Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – A Feiticeira (Bewitched – EUA – 2005) - Parte I

              Na onda das refilmagens de séries de TV para o cinema (semana passada tivemos Os Gatões, que você lê AQUI), chega agora o mais novo exemplar, A Feiticeira. Porém, como aconteceu com Starsky & Hutch, que era uma série policial séria e na telona virou uma comédia, a transposição da história da bruxinha para a tela grande também não é um mero remake.

            No filme, Jack Wyatt (Will Ferrell, de O Âncora: A Lenda de Ron Burgundy, AQUI) é um ator em decadência. Seu último filme foi um fiasco e sua vida pessoal está em frangalhos. Convencido por seu agente (Jason Schwartzman, o nerd de Três é Demais), aceita migrar para a TV, e fecha contrato para interpretar Darrin, o marido de Samantha, na refilmagem de A Feiticeira. Eu não sei quanto a você, amigo delfonauta, mas eu adoro uma metalinguagem!

            Mas, voltando ao que interessa, Wyatt quer ser o astro absoluto do programa, e, portanto exige que Samantha seja interpretada por uma desconhecida. Ele tira a sorte grande quando encontra casualmente Isabel (Nicole Kidman) e fica fascinado com o modo como ela balança seu lindo narizinho. Só que Isabel é uma bruxa de verdade, que se mudou para Hollywood na esperança de levar uma vida normal (como se isso fosse possível nessa cidade), sem bruxarias, e encontrar um amor que a aceite como ela é. A pobre bruxinha se apaixona pelo ator, mas este só está interessado em reerguer sua carreira, usando Isabel como escada. Quando ela descobre as verdadeiras intenções de Jack, bem... Eu não vou contar o resto do filme. Ao invés disso vou apresentar a fórmula para se fazer uma comédia romântica no cinemão estadunidense e aí o resto fica fácil de adivinhar (e, se você quiser uma fórmula mais aprofundada, fique com Como Fazer um Filme de Amor. A resenha está AQUI, a entrevista com o diretor AQUI e com o elenco AQUI). Vamos lá:

 

1-     Um casal de protagonistas que a princípio parecem não ter nada a ver um com o outro.

2-     Uma série de situações de amor e ódio entre eles, das quais um relacionamento irá brotar.

3-     Uma revelação ou algum outro fato que fará um deles surtar e o relacionamento azedar.

4-     A pessoa que surta vai rever seus conceitos e descobrir, que apesar dos pesares, não conseguirá mais viver sem sua cara-metade.

5-     Um gesto por parte deste indivíduo apaixonado para reparar seus erros e fazer sua alma gêmea perdoá-lo e reatarem, garantindo o final feliz.

 

            Pois é, A Feiticeira se encaixa em todos estes quesitos, portanto, novidade não é o mote desta película. O que a põe um pouco (e é um pouco mesmo!) acima da média de outras produções do gênero é a idéia central do roteiro, um programa de TV dentro do filme e a atriz que interpreta Samantha ser realmente uma feiticeira (eu já disse que adoro metalinguagens?); as inusitadas aparições de Michael Caine (o Alfred de Batman Begins, que você lê AQUI), como o pai de Isabel (também ele um bruxo); e Nicole Kidman, mais bonita do que nunca e com bom ritmo para a comédia. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:05 AM
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   Cinema – A Feiticeira (Bewitched – EUA – 2005) - Parte II

             E agora, os contras: Will Ferrell, que durante anos foi responsável pelos quadros mais engraçados do Saturday Night Live, decepciona. Seu personagem só é engraçado quando dá ataques de estrelismo no set do programa. Além disso, temos a participação totalmente sem noção de Steve Carell (O Virgem de 40 Anos) como o tio Arthur, personagem da série clássica que aparece como... hã... mágica, para fazer Jack Wyatt tomar jeito na vida e fazer alguma coisa. Em outras palavras, preguiça de fazer um roteiro decente. Aqui as situações são resolvidas como se fossem um feitiço de Isabel. Para se ter uma noção da preguiça de Delia e Nora Ephron (as roteiristas, sendo a última também a diretora), uma cena é um plágio descarado de uma seqüência de Todo Poderoso (aquele filme bacana onde Jim Carrey vira Deus). Em A Feiticeira, Isabel usa seus poderes de bruxa para sacanear Jack. Ela faz com que ele não consiga dizer uma fala adequadamente durante a gravação de uma cena do programa. Em Todo Poderoso, Jim Carrey usa seus poderes divinos para sacanear seu rival no telejornal onde ele trabalha. Ele faz com que o tal cara não consiga dar uma notícia adequadamente no jornal ao vivo. Mera coincidência? Acho que não!

