Delfos - Jornalismo Parcial
   Música – Entrevista Exclusiva: W.A.S.P. – Blackie Lawless (realizada por telefone no dia 13 de abril de 2005) - Parte I

Introdução e entrevista formulada, conduzida, traduzida e digitada por Carlos Eduardo Corrales.

 

            Quando conversei com o Bruno após entrevistarmos o Sepultura, ele disse que durante o tempo em que ele passou conversando com o Andreas Kisser, parecia possuído, não se sentia como ele mesmo (leia a empolgação dele AQUI), já que estava completamente concentrado na entrevista. Sinceramente, achei que ele estava exagerando um pouco, já que nunca tinha sentido isso nas entrevistas que fiz anteriormente. Mas não é que as coisas mudam completamente quando você está entrevistando alguém que você admira (caso do Bruno ao conversar com o Andreas)?

Pois foi exatamente assim que me senti ao trocar idéia por telefone com o Blackie Lawless, líder do W.A.S.P., banda que está sem dúvida, no meu Top Ten de bandas mais legais da história. Claro, se você ficar pensando: “Meu Deus, eu estou conversando com o Blackie Lawless!”, não vai conseguir fazer a entrevista direito, então essa sensação de “possuído” que sentimos acaba sendo até mesmo necessária para um bom trabalho. E nesse caso, principalmente, pois não só foi a primeira entrevista em inglês que fizemos (chegamos a entrar em contato com as bandas Lordi e Savatage que toparam a entrevista, elaboramos as perguntas e enviamos por e-mail, mas até agora não obtivemos resposta) como também foi a primeira por telefone, o que me deixou ainda mais preocupado. Imagina se o gravador não grava direitinho... :-)

            Infelizmente, tínhamos apenas 15 minutos disponíveis (que, por mais incrível que seja, parecem ter durado muito mais que isso – e eu fiquei olhando para um cronômetro o tempo todo para garantir que não ia estourar o tempo), o que fez com que fizéssemos uma entrevista bem menos detalhada do que faríamos. Mas isso não impediu que Blackie fizesse um apanhado geral da carreira do W.A.S.P.. Nas próximas linhas, você vai saber o que significa a sigla do nome da banda e como vão ser os shows no Brasil (que Lawless fala com tanta empolgação que parece até o Joey DeMaio do Manowar falando). Blackie também explicou as idas e vindas do guitarrista Chris Holmes, a origem da música Chainsaw Charlie, os problemas com o Motörhead e falou até sobre religião. É imperdível.

            Como o DELFOS se diferencia dos outros veículos por sua forma informal de apresentar o conteúdo e como eu sempre achei muito chata aquelas entrevistas cheias de palavras formais (que são colocadas na tradução) e conteúdo alterado que vemos em outros lugares, decidi transcrever a entrevista palavra por palavra (chega a ser engraçada a quantidade de “Well” e de “You know” que o Blackie fala). Isso vai permitir que o delfonauta realmente imagine como foi a conversa. Obviamente, se a idéia era essa, não poderíamos censurar os palavrões que rolaram na conversa, então se você está acostumado com os “textos família” do DELFOS pode ficar um tanto assustado. ;-)

Enfim, sem mais delongas, confira abaixo o bate papo com o líder do W.A.S.P., na íntegra.

 

Olá, sou do DELFOS e estou ligando para a entrevista com Blackie Lawless.

Oi, é o Blackie aqui.

Oi, Blackie. Meu nome é Carlos.

Oi, Carlos. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:41 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva: W.A.S.P. – Blackie Lawless (realizada por telefone no dia 13 de abril de 2005) - Parte II

Eu quero começar por algo que todo mundo quer saber. O que significa W.A.S.P.?

Bom, no começo nós estávamos procurando por um nome polêmico e por isso colocamos os pontos depois de cada letra: para gerar polêmica. Nós fomos a primeira banda a fazer isso. Ninguém fez isso antes. Muitas bandas fizeram depois, mas nós fomos os primeiros. E isso continuou gerando polêmica. Mas quanto ao significado individual de cada letra, essa é a beleza disso. Cada um cria seu próprio significado. Para mim, é apenas para polêmicas, não tem um significado específico, tem muitos significados.

Então aqueles rumores sobre significar White Anglo Saxon Protestants (Protestantes Brancos Anglo Saxões – uma organização estadunidense de extrema direita) ou We Are Sexual Perverts (Nós Somos Pervertidos) são apenas isso: rumores?

Bom, é o que qualquer um quiser que seja. Tudo isso pode ser verdade.

Nos primeiros álbuns, o W.A.S.P. era uma banda divertida de Hard Rock. Então, no (álbum) Headless Children, o som ficou mais pesado, mais próximo do Metal Tradicional de um Priest ou Maiden. Então, alguns discos mais sombrios, como Crimson Idol, Still Not Black Enough e Kill Fuck Die. Então parece que um novo ciclo foi iniciado. A diversão volta em Helldorado, o pesado em Unholy Terror e os sombrios Dying for the World e os Neon Gods. Essas mudanças são intencionais? O W.A.S.P. funciona em ciclos?

Não penso em ciclos, mas olhando para trás pode parecer que seguiu essa direção. Mas não era essa a intenção porque eu faço discos que refletem o que estou sentindo no momento e acho que essa é a forma mais verdadeira que um artista pode fazer discos, sabe? Que tentem refletir o que ele pensa no momento. E depois de trabalhar nos Neon Gods por tanto tempo e de ficar em turnê quase o ano passado inteiro, para ser honesto com você, o meu sentimento e o da banda é que no próximo álbum de estúdio nós vamos voltar ao início. É isso que sentimos, é nessa direção que achamos que devemos ir. Eu não gosto de ficar em uma situação onde sentimos que ficamos previsíveis e a forma mais fácil de não ser previsível é fazer o que seu coração mandar.

Então o próximo álbum vai ser novamente um disco divertido?

Bom, vai ser mais semelhante ao que fazíamos no começo sim.

Isso é bom. Você e o (guitarrista) Chris Holmes eram os membros principais da banda até o Headless. Por que ele saiu da banda depois desse álbum?

Bom, eu acho que... Ele casou com a Lita Ford e acho que isso teve muito a ver com isso. Eu acho que ela queria alguém que ficasse... em casa. Ela queria que ele fosse a esposa, para ser honesto com você. Porque foi exatamente isso que aconteceu.

Eu ouvi muito sobre (a música) Chainsaw Charlie ser sobre o presidente da (gravadora) Capitol Records e, por causa dessa música, o W.A.S.P. foi despedido da Capitol. Quanto disso é verdade?

Tudo.

Ah, é? Foi exatamente isso?

Tudo é verdade.

Você pode nos dizer algo mais sobre isso?

Bom, sabe? O cara mentiu para mim em várias ocasiões e isso realmente me deixou bravo. Então eu disse: “Ok, eu vou deixar você famoso. Vou escrever uma música sobre você”. (rindo) E ele ficou bem chateado. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:40 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva: W.A.S.P. – Blackie Lawless (realizada por telefone no dia 13 de abril de 2005) - Parte III

Ele não ouviu a música até ela ser lançada?

Não, ele não ouviu... Ele ouviu por volta de 6 semanas antes do disco ser lançado. E ele ficou louco. (rindo) Ele não viu o humor na situação. E eu ri, eu fiz piadas sobre isso depois. Eu nunca entendi qual parte que mais incomodou ele. (rindo muito) Será que foi a parte do “I’m a lying motherfucker (Eu sou um filho da puta mentiroso)” ou a parte do “I’m a cocksucking asshole (Eu sou um babaca boqueteiro)”, sabe? Eu nunca entendi qual dessas duas deixou ele mais bravo.

Acho que as duas.

(gargalha) Provavelmente.

Bom, o Chris voltou para o (álbum) Kill Fuck Die. Por que você decidiu chamá-lo de volta ou por que ele decidiu voltar?

