Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Heróis Imaginários (Imaginary Heroes – EUA/Alemanha/Bélgica – 2004)

            As relações familiares na era pós-moderna. Pomposo, não? Parece até nome de tese de doutorado. Mas na verdade é o tema abordado em Heróis Imaginários. Desde o elogiado – e premiado – Beleza Americana, vira e mexe surge um filme que se propõe a retratar as agruras da classe média suburbana estadunidense. Ou em alguns casos, até a brasileira.

            Mas enquanto a obra de Sam Mendes era centrada no patriarca da família e em sua crise de meia idade, a de Dan Harris (atenção, fãs de quadrinhos e dos filmes baseados neles, o rapaz é co-roteirista de X-Men 2 e do vindouro Superman Returns) abrange toda a família. No caso, os Travis.

            O filme começa com uma situação barra-pesada, o suicídio do primogênito Matt (Kip Pardue). A partir daí, cada membro irá enfrentar a dor de uma maneira diferente. O pai Ben (Jeff Daniels, um eterno coadjuvante, mas muito competente) vira um fantasma, desligando-se da realidade. A mãe Sandy (Sigourney Weaver, minha exterminadora de aliens favorita) investe numa briguinha besta com a vizinha e passa a se portar como uma adolescente, inclusive fumando a maconha de seu filho caçula, Tim (Emile Hirsch. Sim, apesar do nome, é homem). Este, por sua vez, está naquela fase de discutir o sentido de tudo. Você sabe, aqueles questionamentos filosóficos de boteco. Completa a família a irmã mais velha de Tim, Penny (Michelle Williams, a Jen do extinto Dawson’s Creek) que estuda fora e só vai para casa nos feriados, mantendo-se alheia à situação da família.

            Essa temática, uma família que tem que aprender a lidar com a dor da perda de um membro, é bastante parecida com a de Provocação, porém Heróis Imaginários é mais pesado, mais denso. Ele não se propõe a explicar nada. Apenas apresenta as mais variadas formas de reagir a essa perda (todas bastante críveis) e mostra como o nosso dia-a-dia é imbecil, sem sentido e, ao que parece, não há nada que mude essa situação.

            Este não é um filme de entretenimento daqueles que você assiste no domingo, depois daquela feijoada, para começar a segunda-feira de bom humor. Mas é absolutamente necessário para mostrar o quanto é inútil praticamente tudo o que fazemos. Cara, escrever essas coisas está me deixando deprimido. De certa forma, o filme me deixou deprimido. Mas ao mesmo tempo me confortou, pois não sou o único que pensa nessas questões.

            Há ainda referências ao Pearl Jam, quando um trecho da letra de Alive é lido como se fosse um poema escrito por uma garota suicida, ao Nirvana e aos Smashing Pumpkins (para sacar essa, fique de ouvidos atentos na cena da festa).

            Heróis Imaginários pode não ser um filme muito fácil de se assistir, mas em tempos de relacionamentos interpessoais esfacelados, torna-se uma boa radiografia da sociedade. Não apenas para os estadunidenses, mas para qualquer um que viva em uma cidade.

 Escrito por Carlos Cyrino às 12:01 AM
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   Cinema – Mergulho Radical (Into the Blue – EUA – 2004) - TEXTO POR ALFREDO DE LA MANCHA

            Sabe a Jessica Alba? Ora, quem estou enganando. Você está no DELFOS, então é claro que você sabe quem é a guria, já que com certeza assistiu os tremendões Quarteto Fantástico e Sin City.Você provavelmente não apenas sabe quem ela é como também paga um pau federal para ela, fala sério.

 

            Pois entonces. Ela está nesse filme. E aparece boa parte do tempo em um biquininho que deixa até ver a marquinha do biquinão que ela usa normalmente para tomar Sol. Ah, sim, o diretor John Stockwell, que deve ser quase tão tarado quanto você e eu, fica dando closes na bunda dela o tempo todo.

 

            E, como gostosa pouca é bobagem, o filme ainda conta com uma mina linda, mas com corpo de modelo> chamada Ashley Scott. Aquela guria que fez o divertido Com as Próprias Mãos, tá ligado? Na verdade o corpo dela é bem mais ou menos, mas o rostinho é lindo de morrer. O contrário da Alba, que é gostosona, mas está muito longe de ser linda.

 

            Três parágrafos depois e eu só falei das mulheres. Bom, para quem é chegado em homem (tipo as meninas, seu mente poluída), o filme também conta com Paul Walker e Scott Caan, mas eu não tenho muito a dizer sobre eles, já que normalmente estava olhando para outros lugares quando eles apareciam.

 

            Pena que os únicos bons fotogramas do filme são aqueles que têm a bunda da Alba estampados. A atuação é mequetrefe, a história idem. Mergulho Radical é daqueles que tentam surpreender quanto à identidade do vilão, mas que qualquer pessoa que já assistiu a qualquer filme de ação na vida vai sacar na hora quem é o mane assim que ele aparecer. O filme é claramente divulgado como um tremendo Testosterona Total mas não chega nem perto do que um bom representante do gênero tem que ter. A ação é quase inexistente, o bom humor passa bem longe e não tem explosões suficientes.

 

            Então siga meu conselho, amigão. Se você está interessado em um bom filme com gostosas, vá assistir a Carga Explosiva 2, um digno representante do gênero Testosterona Total. Aqui você só tem as mulheres e nada mais. E, se for para ver mulheres, vale bem mais a pena alugar um filme pornô. Tem mais gurias e mais “ação”. Ou então divirta-se com a nossa galeria de fotos aí embaixo.



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 2:20 PM
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   Shows – Angra (Via Funchal – 5/11/2005) - Fotos - Parte I - Fotos por Carlos Eduardo Corrales



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:12 AM
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   Shows – Angra (Via Funchal – 5/11/2005) - Fotos - Parte II - Fotos por Carlos Eduardo Corrales



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:09 AM
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   Shows – Angra (Via Funchal – 5/11/2005) - Fotos - Parte III - Fotos por Carlos Eduardo Corrales

 

 

Veja como foi o show na resenha do Bruno abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:03 AM
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   Shows – Angra (Via Funchal – 5/11/2005) - Parte I

Uma grande expectativa tomou conta dos fãs paulistanos quando o Angra confirmou na cidade o show especial em comemoração aos 14 anos de banda há alguns meses. Mesmo com uma divulgação mais discreta, o evento prometia, afinal, o release oficial prometia surpresas. Quem subiria ao palco com a banda para as participações especiais tão anunciadas? Será que teríamos o tão sonhado dueto ao vivo entre Edu Falaschi e Milton Nascimento em Late Redemption?

