveria ter sido. Aqui a assassina é quase doce, chegando a agir como mãe em diversos momentos. E pior, tem até poderes, como o Kimagure, que possibilita que ela veja o futuro.

            Mas o pior defeito do filme é mesmo o seu roteiro. Não é exatamente que seja um filme ruim ou chato, mas qualquer pessoa que já tenha assistido a filmes suficientes na vida parece compartilhar do tal de Kimagure com a protagonista. Sem brincadeira, tem horas que dá para você simplesmente adivinhar a próxima frase dos personagens. Isso quando você não adivinha seqüências inteiras, como quem será a próxima vítima da ninja, por exemplo.

            Uma das maiores qualidades do longa é a primeira seqüência, que mostra Elektra em um de seus trabalhos, seguindo uma das linhas de roteiro mais batidas que existem, que serve para você entender como funciona a rotina dos protagonistas. Você encontra essa mesma linha em filmes como Monstros S.A., por exemplo. O chato é quando isso que deveria ser apenas uma introdução se torna a melhor cena do filme. O que acontece também em X-Men 2 e aquela fantástica cena do ataque do Noturno ao presidente. Claro, o filme dos mutantes é muito superior a Elektra, mas se você às vezes sente que não tem mais motivos para assistir ao resto de X-Men 2 após essa cena, isso será ainda mais evidente em Elektra.

            Outra qualidade do filme são as coreografias das lutas, que brincam com a alternância de movimentos rápidos com lentos. Lembrou de Matrix (leia AQUI)? Pois é. Mas considerando a revolução que filme dos irmãos Wachowski gerou no cinema de ação contemporâneo, creio que será difícil vermos boas lutas que não lembrem o dito-cujo, então temos que dar um desconto.

            Para falar a verdade, ainda não consegui decidir se gostei ou não do filme. O filme é até divertido, se você não se incomoda com o fato de ele ser completamente igual a outros zilhões de filmes do estilo. Se você exige coisas novas ou quer ser surpreendido, não é aqui que você vai conseguir isso. E tenho dito.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:48 AM
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   Cinema – Volta ao Mundo em 80 Dias – Uma Aposta Muito Louca (Around the World in 80 Days – EUA/Inglaterra/Irlanda/Alemanha – 2004) - Parte I

            Na resenha de Desventuras em Série (leia AQUI), eu disse que está cada vez mais difícil sair um filme que não seja baseado em livros, gibis e games ou que não sejam nem remakes e continuações. Se você discorda dessa afirmação, dê uma olhada nas estréias dessa semana. Das três resenhas de cinema que publicaremos (Desventuras em Série, Elektra e essa que você está lendo), absolutamente todas elas se encaixam nessa categoria, sendo dois deles baseados em livros e um baseado em quadrinhos.

            Na mesmo texto, também disse que isso costuma gerar bons frutos quando o material é bem aproveitado. Até citei dois de meus filmes preferidos como exemplos, Homem-Aranha (leia AQUI) e Senhor dos Anéis. Pois um novo exemplo merece ser acrescentado a essa lista, este espetacular Volta ao Mundo em 80 Dias que, de ruim, só tem o subtítulo “Uma Aposta Muito Louca”. Aliás, que mania essas distribuidoras nacionais (ou quem quer que traduza os nomes dos filmes) têm de colocar “Muito louco”, “Da pesada” e outros adjetivos do gênero nas traduções de nomes de filmes de comédia. Isso, sem dúvida vai afastar boa parte dos fãs do material original, o classiquíssimo livro de Jules Verne. Felizmente, o que o subtítulo tem de ruim, o filme tem de fenomenal. Não vou ficar me estendendo em comparações com o livro que serviu de fonte, pois acredito que grande parte do público que está lendo esta resenha não o leu e está mais interessado no filme mesmo.

