Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City – EUA – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte I

                                                                                                   

 

            Como começar a falar deste filme? Deixe-me ver. Que tal: a adaptação de HQs mais fiel já feita? Ou ainda: um dos filmes mais impressionantes dos últimos anos? Ora, uma das grandes vantagens de sites em relação à mídia impressa é a não-limitação de espaço, logo, usarei ambas.

            Bem, Sin City estreou nos EUA em maio e teve seu lançamento no Brasil (e em muitos outros países) adiado para 29 de julho, mais conhecido como hoje. A longa espera, além de me deixar ansioso e de fazer a alegria dos camelôs do centro de São Paulo, me deu tempo de pensar no que podia dar errado no filme.

            De imediato, pensei em dois problemas. Primeiro, o filme poderia ser irregular, afinal ele é a adaptação de três das graphic novels de Frank Miller, e seria muito difícil manter o mesmo nível de qualidade nas três histórias. Segundo, ele se utilizaria de técnica similar à utilizada em Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, onde os atores contracenam o tempo todo com fundo verde e os cenários são acrescentados digitalmente na pós-produção (Somente o cenário do Bar da Kadie, ponto de encontro da galerinha de Sin City, é real). Fiquei com medo de que as atuações sofressem com a falta de pontos de referência, como aconteceu no filme citado (embora o Corrales discorde, já que concedeu ao Capitão a honra máxima delfiana). Fico feliz em dizer que me preocupei em vão! As três histórias conseguem manter o mesmo pique durante os 124 minutos de projeção e o filme simplesmente não seria tão bom se não fosse feito com a tal técnica dos cenários inexistentes.

            Para quem leu os quadrinhos, não há nenhuma grande surpresa. Para quem não conhece, eis o que se precisa saber sobre a tal cidade do pecado: Basin City (o nome verdadeiro da cidade) é um lugar perigoso, habitado pelos piores tipos que existem na face da Terra, mas também é um lugar de heróis – não na concepção a que estamos acostumados – com noções bem definidas de honra e justiça. É uma cidade onde a noite parece não ter fim e a chuva cai constantemente. Um verdadeiro antro de criminosos, prostitutas, policiais e políticos corruptos.

            Frank Miller se apropriou da estética dos filmes noir dos anos 40 para utilizá-la em suas histórias. Um mundo em preto-e-branco, com fortes contrastes, onde não são tão claras as definições de quem é bom ou quem é mau. Mulheres fatais, narrações em off, cigarros e muita violência também fazem parte do pacote. Nada mais natural que Miller e Robert Rodriguez devolvessem essa estética à telona.

            Porém, aqui a violência é totalmente estilizada. É preciso ter isso em mente para se divertir com o filme. Se você não se utilizar da suspensão da descrença, fica difícil de engolir personagens que são crivados de balas, atropelados, espancados sem piedade e ainda assim saem andando. Ou mesmo com alguém que consegue reduzir uma cabeça a pó utilizando-se apenas de socos. Claro, isso não será nenhum problema para quem estiver acostumado com as HQs e filmes de fantasia. Apesar do preto-e-branco, algumas pessoas, detalhes e objetos ganham cores em determinadas partes, dependendo de sua importância para a história. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:10 AM
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   Cinema – Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City – EUA – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte II

             Robert Rodriguez não adaptou a obra de Miller, ele a transferiu fielmente para o cinema. São os mesmos enquadramentos e personagens idênticos fisicamente a suas matrizes de papel. Este filme é uma grande HQ em movimento, o que só evidencia a proximidade da linguagem dos quadrinhos com a do cinema. Isso pode gerar estranhamentos de pessoas não-acostumadas ou que não gostam (vai entender essa gente) da linguagem “quadriniana”, mas para os delfianos e delfonautas se torna um show à parte.

            O filme abre com o teste feito por Rodriguez para convencer Miller a aceitar a empreitada. Adaptado do conto O Cliente Sempre tem Razão, a seqüência protagonizada por Josh Hartnett e Marley Shelton já dá a idéia do que vem a seguir.

            As três histórias que se seguem, apesar de um ou outro cruzamento de personagens, são independentes entre si, mas mesmo assim o filme mantém sua unidade, lembrando bastante Pulp Fiction. Vou falar de cada uma separadamente e, embora a história O Assassino Amarelo comece logo depois da cena de Hartnett e Shelton, ela só é concluída após as outras duas histórias, por isso vou deixá-la para o final.

 

A Cidade do Pecado

 

            Baseada no primeiro número dos quadrinhos, esta é a história do tremendão Marv (Mickey Rourke), um sujeito enorme e muito feio. Em liberdade condicional e tomando remédios para esquizofrenia, ele não é muito atraente para as mulheres. Nem mesmo as prostitutas aceitam atendê-lo. Até que conhece Goldie e, depois de uma noite de sexo, acorda com ela morta ao seu lado e as sirenes dos carros de polícia se aproximando. Armaram para cima de Marv e mataram a única mulher que ele já amou... grande erro. O grandalhão parte em busca de vingança e irá descobrir que tal armação pode chegar aos mais altos escalões, talvez até ao portador do anel em pessoa. :-)

            Marv é, sem dúvida, o garoto propaganda da série, e é interpretado com perfeição por Mickey Rourke (que por sinal, é ainda mais feio que Marv, graças a plásticas mal feitas) no papel que pode recuperar sua carreira.

            Marv tem uma noção de moral só dele, é incrivelmente sádico e não bate em mulheres. O sujeito é tão indestrutível quanto Jason (aquele mesmo de Sexta-Feira 13), mas encontra um rival à altura em Kevin, interpretado por Elijah Wood. Acredite ou não, mas o franzino hobbit, que aqui incorpora um assassino de gostos culinários exóticos e não diz uma palavra, dá um trabalhão para nosso anti-herói.

            Completam o elenco Jaime King num papel duplo, Carla Gugino como a deliciosa oficial de condicional lésbica de Marv e Rutger Hauer como um dos membros da família mais poderosa de Basin City. E fique atento à ponta de Frank Miller como um padre na cena do confessionário. Esta é a história mais fantasiosa das três, com alto nível de sangue, violência totalmente irreal e algumas surpresas bizarras. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:07 AM
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   Cinema – Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City – EUA – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte III

A Grande Matança

 

            Esta história é a continuação da segunda graphic novel de Sin City, “A Dama Fatal”, que conta a origem de Dwight McCarthy (Clive Owen). O filme apresenta referências a essa história, mas nada que prejudique quem não leu. Como vem sendo feito desde X-men é apenas mais um mimo para aqueles que leram.

            Enfim, em A Grande Matança, Dwight está namorando Shelley (Brittany Murphy), garçonete do Bar da Kadie. Quando seu ex-namorado Jackie Boy (Benicio Del Toro) e sua turma aparecem na casa dela bêbados e procurando encrenca, não resta a Dwight outra alternativa a não ser aplicar um corretivo no safado.

            Humilhado, Jackie ruma para a Cidade Velha, área controlada com mão de ferro pelas prostitutas guerreiras que lá residem. McCarthy vai atrás para garantir a segurança das moças (embora elas não precisem) e os resultados desse encontro podem gerar uma disputa por poder na região.

            Participam deste segmento um grande elenco de delícias: Rosario Dawson como Gail, a líder das garotas da Cidade Velha, Devon Aoki como Miho, uma prostituta ninja que entra muda e sai calada (mais ou menos como ela vem fazendo nas fantasias dos delfianos desde que assistimos a este filme) e Alexis Bledel como Becky, uma meretriz de intenções misteriosas. Note que as meninas também têm uma pequena participação na história de Marv. Michael Clarke Duncan, o Rei do Crime do filme do Demolidor também dá as caras como Manute, outro personagem surgido em “A Dama Fatal”, que tem uma rivalidade antiga com Dwight.

            É aqui que Quentin Tarantino entra como diretor especialmente convidado. Robert Rodriguez fez a trilha incidental de Kill Bill Vol. 2 por apenas 1 dólar e Tarantino retribuiu o favor dirigindo pela mesma quantia uma cena de “A Grande Matança”. A saber, trata-se da cena de Dwight no carro, conversando com alguém (é melhor não saber quem) até ser parado por um policial.

 

O Assassino Amarelo

 

            A prova definitiva de que esta cidade não presta. Roark Jr. (Nick Stahl, de O Exterminador do Futuro 3) é um notório torturador e assassino de crianças. Todos sabem disso e, no entanto ele não é preso graças a seu pai senador (o pior é que a vida real não é tão diferente).

            Hartigan (Bruce Willis) é um dos poucos policiais honestos da cidade, porém está para se aposentar devido a um problema no coração. Em seu último dia de trabalho, decide dar um fim nas estripulias de Junior, conseguindo salvar a garotinha que seria sua próxima vítima. Porém, graças à influência do senador é ele quem vai para a cadeia, onde passa longos oito anos. Seu único estímulo para continuar vivendo são as cartas que recebe da menininha toda quinta-feira.

            Quando a já crescida Nancy (Jessica Alba, de Quarteto Fantástico – você já reparou quanta mulher bonita tem nesse filme?) pára de lhe enviar cartas, Hartigan teme pelo pior e faz um acordo para sair da prisão. Imediatamente, vai atrás de sua protegida, mas irá encontrar pelo caminho o tal Assassino Amarelo, uma figura nojenta (e amarela mesmo) que tem uma ligação com o passado do honrado tira. Completa o elenco Michael Madsen como o parceiro nada confiável de Hartigan.

            Das três, esta é a história de temática mais pesada, além de apresentar um típico personagem dos filmes noir (o policial honrado, mas que não é perfeito) e um final nada feliz. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:04 AM
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   Cinema – Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City – EUA – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte IV

            Terminado O Assassino Amarelo, há ainda um epílogo que serve para amarrar uma ponta solta de A Grande Matança e conferir a tal unidade à obra. No final do filme, este que vos fala estava de queixo caído, não só pela qualidade técnica (fiquei convencido de que os dias da película estão contados), mas também pelo grande e espetacular elenco e cenas chocantes apresentadas (em todos os sentidos possíveis). Trata-se de uma revolução no modo de se fazer cinema e de como adaptar uma obra de quadrinhos.            

            Pelas razões acima, Sin City – A Cidade do Pecado leva o Selo Delfiano Supremo, honraria mais do que merecida para este que deverá ser o modelo a ser seguido pelas outras obras que migrarem dos quadrinhos para o cinema.

            A essa altura, você já deve saber que Sin City 2 será produzido (até porque dissemos isso ontem). Torço para que siga o caminho das continuações de Homem-Aranha e X-Men, que superaram em muito os filmes originais. Será que é possível ser ainda melhor?

 

            O delfonauta deve ter notado a ausência de links no texto. Fizemos isso porque eles seriam muitos e poluiriam excessivamente a resenha. Você encontra uma lista de links interessantes e relacionados logo abaixo. Divirta-se!

 

Filmes que levaram o Selo Delfiano Supremo

 

Homem-Aranha 2

Capitão Sky e o Mundo de Amanhã

Volta ao Mundo em 80 Dias – Uma Aposta Muito Louca

Robôs

Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith

Terra dos Mortos

 

Filmes de Quentin Tarantino

 

Kill Bill Vol. 1

Kill Bill Vol. 2

Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:03 AM
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   Cinema – Sin City – A Cidade do Pecado (Sin City – EUA – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte V

Outras adaptações de Quadrinhos/Fantasia

 

Garfield – O Filme

Hellboy

Mulher-Gato

O Justiceiro

Elektra

Constantine

Batman Begins

Quarteto Fantástico

O Quarteto Fantástico – O filme nunca lançado

 

Outros filmes de Fantasia

 

Alien Vs. Predador

Van Helsing

Os Incríveis

Star Wars – Episódio V

Guerra dos Mundos

Anjos da Noite – Underworld  

 

Outros textos relacionados com Frank Miller

 

Tremendões – Frank Miller

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Tremendões – Batman



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:56 AM
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   Outros – Tremendões – Frank Miller - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte I

            Demorou um pouco, mas Hollywood finalmente reconheceu o talento de Frank Miller. Depois de duas experiências frustradas na indústria do cinema – os roteiros de Robocop 2 e 3 (o primeiro Robocop tinha muito da narrativa dos quadrinhos de Miller) que foram mutilados pelos executivos do estúdio – ele jurou que nunca mais trabalharia no ramo e em hipótese alguma permitiria a adaptação de suas obras mais pessoais.

            Eis que Robert Rodriguez resolveu convencê-lo a mudar de idéia e, com uma filmagem teste que adaptou uma pequena história de Miller à perfeição, nasceu Sin City – A Cidade do Pecado (não deixe de ler a resenha do filme amanhã). Missão cumprida: Rodriguez não só convenceu Frank a deixá-lo adaptar três das graphic novels da série, como Miller acabou virando co-diretor. Ele finalmente alcançou o merecido destaque na indústria cinematográfica, destaque esse que ele já tinha nos quadrinhos há tempos. Mas como começou a história do homem, do mito, do tremendão Frank Miller?

            Frank Miller nasceu em Maryland, EUA, em 27 de janeiro de 1957. Começou a desenhar histórias em quadrinhos ainda bem jovem e passou a colaborar em vários fanzines. Seus primeiros trabalhos profissionais foram publicados na revista Twilight Zone (versão em papel da série de TV Além da Imaginação) da extinta editora Gold Key.

