Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Água Negra (Dark Water – EUA – 2005) - Parte I

           Não sei quanto a você, caro delfonauta, mas eu gosto de assistir às refilmagens de terror japonês, tão em moda ultimamente. Acho que é porque eles não demandam grandes explicações e a violência apresentada não é tanto física, mas psicológica.

            Também gosto de ler as críticas a respeito deles, aquelas que geralmente falam que o original é melhor. Aí eu vejo os filmes originais e constato: crítico de cinema é um bicho chato por natureza, que muitas vezes gosta de falar mal só porque é legal. Vejamos os casos de O Chamado (aliás, a resenha de O Chamado 2, você encontra AQUI) e O Grito (AQUI). Muitos disseram que O Chamado era o melhor filme de terror a surgir em um longo tempo (eu achei muito meia-boca) e outros disseram que, adivinhe, o original era melhor (e eles são absolutamente iguais, pô). Já O Grito ganhou críticas dizendo que era bom, mas não chegava aos pés da película da fita maldita (eu achei mais legal) e, é claro, o original era melhor (bem, o original tem mais sustos, porém contém toda uma passagem bem confusa que foi limada da versão estadunidense. Daí declaro um empate).

            O caso de Água Negra é um pouco diferente. Todas as críticas que li foram desfavoráveis e ninguém fez a tão comum comparação com o filme original. Enquanto a versão japonesa de Água Negra não chega às locadoras (se as versões dos filmes acima chegaram, por que neste caso seria diferente?), o jeito é passar minhas impressões do filme do brasileiro Walter Salles (leia uma entrevista com o cara e mais uns adendos AQUI) como uma obra única.

            Bem, vamos tirar o óbvio da frente: eu gostei do filme. Devo dizer que, talvez influenciado pelas críticas que li, estava preparado para uma bela porcaria. Não é o caso. Mas talvez ajude mais se você não considerá-lo um filme de terror – afinal há poucos sustos, e a maioria bem ineficiente. Aliás,    se os sustos não funcionam, são porque novamente acontecem em situações-clichê do gênero. Será que não há mais como inovar ou trata-se de pura falta de imaginação? Água Negra é, isso sim, um suspense com elementos sobrenaturais, já que a atmosfera de tensão permeia o filme inteiro.

             Tensão que começa quando Dahlia (Jennifer “eu gosto de caras verdes e grandes” Connelly), recém-divorciada, muda-se com a filha pequena para um decrépito prédio na Ilha Roosevelt (ilha vizinha de Manhattan). Uma estranha goteira de Água Negra (ahá!) começa a pingar no apartamento alugado de Dahlia e durante a noite barulhos podem ser ouvidos no apê de cima. Até aí, tudo normal, mas acontece que o tal imóvel está vazio... Tã, tã, taaaaan!

            É, parece que os japoneses adoram uma boa história de fantasmas e famílias disfuncionais, não necessariamente nessa ordem. Afinal, os dois filmes citados no início dessa resenha têm a mesma temática. Neste caso, parece que a moral da história é: cuide bem de seus filhos, senão... (para os devidos efeitos, imagine um brutamontes falando isso enquanto estala os punhos). E isso é tudo o que posso falar sem entregar demais. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 2:58 PM
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   Cinema – Água Negra (Dark Water – EUA – 2005) - Parte II

            Como escrevi lá no começo, estes filmes não apresentam muita violência física (aqui ela é quase inexistente), mas um lado psicológico bem forte. Neste caso, devido a um trauma de infância sofrido por Dahlia e que será a chave para a resolução do mistério.

            Há também um furo de roteiro, uma situação que parecia ser importante para a trama, mas que acabou sendo esquecida. Claro, nem tudo precisa ser explicado, mas este não é um desses casos.

            Agora, o que me surpreendeu mesmo, e fez este filme subir vários pontos no meu conceito, foi o final no mínimo inusitado. Não chega a ser uma surpresa, mas também não é muito comum para uma produção hollywoodiana.

            No campo das atuações, tirando a oscarizada e linda Jennifer Connelly, que tem potencial para ser uma “rainha do grito”, merecem também destaque John C. Reilly, como um corretor de imóveis picareta, e um irreconhecível Tim Roth como o advogado de Dahlia.

