Delfos - Jornalismo Parcial
   Outros – Tremendões – Batman (HQs) - TEXTO POR CARLOS CYRINO PARTE I

            Ele é milionário, ele é órfão, ele pega a mina que ele quiser, ele é violento, ele já teve sua própria série de TV, ele usa orelhinhas no capacete e já teve até mamilos na armadura: ele é o Batman. Aproveitando a chegada de Batman Begins aos cinemas (cuja resenha será publicada amanhã), nada melhor do que dar continuidade à nossa nova seção com um dos meus tremendões favoritos.

            O que posso adiantar é que o morcegão do filme de Christopher Nolan é, finalmente, um tremendão. Porém aqui, meu foco será o personagem em seu habitat originário, as histórias em quadrinhos.

            Boas histórias do morcego, cheias de argumentos que provam porque ele é um tremendão, são abundantes e, portanto, seria impossível resumi-las aqui, sendo necessário no mínimo uma tese de doutorado para isso (hum... como não pensei nisso antes?). Portanto, darei apenas uma rápida passeada pelos fatos principais da mitologia do personagem, o que já fornece argumentos mais que suficientes.

            A premissa da criação do herói todo mundo já conhece: ao ver seus pais serem assassinados por um assaltante, o ainda infante Bruce Wayne decide que tentará fazer de tudo para que ninguém mais passe por uma situação dessas. Passa os anos seguintes viajando pelos mais diversos países treinando corpo (nas mais variadas formas de artes marciais e outras técnicas de combate) e mente (estudando de física a criminologia) para um objetivo bem específico: tornar-se um vigilante.

            De volta a Gotham City, sua cidade natal, Bruce usa como inspiração a imagem de um morcego para causar o terror nos corações dos criminosos que, segundo ele, são supersticiosos e covardes.

            Pense comigo: o cara devotou os melhores anos de sua vida, a adolescência e o inicio da vida adulta, para fazer com que corpo e mente chegassem ao limiar da perfeição humana. Isso significa: nada de baladas, cinema, cerveja, quadrinhos nem videogames! Tem que ser muito tremendão pra conseguir viver sem isso!

            Pois bem, devidamente uniformizado como Batman, o nosso cavaleiro das trevas, espanca sem dó os mais variados criminosos, do trombadinha ao maluco que fugiu do Asilo Arkham (também tem uma HQ com esse nome, sabia? Leia a resenha AQUI) para Criminosos Insanos, desbarateia esquemas mafiosos e ainda consegue fazer com que a maioria da população pense que ele é apenas uma lenda urbana. Tremendão e modesto, o rapaz.

            O sujeito é tão tremendo que não está nem aí para a segurança de certos elementos menores de idade. Afinal, acaba de estrear um novo, ou melhor, uma nova Robin (Stephanie Brown, antes conhecida como Salteadora). Antes dela vieram Dick Grayson, o finado Jason Todd (ops!) e Tim Drake. Batman não hesita em colocar crianças na linha de frente do combate ao crime. Mas calma, ele não é tão inconseqüente assim. Antes de arriscar a vida dos pequerrutchos, ele os submete a um rigoroso treinamento para ver se o candidato está apto a passar no rigoroso controle de qualidade do morcegão o que, por conseqüência, os torna tremendinhos.

            De mais, Batman é um sujeito que defende sua cidade a todo custo. Não há situação que o morcego não encare. Guerras de gangues, epidemias do vírus ebola, terremotos e um decreto de Terra-de-Ninguém, tudo isso é só mais um dia de trabalho para este incansável justiceiro.

            E admita, é preciso ser muito tremendão para conseguir encarar uma das mais, se não a mais, extensa e bizarra galeria de vilões dos quadrinhos. Malucos perigosos como o Duas-Caras e o Espantalho, medianos como o Charada e Solomon Grundy, ou ridículos como Maxie Zeus e Scarface. É preciso disposição pra socar tanta gente estranha e arrastá-los de volta para o Arkham. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:16 AM
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   Outros – Tremendões – Batman (HQs) - TEXTO POR CARLOS CYRINO PARTE II

            E é claro que o mais tremendão ficou para o final. O Coringa é sem dúvida uma das maiores dores de cabeça do Batman (e falando no dito-cujo, aproveite para ler AQUI a resenha de A Piada Mortal). Quando ele aparece, há grandes possibilidades de alguém morrer de maneira ridícula e/ou brutal. O sujeito tem em seu currículo a morte de um Robin, e pôs uma Batmoça, oh, desculpem, agora é Batgirl, numa cadeira de rodas! E só mesmo um tremendão conseguiria agüentar o insano senso de humor do palhaço do crime sem botar um pipoco em sua cabeça (viu só? Nós, delfianos, também sabemos falar como manos – o Charlie Brown Jr. que nos aguarde).

