Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Kinsey – Vamos falar de sexo (Kinsey – EUA – 2004)

            As cinebiografias estão se tornando uma verdadeira praga do cinema contemporâneo. Foi-se a época em que os biografados eram indivíduos de grande importância histórica para a humanidade, como Alexandre, o grande (leia AQUI). Agora já começam a filmar a vida até de empresários (leia resenha de O Aviador AQUI). O bom disso é que aumentam as chances de um dia fazerem um filme baseado na minha vida e minha trajetória com o DELFOS. ;)

            Como você já deve ter adivinhado pelo parágrafo acima, este filme é uma biografia de um ilustre desconhecido, a não ser que você esteja familiarizado com os anais da ciência, é claro. Se você não estiver, não tem problema, eu explico: Alfred Kinsey foi pioneiro em estudar o comportamento sexual humano como ciência. Para fazer isso, desenvolveu um extenso questionário e passou boa parte de sua vida fazendo pesquisas com as mais diversas pessoas. Em sua conclusão, dividiu a sexualidade humana em 200 grupos que, infelizmente, não são explicados no filme.

            Obviamente, a sociedade conservadora da época cai matando em cima do pobre cientista (interpretado pelo jedi Liam Neeson), afinal, ele revela que mulheres normalmente santificadas, como as nossas mães, se masturbam e fazem sexo fora do casamento, entre outras coisas ainda menos lisonjeiras. Isso, é claro, acaba afetando o nosso amigo, não apenas no campo profissional como no pessoal.

            Um dos maiores benefícios da pesquisa de Kinsey para a humanidade foi desmistificar algumas coisas que todos faziam e que se sentiam anormais por fazê-lo. O pior é que boa parte dessas coisas, como a masturbação, por exemplo, ainda são feitas por quase todos nós, mas mesmo assim a sociedade dá um jeitinho de nos fazer pensar que isso é errado.

Assistindo ao filme, cheguei à seguinte conclusão: tanto tempo se passou desde a pesquisa de Kinsey (que foi feita por volta dos anos 40) e tão pouca coisa mudou. Digo isso porque toda vez que o filme mostrava as pesquisas de Kinsey sendo feitas, a platéia (teoricamente composta por jornalistas), ria a qualquer menção sexual, como uma velhinha dizendo: “eu inventei a masturbação”. Sinceramente, eu me senti de volta ao primário, quando as palavras pênis e vagina geravam risos gerais da sala inteira.

           

            Realmente não tenho muito mais a dizer sobre o filme. Eu gostei bastante e recomendo. Afinal, é sempre bom falar de sexo. Kinsey – Vamos Falar de Sexo estréia esta sexta, 29 de abril.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 11:37 PM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Notícias – Novo festival de Heavy Metal

            Depois do fracasso estrondoso do Masters Open Air (leia AQUI) e da brincadeira delfiana de primeiro de abril sobre o Votorantim Monsters of Rock (leia AQUI), o delfonauta pode até desconfiar (com toda razão) dessa notícia. Mas eu, pelo menos estou muito empolgado com a possibilidade de ver o Scorpions na nossa terra. Eu até cheguei a ir ao show anterior deles, em 97, quando tocaram em um festival com Bruce Dickinson e Dio, mas acabei indo embora graças ao nosso amigo que hoje me acompanha no DELFOS. :-)

            Leia abaixo o press-release enviado sobre o festival:

No dia 15 de Outubro São Paulo será sede da primeira edição do LIVE `N' LOUDER ROCK FEST, que tem, até o momento, a confirmação das bandas Scorpions, Nightwish, Angra, Testament, Symphony X, The 69 Eyes, além da banda mais votada do Brasil Metal Union que será divulgada até a primeira semana do mês de maio.

Criado pela empresa Top Louder Eventos Artísticos Ltda, que é uma fusão da Top Link Music e da Revista Roadie Crew exclusivamente para o festival,  o LIVE `N' LOUDER ROCK FEST pretende ser um evento periódico e de continuidade. Pode parecer apenas mais um festival, mas o LIVE `N' LOUDER ROCK FEST é muito mais, é o festival que vai trazer de volta as grandes bandas do Heavy Metal mundial para o Brasil e América Latina. As primeiras edições ocorrem em São Paulo (Brasil), Santiago (Chile) e Cidade do México (México)”.

E vamos torcer para que dessa vez dê certo. O público brasileiro merece.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:01 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Clássicos – Judas Priest – Stained Class (1978 – CBS) - Parte I

Quando falo sobre o Judas Priest, freqüentemente me deparo com pessoas que pensam no British Steel  (leia AQUI), de 1980, como o primeiro álbum da banda, ou pelo menos como o primeiro grande sucesso. Essas pessoas, infelizmente, esquecem que os ingleses lançaram seis álbuns nos anos 70, sendo que o British foi apenas o pontapé inicial para a fase mais conhecida (e comercial) na década seguinte.

