Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – King Kong (Idem - EUA/Nova Zelândia – 2005) – TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES

            Finalmente chegou a hora da estréia do último grande blockbuster do ano e a primeira incursão do tremendão Peter Jackson desde que ganhou fama e fortuna adaptando o mundo criado pelo ainda mais tremendão J. R. R. Tolkien. E digo sem sombra de dúvida: se continuar seguindo o caminho pelo qual vem levando sua carreira (além de O Senhor dos Anéis, Jackson também dirigiu o cult Fome Animal), o carinha tem tudo para ser tão admirado pelos nerds quanto Kevin Smith. Um Kevin Smith que faz filmes de fantasia, eu diria.

            A história de King Kong é uma das mais conhecidas do cinema, mas para quem não conhece, aí vai um resumão: estamos em 1933. Uma equipe de cinema descobre uma terra desconhecida chamada Ilha da Caveira e decide ir até lá fazer seu filme. Ao chegar lá, descobrem que o local é habitado por criaturas há muito extintas e outras um tanto... uhn... grandes. Como bons seres humanos gananciosos, decidem tirar uma casquinha da natureza e se você quiser saber mais, vá assistir ao filme.

            Meu conhecimento de King Kong vem da versão de 1976 que, dizem, é bem diferente da original de 33, que por sua vez, parece ser bem semelhante à superprodução que invade os cinemas esta semana. Segundo Peter Jackson, a intenção dele foi apenas fazer uma versão High Tech do primeiro filme. Curiosamente, os efeitos especiais estão aquém do esperado. O design do macaco e mesmo dos dinossauros estão bem legais (embora eu ache que o Kong deveria ter mais do que apenas 7 metros), mas não parecem se “misturar” com as imagens dos atores reais tão bem quanto deveriam.

            Outra diferença para o original é a duração. O novo King Kong tem 187 min. Até fiz uma piada que o Peter Jackson não consegue mais dirigir nada com menos do que três horas, mas é bem capaz que seja verdade, já que o cara parece gostar bastante de mostrar detalhes e de desenvolver bem os personagens.

            O filme é claramente dividido em 3 atos, cada um com mais ou menos uma hora. O primeiro ato é a apresentação dos personagens e seu caminho até a Ilha da Caveira. Eles chegam na Ilha com mais ou menos uma hora de filme e o macacão em si só vai aparecer depois de uma hora e meia de projeção, o que vai levar muita gente a achar o filme “uma enrolação sem fim”. Felizmente, depois que chegam na ilha, o bagulho engata e se torna assaz tremendão. A primeira aparição dos dinossauros é mágica, seguida de uma empolgante cena de ação. Mas o melhor mesmo é a refilmagem de uma das cenas mais conhecidas do cinema: a briga do Kong com os Tiranossauros. Sim, no plural, mas não vou contar mais nada para não estragar a parada. Mas digo uma coisa, tem potencial para ser uma das melhores cenas do ano.

            Finalmente, o terceiro ato é na cidade e é o mais triste. Em muitos momentos, fiquei com muita pena do pobre macaco grande. Quando ele conseguia acertar um avião então, era uma festa. Dava até vontade de aplaudir. ;)

            Pelo que ouvi falar do filme original, ele tinha um ar bem erótico na relação macaco/mulher.  Aqui, Kong se afeiçoa à beldade da vez (Naomi Watts – com a cara da Nicole Kidman), mas não vi nada de sexual no relacionamento entre os dois. Parecia mais aquele tipo de afeição que temos com animais de estimação, sabe?}

            Resumindo, gostei muito do filme. Cheguei a considerar seriamente em presenteá-lo com o requisitado Selo Delfiano Supremo, mas mudei de idéia pois realmente se trata de um filme cansativo, que teria se beneficiado de alguns cortes, principalmente no primeiro ato. Agora não se espante se o filme acabar saindo em um DVD com uma versão estendida com 40 minutos de cenas adicionais. E aposto que vai vender muito.



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:02 AM
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   Cinema – Matérias – Top 5: Monstros gigantes do cinema - Parte I

            Peter Jackson está de volta aos cinemas, acompanhado por ninguém menos que King Kong, o gorilão gigante que curte escalar o edifício Empire State. Se o tamanho da bilheteria do filme for proporcional à estatura do bichão, prepare-se para mais um arraso de público.

