Delfos - Jornalismo Parcial
   Games – X-Men Legends (Playstation 2, GameCube e X-Box – Activision – 2004) - Parte I - TEXTO POR BRUNO SANCHEZ

A história dos mutantes mais queridos do mundo nos videogames começou há bastante tempo e sempre foi cheia de altos e baixos. Sem contar o jogo pornográfico de Atari que, apesar de levar o mesmo nome, nada tinha a ver com os personagens da Marvel, ainda nos anos 80 para Nintendo, tivemos um jogo horroroso da LJN. Depois vieram dois bons jogos para o Mega Drive, mais um jogo muito ruim para o Super Nes e Mega Drive (aquele crossover com o Homem-Aranha contra o vilão Arcade) e um mediano beat´em up para os fliperamas pelas mãos da Konami.

Em 1994, a Capcom tomou as rédeas da situação e lançou o clássico jogo de luta, mais um bom jogo para o Super Nintendo, alguns crossovers de luta com personagens da produtora e, finalmente veio a Activision que começou a fabricar todos os jogos dos personagens da Marvel e já teve até seu título mutante anterior resenhado aqui no DELFOS (leia em AQUI) e conseguiu inovar com este RPG, disponível para Playstation 2 (a versão que joguei), GameCube e X-Box.

Mas será que esta entrada no mundo dos RPGs deu certo? A resposta é um “sim” com um largo sorriso no rosto. X-Men Legends é um jogo que passa a limpo os 40 anos dos X-Men e ainda traz uma série de boas novidades.

A história do jogo começa quando a irmandade de mutantes tenta capturar uma jovem chamada Alisson, que acaba de descobrir seus poderes: criar e manipular o fogo, mais ou menos como o Tocha-Humana do Quarteto Fantástico. Imediatamente, Wolverine e Ciclope são deslocados para socorrer a garota e é neste momento que entramos em ação com o controle de ambos os personagens.

Depois de uma lutinha básica, Alisson é salva e levada para o Instituto do Professor Xavier onde, pouco a pouco, aprende sobre os mutantes, como controlar seus poderes e também se torna uma X-Man (ou seria X-Woman?).

Este caminho do aprendizado na mansão é muito legal pois você controla tudo, pode visitar os cômodos do casarão, incluindo a sala de perigo (que rende preciosos pontos de experiência), o hangar do Jato X, os dormitórios, a biblioteca, e presenciar a reação da jovem ao conhecer e conversar com mutantes com um visual “não-humano” como Fera e Noturno. Com o tempo, ela também irá ganhar seu uniforme (baseado na versão ultimate, apesar do jogo abordar toda a carreira dos mutantes) e passará a usar o codinome Magma.

Conforme você conversa com os personagens, pode liberar também alguns flashbacks jogáveis de momentos clássicos da carreira dos X-Men, como o primeiro encontro com o Fanático (um dos primeiros gibis do grupo), uma batalha com os Sentinelas nos anos 70 e o experimento da Arma X, onde implantaram as garras de adamantium em Wolverine. O mais legal é que todas essas fases extras são ambientadas em duas devidas épocas, então você irá, por exemplo, enfrentar essa batalha dos Sentinelas com os uniformes clássicos e contra a versão antiga dos inimigos.

Essa recriação dos gibis para as telas do videogame é perfeita e você perderá horas explorando, por exemplo, todos os recintos da mansão X, respondendo a um quiz (que também rende experiência), visitando o quarto de cada mutante, descobrindo suas particularidades, entre outras coisas. Você realmente se sente como um novato em meio ao grupo consagrado de mutantes, o que envolve o jogador e mostra o cuidado com o qual este jogo foi feito.

Obviamente, o jogo não fica só nisso e na mansão você também receberá suas missões para desenvolver a história principal do jogo já que a irmandade libertou Magneto de sua prisão e o vilão está convocando todos os mutantes para uma guerra contra a humanidade. Neste momento, você fica com dois jogos diferentes nas mãos: o primeiro, pelo ponto de vista da jovem Alisson, e suas andanças e conversas pela mansão, e o segundo, quando você monta seu time e vai à luta contra Magneto e sua trupe. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:46 AM
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   Games – X-Men Legends (Playstation 2, GameCube e X-Box – Activision – 2004) - Parte II - TEXTO POR BRUNO SANCHEZ

Já que falamos sobre montar um time, para cumprir as missões, você poderá formar uma equipe de até quatro X-Men (um personagem jogável e três controlados pelo computador) e poderá escolher quase todos os mutantes que já passaram pela Mansão do Professor Xavier: Wolverine, Ciclope, a novata Magma (Alisson também luta), Homem de Gelo, Tempestade, Vampira, Jean Grey, Fera, Jubileu, Noturno, Gambit, Colossus, a Rainha Branca e até mesmo o Professor Xavier (utilizado apenas em uma fase). Chega a assustar, mas todos os personagens jogáveis têm suas próprias características, poderes, combos e definir o melhor time é uma tarefa dura. Eu, particularmente, montei um bem eficiente com Wolverine, Ciclope, Fera e Homem de Gelo, mas existem infinitas combinações, inclusive nos combos possíveis entre cada grupo de personagens.