Porque ele se divorciou da Lita. E aí nós voltamos a nos falar depois que ele se separou dela e deu certo.

E então ele saiu de novo depois do (álbum) Unholy Terror. Ele se casou de novo?

Não. Eu só acho que ele estava infeliz com a vida dele. Estava procurando por outra coisa. Ele não está mais tocando. Quer dizer, ele toca um pouco, mas não sei o que procura na vida.

Bom, nas duas partes do (álbum) Neon God, eu notei algumas semelhanças com bandas como Queen e Savatage. Você é influenciado por essas bandas ou gosta delas?

Bom... (pausa) Não conheço muito do Savatage, para ser honesto com você. (pensativo) Mas quanto ao Queen... Eu diria que minha influência veio dos Beatles, sabe? Mais do que das outras bandas, então se for para dar crédito a alguém, acho que devemos ir ao início de tudo, sabe? Os Beatles foram a influência de todas essas bandas.

Ok. Então vocês finalmente vêm ao Brasil depois de muitos boatos todo ano que diziam que vocês viriam para cá. Alguém tentou trazer vocês nesse período ou essa é a primeira vez?

Bom, tiveram conversas, mas o problema é que nenhum produtor realmente estava confiante. Eles nunca acreditaram que nós tivéssemos fãs suficientes, sabe? A força dos fãs que possibilitasse que nós fôssemos. E nós dissemos para eles por anos: “Nós temos a força dos fãs para tocar aí.”, e ninguém nunca acreditou. Sabe, eu acho que o que realmente aconteceu foi que eles viram o que aconteceu na Grécia no ano passado e também na Rússia. Porque nunca tínhamos ido também a esses lugares porque os produtores não acreditavam na nossa força. E daí nós fomos lá e destruímos tudo, lotamos todos os shows que tocamos e isso fez uma grande, grande diferença. E acho que isso fez com que os produtores da América do Sul finalmente acreditassem, sabe? Que tínhamos a base de fãs para nos apoiar, sabe? Para ser honesto com você, isso nos deixou muito, muito bravos, sabe? Porque eu estou puto, a banda está puta, os fãs estão putos porque eles nos fizeram esperar tanto tempo, sabe? E por causa disso, a gente vai descarregar essa raiva no público quando a gente chegar aí, sabe? Nós vamos chegar aí e fazer um show muito semelhante ao que fazíamos em 1983, 1984, porque o Brasil nunca teve chance de ver como o W.A.S.P. era no começo. Então nós vamos aí e vamos levar todo o sangue, as tripas, as penas, as serras... Nós vamos chegar aí e destruir o público. Vamos mostrar aos produtores que eles deveriam ter levado a gente muito tempo atrás.

Isso é bom. Seria minha próxima pergunta... Se vocês trariam todo o show, mas você já respondeu isso, então...

(interrompendo) Bom, como eu disse, nós estamos muito bravos com isso. Porque eles nos fizeram esperar. Nos fizeram esperar tempo demais, sabe? Como eu disse, nós estamos putos, os fãs estão putos, sabe? E nós vamos aí e vamos... vai acontecer a mesma coisa que acabou de acontecer na Grécia e na Rússia. Nós vamos conseguir voltar todo ano depois disso. Porque os produtores fi-nal-men-te vão acreditar depois de verem a reação dos fãs quando chegarmos aí. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:39 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva: W.A.S.P. – Blackie Lawless (realizada por telefone no dia 13 de abril de 2005) - Parte IV

E você pode nos dizer algo sobre o setlist para o Brasil?

Então, a gente não vai se concentrar muito no disco novo. Vamos tocar só umas duas ou três músicas. Porque, como eu disse, nunca fomos tocar aí, então achamos isso importante... Se já tivéssemos ido muitas vezes e as pessoas já tivessem nos visto muitas vezes seria diferente, mas como elas nunca nos viram, é importante que o show seja W.A.S.P. clássico. Vamos tocar: Fuck Like a Beast, I Wanna Be Somebody, L.O.V.E. Machine, Blind In Texas, Wildchild, Headless Children, todo o W.A.S.P. clássico. Porque elas nunca viram a gente e é importante que vejam a história do W.A.S.P..

Alguma chance de tocar Mean Man ou Scream Until You Like It (Nota: duas das minhas músicas preferidas da banda)?

(pensativo) Ahn... Não sei. Duvido. Porque estamos olhando para o setlist agora e nenhuma dessas músicas está lá. Mas eu não acho que essas músicas são grandes o suficiente, de qualquer modo... Para se comparar com o material clássico do W.A.S.P..

Voltando um pouco, o que você pode nos dizer daquela situação com o P.M.R.C. nos anos 80 (Nota: o Parents Music Resource Centre era um grupo de esposas de políticos estadunidenses que declararam guerra contra várias bandas de Rock que consideravam obscenas, satanistas, etc). Duas das mais afetadas foram o próprio W.A.S.P. e o também tremendão Twisted Sister. O efeito mais famoso de sua guerra foi aquele famoso selo de “Parental Advisory: Explicit Lyrics” que todos nós já vimos)?

Foi uma loucura. Sabe? Tem um cara que tenta ser presidente dos Estados Unidos (Nota: Blackie se refere a Al Gore, cuja esposa, Tipper Gore, era a líder do movimento) e ele escolhe as bandas de Rock ‘n’Roll para gerar polêmica e chamar a atenção para ele mesmo. E funcionou muito bem, preciso dar crédito a ele por isso.

E vocês usaram isso como divulgação...

Com certeza. Bom, você sabe, como eu sempre disse, se você quer conseguir atenção, existe maneira melhor do que grudar em alguém que já está conseguindo atenção? Porque então os holofotes também iluminam você.

Na época do Helldorado, houveram muitos rumores sobre problemas entre o W.A.S.P. e o Motörhead. O que realmente aconteceu?

Hum... Nada. Eu acho que a imprensa exagerou isso. Quero dizer, Lemmy e eu somos muito bons amigos. Éramos amigos antes e somos amigos agora.

Neon God e Unholy Terror são álbuns que criticam religiões organizadas. Você segue alguma religião?

(silêncio seguido de uma respiração profunda) Não uma religião organizada. Eu tenho crenças muito específicas, sabe? Eu acredito em Deus, sabe? E tenho minhas próprias idéias sobre o que isso significa. Mas eu não sou um seguidor de religiões organizadas.

Tanto o Crimson Idol quanto o Neon God têm personagens cujo nome começa com J. Isso tem algum significado especial?

(pensativo) Acho que não. Acho que é só coincidência. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:38 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva: W.A.S.P. – Blackie Lawless (realizada por telefone no dia 13 de abril de 2005) - Parte V

Você consegue relacionar os conceitos dos dois álbums? Ou eles não têm nada a ver um com o outro?

Bem, o Crimson Idol é uma história bem simples, sabe? Sobre um garoto que tenta conseguir amor dos seus pais. Já o Neon God é uma história muito mais complicada porque... É... Sobre... Sabe, quando eu comecei a escrever, pensei: “Qual é a coisa que nós, humanos, pensamos mais?”, sabe? E senti, sabe, que eram essas perguntas que fazemos para nós mesmos. Sabe, quando estamos sozinhos e pensando sozinhos e dizemos: “Quem sou eu? O que significa a minha vida?”, sabe? “Existe um Deus? Não existe um Deus?”, eu comecei a pensar em todas essas perguntas. Então eu pus elas em uma letra e essa letra dizia: “Oh tell me my Lord / Why am I here? (Me diga, Senhor/ Por que estou aqui?)”. Sabe, então quando eu pensei nessa letra, pensei que isso é provavelmente aquilo no que mais pensamos, sabe? Então o Neon God (Deus de Néon) é todos nós. O Crimson Idol era uma história bem mais simples, mas o Neon God é muito mais complicado, porque ele lida com todo mundo, sabe? É sobre a jornada através da vida pela qual todos nós passamos, tentando descobrir o que tudo isso significa.