Até a véspera, tudo o que se sabia é que o mestre Kai Hansen (atual Gamma Ray, Ex-Helloween e um dos fundadores do Power Metal) subiria ao palco para uma participação mais do que especial na música Temple of Hate. Todas as demais perguntas também seriam respondidas na noite do último sábado, 5 de novembro.

O local escolhido para a festa foi o Via Funchal, a casa de shows preferida do Angra já que quase todos os shows paulistanos das últimas turnês foram marcados lá. Em minha opinião, a escolha não poderia ter sido melhor já que apesar da casa não ficar perto do metrô, pelo menos tem diversos estacionamentos ao redor, sem contar as várias linhas de ônibus que passam nas avenidas por perto.

A casa recebeu um bom público mas não estava lotada como nos shows anteriores. Para falar a verdade, por ser um show especial, até me decepcionei com o número de pessoas presentes, esperava bem mais. De qualquer forma a fila para entrar dobrava a esquina, o que é preocupante e mostra um certo descaso com o público que tem de esperar um bom tempo até conseguir adentrar as dependências. Para a sorte dos fãs, dessa vez não tivemos banda de abertura, era só o Angra mesmo, então quem perdeu tempo na fila pelo menos não perdeu uma apresentação como ocorreu ano passado.

Logo ao entrar no Via Funchal, encontrei alguns amigos e os boatos começaram a pipocar por todos os lados: primeiro disseram que o show teria 3 horas de duração e cerca de 30 músicas no setlist, depois um outro colega garantiu que Hansi Kürsch, vocalista do Blind Guardian, estava no Brasil e participaria também do show ao lado de Kai Hansen e, por fim, a presença de Milton Nascimento também já era “quase” confirmada por todos. Do jeito que as coisas caminhavam, pensei que assistiria ao melhor show da minha vida, mas infelizmente as coisas não foram bem assim.

Pontualmente às 22 hs, as luzes se apagaram e a introdução Deus Le Volt começa a sair dos PAs e logo tivemos a primeira grande surpresa da noite: o Angra se tocou e reduziu a introdução sem aquela combinação de quase 10 minutos com a também instrumental Gate XIII. Pelo menos a apresentação começou com o pé direito.

A decoração do palco era exatamente a mesma dos outros shows com o belíssimo Sol gigante em néon ao fundo e símbolos da capa do Temple of Shadows. Na seqüência óbvia, o Angra subiu ao palco com a ótima Spread Your Fire (infelizmente sem a participação especial da vocalista do Edenbridge, Sabine Edelsbacher, nem em playback) e já emendaram sem enrolação Angels And Demons e Waiting Silence, sendo essa a melhor música da banda em muitos anos, na minha opinião. O som estava muito bom e os paulistanos pareciam bem empolgados, em especial o guitarrista Kiko Loureiro, todo sorridente e brincando com o público sem parar. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:43 AM
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   Shows – Angra (Via Funchal – 5/11/2005) - Parte II

Para os mais distantes do palco, as brincadeiras de Kiko foram praticamente ignoradas já que os telões do Via Funchal deram pau e distorciam as imagens, problema que, infelizmente, não foi solucionado.

Edu Falaschi dá as boas vindas e anuncia a próxima música, a balada Wishing Well. Mas espera aí, Deus Le Volt, Spread Your Fire, Angels And Demons, Waiting Silence e agora Wishing Well, era exatamente a ordem das músicas no CD e mais um segredo da apresentação estava sendo desvendado: o Angra tocaria o álbum Temple of Shadows na íntegra e na ordem.

Nesse começo, o público agitou sem parar e posso dizer que a banda tinha o show nas mãos. Na seqüência, como esperado, Edu chamou o primeiro convidado especial da noite, o Deus do Metal, Kai Hansen, para cantarem juntos a ótima Temple of Hate e Kai mandou muito bem como sempre. Os dois vocalistas até fizeram aquela brincadeira de dividir o público e ver que lado agita mais. Essa versão ao vivo de Temple foi um dos grandes destaques do show.

A execução do Temple of Shadows continuou com a ótima e progressiva The Shadow Hunter mas a partir daí era visível uma certa monotonia no ar por parte dos bangers, exatamente o mesmo efeito que ocorre quando se ouve o CD na íntegra. Não que o álbum seja ruim, longe disse, como você já leu na minha resenha, mas digamos que perde um pouco o ritmo a partir da metade e isso refletiu claramente no show, onde os bocejos começaram a se manifestar e a agitação deu uma bela diminuída.

A balada No Pain For The Dead apareceu já sem muito entusiasmo mas gerou um fato curioso quando a banda se retirou do palco do nada na metade da música e as luzes se apagaram. Daí, cerca de um minuto depois, eles voltaram com uma vocalista (não era a Sabine) para cantar os backing vocals. Infelizmente o microfone da artista não funcionou e ficamos sem ouvir sua voz e essa foi a participação mais obscura da noite. Isso que a moça sequer foi anunciada ou apresentada, então fico devendo aos delfonautas o seu nome.

A pesada Winds of Destination veio a seguir e novamente um dos boatos foi por água abaixo, já que Hansi Kürsch não deu as caras. Honestamente, não me preocupei, pois acho essa música bem fraquinha.

Em seguida tivemos a dobradinha insossa Sprouts of Time e Morning Star, faixas até interessantes no CD, mas enroladas demais para um show. A essa altura, todos já esperavam com enorme expectativa pela ótima Late Redemption onde teríamos a participação absolutamente histórica do Miltão subindo ao palco com uma banda de Heavy Metal pela primeira vez. Pois é, teríamos, porque para a frustração de 100% dos presentes, nosso querido Milton Nascimento deu o cano e não apareceu no Via Funchal. Ok, sua presença não foi anunciada, mas todo mundo dava ela como certa. Mesmo com o público ensaiando um coro de “Milton, Milton”, Edu Falaschi teve de levar a música sozinho e chamando a participação dos fãs nas linhas em português. Neste momento, o Corrales olhou para minha cara e disse “ainda bem que é você que vai escrever essa resenha porque eu não tenho palavras para descrever minha frustração”. Mas para o desespero de nosso tremendão supremo, eu também estava tão decepcionado quanto ele e não parava de pensar que, se a banda conseguiu trazer até o Kai Hansen da Alemanha, por que não o Milton Nascimento, de Belo Horizonte? Será que o cantor tem algum tipo de preconceito contra o público de Heavy Metal ou já tinha outro compromisso agendado? Tire suas próprias conclusões, mas o fato é que foi um dos maiores baldes de água fria da história e olha que vou a shows de Metal há mais de 10 anos. A decepção era geral, mesmo entre os jornalistas. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:42 AM
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   Shows – Angra (Via Funchal – 5/11/2005) - Parte III

Para piorar a história, o Angra mandou o playback de Gate XIII, uma música instrumental de 5 minutos, bem no meio do show. Tudo bem que faz parte da execução do álbum, mas essa faixa só serviu para esfriar ainda mais um show já cansativo.