Aliás, pode ficar tranqüilo pois, todos os inimigos clássicos dos gibis também dão as caras por aqui: Magneto, Piro, Avalanche, Blob, Groxo, Mística, os Morlocks, os Sentinelas, Fanático, entre outros.

Além destes personagens, você também receberá a ajuda de Forge e do Curandeiro, com suas “lojinhas” onde você pode comprar e vender itens, afinal não se esqueça que estamos falando de um RPG e, como todo RPG, o mundo pode estar desmoronando e você ser a única pessoa capaz de salvá-lo, mas os caras da lojinha não vão te vender nem um pãozinho se você não tiver grana para pagar.

Toda a parte de ação do jogo é vista de cima e funciona exatamente como em Champions of Norrath (leia a resenha AQUI) ou a série Baldur´s Gate (as versões para videogame).

Como não poderia faltar em um bom jogo do gênero, você também receberá pontos de experiência e subirá de nível conforme seu progresso. Sempre que você passa de nível, pode aplicar os pontos recebidos nos atributos dos personagens. Diferente dos RPGs mais complexos, onde você aplica esses pontos em uma infinidade de lugares, em X-Men Legends, as características dos mutantes se resumem a 4 campos básicos: força, destreza, vitalidade e concentração (focus), sendo que este último é o equivalente do jogo à quantidade de MP, Mana ou Energy que você possui, ou seja, este é o atributo que possibilita soltar seus poderes mutantes como a rajada óptica de Ciclope, o fator de cura de Wolverine e o teletransporte do Noturno.

Além dos pontos para os atributos, você também os receberá para aumentar os poderes mutantes dos seus personagens. Seja sábio na hora de distribuir estes pontos, pois vale mais a pena concentrar em apenas um “golpe” para deixá-lo mais forte (por exemplo a rajada de ciclope que é fundamental contra os Sentinelas), do que distribuir demais e ficar com vários golpes fracos ao longo do jogo.

Além da história principal, durante as fases você encontrará itens colecionáveis como as famosas capas de gibis (exatamente como nos jogos do Homem-Aranha da mesma Activision) e CDs com desafios para a sala de perigo na mansão que também rendem bons pontos de experiência.

            A parte gráfica alterna bons e maus momentos: bons, quando temos uma gama bem variada de personagens (heróis e vilões), bons efeitos especiais dos poderes mutantes e cenários bem diversificados. Maus quando percebemos que os gráficos em cel-shaded não são tão detalhados quanto poderiam e os cenários, apesar de variarem sua ambientação, seguem sempre um mesmo padrão. Lembrei-me jogando o velho Gauntlet de fliperama há uns 15 anos atrás. Em compensação, a mansão onde você irá passar grande parte do jogo é bem detalhada e cheia de lugares para explorar como já mencionei alguns parágrafos acima.

            Quanto à parte sonora, posso dizer que me surpreendi positivamente. As músicas são fantásticas, envolvem os jogadores como há anos não se via e, ao contrário dos jogos “felizes” dos X-Men, essa trilha sonora retrata bem o clima de incerteza que predomina em toda jogatina. As vozes dos personagens também são dubladas por atores conhecidos, como John Di Maggio, responsável pela voz do Fanático no jogo, e também dublador oficial do Bender da série Futurama (que infelizmente foi cancelada).

            Os defeitos? Sim eles existem: cenários muito grandes em determinados momentos que não levam a lugar algum, alguns inimigos mais chatinhos de matar, os gráficos que poderiam ser melhores e alguns CGs meio vagabundos entre as fases. Mas nada disso tira os méritos de X-Men Legends: inteligente, com uma boa história, fiel às origens e, acima de tudo, extremamente divertido.

X-Men Legends é um jogão, daqueles feitos por fãs e para os fãs. Pode comprar sem medo. Palavra delfiana.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:44 AM
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   Música - Notícias - Preços e pontos de venda para os shows tupiniquins do Anthrax

ANTHRAX - SÃO PAULO:

 

Data: 25/02/05
Local: Credicard Hall
Abertura da casa: 20h
Preços:
Camarote setor 1: R$160 (inteira) / R$80 (meia entrada)
Camarote setor 2: R$160 (inteira) / R$80 (meia entrada)
Platéia: R$80 (inteira) / R$40 (meia entrada)
Platéia superior: R$60 (inteira) / R$30 (meia entrada)

Pontos de venda:
Animal Records: 11 223-6277
Hellion Records: 11 5083-2727
Die Hard: 11 3331-3978
Woodstock Discos: 11 3101-6690
Ticketmaster: 11 6846-6000


ANTHRAX - RIO DE JANEIRO:


Data: 26/02/05
Local: Claro Hall
Abertura da casa: 20h
Preços:
Camarote: R$160 (inteira) / R$80 (meia entrada)
Platéia: R$80 (inteira) / R$40 (meia entrada)
Poltronas superiores: R$140 (inteira) / R$70 (meia entrada)

Pontos de venda
Heavy Melody Rock Store: 21 3899-7592



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:33 AM
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   Cinema – O Aviador (EUA – 2004)

            O Aviador, o novo filme dirigido por Martin Scorsese, estréia no Brasil no próximo dia 11 de fevereiro rodeado de muita expectativa, justificada pelos três Globos de Ouro que abocanhou – melhor filme de drama, melhor ator de drama (Leonardo DiCaprio) e melhor trilha sonora (Howard Shore, de O Senhor dos Anéis). Quem acompanha o DELFOS sabe das minhas desconfianças com filmes muito premiados e que fazem disso o tema de sua divulgação (você não sabe? Clique AQUI, leia a resenha de Justiça e descubra).