            Sim, eu lembro que escrevi que este filme está um pouco acima da média dos outros exemplares do gênero, o que não que dizer que o filme seja excelente, e sim que o gênero inteiro (as comédias românticas) é muito fraco. Culpa da maldita fórmula lá de cima, repetida à exaustão.

            Este filme, apesar de se enquadrar na minha categoria de “legalzinho”, não é nenhuma prioridade a ser vista no cinema. Recomendado apenas a saudosistas da série clássica, fãs da Nicole Kidman, e casais interessados mais em dar uns malhos do que em assistir ao filme propriamente dito.



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:01 AM
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   Música – Notícias – São Paulo pode ficar sem show do Pearl Jam!

             É praticamente certo que o show do Pearl Jam em São Paulo não vá mais acontecer (nããããããooooooooooo!!!!!!). Isso porque nosso querido prefeito José Serra decretou a proibição da realização de shows no Estádio do Pacaembu (onde a banda se apresentaria). O excelentíssimo doutor ficou espumando de raiva com o fato da Rádio Mix ter desrespeitado o limite de horário para o término de um show que ela promovia no domingo passado. Devia ter terminado às 22h30, mas só foi acabar à 1 da madrugada, incomodando os moradores da região. Maldito prefeito, maldita Rádio Mix e malditos moradores da região!

            Mas não dá para mudar o lugar?

            Até daria, só que as coisas se complicam, pois a banda não toca em estádios com capacidade para mais de 40 mil pessoas, alegando questões de segurança.

            O empresário Fernando Altério, responsável pela vinda do quinteto, chegou a cogitar a transferência do show para o Parque Antártica, mas o glorioso verdão vai jogar contra o Fluminense no dia. D’oh!

            Altério afirma estar fazendo o possível para que os paulistanos não fiquem sem conferir a trupe de Eddie Vedder, mas alega que a situação está difícil. Caso não consiga encontrar outro local, ele tentará levar a banda para Belo Horizonte e Brasília. Lucky bastards!

            É isso aí, meus amigos. Show de Rock no Brasil só acontece com certeza quando a banda desembarca em terras nacionais. Antes disso, tudo pode acontecer. É só lembrar de Metallica e Foo Fighters, que cancelaram shows com ingressos já vendidos.

            Mas creio que essa é a primeira vez que uma apresentação é cancelada pela banda ter sido “despejada”. Meus cumprimentos ao senhor prefeito José “eu não gosto de barulho” Serra. O jeito agora é ir ao bar afogar minha decepção ao som de Ten, para me lembrar do que vou perder.



 Escrito por Carlos Cyrino às 3:36 PM
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   Notícias – Kirsten Dunst revela vilões de Homem-Aranha 3

            Numa entrevista ao site Zap2it, onde falava sobre o novo longa de Cameron Crowe (o diretor de Quase Famosos e prodígio do jornalismo musical), Elizabethtown, Kirsten Dunst, a popular Mary Jane Watson, cometeu a “pequena” gafe de revelar quais serão os vilões do aguardado Homem-Aranha 3. E se você costuma acompanhar os boatos da Internet, não foi nenhuma surpresa.

            Segundo Dunst, Thomas Haden Church (que concorreu este ano e perdeu injustamente o Oscar de ator coadjuvante por seu papel em Sideways – Entre Umas e Outras, cuja resenha está AQUI) será Venom e Topher Grace (o hilário Eric Forman da série That ‘70s Show) viverá o Homem-Areia. E todo mundo pensando que era o contrário...

            Após a indiscrição, Kirsten soltou um “acho que não devia ter falado isso” e tentou confundir a galera dizendo que pode ser o contrário, como todos os boatos até aqui afirmavam.

            Na boa, eu acho meio difícil de acreditar que Dunst daria um fora desses. Os contratos dos atores geralmente possuem cláusulas de sigilo quanto a esse tipo de informação, o que me leva a crer que ela está apenas nos sacaneando. Mas, se for verdade, pode acreditar que ela vai, no mínimo, pagar uma multa bem pesada por sua tagarelice.