            Aproveitando a volta de Kong, apresento uma nova lista dos 5 mais, desta vez dedicada às 5 criaturas gigantes mais bacanudas a mostrarem suas descomunais proporções nas telas dos cinemas.

            E não, a lista não está organizada por ordem de tamanho. Os critérios escolhidos, como no caso do nosso consagrado Top 5: filmes gore, novamente são simplesmente baseados na memória filmíca e no gosto pessoal de quem vos escreve. Então, se você concorda ou discorda dos selecionados, mande um comentário e a sua própria lista.

            Ah, como esta lista foi inspirada por King Kong, resolvi deixar o macacão de fora, mas isso não quer dizer que ele tenha sido negligenciado pelo pessoal do DELFOS. Ele está muito bem representado pela resenha da superprodução do senhor Jackson, pela resenha do clássico filme de 1933 e até com uma matéria sobre os bastidores do filme original. Então não deixe de lê-las. E agora, vamos aos gigantes!

 

5 – O Homem de Biscoito de Gengibre

 

De onde: Da segunda aventura do ogro verde, Shrek 2 (idem – EUA – 2004).

 

Qual é a dele: Pra começar, não o confunda com o diminuto homem de biscoito de gengibre (gingerbread man no original) cruelmente torturado no primeiro filme e que também está presente nesta segunda aventura. Esta sua enorme versão foi assada pelo padeiro de Drury Lane com o único propósito de ajudar Shrek a entrar no castelo dos pais de Fiona e impedi-la de se casar com o terrível Príncipe Encantado.

 

Nível de estrago: Nulo. O biscoito gigante (hum, biscoito gigante...) consegue colocar Shrek dentro do castelo, mas logo depois é atingido pela guarda real e vai parar dentro do fosso, de onde ainda canta um trecho de Livin’ La Vida Loca. Pô, que desperdício de comida.

 

4 – O Tiranossauro Rex

 

De onde: Do joinha O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park – EUA – 1993), o tremendão (é, eu acho melhor que o primeiro) O Mundo Perdido – Jurassic Park (The Lost World: Jurassic Park – EUA – 1997) e o meia-boca Jurassic Park III (idem – EUA – 2001).

 

Qual é a dele: Provavelmente o dinossauro mais famoso do mundo, o T-Rex é um monstro de tamanho avantajado (exceto nos bracinhos curtos) que tocou o terror nos visitantes da ilha Nublar no primeiro filme.

            No segundo, aterrorizou os tontos que foram parar na ilha Sorna e ainda deu uma volta por San Diego (claramente inspirado em nosso homenageado King Kong) fazendo estragos, só para perder o posto de protagonista para o Espinossauro, um dinossauro carnívoro ainda maior, mas sem o mesmo carisma, no terceiro exemplar da série.

            Uma curiosidade não relacionada aos filmes, mas ao Tiranossauro propriamente dito é que talvez seu representante mais famoso não é um gigante, e muito menos um monstro, mas o simpático Horácio, que costuma dar as caras nos gibis da Turma da Mônica.

 

Nível de estrago: Considerável. O T-Rex mastigou alguns humanos, brigou com velociraptores e destruiu parcialmente uma cidade dos EUA. Ainda bem que está extinto. Continua abaixo...



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:02 AM
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   Cinema – Matérias – Top 5: Monstros gigantes do cinema - Parte II

3 – Godzilla

 

De onde: Puxa, de uma porrada de filmes japoneses das mais variadas épocas e da fracassada superprodução estadunidense de 1998.

 

Qual é a dele: Esse lagartão mutante, conseqüência do mau uso da energia nuclear, só quer saber de uma coisa, destruir maquetes de Tóquio e fazer centenas de figurantes nipônicos fugirem gritando e se descabelando. Na versão estadunidense, o objetivo do bichão é arrasar Nova Iorque fazendo milhares de figurantes americanos saírem correndo gritando e se descabelando.

            A título de curiosidade, o lagarto versão made in Japan já enfrentou até o nosso querido King Kong, numa co-produção entre Japão e EUA de 1962, intitulada criativamente de King Kong Vs. Godzilla (Kingu Kongu tai Gojira). Agora, eu sempre me perguntei por que diabos o Jaspion nunca enfrentou a criatura a bordo de seu indefectível gigante guerreiro Daileon. Ia ser o confronto do século!

 

Nível de estrago: Alto. Seja apenas um cara numa roupa de borracha ou a turbinada versão em CGI de Roland Emmerich, Godzilla provoca o caos por onde passa, deixando para trás uma trilha de destruição.