            Cinebiografia do bilionário Howard Hughes (Leonardo DiCaprio), O Aviador desperta uma imensa curiosidade, ao menos em mim. Com tantos personagens interessantes na história de nosso mundo (vide Alexandre, clicando AQUI), por que escolher um homem de negócios para retratar? Sim, porque Howard Hughes é apenas isso. Pelo que mostra no filme, ele herdou uma interminável fortuna do papai e, como não gostava do ramo de atuação da família, decidiu investir esse dinheiro na arte de fazer filmes e no desenvolvimento de avançados aviões.

            O filme começa bem, mostrando Howard em sua empreitada para fazer seu primeiro filme, Hell’s Angels. Acompanhamos Hughes em todas suas dificuldades e já vemos que ele era um cara que não poupava esforços para fazer as coisas perfeitas – o que é louvável. Com isso, Hell’s Angels se torna o filme mais caro da história na época (estamos no final dos anos 20) e o personagem de DiCaprio ganha fama e começa a sair com algumas das mulheres mais bonitas da época, interpretadas por beldades da nossa época, como Kate Beckinsale, por exemplo. E assim, o filme passa, mostrando Howard passando de um investimento para outro (variando entre filmes e aviões) e se afundando cada vez mais em dívidas, mas sempre conseguindo sair ileso, dada sua determinação e, é claro, o dinheirinho interminável do papai.

            O filme beira as 3 horas de duração, ou seja, é grande. Mas ao contrário de outros filmes longos como O Senhor dos Anéis, que passam voando, O Aviador se arrasta durante boa parte do tempo. E o pior, a quantidade de cenas completamente sem importância para a história presentes no filme é absurda. Dava para deixar o filme com duas horas fácil e ele, sem dúvida seria melhor. E termina ainda de uma forma ridícula, levando o público a achar que vai acontecer algo importante, mas cortando a cena antes que aconteça.

            Claro, o filme tem suas qualidades. As cenas de aviação (que são muito poucas para um filme com esse nome) são fantásticas. Fico imaginando como deve ser divertido pilotar um avião e sair voando por aí. A trilha sonora também é fenomenal, se bem que não sei dizer muito bem o que o Howard Shore fez nela, já que esta varia entre músicas clássicas conhecidas e músicas dos anos 20, 30 e 40, ou seja, ele possivelmente só conduziu a orquestra, não compôs as músicas. Ou pelo menos a maior parte delas.

            Recomendo esse filme para as garotas que se apaixonaram por DiCaprio quando ele fez Titanic, já que aqui ele aparece pelado em várias cenas. Tirando elas, creio que fãs do Martin Scorsese ou de aviação devem se divertir também. Para o resto das pessoas, infelizmente, pouco se aproveita, já que a maior parte de nós não se preocupa, nem se importa com a vida de um homem de negócios que viveu há meio século. Eu, pelo menos, prefiro aprender mais sobre a cultura grega e egípcia. Essas sim, muito mais importantes para a humanidade.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:05 AM
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   Cinema - Notícias - O Massacre é adiado no Brasil!

              Acabou de chegar na caixa postal do DELFOS a notícia de que a distribuidora arregou e a estréia do filme O Massacre da Serra Elétrica filme será em 25 de fevereiro. Como a distribuidora mudou de idéia na VÉSPERA da estréia, depois que nossa matéria já havia sido publicada, não vejo motivos para apagá-la e publicá-la novamente depois. Então aproveite, amigo delfonauta, você teve acesso a essa resenha 2 semanas antes do que deveria.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:08 PM
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   Cinema – Menina de Ouro (Million Dollar Baby – EUA – 2004)

            Este filme está deixando uma trilha de prêmios por onde quer que passe. Já há algumas semanas, freqüentemente a caixa postal do DELFOS vem sendo invadida por e-mails da assessoria anunciando: “Menina de Ouro fatura Directors Guild of América”, “Menina de Ouro premiado no Boston Society of Film Critics Awards”, “Menina de Ouro indicado a sete Oscars”, “Menina de Ouro isso”, “Menina de Ouro aquilo”. Para você ter uma idéia, o release entregue aos jornalistas tem duas páginas só listando os prêmios que o filme ganhou ou para os quais foi indicado. Enfim, era tanta mensagem e tanto prêmio, que por mais que eu não dê muita bola para eles foi impossível não gerar uma certa expectativa. Até porque com tanto prêmio, admito que achei que o filme fosse um saco. Felizmente, não é o caso.