Com o Temple of Shadows passado a limpo, a banda acordou os fãs com a dobradinha mágica do Holy Land: Nothing to Say e Carolina IV, ambas com excelentes versões ao vivo e com destaque para a voz de Edu que cada vez mais se sobressai nesses dois clássicos da era Andre Matos. Lembrando que Carolina ainda teve aquela famosa introdução com a batucada no palco onde todos os integrantes participaram e os fãs acompanharam nas palmas.

Depois, mais um clássico absoluto, a ótima Angels Cry, faixa-título do primeiro álbum e mais uma que ficou bem legal na voz de Edu. O grande problema é que, a essa altura do campeonato, a voz do cara já mostrava sinais de cansaço, especialmente quando ele tentava alguma nota mais alta, coisa não muito rara nessas músicas mais antigas. A impressão é que o microfone falhava mas se você reparasse bem, o problema era mais embaixo.

Agora sim teríamos a primeira grande surpresa do show quando o Angra executou com muita competência a esquecida Gentle Change do Fireworks, com uma participação na batucada que, infelizmente, também não peguei o nome. Ótima composição e mais um momento matador que acordou os fãs. Acredito que essa música nunca tenha sido tocada ao vivo antes e ganhou uma versão bem legal com os novos integrantes. A banda emendou a descartável (na minha opinião) Heroes of Sand do Rebirth, novamente amornando a apresentação.

Na seqüência, aconteceu a segunda grande decepção da noite (a primeira foi o furo do Miltão), quando a banda começou a maravilhosa Never Understand do Angels Cry, em minha opinião a melhor música do Angra e um dos clássicos eternos do Heavy Brazuca. Mas infelizmente, verdade seja dita, Edu se esforça pra caramba mas essa música não foi escrita para o seu tom de voz e o resultado é broxante. O cara faz várias caretas, força a voz, mas não consegue repetir o vocal de Andre Matos, uma pena mesmo e um dos momentos em que os fãs olham um pra cara do outro com aquele ar de reprovação. A música é incrível e a parte instrumental foi soberba, a não ser pela não participação de Kai Hansen no solo final. Sim, porque o alemão também toca um dos solos da música no final da versão original do CD, uma pena que ele não repetiu a dose ao vivo já que ainda estava nas dependências do Via Funchal como veremos a seguir. Simplesmente não existe uma explicação racional para essa participação não ter acontecido.

A banda mandou então uma versão bem legal de Acid Rain - essa música sempre fica muito boa nos shows - e segue com Carry On, sem introduções nem nada, simplesmente dispararam a música e fiquei com a impressão que eles sentiram o pique da galera caindo e resolveram tomar alguma medida drástica para acordar todo mundo. Confesso que não tive acesso ao setlist oficial então não sei se o maior clássico da banda estava para ser tocado nessa ordem mesmo ou se eles adiantaram para acordar o povo. De qualquer forma, o resultado foi positivo e os fãs responderam à altura. Para não dizerem que sou implicante, essa é outra música que fica bem legal na voz de Falaschi.

Mais um “momento balada”, dessa vez com a já clássica Rebirth, o símbolo, digamos assim, dessa nova geração do Angra. Todos os presentes deram um show novamente e levaram a música praticamente sozinhos, ótimo momento e era perceptível a emoção de Edu quando a voz do público encobria suas próprias linhas. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 8:41 AM
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   Shows – Angra (Via Funchal – 5/11/2005) - Parte IV

Agora o vocalista anuncia que a banda tinha uma surpresinha para os fãs em comemoração aos 14 anos da banda e mandaram um medley muito, mas muito bom mesmo, com quase uma dezena de músicas dos três primeiros álbuns oficiais e uma do Rebirth. Eles começaram com a ótima Stand Away (com o guitarrista Rafael Bittencourt assumindo os vocais e dando um verdadeiro show, embora não tenha entendido porque ela não foi cantada por Edu), seguiram com Time, o comecinho de Wings of Reality, Metal Icarus, Silence and Distance, o refrão final de Make Believe, Petrified Eyes, Speed e fecharam com Z.I.T.O e Running Alone. A resposta do público foi incrível e acredito que esse medley veio para ficar. Pelo menos é uma forma direta e inteligente de passar a limpo alguns dos melhores momentos da carreira do Angra. Já que não se tem tempo suficiente para tocar todos esses clássicos separadamente, então essa é uma boa solução.

Edu chamou novamente Kai Hansen aos palcos (desta vez ele voltou com a guitarra em mãos) e juntos mandaram uma versão impecável de I Want Out, um dos maiores clássicos do Helloween e do Metal Melódico de todos os tempos. O músico alemão se despediu do público sob uma chuva de aplausos e disse que esperava todos no show do Gamma Ray em Sampa daqui a duas semanas. A introdução In Excelsis começa a tocar e é a deixa para o clássico Nova Era (com direito a Aquiles com sua máscara de polvo) fechar a apresentação com méritos.

No geral, tivemos um show interessante, porém longo e cansativo, especialmente pela primeira parte com o Temple of Shadows inteiro. Não me levem a mal, a idéia de tocar álbuns inteiros já funcionou com várias bandas, como por exemplo o Dream Theater, quando prestou algumas homenagens e tocou o Master of Puppets do Metallica inteirinho e depois gostaram da brincadeira e mandaram o Number of The Beast do Iron Maiden. Atualmente tocam até o Dark Side of The Moon do Pink Floyd. Mas aí estamos falando de clássicos indiscutíveis do Heavy e do Rock, só que este não é o caso do Temple of Shadows: se for para tocar um CD inteiro, por que não escolheram o Angels Cry que pelo menos é unanimidade?

Outro fator negativo desta vez que não posso deixar passar em branco foi a voz de Edu Falaschi. Adoro a voz do Edu desde os tempos do Symbols e tudo bem que este foi um show atípico com 3 horas de duração no final de uma turnê mundial, mas mesmo assim o cara precisa cuidar da voz, pois falhou feio em várias das músicas e, finalmente, não posso me esquecer do release do show onde os produtores divulgaram que teríamos diversos convidados e efeitos especiais. Sei que o marketing é a alma do negócio mas mentir para os fãs já é sacanagem. A única participação de peso que tivemos (e com o microfone funcionando) foi a de Kai Hansen e sobre os efeitos especiais, talvez eu esteja com algum problema visual, pois não ocorreu absolutamente nada ao contrário do primeiro show da turnê onde tivemos explosões e um gêiser de fogo em Spread Your Fire. Definitivamente não foi uma atitude legal com os fãs que esperavam uma coisa e tiveram outra. E sem nenhuma explicação dada nem para fãs, nem para a imprensa.

