Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener – EUA/Reino Unido – 2005)

            O ano era 2002. Eu ainda estava na faculdade de cinema. A qual, um belo dia, promoveu uma pré-estréia só para alunos de um filme chamado Cidade de Deus. Ninguém sabia muita informação sobre ele. História, gênero, quem estava no elenco, esse tipo de coisa. Meia hora depois do início da película, viro para o amigo ao meu lado e pergunto se sou só eu ou ele também estava achando aquele um dos melhores filmes nacionais de todos os tempos. Ele me disse que não era só eu.

            O resto é história bem conhecida. O filme foi aclamado por onde passou, foi sucesso de público, suscitou inúmeras discussões sobre a violência e culminou com as inesperadas quatro indicações para o Oscar (fotografia, direção, montagem e roteiro adaptado).

            Como resultado desse prestígio, choveram propostas de projetos internacionais para Fernando Meirelles. Depois de descartar até a nova aventura de James Bond, ele escolheu O Jardineiro Fiel por ter um orçamento pequeno para os padrões internacionais (25 milhões de verdinhas). Com orçamento menor, o risco de se perder dinheiro também diminui e isso significa mais controle sobre a produção que diz ele, neste caso foi total. O fato é que ele escolheu muito bem: O Jardineiro Fiel é muito, mas muito bom.

            É a história de Justin Quayle (Ralph Fiennes, a voz de Victor Quartermaine em Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais), um pacato diplomata britânico que mora e trabalha no Quênia (belamente retratado pela fotografia de César Charlone, o mesmo de Cidade de Deus) e tem como hobby a jardinagem (daí o título). O sujeito é sossegado até demais e não se abala nem com os fortes indícios de que sua esposa Tessa (Rachel Weisz, a policial de Constantine) esteja lhe botando um belo par de chifres.

            Tessa, por sua vez, é uma ativista envolvida em trabalhos sociais nas zonas miseráveis do país. Certo dia, ela descobre que uma grande companhia farmacêutica está usando a população carente das favelas quenianas como cobaia para um medicamento ainda em fase de testes. Ao tentar denunciar essa grande desumanidade, acaba assassinada.

            Calma, delfonauta, eu não estraguei nenhuma surpresa ao revelar o fato acima. Ela morre logo no começo do filme. A partir daí, Justin finalmente toma uma atitude tentando descobrir no que sua mulher trabalhava quando morreu e, posteriormente, tentando terminar a denúncia. Essa narrativa é entrecortada por flashbacks da relação entre ele e a finada, que também revelam detalhes da investigação que ela conduzia.

            Tudo isso é conduzido com maestria por Meirelles, que deixa o filme dinâmico e mistura muito bem passado e presente. O cara fez também um belo trabalho de direção de atores. O casal de protagonistas está ótimo. Eles conseguem fazer você torcer por eles num minuto e odiá-los no outro. Principalmente a personagem de Weisz, cheia de ideais nobres, mas que parecem não se estender ao seu próprio marido, dada algumas de suas atitudes.

            Ponto também para o roteiro, que construiu personagens que não têm só qualidades, mas também defeitos. E por falar em roteiro, seria muito fácil o filme cair para o lado da vingança de Justin contra aqueles que mataram sua mulher (no melhor estilo Charles Bronson). Ao invés disso, ele assume sua luta por amor, para conhecer um lado seu que ela não lhe mostrava. E é junto com suas descobertas que ficamos sabendo que as aparências podem enganar. Ele não vira um justiceiro impiedoso como acontece em tantos filmes do gênero. O roteiro respeita as personalidades dos personagens. Justin é um funcionário do governo, um burocrata. E é como tal que ele conduz sua jornada. A história prima pelo realismo com que é retratada. São decisões e ações tomadas por pessoas normais.

            Portanto, quem espera por uma chuva de balas, como em Cidade de Deus, pode esquecer. Há pouca ação física neste filme. A própria morte de Tessa, só para se ter uma idéia, nem é mostrada.

            O que não quer dizer que o filme seja parado. De forma alguma. É impossível desviar os olhos da tela na medida em que Quayle avança em seu objetivo e as maquinações dos poderosos que controlam a situação são mostradas.

            Um filme que trata de um tema pesado, mas não deixa de ser uma história de amor.  A história e as excelentes atuações se tornam os elementos principais ao invés da técnica. Se isso ainda não for o bastante para levá-lo ao cinema, não se surpreenda se o nome de Fernando Meirelles voltar a aparecer na lista de indicados ao Oscar.



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:01 AM
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   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe do filme Zuzu Angel - Parte I

               

            Quando recebi o convite para a coletiva de Zuzu Angel, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: quem é essa tal de Zuzu?

