Delfos - Jornalismo Parcial
   Cinema – Feira das Vaidades (Vanity Fair – EUA/Inglaterra – 2004) – TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES – Estréia em 13/01

             Já perdi tempo demais assistindo a esse filme (141 longos minutos, para ser exato), então essa resenha vai ser curta e objetiva. E mais: dividida em tópicos.

 

            A história: baseado no famoso livro homônimo de William Makepeace Thackeray, Feira das Vaidades conta a história de uma alpinista social chamada Becky (Reese Witherspoon). Ambiciosa, seu maior objetivo é atingir a alta sociedade do início do século XIX e vai se esforçar para isso durante toda a projeção do filme.

 

            O bom: o visual é estiloso. O figurino é legal. Tem um jeitão de superprodução inconfundível. O elenco é estelar (além de Reese, ainda conta com Gabriel Byrne e Bob Hoskins, também conhecido como o detetive Valiant de Uma Cilada Para Roger Rabbit). As garotas são bonitas (em especial a Amelia, interpretada por Geraldine McEwan) e exibem seus belos seios através de generosos decotes durante toda a projeção.

 

            O ruim: é chato. Chato que dói. E grande. Maior do que precisaria ser. O enredo é fútil e desinteressante e mesmo suas poucas piadas não tiram o filme do marasmo total.

 

            O veredicto: por ser pretensioso e chato até não poder mais, eu realmente não recomendo, mas acima você tem as qualidades e defeitos de Feira das Vaidades. Analise e decida por você mesmo se vale a pena investir seu rico dinheirinho em um ingresso para esse filme.



 Escrito por Carlos Cyrino às 2:04 PM
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   Cinema – Zathura – Uma Aventura Espacial (Zathura – EUA – 2005) – Estréia em 13/01

            Alguém aí lembra de Jumanji, aquele filme com o Robin Williams onde duas crianças encontram um jogo de tabuleiro mágico e coisas bizarras acontecem a cada rodada?

            Pois é, Zathura – Uma Aventura Espacial é exatamente isso, mudando apenas a temática do jogo da selva de Jumanji para o espaço. Mas calma, os executivos de Hollywood não perderam de vez a vergonha na cara e decidiram fazer um xerox na cara dura. Acontece que os dois filmes são baseados em livros do mesmo escritor, Chris Van Allsburg (que também escreveu O Expresso Polar), então o plágio descarado é culpa do próprio autor.

            Desta vez, dois irmãos briguentos (Josh Hutcherson e Jonah Bobo – Juro que não farei nenhuma piadinha com o sobrenome deste último) e que vivem disputando a atenção do pai recém divorciado (Tim Robbins, o maluco de Guerra dos Mundos em outro papel pequeno demais para ele) acham um jogo de tabuleiro, o tal Zathura, na casa nova do velho e começam a jogar, desencadeando uma série de perigos (para começar, a casa inteira fica flutuando no espaço durante toda a duração da partida) que só vão acabar ao término da peleja.

            Idêntico a Jumanji, não é? Bem, sendo as comparações inevitáveis, digo que este novo filme é bem melhor.

            Pra começar, uma casa flutuando no espaço, chuvas de meteoros, alienígenas e astronautas são bem mais legais que manadas de animais selvagens. E mais, os dez anos de diferença de um filme para o outro fazem com que os efeitos especiais desta nova produção deixem os de sua história-irmã no chinelo.

            Para os nerds, duas informações interessantes. Primeiro, a voz do robô (um dos perigos manifestados pelo jogo maldito) é de Frank Oz, o mesmo que dá voz ao tremendão mestre Yoda das trilogias Star Wars. E segundo, o diretor da película é Jon Favreau, conhecido dos fãs de quadrinhos por interpretar o desperdiçado Foggy Nelson na adaptação cinematográfica de Demolidor – O Homem Sem Medo.

            Zathura é um típico filme de férias escolares, feito exclusivamente para a molecadinha. Porém não torra o saco dos adultos acompanhantes como um As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3-D, por exemplo. Então pode levar sossegado seu filho, irmãozinho, priminho ou sei lá mais o quê. E se você entrar no clima, também vai se divertir.



 Escrito por Carlos Cyrino às 2:03 PM
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   Cinema – Soldado Anônimo (Jarhead – EUA – 2005) – Estréia em 06/01

             Podemos classificar um filme como sendo de guerra, mesmo que nenhum combate seja mostrado? Ou seria um drama, mesmo com diversas passagens bem-humoradas? Pois essa bagunça de gêneros é o novo filme de Sam Mendes, diretor do aclamado Beleza Americana e do bacana Estrada Para Perdição.

            Desta vez, Mendes nos brinda com a história de Anthony Swofford (Jake Gyllenhaal, de O Dia Depois de Amanhã), um jovem que, por alguma razão que nem ele deve saber, decide se alistar nos fuzileiros navais (a divisão militar mais barra-pesada dos EUA). A saber, o título em inglês, traduzindo-se literalmente fica como “Cabeça de Jarro”, uma gíria para o corte de cabelo raspado usado por tais fuzileiros.

            O filme se passa em 1989, então Swofford é enviado para a Arábia Saudita para se preparar para combater as tropas do Iraque que haviam invadido o Kuwait no que ficou conhecido como Operação Tempestade no Deserto.

            Soldado Anônimo pega emprestado a estrutura de Nascido Para Matar. Mais ou menos a primeira metade do filme é dedicada a mostrar o treinamento de Anthony numa base militar, com aquele instrutor que só sabe berrar, manja?