             Para os 14 anos de banda, o Angra merecia uma bela homenagem e, ainda com algumas pisadas feias na bola, o show foi competente em fazer um apanhado geral da carreira da banda mesmo com seus altos e baixos. Também precisamos falar que fazer um show de comemoração de 14 anos é algo completamente marketeiro, pois todo ano pode ter um “show de comemoração” para os 11, 12, 13, etc. De qualquer forma, parabéns à banda e vamos ver o que os paulistanos nos reservam no ano que vem para a comemoração dos 15 anos, aí sim uma data especial. Não perca amanhã, a tradicional cacetada de fotos exclusivas tiradas pelo Corrales... 

 Escrito por Bruno Sanchez às 8:41 AM
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   Cinema – Notícias – Confirmado! Thomas Haden Church é o Homem-Areia em Homem-Aranha 3

            Agora é pra valer. A Sony Pictures divulgou no site oficial do filme do Aranha a foto de Thomas Haden Church caracterizado como Flint Marko, ninguém menos que o Homem-Areia.

            Nos quadrinhos, Marko é um ladrão de quinta que, ao se esconder da polícia numa área de testes nucleares, acaba pego numa explosão atômica. Como resultado, seu corpo passa a ser formado de areia que ele consegue controlar, tornando-se extremamente maleável. Embora o Homem-Areia não seja um dos principais vilões do aracnídeo, seus poderes têm bastante potencial na telona.

            Agora, eu realmente acho que Thomas Haden Church deveria ser o Venom. O sujeito tem mais porte físico e suas capacidades dramáticas (vide Sideways) serviriam para construir o forte lado psicológico que o vilão tanto precisa. A Sony ainda não confirmou oficialmente o papel de Topher Grace que, segundo Kirsten Dunst, seria o Venom.

            Agora, essa camiseta listrada não caiu bem... Prova irrefutável de que nem tudo que funciona nos quadrinhos dá certo no cinema.



 Escrito por Carlos Cyrino às 1:45 PM
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   Música – CDs – Angra – Temple Of Shadows (Paradoxx – 2004) - Parte I

Caros delfonautas, confesso que essa resenha saiu do forno bem atrasada, especialmente se compararmos com outros veículos que publicaram a crítica do Temple Of Shadows menos de um mês após seu lançamento e eu estou, pelo menos, uns 6 meses atrás. Mas quero me desculpar esclarecendo que o último trabalho do Angra não é algo de fácil audição, portanto esperei a poeira abaixar para escrever com calma, sem me deixar influenciar pelas opiniões que alardeavam este CD como o melhor trabalho dos paulistanos. Afinal, o DELFOS não se diferencia dos outros veículos pela rapidez com que publica as matérias (embora quando cobrimos um show, somos sempre os primeiros a publicar), mas pela quantidade de detalhes que tratamos em nossos textos.

Antes de falar da música em si, peguemos o conceito, idealizado pelo guitarrista Rafael Bittencourt. E aqui entra um parágrafo escrito pelo nosso amigo, Carlos Eduardo Corrales, que você lê a seguir: “Extremamente alardeada pela grande mídia como sendo um conceito inédito, nós que entendemos do babado, dizemos que de inédito não tem nada, já que muitos já enveredaram pelo lado psicológico de um guerreiro medieval e um número de bandas ainda maior já fez músicas que criticavam a igreja. Além disso, um dos grandes baratos do Metal é o fato de as bandas escreverem sobre os heróis da literatura romântica de seu país de origem em suas músicas. Ou seja, não é certo dizer que o Metal em geral, fala de elfos, espadas, guerreiros medievais e trovões. Isso acontece porque esses eram os assuntos abordados por esse movimento literário na Europa, lugar de origem da maior parte das grandes bandas. Os estadunidenses do Manowar, por exemplo, sempre se enveredaram mais pelo lado místico dos americanos nativos, vide Defender e Black Wind Fire and Steel. Já o Angra sempre entendeu isso e seguiu pelo lado dos nossos heróis e temas românticos, como o descobrimento da América, considerada Terra Santa (Holy Land) pelos descobridores. Com a nova formação, a banda se aproximou do Metal europeu com Rebirth e agora segue nesse caminho com o conceito de Temple of Shadows”.

Ainda assim, a história parte de uma premissa interessante: durante as cruzadas pela conquista de Jerusalém no século XII, um dos cavaleiros invasores (chamado Shadow Hunter - eita nomezinho clichê) é ferido e socorrido pelos “infiéis” muçulmanos, justamente aqueles que ele combatia. Perturbado pelas contradições encontradas na religião católica e hospitalidade dos “inimigos”, o cavaleiro desiste de suas antigas crenças e passa a morar no oriente médio, chegando a se casar com uma mulher islâmica.

Para complementar a experiência, o encarte é bem completo com alguns dados históricos relevantes e uma contextualização antes de cada música para situar o ouvinte. Algumas frases em latim também aparecem distribuídas nas folhas mas, infelizmente, a fonte escolhida e o seu tamanho dificultam a leitura, mesmo para os fluentes no idioma. No geral, tirando esse vacilo, a parte gráfica é excelente

O Angra atual já não é mais novidade então não irei me ater na técnica e no histórico dos integrantes. Só gostaria de destacar uma coisa: a evolução de Edu Falaschi. O cara tinha uma voz bem característica nos tempos do Symbols, mas para a gravação do Rebirth eu o senti um pouco travado, sem desenvolver seu potencial (ouça a música Eyes In Flames do Symbols para entender onde quero chegar) o que é compreensível, já que a banda vinha de uma troca drástica de formação e precisava provar que não herdou apenas o nome dos velhos tempos. No Temple Of Shadows, já consolidado, Edu se soltou e mostra seu valor. Continua Abaixo...



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:54 AM
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   Música – CDs – Angra – Temple Of Shadows (Paradoxx – 2004) - Parte II

O instrumental está mais progressivo do que nunca. Se você achava o Holy Land um álbum com influências de Dream Theater e congêneres, espere até ouvir o Temple of Shadows. As quebradas nos ritmos, riffs esparsos aqui e ali, mudanças bruscas no tempo de cada composição, viradas na bateria, tudo isso se faz presente mas com um custo alto: a musicalidade com influências brasileiras.