            Zuleika Angel Jones, nascida em Curvelo (MG) em 1923, foi uma das maiores estilistas do país. Para se ter uma idéia, entre seus clientes estavam nomes como Joan Crawford, Kim Novak, Liza Minelli e Ted Kennedy. Mas como nada é perfeito, seu filho, Stuart, se junta ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (o popular MR-8) durante o regime da ditadura militar. O rapaz é preso, torturado e assassinado. Zuzu parte então em busca da verdade sobre o caso, só para encontrar um destino muito similar ao do filho.

            Muito bem, esclarecida a questão, esta é a história verídica que será levada às telas – as filmagens começam em 6 de setembro e terminam em 3 de novembro – pelas mãos do diretor Sergio Rezende (de Quase Nada, Lamarca e Guerra de Canudos), com produção de Joaquim Vaz de Carvalho.

            Além deles, estavam na coletiva de apresentação do projeto, Carlos Eduardo Rodrigues e José Carlos de Oliveira, representantes, respectivamente, da Globo Filmes e da Warner Bros. Pedro Farkas, o diretor de fotografia, solenemente ignorado pelos repórteres presentes, inclusive por este que traça estas humildes linhas; Elke Maravilha (essa dispensa apresentações), que foi amiga de Zuzu e fará uma participação especial no filme; e as atrizes Patrícia Pillar e Leandra Leal.

            O produtor Joaquim Vaz de Carvalho abre a entrevista com dados sobre a produção. “O orçamento é de R$ 5,5 milhões (bem generoso para uma produção nacional), a Warner é a patrocinadora majoritária, mas há também o envolvimento da Petrobrás e da Infraero, entre outras. Serão duas semanas de filmagens no Rio de Janeiro, seis em Juiz de Fora e também haverá algumas cenas em Nova Iorque”.

            A seguir, Sergio Rezende falou sobre seu envolvimento no projeto. Ele havia feito Mauá – O Imperador e o Rei junto com Joaquim. Nessa época, já havia a idéia de se contar essa história. Após concluir Quase Nada (o mesmo nome de uma dos maiores vilões da televisão), em 2000, Joaquim veio novamente com a idéia. “Achei que era o momento. Sou apaixonado pelo Brasil e Zuzu também era. Ela introduziu o Brasil na moda. É uma personagem fascinante e o filho (Stuart) também. O projeto me atraía, são grandes histórias e personagens”.

            Para aqueles interessados na parte fashion da produção, Sergio promete fidelidade. Segundo ele: “os figurinos de Kika Lopes estão sendo acompanhados pelo Instituto Zuzu Angel (criado para preservar o legado da estilista). Foi tudo recriado”, complementa.

            Patrícia Pillar recebeu a missão de protagonizar o filme na pele de Zuzu. Ela falou um pouco sobre o processo de composição de sua personagem: “É um processo riquíssimo. Gosto de me envolver com a história da pessoa (a personagem que interpreta). É um processo de muita pesquisa. Me apaixonei pela coragem dela. Ela era mineira, se separou muito cedo e tinha muita atitude!”. Lembrou ainda que “coragem é ação que vem do coração. Ela (Zuzu) tenta todos os caminhos”. Mas Patrícia disse que ainda está no processo de criação da personagem. Ela pretende construí-la aos poucos. Terminou declarando: “pra mim já é um marco. Está sendo avassalador. Conhecia a história superficialmente, comecei a conhecer mesmo agora”.

            Sergio complementa dizendo que Zuzu não faz parte do imaginário popular, então Patrícia não será uma cópia dela, como Daniel de Oliveira (que, por sinal, fará aqui o papel de Stuart) fez em Cazuza – O Tempo não Pára (cuja resenha você lê AQUI). Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:03 AM
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   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe do filme Zuzu Angel - Parte II

                                       

             Sobre o envolvimento das herdeiras de Zuzu na fase de roteirização, Sergio Rezende, que assina o roteiro junto com Marcos Bernstein, responde: “foi nossa fonte primária (de pesquisa). É uma família esfacelada (pelas mortes). As filhas fundaram o Instituto e foram importantes na fase de pesquisa”. Porém, embora seja um filme baseado em fatos reais, não espere por cem por cento de verdade. O diretor avisa que “o filme vai ter coisas que não foram exatamente assim, mas expressavam a verdade”. Ainda sobre a construção do roteiro, afirmou: “é a espinha dorsal. Ouvir críticas e opiniões durante a construção do roteiro é fundamental”.