            Menina de Ouro, que tem o título em inglês quase igual ao de um clássico do Alice Cooper, é um filme sobre boxe. Nele somos apresentados a Maggie Fitzgerald, interpretada por Hilary Swank, que deu um show em Garotos Não Choram, ao fazer o papel de uma garota que queria ser um menino. Admito que não vi mais a atriz desde então, motivo pelo qual me surpreendi com a sua beleza neste filme afinal, da última vez que a vi, ela era um cara – agora me lembrei da música do Aerosmith, Dude (Looks Like a Lady) e da He’s a Woman, She’s a Man do Scorpions.

            Maggie sonha alto: quer ser a campeã mundial do boxe. Para isso, ela cismou que quer ser treinada por Frankie Dunn, interpretado pelo diretor do filme, Clint Eastwood. O problema é que ele é um machão que acha que lugar de mulher não é no ringue a não ser que seja usando um biquíni e carregando as placas de Rounds. Para convencê-lo, a teimosa vai contar com a ajuda de Scrap (Morgan Freeman), um ex-boxeador caolho e faxineiro da academia de Frankie.

            Curiosamente, apesar dos prêmios, Menina de Ouro lembra muito um outro filme não tão premiado: Rocky. Para falar a verdade, dos 135 minutos do longa, pelo menos 110 são apenas uma versão feminina do filme estrelado pelo eterno Rambo, Sylvester Stallone. Está tudo lá, até o videoclipe que transforma a atrapalhada Maggie em uma tremenda boxeadora. A luta final a la “God Bless America” também é digna do clássico dos anos 80, pois enquanto este mostra Rocky e Apolo lutando contra um russo que luta sujo, Menina de Ouro mostra Maggie lutando contra uma alemã que luta sujo. Até o resultado da luta segue o filme de Stallone, embora não exatamente a luta do Rocky. Aliás, esse é outro clichê bem chato de filmes sobre esporte (aproveite e leia a resenha de Com a Bola Toda AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-10-16_2004-10-31.html). Será que é impossível ter um combate final sem colocar um bonzinho contra um malzinho? Poxa, estamos falando de filmes de esporte, não de guerra.

            E é a partir daí que o filme muda radicalmente, passando de um filme de esporte tradicional para um melodrama bem chato. Aliás, nesses últimos 20 e tantos minutos, podemos descobrir a razão para tantos prêmios, afinal, são sempre filmes muito parecidos que conquistam essas honrarias e Menina de Ouro não é exceção.

            Minha opinião final é a seguinte: o filme é bem legal até ter essa mudança de gênero. Depois fica chato. Contudo, na sessão de imprensa em que eu estava (aliás, uma das mais lotadas que já presenciei, já que normalmente são quase vazias), alguns carinhas até tentaram, sem sucesso, aplaudir o longa. E, na saída, tinha muita gente chorando e coisa e tal. Particularmente, Em Busca da Terra do Nunca (leia AQUI - http://delfos.zip.net/arch2005-02-01_2005-02-15.html) me emocionou muito mais. Agora se você gosta de filmes premiados, fica a dica: não perca Menina de Ouro, que estréia nessa sexta, 11 de fevereiro.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:04 AM
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   Cinema – O Massacre da Serra Elétrica (Texas Chainsaw Massacre – EUA – 2003)

            Ok, hora da confissão. No momento em que escrevo essa resenha, ainda não tive a oportunidade de assistir ao Massacre da Serra Elétrica original. Dada sua fama de ser absurdamente trash, sempre imaginei que se tratasse de uma comédia na linha de Brinquedo Assassino ou Hora do Pesadelo. Contudo, ao receber o convite para assistir ao remake, me surpreendi com a frase “inspirado em fatos reais”. Poxa, se a história foi inspirada por fatos reais não deve ser uma comédia. E por isso fui ao cinema meio sem saber o que esperar. Só sabia que estava muito ansioso para assisti-lo. Achei até que teria que alugá-lo em vídeo, pois considerando a demora para chegar aqui (o filme é de 2003), achei que sairia direto em DVD. Felizmente, não foi o caso e o remake chega ao Brasil no próximo dia 11 de fevereiro.

            Bom, após assisti-lo, eu não diria exatamente que O Massacre da Serra Elétrica é uma comédia descarada, mas também não o classificaria como um filme de terror, como Os Outros ou O Grito (leia AQUI - http://delfos.zip.net/arch2005-01-01_2005-01-15.html). A razão para isso é que ele é demasiadamente explícito. A todo momento vemos tripas, miolos e ossos, o que acaba passando o clima de tensão para um clima de nojeira. Ora, é fato que é muito mais natural ter medo do que fica implícito do que do escancarado. Vide Psicose (leia AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-10-01_2004-10-15.html), por exemplo.

            Na verdade até mesmo o Massacre do título não é tão massacre assim. São apenas 5 adolescentes para serem mortos e mais uma de bônus, ou seja, coisa que um Jason da vida elimina logo na introdução dos filmes. Os adolescentes em si também têm muito a ver com os protagonistas dos filmes de terror-comédia aos quais estamos acostumados. Todos são usuários de maconha, burros e bonitos. Principalmente a protagonista Erin, interpretada por Jessica Biel. Eu não sou muito fã dessas magricelas (leia resenha de Táxi AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-11-01_2004-11-15.html), mas tenho que confessar que a garota é demais. E ainda fica o tempo todo com a barriguinha à mostra e sua camiseta branca chega até a ser molhada lá pelas tantas. Convenhamos, mais terror adolescente impossível.