            Para quem está se perguntando como se saiu nosso querido Walter Salles (aliás, leia a resenha de Diários de Motocicleta AQUI) em sua primeira incursão no cinemão estadunidense, digo que escapou ileso. Entregou uma direção correta e discreta, porém muito segura. Nada que mereça críticas ou destaque. Quem merece uma menção favorável é o também brasileiro Affonso Beato, que já trabalhou em outros filmes na terra do Bush, responsável pela bela fotografia em tom esverdeado.

             Dada minha experiência prévia com os outros exemplares do gênero (se é que se pode chamar assim), posso dizer que este filme pode surpreender a alguns, assim como me surpreendeu, mas com certeza não deverá agradar a muita gente. Trata-se de um indicativo de que a tal moda do terror japonês, embora ainda funcione, está precisando de uma renovação em sua temática. Senão corre o risco de ser atropelada por uma nova moda. 



 Escrito por Carlos Cyrino às 2:53 PM
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   Cinema – Aprendendo a Mentir (Liegen Lerner/Learning to Lie – Alemanha – 2003) - TEXTO POR CARLOS CYRINO

            Certos filmes complicam bastante o trabalho do crítico. Aprendendo a Mentir é um deles. Para facilitar minha labuta, apresento aqui uma nova definição para tais filmes. Vou chamá-los de “filmes nada”. Como exemplo prático, usarei Aprendendo a Mentir. Explico: o filme não é bom - depois de meia hora some da memória sem deixar rastros - mas também não é ruim, já que não ofende a inteligência do espectador, por exemplo. Ele não apresenta nenhum tipo de curiosidade a ser repassada para quem porventura leia alguma matéria sobre ele (mas há exceções para outros “filmes nada”). Também não possui uma temática interessante e nem que gere discussões e teorias a seu respeito (coisa que nós, nerds, adoramos – e aproveite para ler a resenha de Matrix AQUI), salvo novamente algumas poucas exceções para certos filmes dessa nova definição. Assim, sua única função torna-se ajudar a passar o tempo ocioso sem precisar pensar muito. Só que o problema é que há milhares de outros filmes que cumprem essa função muito mais satisfatoriamente.

            Entendeu? Acompanhe a sinopse para uma melhor compreensão: tudo começa quando Helmut (que nome bacana!) descobre que sua namorada está grávida. Para piorar, ela diz que vai ter o bebê de qualquer jeito e lhe dá um ultimato: ou ele fica a seu lado, ou some. A partir daí vemos em flashback toda a vida amorosa do rapaz, desde seu primeiro grande amor dos tempos de colégio, Britta (outro nome muito legal), a qual ele nunca esqueceu (como já dizia o subtítulo de American Pie, a primeira vez é inesquecível) e passa a usá-la como base de comparações para todas as que vieram depois. Helmut é um típico homem-clichê. Tem medo de compromisso e quando seus relacionamentos ficam sérios ele dá um jeito de estragar tudo, não suporta ficar acomodado e comete traições sem grandes motivos.

            Este tema – porque os homens agem de forma errática em seus relacionamentos amorosos – pode parecer interessante, mas em nenhum momento o filme se aprofunda no assunto e nem propõe uma discussão sobre isso. Portanto, ele não saiu das características apresentadas acima.

            Além disso, “draminhas” com toques cômicos (embora eles não funcionem neste caso) sobre as dificuldades do amor existem aos montes e com diferentes graus de êxito. Portanto, este é apenas mais um na multidão.

            Para piorar a situação de nosso caro Aprendendo a Mentir, ele é um filme alemão de 2003, o que significa, se minhas previsões estiverem afiadas, que vai passar batido nos cinemas, visto que o grande público não tem o costume de assistir filmes que não sejam estadunidenses (maldito imperialismo cinematográfico!). Com dois anos de atraso então...

            Para concluir: este filme não merece uma ida aos cinemas, principalmente com os ingressos ao preço em que estão. Recomendo assisti-lo apenas no domingo à tarde pela TV, quando não houver mais nada de interessante passando. Ou melhor ainda, prefira alugar Adeus, Lênin!, esse sim um filme alemão bem legal.