            Já nos primeiros segundos, vemos que vem coisa boa, com uma trilha sonora fantástica embalando os créditos iniciais enquanto o público passeia pelas nuvens da Inglaterra. Pouco depois, somos apresentados a um simpático ladrão interpretado pelo sempre divertido Jackie Chan, que está, é claro, fugindo da polícia. Pouco depois, ele conhece o inventor trapalhão Phileas Fogg (Steve Coogan, também ótimo no papel) e se torna seu criado. E então, finalmente é feita a tal “Aposta muito louca” do subtítulo e nossa história principal começa quando os heróis embarcam na sua perigosa e divertida missão: dar a Volta ao Mundo em 80 Dias.

            O elenco conta com várias pontas de uma galerinha bem conhecida do público. Entre eles, o Exterminador do Futuro que voltou no tempo para se tornar governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger e o divertido John Cleese, do fantástico Monty Python (leia AQUI) e até mesmo o comediante Rob Schneider em uma divertida aparição como um mendigo. Também temos os irmãos Owen e Luke Wilson interpretando os irmãos Wright, grandes rivais de Santos Dumont na invenção do avião. Aliás, alguém aí que saiba mais de história do que eu pode me explicar como é possível que não saibamos quem inventou o avião? Não existe nenhum registro formal disso, com datas que eliminem essa dúvida de uma vez por todas? Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:50 AM
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   Cinema – Volta ao Mundo em 80 Dias – Uma Aposta Muito Louca (Around the World in 80 Days – EUA/Inglaterra/Irlanda/Alemanha – 2004) - Parte II

            Eu realmente tenho apenas elogios para o filme. Tudo nele é bom. A trilha sonora é ótima e os efeitos especiais idem, principalmente quando a turma passa de um país para outro e vemos os mapinhas de transição. O figurino e a direção de arte também são nota 10, tendo uma “inspiração temporal” bem semelhante a outro longa fenomenal, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (leia AQUI).

            A comédia e a ação também são da melhor qualidade, marca dos filmes de Jackie Chan que, como sempre, apesar de toda a ação do filme, as brigas são essencialmente bem humoradas e sem nenhum pingo de sangue ou violência, completamente adequado para um divertido programa “pais e filhos”.

            Um personagem que sem dúvida vai chamar a atenção da garotada e qualquer pessoa que goste de desenhos animados é o malvado inspetor Fix (interpretado por Ewen Bremmer, de Trainspotting), que tenta a todo custo perturbar a viagem dos protagonistas. Acontece que, além de ser extremamente desengonçado, ele só se dá mal. E nas situações mais engraçadas e inusitadas. O inspetor Fix é um verdadeiro tributo (que eu não sei se é intencional) a um dos vilões mais carismáticos dos desenhos animados: é claro que estou falando do Coiote, do Papa-léguas. Na verdade, esse é justamente um dos poucos defeitos do filme, já que um personagem tão engraçado e carismático deveria ter sido melhor aproveitado, pois Fix aparece muito pouco no filme, embora roube a cena sempre que aparece.

            Volta ao Mundo em 80 Dias merece o selo de recomendação do DELFOS (que ainda nem existe, para falar a verdade). Creio que desde que o DELFOS começou, os únicos filmes que mereceriam esse selo são Homem-Aranha 2 e Capitão Sky, colocando Volta ao Mundo em 80 Dias em uma seleta lista de filmes pipoca detonantes, ao lado de clássicos como De Volta Para o Futuro e Uma Cilada para Roger Rabbit. Ok, talvez esteja exagerando pois só o assisti uma vez, mas ele realmente superou muito minhas expectativas. Se você procura diversão em um filme, não perca de forma alguma. É, sem dúvida, a melhor estréia da semana e vai, muito provavelmente, estar na minha lista de melhores do ano. A Volta ao Mundo em 80 Dias começa amanhã. E não espere 80 dias para assistí-lo. ;)



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:48 AM
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   Novidades DELFOS – Um ano de DELFOS