            Mais um clichê é sua trilha sonora, que entrega os sustos cerca de 5 segundos antes de eles acontecerem. E quando acontecem, o roteiro segue aquela mania de ser um gato, um porco, um amigo do grupo ou coisas do tipo. Ou seja, é tudo enrolação para levar o filme a seus 98 minutos.

            Uma curiosidade sobre o filme é seu formato de tela. Não sei dizer se ele chega a ser em tela cheia, mas com certeza widescreen ele não é, pois sua imagem é quase quadrada o que causa um certo estranhamento ao assisti-lo no cinema. Outra coisa engraçada é a semelhança do personagem Kemper (Eric Balfour) com o Marcos Mion. Parecem até gêmeos. O que é definitivamente assustador em O Massacre da Serra Elétrica é a polícia. Mas não pelo papel que tem no filme, de se preocupar com coisas menores e de tentar incriminar inocentes, mas pela forma com que suas atitudes e abuso de autoridade se assemelham às da policia paulistana.

            Este remake é, no geral, é um filme médio. Vale para os marmanjos pagarem pau para a Jessica Biel ou para uma tarde chuvosa sem muito mais coisa para fazer. Mas considerando que no mesmo final de semana de sua estréia, também entrarão em cartaz os oscarizáveis O Aviador e Menina de Ouro, o pobre Massacre da Serra Elétrica deve ter um massacre no seu futuro.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:08 AM
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   Colunas – Pensamentos Delfianos – Existe jornalismo imparcial? - Parte I

            Finalmente chegou a hora de inaugurar uma das seções que estava em planejamento há mais tempo aqui no DELFOS: as colunas.  Esta será a minha coluna, que, ao menos por enquanto, não terá uma periodicidade definida, escreverei apenas quando tiver algo relevante a dizer. Seu objetivo consiste em pensamentos pessoais sobre os mais diversos temas que abrangem a nossa vida cotidiana, não necessariamente limitados às áreas normais que você está acostumado a ver aqui. E para começar, nada melhor do que abordar o tema fruto de grande parte das polêmicas que envolveram o DELFOS neste seu primeiro ano de existência (leia AQUI): o tal do jornalismo imparcial.

            Vamos começar com um raciocínio muito simples. Em uma conversa entre amigos, até que ponto você é imparcial ao contar suas novidades? Se você chegar para alguém e disser: “Assisti Alexandre (leia AQUI) ontem.”, você está sendo completamente imparcial, pois está apenas relatando algo que aconteceu. Mas essa frase vai inevitavelmente gerar uma resposta do tipo: “É bom?”  e, ao responder isso, você já estaria exercendo sua parcialidade.

            “Uma conversa entre amigos é algo informal, jornalismo exige muito mais responsabilidade”, você diz. Claro, concordo completamente. E mesmo veículos que fazem textos informais, como o DELFOS, não estão livres dessa responsabilidade, já que comunicação é um grande poder e, como o amigo delfonauta já deve saber, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades” (leia resenha de Homem-Aranha 2 AQUI). O caso é, até que ponto ser imparcial não é simplesmente uma falta de honestidade?

            Vamos analisar um caso recente muito conhecido, principalmente entre aqueles que curtem Heavy Metal: o assassinato de Dimebag Darrel. Se um veículo estampa a notícia da seguinte forma: “Dimebag Darrel é assassinado durante um show do Damageplan”, ele está passando a informação do que realmente aconteceu, sem apresentar opiniões claras. Agora se a notícia for assim: “Guitarrista de Heavy Metal é assassinado durante um show de sua banda”, o negócio já é completamente diferente. O foco não é mais o assassinato, mas o fato de que este ocorreu durante uma apresentação desse estilo do qual tanto gostamos. Mas de certa forma, ele está passando a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade. O fato é que existem muitas formas de manipular a verdade para atender aos seus interesses. Isso fica ainda mais complicado pelo fato de que a notícia não é apenas constituída de títulos. O jornalista responsável pela reportagem deverá desenvolver um texto sobre isso e, queira ou não, acabará apresentando seus valores e opiniões, mesmo que não perceba. Quanto mais longo o texto, maior a probabilidade de juízos de valor entrarem de fininho nele.

            Ainda nesse assunto, é impossível não lembrar da forma como a Globo abordou a notícia, passando o guitarrista de vítima para quase um cúmplice. A matéria, que teve seu ápice no inflamado discurso de Arnaldo Jabor, não apresentou isso como um fato isolado, mas como algo corriqueiro, decorrente de toda a violência inerente a esse gênero musical e comentando inclusive que a paz e amor outrora sonhados pelos hippies deu lugar à pura violência.