            Para quem não conhece os vilões, aí vai uma rápida apresentação. Venom é a fusão de um jornalista fracassado, Eddie Brock, com um simbionte alienígena adquirido pelo Homem-Aranha durante as Guerras Secretas (cuja resenha você lê AQUI). Durante algum tempo, o alien foi a roupa do cabeça-de-teia, mas logo que ele descobriu que se tratava de um ser vivo, se livrou dele. A criatura se fundiu com Brock, que nutre um ódio mortal pelo amigão da vizinhança e a nova criatura conhecida como Venom torna-se um de seus adversários mais perigosos e persistentes. Obviamente, só a origem do vilão daria um filme de três horas, então é muito provável que sua origem seja bastante alterada. Arrisco dizer que talvez seja mais próxima de sua origem no universo Ultimate (que você lê AQUI).

            Curiosidade: embora seja um dos personagens favoritos dos fãs (inclusive deste que vos escreve), é notório que Sam Raimi não morre de amores por ele. Estranho ele estar no filme se o diretor não o aprecia...

            O Homem-Areia é Flint Marko, um ladrão pé-de-chinelo. Um belo dia, escondendo-se da polícia numa área de testes nucleares, acaba pego numa explosão atômica. Como o delfonauta deve saber, nos quadrinhos, pessoas que sofrem acidentes nucleares ou radioativos não são reduzidas a pó e nem ficam com seqüelas horríveis. Ao invés disso, elas ganham superpoderes bacanas. Voltando ao nosso amigo Marko, após o acidente, seu corpo passa a ser composto de areia. Assim, ele pode fazer coisas como alterar sua densidade e fugir escorrendo-se por bueiros e outros orifícios... legal, né? Este sempre foi um personagem de segundo escalão nas HQs, mas seu poder pode ficar bem legal na telona e o personagem pode ganhar mais dignidade nas mãos de Raimi.

            Quanto aos atores, Thomas Haden Church tem o físico e as feições para interpretar tanto um quanto o outro. E é um ótimo ator. Eu achei Topher Grace meio novo para ser o Venom. Isso sem contar que ele é muito magrelo e Venom é uma montanha de músculos. Mas nada que muita malhação, algumas bombas e até mesmo uma roupa com enchimentos não resolvam. Para aqueles que duvidam de suas habilidades interpretativas, Grace provou ser um bom ator em Em Boa Companhia (que você lê AQUI).

            Bom, eu só vou acreditar em tudo isso quando for divulgada a confirmação oficial. Seja como for, nós aqui do DELFOS vamos continuar acompanhando atentamente a saga dos vilões, e, qualquer novidade, a gente avisa.



 Escrito por Carlos Cyrino às 1:54 PM
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   Música - Especial – O Renascimento do Judas II – A banda – Parte I

Antes de ler esse texto, não deixe de a primeira parte, clicando AQUI.

O ano de 2001 também viu outro ótimo lançamento da Rainha do Metal, o registro duplo ao vivo (muito bom mesmo), Live Insurrection (leia AQUI), com todos aqueles clássicos do Judas Priest e do Fight que mencionei na primeira parte, em versões impecáveis.

Reza a lenda que a maior parte do Live Insurrection foi gravada mesmo em estúdio, com um overdub dos mais sacanas e toda a reação do público foi ensaiada e moldada para ficar da forma que saiu na versão final. Boatos à parte, o próprio Rob assumiu que regravou algumas partes das músicas em estúdio, exatamente como ocorreu com o famoso álbum ao vivo, Unleashed in The East, lançado pelo Judas em 1979. Mesmo com toda a polêmica girando sobre a autenticidade do CD, esse é um trabalho que merece figurar na prateleira de qualquer banger que se preze, especialmente pelo seu preço atual bem reduzido, se pensarmos que o CD é duplo e a qualidade sonora é excelente.

A ótima repercussão dos álbuns do Halford abriram espaço, em 2002, para a gravação do segundo álbum oficial da banda, Crucible, que se não era tão inspirado quanto seu predecessor (e não alcançou metade da repercussão do Ressurection), pelo menos seguia a mesma linha energética e mantinha Rob na linha do Heavy Metal exatamente como ele desejava após as frustrações do Fight e do Two, mas o melhor ainda estava por vir.