            Pouco depois, ele conseguiria seu primeiro trabalho na Marvel Comics, desenhando uma história do Dr. Samson (um personagem coadjuvante das histórias do Hulk). Trabalharia ainda em dois números da revista Peter Parker (você sabe quem é Peter Parker, né? Então clica AQUI e leia a resenha do segundo filme do carinha), antes de cuidar das imagens de Daredevil (Demolidor em gringuês) a partir do número 158 na segunda metade dos anos 70.

            Nessa época, o herói cego estava em declínio e sua revista estava prestes a ser cancelada, saindo em periodicidade bimestral (o último recurso utilizado pelas editoras antes da degola). Dez edições depois (na edição 168 caso você tenha problemas com matemática), Miller assumiria também os roteiros. Já no número 171, a revista volta a ser mensal.

            Frank não só salvou o título do cancelamento como o tornou um dos mais elogiados da época. Até hoje sua fase no título do Demolidor é considerada uma das melhores da cronologia do Homem sem Medo. Para tanto, Miller apresentou novos personagens, como a assassina Elektra e os ninjas do Tentáculo, acentuou a rivalidade entre o Demolidor e o Rei do Crime, e apresentou um dos momentos mais chocantes dos quadrinhos de super-heróis: a violenta morte de Elektra pelas mãos do Mercenário (momento recriado naquele filme estrelado por Ben Affleck, de Menina dos OlhosAQUI - e Colin Farrel, de AlexandreAQUI).

            Toda a fase de Miller como roteirista e desenhista do título foi recentemente publicada no Brasil em encadernados no formato americano pela Panini, em Os Maiores Clássicos do Demolidor: Frank Miller Vols. 1 a 4.

            Frankão também desenhou a minissérie do Wolverine. Aquela em que ele vai para o Japão atrás de sua amada Mariko, sabe? Esta história teve roteiro de Chris Claremont e foi republicada pela Panini em apenas uma edição com o título Wolverine – Dívida de Honra.

            No início de 1983, ele se transferiria para a rival DC Comics, por onde lançou Ronin, uma série que misturava samurais com ficção científica. Miller nunca escondeu sua admiração por elementos da cultura japonesa e os próprios mangás. Assim, essa série é uma homenagem mais aberta a essas influências. Ronin foi republicada há pouco tempo em três edições pela editora Ópera Gráfica. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 7:43 AM
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   Outros – Tremendões – Frank Miller - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte II

            Em 1985, o mestre retornaria à Marvel e ao personagem que o consagrou para contar aquela que é, tranqüilamente, a melhor história do protetor da Cozinha do Inferno. A Queda de Murdock, desenhada por David Mazzuchelli, começa quando Karen Page, ex-secretária e ex-namorada de Matt, vende o segredo de sua identidade secreta por uma dose de heroína. A informação chega ao Rei do Crime (que uma dia também deve figurar aqui na seção Tremendões), que destrói todos os aspectos da vida pessoal do herói e, de quebra, lhe dá uma tremenda surra. Este arco, que nos EUA saiu no título mensal do herói, foi publicado pela última vez no Brasil pela editora Abril como uma minissérie.

            No ano seguinte, Miller lançaria o trabalho que lhe conferiu o título de gênio dos quadrinhos. Batman – O Cavaleiro das Trevas recuperou o clima sombrio do personagem, inovou em técnicas narrativas e tornou-se presença fundamental em qualquer lista das melhores HQs de todos os tempos.

            A minissérie em quatro edições já foi publicada por aqui três vezes pela Abril. Para se aprofundar no caótico universo do Batman cinqüentão leia a resenha da obra AQUI. Aproveite e saiba porque Batman é um tremendão AQUI.

            Se Frank contou o futuro do morcegão, por que não contar o começo? Batman – Ano Um, como o próprio nome já diz, mostra o começo da vida de Bruce Wayne como o vigilante mascarado e o início da parceria entre ele e um jovem policial honesto chamado James Gordon. Novamente, Miller contou com a bela arte de David Mazzucchelli para ajudá-lo na tarefa de criar outro dos grandes clássicos da cronologia do Batman. Não à toa, muitos elementos desta HQ foram utilizados pelo roteirista David Goyer e pelo diretor Christopher Nolan no sensacional Batman Begins (leia AQUI). Para quem não conhece a obra, nada tema, pois a Panini prometeu relançá-la ainda este ano.

            No mesmo ano de O Cavaleiro das Trevas veio ainda Elektra Assassina, uma trama violenta e delirante, com a arte esquisitona de Bill Sienkiewicz. Na ocasião do lançamento do filme da ninja de vermelho (leia AQUI), a Panini relançou o material em uma edição especial.

            A partir dos anos 90, ele passaria a lançar pela Dark Horse Comics todas as suas obras mais autorais, como as séries Hard Boiled (com desenhos de Geoff Darrow, lançada aqui em volume único pela Pandora Books), Liberdade e Martha Washington vai à Guerra (as duas últimas com arte do excelente Dave Gibbons e publicadas no Brasil pela editora Abril), mas isso não significa que ele deixou de aceitar convites das grandes editoras.

            Entre 1993 e 1994, Miller recontou a origem do Demolidor, incluindo em sua gênese os elementos criados por ele em sua passagem pelo título nos anos 80. Demolidor – O Homem Sem Medo, foi desenhado por John Romita Jr. E saiu em 5 edições (também teve edição brasileira há muito tempo).

            Nessa mesma época, a Image Comics dominava as atenções e Spawn era o super-herói mais quente do momento. Todd McFarlane, o desenhista superstar criador do Soldado do Inferno, convidou Frank para roteirizar o encontro do feioso com o Batman, que seria desenhado pelo próprio Todd. Meu chapa, Spawn/Batman não é apenas a maior porcaria que Frank Miller realizara até então, é uma das piores HQs de todos os tempos. Melhor esquecer que essa edição existe.

            O rapaz exorcizou seu trauma com os roteiros dos filmes do Robocop escrevendo o encontro do policial do futuro com o Exterminador do Futuro, em Robocop Versus Exterminador do Futuro, minissérie em 4 partes com arte de Walt Simonson, lançada em terras tupiniquins pela Abril.

            Outro projeto bem interessante foi Os 300 de Esparta, baseado num episódio real da história grega, a batalha do Desfiladeiro das Termópilas, onde um destacamento de apenas 300 soldados espartanos tentou conter uma invasão persa. A série se destaca pela economia no texto (novamente uma influência dos mangas), o que torna a narrativa visual de Miller ainda mais forte, e pelo belo trabalho de colorização de Lynn Varley, esposa de Miller e parceira de trabalho de longa data. A série em 5 edições saiu aqui pela Abril e já está anunciada sua adaptação para o cinema. Parece que Frank perdeu o medo de Hollywood de uma vez. Melhor para nós. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 7:41 AM
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   Outros – Tremendões – Frank Miller - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte III

            Voltando um pouco no tempo, em 1991 Miller começou a publicar pela Dark Horse seu projeto de estimação, Sin City. Trata-se de uma série de álbuns com histórias fechadas que se passam na violenta Basin City, uma grande homenagem aos filmes noir. A cidade é habitada por policiais corruptos, prostitutas, damas fatais, justiceiros e matadores de aluguel. Cada história é centrada em um personagem e as histórias apresentam pequenas ligações entre si. Destaque para a arte em preto-e-branco de Miller, que alcançou seu auge nessa série.

            Em terras nacionais, os álbuns de Sin City sempre chegaram com atrasos gigantescos e pouco alarde. Aproveitando o lançamento do filme, a Devir está republicando todo o material em ordem cronológica.

            Em 2001, Frank Miller fez o anúncio que muitos fãs esperavam desde o final dos anos 80. Ele estava trabalhando na continuação de O Cavaleiro das Trevas. Para a surpresa de crítica e fãs, O Cavaleiro das Trevas 2 se revelou uma tranqueira ainda pior que Spawn/Batman. Ninguém esperava um trabalho tão ruim. A trama não faz jus à história original e há uma infinidade de personagens (quase todos ridículos) que jogam o morcego no posto de coadjuvante em sua própria série. Se o roteiro é sofrível, a arte não fica atrás. Miller caricaturizou demais seu traço, se aproximando do grotesco e Varley (que havia feito um trabalho belíssimo na série original) coloriu tanto os personagens que ficou parecendo um desfile de carnaval.

            Bem, para quem quiser se arriscar a ler isto, a Abril lançou a minissérie em 3 edições em 2002, com pouca diferença de tempo em relação às edições estadunidenses. Se existe um deus das artes, O Cavaleiro das Trevas 2 dificilmente vai ganhar uma republicação.

            Após esse fiasco, Miller ficou meio na surdina até seu retorno triunfal ao lado de Robert Rodriguez na direção de Sin City – A Cidade do Pecado. Nos quadrinhos, atualmente ele está trabalhando com Jim Lee em All-Star Batman & Robin, do novo selo All-Stars da DC Comics que, apesar de negar veementemente, tem todo o jeito de ser a resposta da editora à linha Ultimate da Marvel. A primeira edição saiu em junho nos EUA, então só poderemos conferir esse material aqui lá pelo ano que vem. Enquanto a gente espera pelo lançamento tupiniquim, o delfonauta mais esperto vai conferindo algumas matérias delfianas que fizemos sobre o Ultimate Marvel.. Clique AQUI para ler a resenha do primeiro arco do Homem-Aranha Ultimate e AQUI para conferir a primeira impressão que tivemos do Venom Ultimate.

            Já que falamos no em ano que vem, prepare-se para mais Frank Miller no cinema. Isso mesmo, Sin City 2 já está em fase de pré-produção e pasmem, Sin City 3 já está anunciado para o ano seguinte. Vamos torcer para manter a mesma qualidade do primeiro.

            Bem, espero que com este pequeno guia com algumas obras essenciais de Frank Miller - e também com alguns trabalhos bem ruins, afinal, não se vive só de glórias – o amigo delfonauta concorde que o mestre Miller merece um lugar dentre os tremendões do DELFOS e, se porventura não conhece o trabalho do sujeito, que estas humildes linhas sirvam de referência para se conhecer um pouco de sua carreira e ir atrás de seus melhores trabalhos.

 

Momento mais tremendão: difícil escolher dentre tantas obras excelentes, mas acredito que o trabalho que melhor apresenta toda a genialidade de Miller é Batman – O Cavaleiro das Trevas.

 

Momento mais vergonhoso: por outro lado, Batman – O Cavaleiro das Trevas 2 é tão ruim que nem deveríamos ter gastado tanto espaço neste texto falando dele.



 Escrito por Bruno Sanchez às 7:38 AM
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   Cinema – Provocação (The Door in the Floor – EUA – 2004) - TEXTO POR CARLOS CYRINO

            Fazia tempo que eu não assistia um drama tão bom quanto este Provocação. Desde Menina de Ouro (leia AQUI) e Em Busca da Terra do Nunca (AQUI) para ser mais preciso. Para começar, não é o meu gênero favorito, mas também não dispenso a oportunidade de assistir a um filme do estilo, pois nunca se sabe quando podemos ser surpreendidos.

            Creio que este é o caso. Contribuiu também o fato de assisti-lo sem ter nenhuma informação a respeito da história. Bem, para quem gosta de assistir aos filmes no escuro (de informações, não do cinema) sinto muito, mas vou ter que falar sobre o filme, senão essa resenha acabaria aqui e o Corrales mandaria eu refazê-la.

            Ted Cole (Jeff Bridges) é um bem-sucedido e excêntrico escritor de livros infantis. Ele também pinta as ilustrações de suas obras e, nas horas vagas se aventura no maravilhoso universo dos nus femininos (hum... nus femininos).

            Ted e sua esposa Marion (Kim Basinger, que ainda dá um caldo) moram com a filha Ruth em uma mais que confortável casa de campo. Não lhes falta nada, mas desde um trágico acidente a relação entre eles esfriou, fazendo com que o casal decida dar um tempo e começarem a dormir em casas separadas.

            A situação se complica com a chegada de Eddie, estudante de literatura que aceita trabalhar como assistente de Ted em troca de poder observar os métodos de trabalho do renomado artista. Porém, os hormônios em ebulição do jovem logo farão com que ele caia de amores por Marion (lembremos que se trata de Kim Basinger, logo não podemos culpá-lo) e passe a desprezar Ted, que nunca foi muito honesto com a esposa.

            Provocação é uma história sobre a dor de uma perda, como é difícil superá-la e como cada um lida com ela, nem sempre de forma saudável. O tema pode parecer pesado, mas o filme contrabalança bem essa temática com vários momentos bem divertidos. Grande parte deles é protagonizada pelo jovem ator Jon Foster. Eddie é desajeitado e afoito, o que gera muitas situações cômicas. Esse garoto promete. Jeff Bridges e Kim Basinger também estão ótimos, assim como a pequena Elle Fanning no papel de Ruth, a filha que parece ter puxado a excentricidade do pai, Ted.

            Provocação pode não atrair tanta gente quanto os oscarizados filmes mencionados no início do texto, mas é uma pequena obra que merece ser conferida por quem aprecia o gênero.



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:13 AM
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   Televisão – Lost (idem – EUA – 2004 / ainda em exibição) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte I

            Aproveitando o final da temporada, nada melhor do que dar uma geral num dos melhores seriados de TV dos últimos tempos. Lost é daquelas séries que conseguem te prender em frente à telinha por uma hora e, quando acaba, te deixa ansioso pelo que virá semana que vem.

            O seriado, rodado em uma ilha no Havaí e em estúdio, tem como um de seus criadores, J.J. Abrams, criador da série Alias (aquela com Jennifer Garner, de Elektra – leia AQUI) e diretor do vindouro Missão: Impossível III.