            A outra metade, mostra a vida de seu batalhão, sob o comando do Sargento Sykes (Jamie Foxx, de Colateral), no Oriente Médio e a dura espera para finalmente entrarem na guerra.

            Essa mistura de gêneros de que falei lá no começo é interessante, mas neste caso o resultado é extremamente irregular. Isso porque Mendes não consegue decidir se a película é uma crítica à guerra (se for, é demasiadamente sutil), um estudo antropológico dos tipos que se alistam no exército (caso seja isso, é falho) ou um mero exercício de diferentes estilos de cinema, o que o torna absolutamente vazio.

            O filme não tem razão de existir, ele não diz absolutamente nada e seu final é deveras capenga. E mesmo assim ainda é muito bom, justificando a alta nota recebida. Ele propõe algumas questões interessantes. A cena onde os soldados assistem Apocalypse Now (a clássica seqüência da Cavalgada das Valquírias) é particularmente perturbadora, devido às reações deles, quase como se tivessem sofrido lavagem cerebral. E o fato de ser um filme de guerra que não mostra os combates, sem dúvida é uma abordagem interessante, e há razão para esse fato acontecer, mas aí você vai ter que ver o filme.

            Mesmo errando, e bastante, Sam Mendes ainda é capaz de sair com um produto acima da média. O filme é divertido, prende a atenção e sem dúvida vale a pena ser assistido. Então não se assuste com a quantidade de defeitos apontados aqui. O produto final, sem dúvida, compensa tudo isso.



 Escrito por Carlos Cyrino às 2:02 PM
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   Cinema – Valiant (Idem – EUA – 2005) – TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES – Estréia em 06/01

            Estamos em 1944. Alemanha e Inglaterra estão em guerra. A esperança se esvai conforme os dias passam. A liberdade está por um fio e o futuro depende de um grupo de destemidos heróis. Uma equipe de... pombos-correio?

            Essa é uma sinopse perfeita para este simpático desenho que invade nossos cinemas meio na surdina. Mas vamos desenvolver mais. Um jovem e pequerrucho pombinho sonha em ser um herói de guerra e resolve se alistar no exército. No seu caminho, conhece o alívio cômico, o malandro amante de liberdade Bugsey (sim, exatamente como todos os tradicionais alívios cômicos, como Timão e Pumba, Manivela e Baloo (aquele que usa somente o necessário). À nova equipe de recrutas, se juntam mais alguns pombinhos com personalidades distintas, mas infelizmente pouco desenvolvidas, fato que acaba sendo o principal problema do desenho.

            Temos vários personagens interessantes aqui, mas quase todos completamente sub-aproveitados. É o caso dos ratinhos (principalmente aquele que fica gritando “Sabotage!”, que tinha potencial para ser um dos mais queridos do desenho e que aparece por menos de 10 minutos) e até mesmo dos vilões.

            Tecnicamente, o desenho é exemplar. É visualmente lindo, com um design de personagens bem bonitinho, trilha sonora pomposa e empolgante e uma boa dublagem, ao menos na versão nacional (que não conta com vozes famosas). O elenco original, por outro lado, tem nomes como John Cleese e Ewan McGregor, este em sua segunda incursão nas animações.

            Valiant cumpre o que promete. Infelizmente, tinha potencial para ser muito mais. Sua história vai sempre pelo já tentado e aprovado, sem nenhum espaço para inovações ou mesmo para as já tradicionais referências à cultura Pop que costumam agradar principalmente aos mais velhos. É quase certo que vai agradar às crianças, mas em uma época onde o cinema de animação conta com maravilhas da Pixar e da Dreamworks, até mesmo os pequenos vão começar a ficar mais exigentes.



 Escrito por Carlos Cyrino às 2:00 PM
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   Novidades DELFOS – Uma boa e uma má notícia – TEXTO POR CARLOS EDUARDO CORRALES

             Amigo delfonauta, eu tenho uma boa e uma má notícia para vocês. A má é que por motivos de força maior, não poderemos cobrir os eventos de imprensa que acontecerão durante o mês de janeiro, então o DELFOS vai ficar um pouco parado neste início de ano. Vamos publicar apenas as matérias de cinema que já estão prontas sobre filmes que vão sair esse mês. Elas serão publicadas pelo Cyrino de acordo com a data de estréia do filme, mas também por motivos de força maior, ele pode precisar adiantar algumas delas. Caso isso aconteça, fique ligado no título da matéria, pois lá vai dizer a data de estréia do filme analisado.

            Por fim, a boa notícia vou deixar como supresa. Assim que voltarmos à nossa programação normal, o que acontecerá no final de janeiro/começo de fevereiro, prepare-se para ser surpreendido. Até lá!

 Escrito por Carlos Cyrino às 12:00 AM
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Este é um site sobre tudo relacionado à arte, à cultura e à diversão em geral. Daí surgiu o nome Delfos, ilha onde nasceu Apolo, deus grego das artes, entre outras coisas. Isto NÃO é um Blog. Utilizamos este layout temporariamente devido à sua simplicidade. Nas próximas semanas estrearemos em formato portal, com um layout mais trabalhado, sistema de navegação adequado, promoções e, finalmente, a tão esperada (e reveladora) entrevista exclusiva com o Sepultura. Fique ligado! Enquanto isso, você pode se divertir com as nossas mais de duzentas resenhas já publicadas. Afinal, é para isso que serve o histórico aí embaixo. Para trocar idéias com os delfianos, fazer críticas ou sugestões, entre em contato com a gente pelo ICQ 9558279 ou pela nossa comunidade do Orkut em http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=254322. Se quiser falar com a gente por e-mail, deixe um comentário com o seu e-mail e nós entramos em contato com você.
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