            Sobre sua opção pessoal por trabalhar com histórias verídicas (cito novamente Lamarca, Guerra de Canudos e Mauá), respondeu: “é a tendência do cinema desde que foi inventado”. Citou os filmes de Eisenstein, os westerns e os filmes de guerra como exemplos. E complementou explicando seu gosto por temas da história brasileira: “A Vera Cruz só explodiu quando fizeram O Cangaceiro e Sinhá Moça”. O público quer ver o Brasil no cinema nacional. É difícil competir com Hollywood no gênero deles. O legal é atrair o interesse e discutir o Brasil”.

            A seguir, Elke Maravilha falou sobre sua participação no filme. Detalhe: ela será interpretada por Luana Piovani. “Tive o privilégio de ser amiga de Zuzu e estou fazendo o filme com gente romântica. Essa tchurma tá a fim de mostrar quem ama o Brasil (SIC)”. Elke conheceu Zuzu em 1970 e a compara com uma mãe da Praça de Maio do Brasil. Entre frases bonitas (“o drama chora e a tragédia pranteia”) e engraçadas (“sou cachaceira assumida”), ela avalia o trabalho de Piovani: “a Luana é uma gracinha. Ela está me estudando. Fisicamente é muito fácil (Elke acha que Luana é parecida com ela quando jovem)”, mas diz que não vai acompanhar o trabalho da atriz de perto, pois confia nela. Sobre o personagem que ela interpretará, disse: “me sinto homenageada. O Sergio inventou um personagem para mim. É uma cantora de cabaré alemã. Ela vai cantar uma música de guerra alemã”.

            Um jornalista pergunta como o filme irá tratar as mortes de Stuart e Zuzu. Sérgio responde que o inquérito (da morte de Zuzu) primeiro concluiu se tratar de morte acidental. Mais tarde foi reaberto e chegou-se a assassinato. O filme também irá mostrar as torturas, mas avisa que o interesse não é chocar. “Não quero fazer da violência um espetáculo”, citando Kill Bill (aproveite para ler as resenhas do Vol. 1 AQUI e do Vol. 2 AQUI) como exemplo. Pô, mas Kill Bill é tão legal…

            Leandra Leal, que irá interpretar Sônia, a esposa de Stuart, ficou calada a maior parte da entrevista. Só foi acionada para falar um pouco sobre a sua personagem e sobre como será trabalhar junto com a mãe (Ângela Leal). “Eu não vou encontrar com ela nas filmagens. Minha mãe faz só uma participação”. Sobre sua personagem: “Sônia foi presa, depois vai para Paris. Quando Stuart morre, ela volta e morre em 73. Ela foi torturada...”. Conclui com uma frase que sintetiza bem o espírito da história: “Foi punk!”.

            Complementou dizendo como se preparou para o papel: “Li um livro e vi um filme. Há poucas informações da vida privada dela (de Sônia)”. Sua personagem está em “poucas e pontuais cenas. Estou pensando em muitas coisas ainda. A personagem tem uma convicção muito grande, é uma pessoa forte”.

            A coletiva termina com uma brincadeira de Patrícia Pillar respondendo a um jornalista que está fazendo um curso de corte-e-costura em preparação para o filme. Risos. Depois é hora das atrizes posarem para fotos e finalmente chega o momento de ir almoçar (oba!). Agora é esperar o ano que vem para conferir o filme e uma eventual coletiva de estréia.



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:01 AM
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   Cinema – Os Irmãos Grimm (The Brothers Grimm – EUA/República Tcheca – 2005)

            Não, amigão. Não se trata de uma biografia dos criadores de praticamente todos os contos de fadas que animaram nossa infância. Os Irmãos Grimm vai no caminho Em Busca da Terra do Nunca (AQUI - http://delfos.zip.net/arch2005-02-01_2005-02-15.html), ou seja, pegar um tremendão existente (dois nesse caso) e encher suas vidas de elementos fantasiosos e diversas referências que mostram as inspirações para suas histórias.

            A história segue a “linha Elektra” (AQUI - http://delfos.zip.net/arch2005-01-16_2005-01-31.html). Isso significa que o filme começa com os dois em uma “missão”, permitindo que conheçamos os personagens antes da missão que se tornará a mais importante de suas vidas. Mas que missão, você quer saber? Ok, então leia o próximo parágrafo.