            Tudo começa com um espetacular acidente aéreo. Um avião que fazia a rota Sydney (Austrália) – Los Angeles (EUA) se parte ao meio em pleno ar e cai numa ilha tropical em lugar incerto. Mais tarde descobrimos que o vôo saíra da rota e, portanto, as equipes de resgate estão procurando os sobreviventes no lugar errado.

            Por falar em sobreviventes, a princípio salvam-se 48, que logo têm que lidar com a difícil situação de regredir a um estado primitivo, sem as comodidades da vida moderna e com as intempéries da ilha (chuvas repentinas, mudanças de maré). Não bastasse tudo isso, eles logo descobrem que o tal lugar não é o que se pode chamar de normal. Afinal, como explicar a presença de ursos polares num lugar de clima tropical e a presença de um monstro enorme (que nunca é mostrado) na floresta?

            Pois é, a série que começou parecida com o filme Náufrago logo se bandeou pros lados de Arquivo X, já que coisas estranhas acontecem num clima de muito suspense e poucas respostas são dadas. E, quando finalmente resolvem responder alguma coisa, o fazem com uma nova pergunta, no melhor estilo Mestre dos Magos.

            Pra quem não acompanha, aí vai um breve resumo do modus operandi do programa: o personagem principal é Jack (Matthew Fox, o irmão mais velho de O Quinteto / Party of Five), um médico que logo se torna o líder do grupo. Ele atende os feridos, organiza o grupo de sobreviventes e sabe que dificilmente serão encontrados. Então o jeito é fazer de tudo para que a estadia deles nesse lugar inóspito seja a mais confortável possível. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 6:34 AM
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   Televisão – Lost (idem – EUA – 2004 / ainda em exibição) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte II

            Embora Jack seja o protagonista, todos os outros personagens do elenco principal ganham o mesmo espaço que ele. Dentre eles estão:

            - Kate, a versão feminina de Jack, que não tem um passado muito correto e se envolve num triângulo amoroso com o bom doutor e Sawyer.

            - Sawyer, o mala da história, que posa de bad boy, mas tem um passado trágico. Tem o costume de recolher as bagagens dos destroços e fazer trocas.

            - Hurley, um jovem obeso responsável por algumas das boas idéias, como construir um campo de golfe (afinal, muito trabalho e pouca diversão fazem de Jack um bobão) e fazer um censo dos sobreviventes, descobrindo assim, que um deles não estava no vôo! (Calma que logo eu chego nessa parte).

            - Sayid, um iraquiano que, milagre, não é retratado como vilão! Pelo contrário, sua habilidade com equipamentos eletrônicos o levam a descobrir o sinal de socorro da mulher francesa que está tocando repetidamente há 16 anos!

            - Jin e Sun, um casal de coreanos que aparentemente não fala inglês.

            - Charlie (interpretado por Dominic Monaghan, o Merry da trilogia O Senhor dos Anéis), um baixista de uma banda de Rock viciado em heroína (mostrando que nem Lost está livre dos clichês), que vai sofrer com a abstinência e depois se apaixonará por Claire;

            - Michael e Walt, respectivamente pai e filho que não se entendem. Além disso, o moleque Walt parece ter dons paranormais.

            - Boone e Shannon, um casal de irmãos que possuem uma relação assaz esquisita.

            - Claire, uma grávida cujo vindouro filho parece ser de grande importância;

            - John Locke (seu nome é uma homenagem ao filósofo de mesmo nome), de longe o personagem mais misterioso e interessante, e o único que conseguiria sobreviver na ilha sozinho, dadas as suas habilidades em caçar e rastrear.

            A dinâmica dos episódios consiste em centrar cada episódio em um personagem, intercalando a ação na ilha com flashbacks da vida anterior deles, onde descobrimos que nem sempre eles são o que aparentam e acabaram por ganhar uma nova vida na ilha. Geralmente são histórias fechadas, mas alguns episódios terminam com cliffhangers que deixam o espectador de boca aberta. Para quem não sabe, cliffhanger é quando acaba com alguma surpresa ou com alguma situação pendente. Isso era muito usado naquela série de TV antiga do Batman. Aliás, já leu nossa resenha de Batman Begins? É só clicar AQUI.

            Agora vamos a um rápido resumo do que aconteceu até o momento (Cuidado – SPOILERS): Jack, Kate e Charlie encontram o cockpit do avião (eles buscavam o transceptor, um aparelho que emite um sinal de socorro) e o piloto, que lhes diz que o vôo saíra da rota. Logo depois o pobre coitado é morto pelo monstro da floresta.

            Sayid, usando o tal aparelho, capta uma transmissão de uma francesa que parece estar vindo da ilha há dezesseis anos. Mais tarde, ele tenta triangular a origem do sinal, mas seu plano é sabotado por algum mau elemento.      

            A partir daí, entre aparições de ursos polares, tetraplégicos e mortos que saem andando, os sobreviventes se dividem em dois grupos: o que monta acampamento na praia, pois seria o lugar de maior visibilidade e maior possibilidade de serem encontrados, e o das cavernas, já conformados com a nova situação e próximos à água corrente. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 6:34 AM
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   Televisão – Lost (idem – EUA – 2004 / ainda em exibição) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte III

            Um episódio que merece ser destacado foi quando Sayid achava que Sawyer estava com o remédio para asma de Shannon e não queria entregá-lo sem nada em troca. Então, Jack e Sayid decidiram arrancar dele à força, através de tortura. A animosidade entre Sawyer – que ficava acusando Sayid de ter causado o acidente aéreo só porque ele é da terra do Saddam – e o iraquiano fizeram com que este se excedesse no uso da força, mas não a que você está pensando (e por falar nisso, clique AQUI e leia a resenha delfiana para o Episódio III). Sayid, depois de quase matar Sawyer, decide se isolar e acaba encontrando a responsável pela transmissão, Danielle Rousseau (outra homenagem a um filósofo), completamente louca por causa do isolamento. Ela revela que há outras pessoas na ilha e que não são nada amistosas.

            Pois um deles, “os outros” como são chamados, é Ethan. A princípio, ele se passava por um dos sobreviventes mas, após o censo de Hurley, é descoberto e aproveita para seqüestrar Claire, interessado no futuro rebento dela e quase matar Charlie. Algumas semanas depois, ela volta sem memória. Ethan também retorna e ameaça matar uma pessoa por dia até que Claire lhe seja devolvida. De fato, ele chega a matar um genérico, mas acaba assassinado por Charlie antes que possa fornecer algumas respostas.

            Momentos do passado de Hurley finalmente são revelados e ele pode ser o responsável pela queda do avião. Tudo por causa de uma misteriosa seqüência de números que pode ser amaldiçoada e tem alguma ligação com a transmissão feita da ilha.

            Para o futuro, resta o enigma da escotilha encontrada por Locke e Boone enterrada na floresta, que tem a mesma seqüência numérica misteriosa gravada em seu casco. Para o final de temporada, prepare-se também para a morte de um personagem do elenco central. Tan tan taaaan!

            A série gera muitas teorias por parte dos fãs. Algumas delas remontam a discussões criadas pelo desenho Caverna do Dragão. Especula-se que todos eles teriam morrido e a ilha seria o purgatório, ou apenas Jack estaria vivo e tudo seria apenas uma alucinação de sua parte.

            Como sou um delfiano, tenho algumas idéias próprias: estariam eles em algum lugar do triângulo das Bermudas? Teriam eles caído no continente perdido de Atlântida? Teriam eles passado por um vórtex que os transportou para outra dimensão? Tá bom, essa última foi forçada, mas convenhamos, não foi mais do que aquele filme da Mulher-Gato (leia AQUI).

            Quanto ao misterioso monstro da floresta, o que seria? King Kong? Um dinossauro (essa é a minha favorita)? Um robô gigante? A Mecha-Streisand?

            Aliás, esse é o grande risco que a série corre. Muitas perguntas e situações bizarras ao extremo exigem boas respostas. Meu medo é de que quando elas vierem, não correspondam à expectativa, o que acabaria por estragar todo o ótimo trabalho já feito. O jeito é torcer para que isso não aconteça, e para que as indagações que nos atormentam sejam satisfatoriamente respondidas na já confirmada segunda temporada.

            Lost é exibida no canal a cabo AXN, toda segunda às 21:00h. Antes, às 20:00h, é exibido o episódio anterior. Se você perdeu algum episódio ou se interessou em acompanhá-la, fique ligado na programação do canal, pois eles costumam fazer maratonas de episódios.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 6:33 AM
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   Games – Lego Star Wars (PC, PS2, Xbox – Eidos – 2005) - Parte I

            Finalmente é dada aos usuários de PC a oportunidade de jogar através dos eventos acontecidos na nova “trilogia sagrada”. Ok, é verdade que tivemos essa possibilidade com o Episódio I, mas isso nos foi inexplicavelmente negado nos dois seguintes. Para corrigir isso, a Eidos nos traz Lego Star Wars, onde podemos brincar através das cenas de ação dos três episódios mais recentes com o diferencial de que controlamos… Legos. O.o

(pausa para efeito dramático: tantantaan)

            Pois é, amigo delfonauta. Se você tem algum parafuso solto e sempre quis saber como o Jar-jar Binks ficaria caso fosse um personagem de Lego, a sua resposta está aqui. Aliás, Lego Star Wars também promete realizar um outro sonho dos fãs desde 1999: matar Jar-jar Binks. E mais, jogar com Conde Dooku, Yoda, General Grievous, Darth Sidious e, principalmente, o Darth Vader da trilogia clássica (tan-tan-tan-tan-taran-tan-taran – Essa foi a Marcha Imperial, novamente para efeitos dramáticos). Mas estou me adiantando.

            O jogo começa no restaurante do Dexter. Aqui você pode comprar dicas, personagens destravados, alterações como substituir seu sabre de luz por um esfregão (!) ou entrar códigos que liberam as alterações sem ter que pagar por elas (brinde é o esquema – e eu ainda não me conformo por não ter ganhado uma camiseta na cabine do Episódio III). No restaurante, você também tem a opção de escolher qual episódio vai querer jogar. Cada um deles, é subdividido em algumas fases (5 para o Episódio II e 6 para os restantes), cada uma delas representando uma cena de ação do filme. E aqui entra a primeira crítica. Justamente no segundo, que tem menos fases, deixaram uma cena de ação de fora. Aquela perseguição de carros voadores que abre o filme, manja? Se fosse bem aproveitada, essa poderia ser uma das fases mais legais do jogo e os três episódios teriam o mesmo número de estágios, mas não. Vai entender esses caras.

            A história dos filmes é com ênfase na animação e na linguagem de desenho animado. Não existem diálogos no jogo, apenas alguns gemidos de personagens com vozes características, como Watto ou Yoda. Isso, contudo, não faz falta, pois o humor e a fofura estão presentes em todas as cenas, até mesmo naquelas que são originalmente bem dramáticas. Um bom exemplo é a cena do nascimento dos bebês Skywalker, onde o Obi-Wanzinho de Lego fica segurando a mãozinha da Padmé enquanto faz aqueles barulhinhos que mandam as mulheres fazerem quando em trabalho de parto. Até vilões antes assustadores ficaram fofos. Imagine um Darth Maul feito de Lego e tente não rir.

            A trilha sonora é um show à parte, pois não só traz as músicas originais em toda a sua glória, como também as toca exatamente nos mesmos momentos em que são utilizadas nos longas, dando realmente aquela sensação de que você está jogando o filme. Infelizmente, a fabricante negligenciou totalmente a possibilidade de colocar a opção de vibração para aqueles que têm gamepads (altamente recomendável para esse jogo), o que impede uma imersão adequada.

            Depois de terminar uma fase no modo Story, você destrava os mocinhos utilizados nela para utilização imediata e os vilões para compra no restaurante. Então, você pode voltar a ela com outros personagens com habilidades diferentes na tentativa de coletar mais itens. O problema é que o jogo dá a possibilidade de escolher apenas um personagem. O restante do seu time (você pode mudar de personagem a qualquer momento do jogo, dentre os disponíveis) é escolhido aleatoriamente. Obviamente, isso é feito para garantir que o jogador tenha todas as habilidades disponíveis, mas é extremamente frustrante quando são sorteados 5 tipos de Stormtroopers. O game deveria guiar o jogador na escolha. Por exemplo, escolha um saltador, escolha uma criança, escolha um dróide, um jedi, etc.

            Particularmente, os dois personagens com quem mais gostei de jogar são o General Grievous e o Darth Sidious. O primeiro, além de pular alto, tem quatro sabres de luz, o que o torna um tremendão da luta. Já o segundo é simplesmente o melhor jedi do jogo. Experimente pular e atacar para ver o estrago que ele faz em um grupo de inimigos.

            A dificuldade em terminar Lego Star Wars é inexistente. Quando você morre, seu personagem é desmontado, apenas para aparecer novamente no mesmo lugar uns 5 segundos depois. Não existe limite de vidas.  Apenas em algumas fases você volta para o início ao ser desmontado, na grande maioria, a única punição recebida pela morte é a perda de algumas pecinhas que você é incentivado a coletar durante a fase, coisa que, a não ser que você seja obssessivo-compulsivo como eu, você não vai se preocupar muito. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 9:23 AM
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   Games – Lego Star Wars (PC, PS2, Xbox – Eidos – 2005) - Parte II

            Coletando todas essas pecinhas de todas as fases, você libera uma fase extra: o Episódio IV. Fiquei super empolgado com essa possibilidade, pois imaginei que seria, assim como as outras dividida em 5 ou 6 subfases cobrindo todo o episódio, mas a empolgação se comparou apenas à frustração quando finalmente consegui, depois de jogar dezenas de vezes uma determinada fase (já que não existem cheats para liberar a fase, tem que ser na marra mesmo). Infelizmente, é apenas um estágio, onde você controla o Darth Vader (Yay!) e um Stormtrooper na invasão da nave de Leia do início do filme. A própria fase é bem chata, bem bônus mesmo e vale apenas pela possibilidade de jogar com o Vader que, pelo que sei, é a primeira vez que podemos controlá-lo. Mas o próprio Vader foi uma decepção, já que suas habilidades são bem inferiores às de Sidious ou Grievous. Ele é apenas um jedi genérico do jogo, como tantos outros que estão disponíveis. Essa fase termina com um “To be continued...”, o que me dá esperanças de que a Eidos planeje uma continuação para Lego Star Wars envolvendo os Episódios IV, V e VI.