 

2 – Stay Puft, o Monstro de Marshmallow

 

De onde: Do clímax do sensacional Os Caça-Fantasmas (Ghostbusters – EUA – 1984).

 

Qual é a dele: Durante a batalha final dos caça-fantasmas contra a entidade conhecida como Gozer, ela varre as mentes de cada um em busca de seu maior medo. Aparentemente, o grande temor do Dr. Ray Stantz é uma criatura gigante feita de marshmallow (hum, doce... Aliás, este é o segundo monstro feito de comida a povoar este Top 5 – acho que eu deveria ter escrito este texto depois do almoço) chamada Stay Puft, que se materializa para tentar destruir nossos queridos exterminadores de criaturas do além.

 

Nível de estrago: Baixo. Os caça-fantasmas conseguem explodir o monstro com seus raios, provocando uma sensacional chuva de marshmallow.

 

1 – A Mulher de 15 Metros

 

De onde: Do filme trash de mesmo nome (Attack of the 50 foot Woman – EUA – 1958), que inclusive ganhou uma refilmagem para a TV em 1993 com Daryl Hannah no papel principal (todos comigo: 1, 2, 3 e hum, Daryl Hannah gigante...).

 

Qual é a dela: Após um inesperado encontro com alienígenas, uma mulher comum atinge a inacreditável altura de 15 metros e decide usar seu tamanho avantajado para se vingar do marido que a chifrou e de todos que lhe enchiam o saco quando era apenas uma reles baixinha.

 

Nível de estrago: Catastrófico. Se uma mulher de estatura normal já é capaz dos maiores estragos, uma garota de 15 metros enfurecida é garantia de hecatombe na certa. Quer um conselho? Se algum dia você se deparar com um mulherão de 15 metros, tire 5 minutos para apreciar a maravilhosa paisagem e depois corra por sua vida.

 

            E assim chegamos ao final de mais um Top 5. Para o delfonauta que sempre quis saber como é a sensação de ser um monstro gigante, recomendamos o jogo [[Rampage]], disponível para as mais diversas plataformas, onde você é um monstro gigante com o objetivo de espalhar destruição pela cidade. Espero que o amigo delfonauta tenha se divertido e usado este pequeno guia como um manual para saber o que fazer caso se depare com qualquer criatura gigante algum dia desses. Pra começar, corra, e corra muito. Por fim trate de arranjar um apartamento no último andar do prédio mais alto da cidade. Se bem que às vezes nem mesmo isso pode lhe proteger da fúria dos monstros gigantes.

 Escrito por Carlos Cyrino às 12:00 AM
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   Cinema – RRRrrrr!!! Na Idade da Pedra (RRRrrrr!!! – França – 2004) - TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES

            “Eu sou a favor do aborto, desde que a mulher esteja grávida. Porque se ela não estiver grávida, o aborto será inútil”. Esta citação consegue dar uma ótima idéia do humor que encontramos neste RRRrrrr!!! e convenhamos, ele é bem-vindo. O humor nonsense imortalizado por Monty Python e depois utilizado pelos Zucker (aqueles de Corra que a Polícia Vem Aí, Top Gang e outros tão legais quanto esses) está sumido há bastante tempo (no cinema, já que na TV ainda temos séries como Scrubs, American Dad e Uma Família da Pesada mantendo a tradição). Então qualquer filme que venha resgatar esse tipo de humor será bem-vindo pelos delfianos, mesmo que não seja tão engraçado quanto aqueles que o inspiraram.

            Como todo filme francês RRRrrrr!!! tem participação do onipresente Gerard Depardieu (acho que esse cara está em pelo menos 80% dos longas franceses que já assisti). A história é bem legal. Estamos na idade da pedra (dã), onde todo mundo se chama Pedro ou Pedra (fique ligado nos nomes dos personagens nos créditos. É hilário). Um assassinato acontece. O primeiro da história. Isso, obviamente, leva à primeira investigação da história, que é deveras atrapalhada. O mais engraçado do filme é aquela lógica nonsense, então se você acha os longas citados no começo dessa matéria bobos, fique longe desse.

