Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Miss Simpatia 2 – Armada e Poderosa (Miss Congeniality 2 – Armed and Fabulous – EUA – 2005)

            Ok, agora até filmes insossos e que nem fizeram tanto sucesso assim ganham continuação. E, enquanto isso, um monte de filme legal demora um tempão para chegar ao Brasil (leia resenha de Kill Bill AQUI e AQUI e a do Massacre da Serra Elétrica AQUI), e às vezes nem chega (caso do Justiceiro, que você leu AQUI).

            Mas calma, meu amigo. Não é nem o caso de Miss Simpatia 2 ser uma porcaria sem nenhuma qualidade (aproveite para ler a resenha de As Branquelas AQUI), ele é até divertido, mas está muito longe de satisfazer os espectadores mais exigentes, como os delfonautas. Vamos à sinopse.

            Depois de brincar de modelo no primeiro filme, a agente do FBI Gracie Hart (Sandra Bullock) se tornou uma celebridade. A todo lugar que vai, as pessoas vêm pedir autógrafos e tietá-la e isso está impedindo que a garota realize seu trabalho com o empenho necessário. O chefão, então, a oferece uma escolha: ou ela assume funções burocráticas sem sair em missões, ou ela se torna a cara pública do FBI. Adivinha qual ela escolhe.

            E então Gracie começa a freqüentar talk shows, sair em capas de revista e se torna uma celebridade insuportável, principalmente para sua guarda-costas, a machona Sam Fuller (Regina King), que gosta de resolver tudo na base da porrada. Obviamente, as duas se desentendem durante boa parte do filme e depois... bem, acredito que o inteligente delfonauta já deve ter visto filmes suficientes para adivinhar todo o resto do filme.

            E esse é o grande problema de Miss Simpatia 2: clichê. Clichê, clichê, clichê. Clichê atrás de clichê. E quando você acha que os clichês acabaram, é surpreendido por outro clichê. Mas aí você pensa “agora acabou”. Mas não, vem outro clichê. E outro. E depois outro. E sabe o que vem depois? Outro clichê, você diz? Não, aí o filme acaba, mas provavelmente todos os clichês conhecidos pelo homem já tinham sido usados.

            Ainda assim, o filme é divertido e tira uns sorrisinhos em seus melhores momentos. A típica “Sessão da Tarde”. Também não posso falar mal da trilha sonora, que tem até composições do fenomenal Creedence Clearwater Revival (embora não sejam interpretadas por eles).

            Agora, uma coisa que eu queria saber é o seguinte: o que aconteceu com a Sandra Bullock? Cara, eu a considerava uma das mulheres mais bonitas de Hollywood e ela está parecendo homem. Até gogó ela tem. E eu achava que mulheres não tinham gogó. Ok, talvez aquele calombo imenso no pescoço dela não seja um gogó, mas se não for, eu não quero saber o que é. Credo. Mas e se for? Isso significa que ela é... homem? Ou hermafrodita? Credo em dobro. E mesmo que você não se preocupe com o gogó (se é que isso é possível), ela realmente não é mais a mulher lindíssima que era na época de Velocidade Máxima. Não sei se ela envelheceu mal, ou se fez plásticas demais, mas ela está parecendo o Michael Jackson na época em que ele era mais bronzeado. :-)

            Conclusão: não assista Miss Simpatia 2 nos cinemas. Não por causa do gogó da guria, mas simplesmente porque, embora divertido, ele não vale os absurdos 16 reais do ingresso de um cinema paulistano. Use esse dinheiro para comprar uma pizza ou para fazer uma doação para o DELFOS (essa é minha opção preferida) e espere o filme sair nas locadoras. Ou passar na Sessão da Tarde. Mas se você for teimoso e mesmo assim quiser torrar sua grana para assistí-lo (você podia repensar a opção de doá-la para o DELFOS), ele estréia nessa sexta, primeiro de abril. Dia bem apropriado devo dizer, porque eu acho que você deve estar brincando em relação a preferir assistir esse filme ao invés de doar o dinheiro para nós. :-P



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:40 AM
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   Games – Teenage Mutant Ninja Turtles 2 – Battle Nexus (PC, Xbox, PS2 e Gamecube – Konami – 2004) - Parte I

Versão analisada: PC

 

            Já virou tradição no DELFOS iniciarmos resenhas de continuações com links para as resenhas dos originais, então para aqueles que quiserem ler a resenha do Bruno para a primeira edição deste Teenage Mutant Ninja Turtles, é só clicar AQUI.