            Aproveite para ler as resenhas de outras obras que este que lhe escreve considera como sendo “filmes nada” (mesmo que nem sempre a pessoa que fez a resenha concorde comigo):

- Tróia

- Eu, Robô

- O Terminal

- Menina dos Olhos

- Cruzada  



 Escrito por Bruno Sanchez às 11:38 AM
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   Outros – Matérias – O Velório Virtual

Durante o século XX, especialmente nas pequenas cidades espalhadas pelo interior do Brasil, uma figura sempre se destacava nos enterros. Normalmente, era um senhor ou senhora, de origem humilde, já passando da casa dos 60 anos, que freqüentava todas as salas de velório, dando suas condolências às famílias dos defuntos e participando da oração final, mesmo que sequer os tivesse encontrado em vida. Mas os ratos de velório, como eram popularmente chamados, não se importavam com este “pequeno” detalhe e se enturmavam com os amigos do finado. Além disso, faziam questão de ir até o caixão e desejar uma boa passagem para o outro lado com o sinal da cruz. Quando eu era pequeno e viajava para o interior, sempre ouvia as mais variadas histórias sobre esses seres. Os anos se passaram e as cidades cresceram, mas os velhos hábitos surgiram renovados para uma nova geração.

A estratégia dos novos ratos é muito simples. Normalmente são pessoas esclarecidas e bem informadas que, ao se depararem com alguma notícia de algum crime bárbaro cometido recentemente contra um jovem da classe média ou alta (do jeito que as coisas caminham, toda semana aparece algum crime desses), gravam o nome da vítima, entram no Orkut, procuram seu profile no banco de dados (por isso a vítima deve ser das classes A e B, já que é mais difícil encontrar alguém da classe C, D ou E que tenha um computador com acesso à Internet em casa, quanto mais uma conta no Orkut) e deixam um scrap para o falecido com algo do tipo “Fulano, não te conheci mas estou chocado com o crime. Descanse em paz”.

            A ação, apesar de soar um tanto mórbida, produz um efeito interessante de individualização dos finados internautas. De repente, eles deixaram de ser apenas uma estatística brutal e ganharam traços de pessoas reais, que perderam a vida em um latrocínio ou qualquer outro crime estúpido.

            Sim, confesso que sou um destes curiosos, mas não deixo um scrap para o falecido apesar de, muitas vezes, compartilhar do sentimento de indignação e raiva dos seus amigos. De certa forma, me sinto menos hipócrita conhecendo melhor quem se foi ao invés de simplesmente pensar “que absurdo!” e virar a página do jornal para a seção de esportes.

            Com a onda de crimes hediondos (não consigo me esquecer daquele absurdo cometido pelo monstro que assassinou covardemente uma jovem de 16 anos e seu namorado algum tempo atrás), nos acostumamos a ler sobre os casos e nos indignamos, mas o tempo esfria o sentimento e seguimos nossa vida em frente. Enquanto isso, as famílias dos que se foram tentarão, às vezes em vão, curar a cicatriz de perder um ente querido, muitas vezes um jovem com toda a vida pela frente. Antigamente, essas vítimas eram apenas números que causavam uma revolta momentânea, pedidos de redução da maioridade penal ou pena de morte (fatores que contam com meu voto também), mas logo a situação sai de foco e as lembranças permanecem apenas na mente das pessoas que efetivamente as conheciam.

            Com a criação do Orkut em 2004, no entanto, estamos à mercê de uma grande reviravolta. Agora, além de ler sobre o determinado crime em um jornal, podemos também conhecer melhor a pessoa que partiu, o que ela gostava, quem eram seus amigos, o que diziam dela e qual a verdadeira marca que esse ser humano deixou na vida de todos. De repente, um número ganhou rosto, preferências, amigos, familiares, depoimentos, uma vida e, com isso, perde-se a incômoda sensação de coletividade do crime onde sabemos que no ano passado morreram milhares de pessoas em crimes estúpidos, mas não tínhamos idéia de quem realmente eram a não ser que o crime ocorresse no seu convívio social. Lendo o perfil que a vítima escreveu meses antes de sua morte, passamos a nos identificar com aquela situação de tristeza e amargura dos familiares e, de certa forma, sentimos que quem se foi, poderia ser um amigo, um parente ou nós mesmos.