            Batman hoje não mata, isso é fato. Poucos lembram, mas em suas primeiras histórias ele não era tão piedoso e mandava os meliantes pra debaixo da terra. Só depois da primeira reformulação ele parou com esse hábito – deve ser mais difícil do que parar de fumar. Aliás, ele ter parado de matar também é um dos motivos para ele ser um tremendão. Afinal, matar seria muito fácil, mas até os bandidos têm famílias. Mas que alguns merecem, merecem.

            Já que falamos na cadeira de rodas da Batmoça (sabia que o nome dela em espanhol era Batchica? Pois é, Batitica. Eu adoro piadas infames!), o próprio morcego já passou uma temporada sentado em uma, cortesia de Bane, um dos poucos sortudos que podem se gabar de ter vencido o cavaleiro das trevas com uma combinação de estratégia e força bruta. Basicamente, de uma forma beeeem resumida, o que ele fez foi dar uma canseira física e mental no morcegão soltando todos os internos do Arkham. Depois que Batman estava um caco, afinal, ele teve que capturar um por um, Bane invadiu a mansão Wayne (ele descobriu a identidade secreta do Batman, o que na realidade não é muito difícil) e deu uma sova no esgotado morcego. Pra finalizar, quebrou-lhe a coluna.

            Mas o sr. Wayne perseverou. Depois de algum tempo e um árduo processo de recuperação, não só recuperou o uso das pernas, como também o manto do morcego, que nesse período ficou com o lunático Azrael, uma escolha nada tremenda.

            Ultimamente, Batman continua mantendo seu título de tremendão em mega-sagas como Silêncio, Fugitivo e Bruce Wayne: Assassino. Nas duas últimas, teve que usar seus dons detetivescos para solucionar um assassinato armado para incriminar sua persona de Bruce Wayne. Tremendão que se preze continua trabalhando até na cadeia (embora ser preso não seja tremendo) e quando a situação complica, não há problema em fugir para trabalhar com mais liberdade.

            Para o futuro próximo, está para estrear mais uma mega-saga, Jogos de Guerra. Se ela vai manter o status tremendão de Batman nos quadrinhos, saberemos nos próximos meses. E é só você ficar ligado no DELFOS para ficar sempre informado sobre o Batman e outros tremendões.

 

Momento mais tremendão: Batman dá ao Super-homem (ou seria Superman?) a maior surra de sua vida no final de O Cavaleiro das Trevas (aproveite e leia a resenha desta que é a HQ mais conhecida do herói AQUI) e usa o anel de kryptonita para repetir a dose no arco Silêncio. E ainda nocauteia um bando inteiro de marcianos brancos (e eu que sempre pensei que marcianos eram verdes) após descobrir a fraqueza deles no primeiro arco da revista JLA.

 

Momento mais vergonhoso: as alegres histórias infantilizadas produzidas nos anos 50. Ah, teve também O Cavaleiro das Trevas 2, mas isso é melhor nem lembrar.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:16 AM
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   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe do filme Madagascar: Heloísa Périssé e Giselle Nusman - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte I

            Depois da boa surpresa de Madagascar, veio uma outra, decepcionante. Em minha primeira cobertura de coletivas para o DELFOS, quase não acreditei no nível de superficialidade e desânimo na entrevista com a dubladora e adaptadora Heloísa Périssé e a relações públicas da UIP (a distribuidora do filme) Giselle Nusman.

            Eu, futuro jornalista, bem como as entrevistadas, tive que agüentar perguntas do naipe de: “Quantos anos tem sua filha?” (endereçada a Périssé). A global foi simpática e respondeu a todas as perguntas mas, caros colegas, façam-me o favor, né? A quem interessar possa, a filha dela tem cinco anos.

            Heloísa falou sobre o processo de adaptação do roteiro, “tive medo, foi uma experiência nova. Não há tanta liberdade, tem que estar no padrão, respeitar o roteiro. É preciso adaptar com cuidado. Eu trouxe os diálogos mais para o nosso dia-a-dia”.

            Questionada se havia colocado no filme gírias do Brasil todo, respondeu não ter se preocupado com gírias locais e sim com gírias conhecidas.

            Perguntada sobre a transformação dos longas de animação de filmes para criança em um produto para toda a família, disse: “(os novos exemplares do gênero) estão resgatando a animação como técnica e não como gênero”.