Você acha que vai voltar a fazer um álbum conceitual no futuro?

(pensativo) Duvido. Porque esse último foi muito, muito difícil de fazer. E no momento eu não tenho nenhum desejo de passar por isso de novo. Passaram-se muitos anos entre os dois discos conceituais (Nota: o Crimson Idol e o Neon God) e se eu fizesse outro, também ia demorar tanto tempo novamente. Mas para ser honesto com você, depois de fazer o Neon God por alguns anos e depois de ficar em turnê quase o ano passado inteiro, meus sentimentos, e os sentimentos da banda também, são de que o próximo disco de estúdio que faremos, que está agendado para outubro, vai provavelmente ser muito similar ao que era no início, sabe? É onde meu coração está agora e é para onde eu quero ir.

Ok, voltando novamente, você escreveu Mean Man sobre o Chris, certo?

Certo.

Por que você decidiu escrever uma música sobre ele?

Porque ele me pediu para fazer isso.

(rindo) Ele pediu?

Sim.

Ok. Bom essas eram todas as perguntas que tínhamos, quero agradecer você pela entrevista...

E eu agradeço a vocês pelo interesse. Fico muito agradecido.

Gostaria que você deixasse uma mensagem para o seleto público do DELFOS.

Bom, é como eu disse antes: o W.A.S.P. está muito puto e sabemos que os fãs também estão putos. E nós vamos para o Brasil e vamos machucar alguém quando chegarmos aí, porque estamos loucos pelos produtores terem nos feito esperar tanto. Nós vamos para o Brasil e nós vamos destruir esse lugar. (Se quiser um MP3 dessa mensagem, peça pelo e-mail contato@delfos.art.br).

Ok, muito obrigado, Blackie.

Obrigado.

 

Leia mais matérias delfianas sobre o W.A.S.P.:

Neon God: Part 1 – The Rise

Neon God: Part 2 – The Demise



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:37 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva – Hammerfall: Oscar Dronjak (realizada por telefone em 11 de maio de 2005) - Parte I

Perguntas por Carlos Eduardo Corrales, com algumas sugestões de Bruno Sanchez. Entrevista conduzida/revisada e introdução por Carlos Eduardo Corrales. Tradução por Bruno Sanchez.

 

            Ficamos tanto tempo para conseguir entrevistas, mas agora elas não param de chegar. E o que é melhor, é só de bandas boas, como Grave Digger (leia AQUI ), W.A.S.P. (que será publicada nos próximos dias) e Sentenced (será publicada quando o portal estiver no ar). Dessas, duas bandas particularmente estão no meu rol de bandas preferidas: o W.A.S.P. e o Hammerfall, que são também grupos que sempre tive várias curiosidades pessoais. Algumas delas você confere na entrevista abaixo, onde o guitarrista Oscar Dronjak passa toda a carreira da banda a limpo, passando pelas mudanças de formação, países preferidos, sua relação com o Brasil, os shows da turnê brasileira (que acontecem na semana que vem) e muito mais. Divirta-se!

 

Olá, aqui é o Oscar do Hammerfall.

Olá, Oscar, tudo bem?

Tudo bem, obrigado. E com você?

Tudo bem também. Vamos começar: quais são suas principais influências?

Quase tudo que ouvíamos nos anos 80. Heavy Metal obviamente. Acho que bandas como Judas Priest, Accept, Stormwitch. Essas tiveram um grande impacto em nós. E também Mötley Crüe, W.A.S.P. e outras como essas. Também bandas não tão famosas, como o Heavens Gate. Acho que essas foram nossas influências.

Como vocês chegaram ao nome Hammerfall?

Eu queria um nome para uma banda de Heavy Metal, queria que o nome fosse algo original, alguma coisa que ninguém tivesse, também queria um nome pegajoso e legal, que não soasse bobo, então cheguei ao nome Hammerfall.

Antes de vocês e do Primal Fear, a gravadora Nuclear Blast só lançou bandas mais extremas. Você sabe por que eles decidiram lançar bandas que tocavam o Metal mais tradicional?

Acho que foi especialmente pelo sucesso do Hammerfall, esse foi o motivo para eles começaram a seguir essa direção. Eu sei que o dono da Nuclear Blast, Markus Staiger, era o único que acreditava no Hammerfall no começo e ele gosta de Heavy Metal, esse é o motivo de nos lançar.

Na época do Glory to The Brave, todos vocês estavam em outras bandas (além do Hammerfall). O Hammerfall era um projeto paralelo nessa época?

Eu acho que não, acho que foi um compromisso que todos na banda que tocavam em outros lugares tinham essas outras bandas como principal prioridade mas isso não significa que não levávamos o Hammerfall a sério afinal, tocávamos juntos, mas provavelmente não tocamos tanto quanto deveríamos.

Você acha que os integrantes que saíram após esse álbum se arrependeram da decisão?

Não, eu acho que não. Alguns deles estavam tocando em outras bandas, outros não tinham tanta qualidade. Eu acho que eles tiveram a oportunidade de seguir o que gostariam e acho que saíram porque não queriam tanto aquilo como nós queríamos então acho que não se arrependem, pelo menos eu espero que não. Eu quero que eles sejam felizes.

No encarte do Glory to The Brave, está escrito que a música título é dedicada à memória de Klas Fors. Quem é ele?

Era um fã que morreu entre a gravação e o lançamento do álbum então dedicamos o disco a ele. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:12 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva – Hammerfall: Oscar Dronjak (realizada por telefone em 11 de maio de 2005) - Parte II

Como vocês chegaram ao Patrick?

O Joacim já o conhecia antes. Eles tocaram juntos em uma banda chamada Highlander, e foi decidido que precisávamos de um baterista para o Hammerfall. Nós o convidamos, pois era alguém próximo a todos nós. Ele disse “sim” e foi assim que o pegamos.

Ele já estava na banda na época em que o Glory To The Brave foi lançado?

Sim, ele gravou o álbum com a gente como um baterista de estúdio. Então quando precisamos de um baterista efetivo no cargo, ele era a escolha óbvia pois já conhecia todas as músicas. Então, durante as gravações, ele estava como um baterista de estúdio e depois, quando o álbum saiu, ele já tinha sido efetivado.

Como você chegou aos outros integrantes, Stefan e Magnus, que entraram no Legacy of Kings?

Na verdade, o mesmo vale para todo mundo. O que aconteceu foi que, depois que nós gravamos Glory to the Brave, Joacim e eu decidimos que valia a pena investir tudo na banda, que nós queríamos muito fazê-la funcionar. Queríamos o Hammerfall em tempo integral, e para fazer isso, todos nós teríamos que estar com a mesma idéia, ou seja, ou (os membros) saíam das outras bandas, ou saíam do Hammerfall. Esse foi o ultimato que nós passamos. Obviamente, eles não queriam sair das outras bandas, o que eu realmente entendo, então nós precisávamos de três novos membros. Isso aconteceu antes do álbum ser lançado. O Magnus veio por último, Stefan e Patrick vieram ao mesmo tempo e Magnus alguns meses depois.

Então vocês gravaram o cover do Helloween, I Want Out, para um tributo que nunca saiu. Você sabe por que ele foi cancelado?

Eu não faço idéia. Acho que no começo pensaram que era uma idéia legal e depois, por algum motivo, decidiram não lançar mais. Mas nós gravamos a música e fizemos o melhor possível.

Como foi a experiência de ter Kai Hansen (ex-Helloween, atual Gamma Ray) e o Udo (ex-Accept, atual U.D.O), gravando suas músicas com vocês?

É bem legal, especialmente pelo Accept ser uma das minhas bandas favoritas. Foi muito legal estar no estúdio com o Udo, foi só então que pude conhecê-lo um pouco melhor. Pudemos conversar sobre as velhas gravações, os velhos discos, o que iríamos fazer, coisas assim. Foi muito divertido.