Para quem ainda não conhece o Judas Priest dos anos 70, antes de encarar um trabalho como Stained Class, esvazie sua mente das influências, esqueça Rob Halford rebolando nos videoclipes enquanto cantava as letras bobinhas enaltecendo o estilo de vida depois da meia noite ou as rodovias norte-americanas. O Judas Priest, especialmente na fase entre o Sad Wings Of Destiny (leia AQUI) e o Stained Class, era uma banda muito sombria e tratava, em suas letras, de diversos assuntos pertinentes a eventos históricos e desilusões.

Exatamente por isso, considero este o melhor trabalho de Rob Halford, K.K Downing, Glenn Tipton e Ian Hill: as letras variadas e criativas, o som extremamente pesado (lembre-se que estamos em 1978) e o início de uma nova era para o Heavy Metal, fundamental ao surgimento da NWOBHM.

O Judas Priest até então ainda não era consagrado como conhecemos hoje e vivia em meio a uma invasão Punk que praticamente eliminou o Heavy Metal (da época, que seriam bandas como Deep Purple e Black Sabbath) das rádios e TVs limitando-o ao underground. Para piorar, a banda também passava uma fase crônica de troca de bateristas, fato “homenageado” no famoso filme / documentário This Is Spinal Tap (leia AQUI ). Mas com Les Binks nas baquetas a banda encontrou finalmente o dono da vaga, pelo menos até o próximo ano.

Binks ainda atuaria em mais dois álbuns, o aclamado Hell Bent For Leather e o primeiro ao vivo, Unleashed in The East, ambos de 1979. Sobre este último, reza a lenda (na verdade, com um bom fundo de verdade) que a banda tocou os shows no Japão que serviram para a gravação com um baterista de estúdio contratado já que Les fora demitido dias antes da viagem, mas seu nome consta no encarte do mesmo jeito. Se você está curioso sobre este fato, repare que todas as fotos da capa, contracapa e encarte do álbum trazem todos os membros da banda e uma bateria sem ninguém. Na década de 80, o baterista foi Dave Holland (atualmente encarcerado por pedofilia – leia resenha de O Lenhador AQUI) e, desde 1989, a banda conta com Scott Travis no posto.

Boatos à parte, vamos nos concentrar na análise do Stained Class. A capa mostra uma cabeça metálica atingida por um feixe de laser e é uma metáfora para a “classe manchada” do título. Muitas pessoas, no entanto, julgam o desenho como alguém levando um tiro na cabeça, fato desmentido veementemente pelos integrantes que pretendiam trazer a cabeça de um tirano (o Tyrant de Sad Wings of Destiny) manchada.

As gravações ocorreram entre outubro e dezembro de 1977 e o álbum chegou às lojas em Fevereiro de 1978. Apesar de confinado aos pubs e com os integrantes ainda vivendo de trabalhos paralelos, o Judas já era uma banda conhecida dos headbangers ingleses, carentes de Black Sabbath (que passava por uma de suas piores fases nessa época) e Deep Purple (com sua aparentemente infinita troca de formações). No exterior, entretanto, foi exatamente o Stained Class que abriu as portas. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:21 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Clássicos – Judas Priest – Stained Class (1978 – CBS) - Parte II

A produção ficou a cargo de Dennis MacKay, famoso pelos seus trabalhos com grandes nomes como David Bowie, Jeff Beck, Supertramp, Gary Moore entre outros. O grande mérito do produtor foi conseguir captar a atmosfera de um show do Judas Priest para um trabalho de estúdio, tanto na velocidade das músicas quanto no potencial de improvisação dos integrantes.

O disco já abre com uma faixa rápida e pesada, Exciter, exatamente como as bandas de Metal ainda fazem hoje em dia. Segundo os próprios integrantes do Judas, essa música é considerada a mãe do Speed Metal e trata da chegada de um messias a Terra, o mesmo papel que o “Painkiller” teria em 1990. Destaque para o solo duplo em seu final, o que o Helloween aprimoraria uma década depois.

A segunda música, White Heat, Red Hot é uma tradicional composição sobre a eterna luta entre o bem e o mal. Nos últimos anos, li algumas resenhas que a colocavam como uma representação da luta entre Luke Skywalker e Darth Vader em Star Wars, mas isso não faz o menor sentido, afinal Luke só descobre que é filho de Vader no Império Contra Ataca de 1980.

Better By You, Better Than Me é um cover da banda Spooky Tooth, assim como fizeram com Diamonds And Rust da Joan Baez no Sin After Sin. A idéia era mostrar que o Judas Priest conseguia transformar qualquer música em um Heavy Metal atual.