            Quanto à dublagem propriamente dita, foi sua primeira experiência onde os desafios eram “expressões grandes em inglês e pequenas em português. Sofri na cena do Parabéns (trecho do filme onde ela canta Parabéns Pra Você com cada personagem cantando uma sílaba)”. Ela afirmou ter colocado cacos (improvisações feitas na hora) já que o texto original vinha com palavras muito antigas, duras. Assim, ela o trouxe para o que a gente fala hoje em dia.

            Sua maior dificuldade foi acertar a sincronia labial, mas “o pessoal (do estúdio Audiocorp, onde foi feita a dublagem) foi maravilhoso, dava pra voltar e fazer melhor”. O trabalho todo “levou mais ou menos um mês, de adaptação e dublagem”. Em estúdio mesmo, foram apenas dez horas.

            Afirmou ainda que ouviu a voz original, mas “fiz um personagem meu”.Não mudou a entonação de voz para o trabalho. Sobre a personagem: “Glória é fofa e perua”. Indagada sobre a mensagem do filme respondeu, “é uma história de amigos. Pega pelo lado sentimental, não só engraçado”, e complementou “amizade não é só o lado bom da coisa”.

            Sobre a preocupação com o público infantil, disse: “total, é bom poder ensinar uma coisa legal, mas sem exemplos”. Revelou pensar em todas as crianças como se fossem seus filhos, lembrou que começou a carreira escrevendo para elas e disse que quando houver espaço quer fazer sim a junção criança e adulto. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:04 AM
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   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe do filme Madagascar: Heloísa Périssé e Giselle Nusman - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte II

Sobre seus próximos projetos, Heloísa revelou que a peça Cócegas vai virar filme, com a direção de Domingos de Oliveira e com roteiro dele, dela e da parceira Ingrid Guimarães. Agora, delfonauta, é chegada a hora de um momento de pavor (tan-tan): está em fase de desenvolvimento de roteiro um filme da Tatti, aquela adolescente patricinha que fala “tipo assim”, cujas filmagens devem começar em dezembro. O filme tem previsão de lançamento para junho de 2006 e será “tipo um musical, meio Grease”. Pausa para o grito de terror (NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!).

            Já Giselle Nusman, da UIP, falou pouco, mas deu informações interessantes. Segundo ela, Madagascar faturou 61 milhões de dólares nos primeiros quatro dias de exibição nos EUA. Afirmou que a Dreamworks faz as animações em cima da feição dos atores escolhidos. Já quando chega a hora de dublar para o português, tenta-se achar pessoas com o temperamento parecido com o personagem. Revelou também que um funcionário da Dreamworks veio ao Brasil apenas para supervisionar o processo de dublagem.

            Mas quais será os próximos lançamentos de animação? Citou Wallace & Gromitt (que utiliza a mesma técnica de Fuga das Galinhas, com massinha) para o dia das crianças, Over the Head e Shrek 3 (leia resenha do segundo AQUI). No campo do cinema nacional, teremos em breve dois filmes, Veneno da Madrugada, do veterano Ruy Guerra e um documentário sobre Vinícius De Morais.

            E com tanta coisa vindo por aí, o povo se preocupa em perguntar coisas dos filhos dos outros...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:03 AM
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   Cinema – Sr. & Sra. Smith (Mr. & Mrs. Smith – EUA – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO

            (suspiro nostálgico) Ah, os filmes de ação! Gênero tão popular nos anos 80 (ah, vai dizer que você não acha o Schwarzenegger um tremendão), mas que ultimamente não chama mais minha atenção como antes. Não sei se é porque cresci ou o gênero está mesmo em decadência, mas o fato é que não me empolgo mais com os filmes do estilo. Uma exceção foi A Identidade Bourne, um bom exemplar, que gerou uma continuação ainda melhor, A Supremacia Bourne.

            Eis que Doug Liman, diretor da primeira aventura de Jason Bourne, nos entrega outro filme de ação que também se destaca da mediocridade do meio. Porém, que fique bem claro: Sr. & Sra. Smith não chega a ser tão bom quanto os filmes do agente secreto desmemoriado. Este filme, apesar de toda a sua movimentação acelerada, tem como grande trunfo o humor, fator responsável por deixá-lo acima da média.

            O humor provém das situações proporcionadas pela insólita trama do filme: dois matadores profissionais, John (Brad Pitt) e Jane (a bocuda sexy Angelina Jolie) se apaixonam e casam-se sem que um saiba das atividades profissionais do outro. Alguns anos depois, eles vivem uma crise conjugal justamente por culpa dos segredos e da desconfiança.