            Um ano após o primeiro jogo, as populares “Tartarugas Adolescentes Mutantes Ninjas” voltam para a continuação. E se o primeiro jogo já não tinha os mesmos predicados dos jogos de outrora estrelados pelo quarteto, o que dizer deste? Vamos por partes.

            Antes de mais nada, devo confessar minha admiração por estes répteis mutantes. As Tartarugas Ninja (a série original), foi o desenho que mais marcou a minha vida, ao ponto de me lembrar de episódios inteiros até hoje ou até mesmo de batizar meu primeiro e até então único carro com o nome da minha tartaruga preferida – Donatello, se alguém quiser saber. Sim, eu sou um cara estranho. Dito isto, você pode concluir que sou tão fã que minhas exigências baixam quando tenho a oportunidade de controlar meus heróis preferidos. Se você disse isso, você tem razão.

            Por isso mesmo, apesar dos infindáveis defeitos do jogo anterior, ainda assim joguei-o até o final com todos os personagens (até com o Splinter). Mas afinal de contas, ele trazia tudo que um fã pode querer de um jogo das tartarugas, como o fato de ser um simples jogo de porrada, onde você vai andando e enchendo a galera de porrada. Mas a falta de personagens conhecidos (e com isso me refiro aos vilões do primeiro desenho) e a pouca quantidade de tipos de inimigos mataram o jogo. Além disso, o jogo não aceitava o modo de 4 jogadores o que para um jogo das Tartarugas, é inadmissível.

            TMNT 2 – Battle Nexus conseguiu melhorar alguns aspectos do jogo, mas falhou miseravelmente em outros. Os inimigos continuam repetitivos e a maior parte deles ainda é desconhecida. As músicas continuam sem graça e os gráficos estão piores do que antes. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:18 AM
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   Games – Teenage Mutant Ninja Turtles 2 – Battle Nexus (PC, Xbox, PS2 e Gamecube – Konami – 2004) - Parte II

            Com um sistema de combate extremamente raso e personagens muito pequenos na tela, TMNT 2 não só falhou na missão de melhorar seu jogo anterior como conseguiu piorá-lo ainda mais. A maior parte do tempo você se sente completamente indefeso ao enfrentar os inimigos. Para tornar sua tartaruga potente, você precisa coletar cristais e a cada 10 coletados, você sobe de nível. O problema é que, quando você começa a ficar forte o bastante para poder se defender, o jogo acaba. E quando você joga em múltiplos jogadores, vocês dividem a mesma barra de energia, ou seja, um morre, todo mundo morre, uma decisão bem estranha da softhouse.

            Os personagens conhecidos também não dão as caras nesse jogo. Ou pelo menos não como eu os conhecia. No lugar do “chiclete mastigado” Krang, temos um monte de “chicletes mastigados” chamados Utrom, uma raça de alienígenas que, ao que tudo indica têm a mesma origem de Krang. No lugar de Rocksteady, temos os Triceratons, alienígenas malignos que estão no meio de uma guerra na qual você acaba se envolvendo. Também temos aqui a volta de Leatherhead que, ao invés de ser aquele jacaré burro metido a cowboy é um jacaré cientista de fazer páreo ao Donatello. E nem vilão ele é. Apesar disso, ainda não temos nenhuma citação a vilões da estirpe do Rei Rato ou, principalmente, do meu preferido, o Bebop.

            Mas nem tudo são espinhos neste jogo. Algumas coisas são bem legais. Para começar, teoricamente agora é possível jogar em quatro jogadores. Teoricamente porque aqui no DELFOS o jogo só aceita três, mas ainda assim é mais que no jogo anterior. Outra coisa muito legal é a teórica possibilidade de jogar o primeiro Arcade estrelado por eles, jogo que até hoje é uma maravilha. Teórica novamente porque isso é divulgado, eu joguei até o final do jogo normal e não apareceu a opção aqui. Procurei na Internet pelo “truquinho”, e descobri que bastava encontrar um determinado item em uma determinada fase. O problema é que já o tinha encontrado e não aconteceu nada, então não posso comentar sobre isso. Vai entender essa Konami.