Por que o Patrick saiu após o Legacy of Kings?

Ele foi despedido, na verdade. O que aconteceu é que estávamos investindo um tempão em tudo relacionado ao Hammerfall e ele não estava lá conosco, eu sentia uma falta de comprometimento por parte dele. Ele era ótimo com outras coisas, mas o Hammerfall não era tão importante para ele como deveria ser para todos na banda. Nós tivemos alguns problemas em 1999 e eu pedi para que ele saísse. Isso foi o que aconteceu.

Como vocês chegaram ao Anders?

O Anders e o Magnus já se conheciam há 10 anos, eu acho. Acho que se conheceram no começo dos anos 90, quando moraram juntos em Los Angeles e também tocaram em uma ou duas bandas por lá. Então, quando decidimos demitir Patrick, Anders já era uma opção. Ele ficou interessado em entrar apenas como um baterista de estúdio e convidado de nossa primeira turnê de verão, porque ele tinha um salário e não poderíamos arcar com aquela quantia no começo. Mas nos divertimos tanto juntos que, no final do verão, perguntamos se ele gostaria de entrar definitivamente. Conversamos sobre o salário. Sua efetivação era o que todos nós gostaríamos de fazer e fizemos.

O Hammerfall gravou muitos covers na carreira. Você gosta de gravá-los?

Muito! Eu não gravaria se não gostasse.

Você pensa em gravar algum cover de uma música que não seja Metal? Como o Gamma Ray fez com Pet Shop Boys, o Judas Priest com a Joan Baez e muitas outras bandas fizeram com o ABBA?

Não temos planos para isso. Eu não descartaria totalmente, mas acho que, pessoalmente, existem muitas músicas boas de Metal que poderíamos regravar no lugar delas. Mas nunca se sabe, talvez alguém venha com uma grande idéia. Nós já fizemos o cover de uma música sueca lenta (Vindarna Viskar Ditt Namn de Roger Pontare) porque nos pediram isso para um programa de TV. Era uma música fora do Metal, obviamente, mas nós a fizemos o mais Metal possível. Foi muito divertido, porque a música era muito Metal em sua construção, em seus acordes, então não foi tão difícil transformá-la. Continua Abaixo...

 Escrito por Bruno Sanchez às 11:11 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva – Hammerfall: Oscar Dronjak (realizada por telefone em 11 de maio de 2005) - Parte III

Vocês têm planos de lançar essa música em CD?

Bom, o plano dessa música era para um programa de TV e depois para um lançamento em CD. Você conhece um programa chamado Eurovision Contest? Eu acho que você não conhece, pois é uma coisa bem européia (Nota: ele não deixou respondermos, mas sim, conhecemos o programa. Para quem ficou curioso, passa no canal espanhol TVE e a edição 2005 foi ao ar no último dia 21/05). É um programa de TV em que cada nação (européia) compete com uma música para ver quem ganha no final e depois lançam um CD com as músicas. A música que gravamos não foi para a competição em si mas para uma comemoração dos 30 anos do programa e esse CD tem várias músicas antigas gravadas para um novo público e nós fizemos uma dessas músicas.

No Renegade, vocês diminuíram a velocidade das músicas para um Metal mais parecido com o Accept. Essa mudança foi intencional?

Eu diria que foi mais natural do que intencional...

Eu adoro esse álbum, mas na época em que o Crimson Thunder saiu, muitos começaram a reclamar do Renegade e da sua produção. Eu lembro de uma entrevista na Rock Brigade onde você disse que o jeito de produzir do Michael Wagener era ótimo. Mas mesmo a Rock Brigade mete o pau no Renegade agora. O que você acha desse álbum?

(risos) Eu acho ele brilhante. Muito bem feito!

E você gosta da produção também?

Sim, eu acho que saiu exatamente do jeito que queríamos. Não existem problemas sobre isso, a produção foi realmente boa, do jeito que gostaríamos. A melhor coisa sobre Michael Wagener é que, até aquele momento, não tínhamos um produtor como ele antes e nos envolvíamos totalmente com as gravações antes que outro produtor o fizesse. O Michael nos deu algumas dicas de como melhorar nossa performance, o que foi realmente muito bom, pois ele conseguiu tirar o melhor de todos nós.

Na época dessa turnê, vocês colocaram uma votação no site oficial, perguntando aos fãs que músicas vocês deveriam tocar nos shows. Eu lembro que, quando olhei os resultados, a música The Dragon Lies Bleeding estava com mais ou menos 600 votos enquanto que o segundo lugar estava com mais ou menos 50 votos. Você tem alguma idéia de por que tinha essa diferença entre elas?

Sim, eu sei. A questão é que um cara só votou umas 600 vezes para escolher essa música. A votação não ocorreu de verdade. Eu sei que muitas pessoas gostam dessa música mas não foram 600 votos contra 50, isso foi um erro.

E eu iria até perguntar por que vocês não tocaram essa música na turnê do Renegade, mas acho que foi por isso então, né?

Eu não sei, acho que começamos a tocar outras músicas mais significativas. Eu acho que nós tocamos a Dragon Lies Bleeding no final daquela turnê, nós mudamos o setlist na metade da turnê porque não é divertido tocar sempre as mesmas músicas o tempo inteiro.

Vocês têm planos de tocá-la agora?

Não. Na última turnê nós a tocamos em todos os shows, então não a tocaremos agora.

O Hamerfall é uma banda que capricha bastante nas coreografias dos shows. Esses movimentos são ensaiados?

Nada é ensaiado. Nós desenvolvemos uma forma de estar no palco e de tocarmos juntos. É assim que funciona. Acho que em determinados momentos, nos juntamos para tocarmos, mas não pensamos em como deveríamos fazer, simplesmente acontece. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:11 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva – Hammerfall: Oscar Dronjak (realizada por telefone em 11 de maio de 2005) - Parte IV

Eu acho que os shows da turnê do Renegade foram os melhores que vocês fizeram até agora aqui em São Paulo, mas também foi curioso que vocês tocaram o mesmo número de músicas do Renegade e do Glory To The Brave e mais músicas do Legacy of Kings, por que vocês fizeram isso já que os fãs brasileiros tiveram a oportunidade de ouvir quase o álbum inteiro ao vivo na primeira turnê?

(risos) Eu não faço idéia. Isso foi há 4 anos atrás e eu não me lembro das músicas que tocávamos nessa época. Houve uma segunda visita a São Paulo e não lembro o que tocamos ou o que deixamos de tocar também, mas acho que aquelas músicas são muito boas.

Alguma chance de vocês tocarem Living in Victory e Destined to Glory dessa vez?

Deixe-me colocar desta forma: uma dessas nós certamente vamos tocar.

No Crimson Thunder, vocês mantiveram a base do Renegade, o que você acha desse álbum?

A mesma coisa que eu penso de todos os álbuns. Eu estou muito feliz com eles, amo todos eles. Sou muito orgulhoso deles e, se não fosse, não os lançaria. É assim que eu vejo. Eu também penso que demos um outro passo. Nós desenvolvemos nosso som e tudo o que tínhamos. Penso isso do Crimson Thunder e também do álbum novo e esse é o nosso direcionamento para o futuro.

Por que vocês decidiram parar de trabalhar com o Andreas Marschall no Crimson Thunder?

Porque acho que fizemos tudo que podíamos com ele. Ele fez as capas de três álbuns completos e vários singles. Ele fez bastante coisa com a gente. Achamos apenas que precisávamos de algo novo ao invés do que todos esperam que façamos e partimos para algo diferente, porque ele estava fazendo capas para várias bandas. Seu estilo é muito especial e fácil de reconhecer em muitos outros álbuns, então buscamos outra pessoa que criasse o nosso estilo de capas.

Vocês lançaram uma revista em quadrinhos junto com uma edição especial do Crimson Thunder. Por quê?