Essa também é a composição que causou tanta dor de cabeça à banda na década de 80 quando dois jovens se suicidaram (na verdade um morreu na hora, o outro viveu deformado por mais alguns anos) enquanto a ouviam. As mães dos jovens entraram com uma ação milionária contra a banda acusando o disco de trazer mensagens subliminares incentivando o suicídio. No final das contas, os integrantes provaram inocência quando mostraram que os jovens se suicidaram pela falta de estrutura em suas próprias casas e o Heavy Metal era apenas a válvula de escape para a vida que levavam. Deixando os problemas de lado, a letra fala sobre uma pessoa que vai à guerra e, ao não conseguir expressar seus sentimentos em uma carta de amor no meio de tanta selvageria, pede que um amigo o faça por ele. Não tem absolutamente nada a ver com suicídio.

A faixa título Stained Class, em minha opinião, não só é a melhor música do álbum como também uma das melhores em 30 anos de estrada da banda. Sua letra fala justamente da perda de identidade da humanidade, antes uma raça com o coração puro e hoje fruto de tantas desigualdades. Os ingleses não tocam esse clássico ao vivo desde 1978, mas Rob Halford, em sua volta ao Metal no ano 2000 com sua banda Halford, voltou a apresentá-la nos shows, inclusive no nosso Rock in Rio III (aproveite e leia a resenha de seu disco ao vivo, Live Insurrection AQUI ). Como curiosidade, repare que na versão original do disco (agora CD), alguns versos surgem ao fundo durante a primeira estrofe. Esses versos, na ordem: Crashing on Hyksos / Mount Passing God Fear / Tip of His Finger / They´re Spying His Throne, sem sua transposição no encarte, tratam de um período no Egito entre os séculos XVIII e XVI A.C., onde os Hicsos (uma tribo, muitas vezes confundida com os próprios judeus) dominaram os outros povos da região e criaram uma sociedade de anarquia e destruição.

Invader começa com um som eletrônico que lembra bastante uma velha máquina de Pinball e abre espaço para um riff de guitarra muito parecido com a engraçada Hocus Pocus da banda Focus. A letra fala da invasão de seres extraterrestres e como os humanos lutam para se defender.

Muitos acham Saints in Hell uma faixa bobinha, mas a considero um ponto chave do álbum, uma pena que nunca tocaram essa música ao vivo, pois o instrumental e o trabalho de voz de Rob Halford aqui são fantásticos, sem dúvida nenhuma. A letra traz um verso em francês e é uma viagem psicodélica com algo baseado na obra de Dante Alighieri. Fala da invasão do inferno (daí a inspiração por Dante) por santos católicos onde eles comandam uma verdadeira carnificina, logicamente uma grande ironia com as guerras santas travadas nos últimos milênios. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:18 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Clássicos – Judas Priest – Stained Class (1978 – CBS) - Parte III

Savage é provavelmente a faixa mais politizada do álbum e trata da chegada dos europeus às Américas. Ok, eu sei que o tema é batido e já foi explorado diversas vezes (para lembrar apenas dois exemplos temos Run To The Hills do Iron Maiden e Conquistadores do Running Wild), mas Savage, além de seu pioneirismo (Run To The Hills apareceria apenas quatro anos depois) mostra uma visão aprofundada, onde os nativos expressam sua indignação com os exploradores e discutem quem é o “selvagem” na história. O instrumental nos remete a um Hard Rock anos 70 e vale a pena destacar uma estrofe, que vai abaixo traduzida para facilitar a vida do amigo delfonauta:

 

Vocês envenenaram minha tribo com progresso civilizado
Batizando nosso sangue com doença
Vocês cristianizaram nossos corpos com tristeza e sofrimento
Dizendo que o seu deus é bem quisto

O que nós fizemos para merecer tal injustiça?
Explique-nos, por favor, se você puder
Mas você não pode, não, não pode, nós podemos ver isso em seus olhos
De nós dois quem é o homem primitivo?

 

Depois dessa, meu amigo, eu voltava para a Europa rapidinho com o rabo entre as pernas.

A próxima música é o clássico Beyond The Realms of Death, que o Judas toca até hoje em suas turnês e virou um hino obrigatório. Como mais uma curiosidade, essa foi a única colaboração do baterista Les Binks nas composições da banda e ele, aliás, foi também o criador do riff inicial de guitarra. A banda ensaiava no estúdio quando, durante um intervalo, o baterista pegou a guitarra de K.K. e dedilhou o que se tornou uma das introduções mais famosas do Heavy Metal. O guitarrista Glenn Tipton também tem um carinho muito especial por Beyond, pois considera o seu solo na música o melhor que já fez em seus 35 anos de carreira.

Apesar de todas as polêmicas, a letra da composição não trata do suicídio e sim de alguém que se isola das demais pessoas por não agüentar mais as covardias e atrocidades da humanidade e passa a morar em um lugar perfeito, criado dentro de sua própria mente, onde pode definir os rumos de sua vida.

Heroes End foi composta em homenagem aos célebres Rockstars dos anos 60 (Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrison) que faleceram todos aos 28 anos no início da década de 70 e só então ganharam o reconhecimento merecido. Apesar de sua letra inteligente, a música é um Rock genérico e pode ser considerada a faixa mais fraca do disco, mesmo muito distante da ruindade presente em outro álbum, o Turbo de 1986, na fase mais Pop do Judas Priest.