            A fita segue muito bem, cheia de piadas bastante engraçadas (embora nem sempre inéditas), mas seus 95 minutos parecem ser um pouco demais para o conteúdo que apresenta. Talvez com uns 10 ou 15 minutos a menos ficaria mais legal. Outro problema é que o final não fez sentido nenhum. Como eles descobriram quem era o assassino e quem seria sua próxima vítima? Será que eu deixei de prestar atenção exatamente nesse momento (isso acontece às vezes)? Ou será que não é para fazer sentido mesmo?

            Enfim, essa falha no roteiro não atrapalha a diversão. Se você está no DELFOS é porque você deve gostar desse tipo de humor. Então corra para o cinema e divirta-se. E quando eu digo corra, quero dizer literalmente, pois RRRrrrr!!! estréia em circuito limitado e não deve ficar muito tempo em cartaz. É uma pena, pois para cada comédia inteligente e divertida como essa surgem uns 10 As Branquelas, que conseguem muito mais público e, conseqüentemente, ficam muito mais tempo em cartaz.



 Escrito por Carlos Cyrino às 3:36 PM
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   Cinema – Clássicos – King Kong (Idem - EUA – 1933) – TEXTO POR BRUNO SANCHEZ

O texto abaixo contém spoilers. Não leia se não tiver visto o filme.

 

A história de King Kong, ao contrário do que muitos possam pensar, não é apenas uma desculpa para destruição e carnificina de um filme de monstros e vai bem além, nos fazendo um relato sobre a própria natureza malvada da raça humana.

Logo de cara somos apresentados ao produtor de documentários sensacionalistas Carl Denham (papel de Robert Armstrong), um ser inescrupuloso que resolve montar uma expedição para visitar a misteriosa ilha da Caveira. Para a aventura, ele chama o escritor e aventureiro Jack Driscoll (Bruce Cabot) e a bela aspirante a atriz (e ladra) Ann Darrow (Fay Wray), que servirão como protagonistas do “documentário”.

Mas chegando ao local, a equipe descobre que a tal ilha é habitada por nativos nada receptivos e muito estranhos (uma mistura bizarra de aborígines com a cultura africana), além de alguns dinossauros supostamente extintos há milhões de anos. O lugar também guarda outro segredo muito mais interessante, um certo macaco gigante, considerado como um deus pelos nativos.

Tudo se complica quando a tribo seqüestra Ann para um ritual onde ela será oferecida (como sacrifício ou diversão? Nunca fica bem claro) ao protagonista do filme, o nosso King Kong, com seus respeitáveis 8 metros de altura. O problema é que o macacão se apaixona pela “atriz” e resolve levar a garota para o seu convívio na floresta.

A equipe decide sair em socorro da mocinha indefesa e descobre que terá que lutar muito para conseguir sair da ilha com vida. Aí entramos também no aspecto politicamente incorreto do filme, já que os aventureiros saem atirando a torto e a direito em todas as criaturas que encontram (dinossauros), não importando se esses seres eram apenas herbívoros ou não. Em uma época onde o cinema não se preocupava com o aspecto ético de suas produções, é até justificável essa matança desenfreada que vale também para o inverso: os monstros presentes e o genocídio cometido contra os humanos, inclusive da parte do nosso rei dos macacos.

 Após o resgate de Ann (onde temos a inesquecível luta de Kong com o tiranossauro, que é MUITO legal e justifica plenamente porque impressionou tanto os executivos do estúdio, como você deve ter lido na matéria da história por trás do filme), a expedição consegue colocar o macacão para dormir graças a uma bomba de fumaça. O bicho vai para Nova Iorque graças à ambição de Denham em apresentar sua “descoberta” como a oitava maravilha do mundo em um mega-show popular para faturar uns trocados a mais. Mas logo na primeira aparição pública, o gorila se liberta das correntes e começa a atacar tudo e todos, mostrando sua fúria contra a crueldade dos homens.

O filme faturou quase 2 milhões de dólares em seu ano de estréia e conseguiu revitalizar todo o balanço financeiro da RKO (estúdio que produziu o filme). Com uma estratégia de mercado bem lucrativa, o estúdio relançava a película em intervalos regulares até a década de 50 para conseguir mais uma graninha.

Outro aspecto interessante do filme é a sensualidade presente. Em vários momentos, a personagem de Fay Wray aparece com um generoso decote, roupas rasgadas e pernas de fora. Até aí nada de mais para os padrões “bundísticos” atuais, mas lembre-se que estamos falando do início da década de 30 do século passado, onde as produções dos principais estúdios eram mega-puritanas e você pode imaginar o impacto que essas cenas causavam em uma sociedade conservadora.