            Os Irmãos Grimm (Matt Damon e Heath Ledger, quase irreconhecíveis) são dois charlatões que vão de cidade em cidade oferecendo seus serviços de caçadores de seres sobrenaturais. Só que eles mesmos cuidam de gerar a necessidade pelo seu trabalho, criando os eventos sobrenaturais por si próprios. Mais ou menos o que o dragão e o cavaleiro fazem no tremendão Coração de Dragão, sabe? Entonces, assim eles vão de cidade em cidade, acumulando riquezas, até que são confrontados com uma ameaça sobrenatural de verdade: uma bruxa interpretada pela deliciosíssima Monica Belucci (que, assim como acontece na série Matrix – AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-01-16_2004-01-31.html - enfeita a tela por muito menos tempo do que deveria). E aí tudo vira de ponta cabeça.

            Este filme me lembrou bastante de Shrek (AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-06-16_2004-06-30.html), devido às suas inúmeras referências a contos de fadas clássicos. Infelizmente, boa parte deles acaba arruinado nas legendas. Exemplo: em determinada cena, um guri e uma mina estão andando pela floresta jogando migalhas de pão no chão. O guri vira para a mina e a chama de Greta, para o qual ela responde chamando seu amiguinho de Hans. Ora, não é necessário ter um cérebro especialmente desenvolvido para sacar que se trata de João e Maria. Então por que não colocar isso na legenda? Pior ainda é uma cena onde o ano 1796 é trocado por 1976. Santa ignorância, delfonauta.

            Dirigido pelo Monty Python mais sem graça, Terry Gilliam (O escudeiro Patsy de Em Busca do Cálice Sagrado – AQUI - http://delfos.zip.net/arch2004-09-16_2004-09-30.html - e também responsável por aquelas seqüências toscas de animação utilizadas pelo sexteto inglês), Os Irmãos Grimm não é uma comédia, mas tem uma boa dose de humor, normalmente lembrando bastante aquele maravilhoso estilo nonsense utilizado pelo Monty Python. Esse tipo de humor e os belíssimos cenários me lembraram bastante do novo A Fantástica Fábrica de Chocolate (AQUI - http://delfos.zip.net/arch2005-07-16_2005-07-31.html).

            Infelizmente, parece que a preocupação com o visual se limitou aos cenários e ao figurino, pois a computação gráfica deixou muito a desejar. No geral, quase todos os efeitos especiais são ridiculamente perceptíveis e tiram boa parte da graça e da fantasia do filme.

            O tema, o diretor e a presença da Monica Belucci tornavam esse um dos grandes candidatos a ser o próximo a levar o Selo Delfiano Supremo. Como você já deve ter percebido, contudo, não levou. O filme parece ser mais longo do que o necessário (embora nem seja tão longo assim, tem 100 minutos) e não prende a atenção durante todo o tempo. Para ser sincero, gostaria de ter a oportunidade de assistir ao filme mais vezes antes de escrever essa crítica, pois parece ser aquele tipo de filme que você gosta mais a cada vez que assiste, dada a imensa quantidade de referências. Deixou devendo, mas merece ser assistido. E ainda acho que a Monica Belucci deveria aparecer mais.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 1:57 PM
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   Cinema – O Coronel e o Lobisomem (Brasil – 2005)

            Não se deixe enganar pela frase que ilustra os cartazes desse filme: O Coronel e o Lobisomem não é uma comédia. Tudo bem, não se trata de um filme sisudo ou que se leve a sério, mas está a anos-luz de um Monty Python (AQUI) ou de um Mel Brooks. Na verdade ele é tão comédia quanto aqueles filmes tremendões que o Schwarzenegger fazia em sua época pré-governador, ou seja, tem umas piadinhas e um clima divertido, mas sua história não é baseada no humor.

            Logo no início, acompanhamos o coronel Ponciano (nome legal), interpretado por Diogo Vilela, a um tribunal, onde ele vai tentar provar que o seu nêmesis, Pernambuco (outro nome legal – na pele de Selton Mello) é um lobisomem. Nesse ponto, acontece um flashback onde vamos acompanhar os dois desde a mais tenra infância até as primeiras tensões em seus relacionamentos, como sempre motivados pelo amor por uma linda mulher: no caso a realmente linda Ana Paula Arósio, cujo personagem tem mais um nome legal: Esmeraldina.

            Na verdade o filme pouco tem de Lobisomem. São apenas duas cenas onde ele aparece e mesmo na história não tem lá muita importância. A prioridade é dada para os problemas encarados por Ponciano, muitos deles de ordem financeira e quase todos causados por Pernambuco.

            O visual do filme é ótimo, talvez um dos melhores do cinema nacional. Imagem cristalina, figurino trabalhado, realmente nesse aspecto não há defeitos. Contudo, defeitos não faltam em outras áreas. As atuações, por exemplo, seguem o “Padrão Globo de Qualidade”, o que não é um elogio. O fato de o elenco contar apenas com globais também não ajuda nesse quesito.