            Mais uma vantagem, e a que considero a maior delas, é que agora é possível variar de tartaruga a qualquer momento. Isso deixa o jogo mais divertido e menos enjoativo, embora não existam grandes diferenças entre os personagens, com exceção de Leonardo, que é muitíssimo pior que todas as outras, o que é uma pena, já que suas armas (as duas espadas) são as mais legais. Também não posso deixar de citar as animações entre as fases, diretamente extraídas da nova série de TV e que são realmente muito legais. Também temos aqui a volta da famosa e tradicional “fase do Skate” que aqui nada mais é do que uma fase bônus, onde você tem que ficar coletando moedinhas para ganhar prêmios no final do estágio. Apesar de batidas, elas são até divertidas.

Além das tartarugas, também podemos jogar com outros personagens. A saber, Casey Jones, Karai, Slashurr e Splinter. Cada um deles tem uma manha diferente para ser destravado, mas se você não descobrir a manha em um determinado período, eles vão se destravando aos poucos, conforme os dias passam. E aqui vai a dica para os que jogam a versão PC: para destravar todos eles de uma vez, basta adiantar a data do seu computador uns dois meses e entrar no jogo. Tchanan, todos eles estão lá (é só colocar para cima na tela de seleção – cada tartaruga é substituída por um deles). Salve o jogo, saia, volte a data ao normal e pronto. Você tem oito personagens para se divertir.

Infelizmente, como já ficou claro, a diversão nesse jogo não é muita. É uma pena, pois na época dos 16-bit, essa série era quase imbatível, gerando ótimos jogos para Mega Drive e Super Nes, como Tournament Fighters e Turtles In Time, para citar dois exemplos. Se você, como eu, é muito fã dos personagens, jogue. Caso contrário, fique com os clássicos que ainda são bem melhores.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 10:18 AM
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   Cinema – O Chamado 2 (The Ring 2 – EUA – 2005)

            Por Tutatis, eu realmente odeio escrever sobre filmes de terror/suspense pois, como já deixei claro outras vezes, qualquer palavrinha mal colocada pode arruinar a experiência do delfonauta. Mas não tem jeito, por vocês eu sempre coloco a mão no fogo, por mais que venham a me xingar depois.

            O primeiro O Chamado (remake estadunidense do japonês Ringu) tinha uma das melhores premissas de filmes de terror que conheço. Para quem não lembra, tudo girava em torno de uma fita. Todos aqueles que assistissem a essa fita receberiam uma ligação do Gollum, do filme O Senhor dos Anéis e morreriam em sete dias. Legal, né? Pois se a premissa era interessantíssima, o filme também era legalzinho. Na verdade era um filme de terror assaz emocionante, mas nunca consegui engolir aquele final.

            Outra coisa, essa premissa, por mais legal que seja, não é, na minha opinião, suficiente para gerar uma série, já que simplesmente não existem muitos caminhos para você seguir quando o assassino é uma fita. Pois a Dreamworks deve ter percebido isso e optou por quase eliminar a fita desta continuação, fazendo tudo girar em cima da moleca Samara, a “cineasta” que realizou o filminho assassino.

            Pois é, e eliminando a premissa (quantas vezes eu já disse premissa nesse texto?), o que sobra na franquia O Chamado? Um terrorzinho sobrenatural pra lá de chinfrim. Ok, a Samara realmente é muito assustadora e eu não queria vê-la saindo da minha televisão.  O início do filme (a primeira meia hora, mais ou menos) deu tanto medo que me fez querer ter alguém na sessão ao meu lado que eu pudesse abraçar. Porém não tinha, então eu tive que ser um menino forte e agüentar firme durante as cenas assustadoras, sendo surpreendido com uma mudança de rumo mequetrefe até não poder mais. O caminho que o roteiro segue da metade para a frente simplesmente elimina tudo que restava de terror no negócio, tornando-o simplesmente um filmezinho sobrenatural pra lá de chinfrim. É sério, o clímax do filme parece até um daqueles filmecos das irmãs Olsen. Se bem que a Samara é bem mais bonita e menos assustadora do que as gêmeas.