Também não posso me esquecer de dar os devidos créditos à trilha sonora de King Kong. O trabalho do compositor Max Steiner (também responsável pelo tema de E O Vento Levou) é simplesmente fenomenal, especialmente nas cenas que ocorrem na ilha e ajudam a criar todo o clima de mistério da aventura.

Algumas tomadas das cenas de ação (por exemplo o ataque dos aviões ao gorilão no topo do Empire States com câmeras se revezando entre o vôo rasante dos biplanos para os disparos de metralhadoras e ângulos mais distantes mostrando toda a ambientação) serve de referência até hoje e é difícil imaginar que nos anos 30 criaram algo tão sofisticado com uma tecnologia tão precária (lembre-se: nada de CGs, apenas miniaturas).

Lembrando que o filme já foi relançado em DVD em caixas diferentes, com vários extras e documentários. Para quem curte um bom cinema pipoca, vale a pena o investimento, pois apesar de já contar com seus 72 anos de idade, King Kong ainda é perfeitamente assistível e um típico exemplo do melhor que o cinema pode oferecer em termos de entretenimento, além de passar uma boa mensagem a toda humanidade de que não devemos brincar com a natureza. Por toda sua originalidade, o King Kong original merece o Selo Delfiano Supremo e provavelmente será a coisa mais antiga que levará o selo a não ser que algum dia o Corrales escreva uma resenha sobre a obra de Beethoven. ;-)



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:01 AM
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   Cinema – Matérias – King Kong: A História Por Trás do Filme Original e Suas Influências – TEXTO POR BRUNO SANCHEZ

A primeira coisa que devemos fazer quando vamos analisar qualquer filme com mais de 50 anos de idade, é esquecer os nossos olhos do século XXI e tentar encará-lo como um espectador daquela época faria. É simplesmente impossível comparar uma produção de 1933, com todas as suas limitações técnicas e orçamentos apertados, a mega-produções recentes como Star Wars, Matrix e afins.

Sim, aos nossos olhos, os efeitos especiais são toscos, os atores são canastrões, as atuações são exageradas e a história é forçada, mas para um cidadão comum vivendo a época entre-guerras (a primeira guerra mundial terminou em 1918 e a segunda começou em 1939), logo após a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque em 1929, King Kong é simplesmente revolucionário e tem seu lugar garantido na galeria dos maiores filmes já realizados, ao lado de nomes como Cidadão Kane e E O Vento Levou.

Toda sua história começou quando o autor e diretor Merian C. Cooper teve um sonho onde via um macacão atacando a pobre Nova Iorque (a cidade sempre foi vítima dos maiores desastres possíveis, desde alienígenas, maremotos e congelamentos até macacos gigantes) e resolveu que aquilo era bom demais para permanecer apenas em sua mente.

Para vender a idéia aos estúdios de Hollywood, Cooper fez um investimento do próprio bolso para mostrar um pouco da obra pronta aos grandes executivos do estúdio RKO e filmou uma pequena cena que mostrava King Kong lutando contra um T-Rex.

O técnico de efeitos especiais Willis O'Brien já tinha desenvolvido alguns bonecos para um filme chamado Creation que nunca saiu do papel devido à grande depressão no final daquela década, que quebrou vários estúdios e levou muita gente à falência. Mesmo assim, Willis guardou todos os modelos e encontrou a oportunidade perfeita de demonstrar seu trabalho quando Cooper perguntou se ele gostaria de participar da “aventura”. É por isso que vemos no filme Kong lutando contra dinossauros, foi uma maneira encontrada de encaixar o velho trabalho de O´Brien com as novas idéias de Merian Cooper.

Para a época, começo dos anos 30, esse trabalho de efeitos especiais com animação em Stop Motion (a técnica dos bonecos de massinha gravando um quadro por vez e alterando manualmente os movimentos dos modelos) não era uma novidade, mas a perfeição técnica alcançada realmente impressionou os executivos do estúdio que compraram a idéia na hora.

De qualquer forma, é bom que fique claro que esses efeitos especiais de King Kong, apesar de excepcionais, não foram o grande aspecto inovador do filme, já que em 1925 tivemos a famosa produção The Lost World, que também mostrava modelos em Stop Motion de dinossauros com uma ótima qualidade técnica. O grande mérito de King Kong foi ter incorporado esse mundo da animação de massinhas em meio a atores e cenários reais, coisa que também já existia antes, mas nunca com tanta qualidade quanto neste filme.