Do lado do Judas Priest, a carreira da banda logo após a saída de Rob Halford, dez anos antes, estava incerta. Muitos apostavam no fim definitivo dos ingleses – exatamente como aconteceu quando outro vocalista saiu de um outro certo grupo inglês chamado Iron Maiden, quase na mesma época - e as coletâneas surgiam aos montes (quando as coletâneas começam a aparecer, pode acreditar que alguma coisa não vai bem pois isso é uma estratégia das gravadoras para preencher as lacunas de possíveis trabalhos de estúdio de seus artistas), mas KK, Tipton e Hill, os integrantes remanescentes originais, achavam que o Priest era grande demais para acabar e, depois de merecidas férias de dois anos, em 1994, os ingleses lançaram um concurso oficial do substituto de Rob.

Milhares de vocalistas em todo o mundo participaram do concurso enviando fitas cassete com a gravação de músicas clássicas do Judas com suas próprias vozes, mas a lista final dos aprovados para o posto se reduzia a dezenas de nomes, alguns já consagrados, outros nem tanto como podemos verificar na lista a seguir:

Ralf Scheepers (Ex-Gamma Ray, atual Primal Fear), D.C. Cooper (Royal Hunt), Tim Lachman (Gargoyle), David Reece (Ex-Accept), Anthony O´ Hara (Praying Mantis), Tony Mills (Shy), Tim Owens (Winterbane), Devin Townsend (Strapping Yound Lad), Matthew T. McCourt (Mayhem), Sebastian Bach (Skid Row – esse é o mais curioso, alguém já imaginou a Barbie como vocalista do Judas?), Jeff Martin (Racer X), John West (Royal Hunt) e Ski (Faith Factor). Algumas publicações na época chegaram a cogitar outros nomes bem bizarros também como King Diamond, Rock´n´Rolf do Running Wild e Hansi Kürsch do Blind Guardian, mas estes eram apenas boatos e nunca confirmaram que sequer participaram do tal concurso pelo posto de Rainh...digo, Rei do Metal. Entre as apostas, um nome já era dado como certo em praticamente toda a imprensa européia: o alemão Ralf Scheepers. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 10:00 AM
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   Música - Especial – O Renascimento do Judas II – A banda – Parte II

Ralf era fanático por Judas Priest, tinha um timbre de voz bem variado – passeando tranqüilamente por todas as fases da banda sem grandes esforços (basta ouvir um disco do Gamma Ray - leia AQUI, e um do Primal Fear, leia AQUI, para perceber a variação de voz do cidadão), e também já contava com uma boa experiência na estrada e no estúdio, atuando na cena metálica desde os anos 80 em trabalhos bem interessantes. Sua entrada na banda era tão certa, que ele até saiu do Gamma Ray, para poder se preparar melhor ao cargo que almejava.

Para surpresa de todos no resultado final, Scheepers foi rejeitado ao posto e a verdadeira história dessa porta fechada é ainda mais cruel do que parece, pois o vocalista foi aprovado em todos os testes mas faltou o principal: a audição com os próprios integrantes do Judas.

Na verdade, Ralf nunca chegou a fazer uma audição oficial com o Judas Priest, mas enviou três álbuns do Gamma Ray e mais um vídeo ao vivo no Japão, o Heading for the East (cuja resenha você encontra AQUI). Um mês depois, a empresária dos ingleses, Jayne Andrews, enviou uma carta elogiando demais o trabalho do vocalista e confirmando que ele fora classificado para a reta final do processo onde seriam agendadas as audições nos meses seguintes. Pois é, mas a audição nunca ocorreu e depois de uma longa espera (quase dois anos), Ralf Scheepers recebeu uma carta de agradecimentos por participar do processo, mas infelizmente a empresa, digo, o Judas Priest, já tinha o seu novo vocalista, um jovem norte-americano, pouco conhecido na cena, chamado Timothy Steven Owens ou simplesmente Tim Owens. Isso, obviamente, deixou Ralf bem chateado e não é difícil encontrar por aí entrevistas onde ele expões suas mágoas em relação aos ingleses.

Nascido em 1967, Tim “Ripper” Owens (o Ripper foi um apelido dado pelo guitarrista Glenn Tipton) era integrante de uma pequena banda norte-americana chamada Winters Bane, mas ficou mais conhecido pelo seu trabalho cover de Priest onde muitos juraram que ele conseguia imitar com perfeição até os mais obscuros cacoetes de Halford. A relação do vocalista com o Judas começou ainda em 1983 quando seu irmão mais velho o presenteou com o álbum Screaming For Vengeance dos ingleses gerando uma química instantânea entre Ripper e o som pesado do Judas.