É interessante e ao mesmo tempo contraditório que em um mundo cada vez mais frio, ainda sobre espaço para a compaixão justamente dentro do ambiente virtual, onde os contatos tendem ser cada vez mais distantes (e, acredite, de contatos virtuais eu entendo pois participo desse mundo há 10 anos, juntamente com o Corrales). Quem sabe com essa identificação, o ser humano não volte realmente seus pensamentos para o próximo e para o futuro que estamos construindo para nossos filhos. Chega de violência!

E já que o assunto é Orkut, você já sabe que o DELFOS tem uma comunidade lá, né? Se você ainda não entrou, clique AQUI e divida com a gente seus sentimentos de repúdio à violência do nosso mundo.



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:21 AM
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   Cinema – Nem Tudo é o que Parece (Layer Cake – Reino Unido – 2004) - TEXTO POR CARLOS CYRINO

            O título besta em português pode enganar, por isso já vou avisando, este filme não é uma comédia desmiolada, mas uma história sobre bandidos e suas mutretas, reviravoltas e traições.

Alguém aí pensou em Guy Ritchie e seus Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes e Snatch – Porcos e Diamantes? Pois saiba que pensou certo, pois Matthew Vaughn, o diretor do “Bolo de Camadas”, produziu os dois filmes acima e parece ter tomado gosto pela temática favorita do sr. Madonna.

            Vaughn nos apresenta ao protagonista sem nome, creditado apenas como XXXX, um traficante de drogas de médio porte que recebe de seu chefe a missão de comprar uma carga de comprimidos de ecstasy de outro traficante, um pé-de-chinelo que tem fama de encrenqueiro, e repassá-la. Porém, o tal carregamento foi roubado da máfia sérvia e eles não estão nada contentes. Isso é só a linha básica e principal da história. Há também muitas subtramas e ações paralelas que se desenrolam não linearmente. E isso é o grande atrativo do filme, mas responsável também por seus defeitos. As criativas elipses de tempo e histórias paralelas que se encaixam aos poucos à trama principal prendem a atenção e tornam o filme bonito de se ver em termos de uso de técnicas visuais.

            Agora os defeitos: nem todas as elipses funcionam e muitas das tramas paralelas acabam não tendo importância nenhuma para a história principal. Como resultado, o filme acaba sofrendo com excesso de personagens desnecessários, tornando-se confuso em algumas passagens. Sim, confesso que boiei em algumas partes do filme, mas ao final, deu para entender tudo.

            Este foi o risco que Matthew Vaughn resolveu correr em seu longa de estréia na direção e, no fim das contas, o saldo foi positivo. Afinal, para um primeiro filme, ele é bem estiloso. Além disso, filmes de estréia sempre apresentam um ou outro defeito, por isso, os pontos fracos citados acima podem ser abonados numa boa, desde que não voltem a acontecer!

            Como disse, Vaughn tem estilo, o que não quer dizer necessariamente que seja um estilo só dele. Pois além da temática “protagonistas que são criminosos gente boa têm que se livrar de uma enrascada”, ele, assim como Guy Ritchie, abusa de recursos técnicos interessantes para incrementar a narrativa. Porém, enquanto os filmes de Ritchie têm uma estética mais videoclíptica, com cortes e montagem acelerados, a obra de Vaughn é mais lenta, sem pressa, o que não quer dizer que o filme seja arrastado.

            Como se trata de uma pequena produção inglesa, não há rostos conhecidos no elenco, mas os atores estão bem e, além disso, falam com aquele irresistível sotaque britânico que eu adoro.

            Ah, a cena final, na verdade uma típica piada de humor negro inglês, pode deixar muita gente com raiva do filme, outros podem achar apropriado. A minha opinião é segredo profissional. Nem Tudo É o que Parece vai passar despercebido nos cinemas, mas é perfeito para se assistir em DVD no fim de semana.