            Ora, nem precisamos voltar muito no tempo para encontrarmos exemplos de letras do bom Heavy Metal recente que não são assim tão diferentes da paz e amor de algumas décadas atrás. A música Fantasia, do Stratovarius, lançada em 2003, ostenta em seus versos: “Um dia, quando o amor conquistar tudo, a humanidade vai prevalecer, chega de ciúmes, chega de inveja e de enganação, o futuro é claro e glorioso, nós somos todos vitoriosos”.  Onde está a violência nestes versos? Muito pelo contrário, eles passam uma mensagem de esperança e amor que chega a ser até inocente de tão utópica.

            Nosso amigo Bruno Sanchez escreveu um texto em homenagem ao Dia do Rock de 2004 (leia AQUI), onde selecionamos algumas músicas que exemplificavam o que é “ser” Heavy Metal na nossa opinião. Foram tantas músicas com letras lindas e positivas que simplesmente tivemos uma grande dificuldade em selecionar apenas as cinco que ilustram a matéria. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:54 AM
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   Colunas – Pensamentos Delfianos – Existe jornalismo imparcial? - Parte II

            Os dois últimos parágrafos demonstram que a informação que a Globo passou é errada. Isso é indiscutível. Todos os headbangers ficaram injuriados com a matéria, acusando a emissora de falta de profissionalismo e preconceito. Agora você me responde o que é mais provável, racionalmente falando: a Globo ser uma conspiração com o objetivo de eliminar o Heavy Metal do mundo ou os jornalistas que elaboraram a matéria, em sua ignorância, acharam que estavam passando a mais pura e simples informação?

            Claro, se analisarmos como a “fama de mau” do Metal começou, com certeza chegaremos à conclusão de que existem interesses escondidos. Afinal, o Heavy Metal prega o inconformismo, a luta para um mundo mais justo, a não-alienação. E todos sabem que povo alienado é mais fácil de controlar. Tendo formado a opinião das pessoas, o monstro começa a ter vida própria, como no famoso livro de Mary Shelley. E aí voltamos ao caso Darrel.

             Neste caso específico, sem querer desiludir os conspiracionistas (até porque eu também sou bastante paranóico), nós temos que admitir que a segunda opção é bem mais plausível. Os jornalistas confundiram sua opinião pessoal com informação, simplesmente por achar que a sua opinião ERA informação. Afinal, era tudo que eles conheciam do gênero. Se os jornalistas globais viessem a conhecer uma banda como o Stratovarius ou qualquer outra que fala de coisas positivas em suas letras, possivelmente os considerariam as exceções, quando nós, que temos mais conhecimento sobre o assunto, sabemos que as poucas que pregam a violência é que são as verdadeiras exceções. E é fato que quase todos que conhecem ou gostam de Heavy Metal foram introduzidos no meio por um conhecido (que às vezes pode até ser pai/mãe), pois caso contrário, a grande maioria de nós o consideraria um estilo violento. Ou seja, ninguém está livre da influência da mídia, por mais “independente” que você pense que seja.

            E é nesse ponto que eu queria chegar. Na nossa vida, praticamente tudo é parcialidade. A comida que a gente escolhe para jantar, as garotas (os) que achamos bonitas (os), o tipo de música que gostamos, etc. E boa parte desses gostos foi colocada na nossa cabeça pela própria “mídia imparcial”. No caso de um veículo de comunicação, a própria escolha dos temas a serem abordados já denotam sua parcialidade. O fato de o DELFOS ser um site de entretenimento e cultura geral, revela muito daqueles que o compõe. A grande maioria que escreve/escreverá para nós, possivelmente não teria o mesmo prazer caso trabalhasse em um veículo de jornalismo policial, por exemplo.

            Existe um motivo para a maior parte dos paulistanos optar por assinar a Folha ou o Estadão. Qual é esse motivo? O simples posicionamento do jornal. Seja na forma como os textos são escritos, nas matérias que abrangem e até mesmo em sua opção política. Quem já atuou na área sabe que os jornalistas de grandes veículos não têm liberdade total de escrita. Ou você não acharia estranho ver um texto falando bem do PT em um veículo como Carta Capital, por exemplo?

            E isso tudo para não falar do jabá, que é algo que existe sim, e que é até estudado em faculdades e cursos de comunicação. Se você exercitar sua memória, vai perceber vários casos de contradições de opiniões em resenhas dos mesmos autores de determinadas revistas e meios. Cabe a você, então, decidir qual opinião deve ser seguida e qual deve ser descartada.

            Ao contrário dos grandes veículos, e até da maior parte dos veículos pequenos, nossos colaboradores têm total e irrestrita liberdade de opinião, por mais polêmica que essa seja. Claro que um certo bom senso deve ser aplicado no que publicar, para não gerar problemas legais para nenhum dos envolvidos e para usar o nosso poder da comunicação de forma responsável e consciente. Também temos algumas pequenas regras que servem apenas para manter o nível do texto, como a proibição de palavrões e palavras vulgares, por exemplo. Mas tirando isso, qualquer colaborador tem liberdade de expressão total aqui. O DELFOS só cede o espaço.