O Angra sempre se destacou por misturar Metal com MPB, Bossa Nova e até alguma coisa do Samba raiz. Infelizmente, essa variedade não deu as caras desta vez a não ser pela participação de Milton Nascimento. Para os fãs antigos, essa característica fez falta e não é pra menos, afinal uma das principais identidades da banda era essa mistura.

Talvez como uma grande jogada de marketing para chamar a atenção da imprensa internacional (que não recebeu o Rebirth com os mesmos olhos que tinha para a formação antiga), o novo trabalho do [[Angra]] também trouxe várias participações especiais, entre elas Kai Hansen (Gamma Ray), Hansi Kürsch (Blind Guardian), Sabine Edelsbascher (Edenbridge) e o já citado Miltão. De todas as participações, com certeza a de Kai e a de Milton são as que mais se destacam e vou explicar o porquê na descrição das músicas abaixo.

As primeiras quatro faixas: a instrumental Deus Le Volt, Spread Your Fire, Angels and Demons e Waiting Silence são absurdamente legais e superam o começo de quase todos os álbuns da banda, com destaque para Waiting Silence, em minha opinião a melhor música do Angra desde Wings of Reality do Fireworks. Daí para frente, contudo, temos uma alternância entre altos e baixos.

Wishing Well é uma baladinha mamão com açúcar e lembra Fairy Tale do Shaman (agora Shaaman). Ainda não decidi se isso é bom. Depois temos a boa Temple of Hate, com a participação do mestre Kai Hansen. Esse também tira até leite de pedra, é o Midas do Metal (ouça a maravilhosa Time Machine do Heavenly) e com Temple of Hate não é diferente. É a faixa mais pesada e divertida do álbum, aquela para cantar junto nos shows nos próximos anos.

The Shadow Hunter conta a história do cavaleiro de mesmo nome (aquele do clichê). É uma música calma, mas com uma parte belíssima em sua metade cantada por um pequeno coro de vozes lembrando bastante o Rock Progressivo do Yes nos anos 70.

Mais uma baladinha morna com No Pain For The Dead. A música em si não é ruim, mas o excesso de baladas faz com que o Temple of Shadows se torne um trabalho preguiçoso a partir deste momento (o mesmo problema dos shows atuais dos caras). Na seqüência temos Winds of Destination, a faixa que conta com a participação especial de Hansi Kürsch, do Blind Guardian. Infelizmente, essa aparição é um grande desperdício pois a música, apesar de pesada, é fraca e parece estar lá apenas para tapar buraco.

Continuando com a seqüência irregular, temos mais uma balada com momentos pesados em Sprouts of Time. Outra composição genérica que não deve aparecer nos shows e será esquecida com o tempo. Seu único pedaço interessante é uma virada em sua metade que mistura alguns ritmos latinos e mostra que o Heavy Metal pode ser muito versátil, como o próprio Angra já demonstrou nos trabalhos anteriores.

Na seqüência temos Morning Star com sua levada irregular, mas bons momentos, especialmente no clímax orquestrado em seu final. Sinto que essa faixa não foi tão bem trabalhada como poderia pois ela tem muito potencial. Infelizmente, é mais uma fadada ao ostracismo.

Late Redemption é a curiosa participação de Milton Nascimento. Bem ao seu estilo, o cantor faz um dueto com Edu Falaschi onde interpreta suas linhas em português enquanto o vocalista do Angra responde em inglês. A idéia é bem interessante e mesmo os mais céticos hão de concordar que a música caiu como uma luva para a voz do mestre da MPB. Milton provavelmente mandaria absurdamente bem em uma música pesada, já que técnica o cara tem. Contudo, a banda decidiu não arriscar e fez o óbvio: uma balada bem feitinha. Gostaria muito de ver Milton subindo aos palcos com o Angra em algum show, seria um evento histórico (e, segundo as fontes delfianas, deveria ter acontecido no show do último sábado, cuja resenha você lê aqui ainda essa semana, onde a banda gravou outro DVD – provavelmente para competir com o DVD cheio de convidados do Shaman). O CD encerra com uma novidade, mais uma música instrumental: Gate XIII, que retrata a morte de Shadow Hunter em um clima sombrio e diferente do Angra alegre dos outros álbuns.

Tudo é muito bem produzido (responsabilidade do experiente Dennis Ward – baixista da banda Pink Cream 69) mas tenha uma coisa na cabeça: empolgações à parte, Temple of Shadows não é o melhor álbum do Angra como algumas publicações falaram exaustivamente. Esse título, na minha opinião, segue firme com o debut Angels Cry, mas o novo trabalho traz sim algumas novidades ao som dos paulistanos e vale o seu preço. De 0 a 10 eu dou 7,5.

Para finalizar, acredito que essa resenha e o álbum em si podem ser resumidos em uma pergunta: você reparou quantas vezes eu utilizei a palavra “balada”?



 Escrito por Bruno Sanchez às 9:53 AM
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   Cinema – Jogos Mortais 2 (Saw 2 – EUA – 2005)

            Você gosta de sentir aflição? Não me refiro à violência exacerbada e gratuita de um Paixão de Cristo, mas àquele tipo de violência não tão gráfico, mas muito mais impressionante? Convenhamos, é muito pior ver um homem cortando o próprio pé do que isso ser feito por terceiros. E esse é o grande trunfo da série Jogos Mortais. O Serial Killer não mata as pessoas, mas as obriga a fazer coisas horríveis. A primeira cena desta segunda parte, principalmente, é deveras assustadora.

 

            O filme, no geral, não é tão diferente do primeiro. Tem inclusive ares de remake. Temos um grupelho de pessoas cuja vida está limitada a duas horas, presas em uma espelunca. Para escapar, eles precisam resolver uma série de enigmas, muitas vezes envolvendo coisas horríveis. Por outro lado, temos a polícia que tenta encontrá-los, não porque são heróis, mas apenas porque o filho de um dos policiais está entre eles.

 

            Assim como no primeiro, a ação se desenrola alternando entre os dois lados. E, assim como no primeiro, quando estamos com as vítimas, o filme é fenomenal. Quando estamos com a polícia, é entediante. Isso se deve principalmente ao terrível personagem que colocaram como protagonista: um detestável detetive chamado Eric Mathews. E se o personagem já era ruim, ainda pegaram um insosso Donnie Wahlberg para interpretá-lo. E o pior é que tudo indica que o personagem será mantido na seqüência (Jogos Mortais 3 já foi anunciado). Todos juntos agora: “Nããããããããão!”.

 

            Na verdade, a única cena boa do lado da polícia é quando o protagonista e o assassino batem um papo no melhor estilo Silêncio dos Inocentes. Tirando o fato de que John Kramer (na boa, não dá para levar a sério um personagem com esse sobrenome) está muito longe de um Hannibal Lecter.