            Antes de a sessão começar, um indivíduo da Fox pediu para prestarmos atenção aos efeitos especiais do filme, dizendo que eram inéditos no cinema nacional. Isso elevou as expectativas de todos os presentes, que esperavam encontrar os efeitos no “nível Gollum”, mas infelizmente ficou muito aquém disso. Os brasileiros realmente precisam parar de se comparar apenas com o que é feito no nosso país. Se queremos que a sétima arte tupiniquim (ou qualquer outra) ultrapasse as fronteiras de nosso ensolarado país, precisamos nos comparar com o que de melhor é feito no mundo. Apenas assim atingiremos um grau de qualidade satisfatório.

            Um outro defeito, e este realmente é o mais grave deles, é o finalzinho deveras mequetrefe da produção. É simplesmente algo que não faz sentido nenhum, uma terrível tentativa de ser poético sem capacidade para tal.

            Apesar de seus defeitos, contudo, O Coronel e o Lobisomem é um filme que deve divertir muita gente e fazer muito sucesso no nosso país. Qualidades para isso não faltam. Pode não ser perfeito como cinema, mas é perfeito para a diversão. E isso é mais do que o suficiente.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 9:34 AM
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   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe do filme O Coronel e o Lobisomem - TEXTO POR CARLOS CYRINO E FOTOS POR CARLOS EDUARDO CORRALES - Parte I

             Sinceramente, amigo delfonauta, nunca tinha visto tanta gente famosa no mesmo lugar. A sala de conferências de um grande hotel no Itaim, São Paulo, que serviu de base para a coletiva com atores e equipe de O Coronel e o Lobisomem, mais parecia uma filial da toda poderosa Rede Globo. Sente só: estavam presentes os atores Tonico Pereira, Pedro Paulo Rangel, Andréa Beltrão e Lúcio Mauro Filho, além dos protagonistas Diogo Vilela, Selton Mello e Ana Paula Arósio. Compondo o pessoal que fica atrás das câmeras, estavam lá os produtores Guel Arraes e Paula Lavigne, o diretor Mauricio Farias e as grandes surpresas, os músicos Caetano Veloso e Milton Nascimento, responsáveis pela trilha sonora.

             Após assistirmos a um vídeo de 4 minutos sobre a execução dos efeitos especiais (a maioria deles bem toscos), Paula Lavigne comentou como foi produzir um filme com efeitos digitais, algo que ainda é novidade no cinema brazuca. “(depois de O Coronel e o Lobisomem) acabei jurando nunca mais fazer um filme com efeitos especiais. Mas eles não deixam a desejar, são de nível internacional”. Discordo completamente. As cenas do lobisomem ficaram particularmente constrangedoras. Mas o trabalho dela é vender o peixe, então está perdoada.

            Guel Arraes, que dessa vez apenas produziu o filme, que tem a cara dele (daí eu ter a forte suspeita dele ter dirigido por controle remoto), lembrou que essa é a terceira vez que ele trabalha com grande parte das pessoas envolvidas na produção. As duas anteriores foram em O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro. Disse ainda que foi uma parceria inédita entre ele e o diretor estreante em cinema, Mauricio Farias. (mais uma evidência: um cara sem experiência anterior na telona dirigindo um filme desse porte? Acho que não...). “O grande acréscimo no terceiro foi a entrada do Mauricio”.

            Perguntada sobre porque vende o longa remetendo-o aos filmes de Guel Arraes (novamente, O Auto da Compadecida e Lisbela e o Prisioneiro - Caramuru parece ter sido esquecido), Paula Lavigne rebateu: “quando vendo o filme remetendo a esses dois, é para remeter a um padrão Guel de qualidade. Este não é exatamente uma comédia, é uma outra onda. Então não é uma comparação”.

            Mas e como foi para o Mauricio dirigir seu primeiro filme? E com efeitos especiais ainda por cima: “Foi um prazer e os efeitos foram uma parte importante que ajudou a contar a história. Mas os atores são o maior expoente do filme”. Sobre o uso de chroma key (o famoso fundo azul ou verde): “não foi nada difícil. Eu já trabalho na TV há anos (atualmente ele é o diretor da série A Grande Família). Foi tranqüilo. Os jovens aceitam o 3D como algo comum”.

            Não é só Mauricio Farias que estreou no cinema, este filme também marca a estréia oficial de Ana Paula Arósio nos longas. Antes disso, ela tinha feito apenas duas pequenas pontas em Per Sempre e Celeste & Estrela. “Fiquei encantada com a personagem (a prima Esmeraldina). Comédia é muito bom de se fazer e mesmo não tendo experiência no gênero, estou muito bem amparada. Estou muito feliz”. Continua abaixo...