Como bônus nos relançamentos em CD, os fãs ainda ganharam mais um presente: a belíssima Fire Burns Below. Essa música é, na verdade, uma sobra de estúdio do álbum Ram it Down (1988) e nunca apareceu ao vivo, mas traz uma letra que combina perfeitamente com o clima de desilusão que impera no Stained Class: fala do triste fim de um relacionamento e garanto que você vai se identificar e se emocionar com os versos.

Após o lançamento de Stained Class, o Judas Priest atingiu um primeiro estrelato que possibilitou à banda a realização de shows em dois países importantes em sua história: Japão e EUA, ainda em 1978. Eles voltariam ao primeiro no ano seguinte para a gravação do famoso ao vivo Unleashed in The East na turnê do Hell Bent for Leather e os EUA serviram como a grande base do Judas Priest nos anos 80 onde a banda reformulou totalmente o seu som e enfrentou o sucesso e o fracasso na década seguinte.

O próprio Kerry King do Slayer já admitiu que começou ouvindo o Judas Priest pelo British Steel (como a maioria das pessoas), mas só fez a sua lição de casa metálica quando comprou o Stained Class.

Se o guitarrista do Slayer fez a sua lição com esse disco, por que você não pode fazer o mesmo? Compre o álbum, curta o som, cante as letras e entenda porque o Heavy Metal não é apenas mais um gênero musical e sim um estilo de vida. Stained Class é, acima de tudo, um trabalho honesto e obrigatório.

Quer mais Judas Priest? Então clique AQUI - e leia uma das melhores resenhas do Corrales sobre o DVD Electric Eye.



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:16 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – A Família da Noiva (Guess Who – EUA – 2004)

            Quando chegou o convite para a sessão de imprensa deste filme, logo pensei: “Putz, deve ser mais uma daquelas comediazinhas mequetrefes que terminam em um grande e pomposo musical”. Eu estava errado. O musical que encerra A Família da Noiva não é grande nem pomposo.

            A Família da Noiva é quase um remake. Na verdade, segundo o que diz no release entregue à imprensa, ele é uma variação cômica do drama Adivinhe Quem Vem Para Jantar. Os dois bebem na mesma fonte que inspirou outros filmes, como Entrando Numa Fria, ou sitcoms como a nojenta 8 Simple Rules, ou seja, tirar sarro de um dos momentos mais traumáticos da vida de qualquer homem: conhecer o pai da namorada. A Família da Noiva (e o filme que o inspirou) vão mais além e decidem colocar um casal inter-racial e um papai racista.

            Além de ter transformado o drama original em uma comédia café com leite, outra diferença gritante foi feita na história. Enquanto em Adivinhe Quem Vem Para Jantar o papai racista é branco, aqui ele é negro (e interpretado pelo comediante Bernie Mac, de Doze Homens e Outro Segredo – leia AQUI - e Papai Noel às Avessas – leia AQUI).

            Completando o elenco, temos o assustador Ashton “Meu Deus, como esse cara ainda não ganhou uma Framboesa de Ouro?” Kutcher (de Efeito Borboleta – leia AQUI - mas mais conhecido como o Kelso de That 70’s Show) como o noivo branco e Zoë Saldaña, como a noiva negra.

            Uma coisa que é muito bizarra é que a mãe da noiva, interpretada por Judith Scott é muito mais bonita do que a filha. Na verdade, ela nem parece ser mãe, mas uma irmã uns 3 ou 4 anos mais velha. Sério, parece ter menos diferença de idade entre Zoë e a mãe do que entre Zoë e sua irmã mais nova. Eu estou, sinceramente, revendo meus conceitos sobre os EUA. Depois de Alexandre (leia AQUI), onde a Angelina Jolie é mãe do Colin Farrel e, principalmente, um episódio da série de TV Charmed onde a avó (sim, a avó) das bruxas tem menos de 50 anos (lembrando que as bruxas devem estar por volta dos 30), estou começando a achar que os estadunidenses costumam ter filhos por volta de seus 10, 11 anos. Na boa, será que é essa a idéia que eles estão querendo passar? Isso sem contar séries como According to Jim, que mostra casais onde os caras têm mais de 50 anos (caso do protagonista, James Belushi) e são casados com uma tetéia que deve ter menos de 30. Daqui a pouco, a pedofilia que hoje gera tanta polêmica (leia resenha de O Lenhador AQUI) estará completamente generalizada. Afinal, para mim, um cara de 50 casado com uma garota de 20 é muito mais pedofilia do que um cara de 21 que namora uma de 17 (o que, de acordo com a lei, é pedofilia).