 

            Já do outro lado é onde fica a graça do filme. Mas nem isso é perfeito, já que existem poucos enigmas a serem resolvidos nos curtos 90 minutos de duração. Quando você está entrando no clima, o filme acaba, o que é realmente frustrante.

 

Como ligações com a primeira parte, temos “a vítima que sobreviveu”, interpretada pela deliciosa Shawnee Smith que fazia aquela série Becker, com o Ted Danson. Também temos de volta alguns cenários, como aquele banheiro onde a maior parte do primeiro filme acontece. Infelizmente, o diretor opta por achar que temos amnésia e, no momento em que o banheiro aparece, gasta uns 5 minutos do longa repetindo frases faladas no primeiro filme.

 

            E enfim chegamos ao final. Como já sabemos a identidade do assassino desde o final do primeiro filme, estava claro para mim que não haveria surpresas. Eu estava errado. Jogos Mortais 2 tem um dos melhores finais de filmes de terror desde A Chave Mestra, com a diferença de que este é bom mesmo antes do final. O negócio é tão bom que eu saí do cinema pensando se não merecia levar o (rufem os tambores) SELO DELFIANO SUPREMO (tantantan). Após repassar o filme na minha cabeça contudo, vi que não é para tanto. É bão, mas deveria ser melhor.

 

            Jogos Mortais 2 vai entrar para a história. Não como um ótimo filme (o que ele é) ou como algo assaz inovador (o que não é), mas como uma das seqüências mais rápidas da história. Ainda este ano, Jogos Mortais estreou nos cinemas tupiniquins e 11 meses depois, podemos desfrutar de outra empreitada tão boa quanto a primeira. Vamos torcer para que a série mantenha a qualidade. E fica a pergunta: onde diabos estava aquele maledeto arco-íris citado no início da armadilha?



 Escrito por Carlos Eduardo Corrales às 12:39 AM
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   Cinema – Matérias – Top 5: Filmes Gore - Parte I

             Jogos Mortais 2 está entrando em cartaz e, se for como o primeiro, pode se preparar para cenas graficamente bem pesadas. Pois é, dentro do gênero terror (ou horror, se preferir), há uma subdivisão chamada de filmes gore. Embora não haja uma tradução apropriada para o português, esta pequena palavrinha quer dizer que se trata de filmes com extrema e explícita violência física. Tipo, membros decepados, tripas escorrendo e litros e mais litros de sangue jorrando. Muitas vezes, tudo isso é mostrado de uma maneira tão exagerada que se torna absurdo e cômico (neste caso, a denominação muda para splatter, mas não vamos nos ater à nomenclaturas).

            Obviamente, estas pequenas pérolas de sadismo não são apreciadas por todos. E, como exemplo, cito nosso amigo Corrales que, apesar de gostar de um filme de terror, não é um grande fã de tripas à mostra. Geralmente, aqueles de estômago fraco fogem desses filmes como o diabo da cruz.

            No entanto, se você ainda está lendo este texto, provavelmente é um grande admirador do estilo (assim como eu) ou ficou interessado em conhecê-lo. Por isso, aqui vai uma singela listinha à Alta Fidelidade (aquele livro do Nick Hornby) de 5 filmes bacanas onde só falta escorrer sangue pela tela de sua TV. Aqui, a ordem é decrescente, começando com o mais fraquinho e culminando no campeão. No fim, há ainda menções honrosas a filmes que quase entraram na lista e a outros que possuem elementos gore, mas não são filmes de terror.

Os critérios utilizados, como em praticamente qualquer lista de 5 mais qualquer coisa, são pura e simplesmente os filmes que este que escreve conseguiu puxar de sua memória meio abalada e o gosto pessoal. Assim, se você discordar, é muito bem-vindo a partilhar sua própria lista conosco. A graça das listas é justamente cada um ter uma opinião diferente.

            Então, preparado? Sigam-me aqueles que tiverem estômago de aço. Para os mais sensíveis, recomendo a leitura desse texto com um saquinho de vômito ao lado do computador. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:09 AM
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   Cinema – Matérias – Top 5: Filmes Gore - Parte II

5 – A Volta dos Mortos-Vivos (The Return of the Living Dead – EUA – 1985)

 

Do que se trata: Filmes de zumbis detonam. Desde que George Romero rodou A Noite dos Mortos-Vivos em 1968, inventando o gênero, muitos tentaram copiá-lo e poucos conseguiram o mesmo sucesso. Dan O’Bannon, o roteirista de Alien – O 8º Passageiro, encontrou um outro jeito de seguir os passos do mestre Romero, o humor.

            Alguns paspalhos de um armazém de suprimentos médicos liberam por acidente um gás no ar, que reanima os mortos em uma cidadezinha. Despertos, os zumbis partem numa busca incessante para matar sua fome com... sim, isso mesmo... Miolos! (por sinal, uma das palavras de ordem aqui na redação do DELFOS).

            Este é o filme clássico onde os mortos-vivos andam por aí falando “miolos, miolos”, como um bando de retardados (mas isso apenas na dublagem em português. Em inglês eles falam “brains, brains” como um bando de retardados). Trata-se de uma divertida homenagem à, até a época, trilogia dos mortos de George Romero (agora uma quadrilogia, com o recente e tremendão Terra dos Mortos).

 

O que esperar: Muitos corpos em decomposição andando por aí, mordidas de arrancar pedaço e, óbvio, muitos miolos à mostra.

 

Nível de nojeira: Baixo. Como se trata de uma comédia de terror, é tudo tão exagerado que dá para assistir numa boa.

 

4 – Evil Dead II (idem – EUA – 1987) – Nota: Esta série também é conhecida aqui no Brasil como Uma Noite Alucinante

 

Do que se trata: Sam Raimi ficou famoso ao dirigir os filmes do Homem-Aranha, mas o que talvez os mais jovens não saibam é que ele já tinha, há tempos, a admiração dos fãs de filmes de horror por conta de sua série Evil Dead, do qual este segundo filme é, sem dúvida, o melhor e mais gore.

            Num misto de refilmagem e reimaginação do primeiro filme de 1981, o incomparável Ash (Bruce Campbell) leva sua namorada para uma sinistra cabana na floresta. O que era para ser um fim de semana romântico vira pesadelo quando eles encontram um livro escrito com sangue e encadernado com carne humana e um gravador. Contrariando todas as regras que qualquer pessoa que já assistiu a filmes de terror sabe, eles ligam o gravador, que recita passagens do livro, conjurando espíritos demoníacos que possuem (literalmente) a namoradinha do rapaz e outros incautos que chegam ao local. Cabe a nosso protagonista tremendão limpar a bagunça, matando os possuídos e tentando sobreviver até o amanhecer.