                       



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:50 AM
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   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe do filme O Coronel e o Lobisomem - TEXTO POR CARLOS CYRINO E FOTOS POR CARLOS EDUARDO CORRALES - Parte II

                            

           A seguir, Farias explicou a escolha do texto: “o livro é uma obra-prima, um texto maravilhoso, extremamente engraçado. A idéia de fazer o filme veio do Guel, ele me convidou. Adaptar o livro por si só já é um desafio que justifica sua adaptação. O roteiro não é uma transposição, mas mantém o espírito”. Guel complementou: “fundimos diversos personagens do original”.

            Tonico Pereira disse que a obra foi o primeiro livro que leu na vida e lembrou que na primeira versão do filme, de 1979, interpretou o lobisomem.

            Pedro Paulo Rangel recordou que já tinha feito o mesmo personagem (Seu Juquinha) quando Guel adaptou a história para um especial da Globo. Terminou lembrando que este foi o último filme de Francisco Milani, morto recentemente.

            Andréa aproveitou a deixa e dedicou seu trabalho ao falecido comediante. No filme, eles atuam juntos, como pai e filha. “Me lembra muito a dobradinha que a gente fez em Armação Ilimitada”.

            Hora dos astros do filme falarem um pouco. Diogo, sobre seu personagem, Ponciano: “é um personagem muito rico, super brasileiro. Ele tinha que ter aquele temperamento, como um Barão Munchausen da roça”.

            Selton, sobre como foi trabalhar com Vilela: “é ótimo trabalhar com o Diogo. Tinha uma coisa de maquiagem muito forte, de caracterização. Não foi fácil. A cabeça da minha geração foi o TV Pirata, onde o Diogo trabalhou”. Complementou dizendo como foi a experiência de interpretar um lobisomem. “Não foi divertido (risos), tive que usar uma roupinha meio Tartarugas Ninja” (mais risos) – Se a declaração de Selton o deixou com saudades das criaturinhas mutantes, leia resenhas sobre os jogos AQUI e AQUI. “Não sabia se ia estar pagando mico, mas o resultado ficou bonzaço (SIC)”.

                   

 

            Uma jornalista/fã, pergunta por que a parceria musical entre Caetano e Milton não ganhou mais espaço no filme. Segundo ela, os dois foram mal aproveitados. Pouco depois ela iria se arrepender profundamente de ter dado sua opinião...

            O diretor respondeu educadamente: “Milton e Caetano com certeza teriam mais espaço. Eles se juntaram quando o filme estava quase pronto. Não tinha muito espaço para a música no princípio. Quando eles entraram (no projeto) a gente tentou abrir mais espaço”.

            Se o diretor foi educado e tentou responder da melhor maneira possível, não podemos dizer o mesmo de Paula Lavigne, que teve uma atitude digna de sua xará de sobrenome, a temperamental Avril. Visivelmente incomodada com a declaração da jornalista, deu um pequeno chilique e passou a defender com garra a trilha sonora, entrando num bate-boca com a coitada que durou alguns minutos e rendeu a alegria dos jornalistas presentes, sedentos por sangue. Continua abaixo...

                                        



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:45 AM
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   Cinema – Entrevista coletiva com a equipe do filme O Coronel e o Lobisomem - TEXTO POR CARLOS CYRINO E FOTOS POR CARLOS EDUARDO CORRALES - Parte III

                       

           Quando as coisas se acalmaram, Milton Nascimento falou um pouco sobre o trabalho de criar a trilha. “Todos os personagens têm uma música. Comecei a compor por causa do cinema”. Terminou dizendo que um dos atores mais importantes e que mais o inspirou não estava presente. Trata-se do galo Vermelhinho, uma das melhores atuações de todos os tempos, comparando-se à da cadela Baleia em Vidas Secas.

            A seguir, Caetano Veloso assumiu o microfone, e, quando todos pensavam que ele ia terminar o serviço de sua ex-mulher, atacando impiedosamente a infeliz jornalista (lembre-se que o músico tem fama de odiar jornalistas e de ter chiliques sempre que entra em contato com eles), eis que ele a defende. Surpresa, um momento de sensatez entre a insanidade! “O comentário da jornalista não merecia tanto reparo, tanta defesa. Também fiquei entusiasmado com as músicas do filme”, querendo dizer que também gostaria que houvesse mais canções da parceria na película. A jornalista, após o ataque de Lavigne, deve ter lavado a alma, afinal, não é todo dia que se é defendido por Caetano Veloso.