Tim tinha o seu dom no vocal, mas também era um pai de família responsável e trabalhava como analista de compras de um escritório de advocacia para sustentar sua esposa e a filha pequena. Seus colegas de escritório jamais pensariam que conviviam diariamente com o futuro vocalista de uma das mais importantes bandas de Heavy Metal de todos os tempos, já que mantinha seus cabelos curtos, não usava brincos no trabalho e escondia as tatuagens com as pesadas roupas sociais.

O destino de Tim cruzou com o do Judas em 1995, quando o vocalista mandou uma fita de vídeo caseira de péssima qualidade de um show que o British Steel (a banda cover) fizera em um clube de Erie, no estado da Pensilvânia.

Por uma incrível coincidência do destino, a responsável pela gravação desse show, foi uma garota chamada Christa Lentine, que se apaixonou pela performance de Ripper e sua incrível semelhança de estilo com Rob Halford e chegou até o vocalista dizendo que conhecia alguns integrantes do Judas pessoalmente (ela era namorada do baterista Scott Travis na época) e poderia dar uma forcinha levando a fita diretamente ao Judas Priest, sem intermediários ou burocracia. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:59 AM
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   Música - Especial – O Renascimento do Judas II – A banda – Parte III

A fita só chegou às mãos de Travis em Fevereiro de 1996 quando o baterista se preparava para viajar até a Inglaterra e ouvir a última rodada de audições. Lentine insistiu para que o namorado levasse junto a fita de Tim Owens e mostrasse aos demais.

Quando os integrantes do Judas Priest assistiram ao vídeo ficaram de cabelo em pé com a qualidade da performance de Tim Owens ao vivo e imediatamente ligaram para Lentine para saber se houvera alguma manipulação no áudio da gravação. O próprio Glenn Tipton declarou em uma entrevista alguns meses depois: “eu já vi coisas fantásticas na minha vida, mas nada como aquilo”. Apenas dois dias depois, Tim Owens já estava voando rumo à Inglaterra para se encontrar com seus ídolos da adolescência em uma fazenda.

Já na sede da fazenda, os integrantes levaram Ripper a uma pequena sala isolada acusticamente e com um aquário onde o vocalista soltaria a voz e provaria se conseguiria repetir realmente ali ao vivo, o que estava registrado na fita de vídeo. A música escolhida era Victim of Changes, o clássico mor do álbum Sad Wings of Destiny (cuja resenha você lê AQUI) de 1976. O vocalista não precisou nem cantar todos os versos e, mais ou menos na metade de sua execução, Tipton parou a fita master e disse pelo alto-falante que Tim Owens era o novo vocalista do Judas Priest. Toda essa história é detalhadamente contada no filme Rock Star, com Mark Wahlberg. Mas a relação da banda com esse filme é uma outra história que pode ser eventualmente contada aqui mesmo no DELFOS.

Em maio de 1996, a banda soltou um comunicado oficial de sua volta e anunciou Tim “Ripper” Owens como o novo vocalista. Logicamente, o contrato assinado entre Tim e os demais integrantes era muito mais alto do que qualquer coisa que ele já ganhara na vida, mas a divisão entre o lucro da “empresa” estava bem longe de ser justa.

A empolgação era tanta que o próprio pai de Tim Owens fez uma tatuagem no braço com o símbolo da cruz do Judas Priest. O novo vocalista dividia seu tempo entre sua cidade natal e um estúdio em Londres onde gravava o primeiro álbum inédito do Judas Priest desde o Painkiller, em 1990. Todas as músicas já estavam prontas há algum tempo, só faltavam mesmo os vocais e Tim não pôde participar do processo de composição.

Finalmente em 1997, o álbum Jugulator foi lançado em todo o mundo e, para a empolgação de todos os fãs, o CD ganhou até o Grammy de melhor performance de Metal. Parecia realmente que a volta da lenda da música pesada era pra valer.

A grande verdade é que o Jugulator era um bom álbum, mas totalmente diferente de tudo o que Judas já tinha lançado antes. Para apagar um pouco o passado, a banda investia em um som bem mais pesado, que explorasse bastante o potencial de Ripper e mostrasse que eles não tinham parado no tempo. Até o logotipo da banda estava diferente, mais ousado e moderno.