            Conclusão, se você gostou de O Chamado, faça um favor para si mesmo, guarde com carinho essas memórias e não as estrague assistindo a esta que foi uma das continuações mais frustrantes da história.

            Curiosidade: embora o original japonês também tenha tido suas seqüências, os estadunidenses optaram por fazer uma continuação inédita e independente da franquia oriental. Será que é por isso que é tão ruim?

            Curiosidade 2, a missão: A Dreamworks anunciou essa semana que já vai começar os trabalhos em O Chamado 3. Isso aconteceu devido à ótima bilheteria conseguida pela primeira continuação nos cinemas dos States. Obviamente, essa boa bilheteria gerada pelo filme se deve ao fato de o primeiro Chamado ser legal, porém como essa continuação é assustadora de tão ruim, não duvido nada que o terceiro obtenha péssimas bilheterias ou seja até mesmo lançado diretamente em vídeo.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:07 AM
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   Cinema - DVD – Todo mundo quase morto (Shaun of the Dead – Inglaterra – 2004) - TEXTO POR ISMAEL ALBERTO SCHONHORST

Este filme que foi lançado no Brasil diretamente em DVD e VHS não fez o sucesso merecido, coisa que ocorreu em muitos lugares do mundo. Por ser uma produção da Inglaterra, as distribuidoras ficaram com medo que o humor cult dos Ingleses não fosse render boas bilheterias. Confesso que este filme não é para qualquer tipo de pessoa, pois o indivíduo tem que gostar de um humor ácido na escola dos fabulosos Monty Python (leia AQUI). Shaun of the Dead aqui no Brasil ganhou um título de mau gosto total, plagiando descaradamente a famosa série Todo Mundo em Pânico que, por sua vez, já não era exatamente um primor de título. Mas não se engane pelo nome, ou você vai perder uma das melhores comédias dos últimos tempos.

Shaun é um derrotado. Ninguém gosta dele. Parentes, namorada, colegas de trabalho, todos o desprezam. Nada poderia ser pior em sua vida. Nada? Grande engano! O que já era ruim fica ainda pior quando Shaun se vê repentinamente obrigado a liderar um grupo de desesperados sobreviventes que fogem de um assustador bando de mortos-vivos. Este é o básico do filme, fazendo uma homenagem aos grandes clássicos do cinema de terror, principalmente os filmes italianos de zumbis. Edgar Wright, o diretor do filme conseguiu fazer uma comédia que tem toques cruéis de terror sendo, em alguns momentos, mais pesado do que sua fonte de inspiração, o grande Madrugada dos Mortos (leia AQUI) e, ao mesmo tempo, leves pitadas de romance e aventura, tudo isso em menos de uma hora e meia de duração. Altamente recomendado.

A Universal fez um ótimo trabalho lançando este DVD, que é um dos melhores dos últimos tempos. A qualidade da imagem está excelente, sendo quase impossível de notar alguma falha, tanto no filme quanto nos extras. O filme veio no padrão Widescreen enquanto os extras vieram no padrão Anamórfico, como deveriam ser todos os DVDs. Ainda melhor que a imagem é o som, que apresenta dublagem em 3 línguas (Inglês, Português e Espanhol), todas elas no formato Dolby Digital 5.1. O som em um Home Theater fica ótimo, com efeitos estourando em todas as caixas de forma muito bem dividida. Os menus do DVD são os melhores que vi no ano passado, ao mesmo tempo criativos e fáceis de navegar.

A quantidade de extras e seu conteúdo nos fazem rir sozinhos. Temos desde criativos e inovadores documentários, que vão desde o tradicional Making Of até um vídeo amador filmado na fase de pré-produção do filme, onde o diretor/roteirista Wright e o roteirista/ator Simon Pegg apresentam os detalhes de como seria o filme. Nunca tinha visto extra similar em nenhum outro filme. Temos também as tradicionais cenas deletadas ou alteradas, imagens de produção, trailers e materiais promocionais.