Percebendo uma boa oportunidade no potencial do roteiro e na qualidade dos efeitos especiais, os estúdios MGM (já um grande nome de Hollywood) ofereceram (colocando o dedinho na boca) UM MILHÃO DE DÓLARES pelos direitos sobre a obra, alegando que o pequeno RKO não era capaz de cobrir todos os custos de produção. A proposta foi negada e os caras do RKO preferiram arriscar mundos e fundos (imagine como uma produção dessas era cara naqueles idos e em um país a beira de um colapso).

            O filme foi rodado em 1932 e estreou em Nova Iorque em 2 de Março de 1933 e nas demais cidades dos EUA um pouquinho depois, em 7 de Abril. Durante a produção, o título mudou de nome várias vezes: primeiro era The Beast, depois The Ape, depois King Ape, Kong e finalmente o nome que entraria para a história: King Kong.

A importância de King Kong pode ser demonstrada claramente nos inúmeros produtos que foram gerados ao longo do século XX de forma oficial ou com uma inspiração mais que óbvia. Ainda dentro do cinema, tivemos coisas bem “cults” como o clássico absoluto dos filmes “B”, King Kong Vs. Godzilla, de 1962 (na verdade, a própria criação do lagartão tem sua origem diretamente relacionada ao Kong) ou a tentativa de reedição do original, em 1976, que contava com nomes como Jeff Bridges e Jessica Lange no elenco. Esse último passou exaustivamente no SBT, juntamente com sua continuação (King Kong 2 de 1986) e foi um dos grandes responsáveis pela minha geração conhecer um pouco da “lenda” do macacão, mesmo que ambos os filmes da nova safra sejam fraquinhos.

Fora do cinema, mas ainda dentro do assunto, tivemos alguns jogos de videogame fundamentais que tiveram clara inspiração, como a série Donkey Kong (onde um certo encanador italiano fez a sua estréia também), especialmente o primeiro exemplar de 1981. O famoso Rampage de fliperama, que depois apareceu no Master System, no Nes e até no Mega Drive e Nintendo 64 também tinha lá o seu “King Kong” bem representado (no caso, era um símio chamado George). Na década seguinte, o jogo de luta Primal Rage (que eu particularmente gosto bastante) também pegava sua dose de inspiração do filme de 1933 e o game The Simpsons:Bart´s Nightmare, para Super Nes e Mega Drive, também tinha uma fase inspirada no filme onde você enfrentava o King Homer no topo do Empire States.

Quer saber mais sobre o primeiro filme? Então não deixe de ler a minha crítica para ele, aqui mesmo nesse especial e divirta-se.



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:01 AM
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   Cinema – Quem é Morto Sempre Aparece (The Big White – EUA – 2005) – TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES

            Cara, a cada novo filme com o Robin Williams que eu assisto, mais difícil fica de acreditar que eu fui, um dia, fã do cara. Claro, me refiro a “filmes filmados”, já que o cara fez uma das melhores dublagens que eu já tive o prazer do conhecer no tremendão Aladdin. Também não podemos esquecer de seu trabalho de dublagem mais recente e também detonante, o divertido Robôs.

            Infelizmente, quando se trata de “filmes filmados”, Robin tem mania de pegar papéis cheios de lição de moral em filmes chatíssimos tipo Anjo de Vidro. Curiosamente, embora seus filmes sempre estejam mais para dramas do que para comédias, são comumente divulgados como pertencentes ao segundo gênero. E nada mais frustrante do que sair deprimido de uma “comédia”.

            Como você já deve imaginar, Quem é Morto Sempre Aparece faz parte desse time. A história é a seguinte: Robin Williams é Paul, um cara cheio de dívidas e cuja esposa (Holly Hunter) tem problemas mentais. Seu irmão, Raymond (Woody Harrelson) está desaparecido há cinco anos e tem uma apólice de seguro de (tantantaan) 1 milhão de dólares (Nota: ao digitar isso, Carlos coloca seu dedo mindinho próximo à boca e faz cara de mau) que só pode ser resgatada caso seu irmão fique desaparecido por mais dois anos, completando o cabalístico número de sete anos desaparecidos.