            Ainda falando dos jedis, outro grande barato é jogar com Yoda e todo seu poder de bolinha de pinball. O Yoda do game lembra bastante aquele que deu um pau no Conde Dooku no Episódio II, pulando sem parar. É um tanto difícil de controlar, mas vale a pena, pois é bem divertido, além de seus inimigos terem muita dificuldade de acertar o Yoda, de tanto que ele se mexe.

            Também merece ser destacado o modo de dois jogadores, onde você e um amigo são incentivados a trabalhar juntos para alcançar áreas de outra forma inalcançáveis. Por exemplo, colocar um “saltador”, como Grievous ou Jar-jar em uma plataforma, enquanto um jedi usa a força para levantar a plataforma, possibilitando que o outro pule mais alto. O modo de dois jogadores culmina na fase final, que retrata a luta entre Obi-wan e Anakin. Nessa fase, os dois são levados a trabalhar juntos ininterruptamente para sobreviver, pois se um dos dois cair na lava, os dois voltam para o início. E, quando você chega ao final da fase e acha que vai poder respirar, o jogo coloca você e seu comparsa para lutarem. Infelizmente, não faz diferença para a animação final quem vencer a luta, mas não se pode negar que é sempre divertido dar uns tabefes no seu amigo folgado. Outra fase tremendona é a da batalha jedi de Geonosis, onde você e mais um monte de jedis lutam contra as forças do mal em uma arena lotada de gente.

            Terminando a descrição, durante uma fase por episódio, o jogo decide sair do gênero ação. No Episódio I você controla Anakin durante a corrida de pods. O objetivo é chegar antes de Sebulba em todos os trechos da pista. No II, você controla aquela nave que persegue a do Conde Dooku em um jogo de naves com um campo de visão que lembra bastante Saxxon. Finalmente, no Episódio III vem aquela que considero a fase mais legal do jogo: a batalha de naves no espaço. Com um estilo que lembra Star Fox, essa fase traz gráficos e efeitos 3D fabulosos e, embora seja simples, é extremamente divertida. Sem exagero, daria para fazer um spin-off desse jogo só com fases nessa linha. Eu, pelo menos, ia comprar.

            Concluindo, Lego Star Wars é muito bom. Com gráficos e sons sensacionais, foca acertadamente mais na diversão do que na dificuldade. O resultado? Um dos jogos mais divertidos dos últimos tempos. Sem falar que é também um dos mais engraçados.

 

Leia mais sobre Star Wars:

Episódio III

Episódio V

Tremendões: Darth Vader

Star Wars Trilogy

Clone Wars



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 9:20 AM
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   Festival Live ' n' Louder: Ingressos à venda a partir do dia 25/07 - PRESS-RELEASE - Parte I

Palco de alguns dos maiores shows e festivais de Heavy Metal do país, a cidade de São Paulo se prepara para reavivar a tradição, sediando mais uma vez um mega-evento que fará a alegria dos fãs do gênero: o Live 'N' Louder Rock Fest, um super-show de rock que acontece no dia 12 de outubro no Estádio da Portuguesa (Canindé).

Serão mais de 10 horas seguidas de muita música com atrações nacionais e internacionais: Scorpions, Dr. Sin, Testament, Shaaman, The 69 Eyes, Nightwish, Rage e Tuatha de Dannan, que se apresentarão em um único dia. Uma super estrutura será montada no local para receber fãs de todo o país, com camarotes, pista e cadeiras cobertas, além de bares, postos médicos e pontos de vendas de brindes. Além do cast, o evento traz uma outra grande vantagem para o público: o local de sua realização. O Estádio da Portuguesa é uma grande arena, com capacidade para 30 mil pessoas, onde o palco pode ser visto de qualquer lugar da platéia. Para evitar tumultos, os ingressos começam a ser vendidos já no dia 25 de julho, em vários pontos do país.

Uma das principais atrações do evento, a banda alemã Scorpions traz para o país sua nova turnê mundial, depois do sucesso internacional conseguido com o lançamento de seu último CD, "Unbreakable", de 2004, que marcou o retorno do grupo ao hard-rock, depois de alguns trabalhos acústicos e experimentais. A nova apresentação promete reviver os grandes momentos da banda no país, em festivais como o "Rock In Rio 1" (1985) e no "Skol Rock Festival" (1997).

Um dos maiores representantes do Hard Rock no Brasil, o Dr. Sin promete novidades, mesclando grandes sucessos com inéditas do novo trabalho, "Listen To The DR's", em fase final de produção. Em sua segunda passagem pelo Brasil, a banda norte-americana Testament mostrará por que é considerada uma das maiores lendas do Thrash Metal em todos os tempos. O Shaaman, que com apenas cinco anos já goza de enorme prestígio e é uma das maiores bandas do Heavy Metal nacional da atualidade, vai mostrar seu novo show, dentro da Reason Tour 2005 e, mais uma vez, mostrar ao vivo a razão de como um grupo com tão pouco tempo de estrada foi capaz de conquistar a crítica mundial com vários EPs, singles, e já ter realizado diversas turnês pelo mundo.

Dois grupos finlandeses prometem também sacudir o Live 'N' Louder: o fenômeno Nightwish, que vem colecionando vitórias em sua carreira e goza de enorme popularidade no Brasil, onde já se apresentou diversas vezes, sempre com destaque e grande presença de público; e o The 69 Eyes, que lançou no ano passado o álbum "Devils", primeira colocação no chart da Finlândia, e que fará sua estréia no Brasil. O Rage, uma das mais tradicionais bandas da Alemanha, estará também participando da maratona do rock. Após consolidar seu retorno ao Power Metal, com o álbum "Soundchaser" (2004), prometem um show histórico no país.

A entrada da banda mineira de Varginha, Tuatha de Danann, no cast do "Live 'N' Louder" deveu-se à primeira colocação obtida na votação on-line feita para a formação das atrações do festival anual "Brasil Metal Union". Como a realização da primeira turnê da banda no exterior coincidiu com as datas do "BMU 2005", o Tuatha de Danann ficou impossibilitado de se apresentar no evento e assim a banda foi merecedora de uma vaga no "Live 'N' Louder Rock Fest", para representar a nova vertente do metal brasileiro.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:17 PM
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   Festival Live ' n' Louder: Ingressos à venda a partir do dia 25/07 - PRESS-RELEASE - Parte II

SERVIÇO:


ESTUDANTE: todos os canais de venda estarão autorizados a venda de meia-entrada, limitada na forma da lei n.º 1.355/93. Será obrigatória a apresentação da carteira de estudante na compra do ingresso, bem como a informação dos dados para compra por telefone e Internet. O sistema somente autorizará a compra de 01 ingresso por documento apresentado.

VENDA ANTECIPADA PARCELADA:


Pagamento em 3x sem juros no cartão de crédito para compras até 12 de agosto.
Pagamento em 2x sem juros no cartão de crédito para compras no período de 13 de agosto a

12 de setembro.

Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard e Diners.
Realizamos entregas em domicílio para São Paulo e Grande São Paulo.
Demais cidades poderão comprar seus ingressos e retirar na bilheteria do Estádio da Portuguesa.
*sujeito a taxa de conveniência

 

Pontos de venda em São Paulo:


Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de débito, cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners e Aura.


Shopping Iguatemi SP - SHOW TICKETS

Av. Brig. Faria Lima, 2232. 3º Piso, Alameda de Serviços - São Paulo SP.
Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00h as 22:00h e de Domingo das 14:00h as 20:00h.

 

Shopping Morumbi SP - CHILLI BEANS

Av. Roque Petroni Junior 1089 - Morumbi - São Paulo SP.
Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00h as 22:00h e de Domingo das 14:00h as 20:00h.

 

Shopping Ibirapuera SP - CHILLI BEANS

Av. Ibirapuera 3103 SU 0555-C - Piso Campo Belo - Moema - São Paulo SP
Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00h as 22:00h e de Domingo das 14:00h as 20:00 h.


Shopping Anália Franco SP - CHILLI BEANS

Av. Regente Feijó 1739 - Tatuapé - São Paulo SP

Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00 h as 22:00 h e de Domingo das 14:00 h as 20:00 h.



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:16 PM
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   Festival Live ' n' Louder: Ingressos à venda a partir do dia 25/07 - PRESS-RELEASE - Parte III

Shopping Center Norte SP - CHILLI BEANS

Travessa Casalbuono 120 Loja 702 - Vila Guilherme - São Paulo SP
Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00 h as 22:00 h e de Domingo das 14:00 h as 20:00 h.

 

Shopping Villa Lobos SP - CHILLI BEANS

Av. das Nações Unidas 4777 loja 174 - Jardim Universitário Pinheiros - São Paulo SP
Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00 h as 22:00 h e de Domingo das 14:00 h as 20:00 h.


Pinheiros - FNAC (a partir de agosto)

Av. Pedroso de Moraes, 858 - Pinheiros - São Paulo - SP.

Horário de Atendimento: todos os dias das 10:00h as 22:00h.


Paulista - FNAC (a partir de agosto)

Av. Paulista, 901 ou Alameda Santos 960 - São Paulo - SP.

Horário de Atendimento: todos os dias das 10:00h as 22:00h.

 

Pontos de venda em outras cidades (a partir de setembro)

Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de débito, cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard, Diners e Aura.


Campinas - FNAC

Shopping D. Pedro, localizado à Av. Guilherme Campos, 500 - Loja A-17 - Santa Genebra - Campinas - SP.

Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00h as 22:00h e de Domingo das 12:00h as 20:00h.


Rio de Janeiro - FNAC

Barra Shopping, localizado à Av. das Américas, 4666 - loja B101/114 - Barra da Tijuca –

Rio de Janeiro.

Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00h as 22:00h; domingos das 12:00h às 21:00h e feriados das 15:00h às 21:00h.


Curitiba – FNAC

Av. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 = Lj 101 - Mossungue - Curitiba - PR.
Horário de Atendimento: De Segunda à Sábado das 10:00h as 22:00h e de Domingo das 12:00h as 20:00h.


Brasília - FNAC

SAI/SO Área 6580 LUC 149P - Guará - Brasília - Distrito Federal
Horário de Atendimento: De Segunda à Sexta das 10:00h as 22:00h e de Domingo das 14:00h as 20:00h.


Call Center* - (11) 2163 2000

Formas de Pagamento: cartões de crédito Visa, Mastercard, Credicard e Diners.
Horário de atendimento: De segunda à sábado das 09:00h às 22:00h, domingos e feriados das 14:00h às 20:00h.



Realizamos entregas em domicílio para São Paulo e Grande São Paulo.
Demais cidades poderão comprar seus ingressos e retirar na bilheteria do Estádio da Portuguesa.
*sujeito a taxa de conveniência

 

Internet* - www.ingressorapido.com.br


SETORES E PREÇOS:

Arquibancadas (Vermelha e Verde) - R$ 90,00 (meia - R$ 45,00)

Pista - R$ 100,00 (meia - R$ 50,00)

Cadeira coberta - R$ 180,00 (meia - R$ 90,00)

Camarotes - R$ 250,00



 Escrito por Bruno Sanchez às 1:14 PM
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   Cinema – Terra dos Mortos (Land of the Dead – EUA/Canadá/França – 2005) - (Land of the Dead – EUA/Canadá/França – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte I

                                                                                   

                                                                        

        

            George Romero lançou seu último filme de zumbis, Dia dos Mortos, há 20 anos. Desde então, andava meio sumido, fazendo filmes de pouca expressão. É com grande alegria que digo que ele está de volta à boa forma. Terra dos Mortos é um filmaço, e não só para os apreciadores dos filmes de terror, como também para aqueles que gostam de críticas sociais. Quem for ao cinema conferir a obra, vai ganhar o pacote completo: um excelente filme de zumbis com muito gore e muitos paralelos com a atual situação do mundo.

            Mas antes de falar dessas alegorias, convém contar um pouco da história. Os zumbis ultrapassaram em muito o número de humanos. Os poucos homo sapiens sapiens que restaram estão vivendo em uma cidade protegida por um rio, cercas eletrificadas e uma milícia. Kaufman (Dennis Hopper), o responsável pela organização da tal cidade, mora num arranha-céu gigantesco junto com outros sujeitos que podem pagar. Os pobres se viram como podem. Há ainda uma equipe especializada em buscar suprimentos nas cidades vizinhas, tomadas pelos zumbis, que não ficam nem um pouco felizes com as intromissões dos humanos. Logo, os mortos-vivos passam por um processo evolutivo e reaprendem a pensar. E decidem fazer uma pequena revolução rumando em direção ao último foco de resistência dos vivos.

            Não sabemos se existem outras cidades humanas nem se o mundo todo se encontra nessa situação (a história se passa em Pittsburg, EUA), o que contribui para o clima claustrofóbico.