            Aí está o diferencial do DELFOS e um dos meus grandes orgulhos em relação a ele. E isso não vai mudar, por mais que eu tenha que entrar em tolas discussões com pessoas de opiniões diferentes que me chamam de amador, simplesmente por eu não compartilhar de suas opiniões. Enquanto alguns jornalistas se colocam no pedestal de “formador de opinião”, os delfianos preferem estar frente a frente com o delfonauta e tratá-lo como amigo, como alguém que hoje está lendo nossos textos, mas que amanhã pode ir cobrir um show com a gente. Ao invés de ficar fingindo nossa imparcialidade, nós assumimos nossas opiniões, apresentamos argumentos para tal e publicamos, doa a quem doer. Para algumas pessoas, isso pode ser amadorismo. Para nós, isso se chama honestidade.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:52 AM
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   Cinema – Em Busca da Terra do Nunca (EUA/Reino Unido – 2004)

            Se tem um conto de fadas que realmente marcou a minha vida, esse conto é Peter Pan. Desde a mais tenra idade sou deslumbrado pela idéia deste garoto que não envelhece, provavelmente porque eu mesmo gostaria de ter essa mesma característica. Parece que a sétima arte também anda deslumbrada por essa história. Já havíamos assistido ao clássico desenho da Disney e à “continuação” filmada chamada Hook, mas  nos últimos anos, a história realmente voltou com tudo. Nesse período, essa já é a terceira vez que algo relacionado à história chega às telas. Tivemos a continuação animada da Disney, a versão live-action da história clássica e agora esse Em Busca da Terra do Nunca, que se diferencia dos outros pelo simples fato de que não é a história de Peter Pan e seus amigos, mas a de seu criador.

            Baseado na peça The Man Who Was Peter Pan (O Homem que era Peter Pan), este filme nos leva a acompanhar J. M. Barrie, muito bem interpretado por Johnny Depp, em suas tentativas de escrever uma peça bem sucedida. Um dia, enquanto rabiscava notas no parque, conhece a viúva Davies e seus quatro filhos, por quem se afeiçoa e passa a visitá-los diariamente para brincar com as crianças e com a mãe. Suas brincadeiras, apesar das denúncias do menino Peter (sacou a semelhança de nome?), sempre envolvem muita imaginação. Brincam de índios, de piratas e de tudo que a criatividade lhes permite. E enquanto brincam, o filme nos leva para dentro de suas mentes e podemos acompanhar visualmente suas brincadeiras a bordo de um navio, durante uma tempestade, rodeados por tubarões que latem (!), apenas para citar uma das cenas mais legais. Influenciado pelas brincadeiras e pela família, Barrie vai escrevendo a que seria sua mais famosa peça: Peter Pan. Obviamente, o fato de Barrie passar quase todo seu tempo livre brincando com os garotos começa a gerar boatos semelhantes aos que afligem um dos maiores nomes da música Pop, prejudicando não só sua carreira, como também a família envolvida (naquela época ainda não deviam existir processos milionários).

            É realmente impossível não se afeiçoar aos personagens, sobretudo a J. M. Barrie. Muitas vezes suas brincadeiras são tão inusitadas que fazem todos os adultos presentes se sentirem constrangidos, enquanto as crianças, é claro, se divertem. Também não posso deixar de citar o casal Snow, dois velhinhos que parecem ser os únicos que gostam das peças de Barrie anteriores a Peter Pan. O motivo para isso, você só vai entender no final do filme, mas é tão bonitinho que meus olhos se enchem de lágrimas só de lembrar.

            Falando nisso, é melhor você ir assistir preparado. Em Busca da Terra do Nunca tem o poder de fazer o público chorar durante boa parte de seus 106 minutos. Mas não por tristeza ou por um drama exagerado, mas principalmente pela emoção causada por sua bela mensagem: mantermos sempre a inocência, esperança e imaginação da nossa infância. Algo muito parecido, inclusive com a mensagem de outro filme muito bonito: História Sem Fim (leia AQUI).

            Assim como Peixe Grande (leia AQUI), Em Busca da Terra do Nunca, que estréia dia 4 de fevereiro é um daqueles filmes fofos. Recomendado para aquelas pessoas que nunca deixaram a criança que mora no nosso coração morrer, mas principalmente, para aquelas que já a perderam. Quem sabe este filme não as ajuda a recuperá-la?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:21 AM
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   Música – DVD – Van Halen – Live Without a Net (Warner – 2004) - Parte I

            Finalmente o melhor home-video do Van Halen chegou aos DVDs. Lançado originalmente em 1986, Live Without a Net pega o VH em sua primeira turnê com o novo vocalista Sammy Hagar após a conturbada saída de David Lee Roth. Na época desse show, a banda estava a todo vapor, divulgando um de seus álbuns mais legais (5150, de 1986). Até hoje, seus fãs são divididos entre aqueles poucos que preferem Sammy Hagar e a grande maioria que prefere David Lee Roth (curiosamente, nunca conheci ninguém que preferisse Gary Cherone). Como eu sempre sou do contra (embora prefira dizer que tenho personalidade e opiniões próprias), eu gosto muito mais da banda com Hagar, o que torna este show uma delícia de ser assistido.