            Paul volta cabisbaixo para casa e, ao mexer no lixo que fica em frente à sua mini-empresa, encontra um presunto. Nesse momento, uma lâmpada aparece ao lado de sua cabeça. A partir daí, o filme se desenrola em várias frontes: Paul na tentativa de receber a grana, os assassinos tentando recuperar o presunto e o carinha da empresa de seguros tentando desmascarar Paul.

            Parece complicado, mas na verdade é bem simples. E chato, muito chato. E longo. Sabe aquele filme que você sai do cinema pensando que perdeu duas horas da sua vida, que poderiam ter sido melhor aproveitados caso você tivesse ficado em casa visitando sites de mulher pelada? Pois é, este é um desses filmes.

Infelizmente, eu não tive essa opção e perdi duas horas de meu disputado tempo assistindo a esse lixo. Isso sem contar os quinze minutos que passei escrevendo esse texto. Por isso, vou parando por aqui antes que cheguemos a duas horas e meia jogadas fora. Quanto a você, faça um favor para si mesmo: quando ficar sabendo de um “filme filmado” com a participação de Robin Williams, acesse a Internet no seu site de mulher pelada preferido. É bem mais barato e você tem muito mais chances de chegar a um clímax.



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:01 AM
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   Cinema – O Elo Perdido (Man to Man – África do Sul/França/Inglaterra – 2005) - TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES

            Lembra de O Elo Perdido, aquela série tremendona que tinha os Sleestaks e que deixou nossa infância mais divertida? Aquela que uma família volta para o passado e é obrigada a viver junto com dinossauros? Não, cara, não estou falando dos Flintstones, é uma série filmada. Lembrou? Bom, deixa para lá, afinal, tirando o nome, este filme nada tem a ver com o programa.

            Você por acaso sabe o que é O Elo Perdido? Sabendo ou não, vou explicar. É um estágio da evolução humana que a ciência ainda não conseguiu identificar. Manja aqueles troços de Homo Sapiens, Homo Habilis e tal? É um desses. Tem um salto nessa escada evolucionária que não faz sentido. Isso faz umas pessoas mais doidas, tipo o Bruno aqui do DELFOS dizer que a raça humana (ou talvez os macacos mais evoluídos) foram misturadas com ETs, criando essa desgraça que infesta o planeta Terra hoje em dia. Sim, me refiro a nós.

            Pois os cientistas desse filme (que se passa no século XIX) acreditam ter encontrado esse elo na forma de dois pigmeus africanos. Segundo suas pesquisas, os pigmeus apresentam traços que os colocam entre os macacos mais evoluídos e os humanos menos evoluídos. Tudo indica que são uma raça inferior e selvagem. Até que eles começam a apresentar capacidade de pensar, aptidão para a música e coisas assim. Não, não chegam a formar uma dupla sertaneja chamada Os Pigmeus, embora isso seria legal, mas você entendeu o que quero dizer. E aí eles se dividem entre os cientistas bonzinhos, que os consideram humanos, e os cientistas mauzinhos, que os consideram espécimes para pesquisa.

            Pronto, está armada a confusão e o delfonauta mais esperto já montou o filme todo em sua cabeça, afinal, é mais ou menos a história de muitos outros filmes, entre eles o clássico O Homem Elefante. Os clichês são seguidos à risca e o principal interesse que o longa gera é aquele naturalmente criado pelo seu tema que, convenhamos, é deveras interessante.

            Vale a pena assistir? Olha, é um filme nada. Poderia ser melhor caso tentasse sair dos clichês ou fosse um pouco mais curto (apesar de nem ser tão longo, tem cerca de duas horas). É até bom, mas é cansativo. De qualquer forma, se você perder, não acho que vai se arrepender pelo resto da sua vida. E se você assistir, também não vai achar que jogou o dinheiro fora. Mas dificilmente vai se lembrar dele depois de algumas semanas.



 Escrito por Carlos Cyrino às 12:05 AM
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   Cinema – O Exorcismo de Emily Rose (The Exorcism of Emily Rose – EUA – 2005)

            Já se vão 32 anos desde que O Exorcista apavorou platéias mundo afora, incluindo este redator, que jurou nunca mais assistí-lo em sua vida (sim, morri de medo. E daí?). Agora, o tema é novamente abordado em O Exorcismo de Emily Rose. Antes que você me pergunte já dou a resposta: não, a história de Emily Rose não é tão tremendona (e absurdamente assustadora) quanto a da garotinha Regan, mas a seu favor há o fato de ser inspirada na história real de Anneliese Michel, uma garota alemã que sofreu os mesmos horrores da senhorita Rose, mas nos anos 70. Que meda!