Foi uma coisa legal, pensamos que seria uma boa idéia lançar uma edição limitada do álbum com alguma coisa. Isso aconteceu, em primeiro lugar, porque alguém teve a idéia de desenhar uma história em quadrinhos sobre esse assunto e nós dissemos que tudo bem. É uma forma muito legal de lembrar a história do Crimson Thunder.

A história desse gibi é cortada no meio. Vocês pretendem lançar outra revista em quadrinhos continuando a história?

Eu não sei, acho que não. Nós não tivemos nada a ver com a história, tudo já estava pronto e desenhado quando tivemos contato com os quadrinhos. Eu não sei, você teria que perguntar ao cara que a criou.

Naquela época, Cans foi agredido por um fã de Black Metal. O que você pode nos dizer sobre essa situação?

Foi algo realmente inacreditável e estúpido o que esse cara (o agressor) fez. Aquele incidente realmente deixou marcas no Hammerfall, no modo como fazemos as coisas e nos comportamos. Antes disso, tudo era divertido, sem nenhum problema e depois tudo ficou mais sério e tomamos providências para que não se repita.

Você acha que o que aconteceu seria algo relacionado especificamente ao Hammerfall ou teria acontecido da mesma forma se o cara encontrasse com alguém do Helloween, por exemplo?

Eu acho que não, acho que foi algo diretamente contra o Hammerfall e não contra o Heavy Metal.

O que você acha dessa divisão dos fãs de Metal com Black Metal não se relacionando com o Power Metal e coisas assim?

Eu acho que isso existe entre os fãs de Black Metal que se dizem “true”. Eles não gostam de Heavy Metal, mas em todos os shows que fizemos, em todos os lugares, existe uma mistura de culturas diferentes. Já tocamos com Cradle of Filth, com Judas Priest, com Helloween. Eu acho apenas que existe um pequeno percentual dentre os fãs de Black Metal que odeiam todo o resto. Acho que a maioria das pessoas simplesmente gosta de outras coisas. Gostam de Black Metal, mas também gostam de outras coisas. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:09 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva – Hammerfall: Oscar Dronjak (realizada por telefone em 11 de maio de 2005) - Parte V

Em uma entrevista (Nota: na primeira pergunta da entrevista que você encontra AQUI - ) você disse que o novo álbum é o mais “verdadeiro” da carreira. O que você quis dizer com isso?

Eu nunca disse isso, eu acho. Nunca usei a palavra “verdadeiro” (Nota: Oscar se refere à palavra “true”), tomo muito cuidado com isso. (Pensativo) Acho que é o álbum mais dinâmico que fizemos, o álbum mais diversificado, com várias viradas. Mas acho que ele ainda é um álbum muito recente para tirarmos alguma conclusão. Leva alguns meses até apreciarmos o álbum pelo que ele realmente é. Para mim, este é o álbum mais virtuoso e bem escrito que já fizemos.

O Cronos do Venom participou da faixa Knights of The 21th Century. Como isso aconteceu?

Eu estava vestindo uma camiseta do Venom durante a gravação da bateria. Sou um grande fã da banda, especialmente dos álbuns antigos. O Cronos é um cara brilhante e sua voz é algo muito especial. O que aconteceu é que o produtor Charlie Bauerfeind não sabia que eu gostava do Venom e me perguntou se eu gostaria de ter o Cronos no álbum de alguma forma, já que ele conheceu os caras quando produziu alguns álbuns da banda anos atrás. Eu me empolguei e disse que seria uma coisa legal, então nós mandamos os arquivos e ele topou. Eu acho que a participação do Cronos na música adicionou algo que não existia antes, levou a música a um nível mais alto.

Como foi contar com ele no estúdio?

Nós nunca o encontramos, na verdade. Ele gravou as partes e mandou de volta por e-mail. Mas, com certeza, teria sido muito divertido.

Essa é quarta vez que vocês vêm ao Brasil, quais as suas expectativas?

Nossa expectativa é muito alta porque, em todas as vezes que estivemos aí, demos um passo à frente em termos de público e da energia nos shows, especialmente em São Paulo, que tem sido a melhor cidade no Brasil para nós. Eu tenho que dizer que o Brasil é o nosso terceiro país preferido em matéria de shows. Eu não sei o que vocês têm aí, mas isso faz do país um lugar muito divertido. Eu espero muito dos fãs brasileiros, obviamente, e eles podem esperar muito de nós também. Esse nossa turnê de 2005 é a melhor que já fizemos até agora. Nunca estivemos tão bem e espero mostrar isso a vocês. Será uma noite divertida de Heavy Metal.

Você disse que o Brasil era o terceiro país na preferência da banda, quais são os dois primeiros?

Suécia, obviamente. Nós tocamos há duas semanas em nossa cidade natal para 5.400 pessoas e para nós, isso é maravilhoso, é o mesmo público que iria em um Whitesnake ou Slayer, muitas dessas bandas. Acho que a Alemanha eu coloco como o número dois. Eles foram os primeiros a apoiar o Hammerfall. Os alemães sempre vão e lotam nossos shows lá e o Brasil vem em terceiro lugar, especialmente São Paulo.

Qual das vezes que vocês vieram ao Brasil, até agora, você considera a melhor?

Eu acho que em 2003. Em nossa primeira viagem não tínhamos muitas expectativas fora da Europa. A primeira vez foi especial, mas estranha. Acho que a turnê do Crimson Thunder foi mesmo a melhor, eu realmente me lembro que tínhamos muito mais pessoas nos shows e a apresentação de São Paulo foi algo realmente especial para nós.

Você sabia que o Hammerfall tocará em São Paulo exatamente no mesmo dia do W.A.S.P?

Sim, eu sei.

E o que você acha?

Eu gostaria que eles tocassem no dia seguinte porque aí eu poderia ver o show também (risos). Mas eu não sei, não me envolvo com as datas dos shows. Quem faz isso são os promotores. Eu só espero que as pessoas tenham dinheiro para ir aos dois shows. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:08 AM
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   Música – Entrevista Exclusiva – Hammerfall: Oscar Dronjak (realizada por telefone em 11 de maio de 2005) - Parte VI

Então, os fãs não vão poder ir aos dois shows porque eles ocorrem exatamente no mesmo horário. Vão ter que escolher.

(Risos) É, eu não sei o que fazer. É muito ruim, mas o que eu posso fazer?

Eles deveriam ter colocado os shows em cidades diferentes.

Sim, você tem razão.

Assistindo a alguns vídeos do Hammerfall, vemos que os shows europeus têm muito mais produção do que os shows brasileiros até agora. Você cospe fogo, o Hector (Nota: o mascote da banda) sobre no palco, tem fogos. Vocês pretendem trazer isso ao Brasil dessa vez?

Se você me perguntasse isso há 5 horas atrás, eu diria que é impossível, mas parece que teremos algumas pessoas trabalhando, pelo menos em São Paulo, e faremos o possível em todas as cidades. Nós não levaremos toda a produção, é impossível, não temos o dinheiro necessário, mas levaremos algumas coisas para o show agora. O show de São Paulo será o grande auge, pois tentaremos chegar o mais próximo possível de uma apresentação européia, mas as outras cidades terão algumas coisas também.

O que você pode nos dizer sobre o setlist dos shows do Brasil?

Posso te dizer que será uma espécie de “best of”, algumas músicas de cada álbum,  Tocaremos bastante coisa do material novo. Estamos muito orgulhosos desse material e queremos promover e mostrar o Hammerfall 2005. Todos nós gostamos muito desse álbum, por isso tocaremos muita coisa nova. Mas tocaremos também muita coisa antiga. Tivemos que cortar algumas coisas que estão no (álbum ao vivo) One Crimson Night, que não estarão presentes dessa vez como Hero´s Return, Way of The Warrior ou At The End Of The Rainbow, que cederão espaço para as músicas novas, senão teríamos que tocar 4 horas todas as noites (risos).