A repercussão do Jugulator foi boa, mas não tanto. Como já era esperado, o álbum dividiu a opinião dos fãs, em especial dos mais conservadores que não se conformavam com a troca de vocalista de sua banda predileta (mas se esqueciam que Rob Halford também não era o vocalista original, posto que pertenceu a Al Atkins) e com a nova sonoridade. Para os novos fãs, no entanto, em especial aqueles que conheceram o Judas pelo Painkiller, o novo trabalho soava bem interessante. Particularmente aqui no DELFOS, nossas opiniões são bem divididas. Eu não gosto do Jugulator (e nem de Ripper Owens, sim sempre fui uma viúva de Rob Halford), enquanto que o Corrales gosta bastante (Nota do Corrales: eu gosto do Ripper como vocalista, até mais do que do Halford, e de algumas músicas gravadas por ele, como One on One, porém quase todas as músicas que mais gosto foram originalmente gravadas por Halford). São questões de preferência mesmo.

Os anos de 1998 e 1999 foram marcados pelas longas turnês que se seguiram ao lançamento do Jugulator. Para coroar a nova fase e mostrar o potencial de Tim Owens, a banda lança em 1998 o famoso disco ao vivo duplo, Live Meltdown, muito bem recebido pelos novos fãs. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:56 AM
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   Música - Especial – O Renascimento do Judas II – A banda – Parte IV

Infelizmente, para o desespero dos fãs do Judas clássico (meu caso), a banda investia em uma nova roupagem para as músicas antigas também, descaracterizando totalmente os antigos hinos e soando mais como uma banda cover do que como o próprio Judas original. Muitos gostavam dessa nova cara da banda, como o Corrales, outros, como eu, simplesmente ignoravam.

Após a bem sucedida turnê do Jugulator, o Judas Priest entra em estúdio no ano 2000 para a gravação do segundo e derradeiro álbum de estúdio da era Tim Owens. Para o novo trabalho, Tim pôde colaborar com algumas idéias e tentou trazer alguns elementos da música pesada norte-americana, entre eles o abominável Nu Metal.

O Demolition foi lançado no começo de 2001 e afastou ainda mais os fãs antigos, mesmo com um Ripper Owens mais inspirado e livre no sentido criativo da palavra. A repercussão desse trabalho foi muito baixa, mesmo entre os novos fãs, e pela primeira vez, começaram a surgir os boatos da volta de Rob Halford à banda, sempre desmentidos pela poderosa empresária que insinuava inclusive que a banda tinha o seu melhor vocalista em toda a história e que não haveria razões para mudanças.

Para apagar a imagem de um disco fraco, nada melhor do que cair na estrada e lotar os shows dos velhos clássicos e foi exatamente isso que os ingleses fizeram ainda em 2001. As apresentações eram lotadas e a banda mostrava que sabia o que fazer em cima dos palcos. Essa turnê passou aqui pelo Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O Corrales lembra com carinho dessa turnê como um dos melhores shows que ele já presenciou e jura que foi inclusive melhor do que o show mais recente, com Halford.

A turnê seguiu em 2002 e passou por Londres onde a banda gravou um DVD e CD ao vivo na famosa Brixton Academy. O Live In London trazia uma performance inspirada, mas muito parecida com a encontrada no Live Meltdown e por isso não chamou muito a atenção dos fãs e nem da imprensa.

Por volta desta época, já havia ocorrido o famoso encontro entre Ian Hill, K.K. Downing e Rob Halford nas bodas de ouro dos Halford e um boato cada vez mais forte dava conta de que a Rainha do Metal realmente voltaria ao seu reino. As baixas vendagens do Demolition e do Crucible (último trabalho da banda Halford que você já acompanhou no capítulo anterior), apenas reforçavam essas idéias e, de repente, o site do Judas Priest deixou de ser atualizado diariamente assim como o de Rob Halford.

No começo de 2003, as principais revistas mundiais já davam como certa a volta de Rob Halford ao Judas Priest, fato que se confirmou oficialmente apenas em 11 de Julho daquele ano através da página da banda na Internet quando todas as pendências contratuais foram acertadas.

O primeiro show da volta do Judas Priest ocorreu em Hannover, na Alemanha, no dia 2/ de junho de 2004 e você pode conferir minha empolgação por essa volta AQUI.

Quem sente falta de Tim Owens, pode conferir o seu trabalho agora no Iced Earth, para onde ele foi assim que soube que estava demitido do Judas Priest. Tim sempre procurou evitar polêmicas, mesmo quando os entrevistadores perguntavam sua opinião sobre Rob Halford, e deixou uma mensagem de apoio ao Judas e à nova velha formação em uma postura bem profissional.