            Para encerrar, uma curiosidade quanto ao sr. Matthew Vaughn. Até pouco tempo atrás, ele estava escalado para dirigir X-Men III (e falando em quadrinhos, leia sobre Homem-Aranha 2 AQUI,  Batman Begins AQUI e Elektra AQUI), mas cedeu a cadeira para Brett Ratner, de Dragão Vermelho. Pelo que pude constatar por este Nem Tudo é o que Parece, o terceiro exemplar das aventuras de Wolverine, Noturno (opa, esse parece que não vai voltar) e seus amigos nas mãos de Vaughn, tinha potencial. Nas mãos do operário-padrão Ratner, só posso sentir medo, muito medo. Mas isso é assunto para quando o filme sair. Se é que o patrão vai me escalar para cobrir o novo exemplar de uma série da qual ele gosta tanto. ;)      



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 7:20 AM
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   Música – Matérias – Pete Doherty & Babyshambles - TEXTO POR MÔNICA NASCIMENTO

            Parece que o nosso excelentíssimo Pete Doherty chegou mesmo para ficar. O moço, inglês branquelo e altíssimo, que desfila por aí nas capas dos tablóides ingleses de mãos dadas com a namorada Kate Moss (aquela modelo, sabe?) ficou conhecido por sua atuação nos vocais e guitarras da banda The Libertines, ao lado de seu (até então) amigo de infância Carl Barât, com quem tinha uma relação bastante próxima. Entre outras coisas, parece que Doherty, pouco antes de ser expulso da finada banda, invadiu o apartamento do amigo, que algum tempo depois foi esperá-lo no dia em que ele saiu da cadeia. Romântico, não?

            Bom, parece que o mocinho está outra vez na capa do semanário inglês New Musical Express, a bíblia salvadora dos moderninhos de plantão. O motivo é a sua nova banda, Babyshambles (talvez não tão nova assim, já que existe praticamente desde que Pete foi expulso dos Libertines). A banda ainda não tem nenhum álbum lançado (mas a gente avisa aqui quando tiver – parece que eles já estão em estúdio), mas costuma lotar os shows e eventos nos quais participam lá na longínqua Inglaterra (Londres e arredores, mais especificamente).

            Há apenas um single lançado, o querido Killamangiro, que soa muito como o primeiro disco dos Libertines, Up The Bracket, de 2002. Muito crú, meio Clash (aliás, o produtor dos discos da primeira grande banda do Pete foi o famigerado Mick Jones, ex-Clash, e parece que Mick está produzindo também o disco da nova banda). Além dessa, outras músicas dos Babyshambles circulam por aí: The Man Who Came to Stay, de certa forma bem autobiográfica; o moço está dizendo que não vai mesmo a lugar nenhum. Fuck Forever, que se transformou em uma das mais queridas músicas dos últimos tempos (pelo menos para o colunista de música Pop da FSP Lúcio Ribeiro, que diz que esta é uma das músicas mais lindas do mundo). Stix & Stones é uma das minhas preferidas. Nela, Doherty canta: “don’t look back into the motherfucking sun”, lembrando de um dos singles da antiga banda, a música Don’t look back into the sun. E colocar um motherfucking no meio de qualquer frase, sempre deixa ela mais tremendona.

            O disco de estréia deve incluir, além das já citadas The Man Who Came To Stay, Stix and Stones, Fuck Forever e o primeiro single, Killamagiro, outras músicas como Gang of Gin, que lembra muuuuuito o Clash, Black Boy Lane, Loyalty Song, A Rebours, Do You Know Me?, 32nd Of December, My Darling Clementine, In Love With a Feeling, Albion, 8 Dead Boys, Pipe Down, What Katie Did Next, Alibi, Wolfman e Babyshambles. A maioria delas já pode ser conferida por meios... uhn... alternativos. O próximo single da banda será provavelmente a querida Fuck Forever, e deverá saír em julho na Inglaterra.

            Uma coisa a se lembrar, quando se trata de Babyshambles, é que as versões que se acha por aí podem diferir muito umas das outras. Vale a pena, caso você goste da banda, procurar por versões diferentes de cada música. Até li em algum lugar que as letras dependem da versão (não completamente, é claro). Há também, circulando na internet, muitos vídeos amadores de apresentações da banda. Neles, é possível ver o vocalista cambaleando (de bêbado) pelo palco ou fazendo tipo, vai saber (provavelmente os dois). Interessante, no mínimo.

            Os Babyshambles (ou Pete Doherty) estão acontecendo. Olha aí, outra vez na capa da NME. Vale a pena dar uma olhada e conhecer o som. O site oficial da banda inglesa é http://www.babyshambles.net/, e um outro site legal, no qual se pode ver os Books of Albion, que são algo como diários de Doherty, é http://www.babyshambles.com/.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 9:02 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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