            Um belo dia os dois acabam pegando o mesmo contrato e finalmente seus caminhos se cruzam. Descoberta a verdade, não resta ao casal nada a fazer a não ser eliminar sua cara-metade. E são justamente as hilárias tentativas de um matar o outro, sem realmente querer fazê-lo, o ponto alto do filme.

            Isso sem falar na química dos protagonistas. Brad Pitt está hilário e Angelina Jolie não fica atrás. Quando os dois estão juntos em cena podemos ver as faíscas entre eles, às vezes até literalmente (que posso dizer? Adoro piadas infames).

            Há ainda a presença de Vince Vaughn - num papel coadjuvante não creditado, como o colega de profissão de John que mora com a mãe - e de Adam Brody, o nerd do seriado The O.C. basicamente interpretando seu personagem na série, Seth Cohen. Porém, um alerta a quem for fã do rapaz, apesar de ser o terceiro nome nos créditos, ele aparece pouquíssimo.

            Quanto ao filme em si, é mais um exemplar com todo aquele apuro técnico que só Hollywood consegue produzir. Completamente despretensioso, sua única finalidade é ser um bom passatempo para quem for assistí-lo em um domingo no shopping. Provavelmente nem terá continuação, já que a coisa mais interessante, sua premissa, não será mais novidade.

            As cenas de ação são bem feitas e bacanas, porém não são nada que você já não tenha visto antes. Mas preciso dar um destaque para o tom dessas cenas. O casal assassino mata uma penca de pessoas, como se estivessem jogando fliperama. Claro, isso é normal no cinema de ação, porém, a diferença é que não há aquele moralismo chato dos estadunidenses. Para os Smiths (o casal, não a banda), eliminar quem estiver no caminho é uma tarefa tão frugal quanto escovar os dentes. Mas também, o que mais poderíamos esperar? Afinal, eles são profissionais!

            É o humor que faz a diferença. O filme começa com uma cena engraçadíssima do casal Smith numa sessão de terapia conjugal. Méritos para o roteiro, com diálogos espertos, a direção de Liman (que parece ter gostado de dirigir filmes de ação) e dos protagonistas. Claro que são rostinhos bonitos para atrair o público, porém são talentosos e realmente parecem ter se divertido muito nas filmagens.

            Enfim, este filme provavelmente irá faturar alto nas bilheterias, objetivo principal de qualquer produção, e só. Quem sabe ano que vem saia outro filme de ação interessante. Fique ligado no DELFOS para descobrir.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:01 AM
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   Outros – Tremendões – Darth Vader (Star Wars: Episódios III, IV, V e VI) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte I

            Aproveitando o clima de Star Wars, vamos inaugurar esta nova seção com mais uma adição ao nosso Especial Intergaláctico, que já contou com as resenhas dos Episódios III (AQUI) e V (AQUI). Portanto, sem mais delongas, lhe apresento o Lorde Negro dos Sith, Darth Vader.

            Não vou considerar Anakin Skywalker, seja ele o garotinho chato e cabeçudo de Episódio I ou o adolescente afobado e inconseqüente de Episódio II. Para todos os efeitos, ele só se torna um tremendão a partir do momento em que é batizado Darth Vader por Palpatine no Episódio III. Mas uma uma pequena biografia se faz necessária para se entender o processo de formação deste ser tremendo!

            Para começar, ele nasceu sem pai, literalmente. Tal qual outro tremendão, Jesus Cristo, Anakin foi concebido por um desígnio divino, ou no caso, uma manipulação das midichlorians. Só esse fato já é prenúncio de que o elemento tem algo de diferente.

            Anakin passou sua infância como escravo, trabalhando de mecânico para o repulsivo Watto. Nas horas vagas, sua paixão eram as corridas de pod. Skywalker era o único humano com reflexos afiados o bastante para participar das competições, um prenúncio da Força que era latente nele.

            Um belo dia, ele conhece um senhor chamado Qui-Gon Jinn e, entre uma aposta e uma vitória na corrida de Boonta Eve, o pequeno Ani ganha sua liberdade e, de quebra, um treinamento Jedi (e você achando que ele não tinha sorte por ter nascido escravo!).

            Alguns anos depois, já pupilo de Obi-Wan Kenobi (ei, eu não vou entregar tudo de mão beijada! Assista aos filmes!) ele comete um ato tremendo, lutar sozinho contra o Conde Dookan, seguido por um não tão tremendo, perder um de seus braços.

            Novo fast-forward para o Episódio III (você já assistiu, né? Se não assistiu, pare de ler esse texto aqui e volte depois), onde finalmente Anakin (com uma cicatriz tremenda no rosto) abraça o lado negro (Tan-tan-tan-tan-tanran-tan-tanran – Essa foi a Marcha Imperial).