            Outro fato interessante é que fica difícil de saber quem é pior, os zumbis ou os próprios humanos. Enquanto os mortos-vivos estão apenas seguindo seus instintos por alimento (miolos... miolos... – Tudo bem que aqui eles comem qualquer parte da anatomia humana, mas quando é que ia ter outra chance de escrever “miolos... miolos...”?) não há como explicar porque os humanos, mesmo em número reduzidíssimo, continuam a se segregar quando precisam de toda a união possível para enfrentar tal situação adversa.

            A cidade está organizada como um típico feudo medieval: uma cidade cercada, com um castelo no centro (o edifício Fiddler´s Green, uma enorme torre de aço e vidro) de onde o senhor feudal (Kaufman) controla os servos que vivem em volta, na miséria. Só que aqui, a economia ainda é capitalista, na base do papel moeda.

            George Romero é extremamente pessimista quanto à índole humana. Quando Cholo (John Leguizamo, o cara que fez o Violador no filme de Spawn), um membro da equipe de coleta de suprimentos que faz alguns servicinhos sujos para o chefe da cidade, finalmente junta o dinheiro necessário para comprar uma moradia na luxuosa torre, o seu direito lhe é negado por Kaufman, que não quer um tipinho como ele (latino) junto à classe alta. Furioso, Cholo e seus amigos roubam um caminhão cheio de armamentos pesados e dão um ultimato ao chefão: ou ele lhe paga o dinheiro que conquistou por direito, ou o edifício vai pelos ares, não importando as vidas dos inocentes que vivem lá. Kaufman incorpora a política estadunidense e diz que não negocia com terroristas. Não há como não fazer uma associação com o 11 de setembro.   

            E mais, para que serve o dinheiro num mundo dominado por zumbis? Romero faz uma crítica pesada e clara ao capitalismo. Aqui, este sistema econômico, assim como os mortos-vivos, se recusam a morrer, não importando o quão estragados estejam. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:42 AM
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   Cinema – Terra dos Mortos (Land of the Dead – EUA/Canadá/França – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte II

            Note também que o zumbi líder era um mero frentista de posto de gasolina, simbolizando a revolução da classe operária. E lá pelo final do filme, preste atenção num humano de terno e em sua fala. Não posso falar mais para não estragar alguma surpresa, mas basta dizer que ele representa o medo da classe privilegiada de uma mudança no estado das coisas. Mais literal impossível.

            Enquanto isso, os zumbis recuperam a capacidade de raciocinar. Se eles não são rápidos como as criaturas de Extermínio e Madrugada dos Mortos (este último, uma refilmagem do segundo capítulo da trilogia dos mortos de Romero, agora promovida a quadrilogia) arrastando-se lentamente, eles aprendem a usar armas (oh, yeah!) tornando-se ainda mais perigosos.

              Bem, deixando as metáforas político-sociais de lado, vamos falar de tripas. Como não podia deixar de ser num filme do gênero, elas estão lá e em profusão. Bem como ossos, membros arrancados, decapitações, muitos tiros na cabeça (os zumbis só morrem com golpes ou tiros no cérebro) e claro, os zumbis se alimentando dos humanos (o que me lembrou Doom 3, então aproveita e clica AQUI para ler). No quesito sanguinolência, o filme está muito bem servido, assim como no departamento de maquiagem. Também pudera. Este é o filme de maior orçamento já realizado por George Romero, portanto, em termos técnicos está tudo perfeito, da fotografia aos efeitos especiais.

            Os sustos também estão garantidos, embora ainda haja algumas situações clichês do gênero, como gente dando passos para trás e abrindo portas que deviam ficar fechadas. Quando é que eles vão aprender? Santa ignorância, Batman (aproveite para ler a resenha de Batman Begins AQUI e o especial Tremendões do Batman AQUI).

            Vale destacar ainda a presença de Asia Argento no elenco. Ela foi o par de Vin Diesel em xXx e é filha de Dario Argento, renomado diretor italiano de filmes de horror (aquele que sempre contava com a banda Goblin na trilha sonora, a qual foi coverizada pelo Rhapsody – cuja resenha do Dark Secret você lê AQUI) que co-produziu a segunda parte da saga dos mortos-vivos de Romero, Dawn of the Dead, de 1978 (o mesmo que ganhou o remake Madrugada dos Mortos). No Brasil, o filme ganhou o título de Zombie – O Despertar dos Mortos.

            Já que estamos falando nisso, não deixe de ler a resenha da refilmagem, Madrugada dos Mortos, AQUI. Aproveite e leia também sobre Resident Evil 2: Apocalipse AQUI e sobre a paródia/homenagem Todo Mundo Quase Morto, outro filme de zumbis com críticas aos vivos, AQUI.

            George A. Romero deve estar orgulhoso de sua mais nova criação, pois é com enorme prazer que anuncio que este filme levou o excelentíssimo Selo Delfiano Supremo, concedido somente aos filmes muito tremendões, por ter a mistura exata de entretenimento com conteúdo, coisa rara hoje em dia, quando temos que escolher apenas um dos dois, além de manter o nível de qualidade durante toda a sua duração, Terra dos Mortos leva a maior honraria que este site pode oferecer. Agora só resta esperar para que ele não demore mais 20 anos para lançar outro capítulo da saga.

 Escrito por Bruno Sanchez às 12:41 AM
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   Cinema – As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D (The Adventures of Sharkboy and Lavagirl in 3-D – EUA – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte I

 

            Robert Rodriguez é um sujeito bem extremático. Quando não está fazendo filmes ultraviolentos como A Balada do Pistoleiro, Um Drink no Inferno e Sin City (Que nós já assistimos, seu invejoso. A propósito, a resenha sai semana que vem) gosta de fazer produções infantis, como a cinessérie Pequenos Espiões e este As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D. Devo dizer que prefiro suas obras mais adultas.

            As Aventuras de blá blá blá em 3-D... conta a história de Max, um garoto de imaginação fértil que costuma ter sonhos bem criativos que costuma anotar num diário para não esquecer. Porém, sua criatividade e sua crença em seus sonhos lhe trazem problemas. Na escola, ele não tem amigos e é hostilizado por valentões. Em casa, sua mãe (Kristin Davis, do seriado Sex and the City) não acha saudável tal comportamento sonhador. Seu pai (David Arquette, da trilogia Pânico) não tem coragem para contradizer a esposa.

            Seu desejo de fugir da realidade se realiza quando Sharkboy, um garoto meio homem-meio tubarão, e Lavagirl, uma menina que solta rajadas de lava pelas mãos - criações de Max - aparecem e pedem que ele os acompanhe ao planeta Baba (é sério!), formado por elementos de diversos sonhos seus. Acontece que o planeta foi dominado pelo temível Sr. Elétrico, que serve a um mestre misterioso. Max precisa ajudar os dois heróis a restabelecerem a ordem no planeta.

            Diferente das produções infantis mais recentes, que têm um grande apelo também para os adultos, como as animações Shrek 2 (leia AQUI), O Espanta Tubarões (AQUI), Os Incríveis (AQUI) e Madagascar (AQUI), este é um filme exclusivo para pessoas com menos de 10 anos de idade ou para o Corrales aqui do DELFOS, que adora coisas para crianças. Coitados dos pais dos pimpolhos, que vão morrer de tédio com um filme tão inocente que acaba sendo bobo.

            Honestamente, não sei dizer se iria gostar do filme se eu fosse criança, mas convém lembrar que o argumento do filme foi criado pelo filho de Robert Rodriguez, Racer (acredite se quiser, este é o nome dele) na época com 7 anos. O paizão curtiu a idéia, escreveu o roteiro e mandou brasa. Daí pode-se tirar duas conclusões: a história foi criada por uma criança. Logo, haveria alguém melhor para saber do que os baixinhos gostam?  A outra conclusão é que Robert deve ser um dos pais mais legais do mundo! Vai dizer que você não gostaria que seu pai filmasse uma história sua? Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:34 AM
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   Cinema – As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D (The Adventures of Sharkboy and Lavagirl in 3-D – EUA – 2005) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte II

              Bem, se a história não agrada aos grandões, há o fato de o filme ser em 3-D (aproveite para ler a resenha do DVD Shrek 3D AQUI), o que é sempre bacana. Mas mesmo isso acaba se tornando cansativo. Apenas duas seqüências dos 93 minutos de filme não são em terceira dimensão. Assim, chega uma hora em que os óculos passam a incomodar bastante. Fora o fato de que, a todo o momento, os personagens cospem comida na direção da platéia. Além de não ter a menor importância no filme, é uma tremenda falta de educação, pô.

            Destaque negativo para as péssimas atuações, especialmente a do Sharkboy (um tal de Taylor Lautner) e para a dublagem porca onde, em diversos momentos, não há sincronia labial. Fato estranho para a dublagem brasileira, que sempre foi considerada uma das melhores do mundo.

            Para não dizer que só falei mal do filme, ele ganha um ponto positivo por sua mensagem de que as crianças não devem ser privadas de sua imaginação, parte fundamental no processo de crescimento de qualquer um. Essa mensagem e a própria história do filme, lembram muito o clássico História Sem Fim (cuja resenha está AQUI). Na verdade, lembra tanto que até parece um plágio, mas vamos fingir que não percebemos, ok?

            Um típico filme de férias que deve fazer a alegria da criançada e a infelicidade dos acompanhantes adultos. Vale lembrar ainda que são os filmes infantis de Rodriguez que geram grandes retornos financeiros, o que possibilita que ele trabalhe com uma liberdade alcançada por poucos diretores em seus filmes.

            Se, para termos filmes como Sin City, é necessário que haja Pequenos Espiões e este As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D, então não custa nada fazer um pequeno sacrifício e levar o filho, sobrinho, irmão ou seja lá o que for ao cinema. Eles vão se divertir e você será recompensado mais tarde com novos filmes insanos de Robert Rodriguez. Aliás, eu já disse que assisti Sin City essa semana?



 Escrito por Bruno Sanchez às 12:32 AM
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   Cinema – A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory – EUA – 2005) - Parte I

            Eu sou um cara estranho. Sou uma das pessoas que conheço que mais gosta de cinema e, mesmo assim, não assisti a alguns clássicos da sétima arte. É o caso da versão original de A Fantástica Fábrica de Chocolate, filme com o qual muitas pessoas têm uma relação para lá de emocional enquanto eu mal sabia o que eram Oompa-Loompas. Bom, pelo menos eu tenho essa relação com História Sem Fim (como o delfonauta que nos acompanha desde o início leu AQUI).

            Outro cara estranho é Tim Burton pois, apesar todo seu jeitão gótico, não é raro pegar filmes fofos para fazer, como é o caso deste ou mesmo de Peixe Grande (que você leu AQUI). Para completar, Burton quase sempre chama seu amigão Johnny Depp (de Em Busca da Terra do Nunca, que está AQUI) para os seus filmes. E vejam só, normalmente Johnny interpreta tipos estranhos, como Edward Mãos de Tesoura e o próprio Willy Wonka.

            Para quem não conhece a história, tudo começa com Charlie (Freddie Highmore), menino pobre que só pode comer uma barra de chocolate por ano, no dia do seu aniversário. Essa barra de chocolate, é feita na fábrica de Willy Wonka, da qual o próprio Willy não foi visto saindo em muito, muito tempo. Na verdade, funcionários também não saem de lá. As únicas coisas que saem são caminhões e caminhões lotados de chocolates dos mais variados tipos.

            Finalmente, Wonka decide fazer uma promoção. Vai colocar cinco Golden Tickets (isso me lembra aquele jogo Sim Theme Park) em cinco barras de chocolate e espalhá-las pelo mundo. Quem as encontrar, vai ter o direito de entrar e conhecer toda a misteriosa e Fantástica Fábrica de Chocolate de Willy Wonka. E mais, uma dessas crianças vai ganhar um prêmio surpresa hiper-ultra-mega-tremendão-especial.

            Infelizmente, o começo do filme é assaz arrastado e, quando finalmente as cinco crianças chegam na fábrica, quase uma hora depois de seu início, tudo parece acontecer de forma muito corrida. Ponto negativo para o roteiro de John August. Isso, contudo, não estraga o filme. Todo o tempo que passam dentro da fábrica é bem divertido e engraçado, acentuando o ponto negativo justamente porque nós, espectadores, queremos passar mais tempo lá dentro. Ou seja, o lado negativo (o pouco tempo que passamos lá) é acentuado devido à própria qualidade do roteiro em desenvolver uma fábrica fantástica. Paradoxos, paradoxos...

            Outro ponto negativo: as legendas não traduzem tudo para o português. Como exemplo, cito o trecho onde Willy visita a terra dos Oompa-Loompas e conversa na língua deles. As legendas que vemos para entender a conversa são em inglês, deixando os que não conhecem a língua do Príncipe Charles boiando. A falta de cuidado se torna ainda pior quando lembramos que este é um filme para crianças e é desnecessário dizer que é muito difícil encontrarmos um pequerrucho com menos de 10 anos que seja fluente em inglês, não concorda? Novamente, essa falta de descuido da Warner tupiniquim é acentuada pela qualidade dessa cena, que é muito engraçada. Só que, se você for assistir com aquele pimpolho que mal fala português vai ter que traduzir para ele. Então, tenha semancol e deixa para fazer isso depois do filme, ok? Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:14 AM
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   Cinema – A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory – EUA – 2005) - Parte II

            Defeitos analisados, vamos às qualidades (reparou que eu inverti a ordem tradicional “qualidades e depois defeitos”? É o DELFOS sempre inovando). E são várias. Para começar, o visual é demais. Isso não chega a ser novidade em um filme dirigido por Tim Burton, mas vale a pena ficar ligado. Gostei principalmente da casa de Charlie, com suas janelas tortas e um jeito meio Hobbit, mas a fábrica e suas diversas salas completamente diferentes umas das outras também não ficam atrás.