            Outro fator favorável é a forma como ele é levado. O trailer passa toda a pinta de um filme de terror. Diabos (literalmente), a história é típica de um filme de terror. Mas na verdade a película é conduzida como um... drama de tribunal! E quer saber? Essa abordagem não apenas funciona muito bem, como eleva a obra acima da média dos últimos – e formulaicos – exemplares de filmes de medo.

            Mas não se preocupe, o fator calafrio é bem alto. Fazia muito tempo que eu não tomava sustos de pular da poltrona ou ficava enterrado nela pensando que a sala de exibição estava escura demais pro meu gosto.

            Pois bem, o filme começa com a prisão do padre Moore (Tom Wilkinson, o Carmine Falcone de Batman Begins) pelo homicídio culposo (aquele considerado não intencional) da jovem universitária Emily Rose (calma, delfonauta, eu não estraguei nenhuma surpresa, trata-se da primeira cena do filme, além de estar escrito em todas as sinopses) por negligência durante um ritual de exorcismo.

            Segundo a promotoria, a jovem apresentava um tipo raro de epilepsia psicótica e o padre contribuiu para sua morte ao aconselhar Emily a parar de tomar o remédio para tal desordem, visto que seu problema era de ordem espiritual. A jovem estaria possuída pelo demônio, ou melhor, por seis demônios para ser mais exato. Haja espaço para tanto bicho ruim dentro dela.

            Cabe à advogada de defesa Erin Bruner (Laura Linney, de Kinsey – Vamos Falar de Sexo), que só aceitou o cargo para ser promovida em sua firma, tentar livrar a cara do padre, mesmo achando sua história completamente absurda. Claro, à medida que o julgamento transcorre e os fatos vão sendo apresentados (e coisas bizarras começam a acontecer - tan, tan, taaannnn...) ela começará a questionar se sua visão de mundo agnóstica não estaria equivocada.

            O filme deixa a cargo do espectador escolher se Emily Rose era apenas doente e seus espasmos e visões seriam frutos de ataque epilético ou se a garota estava é com o diabo no corpo mesmo. Ele apresenta a velha batalha da ciência contra a religião. Pelo lado da promotoria, o padre é tratado como uma piada, um ignorante que se deixou levar por superstições. Pelo da defesa, a principal questão é: se Emily tinha mesmo a tal doença, por que o remédio que ela tomava não fazia efeito? De fato, ela só piorava. Há coisas que nem a ciência consegue explicar. E como sabemos, num tribunal é preciso haver explicações para tudo.

            A ação na corte é entrecortada por flashbacks da triste história de Emily e dos fatos que deflagraram toda essa bagunça. E é aqui que o bicho pega. Sob a possível influência dos seres infernais, a garota se contorce, fala com voz de homem em dialetos arcaicos e apronta outras barbaridades.

            As situações apresentadas são menos gráficas que as de O Exorcista (não há vômitos verdes e nem masturbação com crucifixos), mas tão assustadoras quanto. Destaque para o bom e discreto uso de efeitos visuais e do som (praticamente um pré-requisito nos filmes de horror). Mas a maior responsável pelo medão provocado é mesmo Jennifer Carpenter (nenhum parentesco com John Carpenter), a desconhecida atriz que dá vida (e possessão) a Emily. Com um trabalho de linguagem corporal excelente e suas pupilas dilatadas, toda vez que ela manifestava um ataque dos coisas ruins, fazia este pobre jornalista roer as unhas. Só espero que ela não sofra o mesmo destino de Linda Blair, que ficou tão marcada por seu papel em O Exorcista que simplesmente nunca mais conseguiu outro trabalho de destaque a não ser na paródia de seu próprio personagem em A Repossuída (aquele com o tremendão Leslie Nielsen).

            Por fim, devo comunicar que nunca mais verei o horário de 3 horas da manhã do mesmo jeito! (para descobrir a razão você terá de assistir ao filme).

            Se você gosta de uma experiência cinematográfica do tipo que, após sair do cinema, qualquer barulho esquisito em casa te deixa de cabelo em pé, então O Exorcismo de Emily Rose é a pedida ideal. Depois, só não venha reclamar do prejuízo pelo aumento na conta de luz.

 Escrito por Carlos Cyrino às 12:02 AM
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