 

O que esperar: Esquartejamentos, sangue jorrando da paredes, um olho que salta de seu devido lugar para dentro da boca de uma garota, culminando no momento máximo, quando Ash tem uma das brigas mais divertidas do cinema, contra sua própria mão possuída, que acaba decepada por uma serra elétrica. Yeah!

 

Nível de nojeira: Moderado. Este filme também tem muitos elementos de comédia, inclusive em estilo pastelão, mas o nível de horror não é para qualquer um. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:08 AM
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   Cinema – Matérias – Top 5: Filmes Gore - Parte III

 3 – Hellraiser – Renascido do Inferno (Hellraiser – Reino Unido – 1987)

 

Do que se trata: Stephen King é conhecido como o mestre da literatura de horror, mas esse título deveria pertencer ao inglês Clive Barker. Seus livros são bem mais explícitos e insanos do que os de King.  Assim, quando Clive Barker resolveu assumir a direção da adaptação de seu livro The Hellbound Heart para o cinema, qualquer um que já lera uma de suas obras já sabia muito bem o que esperar. Isso aí, Hellraiser tem a cara de papai Barker impressa em cada fotograma (obviamente isto é apenas uma figura de linguagem. Você não vai ver um filme que só mostra o rosto de Clive Barker).

            Frank Cotton brinca com um quebra-cabeça místico, a Configuração dos Lamentos (que mais parece um cubo mágico) e, ao resolver o enigma, abre as portas do inferno, sendo tragado para lá por demônios de visual sadomasoquista, os Cenobitas (dos quais Pinhead é o mais conhecido, virando até garoto-propaganda da série).

             Algum tempo depois, o irmão do infeliz, sua mulher Julia (que teve um caso com Frank) e sua filha, mudam-se para a casa onde ele foi visto pela última vez e, ao derramar um pouco de sangue no chão do sótão, traz o tio Frank de volta. Só que ele está sem corpo.

A solução é arranjar alguns sacrifícios para que ele possa voltar a ficar inteiro. Quem vai cuidar disso é Julia, a esposa infiel do irmão de Frank. Ah, mas os Cenobitas não ficam nada contentes com a escapadela do moço para o mundo dos vivos e, quando sua sobrinha decifra a Configuração dos Lamentos, encontram a oportunidade ideal para tentar trazer o fujão de volta.

 

O que esperar: Um sujeito sem pele que fica nesse estado quase o filme inteiro, uma maluca que beija o tal sujeito todo gosmento, muito sangue, Cenobitas (que são definidos por Clive Barker como “sadomasoquistas do inferno”) e um despedaçamento humano através de ganchos (essa só vendo pra crer).

 

Nível de nojeira: Alto. O filme requer estômago forte para seu alto nível de violência. Alunos de medicina, acostumados a aulas de anatomia, não vão encontrar problemas.

 

2 – O Enigma de Outro Mundo (The Thing – EUA – 1982)

 

Do que se trata: Pra começo de conversa, de um filme de John “Halloween” Carpenter, um dos diretores mais legais dos EUA. Trata-se também de uma refilmagem de um filme de 1951.

            Membros de uma base de pesquisa científica no Pólo Sul encontram uma nave enterrada no gelo. Uma criatura alienígena do tipo parasita vai possuindo os pesquisadores um por um, o que só aumenta o terror e a paranóia, já que é impossível saber quem está infectado. Cabe a Kurt Russel (parceiro habitual dos filmes de Carpenter) a tarefa de liderar o grupo e exterminar a criatura e os possuídos. Uma curiosidade: vinte anos depois de seu lançamento, O Enigma de Outro Mundo recebeu uma versão game para PC, PS2 e Xbox, intitulada criativamente de The Thing.

 

O que esperar: Este filme está nesta lista não tanto pela quantidade de sangue e tripas apresentadas (em proporções generosas), e mais pelos efeitos especiais absolutamente nojentos e perfeitos até hoje. Quando a criatura se revela, é impossível não sentir um embrulho no estômago.

 

Nível de nojeira: Bem alto. Recomendo assistir a esse filme de estômago vazio. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:06 AM
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   Cinema – Matérias – Top 5: Filmes Gore - Parte IV

 1 – Fome Animal (Braindead/Dead Alive – Nova Zelândia – 1992)

 

Do que se trata: Senhores, temos um campeão! Se você acha que o ponto alto da carreira de Peter Jackson é a trilogia O Senhor dos Anéis é porque ainda não conhece esta obra que está na minha lista dos melhores filmes de todos os tempos.

            Na Nova Zelândia dos anos 50, a mãe dominadora do protagonista Lionel é mordida por um macaco-rato da Sumatra (!) e vira zumbi. Ao tentar esconder a situação de sua pretendente Paquita (sim, esse é o nome da coitada) e de seu tio, ele só piora a situação, que logo foge ao controle. Preciso dizer que, em breve, a cidade estará tomada por mortos-vivos?

 

O que esperar: Prepare-se para o maior banho de sangue que você possivelmente verá em celulóide. Desmembramentos, empalamentos, cabeças e caixas torácicas arrancadas, um intestino zumbi (acredite!) e uma casa cheia de mortos-vivos dizimada com um cortador de grama não dão nem 10% da idéia do que você encontrará nesse festival de tripas.

 

Nível de nojeira: Incomparável. O campeão absoluto só deve ser assistido por admiradores do gênero, de estômago completamente vazio, e depois de uma longa preparação espiritual. Depois não diga que eu não avisei!

 

Menções honrosas – Estes quase chegaram lá!

 

+ A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street – EUA – 1984)

 

Do que se trata: Ora, mas que pergunta! Trata-se do tremendão Freddy Krueger dilacerando um bando de adolescentes em seus sonhos para vingar-se dos pais deles que o queimaram vivo.

Um clássico do cinema de horror, perpetrado por  Wes Craven, que gerou uma das figuras mais cativantes do cinema, um carinha queimado chamado Freddy...

 

O que esperar: Na verdade, as mortes demoram a acontecer, mas quando acontecem... Temos um sujeito tragado para dentro de sua cama e devolvido como litros de sangue e uma garota retalhada pela luvinha de Freddy.

 

Nível de nojeira: Moderado. O filme mescla bem momentos de atmosfera sombria com momentos mais gráficos.

 

Por que não entrou na lista: Porque apesar das cenas sangrentas, se encaixa melhor na categoria slasher – adolescentes perseguidos por assassinos armados de objetos afiados. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:04 AM
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   Cinema – Matérias – Top 5: Filmes Gore - Parte V

+ Scanners – Sua Mente Pode Destruir (Scanners – Canadá – 1981)

 

Do que se trata: De um filme do canadense David Cronenberg, especialista em nojeiras cinematográficas, como A Mosca e eXistenZ, logo, motivo mais que suficiente para ganhar essa menção honrosa.