            Para quem, assim como nossa colega de profissão, quer ver mais Milton e Caetano juntos, uma boa notícia. Eles farão uma série de shows juntos, onde apresentarão as músicas do filme e também outras composições conjuntas.

            Veloso ainda terminou a coletiva com uma das melhores xavecadas que eu já ouvi, mas que infelizmente só pode ser executada por compositores. “As canções saíram dos olhos de Ana Paula Arósio”. Mestre!

            Depois dessa, mais nada poderia ser acrescentado. Encerrada a entrevista, veio a já tradicional sessão de fotos. Após os cliques, os astros foram almoçar (hum, almoço...), afinal eles também são filhos de Deus (aquela entidade mística que criou todo o universo), embora muito mais afortunados que os pobres jornalistas, que seguiram seus caminhos, felizes por terem encontrado numa tarde, mais gente entrevistável do que se esperava, afinal, o convite para a coletiva não especificava quem estaria presente. Assim, todos os repórteres que compareceram, tiveram, no mínimo, uma grata surpresa. E isso já é bem mais do que geralmente ocorre nesses eventos.

            Certo, tinha muita gente conhecida, o papo foi legal, mas e o filme, é bom? Qual é a história? Devo parar de fazer perguntas agora? As respostas para essas questões (pelo menos as duas primeiras), você encontra amanhã, com a resenha do filme. Até lá.

                               



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:40 AM
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   Cinema – Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais (Wallace & Gromit – The Curse of the Were-Rabbit – EUA – 2005)

            Para divulgar este filme, a distribuidora UIP inventou um campeonato que refletiria o próprio concurso que acontece na história. Era o seguinte: presentearam cada jornalista com algumas sementes de diversos vegetais. Aquele que levasse nesta sessão o maior vegetal, ganharia um brinde. “Isso vai ser engraçado”, pensei com meus botões. Infelizmente, os jornalistas chatos (onde infelizmente me incluo), não entraram no clima e, ao contrário do que todos esperavam, não tínhamos vegetais gigantes povoando o cinema. Mas o que conta aqui é o filme, né? Então, o filme foi minha segunda decepção. Vamos começar com a tradicional sinopse da história.

            Wallace é um cara e Gromit é um cachorro sem boca. É, sem boca. Tipo o Snoopy em alguns momentos. Cachorros sem boca são legais. Wallace, por outro lado, é bem chatinho. Quase todas as piadas são protagonizadas por Gromit e pela grande quantidade de coelhinhos presentes no filme. Sim, coelhinhos também são legais. Em tempo, girafas e hipopótamos também são legais, mas estes não têm nada a ver com a história. Juntos, Wallace & Gromit formam um time de anti-pragas humanitário, ou seja, eles apenas capturam os coelhinhos que invadem as fazendas, sem machucá-los. Acontece que, dessa vez, não são apenas coelhinhos fofos e inocentes que estão comendo os vegetais, mas algo muito pior: o temível Coelhosomem, quase tão fofo e inocente quanto suas mini-contrapartes.

            O visual do filme é tremendão. Utilizando a inexplicavelmente pouco usada técnica de animação por massinha, fica difícil colocar defeitos nessa área (com exceção da movimentação, que não está tão suave quanto poderia). Agora o design dos personagens é um dos melhores vistos na história recente da animação. Quase todos tiram sorrisos apenas de olhar para eles. Até mesmo os coelhinhos são todos diferentes e um mais engraçado que o outro.

            As piadas seguem a fórmula tradicional utilizada em animação: repleta de nonsense, referências à cultura Pop e metalinguagem, mas não chega a ser tão engraçado quanto os filmes da Pixar, por exemplo. E é aí que reside o principal defeito. A história bobinha não se sustenta por si só e as piadas não são tão engraçadas a ponto de dispensar a história. É tudo um pouco infantil demais, parecendo os desenhos menos inspirados da época negra da Disney. No fim, o filme que nem é longo, parece durar mais do que o necessário.

            Veredicto: olha, não é ruim, é engraçado, bonitinho e tal, mas acho que não deve agradar à maior parte das pessoas com mais de 12 anos. Se você gostou de Fuga das Galinhas, pode valer a pena tentar. Vai lá e depois volta aqui e conta para nós o que achou.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:34 AM
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   Música – Notícia – Testament fora do Live ‘n’ Louder Rock Fest

            É com grande pesar que a produção do Live ‘n’ Louder Rock Fest informou que o Testament cancelou todos os seus shows na América Latina. O motivo da banda é que eles não conseguiram encontrar um novo guitarrista a tempo. A princípio, eles viriam com Metal Mike no posto. Depois, anunciaram que o novo integrante seria Derrick Ramirez, que já tocou com eles no início da carreira e foi o baixista do disco The Gathering.