            Pedofilia comentada, A Família da Noiva é uma porcaria. Imagino que o delfonauta concorda comigo: uma comédia que não faz a gente rir não pode ser chamada de comédia. E aqui o bagulho é tão ruim que me fez inclusive pensar em uma contraparte para o Selo Delfiano Supremo: o Selo Delfiano Vergonhoso, que homenagearia filmes que são surpreendentemente ruins. Ok, isso deve demorar um pouco para ser implantado, mas precisamos fazer planos para o futuro, certo? ;-)

            Se você realmente tem muito dinheiro no bolso e mais tempo livre do que consegue agüentar e decidir gastar ambos assistindo a essa porcaria, você pode fazê-lo a partir desta sexta, 22 de abril quando o filme (se é que algo estrelado pelo Ashton Kutcher pode ser chamado assim) entrar em cartaz. Mas se eu fosse você, pegava esse dinheiro que está sobrando e fazia uma doação para o DELFOS. Sério mesmo. ;)



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 9:16 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Cinema – Mais Uma Vez Amor – o filme e a entrevista coletiva (Brasil – 2005) - TEXTO POR TAYRA VASCONCELOS

Ah, eu vô endoidá! Me borrando de medo de tomar umas raquetadas do Tom Hanks brasileiro, obedeci às ordens do big boss e lá fui eu conferir a pré-estréia e coletiva do filme Mais Uma Vez Amor (inspirado naquela peça que a Luana Piovani fez com o Marcos Palmeira quando eles eram namoradinhos).

O cinema estava bem cheio, levando-se em conta que era terça-feira, 10 da manhã (ah é, esqueci que brasileiro não perde nada que é de graça). Assisti o tal filminho, bem água com açúcar, daqueles que os garotos só assistem quando querem agradar muito a namorada, pra ficar fazendo 854 juras de amor ao longo da sessão. Enredinho fraco, atuações do mesmo nível, mas dá pra dar umas risadinhas (e ficar besta como aquele ator que fazia o FM da Malhação cresceu).

De lá me enfiam numa van e me levam para um hotel, onde vai rolar a coletiva. Amargo uma fila que mais me lembra os perrengues do bandejão da USP. Depois tomamos um chá de cadeira básico (a coletiva começou com mais de 40 minutos de atraso), porque a dona Juliana Paes, só porque tem a maior bunda do Brasil, acha que pode se atrasar à vontade, que o resto do mundo não tem mais nada pra fazer, e deve sempre esperar por ela.

Nessas horas eu me pergunto: pra que estou fazendo a minha segunda faculdade, se nesse país basta ter uma bunda grande e sem celulite? Ódio disso, viu?

Como os chiques e famosos podem, toca eu esperar pela tal bundudona. Dane-se que eu estava morrendo de câimbras na batata afinal, o que importava naquele momento era a tal popozuda adentrar a porta. Acho que os organizadores ficaram com pena dos jornalistas, que já estavam com uma cara de bunda (que nem era a da Juliana Paes – hehehehe) e resolveram começar a entrevista sem ela mesmo. E sem o Dan Stulbach também, diga-se de passagem. Pra que o protagonista do filme tem que chegar na hora marcada, né? Papo vai, papo vem, pergunta vai, pergunta vem, e sempre um engraçadinho pergunta: “Mas ela vem?”.

Perguntas imbecis rolando, outras razoavelmente interessantes. Tem horas que tenho ódio dos meus futuros colegas de profissão, que me envergonham ao abrir a boca para falar tanta besteira (como diz a Lisa Simpson: é melhor a gente ficar calado e todo mundo pensar que a gente é idiota, do que a gente abrir a boca e eles terem certeza.).

Juliana Vasconcelos, a menina que faz a Juliana Paes novinha – e que é linda por sinal (deve ser minha parente - hehehe) – lança que ficou com a bunda roxa ao fazer a cena da primeira vez da personagem, e aí o pessoal se anima. Mas a mãe da atriz lança uma cara de poucos amigos. É que a guria tem só 16 aninhos e a mamãe quer zelar pela boa imagem da moçoila, né?

Quando ninguém agüentava mais perguntar imbecilidades, volta-se à questão inicial: “E ela? Não vem?” Dizem que está chegando... Fotografamos todo o elenco, esperamos mais um pouco e... ela não apareceu!

Vocês vão ter que se contentar apenas com as fotos do banner, ou então as da Juliana Vasconcelos. Mas Deus está de prova que eu tentei. Para quem quiser conferir essa tranqueira, o filme estréia dia 20 de abril, embora, se eu fosse a diretora, estrearia dia 23 (quem assistir entenderá...). Mas olha lá, eu avisei: só vai se for com a namorada, porque senão não dá.

Tayra Vasconcelos é a patroa do chefe do Judão (www.judao.com.br).



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:13 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Jethro Tull – Ian Anderson & Orquestra Popular Brasileira (São Paulo – Credicard Hall – 14 de abril de 2005) - Parte I

            Devo admitir que estava absurdamente ansioso para esse show. Até então, a única oportunidade que tive de assistir uma banda de Rock tocar com uma orquestra foi quando o Deep Purple veio fazer aquele tremendo show com a Orquestra Jazz Sinfônica trazendo até o Dio na bagagem (leia resenha do mais recente show do Dio em São Paulo clicando AQUI).