            Os scanners são um grupo de pessoas dotadas de incríveis habilidades psíquicas. Isso mesmo, telepatas. Eles estão unidos para tentar dominar o mundo. Porém, um cientista consegue recrutar um deles para o lado dos humanos normais e o usa para tentar aniquilar o chefe do movimento scanner.

 

O que esperar: Este filme só está aqui por causa de uma cena. O malvadão do filme explode a cabeça de outro scanner apenas com o poder da mente. Numa época em que efeitos de computação ainda não existiam, a cena, feita de modo antigo (é um boneco), é ainda bem forte.

 

Nível de nojeira: Baixo. Tirando essa cena, o resto do filme pode ser assistido numa boa.

 

Por que não entrou na lista: Porque não é um filme de terror. Aliás, os filmes de Cronenberg, apesar dos elementos nojentos e de terem diversas características do gênero, não são exatamente filmes de horror.

 

+ Irreversível (Irréversible – França – 2002)

 

Do que se trata: De um filme francês que, à época de seu lançamento, causou muita polêmica por conter duas cenas extremamente pesadas, que fizeram muita gente sair do cinema na metade da película.

            A personagem de Monica Bellucci é estuprada por um vagabundo qualquer, na cena pesada número 2. Trata-se de uma seqüência brutal, mostrada em 10 minutos e sem cortes. Seu amigo e seu ex-marido partem em busca de vingança. A cena pesada número 1, você descobre abaixo.

 

O que esperar: Como o filme é contado de trás pra frente, uma das primeiras cenas é justamente a da vingança. Ao encontrarem o sujeito, eles partem para cima. Quando o meliante parece estar ganhando, um dos justiceiros lhe acerta com um extintor de incêndio na cabeça. O malfeitor cai, mas o vingativo amigo de Monica Bellucci continua batendo até que o rosto do cara começa a se desmontar em primeiro plano.

 

Nível de nojeira: Alto. Só essa cena é gore, o resto do filme é normal e uma droga, por sinal. Mas é uma das cenas mais pesadas que eu já vi na vida, do tipo que dá pesadelos. Assista ao filme preparado para ficar chocado.

 

            Bom, é isso aí. Espero que esta lista não o tenha deixado muito nauseado. Para aqueles que não conhecem os filmes citados e se interessaram, a boa notícia é que a maioria deles foi lançada por aqui em DVD e todos eles podem ser encontrados no já jurássico formato VHS. Todas essas obras são relativamente fáceis de encontrar em locadoras de grande porte, e vira e mexe são reprisados nas madrugadas dos canais abertos de TV, portanto corra atrás. Agora peço licença para ficar por aqui, pois acho que vou ter que ir à latrina mais próxima devolver o meu almoço. E, se eu fosse um personagem de filme gore, possivelmente o jantaria depois.



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:02 AM
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   Cinema – Cão de Briga (Danny the Dog/Unleashed – França/EUA/Inglaterra – 2005)

            Quando cursava a faculdade de cinema, decidi assistir a alguns filmes que normalmente dispensaria, como forma de ampliar meus horizontes cinematográficos. Um dos filmes que vi nessa época foi O Enigma de Kaspar Hauser o alemão Werner Herzog. É a história de um sujeito encontrado numa floresta. Ele não sabe se comunicar, mal consegue andar e não tem absolutamente nenhum conhecimento da vida em sociedade. Na medida em que é reintegrado ao convívio social, ele revela que cresceu trancado num porão, sem nenhum tipo de contato humano a não ser uma mão que lhe passava comida por um buraco na porta.

            Mas espera aí, essa não é a resenha de Cão de Briga? Por que diabos você está tagarelando sobre um filme cabeça alemão? Muito simples, o novo veículo de ação de Jet Li (o astro de Herói), guardadas as devidas proporções, apresenta paralelos com a história do tal Kaspar Hauser (por sinal, o filme de Herzog é baseado em uma história real). Um homem desprovido de convívio social ainda é um homem?

            Jet Li é Danny, um sujeito órfão com uma habilidade assombrosa para as artes marciais. Só que Danny foi criado desde pequeno como um cão por um mafioso sem escrúpulos, Bart (Bob Hoskins, o detetive do tremendão Uma Cilada Para Roger Rabbit, de Robert Zemeckis), tornando-o o guarda-costas perfeito. Danny quase não fala, obedece o chefe cegamente e sim, ele usa uma coleira no pescoço.

            Aliás, a coleira é a chave de seu condicionamento. Quando está com ela, é dócil feito um poodle de madame. Quando Bart a retira, é melhor não ficar em seu caminho, pois Danny só vai parar de bater quando seu adversário morrer ou Bart mandar.

            As coisas começam a mudar quando ele conhece Sam (Morgan Freeman, de  Menina de Ouro e Batman Begins), um afinador de pianos cego e o único a tratá-lo como gente. A amizade com Sam e seus ensinamentos lhe devolvem sua humanidade há muito esquecida e será o catalisador da revolta de Danny contra Bart e seus capangas.

            Bom, como se trata de um filme estrelado por Jet Li, está na hora de falar da pancadaria. Nesta película, ela é bem farta e os fãs de filmes de artes marciais não vão se decepcionar. Mas há alguns problemas. A partir do momento em que Danny conhece Sam, o filme fica um bom tempo sem apresentar uma cena de ação, preferindo o desenvolvimento dos laços de amizade entre os dois e a evolução do personagem de Li. Ou seja, o filme dá uma esfriada na metade para voltar a esquentar só no final. Quem for ao cinema só pela ação pode ficar entediado durante esse longo trecho.

            Outra coisa, as coreografias de lutas, criadas por Yuen Wo Ping (o mesmo que desenvolveu os quebras de Matrix) são bem comunzonas, sem nenhuma novidade, com um uso discreto de cabos. Culpa do próprio Ping, pois desde que ficamos de queixo caído com as lutas que desenvolveu no filme dos brothers Wachowski, nos deixou ávidos por seqüências de ação cada vez melhores e mais revolucionárias.

            OK, as lutas podem não ser inovadoras, mas são bem divertidas. E se isso ainda não é o bastante para convencê-lo, a trama esquisitona (o roteiro é de Luc Besson, o sujeito mais pop do cinema francês, que recentemente também escreveu Carga Explosiva 2) ajuda o filme a sair do lugar-comum de outros exemplares do gênero. Assim, Cão de Briga é mais do que recomendado a todos os apreciadores de um bom filme de pancadaria.

 Escrito por Carlos Cyrino às 12:10 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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