            A lógica de Willy, responsável pelos melhores e mais engraçados momentos do filme também é muito legal. Para ser mais claro, quando o personagem de Depp está explicando para as crianças como cada sala de sua fábrica funciona, ele tem uma lógica toda peculiar que, embora seja um tanto nonsense para aquelas pessoas chatas e sem imaginação, faz completo sentido dentro do que se propõe a apresentar. O melhor desses momentos é a explicação do tele-transporte do chocolate, então fique ligado nessa cena. Esse tipo de humor me lembrou bastante outro cara estranho, o Mel Brooks, que fez um dos meus filmes preferidos, Spaceballs, também conhecido pela nojenta tradução de S.O.S. Tem um Louco Solto no Espaço e que dublou o Grande Soldados no tremendão Robôs (AQUI). Ou seja, não é para todo mundo, mas deve agradar em cheio aos fãs do titio Brooks. Embora não possa fazer comparações com o filme original, já que não o assisti, aqui vale citar uma curiosidade: o Willy Wonka original era interpretado por Gene Wilder, que trabalhou com Mel Brooks em vários filmes, tais como O Jovem Frankenstein e Banzé no Oeste.

            Voltando à nova versão, também vale destacar os números musicais a cargo dos Oompa-Loompas. Cada uma das músicas é completamente diferente da anterior e em todos fazem sátiras a diversos estilos, tanto nas canções como nas coreografias (algumas são de gargalhar). Particularmente, a música que mais gostei nessa primeira visita à fábrica foi a da Veruca Salt (personagem que já virou até nome de banda), mas creio que o delfonauta mais tradicional vai gostar mais da de Mike TV, que traz várias referências ao Rock dos anos 80 e é assaz engraçada.

            A Fantástica Fábrica de Chocolate é um dos filmes mais infantis dos últimos tempos, com lição de moral e tudo. Isso não é necessariamente ruim, mas em tempos de Pixar (leia resenha de Os Incríveis AQUI), Shrek (AQUI) e Madagascar (AQUI), os mais grandinhos podem achar o filme de Tim Burton um pouco inocente demais, principalmente para aqueles que, como eu, não têm uma relação carinhosa com o filme de 1971. Contudo, como boa parte dos mais velhos assistiu à versão original e guarda ela do lado esquerdo do peito, esta nova versão pode ser a oportunidade ideal para mostrar para seus filhos, sobrinhos, priminhos e etc, a história que marcou a sua infância. E, muito provavelmente, marcará a deles também.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:06 AM
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   Outros – Colunas – Atitude Metálica – Manual para Neófitos no Heavy Metal II - Parte I

Saudações caros delfonautas, estou de volta com o capítulo final do manual delfiano para os neófitos no Heavy Metal. Na semana passada (leia AQUI), destacamos alguns pontos importantes e quebramos algumas lendas idiotas como a do “banger troglodita” e as rodinhas de porrada (espero de coração, que você siga nossas recomendações). Agora abordarei alguns pontos importantes na relação entre banda e fãs e também destacamos as 10 melhores músicas na minha opinião e também no ponto de vista do Corrales. Divirta-se!

 

- Não seja fanático a ponto de pensar que tudo o que uma banda lança ou faz é ótimo.

 

            Por mais que você goste de determinada banda, pense que seus integrantes são seres humanos passíveis de erros como todos nós. Seja frio ao analisar um trabalho, não se deixe levar pelas opiniões alheias e tire você mesmo suas próprias conclusões após diversas audições. Se o trabalho for ruim, assuma e não entre em discussões bobas. O Iron Maiden já lançou discos fracos, o Metallica e o Helloween também. Isso acontece e não deve ser motivo de vergonha ou repúdio. Aqui vão dois exemplos interessantes do que quero dizer:

            O álbum A Night At The Opera do Blind Guardian, em minha primeira audição, pareceu pretensioso e chato, mas ultimamente é um dos CDs da banda que mais gosto.

            Outro: apesar de ser um enorme fã do Metallica há quase 15 anos, reconheço que o álbum St. Anger é muito fraco, mas em compensação considero Load (leia resenha AQUI) um trabalho honesto e decente, ao contrário da opinião de muita gente que se deixou influenciar pelas fotos do encarte e esqueceram que a música ali ainda tinha qualidade.

            Esse conceito vale também para os shows das bandas. Não é porque você ama o Children of Bodom que tem que se conformar com uma apresentação de 1 hora ou em levar uma cuspida do vocalista, como aconteceu com o Corrales (Leia AQUI), e sair por aí dizendo que, por eles, você topa qualquer parada. Lembre-se: o show é o trabalho da banda e você pode e deve cobrar uma postura profissional dos músicos. Afinal você contribui para o salário deles quando compra CDs, DVDs e ingressos. O Corrales já é mais radical ainda e acha que a banda trabalha para o público, ou seja, você é o chefe dos caras.

            Normalmente, as principais críticas que os delfianos recebem em relação aos nossos textos são coisas do tipo: “Como esse cara ousa falar mal de tal banda?”. Não seja um desses idiotas. Tenha sua própria opinião e, se você discordar da opinião de um jornalista ou mesmo de um amigo, entenda que isso não significa que ele é, necessariamente, um pagodeiro (parafraseando as críticas que recebemos freqüentemente). Não que tenha algo de errado com isso, como diria Jerry Seinfeld.

 

- Separe o músico do ser humano.

 

            Idolatre seu guitarrista favorito, elogie o vocalista que atingiu aquela nota absurda, mas não se esqueça de que por trás daquele músico existe um ser humano que pode ter uma vida turbulenta longe dos palcos. O guitarrista Timo Tolkki do Stratovarius é um excelente músico e compositor, porém também ficou bem conhecido pelos seus ataques de loucura do ano passado (Leia mais AQUI e AQUI). Portanto não seja cego para os defeitos de seus ídolos. Admire o músico, não a pessoa, pois a pessoa não é melhor que você. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:57 AM
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   Outros – Colunas – Atitude Metálica – Manual para Neófitos no Heavy Metal II - Parte II

- Desconfie de quem aparecer na mídia e for chamado de “Heavy Metal”.

             Continuando com o tópico sobre a mídia, cada um tem seu próprio gosto e devemos respeitar as opiniões alheias. Porém uma das coisas mais irritantes aos verdadeiros Headbangers é quando chamam coisas como Limp Bizkit e Linkin Park de Metal. Você pode até gostar das duas bandas mas, por favor, não os chame de Heavy Metal e desconfie de todos que chamarem. Como já foi explicado, raramente as rádios “Rock” e a MTV tocam o verdadeiro Metal (com exceção de umas três bandas com condições de pagar o jabá cujos nomes, obviamente, não diremos), portanto mantenha sempre um pé atrás quando vir na TV um apresentador dizer que determinadas bandas são de Metal. O New (ou Nu) Metal, como ficou conhecido, NÃO FAZ PARTE da árvore genealógica do verdadeiro Heavy Metal e suas origens estão mais ligadas a um som alternativo ou até mesmo ao Rap. O nome tem o termo “Metal” por pura jogada de marketing. 

 

- Não enfie na sua cabeça que determinada banda é ruim e nunca mais ouça nada dela.

 

Esse é um erro freqüente dos novos Headbangers. Normalmente eles ouvem Wasting Love do Iron Maiden e julgam toda carreira de 25 anos e mais de uma dezena de trabalhos por uma única música ou então ouvem Frantic do Metallica e também consideram a banda uma porcaria, mesmo sem conhecer a antiga fase. Combinando todos os tópicos apresentados anteriormente, antes de julgar uma banda boa ou ruim, vá atrás e ouça vários trabalhos. Se você simplesmente abandonar o Helloween após ouvir alguma coisa dos últimos CDs, perderá uma das maiores bandas que já surgiram na face da Terra, especialmente em seus três primeiros álbuns. O mesmo vale para todas as bandas que já tiveram mudanças no estilo e na formação ao longo dos anos. O Helloween dos primeiros trabalhos era bem diferente do atual assim como o Metallica, Judas Priest (Leia mais AQUI e AQUI), Iron Maiden (leia resenha do show dos caras clicando AQUI), Gamma Ray (leia resenha do DVD Lust for Live AQUI), Stratovarius, Slayer, Megadeth, Symphony X, Dream Theater entre tantos outros. Mas qual fase dessas bandas é a melhor? Isso cabe a você – e somente a você – julgar.

Lembre-se que nem sempre o primeiro estilo e a formação original são os melhores. Smoke on the Water, do Deep Purple, um dos maiores clássicos da história, não foi composta nem gravada pela formação original da banda.

 

- E por que sempre nos referimos aos fãs como Headbangers e não como Metaleiros?

           

Essa é uma questão bastante polêmica e já gerou horas de discussões. A questão básica é a seguinte: quando o Heavy Metal se consolidou na Inglaterra no final dos anos 70, alguns termos surgiram para identificar os fãs do gênero. O primeiro e mais óbvio foi “Headbanger” (batedor de cabeça em uma tradução literal), baseado na maneira como o público reagia aos shows das bandas: cada um em seu lugar, praticando o famoso air-guitar e balançando a cabeça com o ritmo da música. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:55 AM
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   Outros – Colunas – Atitude Metálica – Manual para Neófitos no Heavy Metal II - Parte III

O segundo termo surgiu um pouquinho depois, no começo dos anos 80: “Metaller”. Esse termo logo se espalhou e sempre foi muito utilizado especialmente na Alemanha e nos EUA (logo após o surgimento do Thrash), mas nunca se popularizou tanto quanto o “Headbanger”. De qualquer forma, quando o Heavy Metal chegou ao Brasil e estourou em meados dos anos 80, o fã brasileiro adaptou o termo “Metaller” para “Metaleiro” (em uma tradução até certo ponto, correta) e a questão estava resolvida. Quem gostava de Rock era o famoso Roqueiro e quem gostava de Metal era Metaleiro.

Mas chegamos a 1985, quando o primeiro Rock in Rio sacudiu o país e trouxe um verdadeiro festival com nomes como Iron Maiden e Ozzy Osbourne. O problema é que a Rede Globo de Televisão foi a responsável pela transmissão do evento e a então repórter, Glória Maria, usou o termo “Metaleiro” de uma maneira pejorativa, praticamente desqualificando os fãs e ajudando a espalhar a lenda de que quem gostava de Heavy Metal era troglodita. Após essa lamentável cobertura jornalística e mais uma prova de que jornalismo imparcial não existe, os fãs renegam o rótulo de “Metaleiro” graças ao “brilhante” trabalho da repórter e o termo Headbanger acabou aportando por aqui como uma alternativa e sem tradução.

 

- Não seja um idiota!

 

            Chega a ser patético ter de criar um tópico com este nome, mas acredite, é extremamente necessário dada a gravidade da alienação de alguns indivíduos que se julgam headbangers mas na verdade são apenas fanáticos por uma ou outra banda e nunca entenderam a verdade por trás do movimento (se você leu tudo com calma até aqui sabe exatamente do que estou falando). Um bom exemplo desse fanatismo idiota você pode ler nos comentários feitos na resenha de Amaldiçoados que está AQUI.  Como seres humanos, devemos entender em primeiro lugar que cada um tem um gosto diferente e o que é maravilhoso para mim, Bruno, pode não ter a mesma relevância ao Corrales. Ele abomina o Metallica, eu amo a banda e nem por isso vou sair por aí distribuindo ofensas gratuitas ou duvidando da masculinidade do cidadão. Até porque somos amigos há muitos anos e isso nunca foi um problema para nós. Sempre, absolutamente SEMPRE, desconfie de alguém que fala coisas como “Quem você pensa que é para falar mal do Metallica (ou de qualquer outra banda)?”. Esse tipo de frase costuma ser muito usado por fãs de Felipe Dylon, então cuidado, amigão.

            Tenha sempre um olhar crítico sobre a vida. Isso vale também para aquela banda que você curte tanto. Se os caras fizeram um show fraco, assuma. Se lançaram um CD fraco, não se omita. Lembre-se que a música é a profissão deles e os integrantes de uma banda estão tão propensos ao erro quanto eu ou você. Se você trabalha, já deve ter cometido alguns erros em seu trajeto e isso é perfeitamente normal. Afinal, somos apenas seres humanos.

Outra coisa, se você não gosta de Metallica, Iron Maiden ou qualquer outra banda, beleza. Mas tenha argumentos para assumir sua posição. Entenda porque você não gosta dessas bandas e nunca se bloqueie em tentar conhecê-las melhor no futuro. Quem sabe você não se surpreende?

Eu tive minha fase mais “fanática” também aos 15/16 anos, onde era 100% ouvidos ao Thrash Metal e não simpatizava muito com o Melódico, mas nunca me proibi de ouvir o gênero e, hoje em dia, como já disse anteriormente, passeio tranquilamente dentro do Metal e gosto tanto do Venom quanto do Angra.