Conclusão: este é um excelente produto, e olhe que até agora só saiu à versão exclusiva para locação, em abril sai a versão oficial do DVD para venda, e a distribuidora promete alguns extras a mais para valer ainda mais a pena (o que já vale mesmo sem estes novos extras) comprar este filme para você ter em sua DVDteca. Espero que a Universal continue trazendo para os apreciadores de cinema produtos desta qualidade, e que as outras distribuidoras tomem isso como exemplo. Nada mais a declarar.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:12 AM
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   Cinema – Meu Tio Matou Um Cara (Brasil - 2004) - TEXTO POR ANDERSON LIMA

Não se engane pelo título, Meu Tio Matou um Cara não é uma história policial ou um suspense. O filme fala da adolescência, idade em que neuras e responsabilidades crescem de maneira proporcional aos hormônios. Quem comanda a narrativa é Duca (Darlan Cunha), um garoto com seus 15 anos que mora com os pais (Ailton Graça, de Carandiru, e Dira Paes, Amarelo Manga). Fissurado em jogos de mistério, Duca tem dois problemas para solucionar.

O primeiro é o do seu tio Eder, que matou um cara. O outro envolve sua paixão por Isa (Sophia Reis), sua melhor amiga e namorada de seu colega Kid (Renan Gioelli). A história é baseada em conto de mesmo nome escrito por Jorge Furtado, que assina a direção e também o roteiro (em parceria com Guel Arraes).

Tudo tem início quando o tio Eder (Lázaro Ramos) confessa o assassinato do ex de sua atual namorada, Soraya (Deborah Secco). Eder é o perdedor clássico e Soraya é bem mais do que ele pensa ser. Mas a história gira mesmo é em torno do trio de adolescentes. Duca precisa usar os conhecimentos aprendidos em jogos de detetive na busca de pistas que livrem a cara de seu tio. Nesta tarefa, ele conta com a coragem de Isa e a companhia de Kid.

Lázaro repete a parceria já feita com Furtado em O Homem Que Copiava. O ator aparece pouco, mas é eficiente em cena. O trio de adolescentes também tem bom desempenho, atuando com naturalidade ao longo da história. Já Deborah Secco, representa um papel que tem se confundido com sua vida pessoal, faz caras e bocas, mas não decepciona.

Mais uma vez, Jorge Furtado demonstra a facilidade que possui de dialogar com o público jovem, habilidade reconhecida já em seu longa de estréia, Houve Uma Vez Dois Verões. O diretor varre os clichês para longe e apresenta personagens tão críveis quanto você ou eu, que precisam lidar com sentimentos próprios a qualquer adolescente de uma grande cidade.

A trilha sonora é um caso à parte. O que se tem é a hegemonia de um Caetano Veloso pouco inspirado nas canções que acompanham os personagens, ficando bem distante do brilho de Você Não Me Ensinou a Te Esquecer, trilha de Lisbela e o Prisioneiro. Mesmo assim, há algumas surpresas, como Nando Reis interpretando Por Onde Ande para o personagem de Sophia Reis, sua filha.

Apesar dos deslizes, a película cumpre o prometido, garantindo uma diversão esperta e, o mais importante, falando a língua dos jovens sem tratá-los como desmiolados. Quer exemplo maior que ver a turma de colegiais que fazia a maior algazarra na fila para comprar os ingressos, assistir ao filme todo sem dar um pio sequer?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 6:30 AM
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   Cinema – Robôs (Robots – EUA – 2005) - Parte I

            O melhor desenho desde Procurando Nemo. Pronto. Se você quer apenas saber se Robôs é bom ou não, aí está. Pode ir assistir. Hum... Ainda aqui? Quer saber mais? Ok, ok, vamos nessa.

            Amplamente divulgado como sendo “Dos mesmos criadores de A Era do Gelo”, Robôs simplesmente não precisava deste artifício. Ora, A Era do Gelo é um desenho até legalzinho, mas está muito longe da qualidade de um longa da Pixar. Agora, esse Robôs é simplesmente fenomenal, misturando as melhores características dos desenhos da Pixar (leia a resenha de Os Incríveis AQUI) e da série Shrek (leia o Especial Shrek AQUI), como o humor escrachado, o visual requintado, a trilha sonora decente e as citações a outros filmes, das quais nem o quase esquecido Moonwalker escapou.