            Hoje é dia de festa no DELFOS. Há exatamente 1 ano, às 5:55 da tarde, publiquei aqui a primeira resenha que escrevi na vida, para o filme Irmão Urso (leia AQUI). Pouco mais de uma hora depois, empolgado com a nova empreitada, publiquei a crítica para o show do Iron Maiden em São Paulo (leia AQUI). E então, não parei mais, com publicações quase diárias, sempre abrangendo todas as áreas da cultura e com uma linha editorial diferente de quase tudo que vemos por aí, apostando em textos assumidamente parciais e escritos em primeira pessoa, com o objetivo de fazer o leitor se sentir no evento em questão com a nossa equipe.

            Desde então, quanta coisa mudou. Alguns colaboradores passaram por aqui, outros continuam com a gente, sem dúvida outros virão. A exigência e o profissionalismo nos textos aumentaram. Conseguimos alguns importantes contatos no meio jornalístico. Nossos textos se espalharam pela mídia, atingindo até grandes sites como a AOL. Tivemos até algumas intrigas e discussões, principalmente com uma parcela do público que não está pronta para textos assumidamente parciais. Curiosamente, o número de comentários diminuiu ao mesmo tempo que nossas visitas aumentaram (olhe o marcador de visitas aí do lado), me levando a deduzir que nosso público prefere apenas ler do que se manifestar, mostrando o quanto somos parecidos, já que dificilmente faço comentários nos sites que gosto.

            Nesse tempo, não só tive que descobrir como o meio jornalístico funciona, como bater a cabeça incansavelmente até conseguir penetrar em algumas panelinhas. E olha que não conhecia ninguém na área e comecei o site completamente sozinho. A insistência, perseverança e, gosto de pensar, a qualidade do nosso trabalho, fez com que algumas portas se abrissem, enquanto outras ainda permanecem fechadas. Aquilo que antes parecia um sonho, como conseguir credenciais para shows ou ir em sessões de cinema fechadas para imprensa (as “cabines”) foi atingido, o que não significa que todas as nossas metas foram realizadas. Infelizmente, ainda estamos presos nesse formato blog, que utilizamos temporariamente devido à sua praticidade, embora estejamos trabalhando incansavelmente para a inauguração do portal que, esperamos, será em breve – e não, não esquecemos a entrevista com o Sepultura feita no final de agosto. Ela será publicada assim que o portal ficar pronto.

            O futuro reserva algumas surpresas. Além da já notória estréia no formato portal, temos encaminhadas parcerias com sites “assaz” legais de entretenimento e algumas promoções já sendo viabilizadas para mostrar para o público delfonauta o quão importantes vocês são para nós.

            Finalizo esse texto, deixando meu agradecimento para aqueles que, de alguma forma, contribuíram com o nosso desenvolvimento e em fazer do DELFOS o que ele é hoje – e esperamos que seja muito mais no futuro: Bruno Sanchez, nosso colaborador mais assíduo e que anda meio escondido ultimamente por falta de tempo, Márcio Presgrave Souto, que não deve mais escrever para nós, mas contribuiu com alguns textos de filmes que, de outra forma, não teriam sido resenhados, Gerson Shiroma, que mandou poucos textos até o momento, mas todos com boa qualidade, Cinthia Saito, que contribui com algumas fotos e com muito apoio moral, Lurdinha, que deve ter sido nossa primeira “fã” e, é claro, Adriano Borges, o ilustrador que deu forma para o nosso mascote, o poderoso e terrível dragão vermelho chamado Alfredo. Quero agradecer também aos atuais e futuros membros da nossa comunidade do Orkut (acesse AQUI) e, principalmente, você, (coloque seu nome aqui), amigo delfonauta que, embora seja um tanto calado, nós sabemos que você está aí e é por você que nos esforçamos em trazer sempre o melhor que pudermos, apresentando nossas opiniões de forma leve e bem-humorada. Para todos vocês, fica o meu muito obrigado e fique ligado, pois mais novidades virão.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 3:33 PM
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   Cinema – Desventuras em Série (Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events – EUA – 2004)