 

            Para finalizar, o Corrales e eu separamos os 10 maiores clássicos do Heavy Metal em nossas opiniões. O único critério na escolha dessas músicas, além obviamente do gosto pessoal, é a escolha de no máximo uma música por banda. Isso serve para evitar que eu escolhesse cinco músicas do Metallica e o Corrales, cinco do Gamma Ray, pois nosso objetivo é apresentar ao delfonauta a maior variedade de bandas possíveis. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:52 AM
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   Outros – Colunas – Atitude Metálica – Manual para Neófitos no Heavy Metal II - Parte IV

 - Dez clássicos imortais do Heavy Metal segundo Bruno Sanchez (não necessariamente nessa ordem):

 

Creeping Death – Metallica (Ride The Lightning – 1984)

Escolher uma única música de sua banda favorita é uma tarefa ingrata e, de certa forma, injusta, mas Creeping Death tem simplesmente todos os fatores inovadores que abriram espaço ao Thrash Metal dos anos 80 e ainda hoje é uma música obrigatória nos shows do Metallica. A evolução que a banda alcançou entre o Kill´Em All e o Ride The Lightning é absurda e este clássico representa tudo o que eu espero em um hino metálico, com os riffs distorcidos e criativos, solo maravilhoso e uma virada na metade que é um dos maiores exemplos de interatividade entre banda e público que se pode ter. Isso sem falar da temática egípcia. Perfeita!

 

Aces High – Iron Maiden (Powerslave – 1984)

Com tantos clássicos nas costas, escolher um único representante do Iron Maiden é covardia. Mas Aces High sempre se sobressaiu pela sua estrutura, seus riffs e solos inspirados. Ainda temos Bruce Dickinson em sua melhor forma, cantando com vontade. Isso sem contar o tema histórico da Batalha da Bretanha na 2ª Guerra Mundial. Não dá para entender porque eles pararam de tocar Aces High nos shows. Uma das melhores composições da história!

 

Stained Class – Judas Priest (Stained Class – 1978)

Se o Black Sabbath criou o Heavy Metal, coube ao Judas Priest desenvolver todas as suas características ainda nos anos 70. Se você só conhece a fase “alegre” do Judas anos 80, esqueça, porque em Stained Class temos um Metal vigoroso, honesto e, principalmente, galgado em questões realistas e pertinentes. Essa música não só apresenta uma das melhores letras de todos os tempos como também antecipou o surgimento do Power Metal em quase uma década, com um show de voz de Rob Halford e as guitarras dobradas de K.K. e Glen influenciando toda uma geração. Esse era o Judas Priest em pleno auge técnico e criativo.

 

Somewhere Far Beyond - Blind Guardian (Somewhere Far Beyond – 1992)

O Blind Guardian foi uma das bandas que mais mudou seu estilo ao longo dos anos. A banda começou nos anos 80 em um Power Metal vigoroso com uma pitadinha do Thrash alemão e, aos poucos, se transformou em um dos grandes expoentes do Metal melódico (no sentido de ter melodias fortes, não por se parecer com Stratovarius) com belíssimas orquestrações e músicas extremamente complexas, às vezes passeando pelo Progressivo. O clássico Somewhere Far Beyond se encontra exatamente no ponto de transição entre essas duas fases, combinando com rara perfeição a batida acelerada com belas harmonias e uma letra fantasiosa (e absurdamente criativa) que conta a história do mundo do ponto de vista de um ser imortal. Mais Metal, impossível.

 

Victim of Fate – Helloween (Walls of Jericho – 1985)

Se você conhece o Helloween apenas pela excelente fase alegre dos Keepers, você precisa ouvir Walls of Jericho, o primeiro álbum, que embora não chegue a ser deprê, é bem mais sério que os Keepers. Aqui, Kai Hansen ainda concentrava duas funções (vocal e guitarra, como faz hoje no Gamma Ray) e preferia explorar temas do cotidiano como a vida suja e injusta em uma grande metrópole. Victim of Fate é um dos hinos do Heavy Metal por trazer todas as viradas e competências técnicas tradicionais ao gênero, além de uma letra bem inspirada. Uma aula de Metal e uma das músicas favoritas dos bangers de todas as idades. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:51 AM
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   Outros – Colunas – Atitude Metálica – Manual para Neófitos no Heavy Metal II - Parte V

In League With Satan – Venom (Welcome To Hell – 1981)

Nos anos 60 e 70, algumas bandas flertaram com o Satanismo e temas obscuros mas foi o Venom com seu primeiro trabalho que escancarou o tema na cara dos puristas de plantão. Muito se discute sobre a qualidade técnica da banda e de suas gravações, mas poucos param para pensar que o objetivo dos caras era justamente fazer esse som sujo e chocar as pessoas, sem pudores e sem censura. É exatamente isso que a música In League With Satan nos traz, onde os ingleses se declaram adoradores do capeta e não estão nem aí para quem pensa o contrário. Os caras influenciaram e influenciam muito até hoje e não poderiam faltar nesta lista.

 

Hell Awaits – Slayer (Hell Awaits – 1985)

Sempre comento com meus amigos que se o inferno existir, a sala de espera terá como trilha sonora o clássico Hell Awaits do Slayer. Muitos falam do álbum Reign in Blood (de 1986), mas para mim os estadunidenses chegaram ao ápice um ano antes com este hino. A música começa com uma voz gutural repetindo a frase “Join us” (junte-se a nós) por um minuto até que a voz fala “Welcome back” (bem-vindo de volta) e abre espaço para a batida quase tribal de Dave Lombardo, os riffs sujos de Kerry King e Jeff Hanemann surgem aos poucos e evoluem até a explosão final na tradicional porrada. Essa é obrigatória em meus dias mais selvagens.

 

Never Understand – Angra (Angels Cry – 1993)

Impossível falar de Heavy Metal sem lembrar nossos conterrâneos do Angra. Never Understand, apesar de não ser uma das preferidas dos fãs, traz a banda fazendo o que ela sabe melhor: misturar o ritmo do Metal com as batidas e a música brasileira. Solos inspirados, com participação de vários guitarristas convidados, uma bela letra e Andre Matos atingindo notas altíssimas (chega até a lembrar uma soprano em alguns momentos). Um exemplar eterno do melhor que a música pode nos proporcionar e uma das composições que justificam meu amor pelo estilo.

 

Dawn of a Million Souls – Ayreon (Flight of The Migrator – 2000)

O guitarrista Arjen Lucassen é um workaholic que ama o Heavy Metal e sempre buscou levar o gênero a outros patamares. Em Flight of The Migrator, o músico atingiu a perfeição (literalmente) e explorou diversas sonoridades para a guitarra, misturando várias influências que vão desde Pink Floyd à Uriah Heep, sem perder o controle da situação. O resultado é a composição mais bonita da história do Metal, em minha opinião. Dawn of a Million Souls leva o ouvinte a uma viagem pelo tempo no exato momento da criação do Universo e seus habitantes e já tem seu lugar garantido na história do Heavy Metal pela sua perfeição instrumental e vocálica, fruto de uma parceria bem sucedida entre o guitarrista e Russell Allen (Symphony X), um dos grandes vocalistas do Metal atual.

 

Rebellion in Dreamland (regravação) – Gamma Ray (Blast From the Past – 2000 / Versão original no Land Of The Free – 1995)

Escolher uma única música da mega-banda de Kai Hansen gerou diversos conflitos internos, mas me orientei especialmente pelo sentimento que tive imediatamente após ouvir a versão refeita de Rebellion in Dreamland no Blast From The Past: “cacilda, que música!”. O que parece ser uma baladinha logo abre espaço para uma belíssima canção com diversas viradas e muita, mas muita competência mesmo. Não é a toa que o cara é considerado o Midas do Heavy Metal.

 

- Dez músicas tremendonas do Heavy Metal (ou do “quase” Heavy Metal) segundo Carlos Eduardo Corrales:

 

Fantasia – Stratovarius (Elements Pt. 1 – 2003)

Balada lindíssima. A letra e a melodia são maravilhosas e me emocionam toda vez que a escuto. Destaco principalmente o refrão final, que é ainda mais forte que os anteriores. Uma das músicas mais bonitas que o Metal já nos deu. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:49 AM
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   Outros – Colunas – Atitude Metálica – Manual para Neófitos no Heavy Metal II - Parte VI

Templars of Steel – Hammerfall (Renegade – 2000)

Música serve para nos divertirmos e o Hammerfall entende muito bem disso. Templars of Steel tem tudo que um bom Metal precisa ter. Andamento cadenciado, ideal para bater cabeça, refrão cativante e pegajoso e um trecho com ô-ô-ô, que levam platéias inteiras a se unirem à banda em uma grande demonstração de fraternidade. Afinal, como disse Kai Hansen em Heavy Metal Universe: “No nosso mundo não existem fronteiras e nós vivemos em união”. Todo mundo que gosta de Heavy Metal tem obrigação de ouvir essa música ao vivo pelo menos uma vez.

 

After the Fall – Trans-Siberian Orchestra (Beethoven’s Last Night – 2000)

O TSO não é exatamente uma banda de Metal, mas é próxima o suficiente para estar nessa lista. After the Fall é uma belíssima balada, com uma letra muito legal que fala sobre os efeitos do tempo nas nossas vidas. A melhor parte é da metade para frente, quando a música adquire ares mais otimistas. É uma pena que esse trecho seja tão curto. Ideal para ouvir acompanhado da pessoa que você ama enquanto fazem amor. Repare que eu disse “fazer amor”, porque se sua idéia for fazer sexo selvagem, continua lendo que temos o W.A.S.P. (Leia duas resenhas deles AQUI e AQUI) lá embaixo.

 

Heaven Can Wait (regravação) – Gamma Ray (Blast From the Past – 2000 / Versão original no Heading for Tomorrow – 1990)

Ótimo exemplo do que gosto de chamar de “Fofo Metal”. Tudo que o Gamma Ray tem de bom pode ser encontrado nessa música. Extremamente positiva, Heaven Can Wait é capaz de colocar sorrisos em qualquer pessoa macambúzia graças às suas melodias alegres e à sua letra bem-humorada que exalta a alegria de viver. Afinal, “o mundo é um palco onde todos nós podemos tocar”.

 

Seven Secrets of the Sphinx – Therion (Deggial – 2000)

Uma dica, grave um CD para sua namorada(o) que começa com After the Fall, seguido dessa música e coloque para tocar naqueles momentos românticos. Vai ser no mínimo engraçada a cara dela(e) no momento que aquele coral digno de uma missa negra começar a cantar. Seven Secrets of the Sphinx é uma música bem assustadora da primeira vez que você ouve, mas vale a pena. Até porque Therion é genial.

 

Chance – Savatage (Handful of Rain – 1994)

Chance foi a primeira experiência do Savatage com corais polifônicos. Para quem não sabe, é aquele tipo de coral muito usado em música clássica onde várias vozes cantam melodias diferentes ao mesmo tempo. Essa música é ideal para conhecer Savatage, uma das minhas bandas preferidas, pois tem, nessa única faixa, todas as principais características da banda. Tem uma parte balada, tem um trecho pesada, tem um tremendo solo de guitarra, uma bela letra e, principalmente o coral que a finaliza em um dos maiores Grand Finales de toda a história do Heavy Metal. É sério, os últimos minutos de Chance são de deixar qualquer pessoa que sabe o que é música boa embasbacado. Chance é uma música completa, que já nasceu clássica e que é tocada em todos os shows do Savatage desde então. Uma curiosidade é que, inicialmente, a banda a tocava sem a parte final, mas depois de alguns anos, decidiram criar coragem para realizá-la completa, com o coral e tudo. O resultado é genial e mostra que o Savatage nunca se contentou em fazer o “seguro”. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:47 AM
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   Outros – Colunas – Atitude Metálica – Manual para Neófitos no Heavy Metal II - Parte VII

Chainsaw Charlie – W.A.S.P. (The Crimson Idol – 1992)

Se você tem algo a dizer, deve ser dito. Blackie Lawless (vocalista, guitarrista e líder da banda) acredita nisso e compôs essa música em “homenagem” ao presidente da (gravadora) Capitol que ele achava um babaca. Como resultado, foi despedido e o disco saiu nos EUA apenas um ano depois do resto do mundo (leia a nossa entrevista com o cara, onde ele conta tudo isso e muito mais clicando AQUI). A música em si, é tão boa quanto a história que a gerou, principalmente seu refrão, que gruda desde a primeira audição. Particularmente, gosto muito da parte do final onde ouvimos uma platéia imensa cantando a música e ao fundo aquele barulho da serra elétrica que, na minha interpretação, significa que por trás do sucesso de uma banda, sempre tem um “Chainsaw Charlie”.

 

Eagle Fly Free – Helloween (Keeper of the Seven Keys Pt. 2 – 1988)

Essa música é, discutivelmente, o maior clássico do Heavy Metal. Em sua letra maravilhosa, Michael Weikath (o guitarrista e compositor) clama pela reunificação da Alemanha e até mesmo pela reunificação de toda a raça humana. Considero essa música um exemplo de perfeição. Desde a introdução até o refrão (principalmente o último, que tem um trechinho a mais e notas mais altas), Eagle Fly Free é uma música forte, alegre, pomposa e vitoriosa, exatamente como penso que o Heavy Metal tem que ser. Sem contar que é uma das poucas músicas onde encontramos solos de todos os músicos sem soar pedante, chato ou masturbatório (características que muita gente considera a mesma coisa, mas que para mim são bem diferentes).

 

Stand Up and Shout – Dio (Holy Diver – 1983) – Leia sobre o SHOW

Não dá para não se empolgar com esse riff. Deus abençoe o Vivian Campbell que, apesar de ter nome de mulher, sabe compor riffs bem mais “machos” do que muito guitarrista de Black por aí. Sem falar nos sempre fenomenais vocais do “duende” Ronnie James Dio. E aquele final, onde a música dá aquela paradinha, entra a guitarra sozinha, seguida daquela tremenda virada de bateria. Parodiando Celso Blues Boy, “Aumenta que isso aí é Heavy Metal!”.