Vocês terão alguma surpresa como fizeram da primeira vez quando tocaram Breaking The Law?

(risos) Bom, acho que teremos surpresas, mas nada desse gênero. Nós já fizemos isso nas turnês mais antigas.

Olhando para trás, qual o ponto mais alto e o ponto mais baixo de sua carreira?

O ponto mais alto acontecerá no futuro, eu espero. O ponto mais baixo foi quando eu quebrei meu braço antes do maior show que faríamos, há 2 anos, quando caí com minha moto um dia antes de um festival enorme em Gotemburgo para 15.000 pessoas. Aquilo foi horrível.

Qual sua música favorita do Hammerfall?

Eu não sei. Todas elas, eu acho. Sou muito feliz com tudo que fizemos. Algumas músicas são mais divertidas de tocar ao vivo do que outras, mas não as vejo como músicas preferidas. Levamos muito tempo para criar cada música e não posso escolher apenas uma.

Qual sua música favorita, sem ser do Hammerfall?

(pensativo) Puxa, eu acho que Balls to The Wall (do Accept). Eu acho que essa música representa tudo o que eu busco em uma música, é o mais próximo da perfeição que se pode chegar.

Tem alguma música que você acha que é a pior música já gravada?

Ah, se eu não gosto de alguma música, simplesmente não a ouço, então não tenho nenhuma escolha nesse sentido.

Para terminar nossa entrevista, gostaria que você deixasse uma mensagem para o seleto público do DELFOS.

Obrigado por lerem essa entrevista e acessarem o website. Espero que vocês possam nos ver no Brasil nos shows de Belo Horizonte, Curitiba ou São Paulo. Tenham certeza que serão shows bem selvagens e nos divertiremos muito, eu realmente busco isso. Vejo vocês lá!

Ok. Muito obrigado pela entrevista, Oscar.

Sem problemas. Se cuida. Tchau.



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:07 AM
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   Novidades DELFOS – Por que o DELFOS está com tão poucas atualizações?

            Elementar, meu caro delfonauta. Estamos no processo final de terminar o sistema do portal DELFOS. Quando estiver terminado, vamos ter que passar todo o nosso conteúdo, ou seja, algumas centenas de resenhas, artigos e notícias para o sistema UM POR UM, porque parece que o gênio humano ainda não concebeu algo que possibilite a transferência automática. Trocando em miúdos, vamos ter um trabalho do cão. E cada texto que publicamos significa mais trabalho posterior. Por isso estamos apenas publicando matérias com “prazo de validade”, como estréias de cinema, resenha de shows, etc.

            Contudo, isso não significa que ficamos preguiçosos. Estamos trabalhando como nunca para gerar sempre bastante conteúdo e com a maior qualidade possível. Particularmente, estou trabalhando duro em arranjar mais pessoas para integrarem a Ordem Delfiana Secreta, ou seja, juntar-se a nós na nossa empreitada jornalística para cobrir shows, filmes e eventos e trazer tudo em primeira mão para você, delfonauta. Se você tiver interesse (ou conhecer alguém que possa se interessar) em se juntar a nós e ser um futuro delfiano, entre em contato através do e-mail contato@delfos.art.br, solicitando o nosso Manual de Redação, onde você vai encontrar tudo que você sempre quis saber sobre os bastidores delfianos, mas não sabia como perguntar. Estamos precisando principalmente de alguém para fazer atualizações diárias de notícias e para desenvolver e conduzir entrevistas com artistas internacionais, mas também são bem vindas pessoas que queiram fazer críticas de filmes, shows, cinema, televisão, teatro, etc, além de colunistas e fotógrafos (função que tenho monopolizado aqui no DELFOS por simples falta de opção, já que nenhum dos outros membros da equipe fotografam). Também procuramos por ilustradores que manjem de Adobe Ilustrator para trabalhar com nosso mascote, o dragão Alfredo.

            Quer saber quando sai o portal? Cara, eu também. O programador contratado para desenvolver o sistema já passou um monte de prazos e conseguiu furar todos. Embora o sistema já esteja no ar em um endereço secreto, ainda tem uma boa quantidade de pendências e, como sou muito responsável, não vou passar um prazo para furar com vocês depois, já que realmente não depende de mim. Aliás, estamos procurando também um programador para fazer futuros ajustes no sistema do DELFOS. Se você entende de PHP e MySQL e está a fim de ser um delfiano, entre em contato pelo e-mail especificado acima. No caso, o Manual de Redação não se aplica a você, mas através do e-mail podemos conversar sobre o trampo.

            Para os próximos dias, vamos publicar entrevistas exclusivas e completíssimas com duas das minhas bandas preferidas: W.A.S.P. e Hammerfall, que vão fazer shows pelo Brasil na próxima semana, culminando com apresentações em São Paulo no dia do aniversário do nosso amigo Bruno Sanchez, 4 de junho – sim, no mesmo dia. Cáspita! O DELFOS vai tentar cobrir o W.A.S.P., já que é a primeira visita dos estadunidenses ao nosso país. Infelizmente, não temos equipe suficiente para cobrir os dois, então o Hammerfall vai ficar para a próxima visita, a não ser que alguém nos mande uma resenha como Colaborador Ocasional. Se você se interessar, as instruções lá de cima também valem para isso: mande um e-mail para contato@delfos.art.br solicitando o Manual de Redação do DELFOS.

            Também nunca é demais lembrar que o DELFOS tem uma comunidade no Orkut, possibilitando um contato maior entre delfianos e delfonautas. Clique AQUI para acessar.

            Essas são todas as novidades por enquanto. Fique ligado para ler as duas entrevistas, que podem ajudar a decidir a qual show você vai assistir, já que as duas bandas falam sobre as surpresas que pretendem trazer para a turnê brasileira. E lembre-se, continue sempre acessando o DELFOS pelo endereço www.delfos.art.br para não perder nossa estréia no portal. A hora finalmente está chegando! :)



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 5:50 PM
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   Cinema – Star Wars –Episódio III: A Vingança dos Sith (Star Wars – Episode III: The Revenge of the Sith – EUA – 2005) - Parte I - TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES

Also sprach Zarathustra

Friedrich Nietzche

 

            Há muito tempo, em uma galáxia muito, muito distante, li uma matéria humorística cujo título era: “Como ser um crítico de cinema chato”. Uma das “dicas” dada pelo autor era algo como iniciar a crítica do novo Star Wars com uma citação de Nietzche em alemão. Achei isso tão engraçado (principalmente porque é exatamente o tipo de coisa que um crítico chato costuma fazer) que prometi para mim mesmo que um dia faria isso. E agora você está lendo o resultado, que até agora não falou nada do filme em si, mas chegaremos lá. Mais exatamente no próximo parágrafo. Então, sem mais delongas, meu amigo delfonauta, eu lhes apresento: o próximo parágrafo.

            Como já enrolei o suficiente na introdução, vou falar logo o que todo mundo quer saber: o Episódio III é detonante. Aliás, você já deve ter percebido isso pelo Selo Delfiano Supremo que está lá em cima (esta é a primeira vez que ele é publicado, embora outros filmes já o tenham faturado).

            Finalmente chegou a hora da estréia do filme mais esperado do ano (por mim). Devo admitir que sou fanático por Star Wars e no momento em que apareceu a famosa frase “A long time ago, in a galaxy far, far away” seguida do logo da série, do conhecidíssimo tema musical e do tradicional texto introdutório, eu estava arrepiado, empolgado e meus olhos brilhavam de forma a iluminar a escuridão da sala do cinema (obviamente esta última parte é uma hipérbole, mas deu para entender o que quero dizer).

            Como acontece em todos os episódios da série, a introdução foi seguida por uma daquelas cenas de ação de encher os olhos e sem muita conexão com o resto do filme. Mas, meu amigo, que cena de ação foi essa. Tudo começa com um duelo aéreo impressionante e belíssimo, seguido, é claro, das tradicionais lutas de sabre-de-luz. Posso dizer sem exagero que essa é a melhor cena de ação introdutória de toda a série.