            A criatividade no cinema vive uma época negra sem precedentes. Realmente não consigo me lembrar de qual foi o último filme “inédito” que assisti. Por inédito, me refiro a filmes que não sejam remakes, continuações ou baseados em livros, games, gibis ou qualquer outra mídia. Nada contra isso, especificamente, até pq alguns dos meus filmes recentes preferidos, como Homem-Aranha (leia AQUI) e Senhor dos Anéis são dessa leva, mas acho que o público da sétima arte carece de um representante digno da grandiosidade do cinema.

            Mas se os filmes baseados em livros costumam se destacar pela qualidade, o mesmo não se pode dizer deste Desventuras em Série. Baseado em três livros da série homônima, de autoria de Lemony Snicket, Desventuras em Série conta a história dos irmãos Baudelaire que, ao perderem os pais em um incêndio, começam a ser perseguidos pelo terrível Conde Olaf (Jim Carrey) que, é claro, está de olho na fortuna dos pobres órfãos ricos.

            Desventuras em Série inaugura um novo gênero, o terror infantil, ou seja, é um terror mais leve, mas suficientemente assustador para deixar criancinhas de qualquer idade com medo. Ou você não ficaria com medo se, onde quer que você fosse, encontrasse o Jim Carrey?

            Claro que, por ser um filme que visa atingir as crianças, não poderiam deixar de fora a comédia. Como Jim Carrey já não é mais engraçado desde Debi & Lóide, aqui o humor acaba sendo representado pelo ótimo comediante Billy Connolly e por Thimothy Spall, como o Sr Poe, um dos personagens mais sem noção a invadir os cinemas nos últimos anos.

            Visualmente, o filme é um espetáculo. Com belos cenários e ótimos efeitos especiais, enchemos os olhos com suas belas imagens a la Tim Burton. Contudo, onde realmente conta, ou seja, na história, deixa muito a desejar.

            Assim como em O Expresso Polar (leia AQUI), o filme parece se arrastar até que alcance a duração normal de um longa-metragem. Simplesmente não existe profundidade suficiente na história. O tempo todo, vemos os garotos fugindo e Olaf indo atrás com um disfarce cada vez mais esdrúxulo, na melhor tradição Papa-Léguas. Isso faz com que o filme se torne extremamente cansativo depois de algum tempo. E o mais bizarro é que ele é baseado em TRÊS livros de mais ou menos 150 páginas cada um. Admito que não li os livros, mas será que também existe tão pouco conteúdo em sua versão literária?

            Desventuras em Série é um filme que começa bem e vai decaindo com o tempo de projeção. Uma verdadeira metáfora não-intencional para a vida humana. Se não tiver nada melhor para fazer, assista pelo visual. O filme estréia esta sexta, 21 de janeiro.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 9:39 AM
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   Games – The Incredibles (PC, Xbox, PS2 e Gamecube – THQ – 2004)

            Já leu a nossa resenha do filme Os Incríveis? Se não leu (ou quiser ler de novo), clique AQUI. Como de costume com filmes dessa magnitude, agora chegou a hora de resenharmos o game. E se o filme ficou aquém das minhas expectativas, não superando Monstros S. A. como o melhor desenho da Pixar, o game sem dúvida é muito superior aos jogos anteriores baseados em sucessos pixarianos o que, convenhamos, não significa muito, já que nenhum desses jogos até agora chegou perto da diversão proporcionada pelos longas cinematográficos.