Exageros à parte, Owens era um bom vocalista e a banda gravou pelo menos um novo trabalho interessante (sem contar os registros ao vivo), o Jugulator. Tanto os fãs quanto a banda preferem esquecer os anos “Ripper” e é muito difícil que alguma música composta neste período volte a dar as caras em algum show sob a voz de Rob Halford.

O Judas Priest fez alguns shows escolhidos a dedo em 2004, especialmente em grandes festivais, como o Ozzfest nos EUA (onde se apresentaram ao lado do Black Sabbath com sua formação original) e o Gods of Metal da Itália e tiraram o restante do ano para a gravação do novo trabalho de estúdio.

As informações do esperadíssimo primeiro trabalho de estúdio após a volta de Rob Halford foram sendo divulgadas aos poucos. O título seria Angel of Retribution e sua capa faria menção ao anjo da arte do clássico Sad Wings of Destiny. Aliás, não só a capa como a grande maioria das composições também mencionava os antigos clássicos da banda. O disco lembrava muito mais o Judas Priest mais introspectivo dos anos 70 do que a banda alegre dos 80. O lançamento do CD foi adiado três vezes, e o álbum finalmente chegou às lojas em Março de 2005. O novo “Angel” pode não ter correspondido totalmente às expectativas dos fãs, mas era um bom álbum e, na minha opinião pessoal, muito superior a qualquer coisa que a banda tenha lançado nos últimos 10 anos, como você pode conferir na minha resenha, clicando AQUI.

Brigas, separações, mas muita competência e energia. Esse é o resultado dos 31 anos de carreira dos mestres do Heavy Metal. Seja pela polêmica que cerca a banda, seja pela competência dos seus músicos que já passam dos 50 anos de idade, o Judas Priest é uma banda obrigatória para qualquer headbanger de plantão e são a prova viva de que o nosso estilo favorito está mais vivo do que nunca.



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:54 AM
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   Cinema – Os Gatões – Uma Nova Balada (The Dukes of Hazzard – EUA – 2004)

            A onda das adaptações de antigas séries de TV para a tela grande parece estar longe de acabar. Depois de As Panteras e Starsky & Hutch, agora somos brindados com Os Gatões – Uma Nova Balada (alguém mais odeia esses subtítulos imbecis?). Me sinto obrigado a confessar que nunca fui um grande fã de nenhuma dessas séries. Os Gatões não foi exceção e, justamente por isso, nunca tive o (possível) prazer de assisti-la, então vamos nos concentrar no filme, beleza?

            A história é bem mequetrefe. Temos a família Duke, composta pelo Tio Jesse (o cantor Willie Nelson), Bo (Sean William Scott, o Stifler de American Pie, onde é filho de uma das MILFs mais famosas do cinema – não, não vou contar o que é MILF, descubra por conta própria), Luke (Luke Duke é um nome bem legal – Johnny Knoxville, o jackass, de... uhn... Jackass) e Daisy (Jessica Simpson, que apesar do nome, não é irmã do Bart). Todos eles são da cidade de Hazzard, dominada por um babaca chamado Hogg (Burt Reynolds), que tem planos malignos para ela. E apenas eles podem impedi-lo.

            Para conseguir isso, passarão por diversos rachas, muitas explosões, minas gostosas e com pouca roupa a dar com pau (juro que só percebi o trocadilho depois que já tinha escrito) e pouco além disso. Aliás, mesmo isso depende muito de seu gosto pessoal, pois, embora Jessica esteja bem atraente no seu papel (que não passa de uma garota que consegue tudo que quer com a sua beleza), ela é magra demais para poder ser classificada como uma “mulher de verdade”. Ah, que saudade do S.O.S. Malibu. Veja como elas correm...

            O Cyrino chegou a inventar uma denominação para determinados tipos de filme (filmes nada). Como bom editor invejoso que sou, também resolvi inventar uma e Os Gatões é o primeiro filme a receber a honra dessa classificação: Testosterona Total. Um filme que faz parte desse grupo tem obrigatoriamente que ter muita ação (de preferência com explosões) e minas gostosas. O que é ótimo! ;)



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:23 AM
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   Cinema – O Virgem de 40 Anos (The 40 Year-Old Virgin – EUA – 2005) - Parte I

            Cara, fazia tempo que eu não via uma boa comédia. Daquelas que são realmente engraçadas, capazes de fazer o pessoal do cinema rir a valer. Imagine então fazer uma sala cheia de críticos – como já devo ter dito antes, um bicho chato por natureza – rachar o bico abertamente. Parece difícil de acontecer, mas foi o que O Virgem de 40 Anos conseguiu.