            A primeira decepção foi quando recebi o setlist da assessoria de imprensa do Credicard Hall e constatei que clássicos do porte de Too Old To Rock ‘n’ Roll e Bungle in the Jungle ficariam de fora. Aliás, isso é um erro que quase toda banda comete quando vai tocar com uma orquestra: esquecer os clássicos e focar nas baladas (vide Scorpions) e/ou músicas da carreira solo dos integrantes (vide Deep Purple). Isso é até estranho quando vemos como uma música pesada, como Dynamite, do Scorpions, funciona bem nesse formato. Creio que a única banda que me lembro no momento que fez um bom setlist ao tocar com uma orquestra foi o Kiss (leia resenha do DVD Kiss Symphony AQUI), mas estes cometeram outra falha muito grave: rebaixaram a orquestra a segundo plano, sem aproveitar toda a sua potência.

            A segunda decepção veio quando, ao entrar no Credicard, uma garota veio toda simpática falar conosco: “Oi, vocês já estão sentados?”. “Somos imprensa, estamos procurando onde são os lugares de imprensa”, respondi. A garota fechou a cara e disse: “Imagina, imprensa não senta. Vocês tem que ficar em algum canto qualquer da casa”. O mais absurdo é que tinham muitos, e eu digo MUITOS lugares vazios durante o show. Obviamente, não só o DELFOS, como todos os outros veículos acabaram ocupando esses lugares.

            Terceira decepção: quando olhei para o palco e vi a ínfima quantidade de cadeiras que seriam ocupadas pela orquestra. Ok, ok, provavelmente aqui a culpa é minha, pois quando penso em uma orquestra, penso logo na Filarmônica de Berlim ou na Sinfônica de Londres (esta última, inclusive, gravou um CD maravilhoso chamado A Classic Case, apenas com músicas do Jethro Tull). Mas realmente foi difícil não me lembrar de um show da Rita Lee no Parque Ibirapuera há alguns anos, que foi divulgado que seria Rita Lee com Orquestra e, ao chegar lá, a “orquestra” era pouco mais que um quarteto de cordas. Não, a orquestra que tocou com o Ian Anderson não chegava a tanto, mas era formada basicamente por instrumentos de cordas e um ou outro de sopro que ficavam lá atrás, escondidinhos da visão do público. Eu, pelo menos, senti falta de pratos, instrumentos de percussão e tal, que dão uma cor (e um peso) a mais para uma orquestra.

            O show começou com um pequeno atraso de uns 15 minutos com a divertida Eurology, tocada apenas pela banda. A orquestra se juntaria a eles mais para frente. Ótima abertura. Empolgou bastante a platéia. Seguiram com a também ótima Calliandra Shade. Entre cada música, Ian conversava com a platéia, sempre com muito humor. Na verdade, o humor foi o principal ingrediente desse show, tanto nas conversas, como até mesmo na forma de Ian se movimentar e nas caretas que ele faz. Infelizmente, o único que se movimentava era ele. O resto da banda ficava estático no seu local (e, como disse nosso amigo Bruno, aqui do DELFOS, o guitarrista parecia ser do Hanson. Não que isso faça alguma diferença, mas é engraçado). Até mesmo o tecladista e maestro não tinha aquela empolgação tradicional que vemos normalmente nos regentes em shows de orquestra. Ele nem tinha varetinha, pô! :) Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:20 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Jethro Tull – Ian Anderson & Orquestra Popular Brasileira (São Paulo – Credicard Hall – 14 de abril de 2005) - Parte II

            Seguiram com Skating Away, Up The Pool e We Five Kings. Finalmente, chegou o momento tão esperado: a entrada da orquestra. Durante as três primeiras músicas com essa formação (Life is a Long Song, Stronger Stuff e Wond’ring Aloud) seria o momento designado para os fotógrafos fazerem seu trabalho. E aqui quero fazer uma pausa para um comentário extra musical.

            Assim que os fotógrafos foram para o seu local de trabalho, o público das primeiras fileiras começaram a reclamar, xingar e coisas do tipo (mais ou menos como aconteceu com o G3 – leia AQUI) pedindo (ou melhor, mandando) os “fotógrafos parasitas” (que na verdade estavam trabalhando para que esse mesmo público pudesse ler resenhas e ter fotos de lembrança do show posteriormente) se abaixarem.