            Já nessa cena, Anakin começa a ser definitivamente tentado pelo lado negro da força. Daí em diante, o espectador fica permanentemente apreensivo, pois sabemos que ele vai ceder, mas não sabemos quando. A história é tão bem conduzida e mesmo as motivações de Anakin são tão puras que não dá para evitar ficar torcendo para que não aconteça. Para variar, tudo acontece por amor. Nosso amigo Anakin não queria o poder simplesmente pela necessidade de poder, mas porque precisava dele para evitar que sua amada Amidala (que apesar do nome, não fica localizada na sua garganta) sofra um destino terrível. É como nosso amigo Bruno Sanchez disse em um de seus textos: “Amor é um dos sentimentos mais bonitos e perigosos da raça humana”.

            Na primeira metade do filme, Episódio III é um Star Wars bem tradicional. Tudo que os fãs querem ver está lá. Inclusive o alívio cômico novamente a cargo dos dróides R2-D2 e C-3PO. O odiado Jar Jar Binks (será que eu sou a única pessoa do mundo que gosta desse personagem?) aparece apenas como enfeite, já que nem falas tem. Na verdade, essa primeira metade é bem alegre e divertida, como sempre foram os filmes da série (na boa, por mais que todo mundo fale isso, não concordo com quem diz que O Império Contra-Ataca seja um filme sombrio). Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:57 PM
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   Cinema – Star Wars –Episódio III: A Vingança dos Sith (Star Wars – Episode III: The Revenge of the Sith – EUA – 2005) - Parte II - TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES

Contudo, assim que Anakin cede ao lado negro, o filme muda radicalmente. Vira um verdadeiro drama espacial, realmente triste, com cenas que dá até vontade de chorar.  Principalmente o momento pós-luta entre Obi-Wan e Anakin. Não chega ao ponto de ser um “Titanic no espaço”, como disse George Lucas, mas que deixa com um nó na garganta deixa.

            Já que citei a luta entre os ex-amigos, vamos elaborar um pouco sobre esse assunto. A motivação dela é novamente o amor. Admito que estava um pouco receoso, achando que iam colocar um pretexto qualquer apenas para fazer a luta acontecer. Porém desta vez George Lucas caprichou no roteiro e cada peça que faltava no quebra-cabeça vai se encaixando naturalmente, deixando a impressão de que não poderia ser de outra forma.

            Sim, sim, eu gostei muitíssimo do filme, mas como crítico, tenho a obrigação de exercer minha “imparcialidade parcial” falando também de seus problemas. Episódio III traz de volta alguns personagens conhecidos e apresenta outros novos com um grande potencial. Um dos velhos conhecidos que volta a aparecer é o wookie Chewbacca, talvez um dos retornos mais esperados da série, ao lado de Vader. Infelizmente, sua participação é mínima e sem grande importância para a história.

            Outro mal-aproveitado é Conde Dookan, interpretado pelo tremendão Christopher Lee, que poderia ter rendido ótimos momentos, mas sua participação é pouco mais de uma ponta. Uma ponta emocionante, porém curta demais. Já achava que sua participação tinha sido pequena no Episódio II e esperava que ele tivesse uma importância maior aqui, o que infelizmente não aconteceu.

            O extremamente alardeado General Grievous também é muito mal-aproveitado. Para começar, o personagem no filme lembra muito pouco aquele caçador de jedis do desenho Guerras Clônicas, que é absurdamente grande e perigoso. No longa, Grievous diminuiu de tamanho e ficou bem mais fraco. Fica a toda hora tossindo e engasgando, o que lhe dá um ar quase patético. Ele é praticamente um Darth Vader que não deu certo (e essa provavelmente era a intenção mesmo). Para piorar, ele se movimenta como uma galinha, o que deve render muitas piadas entre os desafetos de Star Wars. Para encabeçar, sua participação também é bem pequena, sendo apenas um pouco maior que a de Christopher Lee.

            E o Darth Vader, tio Carlos? Bão, como já era esperado, a participação da icônica armadura é resumida a umas duas cenas lá pelo final do filme. E embora não seja divulgado nos créditos, tudo indica que sua voz é feita pelo Mufasa em pessoa, James Earl Jones, que infelizmente, deixa um pouco a dever em sua interpretação. O diálogo também não ajuda já que é um tanto cafona demais para um momento como aquele. Particularmente, gostaria de ter visto mais o personagem, mas todo mundo já imaginava que sua aparição seria nos últimos minutos, o que diminui um pouco a decepção.

            Palpatine (Ian McDiarmid) também deixa um pouco a dever na sua interpretação. Protagoniza, ao lado de Mace Windu (Samuel L. Jackson) uma das melhores cenas de ação da nova trilogia, mas quando a ação termina e os diálogos ganham importância, seu papel se torna patético, completamente diferente do político frio e calculista que conhecemos nos filmes anteriores. Talvez fosse o caso de fazer mais alguns takes na cena, ou mesmo de reescrevê-la, pois esse momento é muito contraditório com a personalidade do personagem.

            Ainda na “volta dos que não foram”, outros que reaparecem e que vão levar os fãs a alguns orgasmos múltiplos são alguns dos cenários utilizados para a trilogia clássica, como as naves dos rebeldes, o trono do imperador e afins. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:56 PM
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   Cinema – Star Wars –Episódio III: A Vingança dos Sith (Star Wars – Episode III: The Revenge of the Sith – EUA – 2005) - Parte III - TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES

            Episódio III tem em Yoda um de seus grandes trunfos. O bichinho verde luta, faz planos e tudo mais a que um grande mestre tem direito. Yoda aparece mais neste longa do que em todos os outros, o que também deve levar fãs de todo o mundo ao delírio.

            Senti falta de Boba Fett (que achei que apareceria como um adolescente nesse filme), mas isso não é um grande problema. Também senti falta de Qui-Gon, o mestre de Obi-Wan, que morreu no Episódio I. Tem uma cena específica, onde tudo indica que seu fantasminha vai aparecer, como acontece com Obi-Wan na trilogia clássica, mas isso também não chega a acontecer.

            Um problema mais grave deste filme é que ele parece não resolver tudo. De certa forma, talvez teria sido melhor se Anakin tivesse se rendido ao lado negro no episódio anterior. Entre este último A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança, passam-se vinte anos. Seria legal acompanhar Darth Vader em seus primeiros dias como uma quase máquina, o que nos é negado aqui. Já foi anunciado que será realizada uma série de TV que acontecerá entre esses dois episódios, e pode ser que Lucas esteja reservando isso para essa série, mas enfim, Episódio III tem 140 minutos que não parecem ser suficientes para contar tudo que os fãs queriam saber.

            Também seriam bem-vindas cenas que mostrassem o treinamento de Vader no lado negro da força, já que vemos apenas sua queda para este lado e, da próxima vez que o vemos, no Episódio IV, ele já é um grande mestre Sith.

            As lutas também decepcionam um pouco. Não por serem simplistas ou algo do gênero, mas por utilizar planos muito próximos da ação, impedindo que o espectador admire os belos movimentos “samuraísticos” dos melhores jedis da galáxia, afinal, nesse filme vemos todos os grandes mestres lutando.

            Elogios devem ser feitos a Ewan McGregor e sua equipe de maquiagem que, embora não tenha conseguido esconder as perebas de seu rosto, o deixaram bem mais velho, muito parecido com Alec Guiness, que fez o personagem na trilogia clássica. Admito que nunca gostei muito de McGregor, mas dessa vez ele parece ter acertado na interpretação, passando toda a sabedoria digna de seu personagem. Principalmente na já citada cena, após sua luta com Anakin, que é de cortar o coração. Só não digo que eu chorei porque eu sou espada e quem é espada não chora, mas admito que a vontade veio. :-)

            Também não posso deixar de comentar a ridícula legendagem brasileira, que aderiu ao politicamente correto, mudando o folclórico “lado negro da força” para “lado sombrio da força”. Ora, já que é para ser politicamente correto, por que não traduzem de uma vez para “lado afro-americano da força”? Putz, é melhor nem sugerir. Vai que decidem refazer a legenda para o DVD.