            Não há como não ficar indiferente à triste história de Andy (Steve Carell, de O Âncora – A Lenda de Ron Burgundy, AQUI). O sujeito é gente boa, nerd assumido, com um apartamento cheio de pôsteres e action figures (que eu chamo de bonequinhos mesmo), se locomove de bicicleta e tem um emprego sossegado numa loja de aparelhos eletrônicos. Mas, como nem tudo é perfeito, Andy tem um grande problema (que por sinal ele nem enxerga dessa forma): ele já tem 40 anos e ainda é virgem.

            Quando seus colegas de trabalho ficam sabendo deste fato, decidem que é hora de acabar com a seca do rapaz. Cada um passa a aconselhar o sujeito a partir de seu ponto de vista, para que, como dizia aquela música dos Raimundos, “ele seja inaugurado”. E é a partir das tentativas atrapalhadas de Andy de ganhar mais confiança com a mulherada, que se desenrola uma bela comédia sobre relacionamentos e a importância do sexo para o homem.

            Com essa temática, o filme tinha tudo para ser uma baixaria só. Mas não é o que acontece. O que há são situações embaraçosas enfrentadas por nosso virgem e diálogos abertos e bem francos sobre o tema. Taí a prova de que sexo e piadas de mau gosto não precisam andar juntos.

            O grande trunfo do filme são justamente os diálogos, muito bem construídos e em sua grande maioria, hilários. Por sinal, Steve Carell é co-roteirista do filme. E a química entre Carell e os três atores que interpretam seus amigos é ótima. Realmente parece que eles se conhecem há tempos. Tirando Paul Rudd (que interpretou Mike, que se casou com Phoebe no final de Friends), os outros dois, Romany Malco e Seth Rogen, são desconhecidos, mas roubam a cena assim como fizeram os dois vendedores da loja de discos de John Cusack em Alta Fidelidade.

            Completa o elenco Catherine Keener (Quero Ser John Malkovich) como a quarentona enxuta, proprietária da loja da frente à de Andy, como seu interesse amoroso que pode livrá-lo de seu fardo.

            Entre os grandes momentos deste filme que tem tudo para conseguir um lugar dentre as grandes comédias favoritas do público nerd, destaco: o flashback em que Andy se recorda de suas tentativas passadas e fracassadas de mandar brasa; Andy tentando colocar uma camisinha e a cena final, que é sensacional, ótima maneira para se terminar um filme. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:11 AM
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   Cinema – O Virgem de 40 Anos (The 40 Year-Old Virgin – EUA – 2005) - Parte II

            O único “porém” fica por conta do final, que não escapa às fórmulas das comédias românticas. Se bem que neste caso não tinha como ser diferente, afinal não dá para não torcer para que dê tudo certo para nosso herói. Em suma, não compromete a totalidade da obra.

            E agora, um momento de reflexão. Pode parecer um pouco preconceituoso que o tal virgem de 40 anos seja um nerd, afinal a maioria das pessoas nos vê como sujeitos estranhos que adoram videogames e bonequinhos e que nunca namoram. Para esclarecer a questão, aqui vai uma pequena Introdução aos nerds. Sim, gostamos de videogames, HQs, bonequinhos e outras coisas, mas isso não nos torna aberrações, mas pessoas com bom gosto.

Temos sentimentos e gostamos de namorar e de sexo. Aliás, somos bem românticos, algo que nossas namoradas podem comprovar. Outro mérito deste filme é justamente desmistificar essa imagem errônea em torno de nós. O protagonista do filme é um nerd, mas não é um clichê ambulante. Aliás, a história do filme poderia acontecer numa boa com qualquer outro tipo de pessoa. Mas realmente fica bem mais engraçada com um nerd, pois temos um senso de humor bem peculiar, vide Monty Python (AQUI) por exemplo. Olha aí mais uma qualidade do filme, aliar divertimento e prestar um serviço de informação muito útil a nós.

            Comédias realmente engraçadas ultimamente são escassas. Se surgem duas por ano, é muito. Portanto, quando um filme como O Virgem de 40 Anos estréia, seja você nerd ou não, corra para o cinema. Você vai se divertir do mesmo jeito.

 

Aproveite para ler sobre outras comédias bacanas:

Escola de Rock

Os Incríveis

Meu Tio Matou um Cara

Todo Mundo Quase Morto

 Escrito por Carlos Cyrino às 12:09 AM
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