Ok, eu realmente entendo o ponto de vista do público (não sua falta de educação e agressividade, principalmente porque se tratava de um público mais velho do que o normal em shows de Rock e, justamente por isso, é normal esperar uma atitude mais civilizada). Afinal, pagaram uma boa grana para ver a banda (principalmente nas primeiras fileiras) e ficar três músicas, cuja soma não chega a 10 minutos, sem poder ver o Ian Anderson da cintura para baixo deve incomodá-los. Tudo bem também que eu acho que incomoda muito mais quando um animal coloca a namorada (ou uma mina da qual ele está querendo “usufruir”) nos ombros. Afinal, isso fecha completamente (não apenas da cintura para baixo) a visão de todo mundo que está atrás dele – e nunca vi alguém além de mim reclamar, mas ok. Possivelmente as pessoas gostam mais de prejudicar aqueles que estão trabalhando mesmo. E prejudicou, já que tirar fotos ajoelhados quase sem poder mudar de localização (o público reclamava até quando os fotógrafos levantavam apenas a câmera para tirar fotos de um ponto de vista mais alto) não é algo muito recomendável. Mas o fato é que a culpa disso acaba sendo mesmo da organização. Os fotógrafos têm que trabalhar, o público tem que assistir. O Credicard Hall estava com vários degraus removíveis, que deixavam as cadeiras de trás mais altas que as da frente, como no cinema. Bastava colocar alguns desses degraus para deixar as primeiras fileiras acima do nível do chão e pronto. Então fica a dica para o próximo show que tenha cadeiras.

Voltando à nossa resenha, antes da primeira música com orquestra, a banda fez uma pausa para que os músicos da mesma afinassem seus instrumentos. Após fazerem isso, Ian Anderson falou: “Agora é hora de afinar vocês”, e fez aquela brincadeira de a platéia repetir o que ele fala, o que foi feito de forma muito engraçada.

Após estas três músicas citadas três parágrafos atrás, seguiram com Griminelli’s Lament, Cheap Day Return e finalmente dois grandes clássicos do Jethro Tull, Mother Goose e Bouree, ambas muitíssimos bem recebidas e esta última, principalmente, ficou lindíssima com a orquestra (obviamente, já que se trata de uma versão de Bach). A banda fez então uma desnecessária pausa de uns 20 minutos (que durou uns 25).

Após essa primeira metade do show, as pessoas já começaram a formar uma opinião sobre o mesmo. Alguns acharam ótima a possibilidade de assistir músicas dificilmente tocadas ao vivo pelo Jethro Tull. Outros gostariam de assistir os maiores clássicos em suas versões orquestradas. Eu, particularmente, tenho a opinião de que a orquestra, assim como no supracitado Kiss Symphony, estava muito sutil, sem aquela força e peso que eu sempre associo à orquestra e à música clássica (e nem venha me dizer que compositores clássicos como Wagner, por exemplo, não são pesados). Na verdade, a partir da segunda parte, podia-se sentir uma certa frustração da platéia, que se aproveitou do baixo volume e do pouco peso do show para fazer brincadeiras como “Toca Raul”, pedir músicas como Thick as a Brick (que não foi tocada) e até mesmo, no caso de alguns semi-retardados fazer xingamentos e coisas semelhantes ao que aconteceu quando o Deep Purple se aventurou por aqui com suas músicas orquestradas o que, diga-se de passagem, deixou o vocalista Ian Gillian muito bravo com o público tupiniquim e chegou a acusá-lo, com certa razão, de sem cultura, entre outras coisas mais graves. Em um determinado momento, isso parece ter chegado inclusive a irritar o outro Ian, o Anderson, que pediu silêncio para o público fazendo aquele gesto universal de colocar o dedo indicador na frente da boca. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:19 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Jethro Tull – Ian Anderson & Orquestra Popular Brasileira (São Paulo – Credicard Hall – 14 de abril de 2005) - Parte III

Após a pausa, a banda volta novamente sem a orquestra fazendo uma homenagem a Boris Yeltsin em Boris Dancing. Seguiram com a classiquíssima Living In The Past. E finalmente a Orquestra Popular Brasileira volta a subir ao palco (o fato de tocarem uma parte do show sem a orquestra também remeteu minhas memórias ao Kiss Symphony).

A primeira música com a formação completa seria Pavane, que mostrou mais um show de humor do Ian Anderson. “A próxima música é de um compositor russo que, para minha sorte, está morto. Isso significa que eu posso fazer o que quiser com ela. Até colocar um flamenco ou algo do tipo”, disse o vocalista/flautista.

Após Pavane, Ian disse apenas “Vamos ver se vocês reconhecem a próxima música” e a orquestra começou a tocar a melodia mais conhecida do maior clássico da banda: Aqualung. Finalmente o público estava recebendo o que queria. A música foi absurdamente aplaudida diversas vezes, principalmente quando chegava nos momentos da já citada “melodia mais conhecida” e era comum ouvirmos membros da platéia dizendo coisas como “Nossa” ou “Que legal”. Realmente, a versão de Aqualung é uma prova de como o show inteiro deveria ter sido. Para o amigo leitor ter uma idéia, foi nessa música a primeira vez na noite em que o tal guitarrista que parecia do Hanson largou seu violão e pegou uma guitarra.