 

Burn – Deep Purple (Burn – 1974)

Outro riff tremendão. Provavelmente a música mais apropriada para abrir um show que tenho conhecimento. Burn é rápida, pesada e empolgante e ainda tem vocais divididos entre dois vocalistas dos quais realmente gosto muito: David Coverdale e Glenn Hughes. É daquelas músicas que quase todo mundo gosta, até mesmo quem não gosta de Rock. É uma boa escolha para você atrair aquele seu amigo para o lado pesado da força.

 

PS: Olhando essa lista, concluo que o ano 2000 foi muito bom para o Heavy Metal. 

 

               Logicamente, existem dezenas, talvez centenas, de outras músicas que deveriam figurar nesta relação e como dissemos nos parágrafos acima, uma das grandes graças do Heavy Metal está em justamente explorar o gênero e descobrir bandas novas. O que passamos foi apenas uma lista de nossa preferência no momento. Com os contatos certos, tenho certeza que você terá um admirável mundo novo inteiro para explorar e passará a admirar o Heavy Metal, não somente pelo estilo musical que ele representa mas também pela atitude que ele pode trazer em sua vida. Feliz mês do Rock!

 Escrito por Bruno Sanchez às 10:46 AM
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   Cinema – O Quarteto Fantástico – o filme nunca lançado (The Fantastic Four – EUA – 1994) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte I

            O delfonauta fã de quadrinhos já deve ter visto o Quarteto Fantástico (Leia AQUI) de Tim Story e com certeza sabe da existência do filme de 1994 que nunca foi lançado comercialmente produzido por Roger Corman e renegado pela Marvel.

            Aproveitando a nova versão que acaba de chegar aos cinemas, todos os veículos nerds aproveitaram para falar da malfadada produção dos anos 90. Conosco não seria diferente, afinal também somos filhos de Deus (se é que Ele existe) e também queremos nossa fatia do bolo (hum, bolo...). Portanto, prepare-se para ler sobre um dos piores filmes que este que lhe escreve já teve o desprazer de assistir.

            Existem muitas histórias sobre a malfadada produção do filme. A que parece ser mais correta é a seguinte: uma produtora havia comprado os direitos do filme, mas demorou a produzi-lo. Se o prazo expirasse, eles teriam de pagar uma multa contratual para a Marvel. Para escapar dessa, decidiram fazer o filme a toque de caixa e chamaram para a empreitada Roger Corman, mestre em produzir filmes de orçamento irrisório (o cara tem mais de uma centena deles no currículo). O filme foi feito e a Marvel teve o bom-senso de vetar o lançamento. Não satisfeita, ainda destruiu quase todas as cópias. Todas? Não, pois uma pequena cópia ainda resistia bravamente ao invasor. Essa cópia foi... bem... copiada e era comumente vendida em convenções de quadrinhos. Agora, com o advento da Internet, rapidamente se espalhou pelo mundo.

            Outra versão da história que parece ser bem possível diz que o tal estúdio sabia que a Marvel queria fazer um filme de grande orçamento com Chris Columbus (isto é verdade, Columbus esteve ligado ao projeto por um bom tempo, mas teve que largar mão, pois se comprometeu com a franquia de Harry Potter – leia resenha do mais recente filme do bruxinho AQUI) assim que os direitos do filme voltassem para ela, mas não iria querer uma versão capenga do Quarteto lançada antes. Assim, o filme foi feito e a Marvel torrou uma nota para comprar as cópias da película e evitar seu lançamento. Ou seja, a produtora picareta ainda saiu no lucro.

            Enfim, seja lá qual história for a verdadeira, o fato é que a Marvel acertou em não lançar o filme. Ele de fato é muito, mas muito ruim. Claro que nós, fãs de quadrinhos, temos uma curiosidade mórbida, mas devo dizer que eu me arrependi de ter assistido a essa tranqueira. Entrou sem cerimônia na minha lista dos piores de todos os tempos. Acompanhe comigo a trama dessa desgraça e saiba o porquê. Mas fique avisado, vou comentar o filme inteiro nessa resenha, então se você não quiser saber, pare de ler agora. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:53 AM
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   Cinema – O Quarteto Fantástico – o filme nunca lançado (The Fantastic Four – EUA – 1994) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte II

            Ainda aqui? Curioso, hein? Vamos lá, então. O filme começa com Reed Richards ainda na faculdade. Jovem brilhante, ele desenvolve junto com o colega de classe Victor Von Doom uma máquina para capturar raios cósmicos e transformá-los em fonte de energia. Porém, Victor erra os cálculos, a máquina se sobrecarrega e acaba fritando Von Doom com um raio. Ben Grimm, também colega de classe dos dois, ainda tenta salvá-lo, mas Doom é dado como morto.

            Dez anos depois, Richards, já com as têmporas tingidas de branco, planeja conduzir o experimento novamente, dessa vez no espaço. Para isso conta com a ajuda de Ben, seu piloto, e dos irmãos Susan e Johnny Storm, que ele conhece desde que estes eram apenas crianças (!!). Aliás, os dois só embarcam na jornada porque foi assim que aconteceu nos quadrinhos. Eles não têm função nenhuma no projeto de Reed! (Nota do Carlos: segundo a paródia dos quadrinhos chamada Sérgio Aragonés Destrói a Marvel, Susan existe para enfeitar a história).

            Bem, para a nave agüentar o tranco dos raios cósmicos, Reed usa um diamante gigante (vai entender...), mas ele é trocado por um falso pelo Joalheiro, um tipinho que é o rei dos mendigos de Nova Iorque. O tal Joalheiro (um anãozinho feioso) roubou a peça para dar de presente para Alicia Masters, uma escultora cega, pela qual ele se apaixonou e quer que seja sua rainha.

            Sem a proteção da jóia, a nave é banhada pelos raios cósmicos e cai na Terra (a queda não é mostrada por razões orçamentárias). Os quatro escapam sem um arranhão, mas logo descobrem que ganharam poderes fora do comum.

            Reed consegue esticar seus braços e pernas (o resto do corpo os defeitos especiais não permitem. E deixa de ser safada!). Sue fica invisível, e lá no final do filme vai gerar apenas um campo de força (espera aí, ela já sabia que podia fazer isso? Se sabia, por que não falou nada?). Johnny consegue incendiar qualquer parte do corpo e disparar rajadas de fogo, mas ele só pega fogo por inteiro e voa no final do filme, quando é substituído por um desenho animado! E claro, Ben se transforma num monstro rochoso e de enorme força. Inacreditavelmente, a maquiagem do Coisa é um dos aspectos mais bem feitos do filme, o que também não quer dizer muita coisa. O ator que o interpreta é baixinho, então, quando está com a roupa de pedras, em vez de parecer forte, o Coisa parece mais um gordo. O rosto também tem seus problemas. Ele tem aquela monocelha protuberante como nos quadrinhos, mas ela torna quase impossível enxergar os olhos do infeliz. Além disso, sua boca animatrônica (no estilo Família Dinossauros) tem movimentos bem limitados. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:52 AM
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   Cinema – O Quarteto Fantástico – o filme nunca lançado (The Fantastic Four – EUA – 1994) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte III

            Voltando à trama, os quatro são resgatados do lugar da queda e levados para um laboratório onde ficam de quarentena. Acontece que eles estão no laboratório do temível Doutor Destino. Isso mesmo, Victor não morreu no acidente de dez anos atrás. Agora ele é o governante da Latvéria (que se resume ao seu castelo, que é uma pintura, e dois capangas trapalhões) e deseja vingança. Sua armadura é igual à dos quadrinhos e o diretor acertou em mostrá-la apenas em cenas escuras para não dar bandeira de que ela é de plástico. Porém, Destino apresenta alguns problemas: ele não pára de ficar abrindo e fechando as mãos para fazer um barulhinho maquiavélico de metal se chocando contra metal e simplesmente não dá pra entender quase nada do que ele fala. Parece até que o sujeito está com um ovo na boca!

            Enfim, o quarteto nada fantástico consegue escapar e retornar a Nova Iorque. O Coisa passa pela tradicional crise de “eu sou um monstro” e se junta aos mendigos do Joalheiro. Destino tenta roubar o diamante do Joalheiro. Sue faz os pijamas, isto é, os uniformes do Quarteto e Destino ameaça destruir Nova Iorque com um raio laser.

            Pausa para comentar os piores momentos do filme:

 

- Quando ainda estão de quarentena no laboratório de Destino, eles traçam um plano de fuga. Quando três manés (não que tenha algo de errado em se chamar Manuel) entram com roupas de proteção contra radiação no laboratório, o Coisa nocauteia os três para roubar os tais trajes. Bem, até aí nada de errado. Só que não vemos as porradas. No momento em que Grimm avança pra cima dos três, a imagem gira 360 graus três vezes e ouvimos aqueles barulhos clássicos de socos. Quando a tela pára de girar os três já estão nocauteados e sem as roupas. Simplesmente ridículo. (Nota do Carlos: o mais irônico é que o Cyrino é um grande fã de Kevin Smith, que faz quase a mesma coisa nas cenas de ação, como nós vimos em Dogma).

 

- Reed descobre que seus poderes são reflexos de suas personalidades. Susan é muito tímida e por isso fica invisível. Johnny é esquentadinho e logo, pega fogo. Reed quer fazer tudo ao mesmo tempo e por isso se torna elástico e Ben sempre preferiu a força bruta ao intelecto, daí se transformar num monstro de pedra. Ah tá...

 

- Em determinado momento, Alicia diz a Ben que o ama e ele volta instantaneamente à sua forma humana (com novo giro de tela). Quer dizer então que ele só precisava de amor? Que meigo!

 

- Em dois planos, a câmera mostra o ponto de vista de Alicia. No primeiro, quando ela é seqüestrada, um dos capangas do Joalheiro espirra clorofórmio em seu rosto. No segundo, o tal capanga fica fazendo caretas pra ela. Espera aí, ela não é cega? Seu ponto de vista não deveria ser uma tela preta? Meus cumprimentos ao diretor Oley Sassone. Se houver justiça nesse mundo, esse cara nunca mais deve ter pisado num set de filmagens.

 

- O Quarteto Fantástico é batizado pela mãe dos irmãos Storm. Que diabos a futura sogra de Richards está fazendo aqui? Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:51 AM
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   Cinema – O Quarteto Fantástico – o filme nunca lançado (The Fantastic Four – EUA – 1994) - TEXTO POR CARLOS CYRINO - Parte IV

            Voltando ao emocionante (modo de dizer) clímax do filme, nossos heróis, já devidamente trajados com suas fantasias mal feitas, rumam para o castelo de Destino, onde dão um pau nos capangas do ditador. Destino dispara seu raio mortal, mas o Tocha Humana (em toda sua glória de desenho animado) consegue impedir a destruição de Nova Iorque. Richards e Destino travam o duelo final, que termina com Reed acertando um soco elástico em Doom, que fica pendurado num precipício. O Sr. Fantástico tenta salvá-lo, mas o orgulhoso vilão prefere cair para a morte a ser salvo por seu rival. Afinal, todo vilão que se preze tem que morrer caindo, como o Destruidor no primeiro filme das Tartarugas Ninja (leia a resenha dos dois games mais recentes dos bichos verdes AQUI e AQUI) ou o Imperador em Star Wars – Episódio VI (na falta desse, leia a resenha do Episódio V AQUI e do Episódio III AQUI).

            O filme termina com chave de ouro no casamento de Reed e Sue. Ela de vestido de noiva e ele com seu uniforme. Por que não ele de terno e ela de uniforme? Por que não todos em trajes cerimoniais? Ou principalmente, por que não avacalharam de vez e colocaram um 4 no vestido de noiva dela? Vai saber...

            Ei, e o Joalheiro? O que aconteceu com ele? Mistério... Afinal, o sujeito simplesmente some de uma hora pra outra!

            É inacreditável como tudo nesse filme grita “sou um filme de quinta categoria”. Desde a cenografia pobre, passando pelos defeitos especiais, a trilha sonora de novela mexicana (que incomoda muito) até o nível risível de interpretação dos infelizes do elenco (chamá-los de atores é uma ofensa aos verdadeiros profissionais da sétima arte).

            Moral da história: não há nem como comparar esta realização fuleira com a nova produção capitaneada por Tim Story. O novo filme pode não chegar ao nível das franquias do Homem-Aranha (Leia a resenha de Homem-Aranha 2 AQUI), dos X-Men (na falta do filme, AQUI  você encontra a resenha do game X2 – Wolverine’s Revenge) e de Batman Begins (AQUI), mas o orçamento bem mais generoso permitiu a realização de um filme bem divertido e que respeita os personagens.

            Tudo o que o Quarteto Fantástico versão 1994 consegue é ser uma aula de como não se fazer um filme. Demorou um pouco, mas a Marvel finalmente aprendeu a zelar pelas adaptações de seus personagens para a telona. Nem que para isso essa porcaria tenha que ter nascido.

            Bom, sei que com todos estes argumentos contra, você, fã de quadrinhos, ainda vai querer saciar sua curiosidade mórbida se tiver a oportunidade de assistir ao filme. Espero que esta resenha ao menos o deixe preparado para o que irá encontrar pela frente. Depois não diga que eu não avisei. Hah Hah Hah Hah Hah!!!! (Esta é a risada maquiavélica que o Dr. Destino solta durante todo o filme).



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:50 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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