            É a partir deste momento que o bicho pega. Logo de cara, Vader põe as mãos à obra massacrando todas as crianças padawans no templo Jedi. Matar criancinhas inocentes não é coisa para qualquer um não, mas o Lorde Sith cumpre a tarefa com louvor. Depois, elimina com frieza o repulsivo Nute Gunray, vice-rei da Federação de Comércio, mas esse merecia!

            Sobra até para sua amada Amidala, que primeiro ficou literalmente sem fôlego frente ao galã do Lado Negro (nós aqui do DELFOS nos recusamos a dizer Lado Sombrio!) e depois morreu de desgosto. Parece que, ao contrário de nós, ela não era fã de tremendões.

            Na luta de sabres-de-luz mais longa e espetacular de todas as trilogias, acaba perdendo para seu ex-mestre Obi-Wan Kenobi, que lhe arranca com um só golpe o braço que sobrara e as duas pernas. Pra completar, ainda sofre horríveis queimaduras, cortesia do planeta de lava Mustafar. E mesmo assim se recusa a morrer! Para vencer a morte tem que ser um tremendo de um tremendão! Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:18 AM
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   Outros – Tremendões – Darth Vader (Star Wars: Episódios III, IV, V e VI) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte II

            Encontrado por Palpatine, o vilão veste sua clássica armadura/suporte de vida negra, tornando-se uma figura assustadora. O cara é tão tremendo que uma mísera respiração sua é capaz de causar arrepios tanto nos inimigos do Império, quanto nos próprios oficiais que servem a seu lado.

            A paciência e a tolerância para erros definitivamente não fazem parte de suas virtudes. Portanto, nunca diga que a religião Jedi é um folclore fantasioso e nem deixe os membros da Aliança Rebelde escaparem. Você corre o sério risco de ser enforcado por Vader, com a força de sua mente.

            O sujeito conseguiu se vingar de Kenobi anos depois - embora haja teorias de que na verdade, Obi-Wan se desapegou de seu corpo físico para se tornar um com a Força - e ainda torturou a Princesa Leia (sua própria filha) sem piedade e mostrou seus dotes de piloto ao eliminar diversos caças da Aliança Rebelde durante o ataque à primeira Estrela da Morte.

            Porém, nunca entenderei porque ele obedecia às ordens de Grand Moff Tarkin, um velhinho caquético, que nem possuía a Força! Definitivamente, um momento menos tremendo do rapaz.

            Mas é em O Império Contra-Ataca que nosso amigo tem seus melhores momentos. O rapaz apara rajadas de blaster com a mão, congela Han Solo em carbonita (após torturá-lo sem piedade e sem nem fazer perguntas), e, num duelo com Luke Skywalker, joga diversas partes do cenário em cima dele, corta-lhe a mão fora e depois ainda diz que é seu pai! Isso é que é educar um filho.

            Mas Vader não é um tremendão apenas por sua maldade. Lembre-se que ele se tornou o que é para poder salvar o amor de sua vida, a senadora Padmé Amidala. Sim, os tremendões também amam. E no final de O Retorno de Jedi, é o amor de Luke (que perdoou rápido o decepamento de sua mão) por ele que o faz se redimir, matando seu mestre, o Imperador Palpatine e destruindo, conseqüentemente, o Império.

            Porém, ao jogar Palpatine no núcleo do reator da segunda Estrela da Morte, Vader foi atingido pelos temíveis raios do Imperador. Infelizmente, estes ferimentos foram fatais e o tremendão Vader, sem a máscara, acabou falecendo nos braços de seu filho, sendo posteriormente cremado na Lua Florestal de Endor. Para finalizar sua vida assaz tremendona, Anakin ainda vence a morte mais uma vez e reata a amizade com Yoda e com Obi-Wan lá no além. E os três voltam para dar um tchauzinho para Luke.

            Finalizando, primeiro, por ser a figura mais assustadora que já viveu há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, e depois, por restaurar a ordem e a república matando um político sacana, a equipe do DELFOS presta suas homenagens ao tremendão-mor do cinema, Darth Vader.

 

Momento mais tremendão: Quando, no Episódio V, ele usa a Força para enforcar um soldado através de um monitor. Isso sem esquecer que ele conquistou a Natalie Portman!

 

Momento mais vergonhoso: No Episódio II, quando está xavecando a rainha, ele comenta “Eu não gosto de areia. Elas entram em todos os lugares.”



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:17 AM
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