            O jogo vai bem na linha de um outro baseado em filme, o famigerado X2 – Wolverine’s Revenge (leia AQUI), ou seja, é um daqueles jogos mais ou menos de porrada, cuja visão fica na nuca do personagem. A trama segue bem de perto aquela contada no filme. Tudo começa com o Senhor Incrível, ainda jovem, perseguindo o vilão Bomb Voyage. Já na segunda fase, o jogador será presenteado com a possibilidade de jogar com a Senhora Incrível, o que muda bastante a jogabilidade, pois a ênfase em porrada é sacrificada em nome de uma maior quantidade de saltos complicados e coisas do tipo, na melhor tradição Mario Bros.

            Após a derrota de Bomb Voyage, assim como no filme, vamos para o futuro, com os super-heróis já aposentados e a família Incrível já com seus cinco integrantes , sendo que com quatro deles, jogamos em determinadas fases. As fases do Flecha são, na minha opinião, as mais divertidas, onde controlamos ele correndo em todo seu esplendor e desviando de obstáculos no caminho. Já a de Violeta (é apenas uma, ainda bem) é chatíssima e segue aquela tradicional e muito em voga linha Stealth, ou seja, você tem que ir de um ponto a outro da fase sem ser avistado. Caso seja avistado, corra que nem doido, já que Violeta é completamente indefesa. Além dos quatro Incríveis individualmente, também existe uma fase onde você controla a Incredi-ball, que nada mais é do que o Flecha sendo protegido por um escudo da Violeta. Se você sempre quis saber como um hamster se sente, essa fase foi feita para você. E eu sei o que você está pensando e sou obrigado a simpatizar com a sua decepção: não, não existe nenhuma fase onde o jogador assume as habilidades do Gelado.

            Essa aparente variedade pode enganar, já que o jogo é até bem repetitivo. Assim como o game do carcaju canadense supracitado, The Incredibles tem a maior parte de suas fases passadas em bases militares, sempre lutando contra os mesmos inimigos, deixando-o um tanto monótono. Isso é ainda mais agravado pela repetição do mesmo chefe chato TRÊS vezes. É claro que estou falando daquele robozão que mesmo no filme aparece três vezes, mas isso no jogo fica extremamente chato. Ok, justiça seja feita, a terceira vez é diferente e bem mais legal, mas as duas primeiras são um saco. E são quase seguidas. Pelo menos quando você vence o robozão pela segunda vez, é presenteado com um novo modo de jogo chamado Battle Mode que é bem legal, onde você luta contra uma centena de inimigos ao mesmo tempo, dando uma verdadeira sensação de boliche. Até porque um dos poderes da Senhora Incrível consiste em uma transformação em bola. Outro inimigo chato que se repete incansavelmente é um tanque que é até fácil de derrotar, mas um tanto demorado e que aparece em quase todas as fases a partir da metade do jogo.

            Não posso deixar de comentar também os gráficos do game, que são realmente muito legais e capturam bem a essência do desenho. Pena que não gastaram mais tempo desenvolvendo cenários e inimigos mais variados.

            Para os que gostaram do filme, o jogo traz de presente muitas cenas extraídas diretamente do longa, permitindo que mantenhamos o dito-cujo na memória até que ele seja lançado em DVD.

            Para terminar, não posso deixar de citar uma característica curiosa. Na versão PC, uma das opções é vibração do joystick. Apesar disso, por mais que eu ligasse essa opção, meu controle não vibrava (sim, eu tenho um controle com feedback). Como meu controle é da Logitech, acho difícil que seja algum problema de drivers. Será que a THQ colocou essa opção lá na esperança de que as pessoas vissem e achassem legal, mas que não tivessem controles com a tecnologia para usá-la? Alguém aí conseguiu fazer a vibração na versão PC funcionar?

            The Incredibles é um jogo razoável. Para quem gostou do filme, vale ser jogado, mas está muito longe de ser memorável. O que não deixa de ser curioso: enquanto um filme relativamente fraco para os padrões da Pixar ainda assim é muito bom, um bom jogo comparado com os anteriores baseados na Pixar é relativamente fraco. Ê, mundinho confuso esse em que vivemos.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:05 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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