            A produção do festival ainda tentou salvar a apresentação, sugerindo alguns guitarristas made in Brazil, mas parece que eles não curtiram muito a idéia. O grupo Destruction, que se apresentaria somente em Porto Alegre, vai substituir o vácuo deixado pelos estadunidenses em São Paulo.

            A ordem das bandas ficou assim: Tuatha De Danann (eita nominho complicado!), Dr. Sin, The 69 Eyes, Destruction, Rage, Shaaman, Nightwish e Scorpions.

            É por isso que eu digo, em se tratando de show de Rock, eu só acredito em sua realização quando os caras pisam em solo brasileiro. Antes disso, tudo pode acontecer. Malditos Rock Stars!



 Escrito por Carlos Cyrino às 10:45 PM
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   Cinema – O Terceiro Olho (The I Inside – EUA/ Reino Unido – 2003) - TEXTO POR JOÃO PAULO REZEK

            Comecemos pela pergunta mais importante: este filme vale o ingresso? Se você procura apenas algo para passar o tempo, que prenda a atenção e dê algumas emoções, a resposta é talvez. Isso porque temos aqui um exemplo claro de um filme tremendão que é jogado no lixo ao final, com um desfecho nada original que, além disso, tenta se desculpar pelos fatos estranhos que foram acontecendo ao longo da trama. A premissa tem lá suas semelhanças com Efeito Borboleta (leia AQUI), por causa das instantâneas viagens no tempo que o protagonista sofre, mas existem alguns pontos que não convencem no roteiro de O Terceiro Olho. Aliás, essa é outra tradução mal feita, pois o nome original é The I Inside, algo como “o eu interior” e não “the eye inside” (Nota do Carlos: Na língua inglesa, é comum vermos a palavra eye abreviada apenas pela letra “I”, já que a pronúncia é a mesma. Já qual é o sentido disso no filme, apenas o Rezek pode dizer).

Vamos à história: Ryan Phillippe é Simon Cable, em uma interpretação que não passa do medíocre, um homem que acorda em um hospital no ano 2002 e, com a ajuda do médico Newman (Stephen Rea), tenta se recordar dos dois anos que sua memória apagou, pois a última lembrança que tem situa-se no ano 2000. Na medida em que suas recordações vão surgindo, Simon fica sabendo que é casado com Anna (Piper Perabo), tem um caso com Clair (Sarah Polley) e esteve envolvido, de alguma forma, na morte de seu irmão Peter (Robert Sean Leonard). A partir daí, enquanto passeia pelo hospital, ele fica transitando entre o ano 2000 e o ano 2002, sem a menor noção do porquê. Sim, você leu isso mesmo, a viagem no tempo deste cara é tão simples como tirar o doce de uma criança, de modo que, basta dar uma voltinha pelos corredores do lugar que o cara já volta ao passado, num piscar de olhos.

Apesar de não saber como isto está lhe acontecendo, nessas voltas no tempo, Simon vai colhendo informações cruciais para descobrir o que de fato houve nesses dois anos que “perdera”. Até aí, mesmo sem nenhum dos atores se destacar muito, o longa-metragem vai bem. É quando Simon entende tudo o que lhe ocorrera, como também o espectador, que o filme cai de um bom thriller, até então intrigante e com clima, para mais uma bobagem redundante.

 Frustração é a palavra-chave aqui e muitos vão sair da sala com a sensação de que foram enganados, algo que nem sempre incomoda tanto, mas, neste caso, irrita bastante, pois não se trata de um Dogville ou de outro filme profundo, que levanta questões sobre a vida e propositalmente quer incomodar o espectador, ao contrário, o intuito do diretor alemão Roland Suso Richter é entreter e é por isso que o desfecho frustra tanto, terminando da forma menos original possível.

Mesmo se você deseja apenas algo para passar o tempo, que prenda a atenção e dê algumas emoções, há ainda alguma possibilidade de não gostar de O Terceiro Olho, por isso eu disse que talvez valha o ingresso. Se esperar menos deste filme, é bem capaz que valha mesmo pois, como eu disse, do início até a sua resolução meia-boca, é impossível parar de assisti-lo, pois tem clima e intriga. Se você for mais exigente, no entanto, e quiser assistir a um bom thriller que envolva viagens no tempo, fique com Camisa de Força, que tem estréia programada para novembro. Este sim tem um ótimo roteiro maluco que não termina de modo medíocre só para redimir suas maluquices.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 8:50 AM
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