            O próprio elenco original já demonstra que vem coisa boa. Saca só os nomes: Ewan McGregor (de Peixe Grande – leia AQUI) é o protagonista Rodney Lataria, Halle Berry (a grande vencedora do Framboesa de Ouro, por Mulher-Gato – leia AQUI) é a robozinha Cappy, Robin Williams (de Anjo de Vidro, leia AQUI), que já havia mostrado que entende de dublagem ao dublar o Gênio do fenomenal Aladdin, repete aqui o que faz de melhor: alívio cômico, dublando o divertido Manivela, que vive perdendo suas peças e rouba a cena sempre que aparece. Manivela promete ser o personagem preferido da criançada (e de muitos adultos, embora o meu preferido tenha sido o caladinho Diesel).

            Também não posso deixar de citar outros atores que assumiram personagens mais secundários, mas que também mandam muito bem, como o comediante Drew Carey, que faz dupla de alívio cômico com Robin Williams e o diretor Mel Brooks, que nos presenteou com alguns clássicos do humor, como S.O.S. Tem um Louco Solto no Espaço e História do Mundo Parte I, que assume o papel do “maior robô do mundo”, o Grande Soldador. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:54 PM
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   Cinema – Robôs (Robots – EUA – 2005) - Parte II

            O elenco da versão dublada novamente insiste no erro de colocar globais (no caso, Reinaldo Gianecchini) que mal sabem atuar para dublar (o que é ainda mais difícil). E pior, alguns deles nem atores são. É o caso da MTViana Marina Person que faz Cappy, personagem de Halle Berry. Bem, tudo bem que Halle Berry também não é exatamente uma tremenda atriz, mas... Enfim, nem tudo está perdido, pois o elenco brazuca conta com o sensacional Guilherme Briggs, esse sim um dublador de verdade. Para quem não sabe, o cara é o responsável por uma das melhores dublagens nacionais de que se tem notícia (e uma das poucas que superaram o original) ao assumir o super-herói dos nerds, o divertidíssimo Freakazoid. Mas como assisti a versão legendada, não posso dar opinião sobre a dublagem, então pode ser que seja até melhor do que se espera. Afinal, Irmão Urso (a primeira resenha publicada no DELFOS – leia AQUI) também tinha globais e até que ficou legal.

            Bom, falei sobre o elenco, comparei com outros filmes, mas não comentei nada sobre a história. Palma, palma, não priemos cânico, amigo delfonauta. Falaremos sobre isso agora mesmo. Robôs nos leva a uma sociedade imaginária habitada apenas por robôs (pausa filosófica: se robôs precisam ser construídos e não existem seres humanos, como surgiu o primeiro robô?). Apenas a hilária seqüência inicial, que mostra as peculiaridades dessa sociedade já é suficiente para fazer a platéia rolar no chão de tanto rir. É um daqueles casos onde o filme já começa maravilhosamente bem e continua com tudo até o final.

            Pouco depois, conhecemos Rodney e o acompanhamos em seu crescimento, até que ele se torna um jovem e brilhante inventor, que só quer uma coisa na vida: conhecer o gentil Grande Soldador, dono de uma empresa que está sempre aberta a novas idéias e cujo slogan é: “Você pode sempre brilhar, não interessa do que seja feito”. Para alcançar seu sonho, o corajoso garoto compra uma passagem só de ida para a cidade grande chamada Robópolis. E nós o acompanhamos em sua viagem. Como em todo bom desenho, o enredo não traz grandes novidades. É apenas uma desculpa para muitas piadas e confusões. E isso Robôs faz muito, muito bem.

            Pois é, mais um filme que deve acompanhar Volta ao Mundo em 80 Dias (leia AQUI) na minha lista de Melhores do ano. Além disso, Robôs se junto à seleta galeria de filmes que levam o Selo Delfiano Supremo (pausa para as cornetas). Até agora o selo ainda não existe oficialmente, mas já tem em seus premiados o supracitado Volta ao Mundo em 80 Dias, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (leia AQUI) e Homem-Aranha 2 (leia AQUI). Preciso falar mais? Robôs é imperdível! Robôs estréia hoje, 18 de março.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:53 PM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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