            Existem duas formas de se avaliar este lançamento. Uma delas é pelo que o DVD contém, ou seja um show da banda. Outra é em comparação ao VHS dos anos 80. Vamos começar por esta última. O DVD é muito simples, a capa é feia e datada (tudo bem que arte gráfica nunca foi o ponto forte da banda), não existe encarte, o menu é feio e a imagem é a mesma do VHS, sem absolutamente nenhuma melhora. O som, por outro lado, recebeu um belo tratamento e está presente em Stereo, Dolby Digital e DTS. Não existe absolutamente nenhum extra no disquinho. É o show e pronto. Mas pelo menos não tem aquela falha irritante dos outros DVDs do VH (Live: Right Here, Right Now e Video Hits Volume 1) e muito presente em boa parte dos primeiros DVDs de música lançados: a falta de sincronia entre som e imagem – é um absurdo que algo tão óbvio passe pelo controle de qualidade de uma empresa. Na verdade, o negócio é tão simples que nem parece ter sido lançado em setembro de 2004, mas em algum momento do final do século passado, quando a tecnologia de vídeo digital ainda engatinhava. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:10 AM
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   Música – DVD – Van Halen – Live Without a Net (Warner – 2004) - Parte II

            Mas agora vamos ao que realmente interessa: o conteúdo principal. Ah, e que show está presente nesse disquinho. A banda já começa com There’s Only One Way To Rock, o que pode e deve causar um certo estranhamento dos fãs afinal, trata-se de uma música da carreira solo de Sammy Hagar. Claro que devemos lembrar de dois pontos: 1 – Antes de entrar na banda, Hagar tinha uma carreira solo de sucesso. 2 – Essa música é perfeita para abrir um show. Rápida, pesada (para os padrões do Hard Rock, é claro) e empolgante pra caramba. E comparece aqui “Van Halenizada”, em uma versão bem diferente da original e incrivelmente superior àquela presente no CD ao vivo Live: Right Here, Right Now, de 1992, contando com vários licks e mini-solos de Eddie Van Halen. Até Sammy dá um show nessa música, mostrando que além de um ótimo vocalista, é também um guitarrista muito competente, fazendo bonito em vários duelos com o virtuoso Eddie. Outra música onde Sammy assume as guitarras é a bela balada Love Walks In, onde ele manda muito bem nos três solos dos quais dois foram originalmente gravados por Eddie, enquanto este comanda os teclados.

            O setlist é completamente baseado no álbum 5150 e traz suas músicas mais legais como a faixa-título, Best Of Both Worlds, Summer Nights e Why Can’t This Be Love, todas executadas de forma magistral pela banda. De músicas mais antigas, temos apenas a já citada There’s Only One Way To Rock, I Can’t Drive 55 (também da carreira solo de Sammy), Panama, Ain’t Talkin’ ‘Bout Love e Rock And Roll (cover do Led Zeppelin).

            Aliás, aqui vale uma ressalva e uma alfinetada no nosso amigo Sammy Hagar, pois ele parece simplesmente querer fazer feio nas músicas originalmente gravadas por David Lee Roth. Falta de capacidade, nós sabemos que não é, pois suas músicas exigem muito mais técnica vocal do que as do vocalista anterior, então a única possibilidade restante é má vontade. E não sei o que ele pensava que ia ganhar fazendo isso, mas o cara simplesmente arruinou a fantástica Ain’t Talkin’ ‘Bout Love.

            Uma outra coisa estranha no setlist é a ausência de músicas obrigatórias como Jump (o maior sucesso da banda) ou Dreams (música mais famosa do disco 5150, o mais recente na época desse show). Isso dá a impressão de que o show foi fatiado e, sinceramente, nunca vou entender porque alguém intencionalmente optaria por piorar seu lançamento excluindo músicas que já estão gravadas, erro cometido também pelo Shaman (leia resenha AQUIhttp://delfos.zip.net/arch2004-01-16_2004-01-31.html) e pelo Judas Priest em seus DVDs Ritualive e Live In London, respectivamente. E o que é mais bizarro é que eles tiram essas músicas obrigatórias e deixam os chatíssimos solos individuais (embora, por mais que seja chato, o solo individual de Eddie Van Halen é meio que obrigatório). Até o solo de baixo está aqui. Faça-me o favor, existe alguém que não toca baixo e quer assistir a um solo desse instrumento?

            Mas então o que torna este lançamento o DVD mais legal do Van Halen? A alegria e a energia que a banda mostra no palco. Eles brincam, pulam, dançam e fazem coreografias que parecem ter sido inventadas na hora. É praticamente impossível vermos algum dos membros da banda sem este estar com um grande sorriso no rosto. É aquele tipo de show onde está na cara que os músicos estão se divertindo tanto ou mais do que o público. E se a banda se diverte, o público (e o espectador) também se diverte. Afinal, não tem nada mais chato do que assistir a um show sem comunicação com a platéia e onde a banda fica com cara de emburrada o show inteiro (leia resenha do show do Children Of Bodom AQUI).

            Apesar dos defeitos, Live Without A Net é um daqueles DVDs que pode (e deve) ser assistido a qualquer momento, por pura diversão, pois traz músicas e performances igualmente divertidas. E diversão, afinal, é o grande objetivo de uma boa banda de Hard Rock, não é?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:08 AM
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