Seguiram com mais uma música do Christmas Album, God Rest Ye Merry Gentlemen, que também foi gravada pelo tremendão Trans-Siberian Orchestra (leia resenha do disco mais recente deles AQUI). Fecharam então com My God e a longa Budapest. Durante esta última, enquanto o maestro/tecladista estava regendo a orquestra, ouvi sons de piano/teclado. Não era o maestro tocando. Procurei no palco, mas não encontrei nenhum outro instrumento de teclas além do teclado do regente. Seria playback? Você decide.

Deram boa noite e saíram do palco. Obviamente, o público ainda não estava saciado e pediu bis (que, também obviamente, já estava previsto no setlist). A banda não enrolou muito. Uns 30 segundos depois que saíram do palco, já estavam todos voltando para a música final: Locomotive Breath (que já foi gravada pelo Helloween e pelo W.A.S.P. – aguarde a entrevista exclusiva do DELFOS com este último para breve).

Como sempre acontece nas últimas músicas de shows onde a platéia fica sentada, todo mundo se levantou e a galera que estava nos lugares mais baratos correu para a frente da primeira fileira, obstruindo a visão do pessoal que desembolsou uma tremenda grana para ficar nessa posição privilegiada. Curiosamente, ao contrário do que aconteceu com os fotógrafos, dessa vez eles não reclamaram. A música ficou muito legal em sua versão orquestrada e é até previsível dizer, mas as únicas músicas mais pesadas do show (Aqualung e Locomotive Breath) foram as mais bem recebidas e as que mais se beneficiaram do formato de orquestra. Vamos torcer para que as próximas bandas que decidam tocar versões orquestradas de suas músicas percebam isso e façam um setlist focado em músicas mais pesadas. E que venham mais shows orquestrados para o Brasil. Será que alguma alma bondosa (e trilhardária) não pode dar um jeito de trazer o Scorpions para cá? De preferência com a Filarmônica de Berlim? Bom, sonhar é de graça...

PS: O Bruno pediu para acrescentar a seguinte notinha na resenha:

“Alguma coisa precisa ser feita para melhorar a saída do Credicard Hall. É inadmissível esperar 1 hora para conseguir tirar o carro do estacionamento oficial da casa com todos os funcionários e manobristas apenas olhando, sem saber o que fazer. E nem adianta ir de ônibus porque, como quem mora em Sampa já sabe, é difícil de chegar no Credicard Hall e agora está difícil para sair também”. Veja mais fotos abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:18 AM
[] [envie esta mensagem]


 
   Música – Shows – Jethro Tull – Ian Anderson & Orquestra Popular Brasileira (São Paulo – Credicard Hall – 14 de abril de 2005) - Mais fotos



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:16 AM
[] [envie esta mensagem]


 
      
 
 
Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
HISTÓRICO
 16/02/2006 a 28/02/2006
 01/02/2006 a 15/02/2006
 16/01/2006 a 31/01/2006
 01/01/2006 a 15/01/2006
 16/12/2005 a 31/12/2005
 01/12/2005 a 15/12/2005
 16/11/2005 a 30/11/2005
 01/11/2005 a 15/11/2005
 16/10/2005 a 31/10/2005
 01/10/2005 a 15/10/2005
 16/09/2005 a 30/09/2005
 01/09/2005 a 15/09/2005
 16/08/2005 a 31/08/2005
 01/08/2005 a 15/08/2005
 16/07/2005 a 31/07/2005
 01/07/2005 a 15/07/2005
 16/06/2005 a 30/06/2005
 01/06/2005 a 15/06/2005
 16/05/2005 a 31/05/2005
 01/05/2005 a 15/05/2005
 16/04/2005 a 30/04/2005
 01/04/2005 a 15/04/2005
 16/03/2005 a 31/03/2005
 01/03/2005 a 15/03/2005
 16/02/2005 a 28/02/2005
 01/02/2005 a 15/02/2005
 16/01/2005 a 31/01/2005
 01/01/2005 a 15/01/2005
 16/12/2004 a 31/12/2004
 01/12/2004 a 15/12/2004
 16/11/2004 a 30/11/2004
 01/11/2004 a 15/11/2004
 16/10/2004 a 31/10/2004
 01/10/2004 a 15/10/2004
 16/09/2004 a 30/09/2004
 01/09/2004 a 15/09/2004
 16/08/2004 a 31/08/2004
 01/08/2004 a 15/08/2004
 16/07/2004 a 31/07/2004
 01/07/2004 a 15/07/2004
 16/06/2004 a 30/06/2004
 01/06/2004 a 15/06/2004
 16/05/2004 a 31/05/2004
 01/05/2004 a 15/05/2004
 16/04/2004 a 30/04/2004
 01/04/2004 a 15/04/2004
 16/03/2004 a 31/03/2004
 01/03/2004 a 15/03/2004
 16/02/2004 a 29/02/2004
 01/02/2004 a 15/02/2004
 16/01/2004 a 31/01/2004



OUTROS SITES
 O portal DELFOS está no ar. Clique aqui para acessar.


VOTAÇÃO
 Dê uma nota para o DELFOS