            E falando em DVD, eu quero o DVD desse filme! Sempre quando saio de um filme super-hiper-mega-turbo-tremendão, fico com vontade de comprar o DVD logo na saída para assistir assim que chegar em casa. Putz, esperar até o Natal para assistir esse filme de novo vai ser dose. Provavelmente vou acabar indo ao cinema para assisti-lo novamente.

            Pois é, amigão. Star Wars – Episódio III tem tudo para ser o melhor filme da série. Só não afirmo isso com todas as letras, porque posso mudar de idéia ao assisti-lo mais vezes. Mas posso garantir que essa é minha opinião no momento. Este filme resume muito bem tudo que um nerd de carteirinha espera de Star Wars. Um pouco mais sombrio do que de costume, é verdade, mas isso já era esperado considerando a história que ele deveria contar.

            A estréia é amanhã, 19 de maio. Mas se você for absurdamente nerd, existem sessões em São Paulo a partir das 23:50 de hoje. Mas não interessa em qual sessão você for, assista a esse filme no cinema (movimento da mão como fazem os jedis). O DELFOS recomenda com todas as forças, pois esse é daqueles filmes que devem estar na lista dos melhores do ano de toda nossa equipe.

            Ah, não deixe de ler nossa resenha para aquele que é considerado por muitos o melhor filme da série: O Império Contra-Ataca, clicando AQUI.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:55 PM
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   Cinema – Clássicos - Star Wars – Episódio V: O Império Contra-Ataca (Star Wars – Episode V: The Empire Strikes Back – EUA – 1980) - Parte I - TEXTO POR CARLOS CYRINO

Atenção! O texto abaixo contêm spoilers! Não leia se não tiver visto o filme!

 

            Praticamente todo mundo fala que este é o melhor filme da série, porém você já se perguntou por quê?

            Humildemente, tentarei explicar porque para mim ele é e sempre será o melhor. Para começar, o caro delfonauta tem que levar em conta que assisti ao filme pela primeira vez quando criança, numa daquelas famosas reprises na televisão.

            Aquele universo fantástico, cheio de criaturas estranhas e sabres-de-luz cativa qualquer um com menos de dez anos. Tudo bem, cativa adultos também, porém o impacto naquela idade era bem maior.

            Após destruírem a Estrela da Morte no final do Episódio IV, os rebeldes são escorraçados pelo Império e se refugiam no gélido planeta Hoth, onde Luke Skywalker (Mark Hammill) recebe do fantasma de “Ben” Obi-Wan Kenobi (Sir Alec Guinness) a missão de concluir seu treinamento Jedi com Yoda no Sistema Dagobah.

            E é pra lá que ele parte logo após garantir a fuga da Aliança Rebelde, que havia sido descoberta pelo temível Darth Vader (o melhor vilão da história do cinema). Enquanto isso, Han Solo (Harrison Ford), a Princesa Leia (Carrie Fisher), Chewbacca e C-3PO, enfrentam problemas com o hyperdrive da Milleniun Falcon (está me acompanhando?) e encontram um porto seguro na cidade das nuvens de Bespin.

            Luke, através dos ensinamentos de Yoda (um mestre de 900 anos de idade), desenvolve seus poderes da Força e prevê uma tragédia se abatendo sobre seus amigos. Numa difícil escolha, ele decide abandonar seu treinamento e ir ao resgate deles.

            É a partir daí que o filme se torna sensacional. Han Solo é “traído” por seu amigo Lando Calrissian (ei, ele não tinha escolha, vai me dizer que no lugar dele você encararia o tremendão Lorde Vader?) e congelado em carbonite, a ser entregue a Jabba The Hutt via Boba Fett (ainda aí?). C-3PO é atingido por um blaster e fica aos pedaços. Para terminar, a Princesa e Chewie cairiam nas mãos de Darth Vader, não fosse pela intervenção de Lando...Quantos filmes você conhece onde os mocinhos se dão tão mal?

            E como desgraça pouca é bobagem, há ainda o tão aguardado confronto entre Luke e Vader. Se hoje o estilo da luta está ultrapassado (graças a Matrix), pode-se dizer que sua falta de plasticidade gera uma crueza e um realismo (dentro do possível) maiores. O confronto termina com a mão de Luke Skywalker decepada e uma das maiores surpresas da história do cinema (que hoje todo mundo já conhece). Continua abaixo...

 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 6:36 PM
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   Cinema – Clássicos - Star Wars – Episódio V: O Império Contra-Ataca (Star Wars – Episode V: The Empire Strikes Back – EUA – 1980) - Parte II - TEXTO POR CARLOS CYRINO

            Permita-me voltar aos meus tempos de infância: primeiro, como é que pode o herói do filme ser mutilado? Na minha parca experiência cinematográfica em tão tenra idade nunca tinha visto nada igual. É uma cena de grande impacto até hoje.

            Segundo: O quê? Darth Vader é pai de Luke Skywalker? Como? Por que? Quem? Quando? Onde? E mais importante: ele sabia que Luke era seu filho e mesmo assim cortou fora a mão dele? Maldade pura.

            Só nesse filme, esse é o segundo braço arrancado (o primeiro foi o do bicho do gelo, logo no início). Isso iniciaria uma longa tradição de membros extirpados com sabres-de-luz que culmina com os quilos de membros empilhados ao final do Episódio III.

            Mais uma vez, os rebeldes são escorraçados, num clima de derrota total, deixando várias pontas soltas, além de uma pista para outra surpresa de laços familiares que hoje em dia todo mundo já sabe para serem amarradas no Episódio VI além, é claro, do destino de Han Solo.

            Nunca um filme de entretenimento havia acabado de forma tão derrotista e violenta para os rapazes do bem. Foi preciso uma certa dose de coragem para arriscar de tal forma, e ainda bem que George Lucas a tinha.

            Agora, os seguidores de Lucas que me perdoem, mas ele tomou outra decisão acertada ao se afastar da direção e do roteiro (ele assina apenas o argumento e a produção-executiva). A direção de Irvin Kershner é mais redonda, os atores estão mais bem dirigidos e o roteiro contêm frases e diálogos menos esdrúxulos e mais profundos do que seu antecessor.

            Os efeitos especiais funcionam muito bem até hoje e as pequenas alterações feitas por Lucas na edição especial do filme nada influem na história.

            Devo dizer que tenho uma predileção por filmes onde as coisas não saem como se esperam (no sentido da história), basicamente filmes de finais nem tão felizes.

            Mas não é só isso que o torna tão superior. Outro ponto forte é o aparecimento de novos personagens. Yoda, na época um boneco, como o Jedi mais poderoso da galáxia (sua interação com R2-D2 é hilária) possivelmente é a melhor atuação do filme (sem sacanagem).

            Lando é uma boa força que vem se juntar aos rebeldes e Boba Fett (não considerando sua inclusão na edição especial do Episódio IV) tinha uma armadura tão legal que se tornou cult entre os fãs hardcore.

            Detratores vão dizer que o filme é simplista em sua concepção de bem e mal, porém numa fantasia intergaláctica isso não faz a menor diferença. Aqui o objetivo é diversão, não grandes questionamentos filosóficos. E diversão, este clássico do cinema tem de monte.

            E se você, amigo delfonauta, gostou do que leu, não perca amanhã a resenha do Episódio III (sim, nós vimos antes! Morda-se de inveja!), que tem muitos paralelos com o episódio sobre o qual escrevo.

            Que a Força esteja com você, meus padawans.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 6:35 PM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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